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CINESIOTERAPIA 
INTRODUÇÃO
Prof. Dr. Rubens dos Santos Rosa 
Exercícios terapêuticos 
Introdução 
Entre os diversos procedimentos usados pelos fisioterapeutas 
no processo de atendimento aos pacientes, o exercício 
terapêutico ocupa seu lugar entre os elementos fundamentais, 
constituindo o centro de programas elaborados para melhorar 
ou restaurar a função de uma pessoa ou para prevenir sua 
disfunção2 
 
Definição 
Exercício terapêutico é também expressado pelo termo
Cinesioterapia2 
 
 Treinamento planejado e sistemático de: 
Movimentos corporais
Posturais
Atividades físicas 
 
Os exercícios 
terapêuticos 
proporcionam ao 
paciente: 
Tratar ou prevenir 
comprometimentos 
Melhorar, restaurar ou 
potencializar a função física 
Prevenir ou reduzir fatores 
de risco ligados à saúde 
Otimizar o estado de saúde 
geral, seu preparo físico ou 
sensação de bem estar 
Os programas de exercícios terapêuticos são 
elaborados de forma individualizada para 
atender as necessidades particulares de cada 
paciente
O paciente é uma pessoa que apresenta:
➢Limitações diagnosticadas 
➢Disfunções diagnosticadas2
Função 
Desempenho de uma atividade ou de um cargo; 
exercício; ocupação; serviço 
função In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-01-20].
Disponível na www: .
Resistencia à fadiga 
Segundo Kisner e Colby (2009) é um termo amplo que 
se refere à habilidade de realizar atividades de baixa 
intensidade, repetidas ou mantidas por um período de 
tempo prolongado. 
Fadiga: é um fenômeno complexo que afeta o 
desempenho muscular
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/RESISTENCIA
Resistência pulmonar a fadiga 
Também chamada de resistência corporal total 
está associada as atividades motoras dinâmicas 
e repetitivas que envolvem o uso de músculos 
grandes do corpo como:
➢Andar 
➢Pedalar
➢Nardar
➢Exercícios ergométricos 
(KISNER e COLBY, 2009)
Resistência muscular à fadiga
Às vezes é chamada de resistência local, é a habilidade de um músculo 
de contrair-se rapidamente contra uma carga (resistência), gerar e 
sustentar tensão e resistir à fadiga durante um período extenso.8,10,14,32,233 
cap 6
Embora força e resistência muscular à fadiga, como elementos de 
desempenho muscular, estejam associados, elas nem sempre tem uma 
correlação imediata
O fato de um grupo muscular ser forte não exclui a possibilidade da 
resistência à fadiga desse mesmo grupo estar comprometida 
Ex: um trabalhador forte não apresenta dificuldade para levantar um 
objeto de 5 kg algumas vezes.
Mas será que esse mesmo trabalhador apresenta resistência muscular 
suficiente nos membros superiores, nos músculos estabilizadores de tronco 
e nos membros inferiores para levantar o objeto de 5 kg várias centenas de 
vezes durante um dia de trabalho, sem fadiga excessiva ou risco de lesão?
Treinamento de resistência
Os elementos fundamentais do treinamento de 
resistência são:
Contrações musculares de baixa intensidade 
Um grande número de repetições 
Um período prolongado
Obs: Os músculos se adaptam ao treinamento de 
resistência por meio do aumento na sua capacidade 
oxidativa e metabólica, o que permite uma melhor 
distribuição e uso do oxigênio. 
As forças sobre as articulações também são minimizadas 
Produz menos irritação nos tecidos moles 
Os exercícios são mais confortáveis do que o 
treinamento resistido pesado 
Princípio da sobrecarga
É um dos princípios que orientam a prescrição de exercícios 
para melhorar o desempenho muscular 
Explicação 
Para que o músculo melhore, é preciso aplicar uma carga que 
exceda a capacidade metabólica do músculo
Ou seja
O músculo precisa ser desafiado a trabalhar em um nível mais 
alto do que estava acostumado 8,9,129,193,207 cap 6.
Se a demanda permanecer constante depois de o músculo ter 
se adaptado, o nível de desempenho muscular pode ser mantido, 
porém não será aumentado
Aplicação do princípio da sobrecarga
Enfoca o posicionamento de cargas progressivas sobre o 
músculo, manipulando, por exemplo, a intensidade ou o volume 
do exercício.
Intensidade
Quantidade de peso ou carga (resistência) que se impõe ao 
músculo
Volume 
Envolve variáveis do exercício como:
➢Séries
➢Repetições
➢Frequência 
Todas estas variáveis podem ser ajustáveis para aumentar as 
demandas sobre o músculo. 
FORÇA 
X 
RESISTÊNCIA
FORÇA 
Em um programa de treinamento de força, a quantidade de resistência 
(carga/pesos) aplicada ao músculo é aumentada aos poucos e de forma 
progressiva 
RESISTÊNCIA 
Para um treinamento de resistência à fadiga, enfatiza-se mais o aumento do 
tempo durante o qual uma contração muscular é mantido ou o número de 
repetições realizadas em vez de aumentar a resistência 
Para garantir a segurança, a extensão e a progressão da 
sobrecarga precisam ser aplicados considerando-se a: 
➢Patologia de base
➢Idade do paciente
➢Estado de cicatrização dos tecidos 
➢A fadiga 
➢As habilidades 
➢Metas gerais do paciente
Vale a pena lembrar
O músculo e os sistemas corporais relacionados 
precisam de um tempo para se adaptarem às demandas 
de uma aumento de cargaou do número de repetições 
antes que estas sejam aumentadas novamente
Princípios da reversibilidade
 As mudanças adaptativas nos sistemas corporais tais como:
Aumento de força
ou 
Aumento de resistência à fadiga 
São transitórias 
Em resposta a um programa de exercícios resistidos, a 
menos que as melhoras produzidas pelo treino sejam 
usadas regularmente nas atividades funcionais ou o 
paciente participe de um programa de manutenção com 
exercícios resistidos.8,42,90,193 cap 6
Destreinamento 
ou
Descondicionamento muscular
Reflete por uma redução no desempenho muscular, começa 1 
ou 2 semanas após a interrupção dos exercícios resistidos e 
continuam até os efeitos do treino serem perdidos.168,208 cap 6
Por isso que é necessário que os ganhos de força e de 
resistência sejam incorporados as atividades físicas diária o 
mais cedo possível em um programa de reabilitação.
Sendo também aconselhado que os pacientes participem de 
um programa de manutenção com exercícios resistidos, um 
componente integral do programa de preparo físico 
permanente. 
Mobilidade 
O termo mobilidade pode ser descrito com base 
em 2 parâmetros diferentes, porém inter 
relacionados.
Definição 
É definido como habilidade das estruturas ou 
segmentos do corpo de se moverem ou serem 
movidos, permitindo que haja amplitude de 
movimento para as atividades funcionais (ADM 
funcional).1,134. cap 4
Mobilidade funcional 
Pode ser também definida como habilidade de 
uma pessoa de:
 Iniciar - Controlar e Manter 
Os movimentos ativos do corpo para realizar 
tarefas motoras simples e complexas. 38,118,134 cap 4
Hipomobilidade 
Chamada de mobilidade restrita causada pelo 
encurtamento adaptativo dos tecidos moles pode 
ocorrer como resultados de vários distúrbios e 
situações 
A hipomobilidade por sua vez, pode levar a 
limitações funcionais e incapacidade na vida de 
uma pessoa.8,18 cap 4
Fatores que 
causam a 
hipomobilidade 
http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi
Flexibilidade 
É capacidade de mover uma única articulação ou 
uma série de articulações de modo suave e com 
uma facilidade, ao longo de uma ADM sem 
restrições e indolor. 85,105 cap 4
A flexibilidade está relacionada com a extensibilidade 
das unidades músculo tendíneas que atravessam uma 
articulação, com base em sua habilidade de:
Relaxar ou deformar e ceder a uma força de 
alongamento
A FLEXIBILIDADE PODE SER DIVIDIDA EM 
DINÂMICA E PASSIVA 
Flexibilidade Dinâmica
*Também conhecida 
como mobilidade ativa 
ou ADM ativa.
 *É o grau até o qual 
uma contração muscular 
ativa move um segmento 
do corpo na ADM 
disponível 
*É a quantidade de 
resistência tecidual 
encontrada durante o 
movimento 
Flexibilidade Passiva 
*É chamada de 
mobilidade ou ADM 
passiva
*É o grau até o qual uma 
articulação pode ser 
movida passivamente na 
ADM disponível. 
*A flexibilidade passiva é 
um pré-requisito para a 
flexibilidade dinâmica, 
mas não a garante 
Estabilidade 
Habilidade do sistema neuromuscular de manter 
um segmento corporal proximal ou distal em uma 
posição estacionária ou de controlar uma base 
estável durante o movimento sobreposto, por meio 
das ação musculares sinérgicas 50, 127, 134 cap 1
Estabilidade articular
É a manutenção do alinhamento apropriado das 
partes ósseas de uma articulação por meio de 
componentes passivos e dinâmicos. 85 cap 1. 
Estabilidade mecânica
Estabilidade mecânica é determinada pela geometria 
articular e pelas propriedades mecânicas dos tecidos que 
se encontram dentro e a redor da articulação16,17.
Estes componentes são responsáveis pela rigidez 
passiva de uma articulação16,17.
A geometria articular é determinada pelas estruturas 
ósseas e por estruturas acessórias como discos, meniscos 
e lábios articulares que, através do aumento da 
congruência articular, contribuem para a estabilidade 
mecânica20,22,23.Artigo 
Estabilidade funcional
Estabilidade articular funcional é a condição que 
permite um desempenho normal de um indivíduo 
durante uma atividade funcional16,17,26,33. 
Este tipo de estabilidade é promovido pelos 
fatores contribuintes para a estabilidade mecânica 
somado a resultante de força que age sobre uma 
articulação1,10,16,17,19,20. 
A interação destes fatores confere a resistência 
da articulação a deslocamentos, ou seja, a rigidez 
articular, em atividades funcionais1,19,20. Artigo 
A geometria articular e a tensão passiva dos 
tecidos que cruzam a articulação participam da 
estabilidade articular funcional por meio da 
resistência passiva oferecida ao deslocamento20 e 
pelo importante papel na manutenção das 
superfícies articulares em congruência, quando 
cargas compressivas forem aplicadas 2,15. 
Artigo 
Coordenação 
A cadência e sequenciamento correto dos 
disparos musculares combinados com intensidade 
apropriada de contração muscular que leva ao 
início, condução e graduação efetiva do movimento.
Baseia-se no movimento suave, preciso e eficiente 
e ocorre de forma consciente ou inconsciente.123,127 
Cap 1
Equilíbrio
A habilidade de alinhar os segmentos do corpo 
contra a gravidade para manter ou mover o corpo 
(centro de massa) dentro da base de apoio 
disponível, sem cair, a habilidade de mover o 
corpo em contraposição à da gravidade, 
realizando o deslocamento previsto sem desvios, 
por meio de interações entre os sistemas sensorial 
e motor. 2,66,74,88,124,,127,128, Cap1 
Habilidades funcionais 
Habilidades motoras que são necessárias para 
realizar atividades ou tarefas de vida diária de 
forma independente, movimentos refinados que 
requerem coordenação, agilidade, equilíbrio e 
precisão. (KISNER e COLBY, 2009). 
Relaxamento 
Esforço consciente para aliviar a tensão nos 
músculos
Bibliografia 
• KISNER, C.; COLBY L. A. Exercícios Terapêuticos. 
Editora Manole; Quinta edição; SP 2009.
• HALL, CARRIEM; BRODY, LORI THEIN. Exercício 
Terapêutico na busca da função. Guanabara Koogan, 
2001.
• SHANKAR. Prescrição de Exercícios. Guanabara 
Koogan, 2002.
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