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O Processo da Importação e 
Exportação
Logística 
Internacional 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
ANA CELIA VIDOLIN
AUTORIA
Ana Celia Vidolin
Olá! Sou formada em Engenharia e Administração, com experiência 
técnico-profissional de mais de 20 anos na área de Logística Internacional 
e comércio exterior. Passei por empresas do setor automobilístico, 
autopeças, químico e freight forwarder; além de atuar na docência nos 
níveis de graduação e pós-graduação. Sou apaixonada pelo que faço e 
adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando 
em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder 
ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Projetos de Rede para Operações Globais ...................................... 12
Natureza dos Problemas de Concepção das Redes Logísticas ................. 12
Projeto de Redes Logísticas Globais ................................................................................ 18
Projeto de Redes Logísticas Globais ............................................................. 19
Comércio Exterior: Importação e Exportação .................................22
Exportação ...........................................................................................................................................22
Importação ...........................................................................................................................................29
Operações Especiais de Exportação e Modalidades de 
Exportação ..................................................................................................... 35
Aspectos dos Regimes Aduaneiros ...................................................................................35
Documentos Especiais de Exportação ..............................................42
Documentos de Exportação ...................................................................................................42
Detalhamento dos Documentos ......................................................................................... 46
Fase de Negociação ................................................................................................. 46
Proforma Invoice ou Fatura Proforma ....................................... 46
Embarque e Remessa ..............................................................................................47
Commercial Invoice ou Fatura Comercial ...............................47
Packing List ou Romaneio ..................................................................47
Conhecimento de Embarque .......................................................... 48
Certificado de Origem .......................................................................... 48
Apólice ou Certificado de Seguro de Transporte ............. 49
Carta de Crédito ........................................................................................ 49
Documentos Obrigatórios no Brasil............................................................... 50
Registro de Exportação ....................................................................... 50
Nota Fiscal .................................................................................................... 50
Comprovante de Exportação (CE) ............................................... 50
Contrato de Câmbio ............................................................................... 50
Contrato de Câmbio de Compra - Tipo 01 ............................. 51
9
UNIDADE
03
Logística Internacional 
10
INTRODUÇÃO
A globalização e a tecnologia fazem parte do cotidiano sob diversas 
formas, e no mundo dos negócios não é diferente. O cliente está em 
qualquer lugar e quer ser atendido em suas demandas com qualidade. 
As empresas cada vez mais se preocupam e voltam os olhos para as 
mudanças no mercado, que buscam atender e oferecer ao cliente uma 
ampla gama de oferta de produtos e serviços. A organização precisa se 
adequar a esse novo ritmo. Garantir e manter a vantagem competitiva 
no mercado junto com a atualização de seus processos é meta para 
qualquer organização. A atividade no comércio internacional demanda um 
planejamento robusto, com definição de redes logísticas para atuar nos 
processos de comércio exterior na exportação e na importação. Os fluxos 
de exportação e importação rendem boas condições e oportunidades 
para a organização que organiza e planeja sua atuação. Ao longo desta 
unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
Logística Internacional 
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3 – O processo da importação 
e exportação. Nosso objetivo é auxiliar você no atingimento dos seguintes 
objetivos e aprendizagem até o término desta etapa de estudos:
1. Elaborar projetos de rede logística para operações globais.
2. Considerar os aspectos inerentes ao comércio exterior nas 
atividades de importação e exportação.
3. Classificar as operações especiais de exportação e suas 
modalidades.
4. Identificar os documentos especiais de exportação.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! Vamos juntos fazer uma viagem e descobrir 
novos horizontes e desafios!
Logística Internacional 
12
Projetos de Rede para Operações Globais
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como projetos de rede logísticas interagem com as demais 
áreas da empresa e como contribui para a maximização do 
rendimento do capital. A concepção de redes logísticas é 
um tema de suma importância, pois dela depende toda a 
organização de um sistema que dará suporte a empresa 
como um todo. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!.
Natureza dos Problemas de Concepção das 
Redes Logísticas 
Em uma empresa, a rede logística compreende um conjunto 
de estruturas responsáveis pelo suprimento, processo produtivo, 
distribuição e comercialização, incluindo as instalações de parceiros 
como fornecedores, transportadoras, terceirizados e, claro, os clientes 
(MARTEL; VIEIRA, 2010).
SAIBA MAIS:
O artigo A importância da correta definição de uma rede 
logística aborda a temática da rede logística, que é a 
estrutura de instalações físicas internas que uma empresa 
enxerga como ideal para atender sua demanda. Para saber 
mais, acesse clicando aqui e boa leitura!
Logística Internacional 
http://bit.ly/37QgWAe
13
A capacidade demandada para produzir os produtos é fruto de 
tecnologia flexíveis ou dedicadas. Assim, muito mais do que decidir onde 
implantar uma unidade fabril e seu respectivo armazém,da empresa e do mercado e do cliente, 
passando pelo desenvolvimento de habilidades, no que diz 
respeito aos processos de exportação e importação e suas 
especificidades, chegando nos processos especiais de 
exportação até chegar nos diversos tipos de documentos 
de exportação e suas características, aplicações finalidades 
diversas. Assim conseguimos ter uma visão de como é vasto 
e complexo o ambiente de negócios internacionais e como 
pode ser altamente desafiador e estratégico para qualquer 
empresa, sendo uma oportunidade de crescimento 
empresarial sem medidas e que se reverte em benesses 
para a própria organização. 
Logística Internacional 
http://bit.ly/30c4GHW
52
REFERÊNCIAS
DOCUMENTOS necessários para a empresa que deseja exportar. 
SEBRAE, 2013. Disponível em: http://bit.ly/30c4GHW. Acesso em: 09 jan. 
2020.
HINKELMAN, E. G. Dictionary of International Trade. 9. ed. 
Petaluma: World Trade Press, 2010.
MARTEL, A.; VIEIRA, D. R. Análise e Projeto de Redes Logísticas. 
São Paulo: Saraiva, 2010.
NYEGRAY, J. A. Legislação Aduaneira, comércio exterior e 
negócios internacionais. Curitiba: InterSaberes, 2016.
SZABO, V. (org.). Logística Internacional. São Paulo: Pearson 
Education do Brasil, 2016.
TRIPOLI, A. C. K.; PRATES, R. C. Comércio Internacional: teoria e 
prática. Curitiba: InterSaberes, 2016.
Logística Internacional 
	Projetos de Rede para Operações Globais
	Natureza dos Problemas de Concepção das Redes Logísticas 
	Projeto de Redes Logísticas Globais
	Projeto de Redes Logísticas Globais
	Comércio Exterior: Importação e Exportação
	Exportação
	Importação
	Operações Especiais de Exportação e Modalidades de Exportação
	Aspectos dos Regimes Aduaneiros
	Documentos Especiais de Exportação
	Documentos de Exportação
	Detalhamento dos Documentos
	Fase de Negociação
	Proforma Invoice ou Fatura Proforma
	Embarque e Remessa
	Commercial Invoice ou Fatura Comercial
	Packing List ou Romaneio
	Conhecimento de Embarque
	Certificado de Origem
	Apólice ou Certificado de Seguro de Transporte
	Carta de Crédito
	Documentos Obrigatórios no Brasil
	Registro de Exportação
	Nota Fiscal
	Comprovante de Exportação (CE)
	Contrato de Câmbio
	Contrato de Câmbio de Compra - Tipo 01as fontes de 
suprimentos serão usadas em cada unidade, a quantidade de produtos 
que serão produzidos, o tipo de demanda do produto são alguns dos 
aspectos que devem ser observados. Podemos, também, elencar outros 
aspectos como taxas de câmbio, tarifas alfandegárias, a existência ou não 
de barreiras tarifárias ou não (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Logo, a elaboração da estratégia logística deve considerar que os 
fatores têm elevado grau de complexidade, demanda metodologia de 
engenharia para entender os problemas e levar praticidade e solução 
para a questão (MARTEL; VIEIRA, 2010).
EXPLICANDO MELHOR:
Para conhecer um pouco melhor a estratégia da cadeia 
logística, leia o artigo Gestão estratégica da cadeia logística 
clicando aqui, ele aborda de forma sucinta aspectos 
importantes. Boa leitura!
A rede logística demanda projetos de reengenharia e o levantamento 
de dados e análises dos dados, bases de geoprocessamento e ferramentas 
de gestão de dados devem ser consultados obrigatoriamente para 
minimizar o esforço (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Para uma estratégia de qualidade, robusta deve-se empregar 
ferramentas flexíveis que auxiliem na tomada de decisão e que suportem 
os cenários de análises de dados (MARTEL; VIEIRA, 2010).
EXPLICANDO MELHOR:
Para conhecer um pouco melhor reengenharia, leia o artigo 
Reengenharia – o que é e como funciona clicando aqui. Boa 
leitura!
Logística Internacional 
http://bit.ly/2uxVUIu
http://bit.ly/36z3H6S
14
Em termos de metodologia de intervenção, o foco de atenção deve 
estar no ciclo de desenvolvimento de uma rede logística (Figura 1). As 
atividades dos processos de desenvolvimento são os retângulos, e os bens 
que podem ser entregues estão representados nas formas arredondadas. 
Para a elaboração de qualquer objeto, deve-se trabalhar em três níveis de 
análise: físico, lógico e conceitual (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Figura 1 – Processos de desenvolvimento da rede logística da empresa
Cadeia 
logística 
conceitual
Identificação 
de projetos de 
desdobramentos/
expansão
Desdobramento 
de cadeia 
logística potencial
N
ív
e
l d
e
 a
b
st
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L
ó
g
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o
Cadeia logística 
estendida
F
ís
ic
o
C
o
n
ce
it
u
al
Otimização de 
rede logística
Orçamento referente 
à nova rede logística 
da empresa
Implantação da 
rede modificada
Análise 
Estratégica
Fonte: Martel e Vieira (2010).
Para o nível físico deve corresponder, o real, a realidade, as unidades 
com suas específicas instalações. Em termos lógicos, rede é representada 
pela matemática, e os dados são lançados nas bases de dados, que 
favorece a análise de opções em diferentes opções. E no nível conceitual, 
analisamos os tipos de instalações, fontes de suprimento tecnologia, 
meios de transporte e a estratégia logística da empresa (MARTEL; VIEIRA, 
2010).
Logística Internacional 
15
EXPLICANDO MELHOR:
Para conhecer um pouco melhor intervenção, leia o artigo 
Como construir um projeto de intervenção? clicando aqui. 
Boa leitura!
A análise estratégica é a primeira etapa de intervenção, diz respeito 
ao processo de análise empregado na gestão estratégica. A análise 
deve começar com o planejamento do trabalho para definir as etapas 
(indicado como Atividade A), desafios do estudo a ser feito, assim como 
a metodologia empregada. Também devemos definir as formas de medir 
os resultados, a forma de coletar os dados e as ferramentas de trabalho 
(MARTEL; VIEIRA, 2010).
Figura 2 – Atividades de um projeto de análise estratégica
Cadeia logística conceitual
A - Definição/planejamento do trabalho 
e identificação dos desafios
B – Análise do 
ambiente da 
concorrência
E- Diagnóstico e enunciado 
das orientações logísticas e 
estratégicas
F- Planejamento 
do trabalho de 
reengenharia
Análise Estratégica
C- Descrição dos 
processos e das 
estruturas
D- Análise dos 
comportamentos e 
dos desempenhos
Análises comerciais
Análises relativas à 
concorrência
Análises industriais
Custos 
Demandas 
Prazos 
Fonte: Martel e Vieira (2010).
Já as atividades dos concorrentes (indicada como Atividade 
B), estão relacionadas com as análises comerciais, industriais e da 
concorrência. Essas análises facilitam a compreender como o sistema 
Logística Internacional 
16
logístico funcionará, sendo que esses estudos são realizados no âmbito 
corporativo da empresa. Novas tecnologias para produção, armazéns, 
transportadores, terceirizados e concorrentes contribuem como fontes de 
melhorias da rede logística atual. Destaque-se que também a estratégia 
de marketing deve ser compreendida em termos dos objetivos de 
penetração no mercado ao longo prazo (MARTEL; VIEIRA, 2010).
EXPLICANDO MELHOR:
Para conhecer um pouco mais a aplicação da estratégia na 
logística, leia o artigo Starbucks: reformulação do supply 
chain para reduzir custos clicando aqui. Boa leitura!
Os complexos logísticos conhecidos atualmente estão indicados 
como as Atividades C e D. Inicia-se com a decomposição das estruturas 
e processos do bloco Atividade C, para entender o comportamento do 
sistema logístico e, posteriormente, avaliar seu desempenho (Atividade 
D), no que diz respeito às expectativas dos interessados como acionistas 
e clientes. No que diz respeito aos processos, o estudo visa compreender 
como as fontes geradoras de custos logísticos como suprimentos, 
produção, armazenagem, transporte se comportam para aplicá-los aos 
cálculos do custo total da rede logística. As demandas em termos de 
prazos, tipos de serviços, qualidade, influenciam na rede. Esses fatores 
influenciam ao conceber uma rede logística e deve-se ter em mente que 
não se deve somente ter o objetivo de minimizar os custos, como também 
de maximizar os lucros (MARTEL; VIEIRA, 2010).
VOCÊ SABIA?
Os custos logísticos são importantes e devem ser conhecidos 
na empresa. O artigo Custos Logísticos: mensuração e uso 
de por redes supermercadistas localizadas no Estado Rio 
Grande do Sul é uma oportunidade para conhecer uma 
aplicação prática de estudo dos custos e estratégia. Acesse 
clicando aqui. Boa leitura!
Logística Internacional 
http://bit.ly/2tEO4wi
http://bit.ly/36yy5hL
17
A atividade que vem a complementar o conjunto é a Atividade E, 
que se ocupa do detalhamento da análise do sistema logístico atual, com 
definição das principais orientações logísticas estratégicas que devem 
ser seguidas para o processo de reengenharia para atingir uma vantagem 
competitiva que se sustente (MARTEL; VIEIRA, 2010).
A composição de elementos da cadeia logística tradicional está 
indicada na Figura 3, que apresenta níveis distintos representando os 
diversos estágios com suprimentos, definição de tipos de matérias 
primas, componentes, tecnologia para ter os produtos acabados para 
a comercialização, seguido pela distribuição física da empresa, tipo de 
canal de distribuição, mercados; e definição de novos nichos de mercado, 
novos produtos relacionados com a estratégia de longo prazo definido 
pela empresa (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Figura 3 – Atividades de um projeto de análise estratégica
Zonas de demanda (localização, 
demanda, preços, serviços etc.)
Fontes de suprimento 
(localização, estrutura dos 
custos, prazos, qualidade, 
capacidade etc.)
Unidades fabris, 
Terceirizados (plantas, 
tecnologias, capacidade, 
estrutura dos custos etc.)
Família de produtos (lista 
de materiais, roteiro de 
produção etc.)
3PLs 
(serviços, 
custos, 
contratos 
etc.) 
Transportes internos (modais, 
transportadores, estrutura de 
custos, prazos etc.)
Armazéns públicos e privados 
(plantas, tecnologias, 
capacidade, estrutura dos 
custos, atividades com valor 
agregado)
Transportes externos (modais, 
transportadores, estrutura de 
custos, prazos etc.)
Logística Internacional 
18
Fonte: Martel e Vieira (2010).
VOCÊ SABIA?
A otimização das redes logísticas é uma oportunidade 
para melhorar as integrações nas cadeias de suprimento. 
O artigo Otimização das Redes Logísticas com melhoriasna integração na cadeia de suprimentos do Brasil é uma 
oportunidade para aprimorar esse conhecimento. Acesse 
clicando aqui. Boa leitura!
Para concluir a análise estratégica, o planejamento detalhado de 
outras funções da rede logística diz respeito à operacionalização da rede 
e expansão se necessária (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Projeto de Redes Logísticas Globais
Graças à tecnologia de informação, o fenômeno da globalização 
intensificou-se de forma expressiva levando os países a negociarem com 
outros países como forma de desenvolvimento econômico e tecnológico. 
No escopo internacional, várias formas de negócios podem ser 
desenvolvidas e exploradas como a exportação de produtos acabados, 
a importação de matéria prima, partes, componentes ou produtos 
acabados, a fabricação de produtos em outros países, combinações 
dessas condições (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Com essa nova configuração global de mercado e de negócios, 
faz-se necessário uma reorganização ou organização da rede logística 
aplicada às redes globais. Deve-se ter em mente que além do aumento 
da problemática e da complexidade, outros fatores devem ser analisados 
(MARTEL; VIEIRA, 2010).
Logística Internacional 
http://bit.ly/2QYPEky
http://bit.ly/2QYPEky
19
VOCÊ SABIA?
O desempenho logístico no Brasil sofre as consequências 
da falta de infraestrutura, leia o artigo Desempenho 
logístico: Brasil sofre com a falta de infraestrutura trata 
desses aspectos, acesse clicando aqui. 
Projeto de Redes Logísticas Globais
O projeto de redes logísticas globais requer o acesso a fatores que 
favorecem vantagens que têm poder de influenciar as redes logísticas 
no escopo mundial no contexto da globalização. Assim fatores como a 
oferta de oportunidades face às demandas da empresa, sejam de mão de 
obra qualificada, matéria prima, localização geográfica, acessos, fontes de 
energia, equipamentos, tecnologia, são de grande importância (MARTEL; 
VIEIRA, 2010).
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o 
acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: 
Aproximações entre Global Sourcing e Integração Produtiva: 
uma Análise da Internacionalização das Atividades 
Produtivas no Contexto Brasileiro, acesse clicando aqui. 
Nesse escopo, vários aspectos contribuem como o papel exercido 
pelos governos, a complexidade que se intensifica, o custo alfandegário 
com as despesas e alfandegárias e zonas francas. A escolha do país destino 
do investimento tem um papel relevante, pois os países literalmente 
disputam os investimentos, e assim alguns governos oferecem subsídios 
como taxa de juros vantajosas, acesso a recursos com custos reduzidos, 
benesses tributárias; todavia algumas exigências serão feitas como 
contratação de mão de obra local, desenvolvimento da exportação, 
aquisição de matéria prima local (MARTEL; VIEIRA, 2010).
Logística Internacional 
http://bit.ly/2T6Fpx7
http://bit.ly/2sRRdZG
20
Assim uma empresa ao ter várias fábricas espalhadas em várias 
localidades no mundo pode ter melhorias em seu processo produtivo e 
compartilhar essa melhoria com outras unidades, favorecendo o processo 
de aprendizagem no processo produtivo, de tecnologia, de mão de obra. 
Também favorece uma proteção no caso de greve local, proteção contra 
flutuações de taxa de câmbio (MARTEL; VIEIRA, 2010).
SAIBA MAIS:
Como internacionalizar a empresa? Recomendamos o 
acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Por 
que pensar em Internacionalização e como preparar sua 
empresa para essa estratégia? Acesse clicando aqui. Boa 
leitura!
O aumento da complexidade é consequência de uma estrutura 
maior, logo aspectos legais, financeiros, burocráticos, entre outros 
figuraram no radar das atenções da empresa. Outro aspecto importante 
diz respeito às normas e regras do comércio internacional, as despesas 
alfandegárias como impostos, taxas e diversas regras que compõem esse 
escopo. Há também as zonas francas que obedecem a regras específicas 
(MARTEL; VIEIRA, 2010).
SAIBA MAIS:
Como as regras brasileiras no comércio exterior e 
Organização mundial do comércio (OMC) influenciam 
na empresa? Recomendamos o acesso à seguinte fonte 
de consulta e aprofundamento: Influência da OMC nas 
exportações alerta para urgência de reformulação? Acesse 
clicando aqui. Boa leitura!
No agrupamento de fatores de complexidade, podemos elencar 
os que merecem atenção: a taxa de câmbio, as flutuações e previsões 
de risco. O preço de transferência está relacionado com a venda de um 
Logística Internacional 
http://bit.ly/2FBaIbz
http://bit.ly/2FBaIbz
http://bit.ly/2FBaIbz
21
produto ou serviço de uma unidade do grupo para outra unidade. Para 
evitar problemas com as autoridades aduaneiras e financeiras dos países 
envolvidos, é bom manter os produtos com os preços médios praticados 
no mercado. As barreiras não tarifárias correspondem a todas as barreiras 
que os governos impõem a outros países que não relacionadas a termos 
tributários, com a finalidade de restringir, limitar a entrada e o crescimento 
da empresa estrangeira no país.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Aprendemos que as 
empresas necessitam definir e estabelecer as redes 
logísticas em função de seu planejamento estratégico. O 
desenho dessa rede envolve vários aspectos e vários níveis 
distintos dentro da empresa. Com a estratégia definida e a 
rede logística global, a empresa globalizada pode orientar-
se melhor, buscar melhores oportunidades no mercado 
internacional orientando-se pelos drivers macro de gestão 
para seu pleno estabelecimento e crescimento com 
qualidade.
Logística Internacional 
22
Comércio Exterior: Importação e 
Exportação
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender os 
aspectos da exportação e importação que são integrantes 
da logística de suprimentos. O entendimento desta relação 
será importante para o exercício profissional. A correta 
compreensão auxiliará na tomada de decisão precisa e 
com qualidade. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá!.
Exportação
As organizações buscam a diversificação de mercados, clientes 
para ter um aumento de lucros e rendas. Uma forma de fazer isso é 
por meio da exportação, a busca de novos mercados, novos clientes. 
Para essa condição, a empresa deve se preparar, pesquisar mercados, 
produtos, adequar-se às normas internacionais, melhorar seus processos, 
enfim, é se reinventar e descobrir novos horizontes.
SAIBA MAIS:
A exportação demanda atenção e planejamento por parte 
daqueles que desejam galgar o mercado internacional. A 
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em 
Administração, apresenta o artigo Exportações Brasileiras: 
Benefícios e Obstáculos na Percepção das Empresas, que 
nos apresenta a realidade das empresas. Acesse clicando 
aqui.
Logística Internacional 
http://bit.ly/36PdqpC
http://bit.ly/36PdqpC
23
Uma organização que busca o mercado externo deve estar ciente 
de que deverá ter um planejamento adequado, estrutura que dê suporte 
e profissionais que amparem essa situação. Podemos definir a exportação 
como a saída de mercadorias do território brasileiro em função de um 
contrato de compra e venda internacional, podendo ou não gerar a 
entrada de divisas no país (TRIPOLI; PRATES, 2016).
A empresa que decide ingressar no mercado internacional, 
tem algumas vantagens como a dissolução dos riscos econômicos e 
comerciais do seu mercado de origem, planejamento de longo prazo. 
Ambos mercados, interno e externo, podem passar por instabilidades 
econômicas, mas quando há a concentração das atividades comerciais 
de uma empresa em só um mercado, a organização está sensivelmente 
mais exposta a turbulências políticas, econômicas e financeiras de seu 
país (TRIPOLI; PRATES, 2016).
SAIBA MAIS:
A atividadede comércio exterior requer o domínio de 
idiomas estrangeiros, e, entre esses, o inglês é o mínimo que 
podemos apresentar, por ser reconhecido praticamente 
como um idioma universal. O artigo O Comércio Exterior e 
a Importância do Business English nos apresenta reflexões 
acerca do tema. Acesse clicando aqui. 
A tomada de decisão de ingressar no mercado externo e iniciar 
as atividades como empresa exportadora não pode e não deve estar 
relacionada com a situação de evitar riscos e baixas no mercado interno, 
e sim, outros motivos como a diversificação do mercado. Essa é uma 
condição que se pode destinar uma porção da produtividade para 
o mercado externo, com isso eventuais problemas de demanda são 
minimizados com outros clientes no exterior. A empresa deve trabalhar 
para aprimorar seu processo de fabricação para reduzir os custos indiretos 
da matéria prima, pois com maiores volumes adquiridos, tem-se redução 
dos custos fixos unitários, e a abertura de mercados consumidores 
pagantes oferecem melhores preços de venda e bons lucros (TRIPOLI; 
PRATES, 2016).
Logística Internacional 
http://bit.ly/309ccDs
24
SAIBA MAIS:
Conhecer os tipos de linhas de financiamento na área 
internacional é importante. O artigo Linhas de Financiamento 
para negócios internacionais esclarece mais a respeito do 
tema. Acesse clicando aqui. 
Outra vantagem é a dirimir a sazonalidade dos produtos que 
tem ciclos de produção e consumo de produtos. A sazonalidade de 
determinados produtos, com momentos de alta demanda, haverá pouca 
oferta e preços elevados (TRIPOLI; PRATES, 2016).
Se a empresa opta por condições de financiamento, há a opção do 
adiantamento do contrato de câmbio (ACC) e o adiantamento dos contratos 
de exportação (ACE), que são alternativas que vêm a maximizar o capital 
de giro, redução do custo financeiro e ter um fluxo de caixa melhor. Vale 
destacar que o ACC é um tipo de financiamento na fase pré-embarque 
na operação de comércio exterior, sendo uma antecipação, em moeda 
nacional referente a uma exportação que se confirmará no futuro próximo. 
O ACC é realizado por uma instituição financeira, geralmente por uma 
venda já efetivada. Assim o exportador tem o crédito do valor da venda da 
mercadoria informada no contrato de câmbio, que oficializa a operação 
de câmbio da exportação. Com os recursos em mãos para a produção, o 
exportador tem a responsabilidade de quitar o contrato de câmbio com a 
instituição financeira. Há semelhança do ACE e o desconto de duplicata 
mercantil, pois é o um financiamento concebido por um banco, no pré-
embarque, para fomentar o financiamento e a comercialização do produto 
(TRIPOLI; PRATES, 2016).
São válidas as condições do ACE as mesmas vantagens e obrigações 
do ACC, entretanto quando uma exportação é amparada por uma carta de 
crédito aberta por um banco, podem servir como garantia para o ACE 
(TRIPOLI; PRATES, 2016).
Logística Internacional 
http://bit.ly/36EZ9vF
25
Atender a demanda de produtos no mercado internacional é outra 
vantagem da exportação, pois se comercializa e vende mais, deve ter um 
incremento na produção. Outro aspecto importante é se produz mais, 
compra-se mais matéria prima, logo a capacidade de negociar com 
fornecedores aumenta, tornando-se mais competitiva e aumentando a 
margem do lucro (TRIPOLI; PRATES, 2016).
A qualidade do produto no mercado externo também é fator de 
atenção, por se tratar de um público consumidor mais exigente, assim 
ao longo do processo produtivo, controles devem ser mais rigorosos, 
como também na qualificação dos fornecedores. Desta forma, a absorção 
e essas práticas na empresa tornam-se regulares e começam a fazer 
parte destes procedimentos sendo aplicados para o mercado interno e 
externo, contribuindo positivamente para um incremento da qualidade, 
aumentando a competitividade e a lucratividade da empresa (TRIPOLI; 
PRATES, 2016).
O marketing e o status da empresa exportadora requer igualmente 
atenção do exportador, e essa condição contribui para o destaque dessa 
empresa no mercado nacional (TRIPOLI; PRATES, 2016).
SAIBA MAIS:
Conhecer o marketing é importante para a atuação das 
organizações. O vídeo OS 4s do marketing traz mais 
informações a respeito do tema. Acesse clicando aqui. 
Após conhecermos algumas vantagens da exportação, vamos 
entender as modalidades de exportação que uma empresa pode optar. As 
exportações podem ser classificadas como direta ou indireta. A exportação 
direta se caracteriza quando o exportador tem sua fase de negociação 
diretamente com o comprador, sem a presença de intermediário no país 
de origem. O próprio fabricante ou produtor é responsável pela exportação 
ao mercado internacional (TRIPOLI; PRATES, 2016).
Logística Internacional 
http://bit.ly/306vIAw
26
Ao optar pela exportação direta, a empresa tem um maior controle 
em relação aos produtos, uma maior parcela de lucro e conhece as 
percepções do importador em relação ao seu produto. Outro aspecto que 
vale ser destacado é ter sua marca e patente registradas. Também outras 
atividades como pesquisa de mercado, ações de marketing, contato 
como importador, procedimentos de aduana e logística internacional 
e transportes, entre outras atividades estão sob responsabilidade do 
exportador, quando decide pela exportação direta (TRIPOLI; PRATES, 
2016).
Outra opção de exportação é a exportação indireta, que se dá 
quando uma empresa local compra os produtos da empresa produtora, 
no mercado local com a finalidade de exportar. Essa empresa, que 
vende seus produtos no mercado interno para outra, é responsável pela 
exportação, geralmente, uma empresa com pouca ou sem experiência no 
mercado internacional. Ao definir esse método de exportação, a empresa 
começa a aprender a respeito do mercado externo. Por outro lado, essa 
empresa não fica exposta ao mercado externo e as responsabilidades 
que uma operação no mercado internacional demanda (TRIPOLI; PRATES, 
2016).
SAIBA MAIS:
Conhecer a exportação indireta é uma opção para as 
organizações. O vídeo Exportação Indireta via Trading traz 
mais informações a respeito do tema. Acesse clicando aqui. 
Denomina-se empresa comercial exportadora ou trading companies 
as empresas intermediárias. Há também a opção de consórcios de 
exportadores. A comercial exportador ou trading company compra 
os produtos nos país de origem e efetua a exportação posteriormente 
para mercados já conhecidos e definidos em função de sua expertise e 
conhecimentos adquiridos. A exportação indireta pode ser uma estratégia 
de iniciar internacionalização da empresa, conhecendo os mercados 
internacionais e, com amadurecimento, tornar-se uma exportadora ativa 
(TRIPOLI; PRATES, 2016).
Logística Internacional 
http://bit.ly/2RdnFhh
27
Já venda da trading company da mercadoria no mercado externo é 
considerada uma exportação em termos fiscais (TRIPOLI; PRATES, 2016).
SAIBA MAIS:
Conhecer os consórcios de exportação é outra opção 
para as organizações. O vídeo Consórcios de Exportação 
funcionam? traz mais informações a respeito do tema. 
Acesse clicando aqui. 
Os consórcios de exportação são opções para as pequenas e 
médias empresas ingressarem no mercado externo, haja vista que 
representam cerca de 95% das empresas no mercado. O consórcio é 
a associação das empresas de pequeno e médio porte que podem 
ter produtos concorrentes ou complementares, mas se unem para ter 
mais forças e aumentar as ofertas de produtos no mercado interno e, 
fundamentalmente, para terem sucesso nas abordagens e vendas no 
mercado externo (TRIPOLI; PRATES, 2016).
Na condição de consórcio de exportação, não estão descartadas 
as obrigações de contínuo aprimoramento de informações, de técnicas, 
de desenvolvimento de produtos e de técnicas de negociação. Os 
consórcios podem ser classificados como promocionais, operacionais, 
monossetorial e heterogêneo ou plurissetorial. As empresas no brasil 
aindabuscam ou praticam pouco essa via de exportação em consórcio, 
talvez essa condição se deve ao fato do desconhecimento por parte das 
empresas dos benefícios fiscais que uma empresa exportadora pode 
usufruir (TRIPOLI; PRATES, 2016).
SAIBA MAIS:
Conhecer os órgãos anuentes no comércio exterior no 
Brasil é importante. O vídeo Órgãos Anuentes Decex, 
Inmetro, entre outros traz mais informações a respeito do 
tema. Acesse clicando aqui. 
Logística Internacional 
http://bit.ly/2N9N6Pc
http://bit.ly/36BvLGI
28
Na exportação, também temos alguns órgãos intervenientes 
(TRIPOLI; PRATES, 2016):
 • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 
(ANP).
 • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 • Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
 • Comando do Exército (Comexe).
 • Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex).
 • Departamento de Polícia Federal (DPF).
 • Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
 • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis (Ibama).
 • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
 • Ministério da Defesa (MD).
 • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Após conhecermos a caminhada que uma empresa precisa fazer 
para acessar o mercado externo, percebemos a envergadura que o 
processo de exportação em si demanda e o nível de preparação requerido 
da empresa. Porém, o esforço e dedicação são compensados com a 
conquista de novos mercados e clientes.
Logística Internacional 
29
Importação
O procedimento de importação formaliza e estabelece as condições 
para que o processo de importação ocorra de forma correta em termos 
legais e tributários. No país, há uma série de leis, decretos e instruções 
normativas que balizam esses procedimentos, e todos que atuam ao 
longo de um processo de importação deve aplicar e praticar. Vamos 
conhecer os procedimentos de importação no país.
A importação representa a entrada de material oriundo exterior, e 
deve atender, aqui no Brasil, a todas as normas e exigências legais, fiscais, 
cambiais para que a entrada seja formal e o pagamento ocorra igualmente 
de forma legal (TRIPOLI e PRATES, 2016).
Nos últimos anos, o governo vem fazendo mudanças nos 
procedimentos de importação e exportação, trazendo mais agilidade 
com a tecnologia. Com a redução das tarifas de importação em 1990, 
algumas ações do governo federal, como retomada da formação do 
parque industrial no Brasil com a eliminação de cota de importação para 
bens de capital, quando não houvesse similar com produção no país, 
desregulamentação da importação de bens de consumo como a entrada 
de carros importados, e a mais marcante a mudanças na política tarifária 
com redução de 35% para alíquota média de 20%. Também o acordo do 
Mercosul, e a implantação do SISCOMEX e SISBACEN possibilitou facilitar 
os trâmites de importação sob diversos aspectos (SZABO, 2016):
 • Administrativo: antes as importações eram submetidas ao Cacex e 
Secex, que deferiam ou não o processo.
 • Financeiro: o SISBACEN facilitou as operações e agrupou uma 
série de informações de pagamentos e liberações de pagamentos.
 • Aduaneiro: módulo importação SISCOMEX em 1997, substitui os 
formulários, simplificando e agilizando o processo.
Logística Internacional 
30
A importação no Brasil, quando definitiva tem uma série de impostos 
para pagamento (SZABO, 2016):
 • Imposto de importação (II): tributo federal, pago no registro da DI 
para todo produto importado.
 • Imposto sobre produto industrializado (IPI): tributo federal, aplicável 
nos produtos de transformação-industrialização.
 • Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
prestação de serviços (ICMS): tributo estadual, aplicável a serviços 
e produtos comercializados no estado.
 • Contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS-
Importação): tributo federal, aplicável sob o faturamento da 
empresa, voltado para as atividades de importação.
 • Programa de integração social (PIS-Importação): contribuição para 
os funcionários, aplicável aos processos de importação.
 • Imposto sobre serviços (ISS): equivalente ao IPI, para 
industrializados, mas aplicado aos serviços.
 • Imposto sobre operações financeiras (IOF): aplicável na operação 
de câmbio. 
 • AFRMM: Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, 
valor cobrado sobre o valor de frete do transporte marítimo (B/L).
A legislação brasileira permite que a importação, dado o grau de 
complexidade, seja terceirizada, ou seja, uma terceira empresa, que não o 
importador, é responsável pelo processo de importação. Assim podemos 
ter a terceirização por conta e ordem, segundo a Instrução Normativa SRF 
Nº 225, de 18 de outubro de 2002, e é caracterizado pela contratação 
por parte da empresa importadora (adquirente) de uma empresa 
importadora (prestadora de serviços). O contrato pode englobar desde o 
contato e negociação com o fornecedor, o despacho aduaneiro, logística 
internacional. 
Logística Internacional 
31
A disponibilização do recurso financeiro para as despesas de 
aduana e outras é responsabilidade do adquirente, inclusive o fechamento 
do câmbio. Neste tipo de operação, há dois CNPJs, que são informados 
em todos os documentos de importação, inclusive na Declaração de 
Importação (DI). Ambas as empresas, adquirente e importador, devem 
estar registradas no Rastreamento da Atuação dos Intervenientes 
Aduaneiros (Radar) para a execução do processo.
Outro modelo de importação terceirizada é a importação por 
encomenda, na qual a empresa interessada em importar o material – no 
caso a encomendante – contrata uma organização importadora – uma 
prestadora de serviços – para efetuar a operação. Esse tipo de operação 
está amparado pela Instrução Normativa SRF nº 634, de 24 de março de 
2006.
A diferença entre importação por conta e ordem e por encomenda 
de terceiros é que, na primeira situação, o adquirente é responsável 
pelos fechamentos do câmbio e pagamento dos tributos; já na segunda 
situação, o importador se responsabiliza pelo pagamento dos tributos e 
fechamento do câmbio; faturando posteriormente para o encomendante.
Antes de iniciar um processo de importação, deve-se sempre 
consultar a classificação fiscal da mercadoria, que é um código 
Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). De posse da NCM do 
produto ou NCMs dos produtos, deve-se pesquisar o módulo tratamento 
administrativo do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), 
para se conhecer se a importação deve ou não se sujeitar ao licenciamento 
de importação. 
Em caso positivo, esse licenciamento de importação significa que 
deverá ser solicitado via SISCOMEX a Licença de Importação (LI), no 
módulo de importação. A NCM pode ter um ou mais órgãos anuentes, 
e somente após o deferimento de todos os órgãos, a importação pode 
ser efetuada. A continuidade do processo de importação e nacionalização 
ocorre normalmente quando comparado com uma NCM que não requer 
LI prévia. Antes do deferimento, é proibido efetivar a importação, sob 
penas de multas. Se a NCM não demandar LI prévia ao embarque, a 
importação pode ocorrer normalmente.
Logística Internacional 
32
Após a chegada do material importado no país, é nacionalizado, 
ou seja, os direitos ou impostos aduaneiros são pagos e a mercadoria 
está nacionalizada. Quando há o pagamento dos tributos, diz-se que a 
importação é definitiva, quando o material não é nacionalizado, denomina-
se não definitiva. Essa última situação diz respeito a entrada de materiais 
que por diversos motivos permanecerão no país por determinado período 
de tempo e depois retornaram para suas origens – reexportado – esse é 
o motivo pelo qual o material não é nacionalizado, ou seja, não paga os 
direitos aduaneiros.
Analisando o tratamento administrativo nas importações, os produtos 
compradosno exterior dispensam licenciamento prévio de importação, 
logo o importador necessita providenciar o registro da Declaração de 
Importação (DI) no SISCOMEX. Após o registro da DI, a Receita Federal 
procede com as verificações e exatidão das informações do importador 
face a legislação, a documentação apresentada e as mercadorias 
importadas; esse processo é chamado de despacho aduaneiro. Nos casos 
de licenciamento não automático, a LI é solicitada para ser informada no 
SISCOMEX para dar andamento no processo de registro da DI. A LI Deve 
ser solicitada antes do embarque da mercadoria e tem validade de 60 
dias contados a partir do deferimento.
A DI tem seu processamento no SISCOMEX, e é o primeiro estágio 
para a formalização da importação, sendo exigido para o desembaraço 
da mercadoria. A DI contém informações de cunho comercial, financeiro, 
cambial, tributário, seja no licenciamento automático ou não automático. 
Destaque-se que alguns produtos têm análise também do Ministério da 
Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).
As importações que requerem LI deverão ter suas solicitações 
analisadas pelos órgãos anuentes, que representam os responsáveis por 
deferir ou não uma importação. Os órgãos são:
 • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
 • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 • Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Logística Internacional 
33
 • Comando do Exército (Comexe).
 • Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex).
 • Departamento de Polícia Federal (DPF).
 • Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
 • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis (Ibama).
 • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 
(ANP).
 • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
(CNPq).
 • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
 • Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade 
Industrial (Inmetro).
 • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
 • Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
 • Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Estudamos que o processo de importação demanda, por parte do 
importador, um rito específico, com normas, exigências documentais, 
técnicas porque há normas para serem cumpridas e respeitadas. O 
processo é rígido e é necessário conhecer para entender.
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos a leitura 
do artigo Os Desafios para as Operações de Importação no 
Brasil: Um estudo de caso de uma empresa importadora 
da região do Sul de Minas Gerais, que nos apresenta as 
dificuldades que uma empresa vivencia em suas operações. 
Acesse clicando aqui.
Logística Internacional 
http://bit.ly/2R1lq0b
34
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado 
como os processos de exportação e importação tem suas 
complexidades e demandam planejamento, pesquisa e 
continuidade nos processos na área internacional, pois os 
clientes requerem atenção, além de o mercado internacional 
ser extremamente competitivo porque os concorrentes 
são de alto nível e competentes. O ambiente de negócios 
internacionais é vasto, complexo e os profissionais que nele 
atua devem ser capacitados em termos técnicos para uma 
tomada de decisão com qualidade.
Logística Internacional 
35
Operações Especiais de Exportação e 
Modalidades de Exportação
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
as operações especiais de exportação e importação. 
O entendimento desta relação será importante para a 
atividade de comércio internacional da organização. A 
correta compreensão auxiliará na tomada de decisão precisa 
e com qualidade. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!.
Aspectos dos Regimes Aduaneiros
Os regimes aduaneiros estão presentes nos processos de 
importação e exportação, colaborando com o exportador e o importador, 
definindo os procedimentos para atuar, promovendo o desenvolvimento 
das empresas.
Os regimes aduaneiros especiais são os que apresentam, por 
alguma razão, a suspensão da exigibilidade dos tributos. Para Meira (2012, 
p. 344 apud NYEGRAY, 2016, p. 163): 
São regimes distintos do regime comum de importação 
e de exportação em decorrência de incentivos fiscais 
concernentes aos impostos sobre o comércio exterior 
e de controle aduaneiro em relação aos bens objeto da 
operação.
Além do escopo da tributação dos impostos, os regimes aduaneiros 
especiais também têm processos de fiscalização distintos, que incorre na 
operação administrativa da importação e da exportação. A União tem a 
competência de regular os regimes aduaneiros (NYEGRAY, 2016).
Logística Internacional 
36
Os regimes aduaneiros especiais só podem ser instituídos por lei, 
e o prazo de aplicação dos regimes aduaneiros especiais na importação 
será de um ano, prorrogável segundo a autoridade aduaneira por período 
não superior no total de cinco anos (NYEGRAY, 2016).
Os regimes aduaneiros especiais visam estimular algum setor 
específico da indústria. O trânsito aduaneiro, segundo o art. 73 do Decreto-
Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, prevê que o regime de trânsito é o 
que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro, de um 
ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão de tributos. Aplica-
se igualmente ao transporte de mercadorias com destino ao exterior 
(NYEGRAY, 2016).
O trânsito aduaneiro tem sete modalidades, conforme apresentadas 
no Regulamento Aduaneiro (apud NYEGRAY, 2016, p. 165):
I - O transporte de mercadoria procedente do exterior, 
do ponto de descarga no território aduaneiro até o ponto 
onde deva ocorrer outro despacho;
II – O transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, 
verificada ou despachada para exportação do local 
de origem ao local de destino, para embarque ou par 
armazenamento em área alfandegada para posterior 
embarque;
III - O transporte de mercadoria estrangeira despachada 
para embarque ou armazenamento em área alfandegada 
para posterior embarque;
IV – O transporte de mercadoria estrangeira de um recinto 
alfandegado situado na zona secundária a outro;
V - A passagem, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior e a ele destinada;
VI - O transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
procedente do exterior, conduzida em veículo em viagem 
internacional até o ponto em que se verificar a descarga;
VII – O transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria 
estrangeira, nacional ou nacionalizada, verificada ou 
despachada para reexportação ou para exportação e 
conduzida em veículo com destino ao exterior.
Logística Internacional 
37
As sete modalidades ou situações operacionais podem ser 
agrupadas em quatro casos macro: trânsito de importação, trânsito de 
exportação, trânsito interno e trânsito internacional (NYEGRAY, 2016).
O trânsito de importação é aquele que ocorre quando o importador 
requer que a mercadoria seja transferida para um porto seco nas suas 
proximidades, para então lá, proceder com o processo aduaneiro 
(NYEGRAY, 2016).
O trânsito de exportação é aquele que corresponde a vistoria da 
mercadoria em porto seco ou ainda na sede da empresa, com todos 
os parâmetros analisados a mercadoria é lacrada e remitida ao exterior 
(NYEGRAY, 2016).
A condição de trânsito interno está relacionada com os produtos 
entrepostados em consignação, que são armazenados em recinto 
alfandegado até que se consuma o despacho para consumo (NYEGRAY, 
2016).
E a última modalidade de trânsito é o internacional, que engloba as 
mercadorias chegadas no país, mas seu destino final é outro país vizinho. 
Ao chegar a mercadoria, a autoridade aduaneira vistoria e lacra e inicia 
o trânsito internacional. Esse tipo de modalidadesomente é praticado 
se ele for antecipadamente solicitado. Quando as mercadorias chegam 
na fronteira do Brasil, a Receita Federal só autoriza o trânsito se o lacre 
estiver intacto. (NYEGRAY, 2016). 
Como beneficiários do trânsito aduaneiro tem-se o importador, 
exportador ou o depositante. O Regulamento Aduaneiro possibilita que 
outros se beneficiem do trânsito aduaneiro como os transportadores, 
dessa forma, somente empresas cadastradas e habilitadas na Receita 
Federal podem efetuar o trânsito aduaneiro. O registro da declaração 
de trânsito aduaneiro tipifica o início do despacho, após a entrega da 
documentação a RF, há parametrização da declaração, pois, conforme o 
Regulamento Aduaneiro, o fato de conceder e aplicar o regime aduaneiro 
são solicitadas a autoridade aduaneira na unidade de origem (NYEGRAY, 
2016). 
Logística Internacional 
38
Com a parametrização da declaração, a autoridade aduaneira 
define a rota e o prazo para que a mercadoria percorrer o trecho da 
origem ao destino. Com o requerimento e a concessão do regime de 
trânsito aduaneiro, a RF, conforme a lei define, coloca em prática algumas 
ações (NYEGRAY, 2016):
 • Lacra a carga, para evitar que a mesma seja aberta sem deixar 
vestígios.
 • Sinetagem: consiste em colocar símbolo no lacre para tornar mais 
difícil a substituição.
 • Cintagem: aplica cintas nos volumes.
 • Marcação: identifica a carga com etiquetas e marcas para facilitar 
o controle físico.
 • Acompanhamento fiscal: acompanhamento do transporte por um 
veículo da RF.
Após a carga chegar no destino, o trânsito aduaneiro está concluído, 
e todos os dispositivos de segurança são verificados (NYEGRAY, 2016).
A admissão temporária diz respeito a admissão por tempo 
determinado com suspensão total do pagamento de impostos de 
importação de bens que permanecerão por certo tempo no país, mas 
data de saída já fixada (NYEGRAY, 2016).
Esse regime tem como finalidade facilitar o ingresso sem oneração 
de bens que permanecerão por tempo determinado, como feiras, 
congressos, shows musicais, eventos esportivos. Aqui se enquadram 
a admissão de bens que sejam requeridos à atividade profissional 
temporária de não residente. Nesse enquadramento, incluem-se os carros 
dos moradores de países limítrofes quando adentram no país, caminhões 
de carga e ônibus de passageiros (NYEGRAY, 2016).
Logística Internacional 
39
Há outra situação que se enquadra no regime aduaneiro de 
admissão temporária: a utilização econômica diz respeito ao uso do 
bem na prestação de serviços ou na produção de outros bens, se um 
bem importado for um bem de capital, haverá cobrança de imposto, em 
razão direta entre o tempo de permanência do bem no país e a vida útil 
deste. A tributação parcial vem a coibir fraudes e evasões fiscais. Hoje há 
possibilidade de alugar uma máquina, mas sob o regime de arrendamento 
operacional ou leasing operacional (NYEGRAY, 2016).
Nessa situação, o imposto é cobrado proporcionalmente ao 
tempo de permanência no país, a razão de 1% por mês de utilização 
no regime aplicável sobre o total integral dos tributos. Por exemplo, se 
uma máquina é alugada por 12 meses, paga 12% de impostos. Porém, 
se o tempo de permanência for superior a 100 meses, os impostos são 
cobrados integralmente. A Instrução Normativa (IN) da RFN nº 1.600, de 
14 de dezembro de 2015, estabelece os itens que podem ser admitidos 
temporariamente. As condições para concessão do regime de admissão 
temporária são a importação em caráter temporário, comprovada essa 
condição, importação sem cobertura cambial e adequação dos bens a 
finalidade para qual foi importado (NYEGRAY, 2016).
Outra opção é a admissão temporária para o aperfeiçoamento 
ativo, ocorre quando há o ingresso para permanência temporária no 
país, com suspensão dos tributos, de mercadorias estrangeiras ou 
desnacionalizadas, destinadas a operações de aperfeiçoamento do 
ativo e posterior reexportação. A mercadoria importada passa por algum 
processo que lhe proporciona uma condição melhor, quando comparada 
com a condição inicial, sem alterar a classificação fiscal; são condições 
a montagem reacondicionamento e acondicionamento (NYEGRAY, 2016).
Drawback é a importação de insumos para a fabricação de produtos 
a serem exportados. O regime drawback possibilita a suspensão, a isenção 
ou, ainda, a restituição dos tributos pagos por conta da importação de item 
empregado na fabricação do produto a ser exportado. Com esse regime, 
fomenta-se as exportações, a industrialização e a produção de bens 
nacionais com destino ao mercado externo. É uma forma de incentivo às 
exportações (NYEGRAY, 2016).
Logística Internacional 
40
Entreposto aduaneiro é um local, um armazém onde mercadorias 
são armazenadas, seja de exportação ou de importação. O entreposto de 
armazenagem de importação é aquele local que permite a armazenagem 
de mercadoria estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com 
suspensão dos tributos federais, PIS/PASEP e COFINS incidentes na 
importação dessa mercadoria. O entreposto também serve como auxílio 
no gerenciamento de estoques, de fluxo de caixa, estratégias de mercado, 
redirecionamento de mercadorias para outros países. A mercadoria pode 
permanecer até um ano, podendo chegar a três anos (NYEGRAY, 2016).
O entreposto aduaneiro de exportação pode receber mercadorias 
destinadas ao mercado externo. É um auxílio para o exportador que não 
tem porto nas proximidades, no qual a mercadoria pode ser entrepostada 
e preparada para a exportação (NYEGRAY, 2016).
O Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle 
Informatizado (RECOF), estabelece que a empresa beneficiária pode 
importar ou adquirir no mercado interno, com suspensão de pagamentos 
de tributos, itens que são submetidos ao processo produtivo de produtos 
destinados ao mercado externo. Para utilizar o Recof, a empresa deve 
possuir patrimônio igual ou superior a 25 milhões de reais e volume 
de exportação de produtos industrializados num valor mínimo anual 
equivalente a 50% do valor total das mercadorias importadas, sendo um 
valor não inferior a 10 milhões de dólares americanos. Também deve 
aplicar por ano na produção dos bens que fabricar ao menos 80% das 
mercadorias estrangeiras adquiridas no regime (NYEGRAY, 2016).
Outra opção no regime aduaneiro especial é a exportação 
temporária, que atende aqueles itens que saem do país por um tempo 
determinado, mas regressam. Esses produtos podem ser nacionais ou 
nacionalizados. Esse regime permite a vantagem quando do regresso 
da mercadoria ao país, no processo de importação os tributos, não 
são cobrados devido a sua reentrada no país. Para se beneficiar dessa 
condição, a mercadoria deve regressar ao país no mesmo estado em que 
foi exportada. A Instrução Normativa (IN) RFB nº 1.600/2015 relaciona os 
itens que podem ser enquadrados nessa condição. A concessão desse 
regime pode ser solicitada a unidade de jurisdição do exportador, porto 
Logística Internacional 
41
seco, porto, aeroporto ou ponto de fronteira, em termos de prazo, tem 
vigência de um ano, podendo ser prorrogado por até dois anos (NYEGRAY, 
2016).
Há também a exportação temporária para aperfeiçoamento passivo, 
ela permite a saída de mercadoria do país, por tempo determinado, 
seja de mercadoria nacional ou nacionalizada, para ser submetida a 
transformação, elaboração, beneficiamento ou montagem fora do país. 
Ao regressar ao país, será tributado somente aquilo que foi agregado, 
modificado (NYEGRAY, 2016).
A Loja Franca ou free shops são lojas instaladas em zonas 
primárias (portos, aeroportos ou ponto de fronteira, em que a venda de 
produtos importados e nacionais sem incidir tributação. Esse tipo de 
estabelecimento atende a passageiros em viagens internacionais. Para as 
compras nessas lojas, a legislação estabelece quantidades máxima por 
tipos de itens (NYEGRAY, 2016).
RESUMINDO:
E então?Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter notado que 
os estágios das operações globalizadas se relacionam com 
o mercado internacional e conduz ao crescente processo 
de globalização entre os países. As empresas precisam 
desenvolver novas posturas estratégicas que as conduziram 
aos estágios de globalização de suas operações, bem como 
organizar sua logística internacional. Podemos entender 
como se dá o processo de internacionalização da empresa, 
e as opções de diversificação de mercado, crescimento 
e consolidação da marca, além dos benefícios internos, 
como melhorias de processos produtivos, administrativos 
na estratégia da empresa. Nesse processo, é importante a 
definição de indicadores para avaliação da efetividade dos 
processos.
Logística Internacional 
42
Documentos Especiais de Exportação
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de conhecer 
os documentos utilizados na exportação no Brasil. Os 
documentos são importantes, pois eles são os guias do 
processo de exportação, para a saída oficial da mercadoria 
ou serviço do país, também servem para fins aduaneiros, 
financeiros e contábeis. E então? Motivado para desenvolver 
esta competência? Vamos lá!
Documentos de Exportação
Os documentos exercem um papel importante nas transações 
internacionais, vendedor e comprador precisam de documentos para 
reservas, contabilidade, pagamento de impostos, formalidades na 
exportação e importação, bem como pagamento usando cartas de 
crédito ou outro método de pagamento (HINKELMAN, 2010).
Para algumas comercializações, circunstâncias especiais em 
diferentes países de origem e destino podem requerer documentos 
adicionais. Seguindo a análise, vamos conhecer categorias de 
documentos, documentos de transporte e documentos para pagamentos 
internacionais (HINKELMAN, 2010).
Os documentos para o comércio internacional têm várias categorias 
(HINKELMAN, 2010):
 • Documentos para transações: o documento chave para transação 
é a fatura comercial ou fatura. Esse documento é usado por todas 
as partes, para as transações contábeis e solicitações de reservas 
para o transporte. É também requerida para as formalidades de 
exportação e importação, além das formalidades bancárias e 
procedimentos de pagamento.
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 • Documentos de exportação: esses são os documentos requeridos 
pela aduana ou pela autoridade aduaneira de exportação do 
país de exportação e varia de país a país. Incluindo as licenças, 
permissões, declarações de exportação, certificados de inspeção, 
fatura comercial e as vezes os documentos de transporte.
 • Documentos de transporte: esses são os documentos utilizados 
com a empresa de transporte, marítimo, aéreo, rodoviário, ou pelo 
agente de carga.
 • Documentos para inspeções: esses documentos são geralmente 
usados para as inspeções feitos por terceiros, quando necessários 
são requeridos pelo comprador, que tem a finalidade de certificar a 
qualidade, quantidade do envio. Os documentos de inspeção são 
também emitidos para atender as demandas legais de exportação 
e importação 
 • Documentos para seguro: os documentos de seguro conferem 
a cobertura na carga, que pode ser validado com apólice ou 
certificado de seguro.
 • Documentos de pagamento ou bancários: os documentos 
bancários e documentos de pagamento, inclui carta de crédito, e 
suas adequações da carta de crédito, e outros documentos como 
contrato de transporte, fatura comercial, documentos de seguro, 
certificados de inspeção, entre outros.
Como os principais documentos na exportação, podemos elencar 
vários documentos com finalidades distintas no Brasil.
Para trânsito interno temos:
 • Nota Fiscal: documento emitido pelo vendedor com fins fiscais, em 
moeda nacional, de uso exclusivo interno, comum as operações 
que envolvem a movimentação de bens dentro do país. Deve 
indicar que se trata de mercadoria a ser exportada, conter o 
número do Registro de Exportação (RE) e o valor total da fatura 
comercial convertido para reais na taxa comercial de compra do 
dia anterior ao da sua emissão.
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Para fins de embarque temos:
 • Registro de Exportação (RE) habilita a saída da mercadoria do país, 
e é gerado no Siscomex.
 • Nota fiscal: a primeira via.
 • Fatura comercial: documento de cobrança emitido pelo exportador, 
com todos os detalhes da negociação. Deve acompanhar a 
mercadoria até o desembaraço no exterior.
 • Conhecimento de Embarque (via original): documento emitido, 
datado e assinado pela companhia responsável pelo transporte 
internacional, que informa o recebimento da carga, as condições 
de transporte e a obrigação de entrega da mercadoria ao 
destinatário legal, no local definido.
 • Romaneio de Embarque ou packing list: representa a relação dos 
itens expedidos, quantidade, qualidade, peso e descrição, sem 
menção do valor.
 • Manifesto Internacional de Carga (MIC): emitido pelo transportador 
em qualquer modalidade de transporte, um para cada local de 
embarque e para cada local de destino, informa os conhecimentos 
de embarque e origem-destino. Cargas perigosas requerem 
MIC específicos, separados das demais cargas. Nas operações 
terrestres entre os países do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, 
Chile, Paraguai, Peru e Uruguai) é conjugado com o trânsito 
aduaneiro formando o MIC/DTA, para o transporte rodoviário; e o 
TIF/DTA para ferroviário.
Outros documentos eventualmente necessários: 
 • Certificado de Origem: emitido visando o amparo de tarifas 
preferenciais.
 • Certificado Sanitário ou Fitossanitário: documento emitido pelo 
Ministério da Agricultura antes do embarque da mercadoria para 
exportação de alimentos in natura, para comprovar a salubridade 
e a qualidade de produtos de origem animal ou vegetal.
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Há documentos que são gerados no Siscomex:
 • Registro de Exportação (RE).
 • Registro de Exportação Simplificada (RES).
 • Registro de Venda (RV).
 • Registro de Operações de Crédito (RC).
 • Declaração de Despacho de Exportação (DDE).
 • Declaração Simplificada de Exportação (DSE).
 • Comprovante de Exportação (CE).
Temos documentos que servem para amparar as negociações 
junto ao banco:
 • Contrato de Câmbio: documento necessário para a troca de 
moeda estrangeira em nacional e vice-versa.
 • Fatura Comercial.
 • Conhecimento de Embarque.
 • Carta de Crédito ou Saque ou Cambial: título de crédito emitido no 
país do importador no idioma inglês.
 • Certificado ou Apólice de Seguro: se necessário for.
 • Fatura e ou Visto Consular: se necessário for.
 • Outros Certificados: origem animal, vegetal, técnico, de 
composição, entre outros.
Os documentos para fins fiscais e contábeis da empresa são:
 • Contrato de Câmbio.
 • Comprovante de Exportação (CE), emitido pelo Siscomex.
 • Nota Fiscal.
 • Certificado ou Apólice de Seguro.
 • Conhecimento de Embarque.
 • Fatura comercial.
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Detalhamento dos Documentos
A seguir, vamos conhecer os documentos que podem ser requeridos 
desde da fase inicial de negociação, até a venda e a entrega, seja no Brasil 
e no exterior (SEBRAE).
Fase de Negociação
A lista de documentos está dividida em três etapas: 
 • Fase de negociação.
 • Fase da remessa e entrega.
 • Itens necessários no Brasil.
Destaque-se que na fase de negociação com o potencial importador, 
utiliza-se a fatura proforma, quando confirmada, aplica-se então a fatura 
comercial (Sebrae).
Proforma Invoice ou Fatura Proforma
A fatura proforma é o documento que inicia a negociação, e com a 
evolução da negociação, o exportador emite para o importador a proforma 
invoice. Se necessário, o importador prepara a licença de importação, 
entre outras providências em seu país.
A fatura proforma é o mais usual,pois formaliza e confirma a 
negociação, desde que contenha o acordo do importador para as 
especificações contidas.
A fatura proforma é semelhante à fatura comercial, mas não gera 
obrigação de pagamento entre as partes, pois é tida como um orçamento. 
A emissão da fatura proforma deve ser emitida no idioma do país do 
importador ou em inglês.
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Embarque e Remessa
Os documentos empregados nessa fase têm validade internacional, 
e são requeridos tanto para embarque como para remessa ao importador.
Commercial Invoice ou Fatura Comercial
A fatura comercial ou commercial invoice é emitida pelo exportador 
após ter a confirmação da negociação com o importador. A validade da 
fatura comercial inicia quando a carga deixa oficialmente o país, ou seja, é 
embarcada em veículo de transporte internacional.
No país de destino, o importador necessita da fatura para 
desembaraçar a carga junto a autoridade aduaneira e seguindo as 
legislações de seu país. É um documento de grande importância e 
requerido pelas autoridades aduaneiras em todo mundo nas liberações 
de embarque e desembarque.
A fatura comercial tem caráter legal, sujeito à lei internacional, serve 
de instrumento legal da negociação entre vendedor e comprador, pois é o 
registro físico de uma negociação. Ela é sempre emitida no idioma do país 
importador ou no idioma inglês.
Packing List ou Romaneio
O packing list ou romaneio é também emitido pelo exportador 
para o embarque da mercadoria. Esse documento relaciona todos os 
volumes do envio, com seu respectivo conteúdo, descriminação do tipo 
de embalagem, peso líquido, peso bruto. Destaque-se que no packing list 
não há menção de valores da mercadoria. O packing list é solicitado para 
o desembaraço da carga
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Conhecimento de Embarque
O conhecimento de embarque é emitido pela companhia de 
transporte que efetuará o carregamento da carga. Nesse documento, 
têm as características da carga, tipo de embalagem, NCM, peso líquido 
e peso bruto, origem e destino. O conhecimento de transporte também 
tem valores como celebrar um contrato de prestação de serviço, com 
origem e destino especificados, as condições do transporte, confirma 
o recebimento da mercadoria, e também, a obrigação da entrega da 
mercadoria no destino estabelecido. Igualmente, atesta a posse das 
mercadorias, é um recibo das mercadorias, um contrato de entrega e um 
título de propriedade, configurando um título de crédito.
Em função do meio de transporte, o conhecimento de embarque 
tem denominações distintas como:
 • Conhecimento de transporte marítimo: B/L.
 • Conhecimento de transporte aéreo: AWB.
 • Conhecimento de transporte rodoviário: CRT.
 • Conhecimento de transporte ferroviário: TIF.
Certificado de Origem
O certificado de origem é um documento que o exportador 
providencia para atestar a origem da mercadoria que ele importou. O 
certificado de origem no país de destino tem a finalidade de isentar em 
termos de impostos de importação ou reduzi-los. Essa condição ocorre 
em detrimento de acordos comerciais selados entre os países, ou acordos 
comerciais regionais ou de blocos.
Em se tratando de exportações com destino aos países da Aladi e 
Mercosul, e que seguem as definições do Sistema Global de Preferências 
Comerciais (SGPC), os certificados de origem são emitidos pelas 
federações estaduais de comércio ou da indústria. No que diz respeito às 
exportações efetivadas no âmbito SGPC, a emissão dos certificados de 
origem é responsabilidade do Banco do Brasil, nas unidades que operam 
no comércio exterior.
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O certificado de origem tem sua emissão obrigatória em cada 
exportação realizada, pois cada certificado está relacionado a uma 
fatura comercial, que, por sua vez, representa uma transação comercial 
específica. Deve-se fazer atenção: mesmo que tenha mais de uma fatura 
do mesmo exportador para o mesmo importador, mesmo produto, 
mesmo assim, cada fatura deve ter seu respectivo certificado de origem. 
O exportador deve fornecer as entidades que emitem os certificados os 
dados para as emissões dos documentos.
Os certificados de Origem do Mercosul e da Aladi têm validade de 
180 dias, contando a partir da data de emissão pela instituição emissora.
Os certificados para as operações do Mercosul só podem ter 
emissão em até 10 dias úteis, contados a partir do embarque da 
mercadoria. A obrigação da emissão do certificado, para o importador, 
pode ocorrer mesmo quando não houver isenção ou redução de tributos 
de importação, mas pode estar vinculada a obrigações em termos de 
administrativos, sanitários, entre outras.
Apólice ou Certificado de Seguro de Transporte
Esse documento é requerido para a condição de venda que exige 
cobertura por apólice de seguro da mercadoria, quando por exemplo o 
Incoterms CIF é empregado. Com o seguro contratado pelo exportador 
antes do embarque, a companhia seguradora emite o certificado.
Carta de Crédito
Algumas operações comerciais são realizadas com a modalidade 
de pagamento carta de crédito. O importador solicita-a junto ao seu 
banco no país de origem, e a remete para o exportador, que após dar o 
aceite começa a ter seu prazo sendo contabilizado. O exportador precisa 
da carta de crédito para oficializar sua negociação junto ao seu banco. Se 
o banco emissor não tiver credibilidade no mercado, o exportador pode 
recusar a carta e solicitar uma carta de outro banco do mercado.
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Documentos Obrigatórios no Brasil
No Brasil, há certos documentos que são obrigatórios sua emissão 
e apresentação, são documentos internos para o respeito e a prática 
das leis vigentes para embarque, cobrança e devido registro nos órgãos 
intervenientes no comércio exterior no Brasil.
Registro de Exportação
A exportação tem seu registro em um documento eletrônico emitido 
e gerado pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), feito 
pelo exportador ou representante legal, seu despachante aduaneiro. O 
objetivo é o registro da operação para fins governamentais em termos 
comerciais, cambial, aduaneira e fiscal.
Nota Fiscal
A nota fiscal tem validade somente no Brasil, e é emitida após ter 
o RE validado. A NF deve acompanhar a mercadoria desde a saída do 
estabelecimento até o ambiente alfandegário para a liberação junto à 
Receita Federal do Brasil.
Comprovante de Exportação (CE)
É o documento oficial emitido pela Receita Federal do Brasil que 
comprova o efetivo embarque da mercadoria. O CE consubstancia a 
operação de exportação e tem força legal para fins administrativos, 
cambiais e fiscais. No caso especial de envio para o exterior de bagagens, 
encomendas, donativos e amostra sem valor comercial, até o limite de 
US$ 5 mil, o RE é dispensado e substituído pelo Despacho Sumário, 
registrado pelo servidor da RFB.
Contrato de Câmbio
Documento informatizado para coleta de informações, emitido pelo 
banco negociador de câmbio e que formaliza a troca de divisa estrangeira 
por moeda nacional.
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Contrato de Câmbio de Compra - Tipo 01
Documento que formaliza a troca de divisa estrangeira por moeda 
nacional. No âmbito externo, equivale à Nota Fiscal e tem validade a partir 
da data de saída da mercadoria do território nacional. Este documento é 
imprescindível para o importador liberar a mercadoria no país de destino.
SAIBA MAIS:
Quer se aprofundar no tema referente aos documentos? 
Recomendamos a leitura do artigo Documentos necessários 
para a empresa que deseja exportar, acesse clicando aqui.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Os desafios para atuar 
na área internacional vão desde um planejamento de 
uma rede logística, que atue em consonância com as 
demandas internas

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