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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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ao critério a ser adotado na avaliação de produtos acabados no caso da escrituração do contribuinte não atender às condições definidas em lei:
O custo de aquisição das matérias-primas, incluídos custos de mão-de-obra e demais custos incidentes na obtenção do produto;
Setenta por cento do maior preço de venda no período de apuração, não incluído o ICMS e IPI;
Setenta por cento do maior preço de venda no período de apuração, incluído o ICMS;
Uma vez e meia o maior custo das matérias-primas adquiridas no período de apuração ou em oitenta por cento do valor dos produtos acabados;
O custo de aquisição das matérias-primas com ICMS, incluídos custos de mão-de-obra e demais custos incidentes na obtenção do produto.
Gabarito (E, A, B e C)�
AULA 3
TRIBUTAÇÃO EM OPERAÇÕES COM PRODUTOS E MERCADORIAS 
# OPERAÇÕES DE COMPRA #
OBJETIVOS
Identificar os principais tributos sujeitos ao princípio da não cumulatividade;
Compreender os procedimentos contábeis inerentes aos tributos incidentes nas operações de compra;
Aplicar os procedimentos contábeis na compensação de tributos incidentes nas operações de compra.
INTRODUÇÃO
Na contabilidade, os termos produtos e mercadorias referem-se aos bens obtidos por estabelecimentos industriais e equiparados ou adquiridos por estabelecimentos comerciais para revenda. Nas atividades industriais, os insumos adquiridos para obtenção dos produtos são designados por matéria-prima ou materiais diretos (quando diretamente identificados com o produto, mais fretes e seguros, menos impostos compensáveis) ou indiretos (quando são apropriados aos produtos por critérios de rateio, considerando-se fretes e seguros, menos impostos compensáveis) e o produto, quando pronto para venda, por “produto” ou “produtos acabado” ou estoque de produtos acabados (que incorporam o total dos custos dos insumos diretos e indiretos consumidos para a obtenção do produto), que quando vendidos assumem o mesmo tratamento adotado nas empresas comerciais. Nestas, que têm como objeto a revenda de mercadorias, o fato gerador da transação de venda é a transferência destas aos clientes (emissão de nota fiscal, na transação à vista, e fatura, na transação a prazo), gerando receita bruta de vendas ou receita de vendas, ou simplesmente vendas, sendo o resultado líquido, após as deduções das vendas, a receita líquida de vendas, obtido pela confrontação destas com as deduções e o resultado bruto, após a dedução dos custos de sua obtenção.
OPERAÇÕES DE COMPRA E NÃO CUMULATIVIDADE
A Constituição Federal determina a adoção do princípio da não-cumulatividade para o Imposto sobre Produtos Industrializados e para o Imposto sobre a Circulação e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. Em seus arts. 153, § 3º, inciso II (IPI) e 155, § 2º, inciso I (ICMS), determinando a compensação do montante cobrado nas operações anteriores. A não-cumulatividade foi extendida para os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) e para a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), através das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente.
TRIBUTOS INCIDENTES NAS OPERAÇÕES DE COMPRA
Estes tributos guardam proporcionalidade com custo de aquisição de mercadorias e matérias-primas, mesmo quando o respectivo montante integre esse preço. São considerados custos de obtenção de mercadorias ou matérias primas, quando não compensáveis, ou crédito tributário (direito a compensar em operação de venda futura): 
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações - incidente na saída da mercadoria do estabelecimento, ou seja entrega do produto ou prestação de serviço de transporte, no âmbito intermunicipal e interestadual (não cumulativo ou compensável nas operações futuras);
Imposto de Importação – incidente nas operações de importação quando do desembaraço aduaneiro (não compensável ou não recuperável, portanto integra o custo da mercadoria ou matéria-prima);
PIS – Programa de Integração Social, na parcela incidente sobre a Receita Bruta de Vendas e Serviços (não cumulativo ou compensável nas operações futuras);
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, antigo FINSOCIAL (Fundo de Investimento Social) (não cumulativo ou compensável nas operações futuras);
IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados, quando as principais hipótese de incidência são: na importação, pelo desembaraço aduaneiro de produtos de procedência estrangeira e na saída de produto de estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial (não cumulativo ou compensável nas operações futuras nas empresas de cunho industrial ou equiparadas).
OBS: O regime de tributação do IPI e do ICMS é sempre não cumulativo. No entanto, no caso do PIS e da COFINS, as empresas tributadas pelo lucro presumido ou arbitrado, que serão objeto de estudo futuro, devem calcular o PIS e a COFINS com base no sistema cumulativo, às alícotas de 0,65% e 3%, com base na Receita Bruta, deduzidas as exclusões permitidas, ou seja, devoluções de vendas, vendas canceladas e descontos incondicionais concedidos. Ressalta-se ainda, que estas exclusões são válidas também para as optantes pelo Lucro Real, que adotam o regime não cumulativo às alícotas de 1,65% e 7,6%. 
Tributos compensáveis ou recuperáveis
São compensáveis/recuperáveis os tributos que apesar de pagos pelo contribuinte de direito, numa primeira etapa, podem ser compensados ou deduzidos do que tiver de ser pago pelo mesmo contribuinte, numa etapa seguinte, ou seja, quando haja incidência desse tributo na saída das mercadorias ou produtos. 
Exemplos: 
O IPI pago na aquisição de matéria-prima pela indústria;
O ICMS pago na aquisição de matéria-prima pela indústria;
O ICMS pago na aquisição de mercadorias pelo comerciante;
O PIS e a COFINS pagos na aquisição de mercadorias e matérias-primas.
Os tributos compensáveis/recuperáveis são registrados em contas representativas de direitos realizáveis, enquanto que os não recuperáveis integram o custo das mercadorias ou das matérias-primas. 
Apuração de tributos a Recolher ou a Compensar/Recuperar
Ao final de cada período o IPI, ICMS, PIS e a COFINS serão apurados os impostos (a recolher ou a recuperar) nos Livros Fiscais e nas contas representativas destes direitos (IPI, ICMS, PIS e COFINS a Recolher ou a Pagar). 
Caso o montante do IPI, ICMS, PIS e COFINS sobre as vendas, registrados nas contas destes tributos a recolher sejam maiores que os montantes apurados nas compras, registrados nas contas IPI, ICMS, PIS e COFINS a Compensar ou a Recuperar, a diferença significa o saldo a ser pago, que deve ficar evidenciado no Passivo Circulante. Para tanto, o saldo devedor da conta ativa IPI, ICMS, PIS e COFINS a Recuperar ou a Compensar deve ser transferido para débito da conta passiva que se encerrará com o lançamento posterior do recolhimento. Caso o montante do IPI, ICMS, PIS e COFINS sobre as vendas seja menor que os tributos sobre as compras, a diferença significa saldo a compensar no período seguinte, que deve ficar registrado no Ativo Circulante. Neste caso, o saldo credor da conta passiva IPI, ICMS, PIS e COFINS a Recolher ou a Pagar que será transferido para crédito no Ativo.
De acordo com o usuário, em vez de se fazer os registros conforme explicado acima, pode-se, também, utilizar uma conta para cada tributo chamada Conta Corrente de IPI, ICMS, PIS e COFINS, que é movimentada debitando-se os tributos a compensar ou recuperar (que são direitos) e creditando-se os montates apurados a recolher ou a pagar que são obrigações apuradas nas vendas. Estas contas são: C/C IPI, C/C ICMS, C/C PIS e C/C COFINS. 
Incidência de ICMS/PIS/COFINS
Os valores do ICMS, do PIS e da COFINS estão incluídos no preço das mercadorias adquiridas para revenda. Desta forma, considerando uma aquisição