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Ética na Contabilidade

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Ética na contabilidade
Os campos de moral e ética e o seu papel na sociedade. Concepções de ética e Código de Ética
Profissional do Contador. A organização dos Conselhos de Contabilidade.
Prof. Sidmar Roberto Vieira Almeida
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os princípios éticos que norteiam a profissão contábil e que estão ligados aos principais
conflitos e problemas preconizados no Código de Ética é fundamental para o profissional de contabilidade.
Preparação
Para acompanhar o curso, tenha em mãos o Código de Ética Profissional do Contador a fim de ler os detalhes
das normas quando necessário.
Objetivos
Identificar os deveres e as proibições pertinentes aos profissionais de contabilidade.
Reconhecer a reflexão do julgamento profissional do profissional de contabilidade.
Descrever a organização dos Conselhos de Contabilidade.
Introdução
A sociedade é construída de conjuntos de valores que servem como apoio ao comportamento do ser humano
a ser adotado ao longo de sua vida. Por meio da ética, é possível mensurar níveis de convivência que sejam
plausíveis entre a sociedade e os indivíduos que a integram.
Dentro do estudo da contabilidade, os parâmetros éticos estão descritos em normas que devem ser
seguidas pelos profissionais da área, refletindo o reconhecimento da profissão de sua
responsabilidade de interesse público.
Vamos abordar as normas que fornecem a estrutura conceitual a qual os profissionais da contabilidade devem
aplicar para identificar, avaliar e tratar as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais. Estudaremos
as teorias relacionadas à ética, os principais problemas e a tomada de decisão baseada em princípios éticos.
 
Bom estudo!
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1. Deveres e proibições dos profissionais de contabilidade
Conceito de ética
De acordo com o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda o que é ética?
 
É “o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto
de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.
 
Tendo como base esse conceito, concluímos que pensar em ética é analisar a conduta humana e divergi-la
para o bem ou para o mal, relacionando-a ao conceito de moral e bons costumes, conforme ditames sociais.
A aplicação da ética está intimamente relacionada a um conjunto de valores morais e princípios que rege a
conduta humana na sociedade. Sua finalidade é o equilíbrio e o desenvolvimento.
 
A adequação do conceito de ética ocorre em inúmeras esferas: política, econômica, social, empresarial,
médica, profissional, entre tantas.
 
Como se pode observar, a ética está presente no cotidiano em ações individuais, coletivas, andando sempre
de maneira paralela com a moral.
Princípios que diferem o certo ou o errado decorrem da ética. Ser ético é optar pelo certo, mesmo
podendo escolher o errado sem qualquer fiscalização.
O comportamento humano está sempre sujeito a um julgamento cujos pressupostos se enquadram no rol de
valores. Em sociedade ou mesmo em um grupo, são avaliados os princípios de cada indivíduo visando ao
almejado comportamento correto.
 
A ética como ciência tem por finalidade inspirar valores morais por meio do que se entende por honestidade.
 
A principal diferença entre a ética e a moral se dá na individualização:
Nas palavras de Aurélio Buarque de Holanda, o que é moral?
 
É o "conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer
tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada".
Em comparação, a moral seria o termo mais amplo para a ética. A ética está para o indivíduo assim
como a moral está para o grupo de indivíduos.
De acordo com Norma Brasileira de Contabilidade – NBC PG 100 (R1), seção 100, uma característica da
profissão contábil é a aceitação da responsabilidade de agir no interesse público.
 
A responsabilidade do profissional contábil não é exclusivamente a de satisfazer às necessidades do cliente
ou da organização empregadora em particular. O Código contém requisitos e material de aplicação que
permitem que esses profissionais cumpram com a sua responsabilidade de agir no interesse público.
Teorias relacionadas à ética
As Normas Brasileiras de Contabilidade descrevem os princípios fundamentais de ética para os profissionais
da contabilidade, refletindo o reconhecimento da profissão de sua responsabilidade de interesse público.
Esses princípios estabelecem o padrão de comportamento esperado do profissional da contabilidade.
A NBC PG 100 (R1) fornece uma estrutura conceitual que os profissionais da contabilidade devem aplicar para
identificar, avaliar e tratar as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais.
NBC PG 100 (R1)
Ética 
É a pessoa, o indivíduo. A ética se dá pela
predisposição do indivíduo a observar os
conceitos da moral.
Moral 
Traduz o que se espera de
comportamentos, hábitos, costumes e
crenças do meio social. A moral se dá
pelo cumprimento de normas, leis e
costumes de uma sociedade.
Vamos, a partir de agora, apresentar e discutir a NBC PG 100 (R1), que está dividida em diversas seções.
Vamos conhecê-las!
Seção 100 – Cumprimento do Código
O profissional da contabilidade deve cumprir o Código, que engloba um conjunto de regras e princípios que
deverão ser adotados. Se não houver exceções estabelecidas por leis ou regulamentos, ou mesmo por
jurisdições que diferem daquelas apresentadas pela NBC, o profissional deverá cumprir, na íntegra, o Código.
 
É possível que o profissional da contabilidade depare com circunstâncias incomuns, nas quais acredita que o
resultado da aplicação de exigência específica do Código seria desproporcional ou que não seria do interesse
público. Nessas circunstâncias, ele deve consultar o órgão profissional ou regulador.
Seção 110 – Princípios fundamentais
São cinco os princípios fundamentais de ética para os profissionais da contabilidade:
Integridade
O profissional de contabilidade deverá ser direto e honesto em todas as relações profissionais e
comerciais, apresentando uma conduta irrepreensível cuja natureza das ações transpareça
honestidade e integridade.
Objetividade
Seus julgamentos profissionais ou comerciais não podem apresentar comportamento tendencioso ou
ser influenciados por qualquer conflito de interesse, prezando sempre pela objetividade.
Competência profissional e devido zelo
Na execução das suas atividades, além do zelo, o profissional deve possuir conhecimento técnico
capaz de assegurar que os serviços tenham qualidade e estejam nos padrões adequados,
contemplando a legislação vigente.
Comportamento profissional
O comportamento profissional engloba, ainda, o cumprimento de leis e regulamentos pertinentes,
evitando qualquer fato que possa desacreditar a profissão.
Confidencialidade
O resguardo das informações deve ser garantido em confiança e proteção contra a sua revelação não
autorizada, ou seja, deve haver a confidencialidade das informações obtidas em decorrência de
relações profissionais e comerciais.
Os princípios de ética deverão ser cumpridos por todos os profissionais de contabilidade. Ainda de acordo
com essa seção, o profissional de contabilidade pode enfrentar uma situação na qual o cumprimento de um
princípio fundamental esteja em conflito com um ou mais princípios fundamentais.
 
Nessa situação, ele pode considerar a consulta, de forma anônima se necessário, a:
 
Outros profissionais dentro da firma ou da organização empregadora.
Responsáveis pela governança.
Órgão profissional.
Órgão regulador.
Assessores jurídicos.
Entretanto, essa consulta não desobriga o profissional da contabilidade da responsabilidade de exercer
julgamento profissional para resolver o conflito ou, se necessário e salvo se proibido por lei ou regulamento,
desassociar-se do assunto que criou o conflito.
 
Por fim, o profissional da contabilidade deve documentar a essência da questão, os detalhes de todas as
discussões, as decisões tomadas e a lógica dessas decisões.
Subseção 111– Integridade
Essa subseção apresenta o princípio da integridade, que implica negociação justa e veracidade, sendo vedada
a omissão de informações necessárias e relevantes.
 
O profissional da contabilidade deve cumprir o princípio da integridade, que requer que ele seja direto e
honesto em todos os relacionamentos profissionais e comerciais. Esse profissional não deve,
conscientemente, estar associado a relatórios, declarações, comunicações ou outras informações que sejam
falsas ou enganosas ou que tenham sido fornecidas de maneira leviana.
Subseção 112 – Objetividade
Nessa subseção, o princípio da objetividade é apresentado, deixando explícito que o julgamento profissional
não deverá ter nenhum conflito de interesse, tampouco algum viés.
 
O profissional da contabilidade deve cumprir o princípio da objetividade, que requer que seu julgamento
profissional ou comercial não seja comprometido devido a comportamento tendencioso, a conflito de
interesses ou à influência indevida de outros.
Subseção 113 – Competência profissional e devido zelo
De maneira geral, a palavra competência está relacionada à capacidade de uma pessoa de executar
determinada tarefa. O zelo consiste na máxima atenção a tudo o que o profissional se dispõe a fazer.
 
O profissional da contabilidade deve cumprir o princípio da competência profissional e o devido zelo, sendo
requerido que ele:
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Obtenha e mantenha conhecimento profissional e habilidade no nível necessário para assegurar que o
cliente ou a organização empregadora receba serviço profissional competente, com base em padrões
técnicos e profissionais atuais e legislação relevante.
 
Aja de modo diligente e de acordo com os padrões técnicos e profissionais aplicáveis.
Atender aos clientes e às organizações empregadoras com competência profissional requer o exercício de
julgamento sólido na aplicação do conhecimento profissional e na habilidade da realização de atividades
profissionais.
 
O que a manutenção da competência profissional requer? A consciência contínua e o entendimento dos
desenvolvimentos técnicos, profissionais e comerciais pertinentes. O desenvolvimento contínuo permite que o
profissional da contabilidade desenvolva e mantenha as habilidades para apresentar desempenho
competente.
A diligência abrange a responsabilidade de agir de acordo com os requisitos de designação de maneira
cuidadosa, exaustiva e tempestiva.
 
Ao cumprir o princípio da competência profissional e do devido zelo, o profissional da contabilidade deve
tomar as providências razoáveis para assegurar que os que estão trabalhando na qualidade de profissionais
sob sua autoridade tenham o treinamento e a supervisão adequados.
 
Quando apropriado, o profissional da contabilidade deve informar as limitações inerentes aos serviços ou às
atividades aos clientes, à organização empregadora ou a outros usuários dos seus serviços ou atividades
profissionais.
Subseção 114 – Confidencialidade
Nessa subseção, é apresentado o princípio da confidencialidade. Profissionais contratados são proibidos de
divulgar as informações a que têm acesso, salvo explícita permissão.
 
O profissional da contabilidade deve cumprir o princípio de confidencialidade, o que requer que ele respeite as
informações confidenciais obtidas em decorrência de relações profissionais e comerciais. Além disso, são
alguns de seus deveres:
 
Estar atento à possibilidade de divulgação inadvertida, incluindo ambiente social e, especialmente,
parceiro de negócio próximo ou familiar próximo ou imediato.
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Manter a confidencialidade das informações dentro da firma ou da organização empregadora.
 
Manter a confidencialidade das informações divulgadas por cliente ou organização empregadora em
potencial.
 
Não divulgar, fora da firma ou da organização empregadora, informações confidenciais obtidas em
decorrência de relações profissionais e comerciais sem a devida autorização específica, a menos que
haja um direito ou dever legal ou profissional de divulgação.
 
Não usar informações confidenciais obtidas em decorrência de relações profissionais e comerciais para
benefício pessoal ou para benefício de terceiro.
 
Não usar ou divulgar nenhuma informação confidencial obtida ou recebida em decorrência da relação
profissional ou comercial após o término dessa relação.
 
Tomar providências razoáveis para assegurar que o pessoal sob o controle do profissional da
contabilidade e as pessoas das quais assessoria e assistência são obtidas respeitem o dever de
confidencialidade.
A confidencialidade serve ao interesse público, porque facilita o fluxo livre de informações do cliente ou da
organização empregadora para o profissional da contabilidade, com a certeza de que essas informações não
serão divulgadas para terceiros.
 
Vamos, agora, conhecer as circunstâncias em que profissionais da contabilidade são ou podem ser solicitados
a divulgar informações confidenciais ou quando essa divulgação pode ser apropriada:
 
1. Exemplos de divulgação exigida por lei:
 
Produção de documentos ou outra disponibilização de evidências no curso dos procedimentos legais.
Divulgação às autoridades públicas competentes de infrações da lei que são reveladas.
 
2. A divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente ou pela organização empregadora.
 
3. Há o dever ou direito profissional de divulgação, quando não for proibido por lei, de:
 
Cumprir a revisão de qualidade de órgão profissional.
Responder à indagação ou à investigação por órgão profissional ou regulador.
Proteger os interesses profissionais do profissional da contabilidade em procedimentos legais.
Cumprir as normas técnicas e profissionais, incluindo as exigências éticas.
 
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Ao decidir sobre a divulgação das informações confidenciais, os fatores a serem considerados, dependendo
das circunstâncias, incluem:
 
Se os interesses de todas as partes, incluindo terceiros que podem ser afetados, serão prejudicados se
o cliente ou a organização empregadora consentir com a divulgação das informações pelo profissional
da contabilidade.
 
Se todas as informações relevantes são conhecidas e comprovadas na medida praticável. Os fatores
que afetam a decisão de divulgação incluem: fatos não comprovados, informações incompletas e
conclusões não comprovadas
 
O tipo de comunicação proposto e a quem ela é dirigida.
 
Se as partes para as quais a comunicação é dirigida são os receptores apropriados.
O profissional da contabilidade deve continuar a cumprir o princípio de confidencialidade, mesmo após o
término da sua relação com o cliente ou com a organização empregadora.
 
Ao mudar de emprego ou obter novo cliente, ele pode usar a experiência anterior, mas não deve usar ou
divulgar nenhuma informação confidencial obtida ou recebida em decorrência da relação profissional ou
comercial.
Subseção 115 – Comportamento profissional
Como o comportamento profissional pode ser entendido? Como um conjunto de características pessoais e
atitudes tomadas no ambiente de trabalho, considerando o cumprimento da conduta ética, hábitos e
comportamentos.
O profissional da contabilidade deve cumprir o princípio de comportamento profissional, que requer que ele
cumpra as leis e os regulamentos pertinentes e evite qualquer conduta da qual ele tenha conhecimento, ou
deveria ter conhecimento, que possa desacreditar a profissão.
 
Além disso, não deve, de modo consciente, envolver-se em qualquer negócio, ocupação ou atividade que
prejudique ou possa prejudicar a integridade, a objetividade ou a boa reputação da profissão e que, como
resultado, seria incompatível com os princípios fundamentais.
Seção 120 – Estrutura conceitual
A finalidade da estrutura conceitual é especificar a abordagem para que o profissional da contabilidade:
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Identifique ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais.
Avalie as ameaças identificadas.
Trate as ameaças de forma a eliminá-las ou reduzi-lasa um nível aceitável.
 
Ao aplicar a estrutura conceitual, o profissional da contabilidade deve:
 
Exercer o julgamento profissional.
Permanecer atento a novas informações e mudanças em fatos e circunstâncias.
Usar o teste do terceiro informado e prudente.
Exercício do julgamento profissional
O que está envolvido no julgamento profissional?
A aplicação de treinamento relevante, o conhecimento profissional, a habilidade e a experiência
proporcionalmente aos fatos e às circunstâncias, incluindo a natureza e o escopo das atividades
profissionais específicas e os interesses e os relacionamentos envolvidos.
Com relação ao desenvolvimento de atividades, o exercício do julgamento profissional é necessário quando o
profissional da contabilidade aplica a estrutura conceitual a fim de tomar decisões adequadas sobre os cursos
de ação disponíveis e determinar se essas decisões são apropriadas nas circunstâncias.
 
O entendimento de fatos e circunstâncias conhecidos é pré-requisito para a aplicação adequada da estrutura
conceitual. Determinar as ações necessárias para obter esse entendimento e chegar à conclusão se os
princípios fundamentais foram cumpridos também requer o exercício de julgamento profissional.
 
Ao exercer o julgamento profissional para obter esse entendimento, o profissional da contabilidade pode
considerar se:
 
Há motivo para se preocupar com o fato de que informações potencialmente relevantes podem faltar
nos fatos e nas circunstâncias conhecidos pelo profissional da contabilidade.
 
Há inconsistência entre os fatos e as circunstâncias conhecidos e as expectativas do profissional de
contabilidade.
 
A competência e a expectativa do profissional de contabilidade são suficientes para que se chegue à
conclusão.
 
Há a necessidade de consultar outros que tenham competência ou experiência relevantes.
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3. 
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As informações fornecem uma base razoável para se chegar à conclusão.
 
A própria preconcepção ou o comportamento tendencioso do profissional de contabilidade pode afetar
o exercício de seu julgamento profissional.
 
Pode haver outras conclusões razoáveis que poderiam ser obtidas a partir das informações disponíveis.
Terceiro informado e prudente
O teste do terceiro informado e prudente é a consideração, por parte do profissional da contabilidade, quanto
a se as mesmas conclusões seriam, provavelmente, obtidas por outra parte.
 
Como é feita essa consideração? É feita do ponto de vista de um terceiro informado e prudente que pondera
todos os fatos e todas as circunstâncias relevantes a respeito dos quais o profissional da contabilidade tem,
ou poderia ter, conhecimento na época em que as conclusões são feitas.
 
O terceiro informado e prudente não precisa ser profissional da contabilidade, mas teria o conhecimento e a
experiência pertinentes para entender e avaliar a adequação das conclusões do profissional da contabilidade
de modo imparcial.
Identificação de ameaças
O profissional da contabilidade deve identificar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais.
Um pré-requisito para a identificação de ameaças por parte do profissional da contabilidade é o
entendimento de fatos e circunstâncias, incluindo quaisquer atividades profissionais, interesses e
relacionamentos que possam comprometer o cumprimento dos princípios fundamentais.
A existência de determinadas condições, políticas e de procedimentos estabelecidos pela profissão,
legislação, regulamentação, firma ou organização empregadora, a fim de melhorar a postura ética do
profissional da contabilidade, também pode ajudar na identificação de ameaças ao cumprimento dos
princípios fundamentais.
 
As ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais:
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Podem ser criadas por uma variedade de fatos e circunstâncias. Não é possível definir todas as
situações que criam ameaças. Além disso, a natureza dos trabalhos e a das designações de trabalho
podem diferir. Consequentemente, diferentes tipos de ameaças podem ser criados.
 
Enquadram-se em inúmeras categorias. No conjunto dessas ameaças, o comportamento do
profissional de contabilidade não pode ser influenciado de maneira inadequada por interesses próprios.
Tampouco, o profissional de contabilidade deve defender uma posição de cliente ou da organização
empregadora que comprometa a sua objetividade.
 
Na hipótese de qualquer relacionamento longo ou próximo com o cliente ou a organização
empregadora, o profissional tem de zelar para que não se torne solidário aos interesses deles ou que,
de alguma maneira, aceite o seu trabalho sem muito questionamento, ensejando ingressar em uma das
ameaças.
Uma circunstância pode criar mais de uma ameaça, e uma ameaça pode afetar o cumprimento de mais de um
dos princípios fundamentais.
Avaliação das ameaças
Quando o profissional da contabilidade identificar uma ameaça ao cumprimento dos princípios fundamentais,
deve avaliá-la se está em nível aceitável, ou seja, se a conclusão seria semelhante à de um profissional que
usa o teste do terceiro informado e prudente.
Fatores relevantes na avaliação do nível das ameaças
A consideração dos fatores qualitativos, assim como quantitativos, é relevante na avaliação das ameaças, por
parte do profissional da contabilidade, assim como o efeito combinado de ameaças múltiplas, quando
aplicável.
 
Exemplos dessas condições, políticas e procedimentos incluem:
 
Exigências de governança corporativa.
Exigências educacionais, de formação e de experiência para a profissão.
Sistemas eficientes de denúncia que permitem que o profissional da contabilidade e o público em geral
chamem a atenção para o comportamento antiético.
O dever explicitamente declarado de comunicar violações de exigências éticas.
O monitoramento de órgãos profissionais ou de reguladores e procedimentos disciplinares.
 
Consideração de novas informações ou mudanças em fatos e circunstâncias
Se o profissional da contabilidade tomar conhecimento de novas informações ou mudanças em fatos e
circunstâncias que possam afetar a eliminação ou a redução de uma ameaça a um nível aceitável, ele deve
reavaliar e tratar essa ameaça.
 
Permanecer atento durante toda a atividade profissional auxilia o profissional da contabilidade a determinar se
surgiram novas informações ou se ocorreram mudanças em fatos e circunstâncias que:
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Afetam o nível de uma ameaça.
 
Afetam as conclusões do profissional da contabilidade quanto a se as salvaguardas aplicadas
continuam a ser apropriadas para tratar as ameaças identificadas.
Tratamento das ameaças
Se o profissional da contabilidade determinar que as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais
identificadas não estão em um nível aceitável, ele deve tratá-las mediante a sua eliminação ou redução a um
nível aceitável.
 
O profissional da contabilidade deve assim agir mediante:
 
A eliminação das circunstâncias, incluindo interesses ou relacionamentos, que estão gerando as
ameaças.
 
A eliminação das circunstâncias, incluindo interesses ou relacionamentos, que estão gerando as
ameaças.
 
A recusa ou o término da atividade profissional específica.
Ações para eliminar ameaças
Dependendo dos fatos e das circunstâncias, a ameaça pode ser tratada com a eliminação da circunstância
que gerou a ameaça.
Entretanto, há algumas situações em que as ameaças só podem ser tratadas por meio da recusa ou
do término da atividade profissional específica.
Isso ocorre porque as circunstâncias que criaram as ameaças não podem ser eliminadas, e as salvaguardas
não podem ser aplicadas para reduzir a ameaça a um nível aceitável.
Salvaguardas
São ações isoladas ou combinadas, tomadas pelo profissional da contabilidade, que, efetivamente, reduzem
as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais a um nível aceitável.
Consideração de julgamentos significativos e conclusões gerais obtidas
O profissional da contabilidade deve formar uma conclusão geral com relação às ações queirá, ou pretende,
tomar contra as ameaças criadas para as eliminar ou as reduzir a um nível aceitável. Ao formar uma conclusão
geral, o profissional da contabilidade deve:
 
Rever todos os julgamentos significativos feitos ou as conclusões obtidas.
 
Usar o teste do terceiro informado e prudente.
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Além disso, fazer considerações para trabalhos de auditoria, de revisão e outros trabalhos de asseguração.
Independência
As normas internacionais de independência exigem que os contadores que prestam serviços (contadores
externos) sejam independentes ao realizar trabalhos de auditoria, de revisão e de outros trabalhos de
asseguração. A independência está relacionada aos princípios fundamentais de objetividade e de integridade.
 
A independência compreende:
Independência de pensamento
Postura que permite a expressão de uma conclusão que não seja afetada por influências que
comprometam o julgamento profissional, possibilitando, assim, que pessoa atue com integridade e
exerça a objetividade e o ceticismo profissional.
Aparência de independência
Prevenção de fatos e circunstâncias que sejam tão significativos que um terceiro informado e
prudente provavelmente concluiria que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional da
firma ou de membro da equipe de auditoria ou asseguração tenham sido comprometidos.
As normas internacionais de independência apresentam os requisitos e o material de aplicação quanto à forma
de aplicar a estrutura conceitual para manter a independência na realização de trabalhos de auditoria, de
revisão ou de outros trabalhos de asseguração.
Os profissionais da contabilidade e as firmas devem cumprir com essas normas para que sejam
independentes na condução desses trabalhos.
 
A estrutura conceitual para identificar, avaliar e tratar as ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais se aplica, do mesmo modo, ao cumprimento dos requisitos de independência.
 
As categorias de ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais descritas no item 120.6A3 também
são as categorias de ameaças ao cumprimento dos requisitos de independência.
Ceticismo profissional
Nos termos das normas de auditoria, de revisão e de outras normas de asseguração, os contadores que
prestam serviços (contadores externos) têm de exercer o ceticismo profissional no planejamento e na
condução de trabalhos de auditoria, de revisão e de outros trabalhos de asseguração.
 
O ceticismo profissional e os princípios fundamentais que estão descritos na seção 110 são conceitos inter-
relacionados.
Na auditoria das demonstrações contábeis, o cumprimento dos princípios fundamentais, individual e
coletivamente, apoia o exercício de ceticismo profissional, conforme demonstrado nos exemplos a seguir:
Integridade
Requer que o profissional da contabilidade seja direto e honesto. Por exemplo, esse profissional
cumpre o princípio de integridade ao:
(a) Ser direto e honesto ao levantar preocupações quanto à posição tomada por cliente.
(b) Fazer indagações sobre informações inconsistentes e buscar evidências de auditoria adicionais
para tratar de preocupações acerca de declarações que podem ser, significativamente, falsas ou
enganosas para a tomada de decisões fundamentadas quanto ao curso de ação apropriado nas
circunstâncias.
Assim, o profissional da contabilidade demonstra a avaliação crítica das evidências de auditoria que
contribuem para o exercício do ceticismo profissional.
Objetividade
Requer que o profissional da contabilidade não comprometa o julgamento profissional ou comercial
devido a comportamento tendencioso, conflito de interesses ou influência indevida de outros. Por
exemplo, esse profissional cumpre o princípio de objetividade ao:
(a) Reconhecer as circunstâncias ou os relacionamentos, como familiaridade com o cliente, que
podem comprometer o seu julgamento profissional ou comercial.
(b) Considerar o impacto dessas circunstâncias e desses relacionamentos, em seu julgamento, ao
avaliar a suficiência e a adequação das evidências de auditoria relacionadas a assunto relevante para
as demonstrações contábeis do cliente.
Assim, o profissional da contabilidade se comporta de modo a contribuir para o exercício do ceticismo
profissional, englobando a aplicação do conhecimento para a identificação dos riscos de distorção material,
devendo conduzir os procedimentos de auditoria de maneira apropriada.
Princípios fundamentais da ética
No vídeo a seguir, o especialista vai apresentar o conceito de ética e seu campo de aplicação, e explicar os
cinco princípios fundamentais da ética para os profissionais da contabilidade.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
(PC-AC / 2015 – FUNCAB – Perito Criminal – Contabilidade) 
A ética pode ser definida como:
A
Um conjunto de valores genéticos que são passados de geração em geração.
B
A parte da Filosofia que estuda a moral, isto é, responsável pela investigação dos princípios que motivam,
distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.
C
A boa vontade no comportamento do servidor público em quaisquer situações e em qualquer tempo de seu
cotidiano.
D
Um conjunto de proibições particularmente respeitantes ao convívio em família.
E
A conduta do agente público a ser observada apenas no ambiente de trabalho.
A alternativa B está correta.
O estudo do comportamento humano é uma das formas de definir a ética. A ética não é um valor genético.
Além disso, apesar de boa vontade ser um dos princípios que deve nortear o comportamento ético do
servidor, não é uma definição de ética. Por fim, a conduta ética do servidor extrapola os limites do seu
ambiente de trabalho.
Questão 2
A confidencialidade serve ao interesse público, porque facilita o fluxo livre de informações do
cliente ou da organização empregadora para o profissional da contabilidade, com a certeza de
que essas informações não serão divulgadas para terceiros. São circunstâncias nas quais os
profissionais da contabilidade são ou podem ser solicitados a divulgar informações
confidenciais ou nas quais essa divulgação pode ser apropriada, exceto:
A
Produção de documentos ou outra disponibilização de evidências no curso dos procedimentos legais.
B
Divulgação às autoridades públicas competentes de infrações da lei que são reveladas.
C
A divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente ou pela organização empregadora.
D
O dever ou o direito profissional de divulgação, mesmo quando for proibido por lei, de cumprir a revisão de
qualidade de órgão profissional.
E
Proteção dos interesses profissionais do profissional da contabilidade em procedimentos legais.
A alternativa D está correta.
Quando for proibido por lei, os profissionais da contabilidade não podem ser solicitados a divulgar
informações confidenciais. A questão está errada, pois informa que o dever profissional de divulgação
ocorreria mesmo quando fosse proibido por lei.
2. Julgamento profissional do profissional de contabilidade
O Código de Ética Profissional e a Norma Brasileira de
Contabilidade
Um código reúne compilações sistemáticas de leis, normas e regulamentos aplicáveis em diversos tipos de
atividades.
No caso da Contabilidade, o Código de Ética Profissional está pautado na Norma Brasileira de
Contabilidade PG 01 (NBC PG 01) e tem por objetivo fixar a conduta do contador no exercício da sua
atividade e nos assuntos relacionados à profissão e à classe.
A conduta ética do contador deve se pautar nos preceitos estabelecidos nessa e nas demais Normas
Brasileiras de Contabilidade e na legislação vigente.
 
Vale ressaltar que o Código de Ética Profissional do Contador se aplica tanto ao contador quanto ao técnico
em contabilidade no exercício de suas prerrogativas profissionais. A NBC PG 01 determina, claramente, os
deveres e as proibições.
Deveres e proibições
A Norma Brasileira de Contabilidade PG 01 preconiza os deveres, as vedações e as permissibilidades. De
maneira geral,constam como:
Deveres do contador
Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando
sempre as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação vigente, guardando o sigilo
sobre o que souber, em razão do exercício profissional, inclusive no âmbito do serviço público,
ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes.
Abster-se de interpretações tendenciosas acerca de matéria que constitui objeto do trabalho,
mantendo a independência profissional.
Cumprir os Programas de Educação Profissional Continuada de acordo com o estabelecido
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
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Vedações do contador
Assumir, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral ou
desprestígio para a classe, ou exercer a profissão, quando impedido, inclusive quando for
procurador de seu cliente, mesmo que com poderes específicos, dentro das prerrogativas
profissionais.
Auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente
de sua prática lícita ou, ainda, assinar documentos ou peças contábeis elaboradas por outrem
alheio à sua orientação, supervisão ou revisão.
Explorar serviços contábeis, por si ou em organização contábil, sem registro regular em
Conselho Regional de Contabilidade ou facilitar, por qualquer meio, o exercício da profissão
aos não habilitados ou impedidos.
Permissões dadas ao contador
Transferir o contrato de serviços de seu cargo a outro profissional, com a anuência do cliente,
sempre por escrito.
Transferir, parcialmente, a execução dos serviços de seu cargo a outro profissional, mantendo
sempre como sua a responsabilidade técnica.
Indicar, em qualquer modalidade ou veículo de comunicação, títulos, especializações, serviços
oferecidos, trabalhos realizados e a relação de clientes, quando autorizada por estes.
Publicar trabalho, científico ou técnico, assinado e sob sua responsabilidade.
Contrato de prestação de serviços
Em relação ao valor e à publicidade dos serviços profissionais, o contador deve estabelecer, por escrito, o
valor dos serviços em suas propostas de prestação de serviços profissionais, considerando os seguintes
elementos:
 
A relevância, o vulto, a complexidade, os custos e a dificuldade do serviço a executar.
 
O tempo que será consumido para a realização do trabalho.
 
O resultado lícito favorável que, para o contratante, advirá com o serviço prestado.
 
A peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou permanente.
 
O local em que o serviço será prestado.
 
Independência profissional
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• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
De acordo com a NBC PA 400, é exigido que contadores que prestam serviços (contadores externos) sejam
independentes ao realizarem trabalhos de auditoria e revisão. A independência está vinculada aos princípios
da objetividade e da integridade.
Honorários profissionais
Nas propostas para a prestação de serviços profissionais, devem constar, explicitamente, todos os serviços
cobrados de maneira individual, o valor de cada serviço, a periodicidade e a forma de reajuste.
Aceita a proposta apresentada, deve ser celebrado, por escrito, contrato de prestação de serviços,
respeitando o disposto em legislação específica do CFC. Caso parte dos serviços tenha de ser
executada pelo próprio tomador dos serviços, isso deve estar explicitado na proposta e no contrato.
A publicidade dos serviços contábeis, em qualquer modalidade ou veículo de comunicação, deve primar pela
sua natureza técnica e científica, sendo vedada a prática da mercantilização. A publicidade dos serviços
contábeis deve ter caráter meramente informativo, ser moderada e discreta.
 
De acordo com a NBC PA 400, quando o total de honorários gerados de um cliente de auditoria pela firma que
emite a opinião de auditoria representa grande proporção do total de honorários dessa firma, a dependência
desse cliente e a preocupação em perdê-lo criam uma ameaça de interesse próprio ou de intimidação.
 
Os fatores relevantes na avaliação do nível dessas ameaças incluem:
 
A estrutura operacional da firma.
Se a firma é bem estabelecida ou nova.
A importância do cliente para a firma em termos qualitativos ou quantitativos.
 
Um exemplo de ação que pode ser uma salvaguarda no tratamento dessa ameaça de interesse próprio ou de
intimidação é o aumento da base de clientes da firma para reduzir a dependência do cliente de auditoria.
 
A ameaça de interesse próprio ou de intimidação é também criada quando os honorários de um cliente de
auditoria gerados pela firma representam uma grande proporção da receita de sócio ou escritório da firma.
 
Os fatores relevantes na avaliação do nível dessas ameaças incluem:
 
A importância do cliente para o sócio ou escritório em termos qualitativos ou quantitativos.
• 
• 
• 
• 
 
A extensão na qual a remuneração do sócio, ou dos sócios do escritório, depende dos honorários
gerados pelo cliente.
Sigilo
Cabe ao profissional da contabilidade manter em seu poder os dados fáticos, técnicos e científicos que dão
sustentação à mensagem da publicidade dos seus serviços.
 
O profissional deve observar, no que couber, o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que
concerne à informação adequada e clara quanto aos serviços a serem prestados e à Lei de Propriedade
Industrial, que dispõe sobre crimes de concorrência desleal.
Deveres em relação aos colegas e à classe
A conduta do contador com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração, respeito,
apreço, solidariedade e harmonia de classe. O espírito de solidariedade, mesmo na condição de empregado,
não induz nem justifica a participação ou a conivência com erro ou com atos infringentes de normas técnicas
ou legais que regem o exercício da profissão.
 
Em relação aos colegas, é orientado que o profissional se abstenha de fazer referências prejudiciais e jamais
se aproprie de trabalhos, iniciativas ou soluções encontradas por colegas dos quais não tenha participado.
 
O contador deve, com relação à classe, prestar cooperação moral, intelectual e material, salvo em
circunstâncias especiais que justifiquem a sua recusa, zelando pelo cumprimento das normas, pelo prestígio
da classe, pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições.
 
Penalidades
A transgressão de preceito das normas ou resoluções do CFC constitui infração ética, sancionada, segundo a
gravidade, com a aplicação de uma das seguintes penalidades:
 
Advertência reservada.
Censura reservada.
Censura pública.
 
Na aplicação das sanções éticas, podem ser consideradas como:
• 
• 
• 
• 
Atenuantes
Ação desenvolvida em defesa de
prerrogativa profissional.
Ausência de punição ética anterior.
Prestação de serviços relevantes à
contabilidade.
Aplicação de salvaguardas.
Agravantes
Ação ou omissão que macule,
publicamente, a imagem do contador.
Punição ética anterior transitada em
julgado.
Gravidade da infração.
O contador pode requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade quando atingido, pública
e injustamente, no exercício de sua profissão.
Deveres e obrigações do contador
Neste vídeo, o especialista vai apresentar a Norma Brasileira de Contabilidade PG 01 e pontuar alguns deveres
e obrigações do contador.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade, são deveres do contador, exceto:
A
Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando as Normas Brasileiras
de Contabilidade e a legislação vigente, resguardando o interesse público, os interesses de seus clientes ou
empregadores, sem prejuízo da dignidade e da independência profissionais.
B
Aceitar indicação para trabalho mesmo quando reconheça não se achar capacitado para a especialização
requerida.
C
Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional, inclusiveno âmbito do serviço público.
D
Tomar medidas razoáveis para evitar ou minimizar conflito de interesses.
E
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Ignorar potenciais conflitos de interesse, desde que não sejam formalmente identificados pelas partes
envolvidas.
A alternativa B está correta.
O contador deverá recusar a sua indicação em trabalho quando reconheça não se achar capacitado para a
especialização requerida.
Questão 2
A Norma Brasileira de Contabilidade estabelece vedações ao profissional de contabilidade.
Entre as opções a seguir, qual não representa uma vedação?
A
Explorar serviços contábeis, por si ou em organização contábil, sem registro regular em Conselho Regional de
Contabilidade.
B
Auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra, exclusivamente, de sua prática
lícita.
C
Assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem alheio à sua orientação, supervisão ou
revisão.
D
Transferir, parcialmente, a execução dos serviços de seu cargo a outro profissional, mantendo sempre como
sua a responsabilidade técnica.
E
Executar trabalhos técnicos contábeis sem observância das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas
pelo CFC.
A alternativa D está correta.
Quando há a manutenção da responsabilidade técnica, não há problema em transferir, parcialmente, a
execução dos serviços de seu cargo a outro profissional.
3. Os Conselhos de Contabilidade
Descrever a organização dos Conselhos de Contabilidade
Para entendermos a estrutura dos conselhos, é importante começarmos pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC); uma autarquia especial corporativa dotada de personalidade jurídica de direito público.
 
O CFC foi criado e regido por legislação específica, o Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, e possui
estrutura, organização e funcionamento regulamentados pela Resolução CFC nº 1.370, de 8 de dezembro de
2011. É integrado por um representante de cada estado mais o Distrito Federal, tendo um total de 27
conselheiros efetivos e igual número de suplentes – Lei nº 11.160/2005.
Qual a finalidade do CFC?
 
É orientar, normatizar e fiscalizar o exercício da profissão contábil, por meio dos Conselhos Regionais de
Contabilidade, e decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos Regionais.
Além disso, regula os princípios contábeis, o cadastro de qualificação técnica e os programas de educação
continuada, bem como edita Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.
 
Para organizarmos o nosso estudo, vamos apresentar uma cronologia da legislação:
Tabela: Cronologia dos decretos e resoluções. Elaborado por Sidmar Roberto Vieira
Almeida.
Decreto-Lei nº 9.295/1946
O Decreto-Lei nº 9.295/1946 foi o primeiro e teve como objetivo criar o Conselho Federal de Contabilidade,
definindo as atribuições do contador e do guarda-livros. Vamos às principais informações contidas no referido
decreto:
Capítulo I - Do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais
Os Conselhos de Contabilidade são organizados e dirigidos pelos próprios contadores e técnicos em
contabilidade, sendo mantidos por esses profissionais e por organizações contábeis, com independência e
autonomia, sem qualquer vínculo funcional, técnico, administrativo ou hierárquico com qualquer órgão da
administração pública direta ou indireta. Eles gozam de imunidade tributária total em relação a seus bens,
suas rendas e seus serviços.
A sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é em Brasília-DF. Cada Conselho Regional de
Contabilidade (CRC) está na capital da unidade federativa da respectiva base territorial.
 
O Conselho Federal de Contabilidade terá, entre outras, as seguintes incumbências:
 
Aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando o que se tornar
necessário, a fim de manter a respectiva unidade de ação. 
 
Tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las.
 
Decidir, em última instância, os recursos de penalidade imposta pelos Conselhos Regionais.
 
Publicar o relatório anual de seus trabalhos, em que deverá figurar a relação de todos os profissionais
registrados.
 
Regular os princípios contábeis, o exame de suficiência, o cadastro de qualidade técnica e os
programas de educação continuada.
 
Editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.
Resolução CFC nº 1.370/2011
A Resolução CFC nº 1.370, de 8 de dezembro de 2011, que considerou a necessidade de o Sistema CFC/CRCs
se adequar aos novos momentos político, jurídico e institucional, estabeleceu:
Capítulo I – Da constituição, das características e finalidades
De acordo com o Decreto-Lei nº 9.295/1946, são competências dos Conselhos de Contabilidade:
 
Registrar, fiscalizar, orientar e disciplinar, técnica e eticamente, o exercício da profissão contábil em
todo o território nacional.
 
Regular o exame de suficiência, o cadastro de qualificação técnica e os programas de educação
continuada.
 
Editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional, bem como os princípios
contábeis.
Entidades de fiscalização do exercício das profissões liberais
O que é estabelecido no art. 6º da resolução?
 
É estabelecido como competência do Conselho Federal de Contabilidade a regulamentação das atividades-
fim do Sistema CFC/CRCs, bem como a fiscalização e o controle das atividades financeiras, econômicas,
administrativas, contábeis e orçamentárias dos Conselhos de Contabilidade.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
As contas do CFC e dos CRCs, organizadas e apresentadas por seus presidentes, com pareceres e
deliberações das câmaras de controle interno e dos seus respectivos plenários, serão submetidas à
apreciação e ao julgamento do plenário do CFC até 30 de junho do exercício social subsequente.
Seção II – Da competência
Os arts. 17 e 18 da resolução enumeram:
Art. 17
Todas as competências do CFC, entre as quais
destacamos: a elaboração, a aprovação e a
alteração das Normas Brasileiras de
Contabilidade de Natureza Técnica e
Profissional. São essas normas que regem toda
a contabilidade de maneira harmônica.
Art. 18
As competências dos Conselhos Regionais,
entre as quais destacamos: o controle e a
execução do Programa de Educação
Continuada para manutenção do registro
profissional.
Capítulo III – Das prerrogativas profissionais e do exercício da profissão
Em seu capítulo III, a Resolução CFC nº 1.370/2011 determina as prerrogativas profissionais e do exercício da
profissão.
O exercício de qualquer atividade que exija a aplicação de conhecimentos de natureza contábil constitui
prerrogativa dos contadores e dos técnicos em contabilidade em situação regular no CRC da respectiva
jurisdição, observadas as especificações e as discriminações estabelecidas em resolução do CFC.
 
Nesse caso, o que se entende por exercício da profissão contábil?
 
É a execução das tarefas especificadas em resolução própria, independentemente de exigência de assinatura
do profissional da contabilidade para quaisquer fins legais.
 
No caso de entidades privadas e órgãos da administração pública, direta ou indireta e fundacional, nas
empresas públicas e nas sociedades de economia mista, os empregos, os cargos ou as funções que envolvem
atividades que constituem prerrogativas dos contadores e dos técnicos em contabilidade somente poderão
ser providos e exercidos por profissionais devidamente registrados, ativos e em situação regular perante o
CRC de seu registro.
Capítulo IV – Das infrações e penalidades
O art. 24, no capítulo IV da resolução, estabelece todas as infrações, por exemplo:
A transgressão do Código de Ética Profissional do Contador (CEPC) ou ainda o exercício da
profissão sem registro no CRC ou, quando registrado, estiver impedido de fazê-lo. Além disso, a
incidência de erros reiterados, que possam evidenciar incapacidade profissional, está nessa
listagem.
Nessa esfera de infrações e penalidade, existem gradações deacordo com a gravidade. 
 
O parágrafo único do art. 24 determina:
O CFC classificará as infrações segundo a frequência e a gravidade da ação ou da omissão, os reflexos
perante a sociedade, a relevância de valores bem como os prejuízos dela decorrentes.
Resolução CFC nº 1.370/2011
As penas incluem multas, advertência, censura reservada e pública ou até mesmo a suspensão e a cassação
do exercício profissional.
 
Os critérios para enquadramento das infrações e da aplicação de penas serão estabelecidos por ato do CFC.
Para conhecer e instaurar processo destinado à apreciação e à punição, é competente o CRC da base
territorial onde tenha ocorrido a infração, feita a imediata e obrigatória comunicação, quando for o caso, ao
CRC do registro principal.
Conselhos de Contabilidade
Neste vídeo, o especialista vai discorrer sobre a função social dos Conselhos de Contabilidade, sua atuação e
abrangência, além de demonstrar sua importância.
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Questão 1
É de competência exclusiva do Conselho Regional de Contabilidade (CRC):
A
Elaborar, aprovar e alterar as Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional e os
princípios que as fundamentam.
B
Disciplinar e acompanhar a fiscalização do exercício da profissão em todo o território nacional.
C
Expedir carteira de identidade para os profissionais e alvará para as organizações contábeis.
D
Autorizar a aquisição, a alienação ou a oneração de bens imóveis dos Conselhos de Contabilidade.
E
Editar e alterar o Código de Ética Profissional do Contador, respeitada a legislação vigente, e funcionar como
Tribunal Superior de Ética e Disciplina.
A alternativa C está correta.
Como exclusividade do CRC, temos somente a expedição da carteira de identidade para os profissionais e
alvará para as organizações contábeis. As demais alternativas englobam competências do Conselho
Federal de Contabilidade.
Questão 2
Constitui-se infração do contador, exceto:
A
Transgredir o Código de Ética Profissional do Contador (CEPC).
B
Exercer a profissão sem registro no CRC ou, quando registrado, estiver impedido de fazê-lo.
C
Deixar o profissional ou a organização contábil de comunicar ao CRC a mudança de domicílio ou endereço,
bem como a ocorrência de outros fatos necessários ao controle e à fiscalização profissional.
D
Elaborar peças contábeis com lastro em documentação hábil e idônea.
E
Emitir peças contábeis com valores divergentes dos constantes da escrituração contábil.
A alternativa D está correta.
As peças contábeis deverão sempre ter documentação comprobatória correta, idônea e precisa.
4. Conclusão
Considerações finais
Neste conteúdo, você conheceu os diversos aspectos relacionados à ética, desde a sua concepção filosófica
até o cumprimento de leis e regulamentos pertinentes, a fim de evitar qualquer conduta da qual o profissional
da contabilidade tenha conhecimento, ou deva ter conhecimento, que possa desacreditar a profissão.
 
Estudamos as concepções e as teorias relacionadas à ética, os conflitos éticos, os principais problemas éticos
nas empresas, a tomada de decisão baseada em princípios éticos, a relação entre ética e resultado contábil e
os fundamentos da ética profissional. Em seguida, vimos o Código de Ética Profissional do Contador e, no
último módulo, estudamos a organização dos Conselhos de Contabilidade.
 
Essa construção de conhecimento e aprimoramento contribuirá para o seu crescimento na carreira
profissional, sempre pautado nos princípios éticos.
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Agora, o especialista Sidmar Almeida debaterá alguns tópicos importantes sobre o tema ética na
contabilidade.
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e os cursos dos Conselhos Regionais de Contabilidade.
 
Em especial, indicamos o Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado a cada quatro anos e que vem
reunindo um número cada vez maior de participantes, além da presença dos mais respeitados nomes da área
contábil nacional e internacional. O tema de ética na contabilidade tem sido amplamente discutido, gerando
trabalhos técnico-científicos de alto nível.
Referências
BRASIL. Decreto-Lei nº 9.295, de 27 maio de 1946. Cria o Conselho Federal de Contabilidade, define as
atribuições do Contador e do Guarda-livros, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República,
1946.
 
BRASIL. Decreto-Lei nº 968, de 13 de outubro de 1969. Dispõe sobre o Exercício da Supervisão Ministerial
relativamente às Entidades Incumbidas da Fiscalização do Exercício de Profissões Liberais. Brasília, DF:
Presidência da República, 1969.
 
BRASIL. Decreto-Lei nº 1.040, de 21 de outubro de 1969. Dispõe sobre os Conselhos Federal e Regionais de
Contabilidade, regula a eleição de seus membros, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da
República, 1969.
 
BRASIL. Lei nº 4.695, de 22 de junho de 1965. Dispõe sobre a composição do Conselho Federal de
Contabilidade e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1965.
 
BRASIL. Lei nº 570, de 22 de dezembro de 1948. Altera dispositivos do Decreto-lei nº 9.295, de 27 de maio de
1946, que criou o Conselho Federal de Contabilidade e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da
República, 1948.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1.486, de 15 de maio de 2015. Regulamenta o Exame de Suficiência como requisito
para obtenção de Registro Profissional em Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Brasília, DF: CFC, 2015.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1.554, de 6 de dezembro de 2018. Dispõe sobre o Registro Profissional dos
Contadores. Brasília, DF: CFC, 2018.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1.555, de 6 de dezembro de 2018. Dispõe sobre o registro das organizações
contábeis. Brasília, DF: CFC, 2018.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1.370, de 8 de dezembro de 2011. Regulamento Geral dos Conselhos de
Contabilidade. Brasília, DF: CFC, 2011.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. NBC PG 100, de 24 de janeiro de 2014. Aplicação Geral aos
Profissionais da Contabilidade. Brasília, DF: CFC, 2014.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. NBC PA 400, de 24 de novembro de 2019. Aprova a NBC PA
400, que dispõe sobre a independência para trabalho de auditoria e revisão. Brasília, DF: CFC, 2019.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. NBC PG 01, de 7 de fevereiro de 2019. Código de Ética
Profissional do Contador. Brasília, DF: CFC, 2019.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC. Consultado na internet em: 25 fev. 2021.
 
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. CRCRJ. Consultado na internet
em: 25 fev. 2021.
 
HOLANDA, A. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Positivo, 2010.
	Ética na contabilidade
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Deveres e proibições dos profissionais de contabilidade
	Conceito de ética
	Teorias relacionadas à ética
	NBC PG 100 (R1)
	Seção 100 – Cumprimento do Código
	Seção 110 – Princípios fundamentais
	Integridade
	Objetividade
	Competência profissional e devido zelo
	Comportamento profissional
	Confidencialidade
	Subseção 111 – Integridade
	Subseção 112 – Objetividade
	Subseção 113 – Competência profissional e devido zelo
	Subseção 114 – Confidencialidade
	Subseção 115 – Comportamento profissional
	Seção 120 – Estrutura conceitual
	Exercício do julgamento profissional
	O que está envolvido no julgamento profissional?
	Terceiro informado e prudente
	Identificação de ameaças
	Avaliação das ameaças
	Fatores relevantes na avaliação do nível das ameaças
	Consideração de novas informações ou mudanças em fatos e circunstâncias
	Tratamento das ameaças
	Ações para eliminar ameaças
	Salvaguardas
	Consideração de julgamentos significativos e conclusões gerais obtidas
	Independência
	Independência de pensamento
	Aparência de independência
	Ceticismo profissionalIntegridade
	Objetividade
	Princípios fundamentais da ética
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	(PC-AC / 2015 – FUNCAB – Perito Criminal – Contabilidade)
	A ética pode ser definida como:
	A confidencialidade serve ao interesse público, porque facilita o fluxo livre de informações do cliente ou da organização empregadora para o profissional da contabilidade, com a certeza de que essas informações não serão divulgadas para terceiros. São circunstâncias nas quais os profissionais da contabilidade são ou podem ser solicitados a divulgar informações confidenciais ou nas quais essa divulgação pode ser apropriada, exceto:
	2. Julgamento profissional do profissional de contabilidade
	O Código de Ética Profissional e a Norma Brasileira de Contabilidade
	Deveres e proibições
	Deveres do contador
	Vedações do contador
	Permissões dadas ao contador
	Contrato de prestação de serviços
	Independência profissional
	Honorários profissionais
	Sigilo
	Deveres em relação aos colegas e à classe
	Penalidades
	Atenuantes
	Agravantes
	Deveres e obrigações do contador
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade, são deveres do contador, exceto:
	A Norma Brasileira de Contabilidade estabelece vedações ao profissional de contabilidade. Entre as opções a seguir, qual não representa uma vedação?
	3. Os Conselhos de Contabilidade
	Descrever a organização dos Conselhos de Contabilidade
	Decreto-Lei nº 9.295/1946
	Capítulo I - Do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais
	Resolução CFC nº 1.370/2011
	Capítulo I – Da constituição, das características e finalidades
	Entidades de fiscalização do exercício das profissões liberais
	Seção II – Da competência
	Art. 17
	Art. 18
	Capítulo III – Das prerrogativas profissionais e do exercício da profissão
	Capítulo IV – Das infrações e penalidades
	Conselhos de Contabilidade
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	É de competência exclusiva do Conselho Regional de Contabilidade (CRC):
	Constitui-se infração do contador, exceto:
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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