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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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à base de cálculo do imposto, correspondente ao primeiro período de apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido, os saldos dos valores cuja tributação havia diferido, controlados na parte "B" do Livro de Apuração do Lucro Real - LALUR, corrigidos monetariamente até 31/12/95 (Lei nº. 9.430/96, art. 54).
Ganhos de Capital
Integram também a base de cálculo do lucro presumido os ganhos de capital, assim considerados:
Os ganhos de capital, nas alienações de bens e direitos, inclusive de aplicações em ouro não caracterizado como ativo financeiro;
Os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias permanentes em sociedades coligadas e controladas, e de participações societárias que permanecerem no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas aquisições;
Os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens ou direitos quando o valor de mercado destes bens ou direitos for superior ao respectivo valor contábil (IN nº. 11/96, art. 60, § 1º).
O ganho de capital nas alienações de bens do ativo permanente e de aplicações em ouro não tributadas como renda variável (letra "a") corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil.
O valor contábil do bem é aquele registrado na escrituração do contribuinte e diminuído, se for o caso, da depreciação, amortização ou exaustão acumulada (Decreto-Lei nº. 1.598/77, art. 31, § 1º). Caso a empresa não mantenha escrituração, o valor será apurado em demonstrativo paralelo.
Na apuração de ganho de capital, os valores acrescidos em virtude de reavaliação somente poderão ser computados como parte integrante dos custos de aquisição dos bens e direitos se a empresa comprovar que os valores acrescidos foram computados na determinação da base de cálculo do imposto (Lei nº. 9.430/96, art. 52). 
 Para os fins de apuração do ganho de capital, as pessoas jurídicas de que trata este item observarão os seguintes procedimentos (Lei nº. 9.249/95, art. 17):
tratando-se de bens e direitos cuja aquisição tenha ocorrido até o final de 1995, o custo de aquisição poderá ser atualizado monetariamente até 31 de dezembro desse ano, tomando-se por base o valor da UFIR vigente em 1º de janeiro de 1996 - R$ 0,8287, não se lhe aplicando qualquer atualização monetária a partir dessa data;
tratando-se de bens e direitos adquiridos após 31 de dezembro de 1995, ao custo de aquisição dos bens e direitos não será atribuída qualquer atualização monetária.
Finalmente, é importante observar que o resultado negativo ou a perda apurada em uma operação de venda de bem do permanente não poderá ser compensada com os resultados positivos auferidos em outras operações.
Outras Receitas e Rendimentos Tributáveis
Integram também a base de cálculo do lucro presumido as demais receitas, ou os resultados positivos decorrentes destas. Consideram-se resultados positivos as receitas auferidas, diminuídas das despesas necessárias à sua obtenção, quando efetivamente realizadas. Frise-se, que nas despesas mencionadas, admitidas como redutoras, não se inclui o PIS e a COFINS, incidentes sobre as receitas correspondentes. O resultado negativo apurado (receita inferior à despesa correspondente) não poderá ser compensado com os resultados positivos auferidos em outras operações.
Para exemplificar as outras receitas e rendimentos podemos citar:
os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras, controladas, coligadas ou interligadas;
os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão;
a receita de locação, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica;
os juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), incidentes sobre impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados;
as variações monetárias ativas;
os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável;
os juros sobre o capital próprio auferidos;
os valores recuperados correspondentes a custos e despesas, inclusive com perdas no recebimento de créditos, salvo se a pessoa jurídica comprovar não os ter deduzido em período anterior no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro real ou que se refiram a período no qual tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado;
os valores decorrentes dos preços de transferência;
as multas ou qualquer outra vantagem recebida ou creditada, ainda que a título de indenização, em virtude de rescisão de contrato;
os lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, auferidos por empresas submetidas ao REFIS, optantes pelo lucro presumido.
Receitas e Rendimentos Não-Tributáveis pelo Lucro Presumido
Consideram-se não tributáveis as receitas e rendimentos relacionados abaixo:
recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas, e cujas perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em períodos anteriores;
a reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas, desde que o valor provisionado não tenha sido deduzido na apuração do lucro real dos períodos anteriores, ou que se refiram ao período no qual a pessoa jurídica tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado (Lei nº. 9.430/96, art. 53);
os lucros e dividendos recebidos decorrentes de participações societárias, caso refiram-se a períodos em que os mesmos sejam isentos de imposto de renda.
Apuração e Pagamento do Imposto de Renda Pelo Lucro Presumido
Cálculo do Imposto
O imposto devido em cada trimestre será calculado mediante a aplicação da alíquota de 15% sobre a base de cálculo, isto é, sobre o lucro presumido.
A parcela do lucro presumido que exceder ao resultado da multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número dos meses do respectivo período de apuração (normalmente de três meses) sujeita-se à incidência do adicional de 10%.
Para efeito de pagamento, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido no período de apuração, o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a base de cálculo, bem como o imposto de renda pago indevidamente em períodos anteriores (art. 10 da Lei nº. 9.532/97).
À pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido não será permitida qualquer dedução a título de incentivo fiscal (Lei nº. 9.532/97, art. 10). Excetuam-se desta regra as empresas submetidas ao REFIS. Até 1998 eram permitidas deduções relativas ao Programa de Alimentação do Trabalhador, Vale-Transporte, Doações aos Fundos da Criança e do Adolescente, Atividades Culturais ou Artísticas, e Atividade Audiovisual, observados os limites e prazos previstos para esses incentivos (Lei nº. 8.981/95, art. 34, LeinQ9.065/95, art. 1Q,e LeinQ9.430/96, art. 51, parágrafo único).
Pagamento do Imposto
O pagamento do imposto será feito mediante a utilização de Documento de arrecadação de Receitas Federais (DARF) nas agências bancárias integrantes da rede arrecadadora de receitas federais.
O imposto de renda devido, apurado trimestralmente, será pago em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses subseqüentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder. Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 e o imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 será pago em quota única.
As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa SELIC, a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento.

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