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CURSO LIVRE 
FOTOGRAFIA
TóPICO 2 
O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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2.2 Triângulo da exposição 
e fotometria
Para facilitar a compreensão, primeiro vamos falar sobre o que cada um dos ter-
mos deste subtópico significa. 
• Exposição: é o momento em que você aperta o botão da câmera e deixa a luz 
entrar para fazer a fotografia. Chama-se exposição porque o material sensível 
à luz é exposto para gerar a fotografia no momento em que o botão é acionado.
• Triângulo: no caso da fotografia, o triângulo se refere ao controle das três par-
tes da câmera, das quais falamos anteriormente (ISO, Diafragma e Obturador). 
• Fotometria: é o termo utilizado para designar o ato de medirmos a intensi-
dade da luz. Quando fazemos a fotometria de uma cena que pretendemos 
fotografar, sabemos como manipular o triângulo (ISO, Diafragma e Obturador) 
para ter uma exposição correta.
O primeiro objetivo de quem fotografa é fazer uma exposição adequada da cena 
fotografada. Uma exposição adequada basicamente significa que você vê o que você 
fotografou da maneira como você imaginou que veria. Quando a exposição não está 
correta, provavelmente ela está mais escura ou mais clara do que deveria estar. Em 
fotografia nós temos dois termos técnicos para essas situações:
Subexposição = quando está mais escura do que deveria.
Superexposição = quando está mais clara do que deveria.
Compreender a exposição é importante porque quando a fotografia fica muito 
escura, elementos que apareceriam normalmente ficarão com a cor preta (mesmo 
que sejam de outra cor), e quando a fotografia fica muito clara, alguns elementos 
podem ficar com a cor branca (mesmo que sejam de outra cor). Você, provavelmente, 
já deve ter tirado uma foto em que um céu azul ficou branco, isso acontece por causa 
da superexposição que também é popularmente conhecida como “estourar”.
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FOTOGRAFIA
TóPICO 2 
O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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Saiba Mais
Alcance Dinâmico
Para se aprofundar na questão de qual exposição é melhor para cada 
situação, é preciso estudar algo chamado de Alcance Dinâmico, mas isso não é 
necessário nesse momento. De fato, provavelmente iria te atrapalhar, uma vez 
que este tópico já contém muitas informações técnicas a serem trabalhadas 
e assimiladas. Quando você terminar esse curso e estiver com apetite para se 
aprofundar em questões técnicas, sugiro estudar o que é o Alcance Dinâmico 
em fotografia, os tipos de fotômetros que existem e como utilizá-los.
Figura 13 – Fotografia subexposta com perda de detalhes nas áreas escuras
Fonte: Equipe de elaboração do curso (2024).
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O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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Figura 14 – Fotografia superexposta com perda de detalhes nas áreas claras
Fonte: Equipe de elaboração do curso (2024).
Figura 15 – Fotografia com exposição balanceada para preservar detalhes nas áreas claras e nas áreas escuras
Fonte: Equipe de elaboração do curso (2024).
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Nesse momento você pode estar se perguntando: “Se no meu celular eu posso 
apenas apertar um botão e ver a fotografia corretamente na maioria das vezes, por 
que eu teria que me importar com outras três coisas antes de fotografar?”.
Vejamos! Quando você apenas aperta o botão no seu celular ou em qualquer 
câmera que esteja no modo automático, a câmera escolhe para você os elementos 
do triângulo. Muitas vezes isso é o bastante, mas quando você precisa buscar deter-
minadas características em fotos, a câmera não irá saber o que você quer, ou seja: 
não saberá se você quer a foto mais clara, mais escura, com maior ou menor profun-
didade de campo ou com diferentes representações de movimento.
Talvez você já tenha passado por alguma situação em que a câmera não tirou 
a foto como você queria, provavelmente porque as condições de luz eram mais de-
safiadoras. Ou, talvez, você tenha visto uma foto que gostou muito e pensou “como 
será que a pessoa conseguiu esse ou aquele efeito na fotografia?”.
Controlar o triângulo da exposição possibilita muitas opções criativas para a 
construção da sua fotografia. Quando você aprender o que cada parte da câmera faz 
e como controlar cada efeito, você saberá o que fazer sempre que buscar um efeito 
diferenciado nas fotos. E mais, quando estiver em um nível mais avançado, você con-
seguirá criar as condições de iluminação para que a foto fique como você imaginou. 
Interessante, não? Ou seja, com a câmera no automático, ela decide a foto para você, 
mas se souber fotografar no modo manual, você dirá para a câmera o que fazer. 
Para te ajudar na sua jornada de aprendizagem da técnica fotográfica, vou expli-
car o que cada uma das partes do triângulo controla na fotografia e depois te direi 
como controlar cada uma delas. 
Tudo pronto? Então, vamos lá!
Saiba Mais
Balanço de Branco
O controle do balanço de branco influencia na representação das cores na 
imagem fotográfica. Embora seja algo importante, teríamos que estender muito 
este material para abordá-lo. Aqui, indico um vídeo para que você compreenda 
o suficiente para não necessitar utilizá-lo no automático nunca mais e ter as 
cores bem representadas na imagem.
SAIBA MAIS
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O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 
 
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Controle do ISO
O controle do ISO permite determinar o nível de sensibilidade à luz. Se você 
se encontra numa situação com muita luz disponível, como por exemplo uma praia 
ensolarada às 10 horas da manhã, você provavelmente precisará que o nível de sen-
sibilidade à luz seja mais baixo, justamente porque há muita luz disponível. Mas se 
você precisa fotografar algo como um espetáculo de teatro à noite, provavelmente 
precisará de um nível de sensibilidade mais alto porque há menos luz disponível. 
O controle de ISO (sensibilidade) interfere diretamente na fotografia final porque 
também controla a presença de ruídos. As duas imagens da figura 18 demonstram a 
diferença entre a mesma imagem com mais ou menos ruídos. Não é necessário ex-
plicar aqui como o ruído aparece do ponto de vista eletrônico, mas vou te explicar a 
ideia por trás do seu controle.
Figura 16 – Valor de ISO mais alto
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
Figura 17 – Valor de ISO mais baixo
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
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Figura 18 – Detalhe ampliado. Forte presença de ruídos nas sombras da caneca branca no lado esquerdo
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
A palavra ruído é, normalmente, relacionada ao som. Se você estiver escutando 
uma música profissionalmente gravada em uma caixa de som normal, provavelmente 
estará tudo certo. Se você aumentar o volume ao máximo, provavelmente escutará 
alguns sons que não ouvia antes e alguns desses sons não pertencem à música, ou 
seja, pode ser um chiado das caixas, ao que também chamamos de ruído.
O ruído na fotografia, portanto, não é algo que você tenha fotografado, mas ele 
pode aparecer na imagem devido, principalmente, à alta sensibilidade do sensor 
(ISO alto). Ou seja, são elementos que, em princípio, não deveriam aparecer na fo-
tografia porque só estão ali por uma questão técnica do processo fotográfico, um 
“ruído de comunicação”, digamos assim. Alguns fotógrafos gostam desse efeito, no 
entanto, e se utilizam do ruído como elemento artístico.
Controle do obturador
O obturador controla o tempo de exposição do suporte fotográfico à luz. Por 
controlar o tempo, o obturador é responsável pela representação do movimento 
na fotografia. Funciona assim: se você quiser fotografar uma acrobacia de circo, no 
momento em que a pessoa voa de um trapézio para outro, e deseja que essa pessoa 
apareça parada no ar como se estivessevoando, precisará de uma velocidade muito 
alta de obturador (bem mais rápida do que um segundo). Mas se você quiser que ob-
jetos se movam e criem formas na fotografia, enquanto a exposição está sendo feita, 
precisará de uma velocidade de obturador mais lenta.
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É importante dizer que, por se tratar do controle do tempo, quanto mais tempo 
demorar a exposição, mais luz atingirá o sensor e vice-versa. A figura 19 apresenta uma 
fotografia com 15 segundos de exposição com a técnica conhecida como Light Painting. 
Com o obturador aberto foi possível fazer um desenho utilizando a luz do celular.
Figura 19 – Técnica Light Painting
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
Figura 20 – Velocidade alta do obturador paralisa um fragmento de segundo
Fonte: Unsplash.
Controle de abertura do diafragma (ou íris)
A abertura de diafragma controla a profundidade de campo. Nós vamos falar mais 
sobre profundidade de campo quando falarmos sobre lentes. Por hora, lembre-se das 
fotografias com fundo desfocado. Controlar a abertura do diafragma é uma das manei-
ras de controlar se o fundo estará focado ou desfocado. Se toda minha imagem está em 
foco, dizemos que temos uma grande profundidade de campo, mas se apenas uma parte 
da imagem está em foco, dizemos que a imagem tem pouca profundidade de campo.
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A abertura, nesse caso, é literalmente a abertura da lente, que tem o funciona-
mento muito parecido com o olho humano. Se ele está mais aberto, deixará entrar 
mais luz e se está mais fechado, deixará entrar menos luz.
Figura 21 – Pouca profundidade de campo é notada com a caneca ao fundo desfocada
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
Figura 22 – Com maior profundidade de campo, a caneca ao fundo fica nítida
Autoria: Renato Naves Prado (2024). Fonte: Acervo pessoal.
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Controle do Triângulo da Exposição
No triângulo da exposição, há três maneiras de clarear ou escurecer a imagem por-
que tanto o ISO, quanto o Obturador e o Diafragma podem fazer isso, mas cada um deles 
causa um efeito diferente na fotografia. O ISO controla o ruído, o Obturador o movimen-
to e o Diafragma a profundidade de campo. O fato de serem um triângulo implica que 
toda vez que você mexer em uma das três partes, irá interferir nas outras duas.
Pense assim: o ISO determina a quantidade de luz que você precisa para realizar 
a fotografia, o Obturador controla o tempo em que o sensor ficará exposto à luz e o 
Diafragma controla a quantidade de luz que passa pela lente.
Figura 23 – Triângulo da exposição
Fonte: Instaarts.com.
Você deve ter notado que na imagem do triângulo da exposição há números, 
certo? Daqui a pouco falaremos disso. Antes, mencionarei mais uma pergunta per-
tinente que você poderia fazer: “Professor, mas como eu vou saber a quantidade 
de luz que preciso para fotografar?” Para isso existe um instrumento que se chama 
fotômetro. Basicamente, ele é utilizado para determinar uma exposição a partir da 
leitura de luz de uma cena. Todas as câmeras que podem ser utilizadas no automáti-
co têm um fotômetro interno que, ao ser acionado, determina a exposição. 
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A questão é que o fotômetro é uma ferramenta como um termômetro. Quan-
do você usa um termômetro numa pessoa, por exemplo, ele mostra a temperatura 
corporal daquela pessoa, mas não diz o que é uma febre, ou qual a causa da febre 
ou, muito menos, que tipo de remédio deve ser utilizado. Ao aprender a utilizar um 
fotômetro você também poderá dizer à câmera o que fazer, ao invés de deixá-la no 
automático, porque nem sempre a câmera “saberá” o que você quer.
Saiba Mais
Quer saber mais sobre fotômetros?
No material a seguir você poderá conhecer tipos de fotômetros e as maneiras 
de se medir a luz com essa ferramenta.
SAIBA MAIS
O fotômetro faz a leitura da luz do ambiente e mostra, em números de ISO, Obtu-
rador e Diafragma, a configuração que você precisa utilizar para realizar sua fotogra-
fia e uma exposição balanceada (nem muito clara e nem muito escura). Mas se você 
souber usar o triângulo da exposição, terá muitas opções criativas para realizar sua 
fotografia ao controlar o nível de ruído, a representação de movimento e a profun-
didade de campo. “Professor, mas que números são esses que você mencionou? Eu 
achei que na fotografia não tinha matemática.” A verdade é que tem sim, mas é uma 
matemática simples. 
É importante que você saiba que ISO, Obturador e Diafragma são representados 
em números de suas tabelas. Se você pensar bem, faz muito sentido, afinal de con-
tas, como seria possível determinar o tempo de exposição de uma fotografia se não 
houvesse um número para te dizer esse tempo? Pois bem, o mesmo acontece com 
ISO e Diafragma. As tabelas são como na imagem 23 (triângulo da exposição). Agora 
eu vou separar visualmente o que representa cada número nas tabelas para facilitar 
a compreensão.
• Na tabela ISO, o número mais baixo representa a menor sensibilidade à luz. O 
número mais alto representa maior sensibilidade à luz: ISO 100 é considerado 
baixo, ISO 3200 é considerado alto.