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DIREITOS DOS ADVOGADOS1

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Direitos dos Advogados
ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
DIREITOS DOS ADVOGADOS
O estudo da matriz de Estatuto, Regulamento e Código de Ética tem continuidade com o 
capítulo 3 do livro “Aprovada em Ética”. Anteriormente, foram analisados os requisitos para 
advogado e estagiário, a diferença entre licença e cancelamento, bem como as situações 
de incompatibilidade e impedimento. O capítulo 3 aborda os direitos dos advogados, 
com destaque para os arts. 7º, 7º-A e 7º-B. Tais dispositivos, apesar de extensos, são 
extremamente relevantes para a aprovação no exame. O Art. 3º é considerado o tópico 
mais importante da primeira fase.
6º EOAB
O art. 6º do Estatuto da OAB destaca a inexistência de hierarquia entre membros da 
magistratura, membros do Ministério Público e advogados. Indica-se que magistratura, 
Ministério Público e advocacia constituem três pilares essenciais à justiça, com previsão 
constitucional, e afirma-se a impossibilidade de justiça sem essas funções, todas situadas 
no mesmo patamar de igualdade.
O art. 6º, § 1º, do Estatuto estabelece que todos os agentes públicos, inclusive autoridades, 
servidores públicos e empregados públicos, devem tratar o advogado com educação, respeito 
e humanidade, bem como exige reciprocidade, com concessão de tratamento compatível 
com a dignidade do exercício da advocacia e com o adequado desempenho profissional, 
com preservação do ofício, da imagem e da reputação profissional, com lisura e urbanidade.
O art. 6º, § 2º, dispõe que, durante audiências de instrução e julgamento realizadas 
pelo Poder Judiciário, em jurisdição contenciosa ou voluntária, com litígio ou conciliação, 
os advogados das partes devem permanecer no mesmo plano topográfico e em posição 
equidistante em relação ao magistrado, de modo a evitar qualquer impressão de superioridade 
entre os participantes, mantendo o patamar de igualdade. 
DIREITO DOS ADVOGADOSDIREITO DOS ADVOGADOS
O art. 7º, o art. 7º-A e o art. 7º-B do Estatuto tratam dos direitos dos advogados, 
enquanto o art. 2º do Código de Ética trata dos deveres.
O primeiro direito, previsto no art. 7º, inciso I, assegura liberdade de exercício da advocacia em 
todo o território nacional, ainda que a inscrição principal esteja vinculada ao domicílio profissional.
Além disso, a atuação habitual em outra seccional, com mais de cinco causas judiciais por 
ano, exige inscrição suplementar, sem necessidade de nova formação ou de nova aprovação 
em exame de ordem, com finalidade restrita à habitualidade.
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ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
Portanto, organiza-se esquema de estudo do art. 7º-B em conjunto com o art. 7º, incisos 
II, III, IV e V, pois o tema já passou a ser explorado no Exame de Ordem, embora ainda sem 
cobrança integral.
7º-B – EOAB
O art. 7º-B do Estatuto tipifica como crime a violação de quatro incisos do art. 7º, com 
pena de detenção de 2 a 4 anos, cumulada com multa.
A criminalização incide apenas sobre as violações aos incisos II, III, IV e V do art. 7º.
Assim, a afirmação de que toda e qualquer violação ao artigo 7º configura crime apresenta 
incorreção, pois somente a violação desses quatro incisos gera responsabilização penal da 
autoridade, com pena de detenção de 2 a 4 anos, além de multa.
O raciocínio se desenvolve a partir do art. 7º, inciso II, que trata da inviolabilidade do 
local de trabalho do advogado. 
INVIOLABILIDADE DO LOCAL DE TRABALHO – 7ºº, II EOAB
O art. 7º, inciso II, do Estatuto da OAB assegura a inviolabilidade do local de trabalho do 
advogado, de modo que a regra impede ingresso no escritório ou em qualquer ambiente 
utilizado para exercício profissional.
Essa proteção decorre do art. 5º, inciso XI, da Constituição, que trata de casa como 
asilo inviolável, em conceito amplo que abrange residência, consultórios, salas comerciais, 
escritório de advocacia e quarto de hotel, bem como alcança o domicílio quando utilizado 
como local de trabalho em razão de atuação profissional.
Além disso, a inviolabilidade visa resguardar o sigilo das informações conhecidas e 
mantidas no ambiente profissional.
O ingresso configura exceção e apenas ocorre, a qualquer hora do dia ou da noite, nas 
hipóteses de flagrante, desastre ou prestação de socorro, inclusive sem autorização judicial, 
por constituir medida excepcionalíssima.
O ingresso no local de trabalho do advogado para fins de busca e apreensão exige 
quatro requisitos cumulativos: autorização judicial, medida cautelar, mandado de busca 
e apreensão em nome do advogado e cumprimento em período diurno, das 6h às 18h, em 
qualquer local do país. 
Além disso, a autorização judicial pode fundamentar diligência para apuração de mero 
indício de autoria e/ou de materialidade, conforme previsão do art. 7º, § 6º, do Estatuto, sem 
exigência de certeza sobre prática de crime, pois a diligência tem caráter excepcionalíssimo.
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ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
Ainda, o ingresso deve ocorrer com acompanhamento de membro da OAB, sob pena 
de nulidade, e a ausência desse acompanhamento implica responsabilização penal da 
autoridade, com pena de detenção de 2 a 4 anos, cumulada com multa.
O membro da OAB deve receber tratamento respeitoso por parte dos agentes públicos 
responsáveis pela diligência, sob risco de configuração de abuso de autoridade, e deve zelar 
pela lisura do ato, garantindo fidelidade ao objeto da investigação e impedindo apreensão 
de objetos e documentos sem relação com o fato investigado.
A OAB deve ser cientificada do ingresso com antecedência mínima de 24 horas, sob 
presunção de nulidade, admitindo-se prazo inferior apenas em hipótese de urgência extrema 
para análise de equipamentos, conteúdos e documentos, desde que haja motivação e 
justificativa adequadas. 
Após ingresso no escritório do advogado, a regra impede acesso e manuseio de documentos 
de clientes, pois o cliente não integra o objeto da investigação quando a apuração recai 
apenas sobre o advogado.
Admite-se exceção quando o cliente figura como coautor ou partícipe do crime, hipótese 
em que o nome tende a constar no mandado de busca e apreensão; nesse caso, o acesso limita-
se aos documentos relacionados ao cliente identificado no mandado e ao objeto investigado, 
mantendo vedação quanto a documentos de terceiros sem vínculo com a investigação. 
A violação de qualquer requisito do ingresso e da diligência gera responsabilização penal 
da autoridade envolvida, inclusive delegado, policial ou magistrado, com pena de detenção 
de 2 a 4 anos, cumulada com multa.
Além disso, o artigo veda colaboração premiada contra cliente ou ex-cliente, com 
indicação de punição disciplinar de exclusão dos quadros da OAB por quórum qualificado 
de dois terços, apresentada como uma das hipóteses de exclusão por dois terços.
Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Maria Christina Barreiros.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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