A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
140 pág.
AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

Pré-visualização | Página 14 de 39

abaixo.
DESCONTOS INCONDICIONAIS OU COMERCIAIS PARA O VENDEDOR.
DESCONTOS INCONDICIONAIS OU COMERCIAIS PARA O COMPRADOR.
DESCONTOS CONDICIONAIS OU FINANCEIROS PARA O VENDEDOR.
DESCONTOS CONDICIONAIS OU FINANCEIROS PARA O COMPRADOR.
QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA:
Indique a alternativa que caracteriza os descontos incondicionais concedidos e obtidos: 
São implantados após emissão da nota fiscal da transação de venda;
O IPI incide sobre o valor líquido da operação de compra/venda;
Independem de evento posterior ao fato gerador da compra/venda;
Quem arca com a despesa do desconto é o comprador;
Não há efeito financeiro para o comprador nem vendedor. 
Indique a alternativa que caracteriza os descontos condicionais concedidos e obtidos: 
Os tributos incidem sobre o valor líquido do desconto;
Não dependem evento posterior ao fato gerador da compra/venda;
É tratado como despesa financeira para o comprador;
São normalmente concedidos dentro da nota fiscal;
É tratado como receita financeira pelo vendedor. 
Com relação aos tributos não cumulativos incidentes nas operações de compra/venda, onde há descontos incondicionais ou comerciais, ou descontos condicionais ou financeiros, uma das principais diferenças entre estes fatos é:
Os descontos comerciais não sofrem efeito tributário;
Os dois tipos não sofrem efeito tributário;
Os descontos financeiros sofrem efeito tributário;
Os dois tipos sofrem efeito tributário;
Os descontos financeiros não sofrem efeito tributário;
Quando uma empresa não contribuinte do IPI obtém descontos comerciais na compra de produtos para revenda, diretamente do fabricante, com relação aos tributos incidentes, é correto afirmar que: 
O desconto é concedido sobre o total da nota não incluído o IPI, o IPI é calculado sobre a mesma base, enquanto o ICMS é obtido sobre o valor líquido do desconto e o PIS e a COFINS, sobre o valor da nota menos o desconto mais o IPI;
O desconto é concedido sobre o total da nota mais o IPI, o IPI é calculado sobre o total da nota, o ICMS sobre a mesma base e o PIS e a COFINS, sobre o total da nota mais o IPI;
O desconto é concedido sobre o total da nota líquido do IPI e ICMS, o IPI é calculado sobre o total da nota líquido do ICMS, o ICMS é calculado sobre o valor da nota, mais o IPI e o PIS e COFINS, são obtidos pelo total da nota não incluído o desconto;
O desconto é concedido sobre o total da nota mais IPI e o ICMS, o IPI é obtido pelo valor da compra, o ICMS sobre a mesma base do IPI e o PIS e a COFINS, sobre o total da nota, mais IPI, menos o ICMS e o desconto;
O desconto é concedido sobre o total da nota menos IPI e o ICMS, o IPI sobre o valor líquido do desconto, o ICMS sobre o valor líquido do desconto e o PIS e a COFINS, sobre o total da nota não incluído o desconto;
GABARITO (C, D, E A)�
AULA 7
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
OBJETIVO
COMPRENDER E APLICAR OS CONCEITOS DE FATO GERADOR PRESUMIDO;
COMPREENDER AS ESPÉCIES DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA;
APLICAR A LEGISLAÇÃO PERTINENTE A SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA;
CALCULAR E CONTABILIZAR ADEQUADAMENTE AS OPERAÇÕES DE VENDA E COMPRA COM SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA;
COMPREENDER AS RESPONSABILIDADES DA ENTIDADE SUBSTITUTA.
INTRODUÇÃO
A substituição tributária é um artifício utilizado pelos sujeitos ativos (Federal e Estadual) para aumentar a eficiência da arrecadação e a fiscalização dos tributos de cadeias produtivas mais longas (plurifásicos), ou seja, os tributos que incidem várias vezes no decorrer da produção e circulação até o consumidor final. Este instituto atribui ao sujeito passivo a responsabilidade pelo pagamento do tributo devido pelo seu cliente. Esse recurso é utilizado na cobrança do ICMS (sendo conhecido como ICMS/ST), embora também esteja previsto na regulamentação do IPI. A incidência da substituição tributária é definida por produto. Por esta sistemática o tributo plurifásico passa a ser recolhido de uma só vez, como se o tributo fosse monofásico.
CONCEITOS E ESPÉCIES DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Inicialmente, a substituição tributária alcançaria apenas os produtos de pequeno valor e grande consumo, simplificando o processo de tributação e fiscalização, como as vendas de cervejas, refrigerantes, onde o comerciante varejista não precisa calcular e recolher o ICMS, pois ele já foi recolhido pela indústria, que se encarrega de calcular e cobrar o imposto no momento da venda do produto ao estabelecimento comercial.
Há várias espécies de substituição tributária: a substituição para frente, a substituição para trás (ou diferimento), e a substituição propriamente dita. 
Na substituição para frente, o tributo relativo a fatos geradores que deverão ocorrer posteriormente é arrecadado de maneira antecipada, sobre uma base de cálculo presumida. Assim, o estabelecimento industrial que vende certo produto, recolhe o tributo devido por ele mesmo, e também o tributo que seria devido por toda a cadeia até o consumidor final. Para compor a base de cálculo, o Estado deve estabelecer critérios definidos em lei. A base de cálculo deve observar a realidade de cada mercado, para fins de determinar o preço final praticado em cada operação.
Na substituição para trás, ou diferimento, o que ocorre é justamente o contrário. Apenas a última entidade que participa da cadeia de circulação da mercadoria é que paga o tributo, de maneira integral, inclusive relativamente às operações anteriormente praticadas, invcluindo os seus resultados.
Na substituição normal, o contribuinte em determinada operação ou prestação é substituído por outro que participa do mesmo negócio jurídico. Este é o caso, por exemplo, do industrial que paga o tributo devido pelo prestador que lhe provém o serviço de transporte.
Os valores recolhidos a título de substituição tributária são considerados definitivos, a não ser que o fato gerador não se concretize é assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do valor do imposto pago pelo fato gerador presumido, não realizado.
O substituto cobra o tributo devido na operação pelo substituído. A hipótese de incidência do tributo, porém, permanece a mesma. Tanto é assim que a Constituição menciona um fato gerador presumido, a ser realizado pelo substituído. A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subsequentes, inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado, que seja contribuinte do imposto.
LEGISLAÇÃO
A substituição tributária foi regulamentada, inicialmente, pela Lei Complementar no 44/83, que atribuía a empresa produtora ou industrial, em relação ao imposto devido pelos comerciantes atacadistas e varejistas, a condição de contribuinte responsável pelo cálculo, cobrança e repasse do imposto ao estado.
Posteriormente, o Convênio ICM/66, de 14/dez/1988, regulamentou melhor a questão, citando textualmente (artigo 25) que a lei pode atribuir a condição de substituto tributário a:
Industrial, comerciante ou outra categoria de contribuinte, pelo pagamento do imposto devido na operação ou operações anteriores;
Produtor, extrator, gerador (inclusive de energia), industrial, distribuidor, comerciante ou transportador, pelo pagamento imposto devido nas operações subseqüentes.
A substituição tributária foi definitivamente incorporada ao sistema tributário nacional através da Emenda Constitucional no 3/93, que acrescentou o parágrafo 7° ao artigo 150 da Constituição de 1988:
A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.
Apesar de expressamente

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.