Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

AVICULTURA 2 
Introdução à Avicultura de 
postura, manejo de cria e recria 
1. Fases de criação das poedeiras 
As fases de criação são divididas em cria, 
recria e produção. Essa divisão existe porque 
cada idade da ave precisa de um manejo 
diferente. A ave não nasce pronta para produzir 
ovos; primeiro ela precisa crescer bem, ganhar 
peso, desenvolver o sistema corporal e só 
depois entrar na fase produtiva. 
 
1.1 Fase de cria — 0 a 6 semanas 
A fase de cria é a fase inicial da vida da 
pintainha, que vai do nascimento até 
aproximadamente 6 semanas. É uma fase 
muito delicada, porque a ave ainda não 
consegue controlar bem a própria temperatura 
corporal. Por isso, ela depende muito do 
ambiente, principalmente do aquecimento, da 
cama, da água, da ração e da ventilação 
correta. 
Antes das pintainhas chegarem ao galpão, o 
produtor precisa preparar tudo. Isso inclui 
montar os círculos de proteção, ligar e testar 
as campânulas ou aquecedores, distribuir os 
comedouros e bebedouros, colocar papel no 
piso e deixar água e ração disponíveis. Isso é 
importante porque, quando a pintainha chega, 
ela precisa encontrar um ambiente aquecido, 
seco, limpo e com fácil acesso à alimentação. 
O círculo de proteção serve para manter as 
pintainhas próximas da fonte de calor, da água 
e da ração. Ele evita que elas se espalhem 
demais pelo galpão e passem frio ou tenham 
dificuldade de encontrar alimento. Conforme 
as aves crescem, esse espaço deve ser 
aumentado aos poucos. 
A campânula ou aquecedor serve para 
fornecer calor. Como a pintainha ainda não 
regula bem a temperatura corporal, se o 
ambiente estiver frio, ela pode ficar amontoada, 
comer menos, crescer mal e até morrer por 
esmagamento ou hipotermia. 
O comportamento das pintainhas mostra se a 
temperatura está adequada. Quando estão 
confortáveis, elas ficam bem distribuídas, 
comem, bebem e se movimentam 
normalmente. Se estiver frio, elas ficam 
amontoadas perto da fonte de calor. Se estiver 
quente, ficam afastadas da campânula, 
ofegantes e com asas abertas. 
O que mais cai da fase de cria: saber que é a 
fase de 0 a 6 semanas, que exige aquecimento, 
água, ração, controle de temperatura e 
observação do comportamento das pintainhas. 
 
1.2 Fase de recria — 7 a 17 semanas 
A fase de recria vai de 7 a 17 semanas. Nessa 
fase, a ave ainda não está em produção. O 
objetivo principal é o crescimento corporal e a 
preparação da futura poedeira. 
É nessa fase que o manejo precisa garantir que 
as aves cheguem à postura com peso 
adequado, boa estrutura corporal e boa 
uniformidade. Se a ave entra na postura muito 
fraca, muito leve ou muito desuniforme, a 
produção de ovos pode ser prejudicada. 
A uniformidade é muito importante na recria. 
Ela significa que a maioria das aves do lote tem 
peso parecido. Um lote uniforme é melhor 
porque as aves se desenvolvem de forma 
semelhante, entram em postura de maneira 
mais regular e respondem melhor ao programa 
de luz e alimentação. 
Durante a recria, deve-se fazer pesagem 
semanal de uma amostra do lote, geralmente 
cerca de 1% das aves, pegando animais de 
diferentes partes do galpão. Isso evita avaliar só 
um grupo e achar que o lote inteiro está bem. 
Quando algumas aves estão muito pequenas 
ou fracas, elas podem ser separadas para 
receber melhor manejo e alimentação. Isso 
ajuda a melhorar a uniformidade do lote. 
O que mais cai da fase de recria: saber que é a 
fase de crescimento, que vai de 7 a 17 semanas, 
que envolve pesagem, controle de 
uniformidade e preparação da ave para a 
postura. 
 
1.3 Fase de produção — acima de 17 semanas 
A fase de produção começa quando a ave entra 
na postura, geralmente acima de 17 semanas. 
Nessa fase, o objetivo é manter a ave 
produzindo ovos com boa qualidade e bom 
desempenho. 
Antes de transferir as aves para o galpão de 
postura, é necessário verificar se as instalações 
estão funcionando bem. Isso inclui gaiolas, 
comedouros, bebedouros, pisos, parte 
hidráulica, parte elétrica e iluminação. 
A reforma das gaiolas é importante para evitar 
fuga de aves, ovos presos, perda de ovos ou 
machucados. Os pisos dos corredores também 
precisam estar bons para evitar acidentes e 
ovos trincados durante o manejo. 
A água é essencial na fase de produção, porque 
a poedeira precisa de boa hidratação para 
manter o metabolismo e a produção de ovos. 
Problemas nos bebedouros podem reduzir 
consumo de água e, consequentemente, 
prejudicar a postura. 
A iluminação é um dos pontos mais 
importantes da produção, porque influencia 
diretamente o sistema reprodutivo da ave. O 
programa de luz ajuda a estimular a postura e 
manter a produção. 
O que mais cai da fase de produção: saber 
que é a fase acima de 17 semanas, que precisa 
de preparação do galpão, boa iluminação, água, 
ração e instalações adequadas para evitar 
perda de ovos e queda na produção. 
 
2. Debicagem 
A debicagem é a retirada parcial e cauterização 
da ponta do bico das aves. Ela não significa 
arrancar o bico inteiro. Por isso, também pode 
ser chamada de apara parcial do bico ou 
tratamento da ponta do bico. 
Ela é feita principalmente para evitar problemas 
de bicagem agressiva e canibalismo. As aves 
possuem hierarquia social, e algumas podem 
bicar outras, causando ferimentos. Em casos 
mais graves, isso pode levar à morte. A 
debicagem reduz a gravidade dessas bicadas. 
Além disso, a debicagem ajuda a diminuir o 
desperdício de ração, porque a ave com o bico 
muito pontudo pode jogar mais alimento para 
fora do comedouro. Também ajuda a manter 
melhor uniformidade do lote, porque reduz a 
competição e os danos causados por 
agressividade. 
A primeira debicagem geralmente é feita entre 
7 e 10 dias de idade. A segunda debicagem, 
quando necessária, pode ser feita entre 10 e 12 
semanas. 
Existem métodos diferentes. A debicagem pode 
ser feita com lâmina quente, que corta e 
cauteriza ao mesmo tempo, ou por radiação 
infravermelha, que geralmente é feita no 
incubatório, no primeiro dia de vida. No método 
por infravermelho, a parte tratada do bico cai 
depois de alguns dias. 
A debicagem deve ser feita por pessoa treinada, 
com equipamento limpo, lâmina em 
temperatura adequada e sem pressa. Se for mal 
feita, pode causar dor, sangramento, bico torto, 
dificuldade para comer, queda no consumo de 
ração, perda de peso e desuniformidade. 
Antes da debicagem, pode ser fornecida 
vitamina K, porque ela auxilia na coagulação e 
ajuda a reduzir risco de hemorragia. Após a 
debicagem, é importante colocar mais ração no 
comedouro para que a ave consiga comer sem 
bater o bico recém-cortado no fundo. 
O que mais cai sobre debicagem: conceito, 
finalidade, idade correta, métodos, cuidados 
antes e depois, e consequências de uma 
debicagem mal feita. 
 
3. Canibalismo 
O canibalismo é quando uma ave bica a outra 
de forma agressiva, podendo causar 
ferimentos, sangramentos, exposição de 
tecidos e até morte. É um problema sério na 
avicultura, porque compromete o bem-estar, 
causa prejuízo econômico e aumenta a 
mortalidade. 
Ele pode ocorrer por vários fatores, como: 
Excesso de lotação: muitas aves em pouco 
espaço aumenta estresse e disputa. 
Deficiência nutricional: falta de nutrientes 
pode estimular comportamento anormal. 
Falta de água ou ração: aumenta competição 
e agressividade. 
Poucos comedouros ou bebedouros: faz as 
aves disputarem alimento e água. 
Ferimentos: aves são atraídas por sangue ou 
regiões lesionadas. 
Prolapso de oviduto: quando parte do oviduto 
fica exposta após a postura, podendo chamar 
atenção das outras aves. 
Hierarquia social: aves dominantes podem 
bicar as submissas. 
Altas temperaturas: calor causa estresse e 
aumenta agressividade. 
A debicagem é uma forma de reduzir os danos 
do canibalismo, mas o manejo correto do 
ambiente, da alimentação, da densidade e do 
conforto térmico também é essencial. 
O que mais cai: causas do canibalismo e 
relação com debicagem e bem-estar animal. 
 
4. Uniformidade do lote 
A uniformidade mostra se as avesde um lote 
estão com peso parecido. Um lote uniforme é 
aquele em que a maior parte das aves tem peso 
próximo da média. 
Ela é importante porque aves muito diferentes 
dentro do mesmo lote não respondem igual ao 
manejo. Algumas podem entrar em postura 
antes, outras depois; algumas comem mais, 
outras menos; e isso prejudica a produção. 
Na prática, a uniformidade ajuda a avaliar se o 
manejo está correto. Se o lote está 
desuniforme, pode indicar problemas de 
alimentação, doenças, competição, falta de 
espaço, falhas nos equipamentos ou manejo 
inadequado. 
Para calcular, primeiro pesa-se uma amostra do 
lote. Depois calcula-se o peso médio. Em 
seguida, calcula-se uma variação de 10% para 
mais e 10% para menos em relação à média. 
Exemplo: 
Peso médio: 780 g 
10% de 780 = 78 g 
Limite inferior: 780 - 78 = 702 g 
Limite superior: 780 + 78 = 858 g 
Então, contam-se quantas aves estão entre 702 
g e 858 g. Se, de 300 aves pesadas, 260 
estiverem dentro desse intervalo: 
Uniformidade = 260 ÷ 300 × 100 
Uniformidade = 86,67% 
Isso significa que 86,67% das aves estão dentro 
do peso esperado, sendo um resultado bom, 
pois o ideal é uniformidade acima de 80%. 
O que mais cai: conceito de uniformidade, 
importância, cálculo, limite inferior, limite 
superior e interpretação do resultado. 
 
5. Coeficiente de variação — CV 
O coeficiente de variação, ou CV, também 
avalia a variação de peso dentro de um lote. Ele 
mostra o quanto os pesos estão diferentes em 
relação à média. 
Um CV baixo significa que o lote é mais 
uniforme, ou seja, as aves têm pesos mais 
parecidos. Um CV alto significa que o lote é 
desuniforme, com aves muito diferentes entre 
si. 
Na prova, o mais importante é entender a 
interpretação: 
CV baixo = lote uniforme. 
CV alto = lote desigual/desuniforme. 
O CV é muito usado para avaliar desempenho e 
qualidade do lote. 
 
6. Conforto térmico 
O conforto térmico é quando a ave está em 
uma temperatura adequada, sem sentir frio ou 
calor excessivo. Isso é muito importante, 
principalmente na fase de cria, porque as 
pintainhas ainda dependem do aquecimento 
externo. 
Se a temperatura estiver errada, a ave gasta 
energia tentando se aquecer ou se resfriar, e 
essa energia deixa de ser usada para 
crescimento e desenvolvimento. 
Quando as pintainhas estão com frio, elas se 
juntam perto da fonte de calor, ficam 
amontoadas e podem ocorrer mortes por 
esmagamento. Também comem menos e 
crescem pior. 
Quando estão com calor, elas se afastam da 
fonte de calor, ficam ofegantes, abrem as asas 
e reduzem o consumo de ração. 
Quando existe corrente de ar, as pintainhas se 
agrupam em apenas um lado do círculo, 
tentando fugir do vento. 
Quando estão em conforto térmico, ficam bem 
distribuídas, ativas, comem, bebem e 
vocalizam normalmente. 
A temperatura do piso também é importante, 
porque as pintainhas perdem calor pelos pés. 
Então não adianta só aquecer o ar; o piso 
também precisa estar adequado. 
O que mais cai: interpretar o comportamento 
das pintainhas de acordo com frio, calor, 
corrente de ar ou conforto. 
 
7. Programa de luz 
O programa de luz é o controle das horas de luz 
que as aves recebem por dia. Ele é muito 
importante na avicultura de postura porque a 
luz influencia diretamente a reprodução. 
A luz estimula o hipotálamo, que atua sobre a 
hipófise. A hipófise libera hormônios como FSH 
e LH, que agem no ovário e estimulam o 
desenvolvimento reprodutivo da ave. 
O FSH está relacionado ao crescimento dos 
folículos ovarianos. O LH participa da ovulação. 
Por isso, a luz influencia diretamente a 
maturidade sexual e a postura. 
O programa de luz serve para evitar que as aves 
entrem em postura muito cedo, estimular a 
maturidade sexual no momento correto, 
uniformizar o início da produção e manter a 
postura após o início da produção. 
Se a ave recebe luz demais antes da hora, pode 
entrar em postura precoce, antes de estar com 
bom peso corporal. Isso prejudica a produção e 
a qualidade dos ovos. 
Na fase de produção, o aumento gradual das 
horas de luz indica para a ave que é momento 
de produzir. Porém, acima de 16 horas de luz, 
pode gerar estresse. 
O que mais cai: luz estimula hipotálamo, 
hipófise, FSH, LH e ovário; programa de luz evita 
postura precoce e estimula postura no 
momento correto. 
 
8. Características de uma poedeira em 
produção 
Uma poedeira em produção apresenta sinais 
físicos característicos, porque seu corpo está 
ativo reprodutivamente. 
A crista fica grande, vermelha, brilhante e 
macia. Isso indica boa atividade hormonal e 
circulação. 
O abdômen fica volumoso e macio, porque a 
ave está com o aparelho reprodutor ativo e em 
postura. 
A cloaca fica grande, úmida, macia e 
despigmentada. Isso acontece porque a ave 
está eliminando ovos com frequência. 
Essas características ajudam a identificar se a 
ave está realmente em postura. 
O que mais cai: crista 
grande/vermelha/macia/brilhante, abdômen 
volumoso e macio, cloaca 
grande/úmida/macia/despigmentada. 
 
9. Sistemas de criação 
Os sistemas de criação são formas de alojar as 
aves. Eles interferem no manejo, bem-estar, 
produtividade, higiene e coleta de ovos. 
O sistema convencional ou 
californiano/piramidal é feito com gaiolas 
organizadas em formato inclinado ou piramidal. 
Ele facilita a coleta dos ovos e o manejo, mas 
tem maior discussão em relação ao bem-estar. 
O sistema vertical utiliza gaiolas em andares. 
Pode ter esteira para coleta de ovos e esteira 
para retirada de excretas. Isso melhora a 
mecanização e facilita o manejo em granjas 
maiores. 
Os sistemas alternativos são aqueles que 
buscam maior bem-estar animal, como cage-
free, free-range e orgânico. 
Cage-free significa criação sem gaiolas, mas as 
aves ficam dentro de galpões. 
Free-range significa que as aves têm acesso a 
área externa. 
Orgânico envolve regras específicas de 
alimentação, manejo e bem-estar, com menor 
uso de produtos químicos e seguindo normas 
de produção orgânica. 
O que mais cai: diferença entre sistema 
convencional, vertical e alternativos; relação 
com bem-estar animal. 
 
10. Estrutura do ovo 
O ovo tem várias estruturas importantes. 
A casca é a parte externa, rica em carbonato de 
cálcio, e protege o conteúdo interno. A cor da 
casca pode ser branca ou marrom, mas isso 
não altera o valor nutritivo. 
A gema é a parte amarela, rica em gordura, 
vitaminas e minerais. A cor da gema pode variar 
conforme a alimentação da ave. 
A clara ou albúmen é rica em proteína e ajuda 
a proteger a gema. 
A calaza é uma estrutura que mantém a gema 
centralizada dentro do ovo. 
A câmara de ar fica na extremidade mais larga 
do ovo e aumenta conforme o ovo envelhece. 
As membranas da casca ajudam a proteger 
contra a entrada de microrganismos. 
O que mais cai: função da casca, gema, clara, 
calaza, câmara de ar e membranas. 
 
Uniformidade de lotes e conforto térmico 
 
1. Fase de crescimento 
Na fase de crescimento, o foco principal é fazer 
com que as aves cresçam bem, de forma 
parecida entre si, com bom aproveitamento da 
ração e baixa mortalidade. 
Os pontos mais importantes dessa fase são: 
Uniformidade: significa que as aves do lote 
estão com pesos parecidos. Um lote uniforme é 
mais fácil de manejar, porque as aves 
respondem melhor à alimentação, ao programa 
de luz e às mudanças de manejo. 
Conversão alimentar: é a relação entre o 
quanto a ave come e o quanto ela ganha de 
peso. Quanto melhor a conversão, mais 
eficiente é o lote, porque a ave usa melhor a 
ração. 
Ganho médio diário: é o quanto a ave ganha de 
peso por dia. Serve para avaliar se o 
crescimento está adequado. 
Viabilidade do sistema: indica quantas aves 
permanecem vivas e saudáveis durante a 
criação. Quanto maior a viabilidade, menor a 
mortalidade e melhor o resultado econômico. 
Na prova, se perguntar o que se prioriza na fase 
de crescimento, a resposta é: uniformidade, 
conversão alimentar, ganho médio diário e 
viabilidade, buscando maior lucratividade. 
 
2. Uniformidade 
A uniformidade é uma medidaque mostra se 
as aves de um mesmo lote estão parecidas em 
tamanho e peso. Quando o lote é uniforme, a 
maioria das aves está próxima do peso médio. 
Quando o lote é desuniforme, existem aves 
muito pequenas e aves muito grandes no 
mesmo grupo. 
Isso é importante porque aves muito diferentes 
não se desenvolvem da mesma forma. Algumas 
podem comer mais, outras menos; algumas 
podem amadurecer antes, outras depois; e isso 
atrapalha o desempenho geral do lote. 
A uniformidade pode ser avaliada de algumas 
formas: 
Avaliação visual e subjetiva: o responsável 
observa o lote e percebe se há muitas aves 
pequenas ou grandes. É mais simples, mas 
menos precisa. 
Peso ± 10%: é o método mais usado na prática. 
Calcula-se o peso médio do lote e verifica-se 
quantas aves estão dentro de 10% para mais ou 
para menos. 
Coeficiente de variação: mede 
matematicamente a variação de peso do lote. 
Quanto menor o CV, mais uniforme é o lote. 
Avaliação pós-abate: usada principalmente 
em aves de corte, observando rendimento e 
padronização das carcaças. 
 
3. Por que a uniformidade é importante? 
A uniformidade é importante porque ajuda a 
identificar se o manejo está funcionando. 
Quando o lote está uniforme, significa que as 
aves estão recebendo alimento, água, espaço e 
ambiente de forma adequada. 
Ela permite uma alimentação mais assertiva, 
porque fica mais fácil fornecer uma dieta 
adequada para aves com pesos parecidos. 
Também ajuda a identificar deficiências de 
desempenho. Se muitas aves estão abaixo do 
peso, pode haver problema de nutrição, 
doença, falha de manejo, competição por 
alimento ou ambiente inadequado. 
A uniformidade ainda ajuda a identificar 
doenças, porque lotes doentes podem 
apresentar atraso de crescimento e aumento da 
desuniformidade. 
Também indica problemas de manejo, como 
pouco espaço de comedouro, bebedouro mal 
regulado, temperatura inadequada ou 
densidade alta. 
Em aves de corte, a uniformidade é importante 
para a homogeneidade das carcaças, porque 
o abatedouro trabalha melhor com aves de 
tamanho parecido. Lotes desuniformes 
dificultam a pendura, a insensibilização, a 
depenagem e aumentam danos nas carcaças. 
 
4. Como calcular a uniformidade 
Para calcular a uniformidade, primeiro é preciso 
pesar uma amostra do lote. O ideal é dividir o 
galpão em partes e pegar aves de diferentes 
locais, para a amostra representar bem o lote. 
Depois, calcula-se o peso médio das aves 
pesadas. 
Em seguida, faz-se o intervalo de 10% para 
menos e 10% para mais. 
Exemplo: 
Peso médio: 780 g 
10% de 780 = 78 g 
Limite inferior: 780 - 78 = 702 g 
Limite superior: 780 + 78 = 858 g 
Agora, conta-se quantas aves estão entre 702 g 
e 858 g. 
Se foram pesadas 300 aves e 260 estavam 
dentro desse intervalo: 
Uniformidade = 260 ÷ 300 × 100 
Uniformidade = 86,67% 
Isso quer dizer que 86,67% das aves estão 
dentro do peso esperado. Como o ideal é acima 
de 80%, esse lote estaria com boa 
uniformidade. 
 
5. Cuidados antes da pesagem 
Antes de pesar as aves, é importante diminuir o 
estresse do lote. Por isso, deve-se reduzir a 
intensidade da luz, acalmar as aves, andar com 
cuidado no aviário e escolher corretamente a 
área de pesagem. 
Isso é importante porque, se as aves se 
assustam, elas se movimentam demais, podem 
se machucar e a pesagem fica mais difícil. Além 
disso, uma amostragem mal feita pode dar um 
resultado errado de uniformidade. 
 
6. Coeficiente de variação — CV 
O coeficiente de variação, ou CV, mostra o 
quanto os pesos das aves variam em relação à 
média. 
Um CV baixo significa que as aves estão 
parecidas entre si, então o lote é uniforme. 
Um CV alto significa que existe muita diferença 
de peso entre as aves, então o lote é 
desuniforme. 
Para prova, grave assim: 
CV baixo = lote uniforme. 
CV alto = lote desigual. 
 
7. Conforto térmico 
O conforto térmico é quando a ave está em 
uma condição ambiental adequada, sem sofrer 
com frio ou calor excessivo. Isso é essencial 
porque a ave gasta energia para manter sua 
temperatura corporal. Se o ambiente estiver 
ruim, ela deixa de usar energia para crescer e 
produzir, e passa a gastar energia tentando se 
aquecer ou dissipar calor. 
A sensação de frio ou calor da ave não depende 
apenas da temperatura do ar. Também depende 
de fatores como umidade, ventilação, 
temperatura do piso, densidade de alojamento 
e idade da ave. 
 
8. Temperatura do piso 
A temperatura do piso é muito importante nas 
primeiras semanas de vida. As aves jovens 
perdem bastante calor pelos pés, então um 
piso frio pode causar desconforto mesmo que a 
temperatura do ar pareça adequada. 
Nas duas primeiras semanas, essa atenção 
precisa ser maior, porque as aves ainda têm 
menor capacidade de controlar a própria 
temperatura. 
 
9. Como identificar frio, calor e conforto nas 
aves 
O comportamento das aves é uma das formas 
mais importantes de avaliar o conforto térmico. 
Quando as aves estão com frio, elas ficam 
amontoadas próximas da fonte de calor. Isso é 
perigoso porque pode causar esmagamento, 
redução do consumo de ração e pior 
crescimento. 
Quando estão com calor, elas ficam ofegantes, 
abrem as asas, se afastam da fonte de calor e 
reduzem o consumo de ração. Com isso, o 
ganho de peso diminui, porque a ave come 
menos e gasta energia tentando perder calor. 
Quando existe corrente de ar, as aves tendem 
a se agrupar em apenas um lado do círculo ou 
do galpão, tentando fugir do vento. 
Quando estão em conforto térmico, ficam bem 
distribuídas no ambiente, ativas, comendo, 
bebendo e se movimentando normalmente. 
 
10. Densidade de alojamento 
A densidade de alojamento é a quantidade de 
aves por espaço disponível. Quando há muitas 
aves em pouco espaço, ocorre maior 
competição por alimento e água, pior 
ventilação e maior produção de calor dentro do 
galpão. 
A densidade alta pode aumentar a temperatura 
sentida pelas aves e causar estresse térmico. 
Com o calor, as aves ficam ofegantes, reduzem 
o consumo de ração, diminuem o ganho de 
peso e aumentam a frequência respiratória para 
tentar dissipar calor. Esse gasto energético 
prejudica o crescimento. 
 
DEBICAGEM DE POEDEIRAS COMERCIAIS 
 
1. O que é debicagem? 
A debicagem é uma prática de manejo usada 
em poedeiras comerciais que consiste na 
remoção parcial e cauterização da ponta do 
bico superior e inferior das aves. Ela também 
pode ser chamada de apara parcial do bico ou 
tratamento da ponta do bico, porque o 
objetivo não é amputar o bico inteiro, e sim 
aparar a ponta. 
Esse manejo é considerado polêmico porque, 
ao mesmo tempo em que reduz bicagem 
agressiva e canibalismo, também pode causar 
estresse, dor ou desconforto se for mal 
realizado. Por isso, precisa ser feito com técnica 
correta, equipamentos adequados e pessoas 
treinadas. 
 
2. Por que debicar? 
A debicagem é feita principalmente para reduzir 
a bicagem agressiva e o canibalismo. 
A bicagem agressiva ocorre quando uma ave 
bica outra, podendo arrancar penas, machucar 
a pele, causar sangramento e até levar à morte. 
O canibalismo acontece quando as aves 
passam a bicar ferimentos, regiões com sangue 
ou partes expostas de outras aves. Esse 
comportamento pode causar alta mortalidade 
no lote. 
Esse problema tem causas multifatoriais, como 
ambiente inadequado, nutrição deficiente, 
programa de luz errado, densidade alta, calor, 
estresse e hierarquia social. 
Então, a debicagem não substitui o bom 
manejo, mas ajuda a reduzir os danos quando 
ocorre bicagem. 
 
3. Consequências fisiológicas da debicagem 
O bico da ave tem receptores importantes. 
Qualquer alteração nessa região pode interferir 
na sensibilidade, no comportamento, na 
alimentação e no bem-estar. 
Por isso, uma debicagem mal feita pode causar: 
dor; 
estresse; 
dificuldade de alimentação; 
queda no consumo de ração; 
perda de peso; 
desuniformidade do lote; 
sangramento; 
bicos tortos ou desiguais; 
maior necessidade de nova debicagem. 
O ponto principal para prova é: a debicagem 
precisa ser bem feita, porqueo bico é uma 
estrutura sensível e importante para a ave. 
 
4. Como deve ser realizada 
A debicagem deve ser feita sem pressa, em 
ritmo cadenciado, por pessoal treinado e com 
equipamentos limpos e regulados. Quando 
feita de forma rápida e descuidada, aumenta o 
risco de erros, dor, sangramento e 
desuniformidade dos bicos. 
Também é recomendado que o operador 
trabalhe sentado de forma confortável e faça 
pausas, porque o cansaço pode prejudicar a 
precisão do corte. A cartilha cita parada de 10 
minutos a cada hora trabalhada. 
 
5. Métodos de debicagem 
Os métodos mais comuns são: 
5.1 Lâmina quente plana 
É o método convencional mais comum. Usa um 
debicador com lâmina aquecida, que corta e 
cauteriza o bico ao mesmo tempo. 
A cauterização é importante porque reduz o 
sangramento. Porém, se a lâmina estiver em 
temperatura inadequada ou mal regulada, pode 
ocorrer sangramento, corte torto, queimadura 
excessiva ou dor. 
Esse método é indicado principalmente entre 7 
e 10 dias de idade. Pode haver repasse entre 10 
e 12 semanas, se necessário. 
 
5.2 Lâmina quente em “V” 
Nesse método, a lâmina tem formato de “V”. Ele 
faz uma apara mais intensa e permite que o bico 
cicatrize com formato mais arredondado. 
A debicagem em “V” é considerada mais 
drástica, porque pode ser feita a 
aproximadamente 1 mm da narina. Por isso, 
geralmente não há necessidade de uma 
segunda debicagem. 
O diferencial desse método é o formato da 
lâmina e o movimento horizontal. Ele pode 
dispensar o repasse, mas exige muita precisão 
para não prejudicar a ave. 
 
5.3 Radiação infravermelha 
A debicagem por radiação infravermelha é feita 
no primeiro dia de vida, ainda no incubatório, 
após a sexagem das aves. 
Nesse método, não ocorre corte imediato com 
lâmina. O bico recebe radiação infravermelha 
de alta intensidade na região cartilaginosa, e a 
ponta tratada cai gradualmente, geralmente em 
cerca de duas semanas. 
Esse método é mais automatizado, mais 
preciso e tende a causar menor sangramento, 
menor risco de contaminação e menor 
desconforto quando comparado ao corte 
convencional. Por isso, é mais aceito em 
programas relacionados ao bem-estar animal. 
 
6. Quando realizar a debicagem 
A idade depende do método: 
Lâmina quente: geralmente entre 7 e 10 dias 
de idade. 
Repasse, se necessário: entre 10 e 12 
semanas. 
Radiação infravermelha: no primeiro dia de 
vida, no incubatório. 
A debicagem deve ser feita nas horas mais 
frescas do dia, preferencialmente no início da 
manhã ou ao entardecer. A temperatura 
ambiente ideal fica entre 22 ºC e 25 ºC. Em dias 
muito quentes, pode ser feita de madrugada ou 
à noite, com boa ventilação. 
 
7. Limpeza e desinfecção dos debicadores 
Todo o equipamento deve ser limpo e 
desinfetado antes e depois da debicagem. Isso 
inclui o aparelho, as lâminas e a fiação elétrica. 
As mãos do operador também devem estar 
limpas e desinfetadas antes do procedimento e 
sempre que houver interrupção. 
As lâminas precisam ser limpas com 
frequência, afiadas quando necessário e 
ajustadas corretamente. Isso evita cortes ruins, 
sangramentos e bicos desuniformes. 
 
8. Qualidade do procedimento 
Durante a debicagem, é importante avaliar se 
os bicos estão ficando no padrão correto. A 
cartilha recomenda fazer amostragens das aves 
debicadas ao longo do trabalho, observando: 
anormalidades nos bicos; 
presença de sangramento; 
cortes desiguais; 
cortes fora do padrão. 
Se o procedimento estiver ruim, é preciso 
corrigir o equipamento ou a técnica 
imediatamente. 
 
9. Manejo antes e depois da debicagem 
Antes da debicagem, a ave deve estar saudável, 
sem estresse excessivo e em boas condições 
ambientais. 
Também pode ser feito manejo com vitamina K 
antes do procedimento, porque ela ajuda na 
coagulação e reduz risco de hemorragia. 
Depois da debicagem, é importante aumentar o 
nível de ração no comedouro. Isso evita que a 
ave bata o bico recém-cortado no fundo do 
comedouro, o que causaria dor, sangramento e 
redução no consumo. 
Também é importante evitar estresse após o 
procedimento, porque estresse pode aumentar 
sangramentos, rachaduras e piorar a 
recuperação. 
 
FASE DE PRODUÇÃO 
 
1. O que é a fase de produção 
A fase de produção é a fase em que as aves 
entram em postura, ou seja, passam a produzir 
ovos. Ela ocorre depois da cria e da recria, 
geralmente acima de 17 semanas. 
Nessa fase, o objetivo principal é manter boa 
produção de ovos, boa qualidade de casca, 
bom consumo de ração e água, conforto 
ambiental e funcionamento correto das 
instalações. 
 
2. Preparação da área ou galpão de postura 
Antes de transferir as aves para a fase de 
postura, é necessário checar o funcionamento 
das instalações. Isso é importante porque 
qualquer falha no galpão pode causar prejuízo, 
queda de produção, fuga de aves, ovos 
trincados ou dificuldade de manejo. 
 
3. Reforma das gaiolas 
As gaiolas precisam ser revisadas antes da 
entrada das aves. Devem ser corrigidos locais 
onde piso, esteira ou porta estejam danificados. 
Essa correção pode ser feita com arame 
galvanizado, conforme o slide. 
A reforma das gaiolas evita: 
perda de ovos; 
ovos retidos nas gaiolas; 
fuga de aves; 
machucados; 
dificuldade de manejo. 
Se a gaiola estiver quebrada ou com piso ruim, 
o ovo pode ficar preso, quebrar ou cair no lugar 
errado. Além disso, a ave pode fugir ou se ferir. 
 
4. Reforma dos pisos dos corredores 
Os corredores precisam estar em boas 
condições porque são usados para passagem 
de pessoas e carrinhos de coleta. 
Quando o piso está irregular ou danificado, 
aumenta o risco de acidentes e dificulta o 
transporte dos ovos. Isso também pode 
aumentar a quantidade de ovos trincados. 
Então, a reforma dos corredores é importante 
para segurança do trabalhador e para reduzir 
perdas de ovos. 
 
5. Reforma dos comedouros 
Os comedouros danificados devem ser 
reformados para evitar desperdício de ração. 
Isso é importante porque a ração é um dos 
maiores custos da produção. Se o comedouro 
está quebrado, mal regulado ou com 
vazamento, a ave desperdiça alimento e o custo 
de produção aumenta. 
Além disso, falhas no comedouro podem fazer 
algumas aves comerem menos, prejudicando 
produção e uniformidade. 
 
6. Reforma das instalações hidráulicas 
A parte hidráulica envolve bebedouros, 
encanamentos e fornecimento de água. 
Ela precisa estar em bom funcionamento 
porque a água é essencial para a poedeira. Uma 
ave que bebe pouca água reduz consumo de 
ração e pode diminuir a postura. 
A reforma hidráulica também evita desperdício 
de água e evita molhar o esterco. Esterco 
molhado aumenta umidade, mau cheiro, 
produção de gases e piora a ambiência do 
galpão. 
 
7. Reforma das instalações elétricas 
A parte elétrica deve ser revisada, incluindo 
peças, fiações e lâmpadas impróprias para uso. 
Isso é fundamental porque a iluminação é 
essencial para a postura. Se a luz falha, o 
programa de luz é prejudicado, e isso pode 
afetar a produção de ovos. 
Problemas elétricos também podem causar 
riscos de acidentes e prejudicar o 
funcionamento do galpão. 
 
8. Recepção ou entrada das aves 
No primeiro dia após o alojamento das aves no 
galpão de postura, é necessário acompanhar o 
lote e incentivar o consumo de ração. 
Isso é importante porque a transferência causa 
estresse. A ave muda de ambiente, gaiola, 
rotina e manejo. Se ela não se adapta bem, 
pode comer menos e atrasar ou reduzir a 
produção. 
Também deve ser programado o relógio de 
iluminação artificial conforme o programa de 
luz estabelecido. 
 
9. Programa de luz 
O programa de luz é um dos assuntos mais 
importantes da fase de produção. 
A luz influencia diretamente o sistema 
reprodutivo da ave. Ela estimula o hipotálamo, 
que atua sobre a hipófise. A hipófise libera os 
hormônios FSH e LH, que agem no ovário. 
O FSH estimula o desenvolvimento dos 
folículos ovarianos. 
O LH participa da ovulação. 
Por isso, a luz está diretamente ligada à 
maturidade sexual e à postura. 
O programa deluz serve para: 
evitar postura precoce; 
estimular maturidade sexual; 
uniformizar o início da maturidade sexual; 
estimular a postura após o início da produção; 
facilitar o consumo de ração no período 
noturno. 
Um ponto importante é que o aumento das 
horas de luz sinaliza para a ave que é hora de 
produzir. Porém, acima de 16 horas de luz, 
pode ocorrer estresse. 
 
10. Postura precoce 
A postura precoce acontece quando a ave 
começa a produzir ovos antes de estar 
completamente desenvolvida. 
Isso é ruim porque a ave pode ainda estar com 
peso corporal inadequado, aparelho 
reprodutivo imaturo e menor reserva corporal. 
Consequências possíveis: 
ovos menores; 
queda de desempenho; 
maior desgaste da ave; 
pior persistência de produção; 
problemas reprodutivos. 
Por isso, o programa de luz é usado para evitar 
que as aves entrem em postura antes da hora. 
 
11. Características das poedeiras 
Uma poedeira em produção apresenta 
características físicas típicas: 
Crista grande, vermelha, macia e brilhante: 
indica atividade hormonal e boa circulação. 
Abdômen volumoso e macio: indica aparelho 
reprodutor ativo e passagem de ovos. 
Cloaca grande, úmida, macia e 
despigmentada: indica que a ave está em 
postura. 
Essas características ajudam a diferenciar aves 
em produção de aves que não estão produzindo 
bem. 
 
12. Sistemas de criação em gaiolas 
O documento mostra sistemas de criação em 
gaiolas, principalmente o sistema 
convencional/californiano e o sistema vertical. 
12.1 Sistema convencional ou californiano 
É um sistema de gaiolas geralmente organizado 
em formato piramidal. Ele facilita a coleta de 
ovos e o manejo, mas exige cuidado com 
higiene, bem-estar, estrutura das gaiolas e 
coleta de excretas. 
12.2 Sistema vertical 
No sistema vertical, as gaiolas ficam em 
andares. Esse sistema pode usar esteiras para 
coleta de ovos e esteiras para coleta de 
excretas. 
A vantagem é maior mecanização e 
aproveitamento do espaço. Porém, precisa de 
bom controle de ventilação, limpeza e 
funcionamento das esteiras. 
 
13. Coleta de ovos 
A coleta de ovos precisa ser eficiente para evitar 
perdas, ovos quebrados e ovos sujos. 
Quando o sistema tem esteira para coleta de 
ovos, o manejo fica mais mecanizado e rápido. 
Mas as esteiras precisam estar funcionando 
corretamente, porque falhas podem causar 
acúmulo, quebra ou perda de ovos. 
 
14. Coleta de excretas 
A coleta de excretas é importante para manter 
melhor higiene e ambiência do galpão. 
No sistema vertical, a esteira para coleta de 
excretas ajuda a retirar o esterco com mais 
facilidade. Isso reduz umidade, mau cheiro e 
acúmulo de material dentro do galpão. 
Se as excretas ficam acumuladas por muito 
tempo, pode aumentar a presença de moscas, 
gases, umidade e piora do bem-estar.