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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ORIENTAÇÕES IMPORTANTES ANTES DE COMEÇAR: Este é o template padrão único para a realização do seu Desafio Profissional. Para todas as disciplinas, o template será o mesmo. O que muda é a proposta do seu desafio. Portanto, para que você conheça o desafio proposto para a sua disciplina, é preciso: 1) Acessar o seu AVA; 2) Clicar na disciplina que será avaliada; 3) Entrar em “Notas e Avaliações”; 4) Clicar em “Responder Avaliação III”. Além disto, é fundamental que você faça a leitura atenta da questão na íntegra antes de iniciar o preenchimento deste template. Agora, vamos às etapas de realização do seu desafio profissional. ETAPA 1: Apresentação do Desafio Profissional Seu papel ativo nesta etapa é apenas ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade. Então, leia todas as orientações da Etapa 1 do seu Desafio Profissional. ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Nesta etapa, você deve analisar os materiais de referência e inteirar-se do conteúdo que o(a) professor(a) indicou para que você tenha mais segurança e conhecimento na hora de analisar o caso. Depois que você tiver feito a leitura e já estiver munido de mais informações, você deve eleger três aspectos do desafio proposto que sejam os mais relevantes, do seu ponto de vista, para a solução do desafio. Por exemplo: que estratégia inovadora foi usada? Que decisão polêmica ou uma atitude inesperada você localizou? Qual foi o erro do profissional que aplicou a fórmula? O que o profissional esqueceu de observar? Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas. Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. A psicogênese da Língua Escrita(Emília Ferreiro e Ana Teberosky) Essa referência é essencial porque mostra que a criança constrói hipótese sobre a escrita.A produção de Sofia não é erro, mas parte d um processo de construção do conhecimento. Isso muda totalmente a forma de olhar para a situação. A BNCC e as habilidades EF01LP05 e EF01LP09 A BNCC orienta o trabalho com o reconhecimento do sistema de escrita alvafetica e a comparação de palavras. Essas habilidades ajudam a compreender que Sofia precisa avançar na relação entre sons e letras. A importância do letramento no processo de alfabetização Os vídeos e textos indicam que alfabetizar não é somente ensinar código, mas inserir a criança em práticas reais da leitura e escrita. Como Sofia gosta de ouvir histórias,isso pode ser um ponto forte para desenvolver intervenções significativas. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos Aqui, você deve aproximar a teoria da prática. Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio. Você pode usar o seu livro da disciplina ou ainda o material apresentado na etapa 2. Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas. Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso. Lembre-se de que é como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa. Psicogênese da Língua Escrita Teoria que explica como a criança constrói o conhecimento sobre a escrita em níveis progressivos (pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético). Ajuda a identificar que Sofia está no nível silábico. Nível Silábico Fase em que a criança representa cada sílaba por uma letra. No caso de “GTO”, Sofia demonstra perceber partes sonoras da palavra, mas ainda não representa todos os fonemas. Sistema de Escrita Alfabética (SEA) Compreensão de que cada fonema corresponde a uma letra ou grupo de letras. Esse conceito explica a dificuldade de Sofia em relacionar sons e grafemas. Consciência Fonológica Capacidade de perceber e manipular sons da fala. É fundamental para que Sofia avance para o nível silábico-alfabético. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Neste momento, você deve começar a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio. Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo: Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y? O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central? Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)? A teoria da Psicogênese explica que Sofia não escreve de forma aleatória. Ao registrar “GTO”, ela demonstra estar no nível silábico, pois representa partes sonoras da palavra. Isso indica avanço no processo de alfabetização. O conceito de Sistema de Escrita Alfabética ajuda a entender que sua principal dificuldade está na correspondência entre fonema e grafema. Ela já reconhece letras, mas ainda não domina a relação completa entre som e escrita. Com base nisso, proponho como soluções: * Atividades de segmentação oral de sílabas. * Comparação de palavras com sons semelhantes (GATO, PATO, RATO). * Uso de letras móveis para formar e reorganizar palavras. * Trabalho com parlendas e cantigas, explorando sons iniciais e finais. * Produção de listas significativas (nomes da turma, animais, brinquedos). Essas estratégias fazem sentido porque respeitam o nível em que Sofia se encontra e favorecem a construção gradual do princípio alfabético A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! ETAPA 5 – AVALIATIVA: Redação do produto - Memorial Analítico. Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Seu papel ativo nesta etapa é desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final desta disciplina. Vamos reforçar o que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso. Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada, pois cada item fará parte da composição da sua nota): Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5 ponto Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia? – vale 3 pontos Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? – vale 2 pontos Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo? – vale 1 ponto Checklist rápido antes de entregar: Meu texto não passou de 6000 caracteres. Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”. Conectei teoria + situação. Apresentei soluções plausíveis. Incluí referências. Mostrei que aprendi algo. Tenho orgulho do que escrevi. Lembre-se de que este trecho deve ser copiado e colado no campo de resposta da questão, dentro de Notas e Avaliações. Lembre-se também de salvar este documento em PDF e colocá-lo como anexo à sua resposta. Ao analisar a escrita da aluna Sofia, de 6 anos, observei que ela já compreende que a escrita representa a fala, porém ainda não domina completamente o sistema alfabético. Em palavras como “GATO” (GTO) e na frase “O PATO NADA NO LAGO” (OPTNDNLG), Sofia utiliza letras que correspondema partes sonoras das palavras, indicando que está no nível silábico da escrita. Essa produção revela avanço no processo de alfabetização e não deve ser vista como erro, mas como construção. Contextualização do desafio O caso ocorre em uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental, durante uma atividade diagnóstica de escrita espontânea. A escola adota uma perspectiva de letramento desde o início, inserindo as crianças em práticas sociais de leitura e escrita. Sofia reconhece letras do alfabeto e demonstra interesse por histórias, mas apresenta dificuldades em associar letras aos sons, especialmente na segmentação das sílabas. O desafio consiste em analisar sua hipótese de escrita com base teórica e propor intervenções adequadas para promover seu avanço. Análise fundamentada nos conceitos teóricos A análise baseia-se na teoria da Psicogênese da Língua Escrita, desenvolvida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky. Segundo as autoras, a criança constrói hipóteses sobre a escrita até compreender o princípio alfabético. No nível silábico, a criança tende a representar cada sílaba por uma letra, como ocorre nas produções de Sofia. Ao escrever “GTO” para “GATO”, ela demonstra perceber partes sonoras da palavra, ainda que não represente todas. Essa compreensão dialoga com a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), especialmente nas habilidades EF01LP09 e EF01LP05, que orientam o trabalho com comparação de palavras e reconhecimento do Sistema de Escrita Alfabética como representação dos sons. A dificuldade de Sofia em relacionar letras e sons indica a necessidade de aprofundar o trabalho com consciência fonológica, respeitando seu nível de desenvolvimento. Percebo, portanto, que sua escrita não é aleatória. Ela já superou o nível pré-silábico e está em processo de consolidação do pensamento silábico. Essa leitura teórica me ajudou a compreender que a alfabetização é um processo construtivo e progressivo. Propostas de intervenção pedagógica Considerando o nível em que Sofia se encontra, proponho intervenções que favoreçam a reflexão sobre os sons das palavras e sua representação escrita. Primeiramente, atividades de consciência fonológica, como segmentação oral de sílabas, identificação de sons iniciais e finais e comparação de palavras (GATO, PATO, RATO), podem ajudá-la a perceber regularidades sonoras. Outra estratégia é o uso de letras móveis para construção e reconstrução de palavras, permitindo que Sofia experimente, teste hipóteses e compare sua escrita com a forma convencional. Além disso, o trabalho com cantigas, parlendas e textos conhecidos pelas crianças contribui para desenvolver percepção sonora de maneira significativa e contextualizada. Produções coletivas de listas (nomes da turma, animais, brinquedos) também são importantes, pois inserem a escrita em situações reais de uso. Essas propostas são plausíveis porque dialogam com a teoria construtivista, respeitam o estágio da criança e promovem avanço gradual para o nível silábico- alfabético. Conclusão reflexiva Este desafio me fez compreender, de forma mais concreta, que o professor alfabetizador precisa observar atentamente as produções das crianças antes de intervir. Aprendi que não basta corrigir; é necessário entender a lógica por trás da escrita infantil. A teoria de Ferreiro e Teberosky deixou de ser apenas conteúdo estudado e passou a fazer sentido na prática. Percebi que cada escrita revela um pensamento em construção e que o papel do professor é mediar esse processo com intencionalidade, sensibilidade e conhecimento teórico Referências BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artmed, 1979.