Prévia do material em texto
14.1. 14 DERIVADAS PARCIAIS DE ORDENS SUPERIORES DERIVADAS PARCIAIS DE ORDENS SUPERIORES Seja a função z = f (x, y); na Seção 10.1 vimos como construir as funções . Da mesma forma, podemos, agora, construir as funções: EXEMPLO 1. Seja f (x, y) = 4x5y4 − 6x2y + 3. Calcule todas as derivadas parciais de 2.ª ordem. Solução Note que, neste exemplo, . EXEMPLO 2. Seja Mostre que Solução a) Devemos, primeiro, determinar . Para (x, y) ≠ (0, 0), temos: Em (0, 0) temos: Temos, agora: ■ O exemplo anterior mostra-nos que a igualdade nem sempre se verifica. O próximo teorema, cuja demonstração é deixada para exercício (veja Exercício 15), fornece-nos uma condição suficiente para que tal igualdade ocorra. Antes de enunciar tal teorema, vamos definir função de classe Cn. Uma função f : A ⊂ 2 → , A aberto, é dita de classe Cn em A se f admitir todas as derivadas parciais de ordem n contínuas em A. O teorema que enunciaremos a seguir conta-nos que se f for de classe C2 em A, A aberto, então as 1. a) b) c) d) 2. 3. 4. 5. 6. derivadas parciais mistas serão iguais em A. Teorema (de Schwarz). Seja f : A ⊂ 2 → , A aberto. Se f for de classe C2 em A, para todo (x, y) ∈ A. Exercícios 14.1 Calcule todas as derivadas parciais de 2.ª ordem. f (x, y) = x3y2 z = ex2 − y2 z = ln (1 + x2 + y2) g (x, y) = 4x3y4 + y3 Seja . Verifique que Verifique que , onde f (x, y) = ln (x 2 + y 2 ). Verifique que , onde . Sejam f, g : A ⊂ 2 → , A aberto, duas funções de classe C2 e tais que Prove que Sejam f : A ⊂ 3 → de classe C2 no aberto A. Justifique as igualdades. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. Seja . Verifique que Seja Seja u (x, t) = A sen (aλt + φ) sen λx, com A, a, λ e φ constantes. Verifique que Seja u = f (x − at) + g (x + at), onde f e g são duas funções quaisquer de uma variável real e deriváveis até a 2.ª ordem. Verifique que Sejam x = x (u, v) e y = y (u, v) duas funções que admitem derivadas parciais num mesmo aberto A. Suponha que (1, 1) ∈ A e que x (1, 1) > 0. Suponha, ainda, que para todo (u, v) ∈ A Seja . Verifique que Seja z = f (x, y) de classe C2 no aberto A e seja (x0, y0) ∈ A. Suponha que f (x0, y0) ≥ f (x, y), para todo (x, y) ∈ A. Prove que Interprete graficamente. Seja . Calcule 15. a) b) c) d) e) Seja z = f (x, y), (x, y) ∈ A, com A aberto. Suponha que estão definidas em A e que são contínuas em A. Seja (x 0 , y 0 ) um ponto qualquer de A; seja B uma bola aberta de centro (x0, y0) e contida em A. Sejam h e k tais que (x0 + h, y0 + k) pertença a B. Seja, ainda, H (h, k) = f (x0 + h, y0 + k) − f (x0, y0 + k) − f (x0 + h, y0) + f (x0, y0). Considere as funções Mostre que Prove: existe t1 entre x0 e x0 + h tal que Prove: existem t1 e s1, com t1 entre x0 e x0 + h e s1 entre y0 e y0 + k, tais que Prove: existem t2 e s2, com t2 entre x0 e x0 + h e s2 entre y0 e y0 + k, tais que Prove: . Observação. A razão de considerarmos a expressão H (h, k) é a seguinte: 14.2. APLICAÇÕES DA REGRA DA CADEIA ENVOLVENDO DERIVADAS PARCIAIS DE ORDENS SUPERIORES Sejam f (x, y), x = x (t) e y = y (t) diferenciáveis. Pela regra da cadeia, temos: ou Suponhamos, agora, que as funções , sejam também diferenciáveis. O gradiente de em (x, y) é: ou seja, Temos, então, pela regra da cadeia: Assim, Da mesma forma, e, portanto, EXEMPLO 1. Suponha f (x, y) de classe C2 num aberto do 2. Seja g (t) = f (3t, 2t + 1). Expresse g″(t) em termos de derivadas parciais de f. Solução ou seja, Então, Temos: e Substituindo em vem: Como f é de classe . Logo, onde x = 3t e y = 2t + 1. ■ EXEMPLO 2. Sejam f (x, y) = x5y4, x = 3t e y = 2t + 1. Calcule g″ (t), sendo g (t) = f (3t, 2t + 1). Solução 1.° processo (pela regra da cadeia) g (t) = f (x, y), x = 3t e y = 2t + 1. Pelo exemplo anterior onde x = 3t e y = 2t + 1. Tendo em vista que resulta, e, portanto, 2.° processo Portanto, ou seja, EXEMPLO 3. Suponha f (x, y) de classe C2 num aberto de 2. Seja g dada por onde x = t2 e y = t3. Expresse g′ (t) em termos de derivadas parciais de f. Solução Pela regra de derivação de um produto, temos: Como resulta, EXEMPLO 4. Seja z = f (x,x 2 ) onde f (x,y) é de classe C 2 num aberto de 2 . Expresse em termos de derivadas parciais de f. Solução ou seja, Segue que, Temos: ou seja, Temos, também: ou seja, Substituindo e em e lembrando que f é de classe C2, resulta: EXEMPLO 5. Seja z = f (u − 2v, v + 2u) onde f (x, y) é de classe C 2 num aberto de 2 . Expresse em termos de derivadas parciais de f. Solução Segue que, Como e resulta EXEMPLO 6. Mostre que a mudança de variáveis x = eu e y = ev transforma a equação em Solução Temos ou seja, ABUSOS DE NOTAÇÃO. Aqui deve ser olhado como função de x e y, enquanto deve ser olhado como função de u e v. Segue de que Tendo em vista que 1. 2. 3. a) b) 4. resulta Procedendo de forma análoga obtém-se Somando-se e resulta Exercícios 14.2 (Quando nada for dito sobre uma função, ficará subentendido que se trata de uma função de classe C2 num aberto.) Expresse g′ (t) em termos de derivadas parciais de f, sendo g dada por Expresse g″ (t) em termos de derivadas parciais de f, sendo g (t) = f (5t, 4t). Considere a função g (t) = f (a + ht, b + kt), com a, b, h e k constantes. Supondo f (x, y) de classe C2 num aberto de 2, verifique que onde x = a + ht e y = b + kt. Supondo f (x, y) de classe C3 num aberto de 2, verifique que onde x = a + ht e y = b + kt. Considere a função h (x, y) = f (x2 + y2, x2 − y2), onde f (u, v) é suposta de classe C2. Verifique que 5. 6. 8. 9. 10. a) b) 11. a) b) 12. 7. onde u = x 2 + y 2 e v = x 2 − y2. Considere a função . Verifique que Considere a função . Verifique que Seja g (u, v) = f (2u + v, u − 2v), onde f (x, y) é suposta de classe C2. Verifique que Seja v (r, θ) = u (x, y), onde x = r cos θ e y = r sen θ. Verifique que Sejam f (x, y) de classe C2 num aberto de 2, g (x) derivável até a 2.ª ordem num intervalo aberto I e tais que, para todo x ∈ I, f (x, g (x)) = 0 (isto é, y = g (x) é dada implicitamente pela equação f (x, y) = 0). Expresse g″ (x) em termos de derivadas parciais de f. Suponha que f (x, t) satisfaça a equação Verifique que g (u, v) = f (x, t), onde x = u + v e t = u − v satisfaz a equação . Determine uma coleção de funções f (x, t) que satisfaçam . Suponha que f (x, t) satisfaça a equação Determine constantes m, n, p e q para que g (u, v) = f (x, t), onde x = mu + nv e t = pu + qv satisfaça a equação . Determine uma família de soluções de . Seja F (r, θ, t) = f (x, y, t) onde x = r cos θ e y = r sen θ. Suponha que (c ≠ 0 constante) Mostre que 13. 14. 15. b) 16. 17. 18. Sejam z = z (x, y), x = e u cos v e y = e u sen v. Suponha que . Calcule Sejam . Suponha que . Calcule . a) Ache uma função u (x, y) da forma u (x, y) = F (x2 + y2) que satisfaça a equação de Laplace Faça a mesma coisa para funções de três ou mais variáveis. Verifique que a mudança de variáveis x = s cos θ − t sen θ e y = s sen θ + t cos θ com θ constante, transforma a equação em Verifique que a mudança de variáveis u = x + y e v = y + 2x transforma a equação em Determine, então, uma coleção de soluções de . Suponha que z = z (x, y) satisfaça a equação Fazendo a mudança de variáveis x = e u e y = e v , calcule .