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Estatística e epidemiologia Professor: Dr. Ricardo Cardoso de Oliveira METAS DE APRENDIZAGEM • aprender a identificar correlação entre variáveis. • efetuar ajustes de reta (regressão). • Interpretar os resultados. AGENDA Aula 1: 16/07 – Visão geral e princípios da bioestatística Aula 2: 23/07 – Tabelas e gráficos Aula 3: 30/07 - Medidas de posição Aula 4: 06/08 - Medidas de dispersão Aula 5: 13/08 – Probabilidade Aula 6: 20/08 – Correlação e regressão linear Aula 7: 27/08 – Inferência estatística Aula 8: 03/09 – Inferência estatística Aula 9: 10/09 – Testes 1. INTRODUÇÃO ▪ Em bioestatística, dizemos que existe correlação duas variáveis quando os valores de uma variável estão relacionados, de alguma maneira, com os valores da outra variável. ▪ A correlação pode ser positiva, negativa ou inexistente. 1. INTRODUÇÃO Correlação positiva •Horas estudadas e nota em uma prova. •Quantidade de exercício físico praticado e perda de peso. •Altura das pessoas e o tamanho do sapato. •Tempo de viagem de um avião e distância percorrida. •Vendas e dinheiro. Correlação negativa •Horas assistindo TV e nota em uma prova. •Quantidade de horas de estudo e o número de horas de sono. •Distância percorrida e tempo até a chegada. •Refeições feitas em casa e dinheiro gasto em restaurantes. •Velocidade e tempo. Correlação inexistente •Horas estudadas e cor dos olhos. •Consumo de manga por pessoa e notas em matemática. •Altura das pessoas e quantidade de habitantes de uma cidade. 1. INTRODUÇÃO ▪ A correlação não implica causalidade, ou seja, só porque duas variáveis estão correlacionadas não significa que uma seja a causa da outra. 1. INTRODUÇÃO ▪ A correlação linear é um tipo de correlação entre duas variáveis, cujo gráfico se aproxima de uma reta. Trata-se de uma linha de tendência, pois procura acompanhar a tendência da distribuição de pontos. Figura – exemplos de correlações 2. SITUAÇÃO PROBLEMA ▪ Avaliar se existe associação entre características quantitativas é objetivo de muitos estudos em biologia e ciências da saúde. ▪ Em geral, para estudar a associação entre duas variáveis, uma amostra aleatória é selecionada e as duas variáveis são observadas simultaneamente para cada indivíduo. Fonte da imagem: Situação problema Vinte e cinco pacientes são atendidos em uma clínica oftalmológica e os seguintes valores são registrados para pressão intraocular (PIO), em mmHg, e idade. Vamos verificar se há correlação entre as variáveis IDADE e PIO. Fonte da imagem: Situação problema Uma maneira de descrever os dados conjuntamente é através do diagrama de dispersão (também conhecido como scatter plot). Perguntas: ▪ Qual o tipo da relação entre as variáveis Idade e PIO? ▪ Qual a força desta relação? ▪ Esta relação é estatisticamente significativa? 3. COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO ▪ A força de uma associação pode ser medida por um coeficiente de correlação. ▪ O coeficiente de correlação é uma medida da intensidade de associação linear existente entre duas variáveis quantitativas. ▪ Também é conhecido como coeficiente de correlação de Pearson, pois sua fórmula de cálculo foi proposta por Karl Pearson, em 1896. ▪ O coeficiente de correlação de Pearson é denominado por r. 3. COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO ▪ O coeficiente de correlação de Pearson é calculado pela equação: 3. COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO O coeficiente de correlação linear mede o quanto a distribuição de pontos em um diagrama aproxima-se de uma reta; sendo assim, indica o nível de intensidade que ocorre na correlação entre as variáveis que se pretende relacionar. Fonte da imagem: Situação problema Vamos determinar o coeficiente de correlação de Pearson para os dados da clínica oftalmológica: Fonte da imagem: 4. COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO O coeficiente de determinação é uma medida estatística que é usado para avaliar a qualidade do ajuste de um modelo de regressão. Ele é também conhecido como R2 e é uma métrica que varia de 0 a 1. Quando R2 é igual a 0, isso significa que o modelo não explica nada da variação dos dados, enquanto um R2 igual a 1 indica que o modelo explica toda a variação dos dados. O R2 representa a porcentagem da variação nos dados que é explicada pelo modelo. Fonte da imagem: Situação problema Vamos determinar o coeficiente de determinação (R2) para os dados da clínica oftalmológica: 5. O MODELO DE REGRESSÃO LINEAR Fonte da imagem: Situação problema Vamos determinar o modelo de regressão linear para os dados da clínica oftalmológica. Para tal, consideraremos uma relação do tipo pressão = f(idade) ou y = f(x) em que x é a idade, em anos, e y é a PIO, em mmHg. O modelo testado será y = a + bx. : Fonte da imagem: Fonte da imagem: Exemplo 1 Considerando os coeficientes de correlação, relacione a coluna da esquerda com os respectivos diagramas de dispersão, na coluna da direita. (I) Correlação positiva entre x e y. (II) Correlação positiva perfeita entre x e y. (III) Correlação negativa perfeita entre x e y. (IV) Forte correlação negativa entre x e y. (V) Nenhuma correlação entre x e y. Assinale a alternativa que contém a associação correta. (A) I-A, II-B, III-E, IV-D, V-C. (B) I-A, II-E, III-C, IV-B, V-D. (C) I-B, II-A, III-D, IV-E, V-C. (D) I-B, II-A, III-E, IV-D, V-C. (E) I-C, II-A, III-D, IV-B, V-E. Fonte da imagem: Fonte da imagem: Fonte da imagem: