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RESUMO EMPRESARIAL FALÊNCIA TOMAZETE

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judicial/extrajudicial, uma vez que, são sociedades simples com natureza 
determinada em lei. 
Da sociedade em conta de participação: 
Trata-se de sociedade oculta, não possui personalidade jurídica, e não é 
classificada como uma sociedade empresária, pois não exerce qualquer 
atividade. É caracterizada pela presença de dois sócios, denominados: 
Ostensivo e Oculto, respectivamente, pessoa que assume a responsabilidade 
perante terceiros, e que assume responsabilidade somente para o sócio 
ostensivo. 
Ainda sobre sociedades, a lei 11.101/2005, em seu art.1° estipula exclusões 
quando a recuperação de empresas. Exclusões estas, justificadas pela 
estratégica importância destas atividades para a economia do mercado. 
Vale dizer, ainda, que esta exclusão nem sempre é absoluta. Nas hipóteses de 
exclusão absoluta, não há espaço para os procedimentos de recuperação, nem 
falência, mas sim para específicos procedimentos. Em outras palavras, são as 
empresas públicas que não devem/podem falir, nem solicitar recuperação. 
Esta primeira hipótese de exclusão absoluta, qual seja, as empresas públicas, 
e sociedades de economia mista, estas atividades são objeto de exclusão por 
fazerem parte do aparato estatal. 
Outro caso de exclusão trata-se das instituições financeiras e entidades 
equiparadas, porém neste caso, a exclusão será relativa, de modo que estas 
se sujeitam ao instituto da falência, desde que seja este moldado de acordo 
com as hipóteses previstas em lei. 
Em situação igual referente a exclusão relativa, temos as seguradoras, por 
motivos de elevado nível de risco, e por atingirem diretamente o interesse de 
terceiros, também as sociedades de capitalização, uma vez que estas 
celebram contratos de obrigações mensais entre duas partes ou mais. Assim 
como, operadoras de plano de saúde, entidades de previdência complementar, 
e as concessionárias de energia elétrica. 
 Quanto aos institutos, estes tem em comum o juízo competente, sendo 
este foro o local do principal estabelecimento do devedor, ou em caso de 
empresa internacional, será a principal filial. Ressalta-se que o principal 
estabelecimento será definido pelo ponto de vista econômico. 
Com autorização do poder executivo, temos os empresários estrangeiros que 
atuam no Brasil, que estarão sujeitos a nossa jurisdição. 
Para determinação da competência temos disposto no art. 3°, Lei 11.101/05. 
 
 
 
 
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Na lei 11.101, temos disposto a intervenção obrigatória do Ministério Público 
em processos de falência e recuperação judicial, todavia, este dispositivo foi 
vetado pelo Presidente da República, havendo alterações a cerca da atuação 
do Ministério Público nos processos de falência. O objetivo foi limitar esta 
atuação. 
 
CAPÍTULO 14 – FALÊNCIA 
 
 Falência é o processo de execução coletiva que concorrem ao devedor 
empresário, objetivando a liquidação dos patrimônios do devedor para 
pagamento de débitos pendentes aos credores. 
A falência é dividida em três fases: A fase pré-falimentar, falimentar, e pós 
falimentar. Na fase pré falimentar, verifica-se a possibilidade de aplicação da 
falência, analisando também todos os pressupostos processuais. 
Na fase falimentar, temos comportamento de processo de execução, pois trata-
se de levantamento de todos os bens, recursos e patrimônios disponíveis para 
liquidação, bem como a identificação de todos os credores. O desapossamento 
também ocorre nesta etapa, permitindo a formação da massa falida. 
A fase pós falimentar, é posterior ao encerramento da falência, e abrange 
diversos efeitos, como por exemplo, a incapacidade do devedor falido para 
exercer atividade empresarial. 
A fase falimentar visa a satisfação econômica dos credores, a cerca do 
adimplemento, porém na falência segue-se uma ordem legal de pagamento. 
Seu objetivo não se limita a resguardar o crédito dos credores, mas sim, da 
economia como um todo, tentando amenizar os efeitos daquela empresa falida 
no cenário econômico. 
 Para alcançar todos estes objetivos, a falência deve acontecer com base em 
certos princípios interpretados que constam na Lei 11.101, são normas gerais, 
tendo elevado grau de concepção, e que são cumpridas em diferentes graus. 
Estes são os princípios da igualdade entre os credores, a celeridade, a 
publicidade, a preservação da empresa, a viabilidade e a maximização do valor 
dos ativos do falido. 
Da igualdade entre os credores, trata-se da divisão destes em classes para 
priorizar o pagamento daqueles que estejam em prejuízo maior. Há um 
tratamento adequado as peculiaridades de cada credor. 
Da celeridade processual, trata-se da preservação dos bens ativos, uma vez 
que a duração jurisdicional é longa, desta forma, quanto mais rápido o 
processo de falência se concluir, menor será o prejuízo para todos os 
envolvidos. 
 
 
 
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Da economia processual, temos o mesmo sentido da celeridade, qual seja, 
realizar um processo mais rápido, porém visando também a redução com o 
custo do processo. 
Quanto aos pressupostos, que obviamente se diferem dos princípios, uma vez 
que estes tratam-se das condições da ação, seguem estipulados: Legitimidade 
passiva específica, que significa dizer que o instituto será aplicado a 
empresários individuais, e sociedades empresárias que não sejam exclusas de 
forma legalmente determinada, e a insolvência do devedor, que significa dizer 
que deve haver algo que comprove efetivamente a insuficiência do devedor 
para arcar com as obrigações. 
 
CAPÍTULO 15 – LEGITIMIDADE PASSIVA ESPECÍFICA 
 
 Na falência, seu objetivo primário é distanciar o devedor para resguardar 
os bens ativos da empresa, para poder cumprir com os credores, no entanto 
está estipulado também a insolvência do devedor. Há divergência de 
interpretação na falência, uma vez que, a insolvência seria a mesma, sendo 
empresário individual ou não. 
Neste estado legislativo, qualquer pessoa que exerca atividade empresarial 
pode fali, porém ressalta-se as exclusões que nosso ordenamento jurídico faz a 
cerca do conceito de empresário. Não se exige comprovação da condição de 
empresário, cabe ao devedor questionar. 
Apesar das definições de empresário e sociedades empresárias, há situações 
especiais neste sentido de forma ou registro, por exemplo, as sociedades 
anônimas, os empresários rurais. 
Vale ressaltar que os empresários não registrados, também podem falir. 
Em casos de empresários indiretos, ou seja, aqueles que não exercem 
diretamente a atividade, apenas emprestam seus nomes (de forma consciente 
ou não), caso aconteça a falência, e a atividade desenvolvida por este terceiro 
acarrete benefícios ao empresário indireto, este deve responder ao processo. 
Estão exclusas do processo falimentar, as empresas públicas, sociedades de 
economia mista, instituições financeiras públicas/privadas, ou cooperativas de 
crédito, administradoras de consórcio, entidades de previdência complementar, 
sociedades operadoras de plano de saúde, sociedades seguradoras, de 
capitalização, e entidades equiparadas a estas. Podendo, no entanto, se 
desdobrar em exclusão absoluta, e relativa, como explicado no capítulo 02. 
Em caso de morte do empresário individual, sua personalidade e condição de 
empresário, cessam juntamente com obrigação de qualquer tipo para o 
 
 
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processo de falência, contudo, o espólio pode ser utilizado para estas 
obrigações. 
Em caso do fim da atividade empresarial, sua condição de empresário também 
cessa, uma vez que o pressuposto da atividade já não se encontra presente. 
Vejamos agora a liquidação da sociedade anônima, que sofre diferenciação no 
processo do pedido de falência dois anos após o encerramento: 
As sociedades anônimas não tem sua falência decretada após a liquidação do 
ativo, uma vez que basta a partilha dos bens para efetivação da falência,