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Resumo geral - PPR AV1
1. CONCEITO, INDICAÇÕES E CLASSIFICAÇÃO DA PPR
Conceito
A Prótese Parcial Removível (PPR) é um dispositivo protético removível indicado para substituir 
dentes ausentes e estruturas associadas em pacientes parcialmente edêntulos. Seu objetivo é 
restabelecer função mastigatória, estética e fonética, além de preservar os tecidos 
remanescentes e manter o equilíbrio do sistema estomatognático.
Caracteriza-se por poder ser removida e recolocada pelo paciente, sem causar danos aos 
dentes pilares ou aos tecidos de suporte.
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Indicações
A PPR é indicada principalmente quando não há possibilidade de reabilitação com prótese fixa 
ou implantes, ou quando estes são contraindicados. As principais situações incluem:
Extremidades livres (ausência de dentes posteriores)
Espaços protéticos extensos ou múltiplos
Reabsorção óssea significativa
Suporte periodontal reduzido
Necessidade de prótese provisória durante osseointegração
Pacientes jovens (odontopediatria)
Fissuras palatinas
Limitações econômicas ou psicológicas
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Contraindicações
As contraindicações estão relacionadas à impossibilidade de adaptação funcional ou risco 
biológico:
Presença de lesões neoplásicas
Rebordos alveolares extremamente reabsorvidos
Limitações motoras importantes
Doenças mentais severas que impeçam colaboração
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Vantagens e desvantagens
Vantagens:
Menor custo em relação a outras reabilitações
Execução relativamente rápida
Facilidade de higienização
Versatilidade clínica
Desvantagens:
Comprometimento estético (principalmente devido aos grampos)
Possível desconforto inicial
Dependência da colaboração do paciente
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Classificação de Kennedy
Classe I: desdentado posterior bilateral
Classe II: desdentado posterior unilateral
Classe III: espaço intercalar limitado por dentes
Classe IV: desdentado anterior cruzando a linha média
Interpretação clínica:
Classes I e II apresentam maior complexidade biomecânica devido à presença de extremidade 
livre, com suporte dentomucoso e tendência à rotação. Classe III apresenta melhor prognóstico 
por ser dentossuportada.
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Regras de Applegate
A classificação deve ser realizada após o preparo de boca
A área edêntula mais posterior determina a classe
As modificações correspondem a áreas edêntulas adicionais
A Classe IV não admite modificações
Terceiros molares só são considerados se atuarem como pilares
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Vias de transmissão de forças
Via dental: forças transmitidas ao longo do eixo dos dentes (mais favorável)
Via dentomucosa: forças distribuídas entre dentes e mucosa
Via mucosa: forças totalmente suportadas pelo rebordo (menos favorável)
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2. PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS
Conceito
A biomecânica em PPR estuda a ação das forças mastigatórias sobre a prótese, dentes pilares e 
tecidos de suporte, com o objetivo de garantir estabilidade, conforto e longevidade do 
tratamento.
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Tríade fundamental
Retenção
Capacidade de resistir ao deslocamento da prótese no sentido de remoção.
Tipos:
Mecânica: realizada por grampos
Física: adesão, coesão e pressão atmosférica
Fisiológica: controle neuromuscular
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Classificação:
Retenção direta
Retenção indireta
Retenção por fricção
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Suporte
Capacidade de resistir às forças oclusais, impedindo o deslocamento da prótese em direção aos 
tecidos de suporte.
Componentes responsáveis:
Apoios
Base da sela
Conectores maiores
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Estabilidade
Capacidade de resistir a forças horizontais e rotacionais.
Depende de:
Número e posição dos dentes remanescentes
Forma do rebordo alveolar
Tipo de mucosa
Relação oclusal
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Movimentos da PPR
A prótese pode sofrer movimentos de rotação ao redor de um eixo (fulcro), especialmente em 
casos de extremidade livre.
Classes I e II apresentam maior efeito de alavanca, exigindo maior controle biomecânico.
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Fibromucosa
Aderente: maior resistência e melhor prognóstico
Compressiva: comportamento intermediário
Flácida: maior deformação e instabilidade
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3. RETENTORES DIRETOS E INDIRETOS
Retentores diretos
Conceito
São componentes responsáveis por impedir a remoção da prótese, atuando diretamente sobre 
os dentes pilares.
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Componentes
Braço de retenção: flexível, localizado na área retentiva
Braço de oposição: rígido, promove reciprocidade
Apoio: responsável pelo suporte vertical
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Tipos
Circunferenciais (abraçamento)
Ação de ponta (barra)
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Princípio fundamental
Passividade: o grampo não deve exercer força sobre o dente quando a prótese está em posição 
de repouso.
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Retentores indiretos
Conceito
Componentes localizados à distância do eixo de rotação, cuja função é impedir o deslocamento 
rotacional da prótese.
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Funções
Estabilização
Auxílio à retenção
Controle da alavanca
São especialmente importantes em próteses Classe I e II.
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4. CONECTORES MAIORES E MENORES
Conector maior
Conceito
Estrutura principal da PPR que conecta todos os seus componentes, promovendo unidade 
funcional.
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Funções
Distribuir forças mastigatórias
Reduzir torque sobre dentes pilares
Garantir estabilidade
Unir os componentes da prótese
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Requisitos
Rigidez
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Biocompatibilidade
Não causar trauma aos tecidos
Não favorecer retenção de alimentos
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Tipos
Mandíbula:
Barra lingual
Placa lingual
Barra sublingual
Barra vestibular
Maxila:
Barra palatina
Conector anteroposterior
Placa palatina
Conector em U
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Conector menor
Conceito
Elemento que conecta os componentes individuais (grampos, apoios, bases) ao conector maior.
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Funções
Transferir forças aos dentes pilares
Integrar estruturalmente a prótese
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5. DIAGNÓSTICO E PLANEJAMENTO
Conceito
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Etapa fundamental para o sucesso da PPR, baseada na avaliação clínica completa e no 
planejamento individualizado.
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Etapas
Anamnese
Exame clínico intra e extraoral
Exames radiográficos
Análise de modelos em articulador
Elaboração do plano de tratamento
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Fatores a serem avaliados
Condições sistêmicas do paciente
Expectativas e colaboração
Condições de higiene oral
Presença de hábitos parafuncionais
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Avaliação intraoral
Dentes remanescentes
Periodonto
Condições endodônticas
Rebordo alveolar
Tipo de fibromucosa
Relação oclusal
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Rebordo residual
Importante para suporte e estabilidade da prótese.
Classificação mesiodistal:
Horizontal: melhor prognóstico
Ascendente: intermediário
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Descendente: desfavorável
Côncavo: desfavorável
Classificação vestíbulo-lingual:
Normal: favorável
Estrangulado: desfavorável
Reabsorvido: instável
Lâmina de faca: desfavorável
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Distribuição dos retentores
Linear: menor estabilidade
Triangular: melhor distribuição de forças
Quadrangular: melhor prognóstico
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 FATORES DE FRACASSO
Diagnóstico inadequado
Planejamento incorreto
Moldagem deficiente
Erros laboratoriais
Falhas na oclusão
Ausência de controle e manutenção
Má higiene por parte do paciente
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7. SÍNTESE FINAL
A Prótese Parcial Removível é uma reabilitação que depende diretamente do equilíbrio 
biomecânico. Seu sucesso está relacionado à adequada associação entre retenção, suporte e 
estabilidade, ao correto planejamento e à preservação dos tecidos remanescentes.
Casos com extremidade livre (Classes I e II) exigem maior atenção devido à tendência à rotação 
e à presença de alavancas.
O planejamento individualizado e o controle das forças são determinantes para o prognóstico a 
longo prazo.

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