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LOGÍSTICA REVERSA
Unidade 2
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
DIRETORA EDITORIAL 
ALESSANDRA FERREIRA
GERENTE EDITORIAL 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
PROJETO GRÁFICO 
TIAGO DA ROCHA
AUTORIA 
CAROLINA GALVÃO SARZEDAS
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Carolina Galvão Sarzedas
Olá. Sou formada em ciências biológicas, com mestrado 
e doutorado em Ciências e com experiência técnico-profissional 
na área de Meio Ambiente de mais de 18 anos. Minha formação 
acadêmica começou na UFRJ, onde me apaixonei pela ciência e 
pela educação. Tenho experiência tanto na área de orientação 
acadêmica quanto na produção de material didático para grandes 
empresas de educação. Por isso, fui convidada pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. 
Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Conte comigo!
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Responsabilidade Social ........................................................... 9
Definição ................................................................................................................ 9
Origem .................................................................................................................10
Princípios da RS ..................................................................................................11
Tipos de RS ........................................................................................................12
Responsabilidade Social na prática ...............................................................15
Ferramentas de avaliação de desenvolvimento 
sustentável .............................................................................. 19
Definição de desenvolvimento sustentável .................................................. 19
Sistemas indicadores de sustentabilidade ................................................... 20
Certificações ambientais ........................................................ 32
Selos ambientais ...............................................................................................32
Logística Reversa como estratégia competitiva ................. 45
Responsabilidade social e Logística Reversa nas empresas .................... 45
Vantagens competitivas alcançadas com o uso da LR ............................... 51
O futuro da LR no Brasil ...................................................................................52
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Você sabia que a Logística Reversa tem desempenhado 
um importante papel na indústria do consumo? Mas grande 
parte da conscientização da sociedade e das empresas parte do 
desenvolvimento da responsabilidade social, um processo que 
vem gerado resultados positivos e aumentando a parcela da 
população e das empresas interessadas em pensar no próximo e 
no desenvolvimento sustentável. Mas como medir se estamos no 
caminho certo para garantir a manutenção dos recursos naturais 
para o suprimento das gerações futuras? Devido à dificuldade 
de se medir o desenvolvimento sustentável, ao longo dos 
anos, ferramentas de avaliação vêm sendo aprimoradas. Uma 
boa maneira de avaliar a preocupação com a sobrevivência do 
planeta é o interesse cada vez maior das empresas em conseguir 
Certificações ambientais, de modo a provar aos consumidores 
suas ações ambientais além do lucro. Entendeu? Ao longo desta 
unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é 
auxiliar você no alcance dos seguintes objetivos de aprendizagem 
até o término desta etapa de estudos:
1. Definir responsabilidade social e seu papel nas 
instituições.
2. Apresentar algumas ferramentas de avaliação de 
desenvolvimento sustentável.
3. Descrever as certificações ambientais mais significativas.
4. Apontar o uso da Logística Reversa como estratégia 
competitiva.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Responsabilidade Social
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
entender como funciona a responsabilidade 
social. Isto será fundamental para que você 
entenda seu papel dentro das empresas e 
porque tem sido um importante diferencial de 
mercado. E então? Motivado para desenvolver 
esta competência? Então vamos lá!
Definição
Vamos iniciar entendendo o que é Responsabilidade 
Social (RS) e porque seu papel tem sido tão importante dentro 
das empresas atualmente. 
Podemos conceituar RS como sendo quando uma 
empresa assume, voluntariamente, seu papel na contribuição 
para um meio ambiente mais limpo e uma sociedade mais justa. 
RS pode ser compreendida em 2 níveis: 
 • Interno: está relacionado com todas as partes afetadas 
dentro da empresa, em especial, os funcionários.
 • Externo: está relacionado com as consequências das 
ações da empresa sobre a sociedade e o meio ambiente. 
Para uma empresa, ser socialmente responsável significa 
assumir que tudo que se faz pela organização atinge funcionários, 
consumidores, sociedade e meio ambiente, com geração de 
impactos internos e externos, diretos e indiretos. Por isso, a 
política da empresa e seus objetivos devem ser elaborados de 
acordo com estes impactos gerados. 
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O objetivo da RS vai além da geração de lucro e de 
benefícios para as pessoas internamente envolvidas, e deve ser 
expandido para o meio onde a empresa está inserida, de maneira 
a envolver medidas de melhoria de condições para a sociedade.
Então, percebemos que RS não tem a ver com leis e 
normas, e sim com padrões éticos de conduta, que se preocupam 
efetivamente com questões sociais e ambientais. 
Figura 1.1 - A responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável têm sido praticados 
em muitos países
Fonte: Freepik. 
Origem
As primeiras manifestações acerca da RS surgiram em 
1906, porém, foram consideradas de cunho socialista e não 
tiveram muito apoio. Somente a partir das décadas de 1950 e 
1960 que os EUA e a Europa, respectivamente, iniciaram seu 
interesse pelo tema, criando associações de profissionais e 
abrindo um novo campo de estudo. 
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A expansão da RS se deu a partir da mudança industrial 
e da globalização. Porque a partir daí, investidores, sociedade e 
empresas começaram a condenar os danos ambientais causados 
pelas atividades econômicas e a cobrar dos governantes e dos 
empresários, medidas de controle e vigilância apropriadas.
Princípios da RS
Um dos enfoques da RS é a visão socioeconômica, que 
defende a responsabilidade das empresas na promoção do bem-
estar social, sem ignorar a geração de empregos e a obtenção de 
lucros. 
Entre os seus princípios podemos citar:
 • Foco nos lucros de longo prazo;
 • Melhor imagem da empresa perante a sociedade;
 • Menor controle governamental para o negócio;
 • Promoção de melhor ambiente de trabalho para todos;
 • Incorporação de maiores obrigações sociais.
O que vem incorporado nesses princípios é a preocupação 
com o bem-estar tanto de funcionários, de colaboradores, 
quanto de outras empresas que contratam seus serviços ou 
compram seus produtos. Porém, é importante ressaltar que 
o valor incorporado tem que ser voluntário e genuíno, com o 
único interesse causar impacto positivo na sociedade como um 
todo. Lembrando sempre que uma empresa é uma comunidade 
constituída por pessoas: aquelas que trabalham, as que fornecem 
outros insumos e as que consomem. 
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Tipos de RS 
Responsabilidade Social Individual 
(RSI)
É definida como a responsabilidade que todos, enquanto 
indivíduos devem assumir, agindo de forma a preservar o bem-
estar da comunidade,em que estão inseridos. Pode ser expressa 
na forma de interesse com os acontecimentos da sociedade e a 
busca por tentar solucionar alguns problemas locais. 
A RSI não se caracteriza apenas com execução de 
trabalhos voluntários e doações às causas sociais, pois ser 
cordial com os vizinhos, fazer o descarte correto do seu lixo, de 
forma a agir e pensar no seu bem-estar e do outro, também é ter 
responsabilidade social.
Exemplos: Vários são os exemplos de RSI, como não 
consumir mais sacolas plásticas, deixar o carro na 
garagem alguns dias na semana, pesquisar melhor os 
candidatos das próximas eleições ou doar um pouco do 
seu tempo para atividades voluntárias.
Responsabilidade Socioambiental 
Está relacionada com práticas de preservação ambiental. 
Portanto, uma empresa responsável socioambientalmente 
precisa ter como um dos seus objetivos principais, a criação de 
políticas voltadas para o meio ambiente. 
O uso de papel reciclado nas empresas e o plantio de 
mudas e árvores são alguns exemplos de Responsabilidade 
Socioambiental. 
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Empresas de grande porte utilizam com mais frequência 
o conceito de Responsabilidade Social Corporativa, que engloba 
ações voltadas para as questões internas e o meio ambiente.
Responsabilidade Social Corporativa 
(RSC) 
É o conjunto de ações internas realizadas pelas empresas 
com o objetivo de beneficiar a educação, a economia, a saúde, a 
moradia, o transporte dos seus funcionários. 
A RSC precisa ser executada como parte da filosofia da 
empresa e deve guiar o princípio das suas operações, partindo do 
pressuposto que a empresa é responsável pelas consequências 
sociais de suas ações. 
É uma responsabilidade social que preza pela qualidade 
de vida dos funcionários e oferece um ambiente onde todas 
possam se desenvolver de maneira igual.
A garantia dos direitos trabalhistas, a manutenção do bem-
estar no ambiente de trabalho, a oportunidade de crescimento 
e o aprimoramento profissional, programas de treinamento são 
exemplos de responsabilidade social corporativa (RSC). 
Alguns benefícios para a empresa são vistos por meio dos 
resultados de programas sociais criados, pois proporcionam uma 
melhora da qualidade de vida dos funcionários e da sociedade, 
porém RSC não pode ser confundida com Responsabilidade 
Social Empresarial. 
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Responsabilidade Social Empresarial 
(RSE) 
A RSE objetiva tanto o bom ambiente interno da empresa 
quanto se preocupa com os impactos negativos gerados por ela 
na comunidade. Além disso, possui forte ligação com a gestão 
transparente, que valoriza a ética na relação com os funcionários 
e demais colaboradores. E ainda tenta minimizar os impactos 
ambientais negativos gerados pelas suas atividades. 
 Uma empresa com gestão transparente e ética, 
preocupada com a conservação da natureza, com a diminuição 
das desigualdades sociais e com o desenvolvimento sustentável 
é um exemplo de responsabilidade social empresarial (RSE).
A sociedade vem se interessando cada vez mais por 
consumir serviços e produtos de empresas que se preocupam 
com o bem-estar de seus funcionários e com o meio ambiente. 
Essas ações mostram que a empresa está comprometida em 
causar impactos positivos dentro e fora da empresa, que refletem 
segurança e confiança para consumidores, fornecedores e 
sociedade em geral. 
Então, podemos constatar que é bem vantajoso ser 
uma empresa socialmente responsável, pois com o aumento do 
reconhecimento e da reputação, as chances de atrair os melhores 
talentos do mercado tendem a crescer, tornando a empresa cada 
vez mais competitiva e mais lucrativa.
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Responsabilidade Social na 
prática 
Vimos até o momento as definições dos diferentes tipos 
de responsabilidade social, porém, na prática, como ser uma 
empresa socialmente responsável? 
Os consumidores querem ver atitudes responsáveis, 
como:
1. Uso de estratégias para redução do impacto ambiental: 
esse tipo de estudo tem sido muito utilizado pelas 
empresas.
Exemplo: A Amanco (empresa que fabrica tubos e 
conexões) trocou o solvente à base de tolueno para usar 
outras matérias-primas menos poluentes.
2. Promover a educação do seu público-alvo: promover 
educação financeira para a população. 
Exemplo: O banco Bradesco tem um projeto de educação 
financeira para pessoas carentes e ainda atua em 
parceria com a Fundação Amazônia Sustentável em 
ações socioambientais.
3. Desenvolver líderes ambientais: treinar seus próprios 
funcionários e colaboradores a se engajarem na 
mudança de atitude quanto às alterações climáticas no 
mundo. 
Exemplo: O banco HSBC criou em 2007, em parceria 
com a WWF-Brasil, um programa chamado Climate 
Partnership focado em 4 pontos estratégicos: pesquisa 
de biodiversidade em florestas tropicais, defesa dos 
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recursos hídricos, mitigação dos impactos causados pelo 
CO2 nas grandes metrópoles e engajamento das pessoas 
para a mudança de atitude dos indivíduos em todo o 
mundo.
SAIBA MAIS
Quer saber mais sobre o HSBC, a WWF-Brasil, 
água e mudanças climáticas: novos desafios, 
novas propostas? Leia o artigo a seguir, acesse.
 
1. Uso de produtos naturais: quanto menos processos 
e produtos químicos usados por nós, melhor será 
nossa saúde e o meio ambiente. A Natura está sempre 
investindo na capacitação de seus funcionários e na 
extração de produtos, de forma cada vez mais natural e 
com mínimo de danos ao meio ambiente.
Exemplo: A extração de murumuru (óleo extraído de 
uma planta nativa da Amazônia) era feita por famílias 
da região, a partir de queimadas de áreas da floresta. A 
Natura passou a orientar essas famílias a não extrair óleo 
dessa maneira, buscando a extração da matéria-prima 
sem necessidade de queimada. Essa ação preservou 
mais de 3 mil palmeiras de onde o produto é extraído. 
2. Voluntariado: incentivar funcionários a fazer visitas 
a crianças e idosos em casas de acolhimento, pois 
o desenvolvimento desse tipo de consciência nos 
funcionários promove o bem-estar desses indivíduos 
que, muitas vezes, necessitam de assistência. 
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3. Promover doações para instituições sociais: ajudar 
financeiramente alguma instituição pode desenvolver 
projetos de educação, saúde e bem-estar para 
comunidades carentes. Se a empresa não sabe como 
escolher uma instituição de confiança e credibilidade, 
pode procurar ONGs já engajadas na comunidade. 
Antes de doar, marque uma visita presencial ao local, 
pesquise seu histórico e suas ações na internet, de 
maneira a garantir a credibilidade da instituição e o 
destino das doações. 
Como dito anteriormente, a Responsabilidade Social 
deve fazer parte da filosofia das empresas e das pessoas. Ela não 
deve ser vista como uma ação obrigatória, que gera mais lucros e 
isenção de impostos. Para realizá-la são necessárias ações reais 
e significativas para ajudar a sociedade e o meio ambiente. 
SAIBA MAIS
Para saber um pouco mais sobre Responsabilidade 
Social, recomendamos a leitura do artigo “Tudo o 
que você precisa saber sobre responsabilidade 
social”. acesse.
 
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que Responsabilidade 
Social (RS) pode ser definida como o papel que 
uma empresa assume na contribuição para um 
meio ambiente mais limpo e uma sociedade 
mais justa. Além disso, ela pode ser dividida 
em dois níveis: interno (afeta principalmente 
os funcionários de uma empresa) e externo 
(relacionado com a sociedade e o meio ambiente). 
Uma empresa socialmente responsável é aquela 
que assume as consequências de suas ações e 
dos impactos gerados interna e externamente, 
cujo objetivo tem que ser pautado em melhorias 
para a sociedade. Vocêtambém aprendeu que os 
tipos de responsabilidade social são individual, 
socioambiental, corporativo e empresarial. Na 
prática, RS significa usar estratégias para reduzir 
o impacto ambiental, promover educação, 
desenvolver líderes ambientais, usar produtos 
naturais, fazer trabalho voluntário, promover 
doações, entre outros.
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Ferramentas de avaliação de 
desenvolvimento sustentável
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz de 
entender como funcionam algumas ferramentas 
de avaliação de desenvolvimento sustentável. 
Você irá perceber que não há unanimidade entre 
especialistas sobre o melhor método, porém 
cada um, com sua particularidade consegue 
analisar o nível de DS de uma empresa ou 
população. E então? Motivado para desenvolver 
esta competência? Vamos lá!
Definição de desenvolvimento 
sustentável
Primeiramente precisamos entender que desenvolvimento 
sustentável não é uma meta, mas um processo social que tem 
efeitos ambientais. A definição mais aceita e difundida é a de 
um sistema capaz de suprir as necessidades da geração atual, 
porém sem comprometer o suprimento de recursos naturais das 
gerações futuras.
Um sistema para ser sustentável precisa considerar 
o equilíbrio entre as esferas econômica, social, ambiental 
e institucional. Portanto, ele nada mais é do que um 
desenvolvimento econômico que planeja e reconhece a finitude 
dos recursos naturais. 
Porém, não podemos confundir desenvolvimento 
com crescimento econômico, pois esse último depende do 
consumo crescente de energia e de recursos naturais, tornando-
se insustentável no longo prazo devido ao esgotamento dos 
recursos naturais. 
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O desenvolvimento sustentável tem como fundamento 
a redução do uso de matérias-primas e produtos, e o aumento 
da reciclagem e da reutilização, sugerindo qualidade no lugar de 
quantidade. 
Alguns sistemas e ferramentas têm sido desenvolvidos 
com o intuito de avaliar o grau de sustentabilidade do 
desenvolvimento, porém algumas características teóricas e 
práticas ainda são desconhecidas.
Sistemas indicadores de 
sustentabilidade
Um dos grandes desafios da construção de um sistema de 
desenvolvimento sustentável é conseguir criar sistemas capazes 
de medi-lo. A partir da estruturação de um método, é possível 
avaliar desempenho e viabilizar uma gestão mais atualizada e 
responsável dos processos de serviços.
A ideia de medir desempenho sustentável se baseia na 
coleta de dados mensuráveis e rastreáveis das empresas que 
possam refletir seus principais aspectos. O maior desafio é 
compilar esses dados e transformá-los em informações acuradas, 
relevantes, robustas e viáveis em termos de custos. 
Nas últimas décadas foi desenvolvida uma variedade 
de métodos e iniciativas, das quais podemos citar: medidas 
de princípios de sustentabilidade, contabilidade sustentável, 
relatório de sustentabilidade, entre outras. Porém, alguns pontos 
precisam ser destacados em relação aos métodos acima: 
 • A falta de métodos para identificar aspectos 
relacionados aos processos de produção;
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 • A falta de um método que analise de forma integrada 
os diferentes indicadores de desempenho para medir a 
sustentabilidade de maneira agregada. 
IMPORTANTE
A maior parte dos especialistas da área de 
meio ambiente afirma que uma ferramenta 
de avaliação pode ajudar a transformar a 
preocupação com sustentabilidade em uma 
solução pública consistente.
A seguir vamos dar exemplos de algumas ferramentas e 
sua utilização: 
Dashborad of Sustentability (Painel de 
Sustentabilidade)
Segundo especialistas, o painel é uma ferramenta que 
pode ser utilizada para medir o grau de sustentabilidade do 
desenvolvimento de um local, a partir da análise de uma região 
específica, levando em consideração sua realidade ambiental e 
socioeconômica.
Sua apresentação visual são três conjuntos de indicadores 
de desenvolvimento sustentável, mostrando as dimensões 
primárias da sustentabilidade, levando em consideração a 
combinação das tendências econômicas, ambientais e sociais, 
fornecendo informações quantitativas e qualitativas sobre o 
processo em direção à sustentabilidade.
Grande parte dos indicadores trata de maneira separada 
as dimensões ambiental, social e econômica, enquanto que o 
Painel de Sustentabilidade trata da interação entre eles, trazendo 
termos mais próximos da realidade como resultado. 
Para os especialistas do International Institute for 
Sustainable Development que desenvolveram o sistema, os 
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indicadores são apresentações de medidas que compilam as 
características de um sistema ou que destacam seus pontos 
fracos e fortes. A simplificação de fenômenos complexos em 
várias esferas como social, médica, econômica e de organizações, 
oferece objetivos compatíveis com o desenvolvimento local. 
Esses indicadores facilitam as medidas e as transforma em dados 
numéricos indicativos de sustentabilidade. 
O Dashboard of Sustainability é um índice agregado 
de vários indicadores dentro de cada uma de suas dimensões 
(social, econômica, ambiental e institucional). Essa característica 
de agregação é necessária para que o sistema tenha credibilidade 
junto aos principais atores envolvidos no processo de tomada 
de decisão, desde a opinião pública até os especialistas da área. 
A partir do cálculo desses índices, deve-se obter o resultado de 
cada mostrador das dimensões. Uma função adicional calcula 
a média desses mostradores para que se possa chegar a um 
índice de sustentabilidade global (SDI). Se o objetivo for avaliar o 
processo decisório, calcula-se um índice de performance política 
(PPI).
Ecological Footprint Method (Pegada 
Ecológica)
A Pegada Ecológica é um processo de avaliação que 
reforça a visão de dependência entre a sociedade humana e o 
ecossistema. É uma técnica tanto analítica quanto educacional, 
que analisa não só a sustentabilidade das atividades humanas 
como também contribui para a conscientização da sociedade a 
respeito dos problemas ambientais.
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Figura 2.1 - Pegada Ecológica
Fonte: Freepik. 
Segundo seus desenvolvedores, a Pegada Ecológica é 
uma ferramenta que transforma o consumo de matéria-prima e o 
aproveitamento de dejetos de uma população ou de um sistema 
econômico, em área correspondente de terra ou água produtiva, 
tendo como resultado a medida de uma área de ecossistema 
necessária para a sobrevivência de um sistema ou população. 
NOTA
A Pegada Ecológica representa a apropriação de 
uma determinada população sobre a capacidade 
de carga do sistema total.
O método não define a quantidade de pessoas que 
uma determinada área suporta, mas faz o inverso, calcula a 
área necessária para que a referida população ou um sistema 
econômico sobreviva sem prazo definido, com essa área 
fornecendo energia e recursos naturais, tendo a capacidade de 
absorver os resíduos ou dejetos do sistema. 
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Porém, precisamos nos ater a um detalhe: a espécie 
humana tem a capacidade de aumentar sua ocupação, uma vez 
que utiliza métodos tecnológicos, elimina espécies concorrentes, 
importa os recursos que faltam, entre outros. 
Segundo especialistas da ferramenta, se nosso objetivo 
for realmente viver de maneira sustentável, precisamos assegurar 
que os produtos e processos da natureza sejam usados de 
modo que tenham tempo de se regenerar, porém os mesmos 
especialistas admitem que a abrangência do método é limitada, 
uma vez que usa somente uma parcela da realidade. 
Figura 2.2 - Viver de maneira sustentável
Fonte: Freepik. 
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System of Assessment Method - SAM 
(Barômetro da Sustentabilidade)
O SAM é um método que avalia as condições humanas e 
ambientais, cujo progresso se dá em direção ao desenvolvimento 
sustentável, uma vez que é uma combinação do bem-estar 
humano com o ecossistema.Seu uso é destinado a agências do governo, ONGs e 
pessoas envolvidas em questões relativas ao desenvolvimento 
sustentável. 
O uso dessa ferramenta se inicia com a definição do 
sistema e da meta e, a partir daí, é feita a escolha de indicadores 
através de um método hierarquizado para chegar aos indicadores 
mensuráveis e seus critérios de performance. 
A informação é organizada nos seguintes subsistemas: 
humano e ecossistema, podendo ser ambientais, sociais, 
econômicos e institucionais. 
Primeiro, decide-se os objetivos para os subsistemas e 
para os elementos, assim como os critérios de desempenho para 
os indicadores. Depois, elementos-chave de cada dimensão são 
identificados. 
Parece vago, porém é uma metodologia flexível por não 
possuir um número fixo de indicadores na sua composição. A 
escolha é feita por analistas de acordo com a possibilidade de 
construção de escalas de desempenho, da área de estudo e da 
disponibilidade de informações.
Sua aplicação é ampla, podendo variar desde uma escala 
local até uma escala global, de forma a permitir comparações de 
diferentes locais. 
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Os indicadores podem ser: número de carros por 
habitantes, produção de pescado, consumo industrial de 
substâncias destruidoras da camada de ozônio, porcentagem de 
áreas protegidas, porcentagem do lixo urbano coletado e muitos 
outros.
Por se tratar de uma combinação de indicadores, 
o Barômetro mostra seus resultados através de índices 
representados em um gráfico, e quanto maior o número de 
indicadores, maior será o número de sinais observados. 
A escala de desempenho para cada indicador é dividida 
em cinco intervalos que representam condições que variam de 
sustentável a insustentável. 
O Barômetro de Sustentabilidade corresponde a uma 
escala de cinco faixas que marcam a medida do indicador. A 
hierarquia do sistema assegura que um grupo de indicadores 
confiáveis retrate de forma adequada o estado do meio ambiente 
e da sociedade. 
NOTA
Um indicador isolado não fornece um retrato 
da situação como um todo, pois é preciso uma 
combinação de indicadores para se obter uma 
visão geral do estado, da sociedade e do meio 
ambiente.
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Figura 2.3 - Exemplo de gráfico do Barômetro da Sustentabilidade
Fonte: Kronemberger (2013).
É uma maneira lógica de transformar conceitos gerais 
de bem-estar, progresso e desenvolvimento sustentável em um 
grupo concreto de condições humanas e ecológicas. 
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Adaptação do Método de Análise de 
processo (MAP)
O MAP foi desenvolvido para produzir um conjunto 
de indicadores de sustentabilidade que sejam objetivos, 
compreensivos e relevantes para o alvo da operação do negócio 
(uma empresa, um empreendimento ou uma atividade). 
Possui metodologia baseada na análise de processos que 
compreende a operação de negócios a ser avaliada, expondo 
relações de “causa e efeito”.
Como assim?
Primeiro, o método começa com uma grande e profunda 
revisão da operação do negócio, quando se identificam 
prioridades como desenvolvimento econômico, proteção e 
melhoria do meio ambiente, desenvolvimento social, bem-estar 
humano, entre outros. No próximo passo se define a fronteira 
do sistema, regido por escalas temporais (período sobre o qual 
os impactos das operações de negócios são considerados) e 
espaciais (tamanho físico do sistema). 
A empresa gera efeitos em domínios de sustentabilidade 
que podem ser identificados como social, ambiental e econômico 
e podem ser vistos como uma reserva de valor (capital). 
Uma avaliação dos efeitos das atividades de negócio em 
cada tipo de capital será o segundo elemento do Quadro de 
Sustentabilidade. 
NOTA
Efeitos são “questões” significativas para o 
processo de negócio.
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Os problemas que serão descritos pelos indicadores 
precisam, de fato, cobrir a extensão e a natureza do impacto que 
será gerado. 
O elemento final no Quadro de Sustentabilidade será 
a escolha das métricas (medem a magnitude do impacto 
causado) que darão um valor para cada indicador. 
Figura 2.4: Esquema do MAP
I. Visão geral
Perspectivas do Negócio
III. Fronteira do Sistema
1. Os Domínios de Sustentabilidade e 
Reservas de Capital de Valor
2. Geradores de Impacto Interno
3. Receptores de Impacto Externo
4. Questões associadas com impacto de 
Receptores de Impactos Externos
5. Indicadores
6. Métricas
V. Verificação/Modificação
Indicadores e Métricas para uso
II. Definição de Sustentabilidade
IV. Quadro de Sustentabilidade
Fonte: Chee Tahir e Darton (2010).
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Esse método é simples e bem estruturado, podendo ser 
adaptado para diversas atividades como um bom avaliador de 
desempenho em sustentabilidade, permitindo a produção de 
relatórios mais precisos e periódicos. 
Muitos outros métodos e ferramentas de avaliação podem 
ser usados para calcular o desenvolvimento sustentável, porém 
os citados aqui possuem grande abrangência e possibilidades de 
adaptações para diversos sistemas de negócios.
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos 
a leitura do artigo “Análise dos indicadores de 
sustentabilidade do Brasil, segundo o Painel 
de Sustentabilidade do IISD e IBGE”, que 
mostra, na prática, como usar avaliadores de 
sustentabilidade. Para lê-lo, acessei. 
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2009_TN_STO_112_737_13241.pdf
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RESUMINDO
 E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para 
termos certeza de que você realmente entendeu 
o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Primeiro, precisamos entender 
que desenvolvimento sustentável não pode ser 
considerado uma meta, mas um processo social 
que tem efeitos ambientais, e para sua avaliação 
e análise, alguns sistemas e ferramentas têm 
sido desenvolvidos ao longo do tempo, com o 
intuito de avaliar o grau de sustentabilidade 
do desenvolvimento. Algumas ferramentas e 
seu uso: 1) Painel de Sustentabilidade: uma 
ferramenta utilizada para medir o grau de 
sustentabilidade do desenvolvimento de 
um local a partir da análise de uma região 
específica, levando em consideração sua 
realidade ambiental e socioeconômico. 2) 
Pegada Ecológica: uma técnica tanto analítica 
quanto educacional, que analisa não só a 
sustentabilidade das atividades humanas como 
também contribui para a conscientização da 
sociedade a respeito dos problemas ambientais. 
3) Barômetro da Sustentabilidade (SAM): método 
que avalia as condições humanas e ambientais e 
o seu progresso em direção ao desenvolvimento 
sustentável, uma vez que é uma combinação 
do bem-estar humano com o ecossistema. 4) 
MAP: possui metodologia baseada na análise 
de processos que compreende a operação de 
negócios a ser avaliada expondo relações de 
“causa e efeito”.
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Certificações ambientais
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
identificar os principais certificados ambientais, 
os quais garantem que determinado produto está 
de acordo com as normas ambientais. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? 
Vamos lá!
Selos ambientais 
Os selos ambientais são uma garantia de que certo 
produto está em conformidade com o meio ambiente e foi 
produzido de maneira sustentável. Esses selos, de certa forma, 
garantem aos consumidores que o referido produto ou serviço 
possui maior responsabilidade socioambiental e que busca 
minimizar os impactos ambientais. 
Figura 3.1 – Ferramenta visual
Fonte: Freepik. 
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A presença do selo serve como ferramenta visual de 
comunicação entre consumidores, vendedores e produtores, 
pois passa importantes informações sobre critérios de 
produção e aumenta a confiança de quem se preocupa com a 
sustentabilidade. 
Há inúmeros selos e certificações no mercado, e cada 
um deles diz respeito a um público diferente.A seguir vamos 
conhecer alguns: 
International Organization of 
Standardization ou Organização 
Internacional para Padronização (ISO) 
A ISO é uma entidade cujo objetivo é aprovar normas 
internacionais em todos os campos técnicos, como por exemplo: 
classificação de países, normas de procedimentos e processos e 
normas técnicas. No Brasil, a ISO é representada pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A ISO 14.000 é a “família” de certificações ambientais mais 
difundidas e conhecidas, pois aborda vários aspectos de gestão 
ambiental. 
Exemplo: ISO 14001:2004 fornece requisitos para um 
Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e ISO 14004:2004 
fornece orientações gerais para um SGA.
As demais normas e orientações da família 14000 
direcionam aspectos como: avaliação de desempenho, rotulagem, 
análise de ciclo de vida, de comunicação e de auditoria. 
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A ISO 14001:2004 pode ser implementada por uma 
grande variedade de organizações independente do seu nível 
de maturidade de gestão ambiental, pois a referida norma 
não estabelece níveis de desempenho ambiental que já é 
implementada por outra ISO.
Figura 3.2 - Símbolo da Organização Internacional para Padronização (ISO)
Fonte: Pixabay. 
Rótulo ecológico
Restabelecido pela ABNT, o programa Selo Verde é uma 
certificação colocada no produto, que atesta quais os produtos e 
serviços são mais “amigos” do meio ambiente.
É uma metodologia voluntária de rotulagem e certificação 
de desempenho cujo objetivo é dar informações sobre quais 
produtos são menos agressivos ao meio ambiente. 
As empresas interessadas devem solicitar o selo, 
preenchendo um formulário próprio e o enviando por email.
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Figura 3.3 - Selo Rótulo Ecológico ABNT
Fonte: Portal da Sustentalibilidade. 
Programa Carbon Free ou Carbono 
Livre
É um selo que serve para empresas que contabilizam e 
compensam suas emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) por 
meio da Iniciativa Verde. 
A ONG responsável calcula qual é o seu potencial de 
emissão de carbono e indica uma maneira compensatória de 
neutralizar a emissão. 
Uma maneira compensatória é o plantio de árvores 
nativas da Mata Atlântica em áreas de preservação permanente 
(APP).
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Figura 3.4 - O selo Carbon Free tem sido largamente utilizado pelas empresas
Fonte: Freepik. 
Conselho Brasileiro de Manejo 
Florestal
O selo dessa certificação com certeza já foi visto por você 
em pacotes de papéis para impressão.
Esta certificação também é voluntária e seu processo 
começa com uma organização independente (certificadora) 
realizando uma vistoria em um empreendimento florestal, de 
maneira a atestar o cumprimento das questões ambientais, 
econômicas e sociais pertencentes aos Princípios e Critérios do 
Conselho de Manejo Florestal (FSC).
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Depois, podemos resumir o processo em macro etapas: 
Contato inicial: a operação florestal entra em contato 
com a certificadora.
Avaliação: análise geral do manejo, da documentação e da 
avaliação de campo com o objetivo de preparar a operação para 
receber a certificação. Nessa fase são realizadas as consultas 
públicas, quando os grupos de interesse podem se manifestar.
Adequação: após a etapa de avaliação, a operação 
florestal deve adequar as não conformidades (se houver).
Certificação da operação: a operação florestal recebe a 
certificação. Nessa etapa, a certificadora elabora e disponibiliza 
um resumo público.
Monitoramento anual: após a certificação, a certificadora 
realiza pelo menos um monitoramento da operação ao ano. 
IMPORTANTE
O FSC Brasileiro não emite certificado, pois 
quem faz isso são as certificadoras que avaliam 
as operações de manejo florestal para conceder 
ou não o direito de usar o selo FSC nos produtos. 
Também cabe às certificadoras a auditoria 
nas operações certificadas e a precificação e 
cobrança por seu serviço.
O uso do selo do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal 
requer a obediência a 10 critérios e princípios:
1. Obediência às leis e aos princípios do FSC;
2. Responsabilidades e direitos de posse e uso da terra;
3. Direitos dos povos indígenas;
4. Relações comunitárias e direitos dos trabalhadores;
5. Benefícios da floresta;
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6. Impacto ambiental;
7. Plano de manejo;
8. Monitoramento e avaliação;
9. Manutenção de florestas de alto valor de conservação;
10. Plantações.
Selo verde do CNDA
O Conselho Nacional de Defesa Ambiental (CNDA) 
oferece uma “ecoetiqueta” que atesta a qualidade ecológica, 
socioambiental, do produto ou serviço que tenha o apoio da 
sociedade civil. 
Para obter o selo, as empresas precisam comprovar 
periodicamente, por meio de laudos técnicos, que o ciclo de vida 
de seus produtos são sustentáveis e “amigáveis” para todos os 
seres vivos do planeta. 
Os produtos oferecidos pelas empresas que desejam o 
selo não podem prejudicar a vida nem utilizar recursos naturais 
de forma desenfreada, obedecendo às exigências e normas 
internacionais de proteção ambiental.
As ecoetiquetas do CNDA são instrumentos importantes 
do mercado verde, servem para premiar esforços de ajustamento 
de conduta e participações em campanhas de apoio a movimentos 
socioambientais.
Algumas variações do selo verde são: o selo de empresa 
amiga do meio ambiente ou selo amigo do paciente, porém 
esses possuem requisitos mais brandos do que os necessários 
para a outorga do selo verde, uma vez que expressam apenas 
a vontade do ajustamento de conduta ou a influência benéfica 
sobre terceiros. 
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 Os selos CNDA são conhecidos como: Green Label, Green 
Seal, entre outros nomes. 
ECOCERT
É uma cerificação para produtos orgânicos.
A ECOCERT possui reputação internacional e a confiança 
da indústria e dos consumidores de produtos orgânicos, além 
de muitas acreditações e, por isso, é aceito na maior parte dos 
mercados.
Parte da confiança vem do apoio que a ECOCERT dá aos 
seus clientes, especialmente quanto ao cumprimento regras da 
agricultura orgânica. 
NOTA
Na União Europeia, a ECOCERT apoia a obtenção 
da permissão de importação, pelos importadores.
Para se obter a certificação, a ECOCERT dispõe de 
procedimentos claros e de fácil compreensão que são executados 
por inspetores e administradores qualificados. 
Os orçamentos para a certificação são avaliados pelo 
tempo gasto com o projeto e custos, como análises de laboratório. 
Portanto, a ECOCERT não cobra porcentagem em cima dos 
produtos comercializados nem pelo uso do logotipo. 
A ECOCERT emite certificações diferentes como: 
 • Certificação de produtos orgânicos;
 • Eco-produtos;
 • Cosméticos orgânicos e naturais;
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 • Comércio justo (ESR Brasil);
 • Selos vegetarianos (SVB);
 • Bem-estar animal (Humane Certified Brasil);
 • Certificação sócio-ambiental;
 • Atestado de insumo.
IBD
IBD também é um selo para produtos orgânicos que atua 
no Brasil e na América do Sul. 
Ele stá fundamentado em princípios humanistas, de 
maneira a incentivar o comprometimento social dos projetos 
certificados e a legislação ambiental para promover a recuperação 
e a conservação do meio ambiente. 
O IBD possui quatro acreditações internacionais: 
 • IFOAM: Federação Internacional de Movimentos de 
Agricultura Orgânica, acreditação da maior rigidez para 
certificadoras de produtos orgânicos.
 • DAR (Deutsche Akkreditierungsrat): órgão com alta 
competência de credenciamento de certificadoras da 
Alemanha, que garante aos produtos certificados IBD 
acesso a todos os países da Comunidade Europeia. 
O DAR verifica se o IBD aplica as Normas ISO 65 para 
certificadoras no âmbito do regulamento orgânico CE 
834/2007. 
 • USDA (United States Department of Agriculture) que 
garante aos produtos certificados IBD acesso ao 
mercado norte-americano.
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 • Demeter International:garante a certificação de produtos 
biodinâmicos com a marca DEMETER. 
 • Para conseguir a certificação IBD é necessário: 
 • Desintoxicar o solo;
 • Não utilizar adubos químicos e agrotóxicos;
 • Atender às normas ambientais do Código Florestal 
Brasileiro;
 • Recompor matas ciliares, preservar espécies nativas e 
mananciais;
 • Respeitar as normas sociais baseadas nos acordos 
internacionais do trabalho;
 • Respeitar o bem-estar animal;
 • Desenvolver projetos sociais e de preservação 
ambiental.
Figura 3.5 - Selo de certificações IBD
Fonte: IBD Certificações. 
O selo da IBD a seguir é específico para a agricultura. 
Para obtê-lo, o agricultor precisa seguir uma série de 
pré-requisitos na sua forma de produção, garantindo que o 
produto não possua nenhuma intervenção química como o uso 
de agrotóxicos e fertilizantes artificiais.
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Figura 3.6 - Selo IBD para agricultura
Fonte: IBD Certificações. 
Selo PROCEL
Diferente dos outros apresentados até agora, o selo 
PROCEL promove o uso racional de energia elétrica e eficiente 
dos recursos naturais nas edificações, para reduzir os impactos 
negativos ao meio ambiente e reduzindo o desperdício.
IMPORTANTE
Estima-se um potencial de redução do consumo 
de energia elétrica em 50% para novas edificações 
e de 30% para aquelas que promoverem reformas 
que contemplem os conceitos de eficiência 
energética em edificações.
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Selo EURECICLO de Logística Reversa
Além de ser exigência da legislação, as certificações 
relacionadas com a Logística Reversa funcionam como um 
instrumento ambiental. 
O objetivo do Selo EURECICLO é a promoção de reciclagem 
com responsabilidade social, pois através da compensação 
ambiental, conecta marcas de bens de consumo aos recicladores. 
Como funciona: 
 • Realiza-se a ponte entre as cooperativas de reciclagem e 
as empresas, cuja conexão permite a venda de créditos 
de reciclagem.
 • Créditos de reciclagem comprovam que a empresa está 
pagando pela reciclagem da mesma quantidade de 
resíduos colocadas no mercado.
 • A comprovação é realizada pela apresentação de Notas 
Fiscais que são verificadas na Receita Federal.
 • A confiabilidade do sistema é dada pela plataforma 
tecnológica de rastreio das Notas Fiscais, pelos 
relatórios de compensação ambiental gerados e pela 
proteção jurídica em relação à Política Nacional de 
Resíduos Sólidos (PNRS).
 • Assim, as empresas recebem o selo, o qual é inserido 
em suas embalagens para informar ao consumidor 
o engajamento com a reciclagem e o certificado que 
comprova sua adequação à PNRS. 
Dessa forma, busca-se alcançar a missão de levar a 
sustentabilidade financeira e desenvolvimento para o setor de 
reciclagem do Brasil.
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SAIBA MAIS
Quer se aprofundar nesse tema? Recomendamos 
o acesso e consulta ao site “Eu reciclo”, acesse.
 
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
desse capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Vimos que os selos ambientais são uma garantia 
de que certo produto está em conformidade com 
o meio ambiente e foi produzido de maneira 
sustentável, o que garante aos consumidores 
que o referido produto ou serviço possui 
maior responsabilidade socioambiental e que 
busca minimizar os impactos ambientais. Há 
inúmeros selos e certificações no mercado como: 
Organização Internacional de Padronização 
(ISO), Rótulo Ecológico, Programa Carbono Livre, 
Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC), Selo 
verde do Conselho Nacional de Defesa Ambiental 
(CNDA), ECOCERT, IBD, Selo ORGÂNICO, Selo 
PROCEL e EURECICLO. Todos possuem a missão 
de informar ao consumidor o compromisso da 
empresa ou do produtor com a responsabilidade 
social e o desenvolvimento sustentável.
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Logística Reversa como 
estratégia competitiva 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você será capaz 
de entender que a logística reversa pode ser 
um grande aliado para a competitividade 
entre as empresas. Ser socioambientalmente 
responsável, além de melhorar a sociedade como 
um todo, atrai consumidores interessados em 
produtos ou serviços de empresas preocupadas 
com o meio ambiente. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Vamos lá!
Responsabilidade social e 
Logística Reversa nas empresas 
Geralmente é descrita como a integração voluntária de 
preocupações ambientais e sociais em suas operações. Esse 
comportamento tem importante conotação se levarmos em conta 
o ambiente altamente competitivo das empresas, que precisam 
satisfazer interesses diferentes advindos dos funcionários, 
consumidores, fornecedores, governo, entre outros. 
No panorama atual, vemos um aumento da competição 
entre as empresas. E o que fazer para ser mais competitivo e sair 
na frente? Podemos citar os seguintes fatores responsáveis por 
diferenciar uma empresa: 
 • A aplicação da LR proporciona benefícios ambientais 
que contribuem para o ganho de competitividade das 
empresas, passando a imagem de serem socialmente 
responsáveis.
 • A rentabilidade da empresa é refletida na redução de 
custos e na política liberal de retorno.
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 • A utilização da LR oferece uma diferenciação 
estratégica na imagem corporativa, mostrando que um 
posicionamento como empresa cidadã e aumentando 
o valor da sua marca e dos seus produtos no mercado. 
O diferencial competitivo vai acontecer com a inclusão 
de variáveis ambientais, associadas a econômicas e sociais. O 
desenvolvimento da responsabilidade social nas empresas vem 
colaborando para que alcancem um desempenho sustentável, 
tornando-o um importante avaliador da proatividade. 
Figura 4.1 - Área de atuação da LR
Fonte: Pixabay. 
Dentro da logística empresarial, a LR é responsável por 
planejar, operar e controlar os fluxos reversos de matérias-
primas, produtos acabados e estoque, de modo a gerar valor ou 
destinar corretamente seus resíduos. O objetivo nesse caso é 
satisfazer os interesses estratégicos da empresa e atender todos 
os agentes envolvidos no processo de LR.
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A seguir, vamos resumir os principais indicadores de 
sucesso encontrados nos programas de LR das empresas:
Área financeira 
 • Indicadores econômico-financeiros (liquidez, atividade, 
lucratividade e endividamento):
A LR pode ser uma atividade atrativa para muitas 
empresas, não só pelo valor ambiental, mas também pelo retorno 
de algum recurso financeiro a partir dos produtos e resíduos que 
voltam para a empresa. 
 • Acionista:
As vantagens concretas para os acionistas vêm 
da confiabilidade de instituições financeiras em conceder 
empréstimos para empresas que geram valor social e ambiental. 
Práticas de responsabilidade social elevam o valor da empresa 
no mercado, tornando-as mais atrativas. 
O valor do acionista ainda pode ser analisado pelo 
resultado agregado de uma série de fatores, dentre os quais: 
 • Eficiência operacional.
 • Eficiência financeira.
 • Crescimento rentável.
 • Racionalização do capital.
 • Acesso ao capital: 
O uso da LR como meio de melhorar a imagem de uma 
empresa é uma prática comum e gera aumento do valor da 
marca e da reputação, colocando-a no mercado das empresas 
sociamente responsáveis. Instituições financeiras, no momento 
de conceder empréstimos ou realizar investimentos, fazem uso 
de listas de verificação de caráter social e ambiental. 
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IMPORTANTE
Bovespa criou um Índice de Sustentabilidade 
Empresarial (ISE) que integra as dimensões 
econômica, social e ambiental e que pode ser 
utilizado para avaliar investimentos.
Com isso, as empresas vão se conscientizando de que 
investir em Responsabilidade Social traz impactos econômicos 
que podem ser traduzidos em efeitos:
Diretos: relacionados com aspectos internos como 
proteçãoao meio ambiente, aumento de produtividade, 
aproveitamento adequado de recursos naturais, melhor 
organização do trabalho, entre outros.
Indiretos: aumento de investimentos e possibilidades de 
financiamento e grande atenção dos consumidores na marca, 
aumentando a possibilidade de mercado.
Área de vendas e marketing 
 • Atração de retenção de clientes
Também chamado de Fidelização de Clientes, é um 
indicador fácil de ser medido através de pesquisas de satisfação 
e estatísticas. Realizar atividades de qualidade no sentido 
ambiental e social é uma vantagem competitiva que resulta em 
estabelecimento de relações mais fortes e duradouras com os 
clientes.
A LR se destaca como atividade competitiva, pois agrega 
valor ao produto e fornece ao consumidor informações que vão 
além da compra, como o destino dos resíduos gerados.
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 • Valor da marca e reputação
Esse indicador está diretamente relacionando com a 
valorização da imagem e da reputação da empresa.
Atualmente há muita semelhança entre os produtos 
vendidos no mercado, o que gera no marketing a responsabilidade 
de estabelecer uma posição única para seus produtos, seja em 
ações diretas vinculadas aos produtos, seja indireta através 
de associações positivas vinculadas a eles, em que o aspecto 
ambiental vem sendo muito valorizado na hora do consumidor 
concretizar sua compra. 
Área de operações 
 • Eficiência operacional
Podemos definir eficiência operacional como a capacidade 
de produzir resultados (produtividade) com o mínimo de esforço 
e recurso (custos). 
O uso da LR gera ganhos na competitividade e na 
economia, a partir do uso de componentes e materiais reciclados.
 • Licença para operar
Refere-se ao nível de aceitação da companhia pelas 
partes interessadas como governos, políticos, comunidade local, 
público geral (pode incluir a licença obrigatória por legislação).
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Área de desenvolvimento 
 • Inovação
O investimento em inovação é muito importante para a 
estruturação dos canais reversos, trazendo a possibilidade de 
aproveitar melhor os recursos a serem reciclados. 
IMPORTANTE
A tecnologia é um fator necessário para garantir 
as condições essenciais no estabelecimento dos 
fluxos reversos de pós-consumo.
Área de recursos humanos 
 • Capital Intelectual e Humano
Talvez o capital humano seja o fator mais importante para 
a sobrevivência e a renovação da empresa em todos os níveis de 
atividade. O investimento em capital humano inclui:
 • Participação nos lucros e no capital da empresa.
 • Possibilidade de crescimento profissional.
 • Oferecimento de cursos e capacitações.
 • Respeito a empregabilidade.
 • Entre outros.
NOTA
Na Europa, o investimento no capital intelectual 
e humano rende benefícios econômicos e sociais.
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Vantagens competitivas 
alcançadas com o uso da LR
 • Diferenciação da Imagem Corporativa
A empresa se posiciona como empresa cidadã, de forma 
a agregar valor a sua marca e a seus produtos. 
 • Razões Competitivas
Uso de estratégias que diminuam as barreiras no 
momento da troca dos produtos e no retorno dos resíduos, 
desenvolvendo um atendimento diferenciado e fidelizando seus 
clientes. 
 • Restrições Ambientais
Avanço das legislações ambientais no sentido de 
responsabilizar as empresas por todo o ciclo de vida dos 
seus produtos, de forma a colaborar com o desenvolvimento 
sustentável.
 • Redução de Custos
As empresas têm obtido ganhos consideráveis com a 
produção de matérias-primas a partir de produtos reciclados 
e com o retorno de embalagens retornáveis, o que melhora os 
processos da LR e reduz custos.
A Logística Reversa deve ser concebida como uma 
ferramenta de uma proposta de produção e consumo 
sustentáveis.
Em muitas empresas, o uso da LR se transformou em 
um meio de recuperar produtos que antes seriam jogados na 
natureza, agregando um valor próprio a eles ou criando um novo 
produto.
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E ainda, muitas empresas têm feito recuperação de 
produtos pós-consumo, distribuindo pontos de coleta pelas 
cidades e cooperando com organizações que geram emprego 
e renda com a venda de sucata e material reciclado. Essa ação 
tem finalidade financeira, econômica e ainda reduz o impacto 
ambiental. 
NOTA
No mundo atual, praticar a responsabilidade 
social é tão importante na diferenciação de uma 
marca quanto a qualidade do produto ou serviço 
oferecido. Marcas socialmente responsáveis e 
que aplicam a LR criam uma imagem positiva 
para os indicadores de sucesso empresarial. 
O futuro da LR no Brasil
Assim como na Europa, as empresas brasileiras vêm se 
engajando cada vez mais na luta contra a geração de resíduos, 
estimulando a adoção de práticas mais conscientes, desde o 
momento da criação de embalagens menos poluidoras até 
ações desenvolvidas pelo setor de marketing com objetivo de 
conscientizar o público-alvo. 
Com o aumento do compromisso das empresas na LR 
de embalagens em geral, tornou-se importante a apresentação 
de certificados com base em notas fiscais, para comprovar que 
a empresa realmente reciclou os materiais que compõem seus 
produtos. 
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Podemos tomar como exemplo o Selo EURECICLO, que 
adequa as empresas dentro da Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS) e certifica todo o processo descrito anteriormente, 
funcionando como um facilitador. O selo foi idealizado para 
solucionar problemas com a destinação final de embalagens 
geradas pelas empresas e a com a marginalização dos catadores 
de material reciclado. 
“A plataforma rastreia a reciclagem da cadeia pós-
consumo. Esse serviço é vendido para as empresas em forma 
de um certificado de logística reversa, comprovando que elas 
atingiram a meta de 22% das embalagens recicladas” (EURECICLO, 
on-line).
O selo foi criado para informar aos consumidores que as 
empresas cujos produtos eles consomem estão regularizadas, 
gerando movimento e conscientização sobre a questão ambiental. 
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre o selo EURECICLO, visite o 
site, acesse. 
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? 
Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para 
termos certeza de que você realmente entendeu 
o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos sobre responsabilidade social 
e logística reversa, usadas para aumentar a 
competitividade entre as empresas. Podemos 
definir ambas como a integração voluntária 
de preocupações ambientais e sociais em suas 
operações. Eis os seguintes fatores responsáveis 
por diferenciar uma empresa: 
1) A aplicação da LR proporciona benefícios 
ambientais que contribuem para o ganho de 
competitividade das empresas.
2) A rentabilidade da empresa é refletida na 
redução de custos e na política liberal de retorno.
3) A utilização da LR oferece uma diferenciação 
estratégica na imagem corporativa, demostrando 
um posicionamento como empresa cidadã e 
aumentando o valor da sua marca e dos seus 
produtos no mercado.
Dentro da logística empresarial, a LR é 
responsável por planejar, operar e controlar os 
fluxos reversos de matérias-primas, produtos 
acabados e estoque, de modo a gerar valor 
ou destinar corretamente seus resíduos. Os 
principais indicadores de sucesso em empresas 
que adotaram a LR incluem indicadores 
econômico-financeiros tradicionais, aumento de 
valor do acionista, acesso ao capital, atenção e 
retenção do cliente, aumento do valor da marca e 
da reputação, eficiência operacional, licença para 
operar, inovação e capital humano e intelectual.
55LOGÍSTICA REVERSA
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CAIADO, R.G.G.; QUELHASA, O.L.G.; LIMA, G.B.A. Avaliação de 
desempenho em sustentabilidade organizacional: proposta de 
adaptação do método de análise de processo. Sistema & Gestão, 
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HERNÁNDEZ, C.T.; KELLY, L.H.F.; MARINS, F.A.S. et al. A logística 
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KRONEMBERGER, D.M.P; JUNIOR, J.C. Aplicação do Barômetro da 
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LEITE, P.R. Logística Reversa: Sustentabilidade e Competitividade. 
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RE
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PORTAL da Sustentabilidade. Portal da Sustentabilidade, 2023. 
Disponível em: https://www.abntonline.com.br/sustentabilidade/# 
Acesso em: 15 set. 2023. 
QIMA IDB Certificações. QIMA IDB Certificações, 2023. Disponível 
em: https://www.ibd.com.br/ Acesso em: 15 set. 2023. 
SERPA, D.A.F.; FOURNEU, L.F. Responsabilidade Social Corporativa: 
uma investigação sobre a percepção do consumidor. RAC, v. 11, n. 
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TAHIR, C.; DARTON. R.C. The Process Analysis Method of selecting 
indicators to quantify the sustainability performance of a business 
operation. Journal of Cleaner Production, v. 18, n. 16-17, p. 1598-
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https://www.abntonline.com.br/sustentabilidade/
https://www.ibd.com.br/
	Responsabilidade Social
	Definição
	Origem
	Princípios da RS
	Tipos de RS 
	Responsabilidade Social na prática 
	Ferramentas de avaliação de desenvolvimento sustentável
	Definição de desenvolvimento sustentável
	Sistemas indicadores de sustentabilidade
	Certificações ambientais
	Selos ambientais 
	Logística Reversa como estratégia competitiva 
	Responsabilidade social e Logística Reversa nas empresas 
	Vantagens competitivas alcançadas com o uso da LR
	O futuro da LR no Brasil

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