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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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legislação do Imposto de Renda, que represente nova incidência ou majoração do tributo, só poderá entrar em vogor no exercício seguinte ao de sua publicação.
Fato Gerador
O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais. Ressalta-se ainda, que a incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção, inclusive rendimento oriundos do exterior, onde a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto.
A "disponibilidade econômica" corresponde ao rendimento realizado, isto é, dinheiro em caixa ou no bolso. A "disponibilidade jurídica" corresponde a rendimento adquirido, isto é, do qual o beneficiário tem título jurídico que lhe permite obter a respectiva realização em dinheiro, como, por exemplo, os dividendos creditados e os juros incorridos.
Base de Cálculo
A base de cálculo do Imposto de Renda é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis. O CTN estabelece as diretrizes gerais (normas gerais) da base de cálculo do imposto, porém, compete à lei ordinária a descrição precisa da matéria tributável relativa ao imposto (RIR/99).
Contribuintes
São definidos como contribuintes do imposto de renda o titular da disponibilidade (econômica ou jurídica), sem prejuízo de arbitrar a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis. Cabendo a possibilidade da Lei atribuir a fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.
Atendendo aos dispositivos constitucionais e às normas gerais estabelecidas pelo Código Tributário Nacional, a União, exercendo sua competência, instituiu o Imposto de Renda a ser pago pelas pessoas físicas ou jurídicas, quando da ocorrência dos fatos geradores destes institutos tributários. São elas:
As pessoas jurídicas;
As empresas individuais.
As disposições tributárias do IR aplicam-se a todas as firmas e sociedades, registradas ou não (inclusive as Socieddes de Fato).
Entidades Submetidas aos Regimes de Liquidação Extrajudicial e de Falência
As entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e de falência sujeitam-se às normas de incidência do imposto aplicáveis às pessoas jurídicas, em relação às operações praticadas durante o período em que perdurarem os procedimentos para a realização de seu ativo e o pagamento do passivo (Lei nº. 9.430/96, art. 60).
Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
As empresas públicas e as sociedades de economia mista, bem como suas subsidiárias, são contribuintes nas mesmas condições das demais pessoas jurídicas (Constituição Federal, art. 173, § 1º).
Pessoas Jurídicas
Consideram-se pessoas jurídicas:
As pessoas jurídicas de direito privado, domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins, nacionalidade ou participantes no capital;
As filiais, sucursais, agências ou representações no País das pessoas jurídicas com sede no exterior;
Os comitentes domiciliados no exterior, quanto aos resultados das operações realizadas por seus mandatários ou comissários no País.
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO
As sociedades em conta de participação são equiparadas às pessoas jurídicas. Na apuração dos resultados dessas sociedades, assim como na tributação dos lucros apurados e dos distribuídos, serão observadas as normas aplicáveis às pessoas jurídicas em geral.
A forma de constituição jurídica das Sociedades em Conta de Participação, bem como o seu funcionamento, está prevista nos arts. 325 a 328 do Código Comercial Brasileiro. São constituídas por sócios ostensivos ou gerentes, cuja responsabilidade é solidária e ilimitada, e por sócios ocultos, pessoas físicas ou jurídicas, que não têm responsabilidade alguma perante terceiros, somente perante a sociedade, não possuindo nome ou razão social. Os sócios gerentes ou ostensivos, obrigatoriamente, devem ser comerciantes ou industriais, mesmo que firma individual. Os sócios ocultos não aparecem; trabalham individualmente ou em conjunto, em benefício do lucro comum, mas, especialmente, contribuem na formação do capital necessário para a realização do empreendimento. 
Como a sociedade não tem personalidade jurídica, a sua existência é comprovada por qualquer meio de prova admitida nos contratos comerciais, tais como escrituras públicas, escrituração contábil, prova testemunhal, correspondências, documentos contábeis e fiscais, etc. Nos documentos relacionados com a atividade da SCP, o sócio ostensivo deverá fazer constar indicação de modo a permitir identificar sua vinculação com a referida sociedade.
A constituição da Sociedade em Conta de Participações não está sujeita às formalidades legais prescritas para as demais sociedades, não sendo necessário o registro de seu contrato social na Junta Comercial.
Normalmente, são constituídas por um prazo limitado, no objetivo de explorar um determinado projeto. Após, cumprido o objetivo, a sociedade se desfaz. Os resultados das Sociedades em Conta de Participação devem ser apurados pelo sócio ostensivo, que também é responsável pela declaração de rendimentos e pelo recolhimento dos tributos e contribuições devidos pela SCP.
A escrituração das operações da SCP poderá, à opção do sócio ostensivo, ser efetuada nos livros deste ou em livros próprios da SCP. Quando utilizados os livros do sócio ostensivo, os registros contábeis e as demonstrações financeiras deverão estar destacados, de modo a evidenciar o que é registro de uma ou de outra sociedade. Da mesma forma, no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), as demonstrações para a apuração do lucro real devem estar perfeitamente destacadas.
O resultado apurado na SCP não pode ser misturado ao resultado do sócio ostensivo. Para fins tributários são duas pessoas jurídicas distintas. Desta forma, caso a SCP apure prejuízo fiscal (no caso de tributação com base no lucro real) este não pode ser compensado com o lucro real apurado pelo sócio ostensivo ou de outros sócios ocultos. O prejuízo fiscal apurado só pode ser compensado com o lucro real apurado pela própria SCP em períodos futuros, dentro dos limites estabelecidos para a compensação de prejuízos fiscais.
EMPRESAS INDIVIDUAIS
As empresas individuais, para os efeitos do imposto de renda, são equiparadas às pessoas jurídicas. São empresas individuais:
As firmas individuais;
As pessoas físicas que, em nome individual, explorem, habitual e profissionalmente, qualquer atividade econômica de natureza civil ou comercial, com o fim especulativo de lucro, mediante venda a terceiros de bens ou serviços;
As pessoas físicas que promoverem a incorporação de prédios em condomínio ou loteamento de terrenos.
	
O ítem "b" acima não é aplicado às pessoas físicas que, individualmente, exerçam as profissões ou explorem as atividades de:
Médico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor, escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas;
Profissões, ocupações e prestação de serviços não comerciais;
Agentes, representantes e outras pessoas sem vínculo empregatício que, tomando parte em atos de comércio, não os pratiquem, todavia, por conta própria;
Serventuários da justiça, como tabeliães, notários, oficiais públicos e outros;
Corretores, leiloeiros e despachantes, seus prepostos e adjuntos;
Exploração individual de contratos de empreitada unicamente de lavor, qualquer que seja a natureza, quer se trate de trabalhos arquitetônicos, topográficos, terraplenagem,

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