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DIREITOS DOS ADVOGADOS3

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Direitos dos Advogados III
ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
DIREITOS DOS ADVOGADOS III
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Dá-se continuidade ao estudo dos direitos dos advogados, tema de maior incidência na 
disciplina de Estatuto, Regulamento e Código de Ética, considerando que o artigo 7º possui 
21 incisos, 16 parágrafos, além dos artigos 7º-A e 7º-B, possibilitando ampla exploração 
em avaliações. Por essa razão, é necessário o estudo atento dos dispositivos mencionados.
O primeiro direito do advogado consiste no exercício da advocacia em todo o território 
nacional. Em seguida, o segundo direito, referente à inviolabilidade do local de trabalho. O 
terceiro direito corresponde à possibilidade de comunicação com o cliente. O quarto trata 
da prisão em flagrante delito, no exercício ou fora do exercício da profissão. O quinto direito 
relaciona-se à prisão do advogado e ao trânsito em julgado.
6. 6. ADVOGADO – LIVRE ACESSO
Salas de sessões de tribunal
• Área reservada ao magistrado
• Não precisa marcar horário
Delegacias
• Mesmo fora do horário de expediente
• Independente da presença do Delegado
Repartição Judicial ou 
local de colheita
• Dentro do horário de expediente ou não
• Servidor deve estar presente
O sexto direito estabelece que é direito do advogado, não se tratando de favor, mas 
de prerrogativa assegurada, ter livre acesso. Trata-se de livre acesso, não de solicitação 
graciosa. Consideram-se as salas de sessões de tribunal, delegacias de polícia, repartições 
judiciais ou locais de colheita de prova.
No que se refere ao livre acesso às salas de tribunal, há o direito de comunicação com 
o magistrado em qualquer local, inclusive na área reservada ao magistrado, compreendida 
como o gabinete. Ainda que não seja oferecido café ou água, há obrigação de recebimento, 
não se limitando ao balcão da vara. O acesso estende-se à área reservada ao magistrado, 
ou seja, ao gabinete, independentemente de agendamento ou marcação prévia, não se 
tratando de favor, mas de dever de receber.
Não há necessidade de agendamento, tampouco se admite triagem sob o argumento 
de atendimento exclusivo a situações urgentes, pois o conceito de urgência é discricionário. 
Caso se pretenda falar com o juiz de segunda a sexta-feira, todos os dias, às 14 horas, no 
gabinete, deverá haver atendimento. Não se trata de favor, mas de obrigação de receber.
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Pode não haver oferta de café, o que não é objeto de solicitação; o que se assegura 
é o direito de diálogo em qualquer área, inclusive na área reservada ao magistrado, sem 
necessidade de agendamento. Daí a existência da figura do juiz plantonista, pois não há 
hora para matar, para passar mal ou para prestar socorro. Exemplifica-se com senhora de 
95 anos que, à meia-noite, em noite escura, deu entrada em pronto-socorro com fortes 
dores, necessitando de cirurgia sob pena de óbito. Entregue a documentação ao plano de 
saúde, houve negativa de atendimento. Não era possível aguardar. O advogado ingressou 
com medida no plantão, à meia-noite. O juiz de primeiro grau indeferiu a cirurgia. Houve 
recurso, na mesma noite, ao tribunal. 
Em caso real ocorrido no DP, a desembargadora recebeu o advogado às uma hora da 
manhã para despacho e, ao compreender a situação, registrou na decisão que jamais assinaria 
sentença de morte, deferindo a cirurgia. Recebeu o advogado em sede de tribunal, à uma 
hora da manhã, e proferiu decisão, pois não conceder a cirurgia seria condenar a paciente 
à morte. Cumpriu o estatuto e o quesito da legalidade, realizando-se a cirurgia. Trata-se de 
caso real ocorrido no DP, à meia-noite, razão pela qual existe a figura do juiz plantonista.
Quanto às delegacias, o advogado tem direito a livre acesso, mesmo fora do horário 
de expediente. Há direito de falar e de ingressar na delegacia independentemente da 
presença do delegado ou de seus titulares. Não há hora para matar, para cometer suposto 
crime ou para ser preso. É assegurado o ingresso na delegacia, ainda que fora do horário 
de expediente, à meia-noite, mesmo que o delegado não esteja presente, havendo policial 
para receber. Não se trata de favor, mas de direito, embora não esteja criminalizado.
Nas repartições judiciais, também há direito de ingresso, dentro ou fora do horário de 
expediente, como, por exemplo, na Receita Federal. Nas repartições judiciais, deve haver servidor 
presente para acompanhar, mas é assegurado o direito de entrar. Há direito de ingresso em 
qualquer sala de tribunal, inclusive na área reservada, sem necessidade de marcação de horário, 
não se limitando a atendimento restrito a determinado período. Deve haver atendimento, 
inclusive em horário de plantão. Em delegacia, inclusive fora do horário de expediente, não se 
exige a presença do delegado. Em repartição judicial, dentro ou fora do horário de expediente, 
com servidor presente. Não se trata de favor, mas de direito do advogado.
7. 7. PERMANÊNCIA DIANTE DO MAGISTRADO – 7º, VII EOAB
Pé / Sentado / Ficar / Sair / Permanecer
 Não precisa licença
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8. 8. DIRIGIR DIRETAMENTE AO MAGISTRADO – 7º, VIII EOAB
↳ Gabinete
↳ Independe agendamento de horário – Aguardar ordem chegada
↳ Prazo Seg a Sexta 14h–16h
Prossegue-se ao sétimo direito do advogado. Trata-se do direito de permanência diante 
do magistrado, previsto no artigo 7º, inciso 7º, do Estatuto da OAB. Ressalta-se que não existe 
hierarquia entre membros da magistratura, do Ministério Público e advogados, pois todos se 
encontram no mesmo patamar de igualdade, sendo essenciais à administração da justiça.
Ao ingressar, por exemplo, em sala de tribunal, é assegurado ao advogado o direito de 
permanecer em pé, sentado, curvado ou em qualquer outra posição. Pode permanecer em pé; 
pode permanecer sentado; pode posicionar-se de lado; pode permanecer curvado. O magistrado 
não pode obrigá-lo a permanecer sentado como forma de castigo, nem a permanecer em pé 
como forma de imposição. Se quiser ficar em pé, pode; se quiser ficar sentado, pode.
É igualmente assegurado permanecer dentro da sala do tribunal, sair da sala do tribunal 
ou permanecer na sala de audiência. Para ficar, sair ou permanecer, não há necessidade de 
licença ou autorização de quem quer que seja. 
Ainda que não seja advogado da causa, mas apenas esteja assistindo à audiência, sendo 
advogado e diante de audiência excessivamente demorada, caso surja a necessidade de 
ausentar-se para ir ao banheiro, não há obrigação de solicitar autorização. Não se exige 
manifestação como “Excelência, por favor, posso ir ao banheiro?”, nem se admite ordem 
para permanecer sob o argumento de estar atrapalhando a audiência. É possível retirar-se 
discretamente, dirigir-se ao banheiro, retornar e permanecer em silêncio. Não há necessidade 
de autorização. Pode permanecer, sair, entrar, sair novamente, permanecer, ficar em pé ou 
sentado, independentemente de autorização de quem quer que seja.
Tal situação é recorrente em prova. Há uma questão que apresenta hipótese em que 
o magistrado retirou todas as cadeiras da sala do tribunal. Pode retirar todas as cadeiras 
da sala do tribunal; os advogados ingressam em audiência pública e assistem em pé. 
Retiradas as cadeiras, diante do cansaço de permanecer em pé, é possível sentar-se no 
chão. Se posteriormente forem colocadas cadeiras e for determinado que ninguém pode 
levantar ou sair da sala de audiência enquanto não houver autorização, questiona-se se 
se trata de cárcere privado. É assegurado entrar, sair, permanecer, ficar em pé ou sentado, 
independentemente de autorização de quem quer que seja.
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Cita-se exemplo emblemático que circulou nas redes sociais, inclusive com vídeo divulgado 
no Instagram, referente ao julgamento, no tribunal do júri, do casodo menino Henry, fato 
gravíssimo, cuja imputação de responsabilidade envolvia a morte de menino de quatro anos 
atribuída ao padrasto e à mãe. O fato é gravíssimo; não se julga o fato, mas analisa-se a 
aplicação do estatuto, separando uma coisa da outra.
No tribunal do júri do caso do menino Henry, a bancada de defesa do advogado do 
Jairinho contava com dois advogados que o representavam, os quais permaneciam em 
pé. Permaneciam em pé reiteradamente. A juíza demonstrou indignação e irritação e 
determinou que se sentassem, repetindo a ordem. Indagou onde estaria, no estatuto, o 
dispositivo que a impediria de obrigá-los a permanecer sentados, elevando o tom de voz. 
O advogado, calmamente, pegou o microfone e mencionou o artigo 7º, incisos 6º, 7º, 8º e 
12 do Estatuto da OAB, afirmando ter direito, como advogado, de ficar em pé ou sentado, 
entrar, sair e permanecer, sem autorização de quem quer que seja. Os demais advogados 
permaneceram em pé, o que intensificou a irritação da juíza.
Questiona-se se houve crime de desacato, considerando que desacato consiste em 
desobedecer ordem manifestamente ilícita. Indaga-se se houve desacato. Não houve, pois 
desacato é desobedecer ordem manifestamente ilícita, e a ordem da juíza é ilícita, por violar 
direito do advogado. O direito de permanecer em pé é assegurado.
No que se refere à permanência diante do magistrado, há ainda o direito de dirigir-se 
diretamente ao magistrado, previsto no artigo 7º, inciso 8º, do Estatuto da OAB. Não se 
trata de favor, mas de direito. Assim, é assegurado falar com o magistrado em seu gabinete. 
Não se limita atendimento ao balcão da vara. Deve haver atendimento no gabinete, ainda 
que não se ofereça sequer um copo de água, mas o atendimento no gabinete é devido. 
O acesso é assegurado inclusive na área reservada, independentemente de agendamento 
de horário. Não se admite exigência de marcação prévia sob o argumento de que o magistrado 
somente atende mediante requisição de agenda. Caso se pretenda comparecer ao tribunal 
todas as segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras, às duas horas, para falar com 
o juiz, haverá atendimento. Pode-se aguardar a ordem de chegada: quem chegou primeiro 
é atendido primeiro; quem chegou em segundo, posteriormente, e assim sucessivamente. 
Pode haver organização por senha, um, dois, três, quatro. Ainda que cinquenta mil advogados 
compareçam à vara, haverá atendimento por ordem de chegada. Ressalva-se que gestantes, 
lactantes, quem deu à luz e pessoas que adotaram filhos possuem preferência na ordem 
das sustentações orais e das audiências, especialmente quando grávidas.
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Não é válida a afixação de placa informando atendimento a advogados apenas em 
segunda, quarta e sexta, das quatorze às dezesseis horas. Tal afirmação é falsa. Não se 
pode estabelecer datas ou horários restritos de atendimento ao advogado. O magistrado 
presta serviço à sociedade e deve atender o advogado em qualquer horário, inclusive após 
o término do expediente, por meio da figura do juiz plantonista, que também deve realizar 
atendimento. Assim, é assegurado o direito de dirigir-se diretamente ao magistrado, sendo 
vedado agendamento obrigatório ou limitação de atendimento a determinados dias, sob 
pena de violação do estatuto.
ATENÇÃO ART. 7º, VI DO EOAB
↳ Reuniões ou Assembleias
↳ Representar o seu cliente
↳ Procuração especiais
O artigo 7º, inciso VI, alínea “d”, do Estatuto da OAB dispõe que é direito do advogado 
comparecer a reuniões ou assembleias para representar seu cliente, desde que esteja 
munido de procuração com poderes especiais.
É assegurado ao advogado o direito de representar o cliente, por exemplo, em reunião 
de condomínio ou em assembleia de sociedade anônima. Tal previsão também consta na Lei 
das Sociedades Anônimas, sendo matéria cobrada tanto em Empresarial quanto no Estatuto.
Para representar o cliente em reuniões ou assembleias de sociedade anônima, é necessário 
estar munido de procuração com poderes especiais. Procuração geral não é suficiente, 
podendo haver impedimento de entrada. Exige-se procuração com poderes especiais, 
contendo dia, mês, ano, horário e a especificação do que será realizado, indicando que o 
advogado representará o cliente determinado, em data e horário certos, na assembleia da 
sociedade anônima indicada, para fins específicos.
Deve tratar-se de procuração com poderes especiais; caso contrário, haverá impedimento 
e não será possível representar o cliente. Trata-se de conteúdo já exigido em primeira fase, 
especialmente quanto à necessidade de procuração com poderes especiais. 
9. SUSTENTAÇÃO ORAL – 7º, IX EOAB + 7º §2º EOAB9. SUSTENTAÇÃO ORAL – 7º, IX EOAB + 7º §2º EOAB
 ADI 1127-8
↳ Qualquer recurso 
↳ 15 min –––––––––––––– lei
↳ Após o voto Relator –– Antes
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937 CPC – PREVISÃO EXPRESSA
 Improrrogável 15 min.
• Apelação • Ação Rescisória
• ROC • MS / Reclamação
• REsp. • Ag. Inst. – Tutelas
• RE • Lei
• Embargos Divergência
O próximo direito do advogado refere-se à sustentação oral, prevista no artigo 7º, 
inciso IX, do Estatuto da OAB, a ser analisado em conjunto com o artigo 7º, § 2º-B, do 
mesmo diploma.
O inciso IX dispõe que é direito do advogado realizar sustentação oral de qualquer 
recurso, pelo prazo de 15 minutos, após o voto do relator. Contudo, tal inciso foi declarado 
inconstitucional pela ADI 1127-8. Nessa decisão, entendeu-se que o advogado não possui 
direito de realizar sustentação oral em qualquer recurso, mas apenas naqueles com previsão 
legal. Assim, a sustentação oral é admitida somente nos recursos previstos em lei, pelo 
prazo estabelecido na respectiva norma, e não necessariamente por 15 minutos.
Além disso, a sustentação oral deve ocorrer antes do voto do relator, e não após. Caso o 
relator já tenha proferido voto, não haveria possibilidade de influenciar seu convencimento. 
A sustentação oral realizada antes do voto permite que os argumentos apresentados 
possam influenciar a formação do convencimento do magistrado, inclusive com eventual 
modificação do voto.
Portanto, a sustentação oral é cabível apenas nos recursos com previsão legal, pelo 
prazo fixado em lei que pode variar, como 15, 20, 30 ou 40 minutos, e deve ocorrer antes 
do voto do relator, tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade do inciso IX.
Como exemplo, o artigo 937 do CPC prevê expressamente a sustentação oral pelo prazo 
improrrogável de 15 minutos em determinados recursos, como apelação, recurso ordinário 
constitucional, recurso especial, recurso extraordinário e embargos de divergência, destinados 
a sanar divergência de julgamento no âmbito do tribunal.
O artigo 937 também prevê sustentação oral na ação rescisória, no mandado de segurança 
e nas reclamações. Ademais, é cabível sustentação oral no agravo de instrumento que verse 
sobre decisões interlocutórias relacionadas a pedido de tutela provisória de urgência ou 
de evidência. O inciso IX do artigo 937 ainda menciona outras hipóteses descritas em lei. 
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Não há previsão de sustentação oral em embargos de declaração. Tampouco há direito 
à sustentação oral em qualquer agravo de instrumento, mas apenas naquele que discuta 
tutela de urgência ou de evidência. Assim, não se admite sustentação oral em qualquer 
recurso, mas exclusivamente nos recursos previstos em lei.
7 § 2º EOAB
↳ Poderá → Recurso interposto contra dec. monocrática de relator
 Agravo Interno
Em 2022, foi incluído no Estatuto da OAB o artigo 7º, § 2º-B, dispondo que o advogado 
poderá realizar sustentação oral no recurso interposto contra decisão monocrática de 
relator que julgar o mérito ou não conhecer dos recursos ali listados.
O recurso cabível contra decisão monocrática do desembargadorrelator é o agravo 
interno. Assim, há previsão expressa no Estatuto de que é possível realizar sustentação 
oral em agravo interno, conforme o artigo 7º, § 2º-B.
Embora haja resistência no âmbito do STJ e do STF quanto à realização de sustentação 
oral em agravo interno, tal conduta configura violação ao Estatuto, que é lei nacional. Para 
fins de prova, há sustentação oral em agravo interno, nos termos do artigo 7º, § 2º-B, do 
Estatuto da OAB.
Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Maria Christina Barreiros.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.

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