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CURSO LIVRE 
FOTOGRAFIA
TóPICO 1 
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 
 
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As câmeras de Pequeno Formato permitiram a presença de fotógrafos nas mais 
diversas situações. Isso, aliado à possibilidade de veiculação de fotografias em jor-
nais e revistas, que também se popularizou mais ou menos na mesma época em 
termos de viabilidade econômica, fez com que o século XX fosse documentado de 
uma maneira diferente em relação aos séculos anteriores, com grande presença da 
imagem fotográfica impressa e nas telas do cinema e da televisão.
Ainda hoje, as câmeras de Pequeno Formato são as mais populares, mas suas 
variações são tão grandes que algumas câmeras de Pequeno Formato já são consi-
deradas como “grandes” por pessoas que estão descobrindo agora as possibilida-
des. Isso porque, é claro, grande parte das pessoas possui uma câmera de Pequeno 
Formato em seus celulares.
Dentre as subdivisões mais importantes do Pequeno Formato, é bom que você 
conheça pelo menos os formatos Full Frame, APSC e Micro 4/3.
• Full Frame: indica o sensor digital que é exatamente do tamanho do sensor 
de 35mm. 
• APSC: é um formato comparado ao que se chamava de super 16mm, mas a ver-
dade é que existem pequenas variações no tamanho do sensor digital APSC 
de diferentes marcas de câmeras. É importante destacar que esse é o segundo 
sensor mais poderoso dentre os pequenos formatos, perdendo apenas para 
o Full Frame.
• Micro 4/3: é o terceiro formato de sensor digital mais poderoso das câmeras 
de Pequeno Formato. Seria comparável ao filme de 8mm, embora o formato 
digital tenha mais qualidade.
Existem também outros formatos e a verdade é que, com a constante evolução tec-
nológica, as câmeras de Pequeno Formato tendem a ficar cada vez melhores, menores e 
mais poderosas. Por isso precisamos nos adaptar e acompanhar as novidades.
Ao aprofundar no estudo da fotografia, você perceberá que situações diferentes 
pedem determinadas características que podem potencializar as imagens que se 
busca. Isso não quer dizer, por exemplo, que você não possa utilizar uma câmera de 
Médio Formato para esportes ou uma câmera Micro 4/3 para paisagem. A escolha de-
pende muito de qual o objetivo final da fotografia (se é para internet, para revista ou 
para ser colocado na parede), e se a câmera te permitirá chegar onde você precisa. 
Como fotojornalistas que cobrem conflitos fariam para utilizar câmeras de Grande 
Formato? Isso literalmente poderia lhes custar a vida. Além de oferecerem diferentes 
opções criativas, os formatos nos oferecem possibilidades de atuação.
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TóPICO 1 
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 
 
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Figura 10 – Versão da década de 1990, de uma câmera de Pequeno Formato lançada na década de 1920
Fonte: Unsplash.
Figura 11 – Câmera de Pequeno Formato
Fonte: Unsplash.
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TóPICO 1 
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 
 
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1.3 Sobre processos e câmeras 
fotográficas
A história da fotografia não acabou. Ao nos aproximarmos dos 200 anos de sua 
existência, vemos que em todos os momentos houve desenvolvimentos tecnológicos 
e também sociais que modificaram um pouco as características do exercício profis-
sional ou amador da fotografia, mas mantendo um mesmo objetivo: ajudar a pensar 
a existência humana através da imagem fotográfica.
Pelos vieses artístico, jornalístico, documental e doméstico, as imagens foto-
gráficas são parte da história mundial desde o século XIX. Fotografar é fazer parte 
desta construção. Por um lado, temos que nos preocupar com o momento de tirar as 
fotografias, mas, por outro, existe o ofício de preservar as imagens que consiste em 
entender como elas podem sobreviver de acordo com as tecnologias disponíveis em 
cada momento.
A revolução digital facilitou a produção das imagens fotográficas, mas ainda não 
facilitou sua preservação, tendo em vista que a preservação digital é mais cara e 
também sujeita a mudanças tecnológicas, que ocorrem muito mais rapidamente do 
que nos últimos séculos. Como pessoas que exercem o ofício fotográfico, é parte de 
nosso dever contribuir também com a permanência e a preservação das fotografias.
Recapitulando
No Tópico 1 vimos uma breve história dos processos fotográficos e dos tipos de 
câmeras que temos à disposição. É interessante notar como a prática da fotografia é 
o resultado da tecnologia disponível e da criatividade em lidar com limitações dessa 
mesma tecnologia e suas possibilidades de criação, ora mais ligadas à comunicação, 
objetividade científica e documentação, ora mais ligadas à expressão artística.
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FOTOGRAFIA
TóPICO 1 
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 
 
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É importante compreender as mudanças na evolução das tecnologias fotográfi-
cas e conhecer trabalhos e mentalidades que antecederam nosso tempo, posto que 
somos seres históricos e muitos trabalhos fotográficos que serão importantes no 
futuro, tanto em termos de sociedade quanto para uma história familiar, dependem 
de decisões fotográficas, por assim dizer, que fazemos no presente.
No próximo tópico trataremos dos aspectos de controle técnico das câmeras 
fotográficas que resultam em aspectos estéticos na fotografia. Esses conhecimentos 
básicos permitirão que você comece a criar fotografias à sua maneira, com decisões 
criativas que são materializadas a partir do controle técnico.
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FOTOGRAFIA
TóPICO 1 
HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 
 
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Referências
ADAMS, Ansel. A câmera. São Paulo: Senac, 2006.
ADAMS, Ansel. O negativo. São Paulo: Senac, 2004.
ADAMS, Ansel. A cópia. São Paulo: Senac, 2002.
CALAÇA, Mariana C. Processos fotográficos: a (re)descoberta da fotografia. In: VI Simpósio 
Nacional de História Cultural Escritas da História: Ver - Sentir - Narrar, 2012, Teresina. Anais 
do VI Simpósio Nacional de História Cultural Escritas da História: Ver - Sentir - Narrar. Uber-
lândia, 2012.
FOTOGRAFIA. In: Dicionário etimológico: etimologia e origem das palavras. [S. l.] Disponível 
em: https://www.dicionarioetimologico.com.br/etimologia/. Acesso em: 26 set. 2024.
FREUND, Gisele. Fotografia e sociedade. Lisboa: Editorial Vega, 2. ed., 1995.
KOSSOY, Boris. Hercule Florence: a descoberta isolada da fotografia no Brasil. São Paulo: 
EDUSP, 2007.
NATIONAL GEOGRAPHIC. Novo guia da fotografia. Editora National Geopraphic, 2011.
VALLENCOURT, Margaret. The history of photography. New York: Britannica Educational Pu-
blishing, 2016. E-book.
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FOTOGRAFIA
O uso de 
dispositivos 
fotográficos: 
da câmera aos 
smartphones
TÓPICO 2
Saudações, estudante!
Neste tópico iremos falar sobre os fundamentos da técnica fotográfica, popu-
larmente chamados de fotografia básica. Você aprenderá como as câmeras fun-
cionam e como podemos controlá-las para gerar a fotografia à nossa maneira, 
a influência das lentes e os tipos mais comuns de arquivos digitais fotográficos.
Aqui começa a sua jornada para a compreensão técnica da fotografia, vamos lá?
Unidades Temáticas
2.1 Funcionamento das câmeras fotográficas
2.2 Triângulo da exposição e fotometria
2.3 Lentes Objetivas e Profundidade de Campo
2.4 Arquivos RAW versus Jpeg
Objetivos:
1. Saber o princípio de funcionamento de todas as câmeras fotográficas.
2. Compreender a exposição fotográfica.
3. Compreender o controle do triângulo da exposição.
4. Compreender a representação de movimento com o obturador.
5. Compreender o controle da sensibilidade e do ruído nas imagens 
fotográficas.
6. Conceituar a profundidade de campo e conhecer os tipos de lentes.
7. Conhecer os principais arquivos fotográficos digitais e suas características.
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FOTOGRAFIA
TóPICO 2 
O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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2.1 Funcionamento das 
câmeras fotográficas
Existe um pequeno segredo em relação às câmeras fotográficas que faz com que 
seja possível aprender a controlar todas elas. Isso mesmo, quando acabarmos o Tó-
pico 2 deste curso, você não só saberácomo controlar apenas uma câmera específica 
mas também todas as câmeras fotográficas, pelo menos em suas funções básicas. O 
segredo é que todas as câmeras funcionam da mesma maneira!
Embora as câmeras possam funcionar para diferentes processos fotográficos, 
como vimos no primeiro tópico deste curso, e possuir inúmeras tecnologias, ele-
trônicas ou digitais, o princípio de funcionamento de todas as câmeras é o mesmo. 
Desde as câmeras gigantes do século XIX, passando pelas do século XX, até o smar-
tphone, o princípio de funcionamento nunca mudou. Quando você entender esse 
princípio, poderá utilizar qualquer câmera, mesmo que não tenha lido o manual de 
instruções, porque as funções básicas sempre serão as mesmas. Então, vamos lá, 
que eu vou te contar tudo!
Imagine-se em um quarto completamente escuro. Esse quarto tem 4 paredes 
retas que formam um quadrado e está tão escuro que você não consegue ver nem 
mesmo a palma de sua mão. Se você fizer um pequeno buraco em uma das paredes, 
conseguirá deixar um pouco de luz entrar. Os raios de luz que entrarem por esse bu-
raco formarão uma imagem na parede oposta ao buraco, como se fosse uma proje-
ção de cinema, mas há uma diferença: a imagem na parede é espelhada e de cabeça 
para baixo, como mostra a figura a seguir.
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TóPICO 2 
O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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Figura 12 – Câmera escura
Fonte: Wikipedia.
O mecanismo de funcionamento do quarto escuro foi descoberto muitos séculos 
antes da invenção da fotografia, mas continua a ser a base de todas as câmeras. No 
caso das câmeras tradicionais (incluindo os celulares), o buraco é representado pela 
lente. A luz passa pela lente e sensibiliza aquilo que irá reter a imagem para gerar 
uma fotografia, que pode ser um processo químico ou digital, como vimos no tópico 1. 
Para que se tenha o controle da quantidade de luz que irá formar a fotografia, utiliza-
mos a abertura da lente (que seria o tamanho do buraco na parede), o obturador (espécie 
de cortina que fica em frente o material sensível) e o nível de sensibilidade do sensor 
(químico ou digital). Pode parecer complicado, mas não precisa se preocupar que vou te 
explicar como tudo isso funciona e ainda indicarei atividades formativas para te ajudar.
Nesse momento, é preciso que você entenda, apenas, que todas as câmeras, 
independentemente de seu tamanho, funcionam da mesma maneira. Elas são basi-
camente uma pequena câmara escura que contém um aparato (película fotográfica 
ou sensor digital) para fixar uma imagem feita de luz quando você aperta o botão. É 
só isso! A câmara, que estava escura, se ilumina por um instante e cria uma imagem 
que chamamos de fotografia.
E o que acontece dentro da câmera quando você aperta o botão? Para entender 
melhor esse momento crucial da atividade fotográfica, você precisa conhecer as três 
partes da câmera que podemos controlar manualmente: a abertura da lente, o obtu-
rador e a sensibilidade (ISO).
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FOTOGRAFIA
TóPICO 2 
O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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• A abertura da lente é também chamada de abertura de diafragma ou abertura 
da íris. Normalmente, utilizamos apenas o termo abertura ou diafragma. Ex.: 
“Que abertura você está utilizando?” ou “Qual o diafragma para essa foto?”
• O obturador é responsável por controlar o tempo de exposição, ou seja, a 
duração de tempo em que a fotografia será feita, que normalmente é apenas 
uma fração de segundo. É precisamente o obturador que se movimenta quan-
do apertamos o botão de disparo da câmera.
• A sensibilidade do sensor digital ou da superfície química que fixará a foto-
grafia é chamada de ISO. Na verdade a sigla ISO tem seu próprio significado 
que pode ser consultado no glossário mas, acredite, as pessoas falam apenas 
ISO para se referir à sensibilidade. O uso mais comum numa frase seria: “Qual 
ISO você está utilizando?” ou “Cuidado com o ISO alto!”.
No momento em que é acionado o botão de disparo da câmera para realizar a 
fotografia, a lente se posiciona na abertura de diafragma que está selecionada, o ob-
turador abre para deixar a luz entrar e fecha na duração de tempo determinada, para 
impedir que mais luz entre; o sensor digital, que está no nível de ISO previamente 
escolhido, retém a imagem para formar a fotografia. Ainda bem que há pessoas que 
se dedicam a fazer com que essa engenharia de câmeras funcione perfeitamente 
para nós!
Acredite, eu já vi uma câmera que era um caminhão, uma que era uma caixa de 
fósforos, uma que era uma lata de achocolatado e outra que era uma melancia (para 
citar as mais exóticas). E todas funcionavam da mesma forma.
Então, quando você se deparar com qualquer câmera, as três coisas básicas que 
precisa saber são: o ISO, o Diafragma e o Obturador. As demais funcionalidades da 
sua câmera podem até facilitar a sua vida, mas saber manusear esses três elementos 
é o que fará com que você possa fotografar com qualquer câmera já inventada, pelo 
menos até este momento histórico (o futuro nunca se sabe).
A seguir, vamos aprender como controlar essas três partes da câmera para criar 
imagens fotográficas. E, sim, uma vez que você tenha aprendido esse controle, pode-
rá utilizar tal conhecimento em todas as câmeras.