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DIREITOS DOS ADVOGADOS6

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Direitos dos Advogados VI
ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
DIREITOS DOS ADVOGADOS VI
SIGILO – ART. 7º, XIX (EOAB)SIGILO – ART. 7º, XIX (EOAB)
Obs.:	 O	advogado	tem	o	dever	de	resguardar	o	sigilo	profissional	como	forma	de	preservar	
a	confiança,	que	constitui	o	principal	pilar	da	relação	entre	cliente	e	advogado.	
Assim,	não	pode	divulgar	qualquer	informação	recebida	no	exercício	da	profissão,	
seja	atuando	como	advogado,	como	árbitro,	como	mediador	ou	no	desempenho	de	
cargo	ou	função	no	âmbito	da	OAB.
A	regra	geral	é	que	o	advogado	deve	guardar	sigilo	sobre	todas	as	informações	recebidas	
no	exercício	da	função.	A	violação	desse	dever	pode	gerar	responsabilização	em	diferentes	
esferas,	inclusive	processo	administrativo	disciplinar.	A	quebra	de	sigilo	pode	ensejar	
penalidade	de	censura	e,	em	hipóteses	mais	graves,	como	delação	contra	cliente	ou	ex-
cliente,	pode	resultar	em	exclusão.
Para	ilustrar,	apresenta-se	o	seguinte	exemplo.	Uma	advogada	presencia	um	crime	
ao	passar	por	determinado	local,	mas	toma	conhecimento	do	fato	como	cidadã,	e	não	no	
exercício	da	profissão.	Se	for	intimada	a	depor,	deverá	fazê-lo,	pois	não	obteve	a	informação	
na	condição	de	advogada.
Em	situação	distinta,	a	advogada	presencia	o	crime	e,	ao	interagir	com	o	autor,	identifica-
se	como	advogada	e	presta	orientação,	ainda	que	verbal	e	sem	formalização	contratual.	
Nesse	caso,	há	prestação	de	consultoria,	que	pode	ocorrer	independentemente	de	contrato	
ou	procuração.	Se	posteriormente	for	intimada	a	depor,	não	poderá	fazê-lo,	sob	pena	de	
quebra	de	sigilo,	pois	as	informações	foram	recebidas	no	exercício	da	função	profissional.	
Outra	decorrência	do	dever	de	sigilo	está	prevista	no	artigo	20	do	Código	de	Ética	e	
Disciplina	da	OAB.	É	vedado	ao	advogado	patrocinar	simultaneamente	clientes	com	interesses	
opostos.	Contudo,	em	um	divórcio	consensual,	é	possível	atuar	simultaneamente	para	
ambas	as	partes,	pois	não	há	litígio,	mas	mera	homologação	de	vontades.
Se,	no	curso	do	processo,	o	divórcio	tornar-se	litigioso,	surgem	interesses	opostos.	
Nesse	momento,	o	advogado	não	poderá	continuar	representando	ambos	e	deverá	optar	
por	um	deles.	Independentemente	da	escolha,	deverá	resguardar	o	sigilo	das	informações	
recebidas	da	parte	que	deixar	de	representar.	
Nos	termos	do	artigo	21	do	Código	de	Ética	e	Disciplina	da	OAB,	também	se	admite	que	
o	advogado,	após	encerrar	vínculo	profissional	com	determinado	cliente,	passe	a	atuar	para	
empresa	concorrente.	Por	exemplo,	após	atuar	por	20	anos	para	a	Coca-Cola,	o	advogado	
pode,	após	o	desligamento,	passar	a	advogar	para	o	Guaraná,	empresa	concorrente.	Nessa	
hipótese,	não	há	impedimento,	desde	que	sejam	rigorosamente	preservadas	todas	as	
informações	sigilosas	recebidas	ao	longo	da	relação	profissional	anterior.
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Direitos dos Advogados VI
ÉTICA E ESTATUTO DA OAB
O	advogado	não	pode	depor	sobre	fatos	de	que	tenha	tomado	conhecimento	no	exercício	
da	profissão.
O	sigilo	profissional	constitui,	ao	mesmo	tempo,	direito	e	dever	do	advogado.	Ainda	que	
o	cliente	autorize	expressamente	o	depoimento,	o	advogado	pode	recusar-se	a	depor,	pois	
o	sigilo	é	matéria	de	ordem	pública	e	independe	de	solicitação	ou	reserva	feita	pelo	cliente.	
Trata-se	de	dever	inerente	ao	exercício	da	profissão,	previsto	no	Estatuto	e	no	Código	de	
Ética.	As	informações	trocadas	entre	advogado	e	cliente	são	confidenciais.
Assim,	caso	o	advogado	seja	intimado	por	juiz,	delegado,	comissão	parlamentar	de	
inquérito	ou	qualquer	outro	órgão	para	prestar	depoimento	acerca	de	informações	obtidas	
no	exercício	da	advocacia,	seja	atuando	como	advogado,	árbitro,	mediador	ou	no	desempenho	
de	cargo	na	OAB,	não	poderá	revelar	tais	informações.
A	quebra	de	sigilo	pode	ensejar	processo	administrativo	disciplinar	e	penalidade	de	
censura.	Em	hipóteses	mais	graves,	como	delação	ou	colaboração	contra	cliente	ou	ex-
cliente,	poderá	resultar	em	penalidade	de	exclusão,	mediante	quórum	qualificado.	
O	sigilo	profissional,	contudo,	não	é	absoluto.	A	regra	é	a	preservação	do	sigilo,	mas	
há	exceção	prevista	no	artigo	37	do	Código	de	Ética	e	Disciplina	da	OAB.	O	sigilo	pode	ser	
afastado	em	situações	excepcionais	que	configurem	grave	ameaça	à	vida	ou	à	honra	de	
terceiro	ou	do	próprio	advogado.
Como	exemplo,	imagine-se	que,	no	curso	de	atendimento	profissional,	um	cliente	revele	
ter	contratado	alguém	para	atentar	contra	a	vida	de	sua	ex-companheira,	indicando	data	
e	circunstâncias.	Nessa	hipótese,	diante	de	grave	ameaça	à	vida	de	terceiro,	o	advogado	
poderá	romper	o	sigilo,	pois	não	há	direito	absoluto	que	prevaleça	sobre	a	proteção	da	vida	
ou	da	honra.	Fora	dessas	situações	excepcionais,	o	dever	é	manter	o	sigilo	sobre	todas	as	
informações	recebidas	no	exercício	da	profissão.
Este	material	foi	elaborado	pela	equipe	pedagógica	do	Gran	Concursos,	de	acordo	com	a	aula	
preparada	e	ministrada	pela	professora	Maria	Christina	Barreiros.
A	presente	degravação	tem	como	objetivo	auxiliar	no	acompanhamento	e	na	revisão	do	conteúdo	
ministrado	na	videoaula.	Não	recomendamos	a	substituição	do	estudo	em	vídeo	pela	leitura	
exclusiva	deste	material.
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