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TIPOS DE IMPLANTES DENTÁRIOS: MACRO E MICROESTRUTURA Montes Claros – MG 1. Introdução 2. Características microscópicas Tipos de superfícies Tensão superficial 3. Características macroscópicas Hexagonal externo Hexagonal interno Cone morse SUMÁRIO 4. Considerações finais Referências 1. Introdução O entendimento dos tipos de superfície dos implantes osseointegrados e de suas características macro e microscópicas é de suma importância para o sucesso do tratamento clínico, devido às consequências diretas das características externas dos implantes no processo de osseointegração. INTRODUÇÃO (TEIXEIRA, 2006) INTRODUÇÃO Sistemas de implantes osseointegrados Base metálica Tratamento especial de superfície (opcional) (TEIXEIRA, 2006) A base pode ser séssil ou pediculada Tamanho e formato irregulares, crescimento lento e assintomático. INTRODUÇÃO Superfícies dos implantes osseointegrados metálicos Texturizado Método de adição Método de subtração Liso (BRANDÃO et al., 2010) CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS ▶ TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE DOS IMPLANTES ▶ OBJETIVOS 2. Características microscópicas TIPOS DE SUPERFÍCIES Implantes de superfícies lisas Receberam somente a usinagem ou o corte da peça metálica As ranhuras são importantes para adesão celular (BRANDÃO et al., 2010) https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/144 063/000942714.pdf?sequence=1 Implantes de superfícies texturizadas Acelerar o crescimento e a maturação óssea Garantir o sucesso dos implantes quando instalados em regiões que apresentam um osso com menor qualidade e em baixa quantidade Obter o crescimento ósseo diretamente na superfície do implante Atrair proteínas de ligação específicas Obter contato osso-implante sem a interposição de camadas protéicas amorfas TIPOS DE SUPERFÍCIES (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Os processos de tratamento de superfícies texturizadas podem ser divididos em: Métodos de adição Métodos de subtração (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de adição Consiste geralmente na imersão do implante em uma solução contendo partículas com as dimensões controladas, que em conjunto com as estruturas presentes na superfície, irá determinar a dimensão final (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de adição (Adição de hidroxiapatita à superfície do implante) Para as coberturas de hidroxiapatita sintética, utiliza-se o processo de spray de plasma O tratamento com plasma spray é feito a partir de um gás ionizado em alta temperatura (BRANDÃO et al., 2010) https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/1018 3/144063/000942714.pdf?sequence=1 TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de adição (Aspersão técnica por plasma) Constitui-se num método em que uma chama ionizada de gás é aquecida à temperaturas muito altas (entre 10.000 e 30.000ºC) Partículas aquecidas do material de recobrimento são lançadas em altas velocidades contra o corpo do implante Após o contato, as partículas resfriam e solidificam-se (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de adição (Técnica de metalurgia do pó) Constitui-se no método em que partículas esféricas de titânio são prensadas contra o corpo do implante (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de adição (Oxidação anódica ou anodização) O implante é colocado em uma célula eletroquímica (ânodo) Um potencial elétrico é aplicado à amostra Há reações de transferência de carga e íons Aumenta espessura da camada de óxido de titânio no implante Potencializa o processo da osseointegração (BRANDÃO et al., 2010) https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/144063/00094 2714.pdf?sequence=1 Método de subtração Consiste na remoção da camada mais externa da superfície, produzindo uma topografia única, que pode ser controlada por parâmetros do método escolhido, variando o tempo de imersão, a concentração da solução ou a temperatura de trabalho TIPOS DE SUPERFÍCIES (BRANDÃO et al., 2010) TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de subtração (Ataque ácido à superfície) Principais ácidos utilizados são o ácido clorídrico e o ácido sulfúrico Forma microdepressões superficiais Aumenta a área total de superfície (BRANDÃO et al., 2010) https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/144063/000942 714.pdf?sequence=1 TIPOS DE SUPERFÍCIES Método de subtração (Jateamento) Pequenas partículas de titânio são aquecidas em altas temperaturas e jateadas sobre a superfície de um implante já preparado Causa sua deformação e conseqüente fusão ao metal da superfície (invólucro) (BRANDÃO et al., 2010) TENSÃO SUPERFICIAL Energia de superfície apresenta Melhor molhabilidade Maior afinidade por adsorção Implantes com alta energia de superfície Osseointegração mais forte (BRANDÃO et al., 2010) https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/23717/1/An%C3% A1lisesMolhabilidadeAdsorcao_Neves_2017.pdf 3. Características macroscópicas CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Em implantodontia, a macroestrutura refere-se às características morfológicas internas e externas dos implantes. Tipos de roscas Conicidade Esses aspectos, encontram-se disponíveis comercialmente em vários sistemas de implantes, com diferentes formatos, superfícies, tamanhos e distâncias entre as roscas, assim como diferentes possibilidades de conexão entre implantes (porção endóssea) e intermediários protéticos (BERGAMIM et al, 2009) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS (BERGAMIM et al, 2009) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS HEXAGONAL EXTERNA BRANEMARK Esse sistema possui uma conexão em forma de hexágono que age como mecanismo antirrotacional, sendo, juntamente com o parafuso protético, o responsável pela estabilidade mecânica do conjunto implante/intermediário. (BERGAMIM et al, 2009) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Presença de um mecanismo antirrotacional Reversibilidade. Compatibilidade entre diversos sistemas. Simplicidade e previsibilidade Grande variedade de componentes protéticos facilitando a escolha da solução adequada para cada caso. Vantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Micro movimentos devido à pouca altura do hexágono (0,7mm em média. Necessidade de ter grande precisão . Possibilidade de induzir a concentração de tensão na região coronária Desadaptação implante-componente . Desvantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Frevodonto.bvsalud.org%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci_arttext%2 6pid%3DS1984- 59602010000200016&psig=AOvVaw3ZUoPHAH7dnLPVUUGfL50B&ust=1589831322148000&source=images&cd=vfe&ved =0CAIQjRxqFwoTCLCv9a7Vu-kCFQAAAAAdAAAAABAD (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Conexões protéticas superiores as de hexágono externo, pois podemos criar uma conexão mais profunda e com maior contato do pilar com as paredes internas do implante, diminuindo a possibilidade de micromovimentos durante as cargas, o que possibilita um menor estresse ao parafuso de retenção. HEXAGONAL INTERNO (BERGAMIM et al, 2009) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Facilidade no encaixe do pilar. Maior estabilidade e efeito antirrotacional. Maior resistência e cargas laterais Melhor distribuição das forças oclusais no osso adjacente. As desvantagens apresentadas por este sistema são: paredes mais finas ao redor da área de conexão; dificuldades em se ajustar divergências de angulação entre implantes Vantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Paredes mais finas ao redor da área de conexão. Dificuldades em se ajustar divergências de angulação entre implantes Desvantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Frevodonto.bvsalud.org%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci _arttext%26pid%3DS1984- 59602010000200016&psig=AOvVaw3ZUoPHAH7dnLPVUUGfL50B&ust=1589831322148000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCLCv9a7Vu-kCFQAAAAAdAAAAABAD (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Esse sistema apresenta uma conexão cônica entre o implante e o pilar, conhecida como conexão em cone morse. A força de união da conexão cone morse, é proporcional à força de inserção, evita que o cone macho seja removido do cone fêmea, mesmo ao tentar girá-lo ou aplicar uma força axial. CONE MORSE (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Melhor adaptação entre o componente protético e o implante. Melhor estabilidade mecânica do pilar Minimização dos micromovimentos causou redução na incidência de afrouxamentos e fraturas de parafusos. Melhor fixação antirrotacional; maior resistência do conjunto implante/pilar. Vantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Ausência de um mecanismo de posicionamento protético antirrotacional. Pouca familiaridade com o sistema, por parte de técnicos e dentistas. Desvantagens: (LENHARO et al, 2006) CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Frevodonto.bvsalud.org%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci_ arttext%26pid%3DS1984- 59602010000200016&psig=AOvVaw3ZUoPHAH7dnLPVUUGfL50B&ust=1589831322148000&source=images&c d=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCLCv9a7Vu-kCFQAAAAAdAAAAABAD (LENHARO et al, 2006) CONSIDERAÇÕES FINAIS Haja vista a diversidade de características em diversos modelos de implantes, conclui-se que há a necessidade de um estudo aprofundado dos estudantes e profissionais da área de Implantodontia, para escolher melhor como atender as necessidades de cada paciente e de regiões específicas do país. Referências ➔ MAGINI, Ricardo S.; BENFATTI, Cesar A M.; SOUZA, Júlio C M. Noções de implantodontia cirúrgica. (Abeno). Porto Alegre: Artes Médicas, 2016. E-book. p.Capa. ISBN 9788536702599. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788536702599/. Acesso em: 22 mar. 2026. ➔ BIANCHINI, Marco A. O Passo-a-Passo Cirúrgico na Implantodontia - Da Instalação à Prótese. Rio de Janeiro: Santos, 2007. E-book. p.261. ISBN 978-85-412-0306-7. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/978-85- 412-0306-7/. ➔ BRANDÃO, M.L.; et al. Surface of dental implants X biological response. Implant News Magazine, v.7, n. 1, p. 95-101, 2010. ➔ BERGAMIM, M.; SENDYK, C.L.; SENDYK, W.R.; NISHIDA, Y. Análise comparativa do grau de liberdade rotacional e da integridade física das conexões protéticas de diferentes implantes com hexágono interno. Revista Implantinews 2009; 6(3); 251-8. ➔ LENHARO, A. et al. Implantes de torque interno TRYON®. Boletim Informativo. SIN – Sistema de Implante Nacional, 2006. ➔ TEIXEIRA, E. R. Implantes Dentários na Reabilitação Oral. In: MEZZOMO, E.; SUZUKI, R. M. Reabilitação Oral Contemporânea. São Paulo: Santos, 2006, cap. 11, p. 401-441.