Prévia do material em texto
CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 40 • Na tabela de obturador, o número 1 representa 1 segundo de exposição. To- dos os demais números representam frações de segundo, ou seja, são mais rápidos do que um segundo. Ex.: O número 1/250 da tabela de obturador indica que o obturador irá abrir e fechar a uma velocidade 250 vezes mais rápida do que um segundo. A maioria das fotos são realizadas em frações de segundo, mas há exceções. • Na tabela de diafragma, o menor número representa a maior abertura. Pense no diafragma como o seu olho. Quando há pouca luz disponível, ele precisa se abrir para deixar mais luz entrar e você enxergar. Quando há muita luz disponível, ele se fecha, pois o excesso de luz causa desconforto e impede a visão. Também é importante sa- ber que o menor número representa menor profundidade de campo e vice-versa. Ex.: O número f2.8 representa uma abertura maior do que f8 e, portanto, f2.8 tem menor profundidade de campo que f8. Eu sei que, à primeira vista, isso pode ser bastante complicado. Por esse motivo, indicarei um aplicativo que permite fazer exercícios com ISO, Obturador e Diafragma eletronicamente, e simular diversos efeitos do controle do triângulo da exposição. Trata-se do CameraSim. Para que você possa aprofundar um pouco mais, também disponibilizarei atividades para serem realizadas com a sua câmera, mesmo que seja um celular. Se seu aparelho não permite que você controle a câmera manualmente, há vários aplicativos que conseguem dar essa liberdade, basta procurar um que seja adequado à sua plataforma de celular. Segue uma pequena lista de perguntas para você observar na sua prática fotográfica. Ou seja, toda vez que você fizer uma fotografia ou estiver analisando uma fotografia, po- derá responder a essas perguntas para entender o que está acontecendo tecnicamente: • Há presença de ruídos na foto? • Como está a representação de movimento na foto? • Há muita ou pouca profundidade de campo foto? • A foto está subexposta, superexposta ou está como eu gostaria que estivesse? Fazer essas perguntas é importante porque o primeiro passo para uma boa foto- grafia é reconhecer tais características. Uma vez que você queira mudar alguma das características acima, você utilizará os controles do triângulo da exposição. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 41 2.3 Lentes objetivas e profundidade de campo Compreender a função que as lentes desempenham na fotografia é crucial por vários motivos. Elas interferem na representação imagética em termos de profundi- dade de campo e de ângulo de visão; podem gerar distorções na imagem; podem ser mais claras ou escuras; e podem durar para sempre. A verdade é que as lentes não têm data de validade, ou seja, se você cuidar bem delas, podem durar por tempo indeterminado. Há lentes do século XIX que ainda estão em uso. Primeiramente, vamos entender como uma lente ganha seu nome, ou pelo me- nos a parte que não depende da marca da lente. O mais comum é que a lente tenha seu nome expresso através de sua distância focal em milímetros (mm) e sua maior capacidade de abertura do diafragma. Exemplo de nome de lente: 50mm f 1.8. Figura 24 – Lente de 50mm e abertura f 1.8 Fonte: Unsplash. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 42 A distância em milímetros indica a distância entre imagem em foco e o sensor digital que a lente consegue gerar. No exemplo, quando você foca a imagem dentro da lente, a imagem estará a 50mm do sensor. Isso interfere diretamente no seu cam- po de visão e na profundidade de campo. O número 1.8 indica a maior abertura de diafragma possível na lente, ou seja, o ponto em que a lente deixa entrar mais luz, neste caso, a abertura f1.8. Quando uma lente tem a abertura maior do que f2.8, nós a chamamos popularmente de lente cla- ra, porque permite a entrada de muita luz. Elas também costumam ser mais caras, já que exigem maior trabalho óptico para sua fabricação. Para compreender melhor como as características acima influenciam na fotogra- fia, precisamos falar sobre as categorias de lentes que utilizamos. As lentes são divididas em três grandes grupos, segundo suas características básicas: grandes angulares, normais e teleobjetivas. Cada uma dessas três categorias faz um tipo de representação fotográfica diferente. Mas também há outro fato a se considerar antes de prosseguirmos. Você se lembra que falamos de câmeras de Grande, Médio e Pequeno Formato? Pois bem, se você estiver com a memória boa (se não estiver, consulte o Tópico 1), vai se lembrar que existem diferentes tamanhos de sensores digitais e de películas foto- gráficas (filmes). Mesmo com toda essa diversidade, os nomes das lentes não mudam porque é uma questão física. O resultado disso é que uma lente de 50mm terá uma determinada característica nas câmeras de Médio Formato e uma característica dife- rente em câmeras de Pequeno Formato, mas como nós, fotógrafos, sempre queremos facilitar nossas vidas, há um padrão definido para nos ajudar. Todas as fabricantes de lentes utilizam um padrão para informar sobre as carac- terísticas das lentes. Há muitas décadas esse padrão é o sensor digital chamado de full frame, que é exatamente o tamanho do filme de 35mm. Então tudo que eu disser daqui pra frente sobre lentes será relativo ao sensor full frame. Como já mencionei antes, existem três grandes grupos de lentes. Elas são dividi- das por suas características ópticas e estarão aqui representadas por suas distâncias focais no padrão full frame. • Grandes angulares: recebem este nome porque têm maior ângulo de visão. ⭘ Distâncias focais das lentes grandes angulares: 35mm ou menos. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 43 ⭘ Comportamento em profundidade de campo: quanto menor a distância fo- cal, mais profundidade de campo tem a lente. ⭘ Efeitos na imagem: quando o ângulo de visão é muito grande, como em len- tes de 8mm, por exemplo, há distorções das linhas de perspectiva. As lentes do estilo fish eye (olho de peixe) representam bem esse efeito. • Teleobjetivas: são as lentes com maior distância focal e menor campo de vi- são. Servem para isolar objetos distantes. ⭘ Distâncias focais das lentes teleobjetivas: acima de 60mm. ⭘ Comportamento em profundidade de campo: quanto maior a distância focal, menor a profundidade de campo. ⭘ Efeitos na imagem: as teleobjetivas são bastante utilizadas para esportes, fotografia de pássaros na natureza e observação espacial. • Normais: são lentes mais versáteis, equilibradas entre os outros dois tipos. Não apresentam grande distorção e podem ter grande ou pequena profundi- dade de campo. ⭘ Distâncias focais das lentes normais: entre 40mm e 60mm. ⭘ Comportamento em profundidade de campo: lentes versáteis que permitem amplo controle via diafragma e posicionamento. Figura 25 – Indicação de imagem para ser refeita Fonte: Fotografia-dg. Neste momento, é interessante mencionar as lentes do tipo zoom. Muitas vezes o zoom é confundido com as lentes teleobjetivas porque, ao utilizar o zoom, pode- mos aproximar o enquadramento desejado. Na verdade, o termo zoom indica que uma lente tem mais de uma distância focal, ou melhor dizendo, que sua distância pode variar. Por exemplo: • Lente fixa: 50mm f 1.8 (possui apenas a distância focal de 50mm) • Lente Zoom: 17-40mm f 4 (possui todas as distâncias focais entre 17mm e 40 mm) CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 44 Figura 26 – Exemplo de lente Zoom de 17-40mm Fonte: Wikipedia. Se tivermos uma lente com distância focal de 50-200mm significa que, quando você a utilizar na distância entre 50 e 60mm, ela se comportará como uma lente do tipo normal. Quando você a utilizar acima dos 60mm, será uma lente do tipo teleo-bjetiva. Você notará que quanto maior for a distância focal, mais as características mencionadas se intensificam. Existem, no entanto, lentes zoom que não são teleobjetivas. Um exemplo de lente zoom muito comum é a 10-24mm f2.8 que, apesar de ser zoom, está completa- mente dentro do espectro de lentes do tipo grande angular. Se você está começando na fotografia, é interessante experimentar os diferen- tes tipos de lentes para entender, na prática, as características das lentes e as suas próprias preferências. Entretanto, para que você compreenda melhor a questão da profundidade de campo, eu ainda preciso compartilhar mais algumas informações. Profundidade de campo Nós acabamos de ver que cada tipo de lente, assim como a abertura de dia- fragma, interfere na profundidade de campo. Além desses dois fatores, há ainda um terceiro que influencia na profundidade: a distância que você está do ponto de foco no enquadramento. Vamos ver, agora, como esses três fatores funcionam juntos, ex- plicando um de cada vez. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 45 A abertura do diafragma funciona a partir de sua tabela: f – 1 – 1.4 – 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32 (...) De acordo com a tabela, o número 1 representa a menor profundidade de campo e o número 32 a maior profundidade. A mudança na profundidade é gradativa em cada ponto da tabela, ou seja, aumenta a cada ponto utilizado. A profundidade de campo sofrerá variação, a depender do grupo de lentes que utilizamos. Isso significa que o f8 numa lente grande angular te dará mais profundi- dade de campo que o mesmo f8 em uma lente teleobjetiva. É uma questão de com- portamento óptico das lentes, a que precisamos nos adaptar. O terceiro fator, que é a distância para o objeto fotografado, tem influência em todas as lentes. Imagine que está utilizando uma lente de 50mm com diafragma em f4. Agora, imagine que está fotografando um objeto que esteja a 2 metros de distân- cia de você. Nesse caso, você obterá certa profundidade de campo. Se, no entanto, essa distância do foco inicial se alterar, mesmo que não se altere a lente e nem o diafragma, haverá alteração na profundidade de campo. Se seguirmos com o mesmo exemplo, uma lente de 50mm em f4, e o objeto de foco inicial estiver a apenas 1 metro da câmera (mais próximo), a profundidade de campo será menor. Se o objeto de foco inicial estiver a 10 metros da câmera (mais distante), ha- verá maior profundidade de campo. E isso sem variar a lente ou a abertura de diafragma. Ou seja, os três fatores que influenciam a profundidade de campo são a abertura do diafragma, o tipo de lente e a distância entre a câmera e o ponto inicial de foco no enquadramento. Como foco inicial, indico o objeto no qual você focou a sua lente, pois é a partir dele que se inicia a profundidade de campo. Se quiser alterar a profundidade de campo, você pode, portanto, mudar o dia- fragma, mudar a lente (distância focal) ou se mexer e mudar a sua distância do que está fotografando. O primeiro contato com essas informações pode ser um pouco confuso, por isso, minha sugestão é que você realize as atividades formativas antes de iniciar as ava- liativas, ok? CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 46 2.4 Arquivos RAW versus Jpeg Compreender os tipos de arquivos digitais que as câmeras geram quando fo- tografamos é essencial para que saibamos o que pode ser feito com cada arquivo. Alguns arquivos são melhores para serem editados, outros são mais apropriados para impressão e outros para serem visualizados na internet. É importante que você saiba que esse conhecimento específico é um pouco extenso e pode mudar sempre que inventarem uma nova tecnologia. Isso significa que você precisará acompanhar as mudanças que possam surgir no futuro. A intenção neste subtópico é mostrar a base desse conhecimento, para que você nun- ca fique “perdido” quando falamos de arquivos digitais relativos à fotografia. Vamos lá? Se você tem o costume de visualizar arquivos em computadores, já deve ter percebido que ao final do nome de cada arquivo digital aparece, normalmente, uma sigla que determina que tipo de arquivo é aquele. Por exemplo, um dos arquivos de leitura mais popular é o formato PDF, que normalmente aparece assim: nomedoar- quivo.pdf. Um dos formatos mais populares de imagens e certamente o mais popular em fotografias digitais é o Jpeg (ou JPG). Quando você os visualiza no computador (digo computador, pois os celulares às vezes omitem essa informação), eles apare- cem assim: nomedafoto.jpeg ou nomedafoto.jpg. Esse formato é o mais popular porque normalmente ele indica um arquivo que está finalizado, pronto para uso, ou seja, que não necessita sofrer edição ou altera- ção. Por supostamente não necessitar mais ser alterado, os dispositivos digitais fa- zem uma ação chamada compressão do arquivo. Ao fazer isso os arquivos ficam me- nos pesados em termos digitais, pois trazem menos informações. Assim o Jpeg é um formato interessante para ser utilizado em sites, redes sociais e compartilhamentos, pois é um arquivo mais leve, fácil de ser transferido, visualizado, impresso e etc. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 47 As câmeras profissionais, semiprofissionais e alguns celulares permitem que você fotografe em outro arquivo digital que chamamos de RAW. A palavra Raw em inglês significa cru. Os arquivos RAW são um formato que contém muito mais informações di- gitais do que os Jpeg e por isso são arquivos de imagem mais pesados, de difícil envio, que apenas alguns softwares específicos conseguem ler. Aí vem a sua pergunta, sem- pre pertinente “e por que precisamos desses arquivos mais pesados e complicados”? Os arquivos RAW foram desenvolvidos para que você tenha mais opções para editar fotos nos programas específicos para isso. Devido à quantidade de informações que eles carregam, você tem maiores condições de, por exemplo, recuperar uma parte da foto que estava subexposta ou superexposta. Eles também carregam outras informações, que chamamos de metadados, e que podem incluir: informações de ISO, Obturador e Diafragma utilizados, localização de gps ao tirar a foto, distância focal da lente utilizada, capacidade de alteração do balanço de branco e preset das fotos, dentre outras. Algo que complica um pouco o universo dos arquivos RAW é que cada marca de câmera pode ter seu próprio RAW, que seria uma espécie de receita para suas cores e outros aspectos de funcionamento de seus sensores digitais. Existe, no entanto, um formato de arquivo RAW que é de domínio público e é utilizado por algumas empre- sas em suas câmeras, como a Leica e a Sigma. Abaixo seguem alguns exemplos de arquivos RAW de marcas famosas: Genérico (Leica, Sigma e outras) = .dng Canon = .cr2 Fujifilm = .raf Sony = .arw Nikon = .nef Em termos de preservação de longo prazo, os arquivos .DNG estão em vantagem, porque todos os outros arquivos RAW podem ser convertidos para DNG e, por se tra- tar de um arquivo que pode ser utilizado sem a necessidade de se pagar por patente, praticamente todos os softwares disponíveis para edição de arquivos RAW podem editá-los. Em resumo, os arquivos RAW são mais complexos, mais pesados e de uso mais restrito que os Jpeg. O que justifica o uso de arquivos RAW são as possibilidades de edição que, de fato, são muito maiores. Eles são como os negativos eram para o processo químico: uma espécie de matriz fotográfica que ajuda a proteger a autoria da imagem e dá muitas opções para a criação de cópias. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 48 Existem mais detalhes e mais formatos de arquivos digitais fotográficos, embora esses dois sejam a base dos arquivos mais populares. O principal motivo pelo qual você, após este curso, se beneficiarápor conhecer um pouco mais sobre arquivos digitais e suas possibilidades é que, para quem escolhe o caminho do ofício fotográ- fico, seja para uma profissão ou apenas para fins pessoais, é preciso começar desde já a tratar seu acervo fotográfico com o carinho que ele merece. Veja bem, a maior parte das fotografias ganha importância com o tempo porque elas representam, cada dia mais, um momento distante no passado e podem tanto ser relembradas por quem viveu aquele tempo quanto imaginadas por quem não o viveu. Para que você tenha décadas de acervo fotográfico, é necessário começar o trabalho de preservação agora, e isso significa compreender aspectos técnicos da preservação de arquivos digitais em geral e de arquivos fotográficos digitais em par- ticular. Nas palavras de Susan Sontag (2004, p. 41), “fotografar é atribuir importância”, e se é importante, você vai querer cuidar com carinho. No dia a dia do ofício fotográfico esse conhecimento é importante porque você precisará entregar as fotografias para alguma finalidade: publicação em sites ou re- des digitais ou impressão de cópias, fotolivros, álbuns, outdoors, etc. A maioria dos trabalhos fotográficos começa sendo realizados em RAW e depois são finalizados em variações de Jpeg. Existe uma característica dos arquivos de imagens digitais que se chama Densi- dade por Pixel e é encontrada nos programas de edição pela sigla DPI. Isso significa que, mesmo se tratando de arquivos Jpeg, eles podem ter diferentes DPI. Quanto mais DPI tem um arquivo, mais informações ele carrega. O problema de carregar informações desnecessárias é que, por exemplo, quando você vai visualizar uma imagem na internet, se o arquivo for muito grande, este de- morará a ser aberto, principalmente se sua conexão de internet não for rápida. Isso, para qualquer empresa ou pessoa que tenha um site e para as grandes corporações que comandam as redes sociais, é terrível porque toda vez que a imagem não car- rega é uma brecha para que as pessoas fiquem insatisfeitas e saiam do site ou rede. A Tabela 1, a seguir, refere-se a arquivos Jpeg (ou JPG), e apresenta uma orienta- ção inicial da quantidade de DPI para cada tipo de utilização do arquivo. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 2 O USO DE DISpOSITIVOS FOTOGRÁFICOS: DA CâMERA AOS SMARTpHONES 49 Arquivos Jpeg Uso final Quantidade de DpI Internet (sites e redes sociais) 72 dpi Impressão em livros, álbuns, jornais e etc. 150 dpi Impressão de altíssima resolução (fine art) 240 ou 300 dpi Tabela 1 – Padrões de DPI para finalização de arquivos Jpeg Fonte: Elaboração própria (2024). Há muito mais para aprender sobre o conteúdo deste tópico e, provavelmente, sobre todos os tópicos deste curso; mas, acredite, tudo o que você precisa para co- meçar a trabalhar com fotografia é o que foi até aqui apresentado. O restante, você aprenderá quando for necessário, ou seja, quando os questionamentos surgirem, naturalmente, e precisarem de soluções. Recapitulando Neste tópico abordamos os fundamentos técnicos mais básicos do controle de câmeras fotográficas que influenciam em aspectos importantes na fotografia que podemos produzir. Caso você tenha julgado o conteúdo muito técnico e de difícil compreensão, não se apavore. Embora seja importante dominar essas técnicas, isso acontecerá natural- mente através da repetição em sua prática, uma vez que surgirão dúvidas, as quais serão sanadas a partir de consulta aos materiais de apoio e de experimentação com o equipamento. Nos próximos tópicos serão abordados aspectos mais lúdicos e profissionalizan- tes da prática fotográfica, como composição, iluminação e construção de ensaios. É importante lembrar que a divisão do conteúdo em tópicos se dá por questões didá- ticas e que, quando partimos para o campo prático, utilizamos todos esses conheci- mentos ao mesmo tempo. Prepare-se, porque os próximos conteúdos são bem interessantes!