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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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de mercadorias por R$10.000, com incidência de ICMS à alíquota de 17%, do PIS a 1,65% e da COFINS a 7,6% teremos o seguinte:
Composição:
	ITENS
	R$
	Valor da Nota
	10.000,00
	ICMS s/ operação (17%) – incluído no preço
	(1.700,00)
	PIS s/ operação (1,65%) – incluído no preço 
	(165,00)
	COFINS s/ operação (7,6%) – incluído no preço
	(760,00)
	Valor líquido da mercadoria
	7.375,00
Na operação de aquisição de compra de R$10.000, R$1.700 refere-se ao ICMS, R$165 ao PIS e R$760 a COFINS. Em função do princípio da não-cumulatividade obtém-se o crédito a ser compensado na operação de venda, representando um direito da empresa contra o ESTADO e a UNIÃO. Na escrita contábil, as contas que representam estas operações são chamadas de Conta Corrente de ICMS ou C/C ICMS (contabiliza as operações de compra e venda) ou ICMS a RECUPERAR (contabilizam somente créditos), C/C PIS ou PIS a RECUPERAR e C/C COFINS ou COFINS a RECUPERAR. As operações, representativas de direitos, têm natureza devedora contra créditos à conta de BANCOS OU FORNECEDORES. A contabilização da operação acima pode ser:
DIVERSOS
a BANCOS CONTA MOVIMENTO (AV) OU FORNECEDORES (Faturada)
MERCADORIAS		R$ 7.375,00
ICMS A RECUPERAR	R$ 1.700,00
PIS A RECUPERAR	R$ 165,00
COFINS A RECUPERAR 	R$ 760,00		R$ 10.000,00
CONTABILIZAÇÃO DE 50% À VISTA E 50% A PRAZO
DIVERSOS
a DIVERSOS
MERCADORIAS				R$ 7.375,00
ICMS A RECUPERAR			R$ 1.700,00
PIS A RECUPERAR			R$ 165,00
COFINS A RECUPERAR			R$ 760,00		R$10.000,00
a BANCOS CONTA MOVIMENTO 	R$ 5.000,00
a FORNECEDORES	 	 	R$ 5.000,00		R$10.000,00
Relembra-se que muitas empresas costumam se utilizar de uma única conta para substituir as contas representativas a recuperara e a recolher, chamada de CONTA CORRENTE (ICMS, PIS e COFINS). Esta conta é debitada pelo valor das operações de aquisição e creditada pelo valor das operações de venda de mercadorias. Ao final do período de apuração do imposto, essa conta apresentará saldo devedor ou credor. O saldo devedor na C/C indica que a empresa tem um crédito contra a Fisco a ser compensado nos período base subseqüentes. O saldo credor indica uma obrigação da empresa junto ao Fisco. Desta forma, se a C/C apresentar saldo devedor (direito – crédito contra o fisco), este deverá ser classificado no ativo. Se a conta apresentar Saldo credor (obrigação em favor do fisco), este saldo deverá ser classificado no passivo.
Incidência de IPI/ICMS/PIS/COFINS
O IPI tem como fato gerador a saída de produto industrializado do estabelecimento industrial, ou equiparado a industrial, bem como o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. A primeira grande diferença com relação ao ICMS, ao PIS e à COFINS é que seu valor não está incluído no preço dos produtos. Se o adquirente dos produtos sobre os quais incidiu o imposto é contribuinte do IPI (empresa industrial ou equiparada a industrial), cujos produtos adquiridos são utilizados em seu processo industrial, o IPI incidente na operação de aquisição poderá ser recuperado no momento da venda do produto industrializado. Se o adquirente não for contribuinte do IPI ou, o contribuinte que não utilize os produtos adquiridos em seu processo industrial, o IPI incidente na compra não será recuperado, compondo o custo de aquisição. 
Tomemos como exemplo uma empresa industrial que adquire matéria-prima pelo valor de R$60.000 (faturados) com alíquota do IPI de 10%. Considerando que a alíquota do ICMS é de 17%, do PIS 1,65% e da COFINS 7,6%, contabilizemos esta compra.
A composição será:
	ITENS
	R$
	Preço do produto
	60.000,00
	IPI (10%) – não incluso no preço 
	 6.000,00
	Valor total da nota
	66.000,00
	ICMS (17%) – incluso no preço 
	(10.200,00)
	PIS (1,65%) - incluso no preço 
	 (990,00)
	COFINS (7,6%) - incluso no preço 
	 (4.560,00)
	IPI (10%) – recuperável neste caso
	 (6.000,00)
	Valor líquido da compra
	44.250,00
Por ser empresa industrial, o IPI é recuperável/compensável, seu valor não entra na base de cálculo do ICMS por disposição do art. 155, § 22, inciso XI, da Constituição Federal, do PIS por disposição do art. 66, § 32, da Instrução Normativa nº 247/2002 e da COFINS por disposição do art. 8º, § 32, inciso I, da Instrução Normativa SRF nº 404/2004. A contabilização será:
DIVERSOS
a FORNECEDORES
MATÉRIA-PRIMA			R$44.250,00
C/C ICMS				R$10.200,00
C/C IPI				R$ 6.000,00	
C/C COFINS			R$ 4.650,00
C/C PIS				R$ 990,00	R$66.000,00
Compra de imobilizado – IPI não é recuperável e o ICMS/PIS/COFINS recuperáveis
Uma empresa comercial adquire, a prazo, equipamentos para o ativo imobilizado diretamente do fabricante por R$250.000, com alíquotas de IPI de 15%, de ICMS de 17%, de PIS de 1,65% e da COFINS de 7,6%. Como se trata de uma aquisição para uso e não para revenda, o IPI não será recuperável, devendo integrar o custo de aquisição.
A composição será:
	ITENS
	R$
	Valor da compra
	250.000,00
	IPI (15%) – cobrado destacadamente
	 37.500,00
	Valor total da nota
	287.500,00
	ICMS s/ compra (17%) – incluído no preço
	 (48.875,00)
	PIS s/ compra (1,65%) – incluído no preço
	 (4.743,75)
	COFINS s/ compra (7,6%) – incluído no preço
	 (21.850,00)
	Valor líquido da aquisição
	 212.031,25
Neste caso o IPI não é recuperável e o produto não se destina à comercialização ou à industrialização e seu valor integra a base de cálculo do ICMS, conforme o art. 155, § 2º, inciso XI, da Constituição Federal e por interpretação ao disposto nos arts. 66, § 3º, da Instrução Normativa nº 247/2002, e 8º, § 3º, inciso I, da Instrução Normativa SRF nº 404/2004, também integra a base de cálculo do PIS e da COFINS para o adquirente. A contabilização é a seguinte:
DIVERSOS
a FORNECEDORES
MÁQUINASE EQUIPAMENTOS		R$ 212.031,25
C/C ICMS					R$ 48.875,00
C/C PIS					R$ 4.743,75
C/C COFINS				R$ 21.850,00 R$287.500,00
Pelo fato dos equipamentos terem sido comprados para compor o ativo permanente, o ICMS incidente na aquisição não seria recuperável. Entretanto, a Lei Complementar nº 87/96 incorporou o direito à compensação do ICMS incidente na aquisição. Diante desta possibilidade, a Lei Complementar nº102/2000, regulamentou que esta a compensação de créditos seja efetuada à razão de um quarenta e oito avos/mês, a partir do mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento. No caso do PIS e da COFINS, a legislação permite a utilização dos créditos relativos a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado para utilização na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços. A utilização dos créditos será feita a partir da depreciação dos ativos que lhe deram origem, ou, opcionalmente, no prazo de 4 anos, à razão de 1/48 por mês, de acordo com regulamentação da Secretaria da Receita Federal, em seu art. 3º, § 14, da Lei nº 10.833/2003, alterado pela Lei nº10.865/2004, observando-se que terão direito aos créditos de PIS e COFINS as máquinas e os equipamentos adquiridos a partir de 01/05/2004, conforme o § 1º, da referida.
Produtos para revenda por Empresa Comercial – IPI não-recuperável e ICMS/PIS/COFINS recuperáveis
Uma empresa comercial adquire, a prazo, produtos para revenda, por R$250.000, com IPI à alíquota de 15%, ICMS à alíquota de 17%, PIS à alíquota de 1,65% e COFINS à alíquota de 7,6% (O adquirente não é contribuinte do IPI).
Composição da transação:
	ITENS
	R$
	Valor da compra
	250.000,00
	IPI (15%) – em destaque
	 37.500,00
	Valor total da nota
	287.500,00
	ICMS s/ compra (17%) – incluído no preço
	 (42.500,00)
	PIS s/ compra (1,65%) – incluído no preço
	 (4.743,75)
	COFINS s/ compra (7,6%) – incluído no preço
	 (21.850,00)
	Valor líquido da aquisição
	 218.406,25
Neste caso a empresa não é contribuinte do IPI. Portanto, não haverá crédito para recuperá-lo. Entretanto, o IPI não integra a base