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CHECKPOINT 1 1. Um tratamento utilizado para certos tipos de doenças do sangue é a destruição completa da medula óssea do paciente e implante de células medulares sadias provenientes de um doador. Eugênio, cujo grupo sanguíneo é A, recebeu um transplante de medula óssea de seu irmão Valentim, cujo grupo sanguíneo é B. Sabendo que a operação foi bem-sucedida, qual será o grupo sanguíneo de Eugênio após o transplante e, tendo em vista que a mãe e a esposa de Eugênio têm sangue do tipo O, qual será a probabilidade de um futuro filho do casal ter sangue do tipo A? E do tipo B? A Tipo A, 0% e 0% B Tipo A, 50% e 50% C Tipo A, 50% e 0% D Tipo B, 50% e 50% E Tipo B, 50% e 0% 2. O antibiograma é um teste laboratorial que avalia a eficácia de diferentes antibióticos contra uma bactéria isolada de um paciente. No teste, discos impregnados com diferentes antibióticos são colocados sobre uma placa com bactérias. Após a incubação, observa-se a formação de halos de inibição (áreas sem crescimento bacteriano), cujo diâmetro indica o grau de sensibilidade da bactéria ao antibiótico. Observe as figuras abaixo: Com base nas informações, conclui-se que: A O antibiótico D é o mais eficaz, pois apresentou o maior crescimento bacteriano. B O antibiótico C é o mais eficaz, pois apresentou o maior halo de inibição e o menor crescimento bacteriano. C O antibiótico A é o mais indicado, pois causou pequena inibição e pouco crescimento bacteriano. D O antibiótico B é o menos eficaz, pois apresentou menor halo e maior crescimento. E Todos os antibióticos testados apresentaram a mesma eficácia, pois houve crescimento bacteriano em todos os casos. 3. Todos os organismos devem ser capazes de reproduzir e processar energia (metabolizar). As moléculas de DNA carregam a informação genética, incluindo as instruções necessárias para se replicar corretamente. No entanto, a replicação de DNA requer maquinaria enzimática elaborada, junto com um enorme suprimento de nucleotídeos a serem disponibilizados pelo metabolismo celular. Isso sugere que as unidades que formam as moléculas de autorreplicação e do metabolismo podem ter surgido juntas nos protobiontes. As condições necessárias podem ter sido encontradas nas vesículas, compartimentos preenchidos com líquidos e circundado por uma estrutura semelhante a uma membrana. Experimentos recentes mostraram que as vesículas produzidas abioticamente podem exibir algumas propriedades da vida, incluindo reprodução simples e metabolismo, bem como a manutenção de um ambiente químico interno diferente daquele do meio externo. Por exemplo, vesículas podem formar-se espontaneamente quando lipídeos ou outras moléculas orgânicas são adicionados à água. Quando isso acontece, as moléculas hidrofóbicas na mistura se organizam em uma parede dupla na superfície da gota, muito parecida com a camada dupla de lipídeos da membrana plasmática. A adição de substâncias como a montmorillonita, argila mineral macia produzida pelo encharcamento das cinzas vulcânicas, aumenta a taxa de autoformação das vesículas (ver Figura 1a). Essa argila, comum na Terra primitiva, aumenta a probabilidade de reação entre as moléculas para a formação das vesículas, pois proporciona uma superfície na qual as moléculas orgânicas tornam-se concentradas. As vesículas abioticamente produzidas podem se reproduzir por si só (ver Figura 1b) e aumentar de tamanho (“crescer”) sem diluir de seu conteúdo. As vesículas também podem absorver as partículas de montmorillonita, incluindo aquelas nas quais o RNA e outras moléculas orgânicas se ligaram (ver Figura 1c). Por fim, experimentos mostraram que algumas vesículas têm uma bicamada com permeabilidade seletiva e podem realizar reações metabólicas usando uma fonte externa de reagentes, outro importante pré-requisito para a vida. Figura 1a Autoformação A presença de argila de montmorillonita aumenta muito a taxa de autoformação das vesículas. Figura 1b Reprodução As vesículas podem dividir-se por si só, como visto nesta vesícula, dando origem a pequenas vesículas (MO) Figura 1c Absorção de RNA Esta vesícula incorporou argila de montmorillonita revestida com RNA (em cor de laranja). De acordo com o texto e outros conhecimentos sobre a origem da vida é correto afirmar que A as moléculas de autorreplicação citadas no texto são o DNA e os lipídeos. B os resultados do experimento corroboram a hipótese da panspermia, a qual sugere que a vida surgiu na Terra primitiva por meio de estruturas protobiontes. C as vesículas têm uma bicamada com permeabilidade seletiva semelhante às micelas. D os resultados do experimento confirmam a tese de que as primeiras membranas celulares eram lipídicas, inclusive as membranas dos protobiontes. Antibiótico Halo de inibição (mm) A 5 B 18 C 25 D 0 CHECKPOINT 2 E o aumento da turbidez relativa é consequência do aumento da quantidade de vesículas formadas e este é favorecido pela presença da argila montmorillonita. 4. O veículo robótico Opportunity, da NASA, foi enviado a Marte para procurar evidências de água. Os instrumentos do veículo encontraram resíduos de sal e outras evidências de água evaporada nas rochas e areia de uma região que parece ter sido o fundo de um grande lago. SADAVA, 2009. A presença de água, indicaria, naquele planeta, A a existência de um solo rico em nutrientes e com potencial para a agricultura. B a existência de ventos, com possibilidade dde erosão e formação de canais. C a possibilidade de existir ou ter existido alguma forma de vida semelhante à da Terra. D a possibilidade de extração de água visando ao seu aproveitamento futuro na Terra. E a viabilidade, em futuro próximo, do estabelecimento de colônias humanas em Marte. 5. As proteínas unidas podem ser muito fortes. A teia de aranha, por exemplo, é mais forte que o Kevlar, o polímero artificial usado em roupas à prova de balas. Os usos potenciais da teia de aranha (se pudesse ser purificada em quantidades suficientemente grandes) incluem airbags para automóveis e suturas cirúrgicas. Outro exemplo de resistência de proteínas se refere ao colágeno – proteína presente em ossos, cartilagens e músculos. À medida que a carne é conservada em refrigeradores, por exemplo, as ligações cruzadas entre as fibras de colágeno enrijecem tal alimento. Uma prática comum é adicionar suco de abacaxi à carnes mais duras para que estas se tornem mais macias. Tal prática faz sentido devido à presença de uma enzima protease no abacaxi – a bromelina. Outras proteases também podem ser encontradas no mamão, por exemplo, como é o caso da papaína, utilizada em pomadas para tratamentos de feridas (úlceras por pressão) em pacientes restritos ao leito. A respeito das proteínas, é plausível afirmar que A a bromelina e a papaína degradam lipídeos de membranas expondo o conteúdo proteico do citoplasma das células musculares da carne tornando-a mais macia. B submeter carnes duras ao cozimento, juntamente com o suco de abacaxi, aumenta a rapidez do amaciamento destas carnes. C a quebra de proteínas fornece aminoácidos e glicídios importantes pra a célula. D os humanos são capazes de sintetizar todos os aminoácidos encontrados na natureza. E enzimas sofrem influência de fatores como temperatura e pH. 6. A figura a seguir mostra uma representação gráfica de um espectro de ressonância magnética (do 31P) mostrando o fosfato inorgânico (Pi), a fosfocreatina (PCr) e o ATP (cada um dos seus três fosfatos emite um sinal). A série de curvas representa a passagem do tempo, de um período de repouso para um de exercício, e então a recuperação. Observe que o sinal do ATP quase não se altera durante o exercício, mantido alto pela respiraçãocontínua e pelo reservatório de fosfocreatina, que diminui durante o exercício. Durante a recuperação, quando a produção de ATP pelo catabolismo é maior do que a sua utilização pelo músculo (agora em repouso), o reservatório de fosfocreatina é reposto. Princípios de bioquímica de Lehninger – 6. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2014. A fosfocreatina (PCr), derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. A creatina é um tripeptídeo sintetizado a partir da glicina, arginina e metionina. Durante os períodos de baixa demanda de ATP, os reservatórios de ATP e de PCr são abastecidos em preparação para o próximo período de demanda intensa de ATP (metabolismo fosfogênico). No músculo em repouso, a concentração de PCr é 2 a 3 vezes maior que a de ATP, protegendo a célula contra a depleção rápida do ATP durante curtas explosões de demanda por ATP como em exercícios anaeróbicos que exigem força muscular. A creatina e a fosfocreatina se degradam espontaneamente em creatinina. Para manter altos os níveis de creatina, essas perdas devem ser repostas, seja pela creatina da dieta, obtida principalmente da carne (músculo) e produtos lácteos, seja pela síntese a partir da glicina, arginina e metionina, que ocorre principalmente no fígado e no rim. A síntese de creatina é o principal consumidor desses aminoácidos, particularmente nos veganos, para os quais essa é a única fonte de creatina; as plantas não possuem creatina. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. De acordo com o texto e seus conhecimentos é correto afirmar que A o metabolismo fosfogênico é a única forma pela qual a célula eucariota gera ATP no citosol. B conforme os dados do gráfico de ressonância magnética, a creatinina, durante o repouso apresenta-se elevada. C pessoas veganas apresentam dificuldade de sintetizar a creatina, posto que tal substância não existe em plantas. D a creatina como suplemento, provoca a hipertrofia muscular por fornecer aminoácidos importantes como a glicina, a arginina e a metionina necessários à construção de proteínas musculares. E a suplementação de creatina auxilia na disponibilização de ATP de forma rápida mediante demanda de energia provocada pelo exercício. CHECKPOINT 3 7. O efeito de um fator físico externo na divisão celular é claramente observado na inibição dependente da densidade (inibição por contato), fenômeno em que células aglomeradas param de se dividir (Figura a). Células cancerígenas não exibem inibição por contato (Figura b). A ausência de inibição por contato em células cancerígenas é sucintamente explicada por A diminuição da síntese de tubulina, proteína importante na formação dos microtúbulos. B diminuição da síntese de glicoproteínas e glicolípideos do glicocálice. C aumento da produção de actina, proteína que compõe os microfilamentos do citoesqueleto. D aumento da síntese de proteínas periféricas da membrana plasmática. E aumento da síntese de caderinas, proteínas que atuam na composição dos filamentos intermediários do citoesqueleto. 8. Muitos tratamentos médicos têm como objetivo interromper a proliferação das células cancerígenas, bloqueando o ciclo celular das células tumorais cancerígenas. Um tratamento potencial é um inibidor do ciclo celular derivado das células- tronco do cordão umbilical humano. Na amostra tratada, células de glioblastoma humanas (câncer do cérebro) foram cultivadas na presença do inibidor e as células da amostra-controle sem a presença do inibidor. Após 72 horas de cultivo, as duas amostras celulares foram coletadas. Para se obter um “instantâneo” da fase do ciclo celular em que cada célula se encontrava naquele momento, as amostras foram tratadas com um químico fluorescente que se liga ao DNA e, então, submetidas à citometria de fluxo, um equipamento que registra os níveis de fluorescência de cada célula. O programa de computador então registra em um gráfico o número de células em cada amostra com um determinado nível de fluorescência, como apresentado a seguir. K.K. Velpula et al., Regulation of glioblastoma progression by cord blood stem cells is mediated by downregulation of ciclina D1. PLos ONE 6(3): e18017 (2001). A as células da amostra-controle, na região A, encontram-se na fase S da intérfase. B a partir da região B, em ambos os gráficos, observa-se uma diminuição da quantidade de células. C na região A de ambos os gráficos, encontram-se as células com maior quantidade de DNA. D o tratamento foi considerado eficaz, tendo em vista que houve interrupção do ciclo celular na fase G1 da intérfase. E o tratamento foi considerado ineficaz pois as células tumorais conseguiram se dividir tanto na amostra-controle como na submetida ao tratamento. 9. Considerada uma violação de direitos de pessoas que menstruam, a pobreza menstrual é um problema que envolve a falta de acesso a itens para a saúde menstrual, à infraestrutura de higiene e à educação necessária para lidar com a menstruação. A falta de acesso à higiene menstrual afeta mulheres cisgênero, homens trans e outras pessoas que menstruam. Mesmo que seja mais presente em países pobres, em situação de conflito ou afetados por desastres, ela também atinge pessoas pobres em países ricos. Na falta de absorventes e outros itens adequados, quem sofre com a pobreza menstrual usa pedaços de tecido ou materiais insalubres para controle do fluxo de sangue, como jornais e absorventes usados. No sistema prisional, mulheres dizem usar miolos de pão. A precariedade menstrual traz riscos para a saúde, como infecções urinárias e vaginais. O problema também pode fazer com que meninas em idade escolar percam dias letivos ou abandonem os estudos devido à falta de água e de instalações sanitárias nas escolas.”. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/10/11/Quais- s%C3%A3o-os-n%C3%BAmeros-da-pobreza-menstrual-no-Brasil. Acesso em 14 out. 2021. Acerca da menstruação e dos processos relacionados ao ciclo menstrual, assinale a alternativa correta. A A menstruação acontece na terceira (última) fase do ciclo menstrual, cerca de 28 dias após a ovulação. B O folículo ovariano, ao produzir estrogênios na fase inicial do ciclo menstrual, provoca o crescimento do endométrio. C A menopausa marca a interrupção definitiva das descamações do endométrio, por volta da puberdade. D Em cada ciclo menstrual, a partir da puberdade, um ovócito secundário em metáfase II interrompida é lançado na tuba uterina e o útero prepara-se para receber um possível embrião. E A menstruação se dá a partir do aumento expressivo na produção da progesterona e dos estrogênios, provocando degeneração e eliminação parcial do endométrio. Cientistas usam técnica CRISPR para tornar Aedes aegypti ‘cego’ Em estudo recente, pesquisadores criaram mosquitos mutantes com dificuldade de se guiar por pistas visuais de alto contraste – uma de suas táticas para encontrar alvos humanos. Cientistas da Universidade da Califórnia usaram edição genética para eliminar a capacidade do mosquito Aedes aegypti de encontrar suas vítimas pela visão – e, com isso, torná-lo incapaz de picar humanos. O estudo foi publicado recentemente na revista Current Biology. Os mosquitos usam vários sentidos para procurar e picar pessoas. Eles podem detectar alguns sinais de nossa pele – como calor, umidade e odor –, mas são atraídos principalmente por CO2, que expelimos o tempo todo no processo da respiração. Além disso, se guiam por detalhes visuais de alto contraste – já foi constatado que os Aedes aegypti são mais atraídos por pessoas com roupas escuras. Os cientistas envolvidos no estudo suspeitaram que proteínas responsáveis pela percepção de luz – as chamadas rodopsinas – poderiam ser a chave paraeliminar a capacidade dos mosquitos de encontrar alvos humanos pela detecção de cores escuras. Então, eles usaram uma técnica de edição genética CHECKPOINT 4 chamada CRISPR-Cas9 para criar mosquitos transgênicos com mutações nas rodopsinas. Em uma primeira tentativa, eles eliminaram a rodopsina Op1, que é a proteína mais abundante nos olhos do A. aegypti. Mas os cientistas perceberam que os mutantes Op1 continuavam enxergando alvos escuros, e voavam na direção deles quando eram estimulados com CO2. Então, a equipe tentou novamente. Dessa vez, produziu mosquitos transgênicos sem a rodopsina Op2. De novo, os mutantes não sofreram qualquer impacto na sua capacidade de enxergar o alvo. Os cientistas só tiveram sucesso quando eliminaram as duas proteínas. Os mutantes sem Op1 nem Op2 voavam sem rumo dentro das gaiolas, em vez de preferir o círculo preto. Eles haviam perdido a capacidade de encontrar hospedeiros visualmente. “Quanto mais entendermos como eles percebem o ser humano, melhor podemos controlar o mosquito de uma maneira ecologicamente correta”, disse Yinpeng Zhan, principal autor do estudo, ao New York Times. O texto traz uma incoerência científica acerca de OGMs (organismos geneticamente modificados) e transgênicos. Todo transgênico é um OGM mas nem todo OGM é um transgênico. Os transgênicos são organismos que apresentam DNA exógeno, isto é, de outra espécie, enquanto os outros OGMs são gerados por meio de outras técnicas como por exemplo, a CRISPR. Acerca dos conhecimentos sobre biotecnologia e bioética é prudente afirmar que A a eficácia da técnica apresentada será a mesma independente do sexo do mosquito. B a referida técnica pode ser útil também, para prevenir-se de outras arboviroses como febre amarela e malária. C a capacidade de se produzir organismos transgênicos deve- se à redundância do código genético. D a técnica CRISPR-Cas9 é totalmente segura e não existe o risco de genes “bons” serem silenciados. E o lançamento de espécies transgênicas no ambiente pode levá-las a misturar seus genes aos das espécies nativas (poluição genética) e até substituí-las geneticamente (erosão genética). 10. Uma característica dos ácidos nucleicos é a capacidade desses de absorver luz ultravioleta no comprimento de onda de 260 nm. Essa característica favorece medições que utilizam a espectrofotometria como método e que permitem quantificar as moléculas de DNA presentes em determinada solução e obter informações sobre as características da fita. Uma das formas mais comuns de separar as fitas de DNA é aumentando a temperatura. Isso induz o aumento da energia cinética da molécula, causando o rompimento das ligações de hidrogênio entre as bases nitrogenadas, além de romper as interações hidrofóbicas – processo denominado desnaturação. Com base nessa técnica, infere-se que a capacidade de absorção de luz A é maior em uma molécula íntegra de DNA do que em uma molécula desnaturada. B atinge o ponto médio quando ocorre a desnaturação total das cadeias da molécula de DNA . C diminui com o aumento da temperatura da solução em que se encontra a molécula de DNA. D é reduzida com o aumento do pH da amostra contendo as moléculas de ácido nucleico. E depende da quantidade e dos tipos de bases nitrogenadas na molécula de DNA. 11. O desenvolvimento normal de uma vacina pode levar até 10 anos em condições normais. Primeiro porque muitas vezes nem as empresas, nem as agências reguladoras priorizam essas vacinas. Em segundo lugar, nem sempre há financiamento suficiente. Testar vacinas é muito caro, especialmente na fase 3, na qual os pesquisadores tentam avaliar a eficácia da vacina e confirmar sua segurança em testes que costumam envolver milhares de pessoas. Por causa da pandemia, todos querem fazer tudo mais rápido e há financiamento abundante disponível. E esse era o principal entrave. O processo químico de produção de uma vacina normalmente não leva muito tempo. 95% do tempo é gasto com a testagem. Fonte: Nature Acerca dos processos de imunização, é correto afirmar que A Pode ser considerada um processo passivo quando desencadeia produção de anticorpos através de linfócitos TCD4. B É um processo natural quando ocorre através da inoculação de antígenos através de vacinas. C Trata-se de processo ativo quando o indivíduo recebe uma solução de anticorpos que venham a combater antígenos específicos. D É um processo artificial quando se recebe anticorpos através da placenta. E É natural quando se mantém contato com agentes infecciosos e seus antígenos, os quais estimulam a produção de anticorpos. 12. O domingo, 4 de junho, era o dia que o paleontólogo Allysson Pinheiro vinha aguardando havia mais de dois anos. Pinheiro é diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no Sul do Ceará, que reúne fósseis de plantas e animais extintos que viveram naquela região há mais de 100 milhões de anos. Naquele dia, o pesquisador foi a Brasília receber a mais nova peça do acervo do museu, que é também a mais famosa: os fósseis do dinossauro Ubirajara jubatus. O material tinha sido contrabandeado há mais de quinze anos e foi parar em Karlsruhe, no sudoeste da Alemanha. Estava sendo repatriado depois de uma ruidosa campanha promovida por cientistas brasileiros desde o final de 2020. O fóssil do dinossauro Ubirajara volta ao Brasil. Como um fóssil brasileiro contrabandeado para um museu alemão e devolvido agora ao Brasil se tornou mascote da decolonização da paleontologia. Esteves, B. - Revista Piauí, Julho de 2023. O registro fóssil é uma importante fonte de evidências do processo evolutivo. No que se refere às evidências da evolução pode-se afirmar corretamente que CHECKPOINT 5 A estruturas presentes em répteis e aves, as quais possuam mesma origem embrionária, jamais poderiam desempenhar funções semelhantes. B o âmnio, originado em répteis e posteriormente presente em aves e mamíferos foi uma importante aquisição evolutiva para a conquista do ambiente terrestre. C os testes de datação realizados em fósseis são imprecisos porque, após duas meias-vidas, todo o elemento utilizado no teste (Carbono-14, por exemplo), terá desaparecido da amostra. D como organismos mais aparentados evolutivamente podem desempenhar a mesma função com estruturas análogas, estas configuram excelentes evidências da evolução. E apesar de serem importantes evidências da evolução, não é possível extrair DNA de fósseis para análise bioquímica. 13. Em 2025, o Proálcool (Programa Nacional do Álcool) faz 50 anos. Tal programa consistiu em uma iniciativa do governo brasileiro de intensificar a produção de álcool combustível (etanol) para substituir a gasolina. Essa atitude teve como fator determinante a crise mundial do petróleo, durante a década de 1970, pois o preço do produto estava muito elevado e passou a ter grande peso nas importações do país. Nesse sentido, em 1975, foi criado o Proálcool, sendo oferecidos vários incentivos fiscais e empréstimos bancários com juros abaixo da taxa de mercado para os produtores de cana-de-açúcar e para as indústrias automobilísticas que desenvolvessem carros movidos a álcool. O debate atual em torno dos biocombustíveis, como o álcool de cana-de-açúcar e o biodiesel, inclui o efeito estufa. Tal efeito garante temperaturas adequadas à vida na Terra, mas seu aumento indiscriminado é danoso. Com relação a esse aumento, os biocombustíveis são alternativas preferíveis aos combustíveis fósseis porque: A são renováveis e sua queima impede o aquecimento global. B retiram da atmosfera o CO2 gerado em outras eras. C abrem o mercado para o álcool, cuja produção diminuiu o desmatamento. D são combustíveis de maior octanagem e de menores taxas de liberação de carbono. E contribuem para a diminuição da liberação de carbono, presente nos combustíveis fósseis. 14. A cirurgiabariátrica surgiu em 1991 durante a Conferência de Desenvolvimento de Consenso realizada pelo NIH – National Institutes of Health. Quando surgiu, a cirurgia bariátrica era um procedimento indicado apenas para indivíduos com classificação de obesidade grau II ou III, com riscos de saúde consideráveis. A condição pré-mórbida dos pacientes, por natureza, acabava elevando os casos de óbito em mesas de cirurgia. Os fatores de risco pré e pós-operatório passaram a ser fortemente considerados antes da aprovação do procedimento por vários profissionais. A indicação cirúrgica passou a ocorrer mediante avaliação nutricional, clínica, laboratorial e psiquiátrica. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 500 milhões de pessoas sofrem de obesidade. A cirurgia bariátrica tem sido utilizada no tratamento da obesidade mórbida, que acomete pessoas com o índice de massa corporal (IMC) superior a 40. Uma das técnicas desse tipo de cirurgia é denominada de Capella (Bypass gástrico), que liga o estômago ao fim do intestino delgado. Qual das alternativas abaixo apresenta justificativa correta quanto ao procedimento citado? A O alimento que chega ao intestino já foi completamente digerido no estômago. B Ao se diminuir o percurso no intestino delgado, limita-se a absorção dos alimentos que acontece principalmente nessa região. C A ação do suco pancreático é otimizada pelo menor tamanho do intestino delgado. D A proximidade com o intestino grosso promoverá uma maior recuperação d’água no bolo alimentar e consequentemente maior sensação de saciedade. E A absorção de carboidratos no estômago é preservada, no entanto a absorção no intestino grosso é eliminada. 15. Leia o texto a seguir: Os antibióticos com aplicações terapêuticas devem ter toxicidade seletiva. Devem ser tóxicos para o agente causador da doença, mas não para o hospedeiro, por atuarem em etapas do metabolismo de micro-organismo e não do ser infectado. Alguns exemplos podem ser citados. A ampicilina impede a formação do peptidoglicano, que envolve a membrana plasmática da bactéria, acarretando a lise bacteriana. O cloranfenicol inibe exclusivamente a síntese de proteínas bacterianas. A daptomicina modifica a permeabilidade da membrana plasmática da bactéria, fazendo os metabólitos importantes serem perdidos. As quinolonas inibem a duplicação do cromossomo bacteriano ou da transcrição. Trimetoprima e sulfas, por sua vez, imitam substâncias usadas pela bactéria e se ligam a enzimas, inibindo-as. Disponível em: http://www.moderna.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A7 A83CB30D6852A0130D7BC0E4E107A. Adaptado. Observe a figura que indica os principais modos de ação de antibióticos sobre bactérias por INIBIÇÃO DE PROCESSOS ou DANOS A ESTRUTURAS CELULARES, por meio de balões numerados. Assinale a alternativa que apresenta a correlação entre os antibióticos e o seu modo de atuação indicado no texto e nos balões numerados. A ampicilina (1), cloranfenicol (2), daptomicina (3), quinolonas (4), trimetoprima e sulfa (5) B ampicilina (2), cloranfenicol (1), daptomicina (4), quinolonas (5), trimetoprima e sulfa (3) C ampicilina (3), cloranfenicol (2), daptomicina (5), quinolonas (1), trimetoprima e sulfa (4) D ampicilina (4), cloranfenicol (5), daptomicina (3), quinolonas (2), trimetoprima e sulfa (1) E ampicilina (5), cloranfenicol (4), daptomicina (3), quinolonas (1), trimetoprima e sulfa (2) 16. Durante anos o fotoperiodismo foi denominado como o mecanismo de floração que algumas plantas angiospermas possuem em resposta ao período de luminosidade diária (fotoperíodo). Cada espécie tem seu período em horas de iluminação que determina a floração ou não de uma planta – é o fotoperíodo crítico (FPC). As plantas de dia curto florescem quando a duração do período iluminado é inferior ao seu fotoperíodo crítico e as plantas de dia longo florescem quando a CHECKPOINT 6 duração do período iluminado é maior que o seu fotoperíodo crítico. Agora esqueça quase tudo o que leu nessa questão sobre floração! Estudos posteriores revelaram que não é o período de luminosidade diária que efetua a floração, mas sim o período de escuro ao qual a planta é submetida, logo, plantas de dia curto necessitam de uma “noite longa” para florescer e plantas de dia longo necessitam de uma “noite curta” para florescer. Interrompendo o período noturno por um breve período luminoso (luz artificial) a planta de dia curto não floresce, pois na verdade ela necessita de uma “noite longa” contínua, enquanto que interrompendo o período noturno por um breve período luminoso a planta de dia longo floresce, pois como ela necessita de “noite curta” para florescer, a interrupção da noite longa faz com que a noite se torne curta para planta e ela floresce. Um agricultor gostaria de plantar Hordeum vulgare (cevada) e Chrysantemum (Crisântemo) e reside numa região cujo dia apresenta 14 horas de luz. Suponha que as espécies sejam, respectivamente, de dias longos e curtos e que o fotoperíodo crítico para o florescimento, de 16 horas, seja o único fator limitante para o cultivo delas na região. Assinale a alternativa que contém a recomendação mais adequada que poderia ser dada a esse produtor para que se obtenha o florescimento de, no mínimo, um dos cultivares. A Poderia plantar as duas espécies na região citada, desde que procedesse o fornecimento de luz artificial. B Poderia plantar Chrysantemum, mas esta não produziria flores. C Poderia plantar H. vulgare, desde que procedesse a interrupção do período de escuro com um lampejo de luz. D Poderia plantar H. vulgare, desde que procedesse o fornecimento de luz artificial, mas esta não produziria flores. E Poderia plantar H. vulgare, desde que procedesse o fornecimento de luz artificial por duas horas ao final do período iluminado. 17. As espécies exóticas invasoras são consideradas a segunda maior causa de extinção de espécies no planeta e podem causar danos à biodiversidade à economia e à saúde humana. Espécies invasoras podem ter vantagens em relação às espécies nativas devido à ausência de predadores naturais e à abundância de presas sem defesas eficientes. Os distúrbios em áreas naturais frequentemente criam vantagens para espécies exóticas invasoras sobre espécies nativas. A introdução de plantas, animais e outros organismos ocorre cada vez mais em razão da movimentação por meio do comércio e de viagens entre diferentes regiões e países. Os meios de transporte possibilitam que os organismos ultrapassem barreiras que naturalmente seriam impeditivas para deslocamentos naturais. As espécies animais exóticas invasoras mais conhecidas no Brasil são o javali (Sus scrofa), o coral-sol (Tubastraea spp.), o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) e o caracol-gigante- africano (Achatina fulica). Fonte: IBAMA A respeito de espécies nativas e espécies invasoras, é correto afirmar: A Introduzir mais espécies exóticas para aumentar a diversidade e competição no ecossistema é uma forma de erradicar espécies invasoras. B Uma espécie nativa é aquela que se originou em um determinado ecossistema e coevoluiu com outras espécies presentes nesse ambiente ao longo do tempo. C As espécies invasoras têm predadores naturais mais eficazes e geralmente são maiores e mais agressivas do que as espécies nativas. D Espécies invasoras não competem por recursos com espécies nativas, pois estão adaptadas a diferentes habitats e condições climáticas. E A introdução de espécies invasoras leva ao aumento da frequência das espécies nativas, devido ao aumento da biodiversidade dos ecossistemas. 18. REVOLUÇÃO EM CURSO O problema da obesidade chega a níveis cada vez mais preocupantes no Brasil. Entre 2003 e 2019, a quantidade de pessoas acima do peso mais que dobrou, chegandoa 26,8% da população. A projeção para 2025 é que esse número suba para 31%. Única forma de frear o crescimento, a prevenção vem sendo ignorada por muita gente. Levantamentos mostram que metade dos brasileiros raramente ou nunca pratica qualquer atividade física. Se não bastasse, à mesa, durante as refeições, boa parte das pessoas consome poucos nutrientes e muitas calorias. Um agravante é a grande preferência pelos chamados alimentos ultraprocessados, como biscoitos, torradas e salgadinhos. Combinados, sedentarismo e péssimos hábitos alimentares formam a receita que alimenta a obesidade. A ciência tem sido uma grande aliada na luta para controlar o problema, e esse esforço está hoje a cargo de pesos-pesados. No ringue dos avanços mais notáveis na área nos últimos anos, estão as duas farmacêuticas com o maior valor de mercado da atualidade. De um lado, a americana Eli Lilly, com seu medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. Do outro, a dinamarquesa Novo Nordisk, dona da semaglutida, princípio ativo do Wegovy e de seu primo mais famoso, o Ozempic, que é destinado ao diabetes. Demanda para esses fármacos não falta: hoje o excesso de gordura corporal afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Mas quem será que leva a melhor na batalha pela perda de peso? Em pesquisa do fim do ano passado financiada pela Eli Lilly, a tirzepatida levantou o cinturão do emagrecimento. Enquanto ela promoveu uma redução, em média, de 20% no peso corporal, a rival chegou a quase 14% - ambos números expressivos, diga-se. Os participantes do braço do Mounjaro perderam por volta de 22 quilos; os do Wegovy enxugaram CHECKPOINT 7 15 quilos no período. Feitas as contas, os autores do comparativo constataram que a diminuição de peso relativa foi 47% maior com a tirzepatida. O Mounjaro foi aprovado pela Anvisa em 2023 e acaba de ser divulgada a previsão do início das vendas do remédio no Brasil, conforme mostra a reportagem “Chegada de peso” desta edição. Contudo, não há indicação dele para controle da obesidade - o que implicará o chamado uso off-label. Esse medicamento e outros que engordam a lista da nova geração de drogas utilizadas no combate à obesidade já provocam uma revolução comportamental aqui no Brasil e no mundo. Com a devida orientação médica, são ferramentas poderosas para auxiliar pacientes na faixa de maior risco, aqueles com muita dificuldade para perder peso. Só não são drogas milagrosas, pois o problema pode voltar rapidamente se não ocorrer uma mudança de hábitos. A ciência tem dado uma grande contribuição na batalha contra a doença, sem dúvida, mas o esforço individual na busca por uma rotina mais saudável segue sendo imprescindível. Revista Veja 2936, ano 58, nº 12.21 de março de 2025 Com base no mecanismo de tais medicamentos, qual das seguintes afirmativas melhor explica seus efeitos no controle da obesidade? A As substâncias citadas agem diretamente na oxidação de ácidos graxos no fígado, reduzindo os estoques de gordura corporal. B Os medicamentos modificam a microbiota intestinal, favorecendo espécies bacterianas que promovem uma menor eficiência energética na digestão. C Tais substâncias elevam a expressão de hormônios tireoidianos, acelerando o metabolismo basal e o consumo de calorias. D As drogas mencionadas potencializam a sensação de saciedade e modula a ingestão alimentar através da interação com receptores específicos no sistema nervoso central. E Os fármacos inibem a ação da amilase pancreática, reduzindo a digestão e a absorção de carboidratos no intestino. 19. O Ministério da Saúde define a febre do Oropouche como doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil, em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no país, sobretudo na região amazônica, considerada endêmica. Em 2024, entretanto, a doença passou a preocupar autoridades sanitárias brasileiras. Até o início de julho, mais de 7 mil casos haviam sido confirmados no país, com transmissão autóctone em pelo menos 16 unidades federativas. Esta semana, São Paulo confirmou os primeiros casos no interior do estado. A transmissão acontece principalmente por meio do vetor Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim ou mosquito-pólvora. No ciclo silvestre, bichos- preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros. Há registros de isolamento do vírus em outras espécies de insetos, como Coquillettidia venezuelensis e Aedes serratus. Já no ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros. Nesse cenário, o mosquito Culex quinquefasciatus, popularmente conhecido como pernilongo e comumente encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus. Os sintomas da febre do Oropouche, de acordo com o ministério, são parecidos com os da dengue e incluem dor de cabeça intensa, dor muscular, náusea e diarreia. “Nesse sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle”, alerta a pasta. O quadro clínico agudo, segundo a pasta, evolui com febre de início súbito, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados. Casos com acometimento do sistema nervoso central (como meningite asséptica e meningoencefalite), especialmente em pacientes imunocomprometidos, e com manifestações hemorrágicas (petéquias, epistaxe, gengivorragia) podem ocorrer. Disponível em: https://redacaoamazonia.com.br/febre-do-oropouche- entenda-o-que-e-a-doenca-que-preocupa-o- brasil/?gad_source=1&gclid=Cj0KCQjwm5e5BhCWARIsANwm06gJN1 5O5dllwfbYPlqcTmQ8MJl3OigYse9S__Qeib- CXfUnEcFjR90aAtEPEALw_wcB. Acesso em: Agosto de 2024. Arbovírus (arthropod-borne vírus) são assim designados porque parte de seu ciclo de replicação ocorre nos insetos; esses vírus podem ser transmitidos aos seres humanos. O Ministério da Saúde alertou para o controle das arboviroses e o risco de epidemias sazonais no Brasil em 2020. Assinale a alternativa correta. A O vírus da febre amarela e o zika vírus podem ser transmitidos pela picada do mosquito Culex. Para ambos os casos não existe vacina, sendo considerada profilática a erradicação do inseto vetor e de suas larvas. B O vírus da dengue e o zika vírus podem ser transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. A eliminação do inseto vetor e a eliminação dos focos de criação das larvas são medidas profiláticas. C O vírus da febre amarela e o da chikungunya podem ser transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. Para ambos os casos, foram desenvolvidas vacinas e o controle do inseto vetor não é considerado uma medida profilática. D O vírus da chikungunya e o da dengue podem ser transmitidos pela picada do mosquito Culex. A erradicação do inseto vetor e a eliminação das larvas são consideradas medidas profiláticas. E O vírus da filariose é transmitido pela picada do mosquito Culex. O uso de vermífugos é uma medida profilática para essa doença. 20. Microplásticos estão em nossos corpos. Quanto eles nos prejudicam? A ciência ainda não tem certeza, mas pesquisadores dizem que há motivos para se preocupar. À medida que os resíduos plásticos proliferam em todo o mundo, uma questão essencial permanece sem resposta: que danos, se houver, eles causam à saúde humana? Há alguns anos, quando os microplásticos começaram a aparecer nas entranhas de peixes e mariscos, a preocupação se concentrou na segurança dos frutos do mar. Os mariscoseram uma preocupação especial porque, no caso deles, ao contrário dos peixes, comemos o animal inteiro – estômago, microplásticos e tudo. Em 2017, cientistas da Bélgica anunciaram que os amantes de frutos do mar poderiam consumir até 11 mil partículas de plástico por ano comendo mexilhões, um prato muito querido no país. Os microplásticos representam aproximadamente 92,4% da contagem global de partículas de lixo plástico. Estes pequenos plásticos de até 5 mm de tamanho estão entrando no ambiente marinho, contaminando um sistema já vulnerável. (www.arocha.org. Adaptado.) Os mexilhões estão entre os invertebrados marinhos diretamente afetados pela presença de partículas de microplásticos nas águas, uma vez que, para se alimentarem, A capturam micropartículas batendo os flagelos dos coanócitos. B raspam com a rádula a superfície do substrato marinho. C trituram com dentes calcários outros animais menores. D filtram partículas de alimento na água circundante. E circulam a água pelos canais do sistema ambulacrário. CHECKPOINT 8 21. Do cruzamento entre plantas de trigo de Triticum turgidum (28 cromossomos) e de Triticum tauschii (14 cromossomos) surgiu um indivíduo estéril de 21 cromossomos. Erros no processo meiótico deste híbrido permitiram o surgimento do Triticum sativum (42 cromossomos) em um evento que denominamos de especiação por poliploidia. O evento descrito acima corresponde a um caso de especiação A alopátrica. B simpátrica. C parapátrica. D peripátrica. E por anagênese. 22. Terapia Genética, Imunoterápicos e Nanotecnologia são novos instrumentos no combate ao câncer Existem várias terapias sendo estudadas para o combate ao câncer e uma das apostas é a terapia genética. Em uma de suas modalidades, chamada Terapia Car-T, as células do sistema imunológico do paciente, no caso o linfócito T, são modificadas para combater o tumor. Sabe-se que algumas doenças não vão responder a determinados tratamentos, por isso, é preciso cada vez mais personalizá-los, apontam médicos oncologistas. (Raphael Kapa. https://oglobo.globo.com. 30.08.2019. Adaptado.) A terapia genética tem se mostrado promissora no tratamento e cura de inúmeras doenças que não apenas o câncer. De modo geral, essa terapia consiste em A substituir segmentos específicos de DNA das células alvo por outros segmentos que levam à síntese de moléculas capazes de restabelecer o quadro normal do paciente. B inserir no genoma das células do tecido doente genes funcionais obtidos de outras espécies, restabelecendo o padrão fisiológico normal do tecido alvo da terapia. C tratar o paciente com quimioterápicos que reconhecem e atuam apenas sobre as células que apresentam padrões anômalos de divisão celular. D promover a fusão de núcleos de células normais aos de células doentes, formando células híbridas capazes de restabelecer processos metabólicos até então anômalos. E tratar o paciente com medicamentos que inibem a expressão dos genes defeituosos causadores da doença. 23. Segundo a bióloga Lynn Margulis, o grande motor da evolução seria a simbiose e o mutualismo. Nesse contexto, Margulis propôs a teoria endossimbiótica para a origem das organelas celulares, sugerindo que as mitocôndrias – e os cloroplastos – deveriam ter sido, no passado, bactérias de vida livre que teriam sido engolfadas por células eucarióticas. A bióloga defende que os padrões da biologia se repetiriam de forma autossimilar em diferentes níveis de organização da vida e, para cada nível, a importância do mutualismo e da simbiose se mostraria de diferentes modos. Disponível em: https://cienciahoje.org.br. Acesso em: 5 abr. 2025 (adaptado). Em sua teoria, a bióloga sugere que as A relações harmônicas entre os organismos podem produzir novidades evolutivas. B atividades de fagocitose são necessárias para o surgimento das diferentes organelas. C exposições a bactérias benéficas devem ocorrer para estimular a adaptação dos organismos. D disputas por recursos forçaram os organismos a optarem de forma intencional por relações mais vantajosas. E interações com microrganismos são a origem da diversidade genética nas células de maior complexidade. 24. Durante uma visita a uma reserva natural, um grupo de pesquisadores observou a presença da tilápia, uma espécie exótica, em um lago que antes abrigava apenas espécies nativas. Os pesquisadores descobriram que a tilápia havia sido introduzida por moradores da região, para pesca e consumo próprio. Como consequência, notou-se uma diminuição drástica da população de espécies de peixes nativas. A intervenção mais eficiente e ambientalmente adequada para mitigar os impactos causados pela introdução da espécie é A introduzir espécies exóticas que se alimentam da tilápia. B tornar a pesca uma atividade proibida na reserva natural. C aplicar ração no corpo d'água para aumentar a oferta de alimento no lago. D promover uma campanha para proibir a liberação de novas tilápias na região. E implementar um programa de remoção contínua das tilápias pela pesca controlada. 25. Atualmente, o medicamento mais caro do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma terapia gênica para atrofia muscular espinhal (AME). Essa doença é resultado de uma mutação no gene SMN1 que provoca fraqueza e atrofia muscular. A terapia gênica para a AME envolve a introdução da cópia funcional do gene SMN1 nas células nervosas do paciente por meio de um vetor viral geneticamente modificado. O novo gene assume a função do gene defeituoso, produzindo a proteína necessária para manter vivas as células nervosas que controlam o movimento muscular. Disponível em: https://cdts.fiocruz.br. Acesso em: 3 abr. 2025 (adaptado). Nessa terapia, a produção da proteína ocorre quando a célula realiza a A duplicação do novo gene inserido no núcleo. B tradução do RNA transcrito a partir do novo gene. C transcrição do novo gene nos ribossomos da célula. D interrupção da duplicação do DNA do gene defeituoso. E modificação dos aminoácidos da macromolécula sintetizada. 26. O principal perigo da exposição ao BPA está no fato de ele ser um desregulador endócrino; sua estrutura química é semelhante à do hormônio estrógeno, por isso, a exposição ao BPA está associada a alterações no desenvolvimento e maturação sexual, diminuição da fertilidade, disfunções sexuais e reprodutivas, alterações hormonais, doenças cardíacas e câncer. Bisfenol A CHECKPOINT 9 Estrogênio Considerando as informações acima, é correto afirmar que: A Os desreguladores endócrinos são moléculas endógenas. B Os hormônios exercem suas funções sobre os chamados órgãos- alvo, cujas células possuem receptores específicos. C Qualquer substância química pode mimetizar a ação de algum hormônio endógeno e atuar como um desregulador endócrino. D Devido ao fato de a estrutura molecular do BPA ser semelhante à do hormônio estrógeno, ele não interfere nas funções hormonais masculinas. E Mesmo presente no meio ambiente, os desreguladores endócrinos não interferem no desenvolvimento dos invertebrados, pois esses animais não produzem hormônios. 27. O corpo humano depois de morto é decomposto, assim como qualquer outro ser vivo. Passa então a servir de ecossistema para outros organismos como artrópodes, bactérias, microrganismos patogênicos e destruidores de matéria orgânica e outros, podendo pôr em risco o meio ambiente e a saúde pública. Durante o processo de decomposição do corpo é liberado um líquido chamado pelo CONAMA de “produto da coliqüação”, conhecido também como necrochorume. Composição média do necrochorume. Fonte: LOPES [200-] [15]. A decomposição das substâncias orgânicas do corpo pode produzir diaminas como a cadaverina (C5H14N2) e a putrescina (C4H12N2), que ao seremdegradadas geram NH4 +, substância que apresenta toxicidade em altas concentrações. A cadaverina e putrescina são danosas também por serem responsáveis pela transmissão de doenças infecto-contagiosas como a hepatite e a febre tifoide. Essas substâncias podem se proliferar em um raio superior a 400 metros de distância do cemitério, a depender da geologia da região. Impactos causados por necrochorume de cemitérios: meio ambiente e saúde pública. Victor Santos Carneiro. Disponível em: Acesso em 19 nov 2021. Um dos impactos ambientais diretos da degradação do solo acima apresentada é: A fertilização orgânica de lagos B bioacumulação C reposição de nitrogênio gasoso (N2) D contaminação freática E magnificação trófica 28. Em uma expedição realizada para coletar invertebrados em uma caverna com ausência total de luz, exploradores observaram a presença de insetos de diferentes ordens, com antenas bem desenvolvidas e olhos atrofiados ou ausentes. Um dos exploradores sugeriu que essas adaptações foram desenvolvidas pelo uso frequente das antenas, devido à necessidade de uma maior capacidade sensitiva da estrutura, e pela falta de uso dos olhos, já que, em ambientes escuros, não há necessidade de se utilizá-los. Com base na teoria darwinista, a sugestão do explorador está equivocada, pois o ambiente age diretamente para A ampliar a variabilidade genética das populações. B estimular mutações que favorecem a adaptação dos organismos. C selecionar características que conferem vantagem às populações. D promover o surgimento de divergências adaptativas nos organismos. E induzir o aparecimento de novas características adaptativas nos organismos. 29. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que a ingestão de açúcares livres esteja abaixo de 5% da ingestão total de energia diária para o nosso organismo. Como alternativa aos açúcares livres, tem-se intensificado o uso de adoçantes não nutritivos, como, por exemplo, sacarina, sucralose, stevia e aspartame. A própria OMS atualmente recomenda que adoçantes não sejam utilizados para controlar a massa corporal, pois não oferecem benefício na redução da gordura corporal. Uma bebida muito consumida no cotidiano, o refrigerante, apresenta esses dois aspectos para os quais a OMS chama atenção: os comuns têm cerca de 11 g de açúcar por 100 mL e os diets contêm adoçantes não nutritivos. A resposta glicêmica é a curva da concentração de glicose, em função do tempo, no sangue. Ela é utilizada como uma forma de classificar os alimentos com base em seu potencial de elevar a glicose (açúcar) no sangue. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) testaram os efeitos de quatro adoçantes na resposta glicêmica de indivíduos saudáveis. Cada grupo foi exposto a uma condição, conforme a figura ao lado, acompanhando-se a resposta glicêmica. Com base nas informações da figura e do texto, pode-se concluir que a preocupação da OMS quanto ao uso de adoçantes não nutritivos A precisaria ser complementada com um alerta sobre um risco aumentado de diabetes tipo 2, pois os adoçantes provocam o aparecimento de glicose no sangue. B não precisaria ser complementada com um alerta sobre um risco aumentado de diabetes tipo 2, pois os adoçantes não provocaram o aumento de glicose no sangue. C não precisaria ser complementada com um alerta sobre um risco aumentado de diabetes tipo 2, pois apenas dois adoçantes não provocaram o aparecimento de glicose no sangue. D precisaria ser complementada com um alerta sobre um risco aumentado de diabetes tipo 2, pois dois adoçantes provocaram um aumento de glicose no sangue. E precisaria ser complementada com um alerta sobre um risco aumentado de diabetes tipo 2, pois todos os adoçantes provocaram um aumento de glicose no sangue. CHECKPOINT 10 30. O heredograma abaixo mostra as famílias da realeza europeia e a herança da hemofilia A. Os homens estão indicados por quadrados e mulheres por círculos. Homens acometidos de hemofilia estão representados por quadrados preenchidos com coloração mais escura e as mulheres supostamente portadoras por círculos em bege. Com base nos dados do heredograma e em seus conhecimentos em genética, qual a probabilidade de um possível 10º filho da Rainha Vitória ser do sexo masculino afetado? A 2/4 B 1/3 C 1/4 D 1/2 E 2/3 GABARITO QUESTÃO ALTERNATIVA 01 E 02 B 03 E 04 C 05 E 06 E 07 B 08 D 09 D 10 E 11 E 12 B 13 E 14 B 15 E 16 C 17 B 18 D 19 B 20 D 21 B 22 A 23 A 24 D 25 B 26 B 27 D 28 C 29 E 30 C