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RECURSOS TERAPEUTICOS MANUAIS LIBERAÇÃO MIOFASCIAL Prof. Dr. Rubens dos Santos Rosa LIBERAÇÃO MIOFASCIAL É importante lembrar que a terapia manual é uma intervenção não farmacológica cujo objetivo é o alívio do sintoma de dor musculoesquelético através de uma liberação por pressão manual contra a própria tensão muscular. A fáscia é composta por uma bainha fibrosa densa, formada por dois a três feixes paralelos de fibras de colágeno que envolvem todos os músculos, ossos e nervos, fornecendo um ambiente que permite que todos os sistemas operem de maneira integrada. A estrutura das fáscias transmite sinais mecânicos e químicos a todos os tecidos do corpo, tendo um papel não apenas na manutenção estática da postura, mas também em movimentos dinâmicos, com transferência de energia por todo o corpo e mantendo uma relação física, mecânica e biológica entre as células e os outros tecidos aos quais se conecta. A mecânica das fáscias pode gerar pontos de tensão, resultando em enrijecimento articular e redução de flexibilidade e da mobilidade do corpo e ocasionando dores e possíveis limitações dos movimentos. Essas dores estão relacionadas com pontos-gatilhos, que são pontos hipersensíveis em uma faixa tensa de um músculo esquelético na contração do músculo ou mesmo em seu repouso. OS COMPONENTES DAS FÁSCIAS COLÁGENO Como parte das fáscias, o colágeno tem papel fundamental. Colágeno são fibras muito resistentes, as quais dão literalmente forma aos seres humanos e a todos os vertebrados. O colágeno é chamado também de proteínas estruturais ou escleroproteínas. Com uma quota de 30%, o colágeno é a proteína de ocorrência mais frequente no corpo, portanto realmente uma matéria-prima: até mesmo os ossos surgem originalmente de fibras de colágeno. No ventre materno o embrião produz primeiramente colágeno, onde então os mineirais, como o cálcio, depois se depositam. Assim passam de fibras macias a duros ossos. Há em torno de 28 diferentes tipos de colágeno, dos quais quatro são mais frequentes. E eles tem interessantes características mecânicas: eles são levemente elásticos, porém muito duros - sua resistência à tração é maior do que a do aço ELASTINA Elastina é a segunda proteína estrutural encontrada nos tecidos fasciais. Seu nome já sugere sua mais importante característica: é elástica, podendo portanto esticar e voltar a encolher para sua antiga forma, como uma borracha. Na tração, pode se esticar até mais do dobro de seu comprimento, antes de - por sobrecarga - finalmente romper. A ductilidade é importante para as partes do corpo, por conta do esforço mecânico exigido ou quando é preciso que sua forma seja modificada, por exemplo, a bexiga, que alternadamente se enche e se esvazia. Graças a elevada proporção de elastina ela pode, como uma bola de borracha, se esticar e se contrair novamente. Também a pele, que naturalmente é esticada pelos movimentos, contém elastina. Ductilidade: é a propriedade física que permite que um material seja deformado plasticamente, como esticado até formar fios finos ou dobrado, sem se romper. MECANISMOS ADAPTATIVOS FUNÇÕES DAS FÁSCIAS A Fáscia é um componente do grupo tecido mole de caráter conectivo; Com características de compartimentação e interconexão; Desempenha a função de sustentar e manter suspenso, interatuar protegendo tudo que permeia todo o corpo humano; Está relacionada a todo o tecido conectivo fibroso incluindo aponeuroses, ligamentos, tendões, retináculos, túnicas dos vasos e órgãos, meninges, periósteo e todas as fibras miofasciais do endomísio e intermúsculares. Ela permite que tecidos adjacentes se movimentem uns sobre os outros, proporcionando, ao mesmo tempo, estabilidade e contorno. Ela é responsável pelo fluxo do fluido lubrificante existente entre as estruturas, cuja função é facilitar o movimento e nutrir. FUNÇÕES DAS FÁSCIAS Ela permite que tecidos adjacentes se movimentem uns sobre os outros, proporcionando, ao mesmo tempo, estabilidade e contorno. Ela é responsável pelo fluxo do fluido lubrificante existente entre as estruturas, cuja função é facilitar o movimento e nutrir. Dentro desses elementos especializados da Fáscia, são encontrados mecanorreceptores e proprioceptores que transmitem à medula espinal e ao cérebro informações sobre a posição e movimento do corpo, tanto normal quanto anormal. BIOMECÂNICA DA FÁSCIA Se a carga for grande e por período longo, pode não conseguir recuperar seu tamanho original após a remoção, resultando em deformação plástica. A fixação íntima da Fáscia ao músculo permite a contração e relaxamento; A Fáscia possui elasticidade que lhe confere a propriedade de conservar sua forma e responder à deformação; A deformação elástica é a capacidade mais importante da fáscia para recuperar sua forma original quando uma carga é aplicada e removida. A FÁSCIA SUPERFICIAL Encontra-se ligada à subsuperfície da pele e é um tecido de trama frouxa, fibroelástico e areolar Dentro da Fáscia subsuperficial há gordura, estruturas vasculares e tecidos nervosos, particularmente os corpúsculos de Paccini, conhecidos como receptores da pele. A FÁSCIA PROFUNDA É firme, retesada e compacta; Ela compartimentaliza (ato de dividir ou separar algo em partes menores, categorias ou compartimentos distintos) o corpo; Envolve e separa músculos, circunda e separa órgãos viscerais internos e contribui intensamente para o contorno e função do corpo. FÁSCIA PROFUNDA As fáscias profundas são essencialmente formada por colágeno tipo I organizado em inúmeros feixes fibrosos que são executados em diferentes direções, exceto no caso de osso; A FÁSCIA SUBSEROSA OU VICERAL É o tecido areolar frouxo que reveste os órgãos viscerais internos. Por meio de pequenos e numerosos canais circulatórios, o fluido encontrado dentro dessa fáscia lubrifica as superfícies das vísceras internas. O TECIDO CONJUNTIVO O tecido conjuntivo representa, praticamente, 70% dos tecidos humanos; É um modelo perfeito de globalidade funcional, ele se encontra em todo lugar. TÉCNICA DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL A técnica de Liberação Miofascial aplica os princípios da sobrecarga biomecânica do tecido mole e as modificações reflexas neurais mediante estimulação dos mecanorreceptores presentes na Fáscia. Envolve um conjunto de técnicas manuais, como manobra de deslizamento, amassamento, fricção e alongamento, com o objetivo de realizar o relaxamento de tensões musculares e aderências e promover a mobilidade tecidual e o relaxamento global. Não há uma regra para a aplicabilidade da liberação miofascial; ela vai depender da avaliação de cada paciente e do objetivo terapêutico. Porém, a técnica envolve o tracionamento dos tecidos em direção opostas com estabilização de regiões proximais e distais. MÚSCULO O músculo é o segundo principal foco da técnica de liberação ou soltura miofascial; Os músculos podem ser classificados como aqueles responsáveis pela postura, ou seja, os estáticos, e aqueles que fornecem movimento, os fásicos. Eles podem realizar as duas funções, mas, normalmente, uma delas predomina. PALPAÇÃO Os procedimentos de Liberação Miofascial requerem sensibilidade e habilidade natural na palpação do sistema músculoesquelético; É preciso aprender a "ler os tecidos" e sentir seu retesamento-frouxidão. OBJETIVO Aplica-se então tração sobre a área retesada e aguarda-se a sensação de soltura ou liberação; A meta é restaurar o equilíbrio funcional de todos os tecidos conectivos do sistema músculo- esquelético; O que se pretende com a liberação do retesamento é recuperar a simetria da forma e da função. EXEMPLO DE APLICAÇÃO Para a aplicabilidade da técnica, é importante que você saiba o motivo da contratura e/ou lesão tecidual. No caso de um paciente estar com queixa de dor em região de trapézio superior e na região do músculo deltoide devido a uma posição inadequada ao dormir, você pode realizara técnica de liberação miofascial, iniciando com manobras de deslizamentos na região e simultaneamente aplicando alongamento das fáscias. Depois disso você pode fazer a manobra de amassamento do tecido e fricções e, por fim, realizar o alongamento de cervical e membro superior em conjunto. Uma disfunção que se utiliza muito da liberação miofascial como abordagem terapêutica é a síndrome dolorosa miofascial. Essa síndrome acomete os músculos, o tecido conectivo e as fáscias, sendo a dor uma queixa bem comum em região cervical. Na avaliação fisioterapêutica, para esses casos além da dor, são observados espasmos musculares e positividade em pontos- gatilhos (trigger points). Pontos gatilhos são pontos considerados também como nódulos, endurecidos e hipersensíveis, na região de músculo estriado esquelético. A positividade é verificada na avaliação por palpação nos nódulos específicos, sendo relatada dor pelo paciente nessas regiões. A pressão nesses pontos é realizada por digitopressão do terapeuta e/ou pinça. Observação Na avaliação de um paciente com suspeita de fibromialgia, que é uma doença reumatológica com queixas de dor por várias regiões do corpo, é aplicado o teste de pontos-gatilhos em 18 regiões específicas do corpo, sendo a positividade considerada quando a dor relatada pelo paciente é confirmada em 11 pontos avaliados. Para ser considerado doloroso, um ponto deverá ser uma força de 4kg o uso de deve-se ter palpado com aproximada (recomenda-se dolorímetro) e conhecimento que o ponto sensível não é ponto doloroso, ainda, a palpação dos outros pontos não deve ter a mesma intensidade de dor referida nos pontos selecionados(5,6). LIBERAÇÃO DO TRÍCEPS SURAL LIBERAÇÃO DE ÍSQUIOS TIBIAIS LIBERAÇÃO DE ÍSQUIOS TIBIAIS LIBERAÇÃO DE GLÚTEO E PIRIFORME LIBERAÇÃO DA BANDA ÍLIO TRATO TIBIAL LIBERAÇÃO DO TIBIAL ANTERIOR LIBERAÇÃO DOS FIBULARES LIBERAÇÃO DO DORSO DO PÉ LIBERAÇÃO DO QUADRÍCEPS LIBERAÇÃO DO ÍLIO PSOAS LIBERAÇÃO DOS ADUTORES LIBERAÇÃO DA FASCIA PLANTAR LIBERAÇÃO DO GRANDE DORSAL LIBERAÇÃO DOS PARAVERTEBRAIS LIBERAÇÃO DO RETO ABDOMINAL E QUADRADO LOMBAR LIBERAÇÃO DO DIAFRAGMA LIBERAÇÃO PEITORAL LIBERAÇÃO DO SUBESCAPULAR LIBERAÇÃO DA ESCÁPULA LIBERAÇÃO DO TRÍCEPS LIBERAÇÃO DO BÍCEPS BRAQUIAL LIBERAÇÃO DOS EXTENSORES DE PUNHO LIBERAÇÃO DOS FLEXORES DE PUNHO LIBERAÇÃO DOS MÚSCULOS DA MÃO LIBERAÇÃO DE ESTERNOCLEIDOMASTÓDEO LIBERAÇÃO DE SUBOCCIPITAIS LIBERAÇÃO DE TRAPÉZIO LIBERAÇÃO DE TEMPORAL E MASSETER Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62