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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 3 
2 HISTÓRIA DO PETRÓLEO E GÁS ................................................... 4 
2.1 História do Petróleo no Brasil ...................................................... 4 
2.2 A origem do petróleo, histórico da indústria petrolífera ............... 5 
2.3 O petróleo no Brasil: O surgimento da indústria petrolífera sua 
expansão no mundo e no Brasil ..................................................................... 7 
2.4 As lutas pela exploração e monopólio do petróleo e gás .......... 12 
3 PETRÓLEO, GÁS E DERIVADOS .................................................. 23 
3.1 Origem do Petróleo ................................................................... 23 
3.2 Composição do Petróleo ........................................................... 23 
3.3 Origem do gás ........................................................................... 24 
3.4 Composição .............................................................................. 25 
3.5 Refino ........................................................................................ 25 
3.6 Derivados .................................................................................. 26 
4 GÁS NATURAL E SUAS APLICAÇÕES .......................................... 28 
4.1 Futuro do gás no Brasil ............................................................. 30 
5 GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO ...................................................... 31 
5.1 Maiores produtores de Petróleo ................................................ 32 
6 FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA........................................ 33 
6.1 Tipos de Fontes de Energia Alternativas ................................... 34 
7 PETRÓLEO E GÁS- FONTES DE LUCRO ..................................... 40 
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................. 42 
 
 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao 
professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o 
tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos 
ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não 
hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de 
atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 HISTÓRIA DO PETRÓLEO E GÁS 
 
Fonte: minasjr.com.br 
2.1 História do Petróleo no Brasil 
A história do petróleo no Brasil pode ser dividida em quatro fases distintas: 
1.º - Até 1938, com as explorações sob o regime da livre iniciativa. Neste 
período, a primeira sondagem profunda foi realizada entre 1892 e 1896, no 
Município de Bofete, Estado de São Paulo, por Eugênio Ferreira Camargo. 
2.º - Nacionalização das riquezas do nosso subsolo, pelo Governo e a 
criação do Conselho Nacional do Petróleo, em 1938. 
3.º - Estabelecimento do monopólio estatal, durante o Governo do 
Presidente Getúlio Vargas que, a 3 de outubro de 1953, promulgou a Lei 2004, 
criando a Petrobras. Foi uma fase marcante na história do nosso petróleo, pelo 
fato da Petrobras ter nascido do debate democrático, atendendo aos anseios do 
povo brasileiro e defendida por diversos partidos políticos. 
4.º - Fim do monopólio estatal do petróleo, durante o primeiro governo do 
Presidente Fernando Henrique Cardoso. 
 
 
5 
 
2.2 A origem do petróleo, histórico da indústria petrolífera 
A história da indústria petrolífera do Brasil se confunde com a criação da 
Petrobrás, em 1953, empresa que avançou a exploração deste recurso natural 
que se tornaria um dos termômetros da política internacional. No cenário 
mundial, hoje, o Brasil ocupa o 16º lugar no ranking dos maiores produtores de 
petróleo do mundo. Até isso ocorrer, foi preciso que houvesse um aumento da 
capacitação de recursos humanos, injeção de capital, crises internacionais e a 
criação de políticas que organizaram e priorizavam o petróleo para o 
desenvolvimento dos pais. (DE OLIVEIRA, 2016). 
No Brasil, as primeiras tentativas de encontrar o petróleo datam de 1864, 
mas apenas em 1897, o Eugenio Ferreira de Camargo perfurou, na região de 
Bofete (SP), o que foi considerado o primeiro posso petrolífero do país, muito 
embora apenas dois barris tenham dele sido extraídos. Nesta época o mundo 
conheceu os primeiros motores a explosão que expandiriam as aplicações do 
petróleo, antes restritas ao uso de industrias e iluminação de residências ou 
locais públicos. No final do século XIX, dez países já extraiam petróleo de seus 
subsolos. 
Durante a década de 30, já se instalava no Brasil uma campanha para a 
nacionalização dos bens do subsolo, em função da presença de trustes(reunião 
de empresas para controlar o mercado ) já que apossavam – se de grande áreas 
de petróleo e minério ,como o ferro .uma das pessoas que desempenhou o papel 
chave nessa campanha foi Monteiro Lobato, que sonhava com um Brasil 
prospero que pudesse oferecer progresso e desenvolvimento para sua 
população .depois de uma viajem aos Estados Unidos ,em 1931, Lobato retorna 
entusiasmando com o modelo de pais prospero conhecera e passa a defender 
as riquezas naturais do Brasil e sua capacidade de produzir petróleo , através de 
contribuições de artigos para jornais e palestras para promover o 
conscientização popular .estavam entre seu s esforços de luta , carta enviadas 
ao então presidente Getúlio Vargas , alertando-o sobres os malefícios da política 
de trustes para o pais e necessidade de defesa da soberania nacional na questão 
 
 
6 
 
do petróleo; recebeu do governo o concessão de duas companhia de petróleo 
de exploração do recurso sobre a descoberta do petróleo. (DE OLIVEIRA, 2016). 
Nesse meio tempo, no interior da Bahia, no município, coincidentemente, 
mas nada relacionado ao escritor de Lobato, Manoel Ignácio Bastos, engenheiro 
trabalhava para a delegacia de terra e minas, encontra amostras de uma 
substância negra, após ser analisada pelo engenheiro, da escola politécnica 
como sendo petróleo. Depois de muita tentativa frustrada de atrair atenção das 
autoridades, finalmente, a sonda enviada pelo DENPM jorraria petróleo 
abundantemente sendo considerada primeiro poço comerciável do país. (DE 
OLIVEIRA, 2016). 
O êxito obtido por Lobato, reforçou a necessidade de o país minimizar em 
relação às importações de petróleo. Consequentemente, em 1939, o governo de 
Getúlio Vargas estala o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), como a primeira 
lei do petróleo do país, para estruturar e regularizar as atividades envolvidas, 
desde o processo de exploração de jazidas até a importação, exportação, 
transporte, distribuição e comercio de petróleo e derivados. Este decreto tornou 
o recurso patrimonial da União. Daí em diante, muitas perfurações foram feitas 
na bacia do Paraná Sergipe-Alagoas e do Recôncavo, sendo que às principais 
descobertas foram feitas nesta. 
Nos anos 50, a pressão da sociedade e da demanda por petróleo, se 
intensificava, com movimento de partidos políticos de esquerda que lançavam a 
campanha “O petróleo é nosso”. O governo, Getúlio Vargas respondede barris/dia de 
petróleo, respondendo por cerca de 50% da produção do petróleo offshore do 
mundo. Para isso, no entanto, seriam necessários investimentos no setor de 
petróleo e gás brasileiro de US$ 800 bilhões3 até o ano de 2035, sendo 87% em 
exploração e produção (E&P), 5% em refino e o restante em transporte de óleo 
e gás. (ALMEIDA, 2016). 
Atualmente, o setor de petróleo e gás é extremamente relevante para a 
economia brasileira, sendo responsável por mais de 10% da formação bruta de 
capital fixo (FBCF) do país. Os campos do pré-sal possuem grandes reservas e 
poços de alta produtividade, na produção offshore mundial. 
O Brasil está em uma posição de atratividade geológica única no globo. 
Por outro lado, para viabilizar os campos do pré-sal, são necessários 
investimentos muito expressivos. Por exemplo, apenas um módulo de produção 
do pré-sal requer investimentos de US$ 5 bilhões. Por sua natureza, o setor é 
intensivo em capital. (ALMEIDA, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ALMEIDA, E., LOSEKANN, L., VITTO, W.A.C., Custos e benefícios da atual 
política de conteúdo local. In: Ciclo de debates sobre petróleo e economia. Rio 
de Janeiro, IBP/IE-UFRJ, 2016. 
ANEEL- Agência Nacional de Energia Elétrica: Gás natural, 2012 
ANEEL- Agência Nacional de Energia Elétrica, 2016. 
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REV. ADM. MACKENZIE, 15(5), 171-194. SÃO PAULO, SP, set./out. 2014. 
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petrolífera no Brasil. Revista de Trabalhos Acadêmicos Universo São Gonçalo, 
vol., nº 2, 2016 – ISSN 2179-1589. 
 
 
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YERGIN, D.O., Petróleo: uma história mundial de conquistas, poder e 
dinheiro. São Paulo: Paz e Terra, 2012. 1.080p. 
 
.com a 
assinatura, em outubro de 1953, da lei 2004 que instituiu a Petróleo Brasileiro 
S.A. (Petrobras) como monopólio estatal de pesquisa e lavra, refino e transporte 
do petróleo e seus derivados. (DE OLIVEIRA, 2016). 
 
 
7 
 
2.3 O petróleo no Brasil: O surgimento da indústria petrolífera sua 
expansão no mundo e no Brasil 
 
Fonte: industriabremundial.com 
O Setor Petróleo de 1858 até 1938: A história do petróleo no Brasil 
começou na Bahia, onde, no ano de 1858, o decreto n.º 2266 assinado pelo 
Marquês de Olinda, concedeu a José Barros Pimentel o direito de extrair mineral 
betuminoso para fabricação de querosene de iluminação, em terrenos situados 
nas margens do Rio Marau, na Província da Bahia. No ano seguinte, em 1859, 
o inglês Samuel Allport, durante a construção da Estrada de Ferro Leste 
Brasileiro, observou o gotejamento de óleo em Lobato, no subúrbio de Salvador. 
Em 1930, setenta anos depois e após vários poços perfurados sem 
sucesso em alguns estados brasileiros, o Engenheiro Agrônomo Manoel Inácio 
Bastos, realizando uma caçada nos arredores de Lobato, tomou conhecimento 
que os moradores usavam uma lama preta, oleosa para iluminar suas 
residências. A partir de então retornou ao local várias vezes para pesquisas e 
coletas de amostras, com as quais procurou interessar pessoas influentes, 
porém sem sucesso, sendo considerado como "maníaco". Em 1932 foi até o Rio 
de Janeiro, onde foi recebido pelo Presidente Getúlio Vargas, a quem entregou 
o relatório sobre a ocorrência de Lobato. 
 
 
8 
 
Finalmente, em 1933 o Engenheiro Bastos conseguiu empolgar o 
Presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia, Sr. Oscar Cordeiro, o qual passou 
a empreender campanhas visando a definição da existência de petróleo em 
bases comerciais na área. Diante da polêmica formada, com apaixonantes 
debates nos meios de comunicação, o Diretor-Geral do Departamento Nacional 
de Produção Mineral - DNPM, Avelino Inácio de Oliveira, resolveu em 1937 pela 
perfuração de poços na área de Lobato, sendo que os dois primeiros não 
obtiveram êxito. 
Em 29 de julho de 1938, já sob a jurisdição do recém-criado Conselho 
Nacional de Petróleo - CNP, foi iniciada a perfuração do poço DNPM-163, em 
Lobato, que viria a ser o descobridor de petróleo no Brasil, quando no dia 21 de 
janeiro de 1939, o petróleo apresentou-se ocupando parte da coluna de 
perfuração. O poço DNPM-163, apesar de ter sido considerado antieconômico, 
foi de importância fundamental para o desenvolvimento da atividade petrolífera 
no Estado da Bahia. A partir do resultado desse poço, houve uma grande 
concentração de esforços na Bacia do Recôncavo, resultando na descoberta da 
primeira acumulação comercial de petróleo do país, o Campo de Candeias, em 
1941. 
Até 1938 os capitais privados nacionais e estrangeiros podiam ser 
aplicados em quaisquer atividades petrolíferas no País. Os capitais 
internacionais da indústria de petróleo, concentravam-se principalmente nas 
mãos das empresas resultantes do desmembramento da Standard Oil, norte 
americana, em 1911, e da Royal Dutch/Shell empresa formada pela união de 
duas empresas, uma holandesa e outra inglesa. Entretanto, nada de significativo 
foi feito no País em consequência dos seguintes fatores: 
As multinacionais tinham excelentes concessões na Venezuela, no 
México, no Oriente Médio e em alguns outros países; exploravam o petróleo 
nesses países a um baixo custo e pagavam baixas taxas e royalties, impostos 
ou participações. Por esta razão não investiam nada significativo fora das áreas 
que geologicamente são extremamente favoráveis para conter expressivas 
jazidas de petróleo. 
 
 
9 
 
Essas empresas dominavam a tecnologia de refino e do transporte 
internacional; suas grandes refinarias, localizadas principalmente nos seus 
países de origem, ficavam com a maior parcela do lucro que a atividade 
proporcionava. Era o monopólio de fato no refino. Assim pagando petróleo a 
preços ínfimos (reduzindo com isso o repasse para os países que permitiam a 
exportação no seu território) e vendendo derivados a preços elevados, não havia 
porque investir em exploração e refino em países como o Brasil; O empresariado 
nacional não tinha tecnologia nem recursos financeiros para investir 
maciçamente nesse segmento; A distribuição dos derivados de petróleo no País 
era considerada cartelizada. 
O País importava derivados diretamente, mediante operações entre filial-
matriz das multinacionais que distribuam os produtos no território nacional, com 
possibilidade de superfaturamento nas importações. 
Politicamente campanhas eram desenvolvidas para mostrar não só a 
incapacidade do povo brasileiro para assumir um risco da magnitude do negócio 
petróleo, e até mesmo eram perseguidos os que defendiam a ideia de que 
poderia haver petróleo no País. 
O Setor Petróleo de 1938 até 1953: Após 1938 e até 1953 somente à 
empresas brasileiras era permitido refinar petróleo no País. Isto decorreu de Lei 
Federal de 1938 que se fundamentava na linha de que o segmento petróleo era 
estratégico para o País. 
 No mundo, a distribuição de derivados, a produção de petróleo e o refino 
continuaram praticamente em mãos das mesmas multinacionais. Isto quer dizer 
que de 1938 a 1953 o panorama mundial continuou o mesmo: 
 · Refino concentrado nos países ricos ou em pontos estratégicos como 
as Antilhas e gerando elevados lucros para essas multinacionais; 
Produção de petróleo a baixo custo e sua pesquisa somente naqueles 
mesmos já citados países com excelentes perspectivas de descoberta de jazidas 
de óleo. No entanto, já o México, em 1938, nacionalizara seu petróleo após 
intensa disputa com os Estados Unidos. 
Distribuição em nível mundial e em nível interno nos países, considerada 
cartelizada por multinacionais, que assim poderiam impedir, pelo seu poder de 
 
 
10 
 
compra e importação de derivados, o surgimento de refinarias nos países em 
desenvolvimento, de propriedade de capitais nacionais. 
Não há, assim, razão lógica para se acreditar que as multinacionais 
poderiam ter se interessado pelo Brasil na área de refino e de produção de óleo. 
Nenhum país sem amplas perspectivas de produção de óleo merecia os 
investimentos das multinacionais como nenhum país subdesenvolvido foi 
contemplado com instalação de refinarias, salvo se integrado aos esquemas 
internacionais de refino do Cartel das Sete Irmãs, nome cunhado mais tarde pelo 
Presidente da Ente Nationale de Idrocarburi (ENI), estatal italiana, Enrico Mattei, 
para designar a união das multinacionais que dominam o mercado mundial. 
Pequenas refinarias foram construídas em alguns países, porém com esquemas 
de refino voltados para os interesses de do mercado dos EUA, ou para aproveitar 
pequenas produções locais de óleo; neste caso, os altos custos do transporte de 
derivados justificavam a construção de pequenas refinarias mais simples, na 
verdade pequenas destilarias primárias de petróleo. 
 Em 1938 foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), com a 
incumbência de explorar petróleo e de participar na criação de parque refinador 
no País. Em 1941 jorrou petróleo comercial pela primeira vez, resultante de 
trabalhos do CNP, sendo que em 1939 ocorrera a descoberta de petróleo na 
Bahia, em função dos trabalhos desenvolvidos por Oscar Cordeiro e pelo CNP. 
Em decorrência do grande racionamento de combustíveis imposto por 
ocasião da 2ª Guerra Mundial (1939/1945) da pequena escala dos investimentos 
privados na área do petróleo e do direcionamento, no mundo, dos investimentos 
das multinacionais para áreas de seu exclusivo interesse, um forte movimento 
político e popular tomou conta do País, resultando, em 1953, na instituição do 
Monopólio Estatal do Petróleo e na criação da PETROBRÁS, para executá-lo em 
nome da União. 
A indústria do petróleo tinha quase 100 anos. No mundo, constituía-se no 
maior negócio, era o ponto nevrálgicode ação de todos os governos e de 
revoluções e guerras. As pressões internacionais relacionadas com o petróleo 
eram marcantes. 
 
 
11 
 
 O País já tinha em 1953 um consumo de 150.000 barris por dia de 
derivados e contava com uma refinaria particular do Grupo Ipiranga, de 6.000 
barris por dia; e uma refinaria na Bahia operada pelo CNP com capacidade de 
3.700 barris por dia; quase no final do debate que caminhava para a instituição 
do Monopólio da União, três grupos empresariais receberam concessões para 
construir três refinarias. Foram então construídas as refinarias de Manaus, de 
5.000 barris por dia e inaugurada em 1957, a Refinaria de Manguinhos, de 
10.000 barris por dia e inaugurada em 1954, e a refinaria de Capuava, 
inaugurada em 1954, com 20.000 barris por dia. 
 Como já citado, o CNP operava desde 1950 uma refinaria de 3.700 barris 
por dia na Bahia e construía uma refinaria em Cubatão, de 45.000 barris por dia, 
inaugurada em 1955. A produção de petróleo no País, após o esforço do CNP, 
atingiu a 25.000 barris por dia, valor muito baixo quando comparado à demanda. 
 Assim, o País se via em 1953, como era a regra no mundo, exceto para 
alguns poucos países, sem produção de petróleo e sem refino em escala 
suficiente para atender ao mercado nacional. É bom lembrar que o lucro da 
atividade no País estava na distribuição de derivados, praticamente nas mãos 
das multinacionais e, portanto, não havia a geração interna de recursos para se 
investir no petróleo. Por outro lado, o lucro na atividade de petróleo no mundo 
estava na transformação, em refinarias dos países ricos, do óleo barato do 
Oriente Médio e seu manuseio até as distribuidoras dos países importadores de 
derivados, que pagavam preços considerados elevados por esses produtos. 
Somente a instalação de um parque de refino no País, com escala, 
poderia reverter a situação de carência de recursos e nele desenvolver e 
indústria petrolífera, já que todos os esforços que se faziam para descobrir 
petróleo não apresentavam resultados compensadores. Além disso, o refino 
nacional teria que contar com o mercado nacional, sob pena de as multinacionais 
continuarem importando derivados de suas matrizes, inviabilizando-o por 
"dumping", comum na época, ou por recusa de compra de um outro derivado de 
petróleo, o que seria fatal para o refinador. O petróleo contém todos os produtos 
e ao refiná-lo todos os derivados são produzidos; perda de mercado para um 
derivado determina fechamento de refinaria. 
 
 
12 
 
 Neste período desenvolveu-se a experiência do Grupo Ipiranga, primeira 
tentativa nacional significativa para romper o fechado círculo das multinacionais. 
Pelas notícias que se têm não foi fácil para a Ipiranga conseguir mercado para 
seus produtos, já que tinha que conseguir o petróleo do exterior e depender do 
mercado interno dominado pelas multinacionais. 
Com a instalação da Petrobras, em 10 de maio de 1954, portanto, sete 
meses após sua criação, o Brasil trilhou um caminho diferente tendo nas suas 
próprias mãos o destino da indústria que alimenta o mundo de energia. O 
sucesso de tal empreitada se mostra nos resultados obtidos pelo povo brasileiro 
através da estatal do petróleo. 
2.4 As lutas pela exploração e monopólio do petróleo e gás 
 
Fonte: sindipetro.org.br 
A disputa sobre a manutenção da nacionalização do subsolo ou o 
favorecimento ao capital estrangeiro no setor de mineração foi intensa durante a 
Assembleia Nacional Constituinte. A Constituição de 1988, ao determinar que a 
propriedade do subsolo e dos bens minerais é da União (artigos 20, IX e 176, 
caput), consagra o processo de nacionalização do subsolo iniciado em 1934. A 
constitucionalização do monopólio do petróleo também foi mantida e ampliada 
pela Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988. Todas as atividades 
 
 
13 
 
componentes do monopólio estatal do petróleo foram mantidas, assim como o 
monopólio sobre o gás natural, com exceção do setor de distribuição de 
combustíveis e derivados do petróleo, conforme determinou o artigo 177 da 
Constituição de 1988. 
 Apesar desta garantia constitucional do monopólio estatal do petróleo, a 
Petrobrás seria combatida desde o Governo de Fernando Collor de Mello, com 
políticas visando reduzir sua dimensão econômica e, em última análise, 
propondo o fim do monopólio estatal do petróleo e a própria privatização da 
empresa. Várias subsidiárias da Petrobrás foram privatizadas, como a Interbrás 
e a Petromisa, além da Fosfértil e outras subsidiárias do setor de fertilizantes, e 
da venda de participações da Petrobrás e da subsidiária Petroquisa em vários 
empreendimentos da indústria petroquímica. 
Por sua vez, o Presidente Fernando Henrique Cardoso propôs a 
“flexibilização" do monopólio da União sobre o petróleo, com o argumento de que 
haveria carência de recursos para investir na exploração petrolífera. A ampliação 
das reservas do país seria uma tarefa que não poderia ser exercida mais 
somente pela Petrobrás. Além disto, o discurso em defesa da proposta de 
emenda enfatizava a necessidade de a Petrobrás concorrer com outras 
empresas e, para tanto, a empresa estatal deveria perder a responsabilidade de 
prover o abastecimento de petróleo e derivados do mercado interno. As funções 
da Petrobrás precisariam ser separadas das funções da União, que deveria 
retomar o controle do setor e estabelecer a política nacional do petróleo. Em 
suma, a exclusividade da Petrobrás como executora do monopólio estatal seria 
quebrada. 
A proposta de emenda constitucional obteve 364 votos a favor, 141 contra 
e 3 abstenções na votação em primeiro turno da Câmara dos Deputados, 
ocorrida em 07 de junho de 1995. Após a aprovação da proposta de emenda 
constitucional na Câmara dos Deputados, o Presidente Fernando Henrique 
Cardoso teve que se comprometer publicamente em excluir a Petrobrás do 
programa de privatizações, o que foi, posteriormente, assegurado pelo artigo 3º 
da Lei nº 9.491, de 09 de setembro de 1997. 
 
 
14 
 
A Emenda Constitucional nº 9, de 09 de novembro de 1995, extirpou do 
texto constitucional a Petrobrás como executora única do monopólio, mas 
manteve o monopólio da União sobre o petróleo, que pode explorá-lo 
diretamente ou por meio de concessões a empresas estatais ou privadas, 
inclusive de capital estrangeiro. O legislador ordinário modificou, assim, um dos 
princípios ideológicos originários estabelecidos pela Assembleia Nacional 
Constituinte, consagrando a vitória, pela via da emenda constitucional, dos 
derrotados na elaboração da Constituição de 1988. 
Após a aprovação da Emenda nº 9/1995, o Poder Executivo encaminhou 
ao Congresso Nacional, em 05 de julho de 1996, a Mensagem nº 639, que se 
converteu no Projeto de Lei nº 2.142/1996, propondo que a Petrobrás deixasse 
de ser a única executora do monopólio estatal do petróleo e criando a Agência 
Nacional do Petróleo (ANP), que seria a responsável pela gestão do monopólio. 
O Relator na Câmara, Deputado Eliseu Resende (PFL-MG), elaborou um Projeto 
Substitutivo a partir da proposta do Executivo, sendo este Substitutivo votado em 
regime de urgência constitucional na Câmara dos Deputados e no Senado e 
convertido na Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997, chamada por alguns de 
“Lei do Petróleo”. 
Embora tenha se comprometido a não privatizar a Petrobrás, com a 
aprovação da Lei nº 9.478/1997, o Governo Fernando Henrique Cardoso 
promoveu uma “privatização parcial” da empresa, vendendo cerca de 180 
milhões de ações que estavam sob o controle da União. 
O abastecimento nacional de combustíveis é um serviço de utilidade 
pública (artigo 1º, §1º da Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999). No entanto, a 
Lei nº 9.487/1997 não garante o suprimento de petróleo e derivados para o 
mercado interno a médio e longo prazos, pelo contrário. O artigo 23 da Lei nº 
9.478/1997, por exemplo, omite qualquer disposiçãosobre a preservação das 
reservas petrolíferas e dos direitos de exploração da União como critérios para 
as concessões, abrindo a possibilidade para que a Agência Nacional do Petróleo 
possa realizar concessões indiscriminadas e incentivar a exploração predatória. 
Já a determinação do artigo 60 libera a exportação de petróleo e derivados caso 
a produção seja superior à demanda interna, sem se preocupar com a 
 
 
15 
 
constituição de reservas para a auto suficiência nacional ou o balanço de 
pagamentos. 
Os defensores da Lei nº 9.478/1997 alegam que, a partir de sua 
promulgação, a Petrobrás passou a atuar em regime de livre competição com 
outras empresas petrolíferas, devendo celebrar os contratos de concessão sem 
quaisquer privilégios, como uma empresa qualquer. 
O petróleo e os recursos minerais são bens da União por determinação 
dos artigos 20, IX e 176, caput da Constituição de 1988. O debate se dá em torno 
da sua classificação como bens públicos de uso especial ou bens públicos 
dominicais. Para os defensores do petróleo e dos recursos minerais como bens 
dominicais, esta definição não impediria a possibilidade de serem afetados para 
usos específicos. Estes recursos seriam bens públicos exauríveis, afetados, 
porém alienáveis, pois teriam uma finalidade que implica em sua utilização, 
portanto, em sua alienação. 
Estas concepções, no entanto, estão equivocadas. O petróleo e os 
recursos minerais são bens públicos de uso especial, bens indisponíveis cuja 
destinação pública está definida constitucionalmente: a exploração e 
aproveitamento de seus potenciais. A exploração do petróleo e dos recursos 
minerais está vinculada aos objetivos fundamentais dos artigos 3º, 170 e 219 da 
Constituição de 1988, ou seja, o desenvolvimento, a redução das desigualdades 
e a garantia da soberania econômica nacional. Trata-se de um patrimônio 
nacional irrenunciável. 
Em decorrência disto, a natureza jurídica do contrato de concessão de 
exploração de petróleo, assim como o contrato de concessão de lavra mineral, 
é a de um contrato de concessão de uso de exploração de bens públicos 
indisponíveis, cujo regime jurídico é distinto em virtude da Constituição e da 
legislação ordinária, portanto, a de um contrato de direito público. Estas 
concessões são atos administrativos constitutivos pelos quais o poder 
concedente (a União) delega poderes aos concessionários para utilizar ou 
explorar um bem público. 
Em praticamente todos os países do mundo, o petróleo, o gás natural e 
os demais recursos minerais pertencem ao Estado. As principais exceções são 
 
 
16 
 
os Estados Unidos e o Canadá. Os sistemas de contratos de exploração de 
petróleo mais utilizados são: contrato de concessão, contrato de partilha de 
produção e contrato de serviços. 
O contrato de concessão não envolve a propriedade estatal sobre o 
produto da lavra, permitindo a propriedade privada dos recursos minerais. O 
concessionário (seja uma empresa ou um consórcio) adquire o direito exclusivo 
de explorar naquela área determinada, por sua conta e risco, tornando-se 
proprietário do petróleo produzido, o que é, no Brasil, inconstitucional, conforme 
os artigos 20, IX e 177 da Constituição de 1988. A receita estatal geralmente é 
proveniente de royalties, impostos e bônus. O titular da concessão tem direitos 
reais sobre o petróleo a ser explorado. O contrato de concessão é o mais 
tradicional e é muito questionado, pois não permite a apropriação estatal de parte 
considerável da renda petrolífera gerada. 
Além do contrato de concessão, há também os contratos de partilha de 
produção, que garantem a propriedade estatal sobre os produtos petrolíferos 
antes de serem comercializados. São os contratos mais utilizados pelos Estados 
produtores de petróleo. O primeiro contrato deste tipo foi firmado na Indonésia, 
em 1966. Os riscos pelo investimento e desenvolvimento da produção são das 
empresas contratadas. Após o início da produção, as empresas podem 
recuperar seus gastos e custos de operação de uma parcela denominada "cost 
oil". A parcela remanescente, o "profit oil", é dividido entre a empresa e o 
governo, na proporção acertada no contrato. O Estado mantém total domínio 
sobre a propriedade dos recursos minerais, sobre os equipamentos e instalações 
e sobre o gerenciamento das operações de produção de petróleo. Neste tipo de 
contrato, os direitos reais sobre o petróleo não saem nunca do domínio do 
Estado. 
Os contratos de serviço (service agreements), por sua vez, são instituídos 
para a execução de serviços mediante pagamento, mantendo o Estado como 
proprietário de todos os ativos petrolíferos. No caso de não possuir a cláusula de 
risco, os riscos são do Estado contratante. Caso possua cláusula de risco, os 
riscos e custos são da empresa contratada. Os defensores dos contratos de risco 
nos anos 1970 afirmavam que este tipo de contrato não feria o monopólio estatal, 
 
 
17 
 
pois havia substituído, nos países que o adotaram, os “antigos regimes de 
concessão”, nos quais a propriedade do petróleo era transferida aos 
concessionários, deixando em suas mãos a decisão sobre aumentar ou diminuir 
a produção, de acordo com seus interesses privados. A maior parte dos conflitos 
sobre petróleo, inclusive, teria sido gerada pelo modelo de exploração das 
jazidas, com base nos contratos de concessão. 
O modelo dos contratos de concessão foi o adotado pelo Brasil em 1997, 
modelo este que não poderia ser mais inadequado, tendo em vista o interesse 
público na exploração e produção de petróleo e gás natural. Além dos seus 
problemas estruturais, mencionados acima, não se pode relegar o fato de que a 
Lei nº 9.478/1997, que instituiu o modelo das concessões petrolíferas, é 
inconstitucional, pois o concessionário não pode ser proprietário do produto da 
lavra, sob pena de contrariar o fato de que o petróleo é um bem público de uso 
especial e é também monopolizado pelo Estado (artigos 20, IX e 177 da 
Constituição de 1988). Também há necessidade de revisão da Lei nº 9.478/1997 
para resgatar o papel da Petrobrás como executora da política nacional do 
petróleo. 
O debate sobre a apropriação do excedente das atividades de exploração 
de petróleo e recursos minerais ganhou novo alento com as descobertas das 
jazidas do pré-sal. O Presidente Luís Inácio Lula da Silva encaminhou, então, ao 
Congresso Nacional alguns projetos de lei visando modificar o marco regulatório 
da indústria petrolífera no Brasil. 
O primeiro dos projetos a ser aprovado tornou-se a Lei nº 12.276, de 30 
de junho de 2010, que autoriza a União a ceder onerosamente à Petrobrás o 
exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo e gás natural nas áreas 
não concedidas do pré-sal. A cessão produz efeitos até a extração do valor 
equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo (artigo 1º, §2º da Lei nº 
12.276/2010), autorizando a União a ampliar, assim, sua participação no capital 
da Petrobrás (artigo 9º da Lei nº 12.276/2010). O valor do barril de petróleo para 
a cessão onerosa foi fixado em 8,51 dólares pelo Presidente Lula, após análise 
dos estudos técnicos feitos a pedido da Agência Nacional do Petróleo. Com a 
cessão onerosa da União, promoveu-se uma operação de capitalização da 
 
 
18 
 
Petrobrás, encerrada em 24 de setembro de 2010, que arrecadou cerca de 120 
bilhões de reais, dos quais 74,8 bilhões foram provenientes da União. Os 
recursos obtidos garantem o cumprimento do plano de investimentos da 
empresa para a exploração de petróleo nas jazidas do pré-sal até 2014. Além 
disso, a participação da União passou de cerca de 40% do capital e 55% das 
ações ordinárias para cerca de 47% do capital e 64% das ações ordinárias da 
Petrobrás, o que ainda está muito longe dos 82% de ações ordinárias que a 
União detinha antes da "privatização branca" do Governo Fernando Henrique 
Cardoso. 
Ainda em relação a este ponto, creioque algumas considerações devam 
ser feitas. A sociedade de economia mista, como a Petrobrás, tem por 
características essenciais a não exclusividade de capital público, a necessidade 
de ter sua criação autorizada por lei e a forma de sociedade anônima. A 
sociedade de economia mista é um instrumento de atuação do Estado, não 
existe para atender a interesses privados. Como afirma Celso Antônio Bandeira 
de Mello, a personalidade jurídica de direito privado da sociedade de economia 
mista é um mero expediente técnico, pois ela maneja recursos majoritariamente 
públicos. Não há, portanto, igualdade entre os acionistas minoritários e o Estado 
controlador da sociedade. O Estado possui uma série de prerrogativas e poderes 
exorbitantes na gestão das sociedades de economia mista. O Estado se 
relaciona com a estrutura societária da sociedade de economia mista não 
apenas como um acionista, mas como “Estado-poder”. Se o Estado atua em 
igualdade com os demais acionistas, a empresa não é uma sociedade de 
economia mista, mas uma mera sociedade com participação estatal. A missão 
da Petrobrás não é "defender seus acionistas". E, mesmo se isso fosse verdade, 
não se pode esquecer que o proprietário do controle acionário da Petrobrás, 
assim como de qualquer empresa estatal, é o povo brasileiro. 
A Lei nº 12.304, de 02 de agosto de 2010, autoriza o Poder Executivo a 
criar a empresa pública Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás 
Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), vinculada ao Ministério das Minas 
e Energia. A PPSA está sendo criada para gerir os contratos de partilha de 
produção celebrados e os contratos de comercialização de petróleo e gás natural 
 
 
19 
 
da União (artigo 2º da Lei nº 12.304/2010). Suas funções não são de execução, 
mas de gestão contratual, fiscalização e representação da União em relação a 
todos os contratos de partilha de produção celebrados pelo Ministério das Minas 
e Energia (artigos 2º e 4º da Lei nº 12.304/2010). Como empresa pública, todo 
seu capital social pertence à União (artigo 6º da Lei nº 12.304/2010). 
Finalmente, com a aprovação da Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 
2010, o regime de exploração e produção do petróleo e gás natural das jazidas 
do pré-sal e nas áreas consideradas estratégicas pelo Poder Executivo passam 
do inadequado e inconstitucional contrato de concessão para o contrato de 
partilha de produção (artigo 3º da Lei nº 12.351/2010). O modelo de partilha de 
produção é muito mais apropriado para a exploração do petróleo por 
concessionários ou contratados, cuja proposta é considerada mais vantajosa de 
acordo com o critério da oferta de maior excedente em óleo para a União, ou 
seja, da parcela da produção a ser repartida entre a União e o contratado, cujo 
percentual mínimo é proposto pelo Ministério das Minas e Energia ao Conselho 
Nacional de Política Energética (artigos 2º, III, 10, III, 'b' e 18 da Lei nº 
12.351/2010). A propriedade do petróleo e do gás natural não é atribuída, de 
forma inconstitucional, ao contratado. O petróleo e o gás natural continuam sob 
o domínio da União, como determinam os artigos 20, IX e 177 da Constituição. 
O contratado assume todos os riscos (artigos 2º, I, 5º, 6º e 29, II e X da Lei nº 
12.351/2010) e é remunerado por suas atividades (o "custo em óleo" do artigo 
2º, II da Lei nº 12.351/2010). O prazo de vigência do contrato é limitado a 35 
anos (artigo 29, XIX da Lei nº 12.351/2010). 
O Ministério das Minas e Energia readquire o controle sobre o 
planejamento do setor de petróleo e gás natural (artigo 10, I da Lei nº 
12.351/2010) e passa a celebrar os contratos em nome da União, cuja gestão 
cabe à PPSA (artigo 8º da Lei nº 12.351/2010). A PPSA é, também, integrante 
obrigatória de todos os consórcios de exploração, seja com a Petrobrás 
isoladamente seja em conjunto com a Petrobrás e outros licitantes (artigos 19, 
20, caput e 21 da Lei nº 12.351/2010) e deve indicar metade dos integrantes do 
comitê operacional (artigo 23, parágrafo único da Lei nº 12.351/2010), 
responsável pela administração do consórcio (artigos 22 e 24 da Lei nº 
 
 
20 
 
12.351/2010), inclusive seu presidente, que tem poder de veto e voto de 
qualidade (artigo 25 da Lei nº 12.351/2010). 
A Petrobrás é a operadora de todos os blocos contratados sob o regime 
de partilha de produção, com participação mínima assegurada de 30% nos 
consórcios de exploração, podendo ser esta participação mínima ser ampliada a 
partir de proposta do Ministério das Minas e Energia ao Conselho Nacional de 
Política Energética (artigos 4º, 10, III, 'c', 19, 20 e 30 da Lei nº 12.351/2010). A 
União, também pode contratar a estatal diretamente, sem licitação, para realizar 
estudos exploratórios (artigo 7º, parágrafo único da Lei nº 12.351/2010) ou para 
explorar e produzir em casos em que seja necessário preservar o interesse 
nacional e o atendimento dos objetivos da política energética (artigos 8º, I e 12 
da Lei nº 12.351/2010). 
A comercialização do petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos 
destinados à União será realizada pelas normas de direito privado, sem licitação, 
de acordo com as diretrizes definidas pelo Conselho Nacional de Política 
Energética (artigos 9º, VI e VII e 45, caput da Lei nº 12.351/2010). A PPSA é a 
representante da União para a comercialização destes bens e pode contratar 
diretamente a Petrobrás, dispensada a licitação, como agente comercializador 
do petróleo, gás natural e hidrocarbonetos da União (artigo 45, parágrafo único 
da Lei nº 12.351/2010). A previsão da Petrobrás como operadora única não é 
nenhuma inovação brasileira na legislação petrolífera. Este tipo de previsão 
existe em vários regimes de exploração petrolífera, na maior parte das regiões 
produtoras do mundo. 
A mesma argumentação utilizada durante a "Campanha do Petróleo", na 
década de 1950, foi acionada novamente contra a presença do Estado no setor 
petrolífero. Os críticos da proposta encaminhada de mudança de modelo 
exploratório alegaram que a Emenda Constitucional nº 9, de 1995, teria 
instaurado o regime de livre competição no setor petrolífero. Para estes autores, 
a ideologia adotada pela Constituição de 1988 para o petróleo teria por objetivo 
a adoção da “regulação para a concorrência”, isto é, a regulação da atividade 
monopolizada deveria ser efetuada de modo a introduzir a concorrência no setor. 
Ou seja, a abertura do setor petrolífero seria uma “exigência constitucional”. 
 
 
21 
 
Logicamente, esta “regulação para a concorrência”, que seria justificada pela 
globalização e pelos “benefícios trazidos à sociedade” (quaisquer que sejam 
estes), deveria, como todos os setores entregues à iniciativa privada no Brasil, 
proporcionar incentivos fiscais e financiamento público para os agentes 
econômicos privados. O curioso é exigir concorrência em um setor que é 
monopolizado constitucionalmente pelo Estado. 
A Emenda Constitucional nº 9/1995 deu à União a opção de escolher entre 
a manutenção do sistema de atuação estatal direta ou a adoção de outro 
sistema, com a possibilidade de contratação de empresas estatais e privadas. A 
União, portanto, pode atuar diretamente no setor do petróleo, por meio de 
empresa estatal sob o seu controle acionário (artigo 62 da Lei nº 9.478/1997, que 
garante o controle acionário da União sobre a Petrobrás). O monopólio estatal 
no exercício das atividades no setor petrolífero foi extinto, mas não o monopólio 
estatal destas atividades. O regime jurídico-constitucional do petróleo é um caso 
típico de exercício do monopólio estatal com “quebra de reserva”, por meio de 
concessões a particulares. A União é quem tem a competência constitucional de 
decidir quem pode exercer as atividades econômicas no setor de petróleo e gás 
natural, ou seja, há um "monopólio de escolha do Poder Público". 
Um dos problemas criados com a aprovação da Lei nº 12.351/2010 é o daexistência de um modelo dual de exploração do petróleo e do gás natural no 
país, com áreas submetidas ao regime jurídico do contrato de partilha de 
produção (Lei nº 12.351/2010) e áreas submetidas ao regime jurídico do contrato 
de concessão (Lei nº 9.478/1997). Esta sobreposição de regimes jurídicos, um 
deles, o da concessão, inclusive, inconstitucional, não traz nenhum benefício ao 
país. A melhor alternativa seria a unificação do modelo de exploração dos 
recursos petrolíferos, de preferência sob um regime adequado ao texto 
constitucional, como o modelo da partilha de produção, que mantém o domínio 
da União sobre bens públicos de uso especial, conforme determinam os artigos 
20, IX e 177 da Constituição de 1988. A ampliação do controle estatal, 
socialização, reestatização ou renacionalização do petróleo e gás natural, 
qualquer que seja a denominação deste processo, é essencial para que possa 
ocorrer sua reapropriação popular, transformando bens comerciais em bens 
 
 
22 
 
sociais. O petróleo e os recursos minerais constituem os elementos-chave para 
promover o desenvolvimento autônomo do país, portanto, redirecionar os 
recursos minerais para o desenvolvimento do mercado interno e para a 
industrialização significa também concretizar a nossa soberania econômica. 
O Brasil, em seu processo de formação econômica, sempre oscilou entre 
duas grandes tendências e as descobertas do pré-sal podem conduzir o país 
tanto em uma, como em outra direção. Uma é a constituição de um sistema 
econômico nacional, autônomo, com os centros de decisão econômica 
internalizados e baseado na expansão do mercado interno, em um processo de 
desenvolvimento vinculado a reformas estruturais. A outra consiste no modelo 
dependente ou associado, com preponderância das empresas multinacionais e 
do sistema financeiro internacional, dependente financeira e tecnologicamente e 
vinculado às oscilações externas da economia mundial. 
A constituição de um sistema econômico nacional autônomo, 
nacionalmente integrado e fundado na expansão do mercado interno por meio 
da industrialização não é uma via de desenvolvimento consolidada no Brasil. 
Interesses econômicos e políticos, internos e externos, extremamente 
poderosos, ainda sonham e lutam por transformar o país em uma grande 
plataforma de exportação de produtos primários, agrícolas e minerais, buscando 
de ciclo em ciclo uma melhor inserção no mercado internacional. 
A boa ou má utilização dos recursos petrolíferos descobertos na camada 
do pré-sal será decisiva neste embate e, se formos levar em consideração os 
violentos e incessantes ataques contra a Petrobrás e o modelo de exploração 
dos recursos petrolíferos que assegure o controle estatal, o Brasil parece estar 
caminhando não para o rumo da superação do subdesenvolvimento e da 
soberania energética, mas para repetir, mais uma vez, a entrega dos seus 
recursos e de suas riquezas à voracidade dos interesses antinacionais e 
contrários ao desenvolvimento do país. 
A recuperação do controle nacional sobre os recursos naturais, 
especialmente o petróleo, portanto, não é um desejo. É uma necessidade. É 
neste sentido que devem ser compreendidas as palavras proferidas pelo General 
Horta Barbosa, durante a célebre conferência no Clube Militar, no início da 
 
 
23 
 
“Campanha do Petróleo”, em 30 de julho de 1947: "O petróleo pertence à Nação, 
que há de dividi-lo, igualmente, por todos os seus filhos". A Petrobrás e o petróleo 
do Brasil não pertencem aos “acionistas” ou aos “investidores”, mas pertencem 
a todos os brasileiros, sem exceção. 
3 PETRÓLEO, GÁS E DERIVADOS 
 
Fonte: pontodevistaonline.com.br 
3.1 Origem do Petróleo 
O petróleo é originado a partir da decomposição de matéria orgânica, 
especialmente, dos plânctons. As bactérias em ambientes com baixo teor de 
oxigênio realizam a atividade de decomposição que acaba por se acumular em 
camadas do subsolo que se encontram em bacias sedimentares, no assoalho 
oceânico, no fundo dos mares ou de lagos e sob condições específicas de 
pressão. Ao longo dos anos, esses depósitos sofrem diversas modificações até 
se transformarem no que corresponde à substância oleosa, o petróleo. 
3.2 Composição do Petróleo 
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o 
petróleo constitui uma mistura de hidrocarbonetos (moléculas de carbono e 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/bacias-sedimentares.htm
 
 
24 
 
hidrogênio) que se encontram em estado líquido (em temperatura e pressão 
ambientes). É constituído também por compostos sulfurados, nitrogenados, 
oxigenados, resinas, asfaltenos e metálicos como ferro, cobre e zinco. 
O DNPM classifica o petróleo segundo os subprodutos gerados após o 
refino: 
Classe parafínica Corresponde aos óleos leves e de baixa viscosidade. O teor 
de resina e asfalteno é inferior a 10%. 
Classe parafino-naftênica Corresponde aos óleos com viscosidade e densidade 
moderada. O teor de resina e asfalteno é de 5 a 15 %. 
 
Classe naftênica 
Corresponde aos óleos menos representativos em relação 
ao volume total de petróleo. Sua origem está relacionada à 
alteração bioquímica dos óleos parafínicos e parafino-naftênicos. 
Classe aromática intermediária Corresponde aos óleos pesados. O teor de resina e 
asfalteno é de 10 a 30%. Esse normalmente é encontrado 
no Oriente Médio e na Venezuela. 
Classe aromático-naftênica Corresponde aos óleos originados a partir dos processos de 
degradação de óleos parafínicos. O teor de resina e asfalteno é de 
mais de 35%. Geralmente encontrados na África Ocidental. 
Classe aromático-asfáltica Corresponde aos óleos originados a partir dos processos de 
biodegradação. O teor de resina e asfalteno é de mais de 35%. 
Pode ser encontrado no Canadá, Venezuela e na França. 
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e 
Biocombustíveis (ANP), a composição química do petróleo, no que tange à 
proporção de seus componentes, seria, de forma geral (podendo variar 
dependendo da amostra): Carbono: 82%; Hidrogênio: 12%; Nitrogênio: 4%; 
Oxigênio: 1%; Sais: 0,5%; Metais: 0,5% (SOUZA, 2020). 
3.3 Origem do gás 
O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no 
subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70% em volume. É 
encontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do 
 
 
25 
 
exterior por rochas impermeáveis. É o resultado da degradação da matéria 
orgânica de forma anaeróbica, oriunda de quantidades extraordinárias de micro-
organismos. Essa matéria orgânica degradou-se fora do contacto com o ar, a 
grandes temperaturas e sob fortes pressões. 
Até chegar aos clientes finais, o gás natural passa por um conjunto 
complexo de processos e atividades, que variam em função da distância e dos 
recursos de transporte disponíveis. 
3.4 Composição 
A composição do gás natural pode variar consoante o campo em que o 
gás é produzido, o processo de produção, o condicionamento, o processamento 
e o transporte. Geralmente, tem uma densidade menor que um (mais leve do 
que o ar) e poder calorífico superior entre 8.000 e 10.000 kcal/m³, dependendo 
dos teores de pesados, sobretudo etano e propano, e de inertes, nomeadamente 
o nitrogénio e o gás carbônico. 
3.5 Refino 
Refinarias próximas aos centros de consumo de derivados, tanto quanto 
das regiões produtoras de petróleo, carregam um valor estratégico muito 
importante, pois maximizam a apropriação do valor agregado, bem como a 
significativa redução de custos, não só para uma empresa, mas para a nação e 
todos os segmentos de sua população. Possuir um parque de refino que atenda 
à demanda interna proporciona ao país economia de divisas na balança 
comercial e viabiliza sua segurança energética ao garantir o abastecimento 
contínuo de derivados de petróleo, insumos essenciais à vida contemporânea. 
(MENDES, 2018). 
A atividade de refino é essencial e estratégicapara muitas empresas de 
petróleo, que por isso, ao longo do tempo, trilharam o caminho de sua integração, 
equilibrando o portifólio de ativos que mantêm. Assim, essas empresas 
conseguem maior nível de estabilidade de suas receitas, amortecendo os efeitos 
 
 
26 
 
das variações de preço do petróleo, extremamente volátil, sobretudo quando tais 
preços permanecem em patamares baixos por muito tempo. 
O Brasil é o quinto maior mercado de derivados de petróleo do mundo, 
possuindo 17 refinarias com capacidade instalada de refino de quase 2,3 milhões 
de barris ao dia. No Sudeste estão instalados 56% dessa capacidade, no 
Nordeste 23% e no Sul 19%. A Petrobras opera 98% da capacidade instalada. 
(MENDES, 2018). 
3.6 Derivados 
A demanda brasileira por derivados e petróleo, até o terceiro trimestre e 
2017, foi de aproximadamente 2,25 milhões de barris por dia. No entanto, nesse 
período o Brasil produziu apenas cerca de 1,82 milhão de barris ao dia de 
derivados, o que redundou em importação bruta de cerca de 565 mil barris ao 
dia de gasolina, diesel, querosene para aviação (QAV), nafta e gás liquefeito de 
petróleo (GLP) entre janeiro e novembro de 2017. (PARENTE,2017). 
Gás liquefeito de petróleo (GLP): consiste de uma fração composta por 
propano e butano, sendo armazenado em botijões e utilizado como gás de 
cozinha. 
Gás natural veicular: O uso do chamado gás natural veicular (GNV) 
como fonte de energia no setor de transportes surgiu como uma das alternativas 
que contribui para a redução do dano ambiental decorrente da utilização 
crescente de fontes energéticas poluentes (YEH, 2007). 
O gás natural é um energético encontrado de forma abundante na 
natureza e suas propriedades químicas são tais que permitem vários usos 
possíveis, por exemplo, substituir combustíveis de motores que funcionam por 
meio de ignição por centelhamento, como é o caso daqueles movidos a gasolina 
e etanol (álcool combustível). (BASTOS, 2014). 
Gasolina: é um dos produtos de maior importância do petróleo, sendo um 
líquido inflamável e volátil. Consiste de uma mistura de isômeros de 
hidrocarbonetos de C5 a C9, obtida primeiramente por destilação e por outros 
processos nas refinarias. Hoje em dia, com a finalidade de baratear e aumentar 
 
 
27 
 
a octanagem da gasolina, são adicionados outros produtos não derivados de 
petróleo à gasolina, como, por exemplo, o metanol e o etanol. Uma curiosidade 
foi a introdução da gasolina na aviação, tendo início junto com o 14 Bis, avião 
inventado por Santos Dumont, no qual se utilizava um motor de carro. 
Querosene: o querosene é uma fração intermediária entre a gasolina e o 
óleo diesel. Esse derivado é obtido da destilação fracionada do petróleo in 
natura, com ponto de ebulição variando de 150 °C a 300 °C. O querosene não é 
mais o principal produto de utilização industrial, mas é largamente utilizado como 
combustível de turbinas de avião a jato, tendo ainda aplicações como solvente. 
Tem como característica produzir queima isenta de odor e fumaça. 
Óleo diesel: é um combustível empregado em motores diesel. É um 
líquido mais viscoso que a gasolina, possuindo fluorescência azul. Sua 
característica primordial é a viscosidade, considerando que, através dessa 
propriedade, é garantida a lubrificação. É comum a presença de compostos de 
enxofre no óleo diesel, cuja combustão dá origem a óxido e ácidos corrosivos e 
nocivos aos seres vivos, que geram a chuva ácida. O despertar da consciência 
de preservação do meio ambiente está induzindo os refinadores a instalar 
processos de hidrodessulfuração para reduzir o teor de enxofre. 
Parafinas: são um produto comercial versátil, de aplicação industrial 
bastante ampla, como, por exemplo: impermeabilizante de papéis, gomas de 
mascar, explosivos, lápis, revestimentos internos de barris, revestimentos de 
pneus e mangueiras, entre outras. 
 
 
28 
 
4 GÁS NATURAL E SUAS APLICAÇÕES 
 
Fonte: estudopratico.com.br 
Gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves que, a temperatura 
e pressão atmosféricas ambientes, permanece no estado gasoso. Na natureza, 
ele é originalmente encontrado em acumulações de rochas porosas no subsolo 
(terrestre ou marinho). Frequentemente, encontra-se associado ao petróleo. 
(DOS SANTOS, 2007). 
Para todos os efeitos, denominam-se gás natural as misturas de 
hidrocarbonetos gasosos com predominância de moléculas de metano (CH4). 
Na prática, o gás também apresenta em sua constituição moléculas mais 
pesadas, como etano, butano, propano, entre outras. Todos os hidrocarbonetos 
gasosos também podem ser extraídos do petróleo bruto, a partir dos processos 
de refino, ou do carvão, por meio de sua gaseificação em processos 
denominados de Coal-to-Gas (CTG). Em particular, o butano e o propano, 
extraídos na refinaria, nos gaseificadores de carvão ou nas unidades de 
processamento de GN, acabam constituindo o chamado gás liquefeito do 
petróleo (GLP). (DOS SANTOS, 2007). 
 
 
 
 
29 
 
A Lei nº 11.909/2009 define que o “Gás Natural ou Gás é todo 
hidrocarboneto que permaneça em estado gasoso nas condições 
atmosféricas normais, extraído diretamente a partir de reservatórios 
petrolíferos ou gaseíferos, cuja composição poderá conter gases 
úmidos, secos e residuais” (BRASIL, LEI 11.909/2009, INC. XIV, ART. 
2º). 
Conforme CRUZ et al. (2005), o gás de petróleo ou gás natural consiste 
em uma mistura de hidrocarbonetos leves, enquanto as suas formas 
semissólidas são compostas por hidrocarbonetos pesados. Ainda de acordo o 
autor, o gás natural é um combustível fóssil que é encontrado em rochas porosas 
no subsolo, podendo estar associado ou não ao petróleo. É uma substância em 
estado gasoso em condições ambiente de temperatura e pressão. Considera-se 
que, por seu estado gasoso e por suas características físico–químicas naturais, 
qualquer processamento da referida substância, seja esse processamento a 
compressão, expansão, evaporação, variação de temperatura, liquefação ou 
transporte, o gás natural necessita de tratamento termodinâmico, assim como 
qualquer outro gás. 
Dentre as principais propriedades do gás natural estão a sua densidade 
em relação ao ar, o seu poder calorífico, o índice ou número de Wobbe (consiste 
na relação existente entre o poder calorífico superior de um gás e a sua 
densidade relativa), o ponto de orvalho da água e também dos hidrocarbonetos, 
além dos teores de carbono, CO2, hidrogênio, oxigênio e compostos sulfurosos 
(ANEEL, 2012) 
O gás natural tem aumentado seu papel estratégico como fonte de energia 
para o mundo, principalmente em razão de seu menor impacto ambiental em 
comparação com as demais fontes fósseis. A utilização do gás natural em 
equipamentos adequados tende a ser menos poluente, por exemplo, que a 
queima de óleo diesel. A combustão de gases combustíveis adequadamente 
processados e em equipamentos corretos é praticamente isenta de poluentes 
como óxidos de enxofre, partículas sólidas e outros produtos tóxicos, permitindo, 
assim, que o consumidor utilize o gás de forma direta. (DOS SANTOS, 2007). 
O gás natural também é utilizado em usinas de asfalto, sendo aplicado 
como fonte alimentadora, chegando assim a substituir o tradicional óleo diesel e 
 
 
30 
 
o BFP (também considerado como um óleo combustível pesado). (CARVALHO, 
2012). 
O gás ainda pode proporcionar economias e vantagens ambientais 
quando utilizado na área de transporte, substituindo a gasolina ou o óleo diesel. 
No Brasil, especialmente em razão de uma política de preços e de diferenças 
tributárias entre os combustíveis, o gás natural apresentou um grande aumento 
de consumo para fins automotivos, em especial junto às frotas de táxis, 
substituindo a gasolina. Entre janeiro de 2001 e novembro de 2006, o consumo 
de gás natural veicular (GNV) aumentou de 1,35 milhão para 6,71 milhões de 
metros cúbicos por dia (MMm3 /d), representando um crescimentomédio anual 
de aproximadamente 38% (Revista Brasil Energia, 2006). 
4.1 Futuro do gás no Brasil 
A participação sempre dominante das energias fósseis se deve a dois 
fenômenos. Por um lado, prevê-se a queda no consumo de energia renovável 
tradicional, como a lenha. Por outro, o gás natural será a fonte de energia que 
apresentará a segunda maior taxa de crescimento ao longo do período. Em 
2030, o gás natural representará aproximadamente 12% do total da matriz 
energética e 20% do consumo total de energias fósseis do Brasil (contra, 
respectivamente, 8% e 14%, em 2004). (DOS SANTOS, 2007) 
No cenário da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2006), o Brasil 
tende a seguir um caminho distinto daquele do resto do mundo. A participação 
do conjunto das energias fósseis deve aumentar no período 2005-2030. Haverá 
uma perda relativa do petróleo que será compensada por aumentos robustos no 
consumo de carvão e gás natural. Além disso, a EPE sugere uma expansão da 
energia nuclear aproximadamente 138% maior do que aquela prevista pela 
Agência Internacional de Energia. A expansão relativa do gás natural também 
será vigorosa, e, em 2030, o gás deverá representar 15% da matriz energética 
nacional (e 26% do consumo total de energias fósseis do país). 
 
 
31 
 
5 GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO 
 
Fonte: portosenavios.com.br 
As análises geográfica e geopolítica do petróleo sempre estiveram ligadas 
e influenciadas de forma decisiva, pelo ambiente político e econômico do Oriente 
Médio, do norte da África, e dos países membros da OPEP (Organização dos 
Países Exportadores de Petróleo). A histórica centralidade destas regiões e da 
OPEP nas questões ligadas ao petróleo é inegável (YERGIN, 2012). 
A análise das redes globais do setor petrolífero permite reconhecer um 
cenário que apresenta de um lado, países e regiões produtoras, e do outro, 
países e regiões consumidoras. No entanto, impulsionados por avanços técnicos 
que possibilitam a exploração e produção de petróleo de fontes não 
convencionais, novos atores começam a desenhar uma nova geografia do 
petróleo no mundo. (REIS, 2014). 
Na geopolítica do petróleo, tão ou mais importante que a capacidade 
produtiva dos países ou o tamanho de suas reservas, é a sua sede de petróleo. 
É a necessidade de consumo energético dos países desenvolvidos e das regiões 
mais industrializadas do planeta, com a finalidade de suprir seus grandes 
mercados internos, que acabam por dar forma e dinâmica à complexa rede da 
indústria petrolífera mundial, criando e ordenando o espaço, e/ou regulando, 
 
 
32 
 
através da força do capital, da persuasão, ou do aparato militar, territórios 
estratégicos em busca de segurança energética (JUHASH, 2009). 
Neste sentido, a investigação da distribuição geográfica do consumo de 
petróleo mundial se converte em ferramenta da análise. Mais uma vez percebe-
se que, ao longo da cadeia produtiva do petróleo, no sentido upstream – 
downstream, novas geografias vão surgindo. A geografia do consumo de 
petróleo mundial é completamente distinta da geografia das reservas mundiais 
de petróleo, e mesmo da geografia dos grandes produtores. (REIS, 2014). 
 
Fonte: ibp.org.br 
Observação: LGN: Gás natural liquefeito 
5.1 Maiores produtores de Petróleo 
A produção de petróleo dos EUA cresceu 1,2 milhão de bpd (barris por 
dia) em 2019, tirando o primeiro lugar da Rússia. Cumulativamente, os três 
grandes: EUA, Rússia e Arábia Saudita, produziram 40,5% do petróleo do 
mundo. Os países da OPEP produziram 38,2% do petróleo do mundo. No 
entanto, a OPEP possui 70% das reservas comprovadas de petróleo bruto do 
mundo. A Venezuela ainda reivindica o título de maior nível de reservas, 304 
 
 
33 
 
bilhões de barris, seguido pela Arábia Saudita com 298 bilhões de barris. A 
OPEP tem como função cartelizar ou controlar os preços do petróleo através da 
associação dos principais exportadores desse produto. Assim, o preço do barril 
pode ser elevado por razões econômicas e até políticas, como no episódio da 
crise do petróleo dos anos 1970. (RAPIER, 2020). 
 Realisticamente, é improvável que a maior parte do petróleo da 
Venezuela seja acessível economicamente para produzir a preços de mercado 
em vigor. Em outras palavras, a Venezuela ainda pode reivindicar o título das 
maiores reservas do mundo, mas as reservas comprovadas precisam ser 
econômicas para produzir a preços predominantes. E é notável que a produção 
de petróleo da Venezuela tenha caído por cinco anos seguidos e em 11 dos 
últimos 13 anos. (RAPIER, 2020). 
Em 2019 a produção de petróleo da Venezuela, com a ajuda de sanções 
dos EUA, caiu mais 39,5%, para 839.000 bpd. Isso marcou a primeira vez em 
que a produção de petróleo da Venezuela ficou abaixo de 1 milhão de bpd desde 
que a BP começou a rastrear a produção de petróleo em 1965. Parece ser o 
menor nível de produção de petróleo da Venezuela desde a década de 1940. 
(RAPIER, 2020). 
6 FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA 
 
Fonte: brasilescola.com.br 
https://oilprice.com/contributors/Robert-Rapier
https://oilprice.com/contributors/Robert-Rapier
 
 
34 
 
As fontes renováveis de energia são aquelas em que os recursos naturais 
utilizados são capazes de se regenerar, ou seja, são considerados inesgotáveis, 
além de diminuir o impacto ambiental e contornar o uso de matéria prima que 
normalmente é não renovável. Dentre as energias alternativas renováveis, mais 
conhecidas atualmente encontram-se a energia eólica, energia hidráulica, 
energia do mar, energia solar, energia geotérmica e biomassa. A utilização 
dessas energias alternativas renováveis em substituição aos combustíveis 
fósseis é viável e vantajosa. Além de serem praticamente inesgotáveis, as 
energias renováveis podem apresentar impacto ambiental muito baixo, sem 
afetar o balanço térmico ou a composição atmosférica do planeta 
(NASCIMENTO, 2016). 
A crescente preocupação com as questões ambientais e a 
conscientização mundial sobre a promoção do desenvolvimento em bases 
sustentáveis vêm estimulando a realização de pesquisas de desenvolvimento 
tecnológico que visam à incorporação dos efeitos da aprendizagem e a 
consequente redução dos custos de geração dessas tecnologias (FREITAS, et 
al, 2013). 
Mundialmente, a fonte energética mais utilizada para a produção de 
energia elétrica é proveniente de fontes fósseis e não renováveis como o 
petróleo, o carvão mineral e o gás natural. As grandes dependências de fontes 
não renováveis de energia têm acarretado, além da preocupação permanente 
com o seu esgotamento, a emissão de gases tóxicos e poluentes e material 
particulado. Dos gases liberados para a atmosfera, os mais preocupantes do 
ponto de vista mundial são os “gases do efeito estufa”, destacando-se o dióxido 
de carbono (FREITAS, 2013). 
6.1 Tipos de Fontes de Energia Alternativas 
Todas as fontes de energia podem ser divididas em três grandes 
categorias. 
1ª: Deriva de energia química ou fotoelétrica, que se baseia na oxidação 
de alguma substância, como um hidrocarboneto, ou captação da luz do sol para 
 
 
35 
 
gerar calor ou eletricidade. Tecnologias destas categorias geram pouca energia 
por unidade de geração. 
2ª: São as reações nucleares que liberam energia, seja pela divisão de 
núcleos pesados ou fundindo núcleos de luz. Já as reações nucleares liberam 
milhões de elétron-Volts. 
3ª: É a termomecânica alimentada por vento, água ou fontes naturais de 
vapor. Formas de geração desta categoria também envolvem grandes cargas. 
Biomassa: A biomassa é todo insumo renovável proveniente de matéria 
orgânica produzida em um ecossistema (animal ou vegetal), que pode ser 
utilizada na produção de energia elétrica, sendo apenas uma parte dessa matéria 
utilizada como biomassa, devido ao que o ecossistema absorve para sua própria 
manutenção. E assim como outras fontes renováveis de energia, é uma forma 
indireta da energia solar.Assim, para definir a biomassa para geração de energia 
elétrica, exclui-se os combustíveis fósseis. (MONTEIRO et al., 2013). 
 
Fonte: portalenergia.com 
A biomassa é uma das fontes que tem crescido muito no Brasil com 
sistemas de cogeração do setor industrial e de serviços e possivelmente tende 
a crescer muito mais aos longos dos anos. Vários são os fatores para esse 
crescimento sendo os principais deles a capacidade já instalada até agora e o 
aumento do potencial da produção de cana-de-açúcar, motivado pelo consumo 
crescente do etanol (EDUARDO & MOREIRA, 2010). 
 
 
36 
 
Energia Eólica: A energia cinética contida nas massas de ar em 
movimento (vento) vem sendo usado pelo homem há mais de 3.000 anos. O 
conceito de gerar energia elétrica a partir dos ventos teve início no século XIX, 
naquela época eram usados os moinhos para moer grãos, transportar 
mercadorias em barcos a vela e bombear água, sendo utilizado o mesmo método 
até os dias de hoje, onde o vento atinge a hélice da qual gira um eixo 
impulsionando gerador (ATLAS, 2008). 
 
Fonte: portalclubedeengenharia.org.br 
As tecnologias de aproveitamento para a geração de energia eólica, se dá 
através dos aerogeradores eólicos que têm por objetivo principal maximizar o 
aproveitamento do vento para geração de eletricidade, obedecendo os seguintes 
aspectos como locais com muito ou pouco vento, conexão aos sistemas elétricos 
locais, desempenho aerodinâmico, desempenho acústico, situações climáticas 
extremas, integração com o meio ambiente e impacto visual. As turbinas são 
classificadas como pequenas, médias e grandes (CEMIG, 2012). 
Energia Geotérmica: A energia geotérmica ou geotermal é proveniente 
do calor existente no interior da terra e existe desde que o planeta foi criado. Ela 
surgiu na Itália em 1904 com tentativas de gerar eletricidade a partir dessa 
energia, porém não foi bem-sucedido devido substâncias encontradas no vapor 
absorvido. Assim, os principais recursos desta energia são os gêiseres (fontes 
de vapor no interior da terra que demonstra erupções frequentemente) e onde 
existem água ou rochas a temperaturas altas, possibilitando o seu aproveitando 
 
 
37 
 
de energia térmica e consequentemente energia elétrica. Portanto, esta água a 
temperaturas altas produz o vapor que posteriormente alimenta os geradores de 
turbina e produz a eletricidade. 
 
Fonte: suportegeografico.com.br 
Essa fonte alternativa de energia é possível em razão da capacidade 
natural da terra em reter calor em seu interior, onde acha-se magma que se 
constitui em rochas derretidas. Atualmente existem três formas de 
aproveitamento da energia geotérmica dentre elas a utilização direta, centrais 
geotérmicas e as bombas de calor (PIMENTA-NETO, et al, 2014). 
Este tipo de energia possui muitos benefícios em relação aos impactos 
ambientais como não agredir o solo, custo baixo para manutenção, não é 
vulnerável ao clima, benefícios em áreas afastadas, porém também gera 
impactos ambientais como liberação de dióxido de enxofre que é prejudicial à 
saúde e altamente corrosivo gerando também um odor desagradável, eventual 
afundamento do terreno, possível contaminação de lagos e rios e a principal 
desvantagem é que só pode ser operada em áreas propícias (PIMENTA-NETO, 
et al, 2014). 
Energia hidráulica: A energia hidráulica teve origem desde os tempos 
remotos no século II a.C, onde utilizavam-se as famosas ‘’noras’’ (rodas de água 
do tipo horizontal), na qual começaram-se a substituir o trabalho animal pelo 
trabalho mecânico. E assim com o desenvolvimento tecnológico no século XVIII 
surgiram as primeiras turbinas e os motores hídricos o que favoreceu na 
 
 
38 
 
transformação de enérgica mecânica em energia elétrica. Essa energia tinha 
como parâmetros a acumulação, a aceleração e a evaporação da água, 
características estas causadas pela energia gravitacional e pela irradiação solar, 
tornando estes responsáveis pela geração de energia elétrica (CEMIG, 2012). 
 
Fonte: exame.com.br 
Energia do Mar: Assim como algumas energias a energia dos oceanos é 
indiretamente oriunda da energia solar, visto que o sol aquece a superfície da 
terra provocando os ventos que de modo em contato com a água transfere 
energia através da operação das tensões cisalhantes, que por sua vez resulta 
na formação e crescimento das ondas. (ATLAS, 2008). 
 
Fonte: casa.abril.com.br 
Essa energia teve origem no século XII na Europa, onde usavam-se 
moinhos submarinos nas entradas de estreitas baías (o fluxo e o refluxo 
 
 
39 
 
movimentavam as pedras de moer). A energia proveniente do mar demonstra 
grandes quantidades de energia armazenada no deslocamento das suas 
massas de água, sendo essa energia uma grande oportunidade em todo o 
mundo, visto que é uma energia limpa sem agredir ao meio ambiente (ATLAS, 
2008). 
Para o aproveitamento dessa energia existem no momento basicamente 
quatro tecnologias envolvidas, energia das ondas, energia das marés, energia 
térmica dos oceanos e energia cinética através das correntes marítimas. 
Contudo há perspectivas de aperfeiçoamento de diferentes tecnologias, que 
ainda estão a dar os primeiros passos, que serão aprimoradas e posteriormente 
expandidas em todo o mundo ao longo dos anos (CEMIG, 2012). 
Energia Solar: O mundo tem ligação com a energia desde os tempos 
primórdios, mais especificamente no século VII a.C, visto que já naquela época 
o sol era utilizado para secar peles e alimentos e até mesmo para fazer fogo na 
qual usavam lentes para concentrar o sol e assim queimar pequenos pedaços 
de madeira. O sol é o maior potencial de energia que supre a terra, sendo uma 
fonte indireta de quase todas as outras formas de energia (hidráulica, biomassa, 
eólica, combustíveis fósseis e energia dos oceanos). 
 
Fonte: casa.abril.com.br 
O processo de energia oriunda sol acontece com o aquecimento da 
atmosfera desproporcional, produzindo a circulação atmosférica e o ciclo das 
águas, de forma a serem aproveitados nos parques eólicos e com seu 
 
 
40 
 
represamento posteriormente proporcionando a geração hidroelétrica. Existem 
duas formas para o aproveitando do potencial de sendo elas a sistemas de altas 
temperaturas e as sistemas de coletores solares (DANIEL et al., 2016). 
Com a grande e acelerada crescente da energia solar, o Brasil atualmente 
possui atualmente 39 usinas solares com capacidade de 22.952kW 
representando 0,0150% na matriz elétrica brasileira conectadas a rede elétrica 
e as não conectadas a rede estima-se o consumo entre 300 a 500kWh/mês 
(ANEEL, 2016). 
7 PETRÓLEO E GÁS- FONTES DE LUCRO 
 
Fonte: meioambiente.culturamix.com 
O uso do petróleo e do gás natural, por meio de seus derivados e 
petroquímicos, vai muito além do fornecimento de energia para a humanidade. 
A sociedade contemporânea, consciente disso ou não, é extremamente 
dependente de produtos, ou serviços, que os utilizam todos os dias direta ou 
indiretamente. No cenário New Policies apresentado em IEA (2017), considera-
se que o petróleo e o gás natural seriam responsáveis por cerca de 52,5% da 
matriz energética mundial no ano de 2035, sendo que o petróleo responderia por 
28,3% e o gás, por 24,2%. Embora a participação do petróleo na matriz 
 
 
41 
 
energética seja decrescente ao longo do tempo, sua produção não o será. 
(MENDES, 2018). 
A participação conjunta de petróleo e gás na matriz energética mundial é 
praticamente constante ao longo dos anos. A demanda mundial de petróleo 
passaria de 95,5 milhões de barris no ano de 2016 para 107 milhões de barris 
no ano de 2035, um crescimento de apenas 12% no período. Mesmo esse 
crescimento não sendo muito expressivo, cabe lembrar que petróleo e gás são 
recursos não renováveis. (MENDES, 2015). 
A International Energy Agency (IEA) projeta um papel de destaque para o 
Brasil. Em 2035, o país estaria produzindo cerca de 4,6 milhões

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