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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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e empresas de pequeno porte, optantes pelo SIMPLES, recolhem a CSSLL de forma englobada.
Período de Apuração da CSSLL
A regra geral para apuração da CSSLL, quanto ao período-base, é o trimestre civil.
No caso de empresas tributadas pelo lucro real, a forma de apuração e de pagamento adotada para o IR vincula esta forma à determinação da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido. Assim, se o IR é apurado trimestralmente, a CSSLL também o será. Se o IR é apurado anualmente, a CSSLL também terá apuração anual. 
Também, na estimativa, a CSSLL estará vinculada ao IR. Se o valor do imposto de renda for definido com base no balanço de suspensão ou redução, a contribuição social também deverá ser calculada com base nesse resultado, ainda que em valor maior do que aquele originalmente previsto (receita bruta). De outra parte, se o IR por estimativa for calculado com base na receita bruta e acréscimos, a apuração estimativa da CSSLL seguirá, obrigatoriamente, este critério. 
De outra parte, adotando-se para o IR o regime de tributação do Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado, semelhante sistemática também será adotada, obrigatoriamente, para a CSSLL,inclusive os períodos de apuração trimestral.
Excepcionalmente, as empresas tributadas pelo lucro presumido têm permissão para optar pelo lucro real no quarto trimestre de 2003 (art. 22, parágrafo único, da Lei nº. 10.684/03).
Formas de Apuração da CSSLL - Base de Cálculo da CSSLL - Lucro Real
Fórmula para o Ajuste do Lucro Líquido
Nas empresas tributadas pelo lucro real, e quando o IR é calculado sobre o lucro real, seja em apuração trimestral ou anual, ou mesmo por estimativa com a utilização do balanço de suspensão ou redução, a CSSLL é apurada sobre a base de cálculo, se positiva, resultante do ajuste do lucro ou prejuízo contábil, como segue:
Lucro Líquido ou prejuízo contábil, antes da dedução da própria contribuição social e da provisão para o imposto de renda, e após a diminuição das participações nos lucros,
(+) Adições,
(-) Exclusões,
(=) Subtotal (= Lucro Líquido Ajustado se este resultado for positivo, ou, se negativo, representará a base negativa para compensação futura),
(-) Base de Cálculo Negativa, de períodos-base anteriores (limitada a 30% do subtotal acima, quando positivo),
(=) Base de Cálculo, da Contribuição Social sobre o Lucro.
Vale repisar que a CSSLL, até 31/12/96, era dedutível de sua própria base de cálculo e do lucro real (alterado pela Lei nº. 9.316/96, art. 1º).
Convém lembrar, ainda, que a apuração da base de cálculo da CSSLL é muito semelhante a do Lucro Real, especialmente no que tange às adições, exclusões, diferimentos, etc., introduzidos na legislação a partir de 1995. Não podemos, entretanto, desprezar as diferenças nos ajustes, espeçialmente quando se trata de regras estabelecidas para o imposto de renda, já antigas, que em muitos casos não alcançam a CSSLL.
Considerações sobre Lucro Líquido
Considera-se lucro líquido (ou prejuízo) o valor deste, constante do DRE, antes de deduzida a provisão para a CSSLL e antes de deduzida a provisão para o IR apurado de acordo com as leis comerciais e fiscais, computando-se neste, inclusive, as participações nos lucros atribuídas a administradores, debêntures, partes beneficiárias e empregados.
Ajustes por Adições
As adições compreendem, basicamente, as despesas contabilizadas e não aceitas como redutoras da base de cálculo, a exemplo de despesas com provisões (exceto férias e 13º Salário), resultado negativo da avaliação de investimentos pela equivalência patrimonial, despesas com bens não intrinsecamente relacionados com a produção e comercialização, etc.
As principais adições são:
Provisões Não-Dedutíveis para Fins de IR 
O valor das despesas com provisões não-dedutíveis na determinação do lucro real também não são dedutíveis na determinação da base de cálculo da CSSLL. Não devem ser consideradas neste item as provisões para o Imposto de Renda e CSSLL, pois o lucro líquido a ser ajustado não está influenciado por tais provisões. Segundo o art. 13 da Lei nº. 9.249/95 com as alterações do art. 14 da Lei nº. 9.430/96, para efeito de apuração do Lucro Real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas quaisquer provisões, exceto as constituídas para o pagamento de férias de empregados e de 13º salário, e as provisões técnicas das companhias de seguro e de capitalização, bem como das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável.
Reserva de Reavaliação Baixada e Não-Computada no Resultado. O valor da reserva de reavaliação baixada durante o período-base, cuja contrapartida não tenha sido computada no resultado do período-base (apuração trimestral ou anual) deve ser adicionada. A reserva de reavaliação constituída por empresa investidora em virtude de reavaliação de bens na coligada ou controlada, baixada no curso do período base (apuração trimestral ou anual), não será adicionada quando o valor dessa reserva já tiver sido objeto da incidência da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido na coligada ou controlada. A parcela da reserva de reavaliação constituída como contrapartida do aumento de valor de bens imóveis integrantes do ativo permanente e incorporada ao capital social (DL nº. 1.978/82, art. 3º) deverá ser adicionada nos mesmos valores e condições previstos para o seu cômputo no lucro real (IN nº. 38/91).
Despesas Não-Dedutíveis (Lei nº. 9.249/95, art. 13):
contraprestações de arrendamento mercantil e do aluguel de bens móveis ou imóveis, exceto quando relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e serviços;
despesas de depreciação, amortização, manutenção, reparo, conservação, impostos, taxas, seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis, exceto se intrinsecamente relacionados com a produção de bens e serviços;
despesas com alimentação dos sócios, acionistas e administradores;
contribuições não-compulsórias, exceto as destinadas a custear seguros, planos de saúde e benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos empregados e dirigentes da pessoa jurídica;
as doações, exceto as referidas no § 2º do art. 13 da Lei nº. 9.249/95 (também dedutíveis para o IR); e
as despesas com brindes.
Equivalência Patrimonial negativa - ajuste por Diminuição no Valor de Investimentos Avaliados pelo Patrimônio Líquido também deve ser adicionado;
Parcela dos Lucros de Contratos de Construção por Empreitada ou Fornecimento, Celebrados com PJ de Direito Público;
Adicionar o valor do lucro que houver sido excluído em período-base anterior, proporcional à receita recebida no próprio período-base, inclusive mediante resgate ou alienação sob qualquer forma de títulos públicos ou Certificados de Securitização, emitidos especificamente para quitação desses créditos, decorrente de contratos de construção por empreitada ou de fornecimento a preço predeterminado, de bens ou serviços, celebrados com pessoa jurídica de direito público ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária (Lei nº. 8.003/90, art. 3º, e Lei nº. 9.711/98, art.l8).
Encargos de Depreciação, Amortização e Exaustão e Baixas de Bens;
Diferença de Correção Monetária IPC/BTNF (Lei nº.8.200/91, art. 3º);
Os valores dos encargos referidos e da parcela do custo de bem baixado a qualquer título, computados em conta de resultado, que corresponderem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF, do ano de 1990 e computados em conta de resultado - esta indedutibilidade, bem como do resultado da Correção Monetária Diferença IPC/BTN prevista no art. 3º da Lei nº. 8.200/91, é muito questionada, pois é determinada no art. 41 do Dec. nº. 332/91 (DOU 05.11.91), uma vez que a Lei nº 8.200/91 cala em relação à CSSLL.
Em virtude da indedutibilidade, para fins de CSSLL, dos encargos de depreciação, amortização