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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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ao empreendimento isento, destacando-o do registro das operações e dos resultados referentes a empreendimentos ou atividades não abrangidos pela isenção.
NÃO-INCIDÊNCIA
As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica não terão incidência do imposto sobre suas atividades econômicas, de proveito comum (operações com associados), sem objetivo de lucro. É vedado às cooperativas distribuírem qualquer espécie de benefício às quotas partes do capital ou estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuados os juros até o máximo de 12%(doze por cento) ao ano, atribuídos ao capital integralizado. 
As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica pagarão apenas o imposto de renda calculado sobre os resultados positivos das operações e atividades estranhas à sua finalidade, quando a exercerem.
As sociedades cooperativas de consumo, que tenham por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores sujeitam-se às mesmas normas de incidência dos impostos e contribuições de competência da União, aplicáveis às demais pessoas jurídicas, mesmo que suas vendas sejam efetuadas integralmente a associados (Lei nº. 9.532/97, art. 69).
As cooperativas de crédito são obrigatoriamente tributadas pelo lucro real, conforme determina o art. 14 da Lei nº. 9.718/98. Os resultados obtidos pelas cooperativas de crédito em aplicações financeiras junto a terceiros estão submetidos à incidência do Imposto sobre a Renda por não se caracterizarem como ato cooperado. Quando essas aplicações financeiras forem efetuadas junto a outra sociedade cooperativa de crédito da qual a aplicadora seja miada, configuram-se como verdadeiros atos cooperados, considerando-se abrangidos na respectiva finalidade e Objetivos sociais, não submetendo-se à tributação para o IRPJ.
FORMAS DE TRIBUTAÇÃO
Identificadas as pessoas jurídicas que não sofrem tributação do imposto de renda sobre seus resultados (por serem imunes ou isentas), identificaremos as formas de tributação do lucro pelas demais pessoas jurídicas.
Elas são, por opção ou por determinação legal, tributadas por uma das seguintes formas:
Simples Nacional (forma de opção para ME e EPP);
Lucro Real (forma de opção da pessoa jurídica);
Lucro Presumido (forma de opção da pessoa jurídica);
Lucro Arbitrado (restrito aos agentes fiscais da fazenda).
SIMPLES NACIONAL
O SIMPLES é uma forma simplificada de apuração e recolhimento de uma parte dos tributos e contribuições de competência da União. Foi instituído inicialmente pela Lei 9.317/96, modificado pela Lei 9.841/99, ambas revogadas pela Lei Complementar 123/2006, modificada pela LC 127/2007 e, finalmente, a consolidação do Simples Nacional pela LC 128/2008, quando foi o instituindo o atual tratamento tributário diferenciado às micro empresas e às empresas de pequeno porte.
Assim, as pessoas jurídicas que se enquadram na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte poderão optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES. A formalização da opção pelo Simples Nacional é feita até o último dia útil do mês de janeiro, pela INTERNET, sendo irretratável para todo o ano calendário. 
Alcance do Simples Nacional
O Simples Nacional tem como base de apuração a receita bruta, deduzidas as devoluções de vendas e vendas canceladas, bem como os descontos incondicionais, o IPI e o ICMS ST, quando registrados na receita bruta. Não são alcançadas nesta sistemática as receitas financeiras, cujo imposto retido na fonte é considerado como tributação definitiva e tratado como despesa, bem como, outras receitas operacionais. 
CÁLCULO PELO SIMPLES NACIONAL
Comércio
Uma empresa enquadrada como ME ou EPP e que apresente receita de revenda de mercadorias seguirá a tabela constante do anexo I da LC 128/2008, conforme abaixo:
Tabela de Enquadramento
	RB(R$) - 12 meses
	ALÍQ
%
	IRPJ
%
	CSLL
%
	COFINS
%
	PIS
%
	INSS
%
	ICMS
%
	Até 120.000
	4,00
	0,00
	0,21
	0,74
	0,00
	1,80
	1,25
	120.000,01 a 240.000
	5,47
	0,00
	0,36
	1,08
	0,00
	2,17
	1,86
	240.000,01 a 360.000
	6,84
	0,31
	0,31
	0,95
	0,23
	2,71
	2,33
	360.000,01 a 480.000
	7,54
	0,35
	0,35
	1,04
	0,25
	2,99
	2,56
	480.000,01 a 600.000
	7,60
	0,35
	0,35
	1,05
	0,25
	3,02
	2,58
	600.000,01 a 720.000
	8,28
	0,38
	0,38
	1,15
	0,27
	3,28
	2,82
	720.000,01 a 840.000
	8,36
	0,39
	0,39
	1,16
	0,28
	3,30
	2,84
	840.000,01 a 960.000
	8,45
	0,39
	0,39
	1,17
	0,28
	3,35
	2,87
	960.000,01 a 1.080.000
	9,03
	0,42
	0,42
	1,25
	0,30
	3,57
	3,07
	1.080.000,01 a 1.200.000
	9,12
	0,43
	0,43
	1,26
	0,30
	3,60
	3,10
	1.200.000,01 a 1.320.000
	9,95
	0,46
	0,46
	1,38
	0,33
	3,94
	3,38
	1.320.000,01 a 1.440.000
	10,04
	0,46
	0,46
	1,39
	0,33
	3,99
	3,41
	1.440.000,01 a 1.560.000
	10,13
	0,47
	0,47
	1,40
	0,33
	4,01
	3,45
	1.560.000,01 a 1.680.000
	10,23
	0,47
	0,47
	1,42
	0,34
	4,05
	3,48
	1.680.000,01 a 1.800.000
	10,32
	0,48
	0,48
	1,43
	0,34
	4,08
	3,51
	1.800.000,01 a 1.920.000
	11,23
	0,52
	0,52
	1,56
	0,37
	4,44
	3,82
	1.920.000,01 a 2.040.000
	11,32
	0,52
	0,52
	1,57
	0,37
	4,49
	3,85
	2.040.000,01 a 2.160.000
	11,42
	0,53
	0,53
	1,58
	0,38
	4,52
	3,88
	2.160.000,01 a 2.280.000
	11,51
	0,53
	0,53
	1,60
	0,38
	4,56
	3,91
	2.280.000,01 a 2.400.000
	11,61
	0,54
	0,54
	1,60
	0,38
	4,60
	3,95
 Fonte: Anexo I da LC 128/08	
O cálculo do simples nacional é diferente do sistema anterior, pois será utilizada a receita bruta dos 12 meses anteriores ao mês de apuração. Com isso a tendência é que as ME e EPP com faturamento constante paguem a mesma alícota durante todo o ano. 
Exemplo:
Uma empresa qualificada como EPP, que iniciou suas atividades em junho do ano 10, está enquadrada no simples nacional. O faturamento do ano anterior (10) é apresentado a seguir:
	
Ano 10
	Receita Bruta Mensal (R$)
	Média Mensal de Receita x 12 
	% 
Enquadramento
	R$
Simples 
Devido
	Junho
	80.000,00
	960.000,00
	8,45
	6.670,00
	Julho
	110.000,00
	960.000,00
	8,45
	9.295,00
	Agosto
	120.000,00
	1.140.000,00
	9,12
	10.944,00
	Setembro
	180.000,00
	1.240.000,00
	9,95
	17.910,00
	Outubro
	200.000,00
	1.470.000,00
	10,13
	20.260,00
	Novembro
	220.000,00
	1.656.000,00
	10,23
	22.506,00
	Dezembro
	230.000,00
	1.820.000,00
	11,23
	25.829,00
 
Faturamento do ano atual (11):
	
Ano 11
	Receita Bruta Mensal (R$)
	Média Mensal de Receita x 12
	% 
Enquadramento
	R$
Simples
Devido
	Janeiro
	130.000,00
	1.954,285,68
	11,32
	14.716,00
	Fevereiro
	140.000,00
	1.905.000,00
	11,23
	15.722,00
	Março
	160.000,00
	1.906.666,70
	11,23
	17.968,00
	Abril
	220.000,00
	1.884.000,00
	11,23
	24.706,00
	Maio 
	210.000,00
	1.952.727,27
	11,32
	23.583,00
	Junho
	250.000,00
	1.666.666,67
	10,23
	25.575,00
	Julho
	150.000,00
	2.170.000,00
	11,51
	17.265,00
Conforme observado acima, à medida que o tempo passa, a média aritimética mensal varia revelando enquadramentos diferentes e, por conseguinte, alícotas diferentes sobre a receita bruta mensal. Os valores para o enquadramento são calculados obtendo-se a média dos últimos 12 meses ou a média mensal dos últimos meses de operação, multiplicado por 12. O imposto devido é calculado multiplicando-se a receita bruta auferida no mês pela alícota de enquadramento. Por exemplo no mês de outubro/10 a média foi obtida somando-se as receitas auferidas em junho, julho, agosto e setembro, [(80.000 + 110.000 + 120.000 + 180.000)/4] x 12 = 1.470.000. A alícota de enquadramento na tabela é 10,13% e o imposto devido é obtido aplicando-se este percentual sobre a receita bruta

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