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DISFUNÇÕES RENAIS/ TERAPIAS RENAIS SUBSTITUTIVAS
Profa. Verediana Uchôa
Especialista em Terapia Intensiva/UFPA
Mestre em Enfermagem/UFPA
FACULDADE ESTÁCIO CASTANHAL
CURSO DE ENFERMAGEM
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA TERAPIA INTENSIVA
Anatomia e Fisiologia dos Rins
Insuficiência Renal
Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.
Insuficiência Renal Aguda (IRA) é uma alteração que pode ocorrer em curto período de tempo, dentro de horas ou dias, reduzindo a capacidade da filtração glomerular, acarretando também distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos.
Pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tem maiores chances de desenvolver IRA, e estão associados a maior tempo de hospitalização e mau prognóstico. 
Etiologia da Lesão Renal Aguda
A lesão renal aguda Pré-renal decorre de perfusão renal inadequada. 
As principais causas são:
Depleção de volume do líquido extracelular (ex: decorrente de ingestão inadequada de líquidos, doença diarreica, sepse).
Doença cardiovascular (ex: insuficiência cardíaca e choque cardiogênico).
Doença hepática descompensada.
Doenças pré-renais geralmente não causam lesão renal permanente (são potencialmente reversíveis), a menos que a hipoperfusão seja grave e/ou prolongada. 
Causas Renais da IRA incluem doenças ou lesões renais intrínsecas. As doenças podem envolver vasos sanguíneos, glomérulos, túbulos ou interstício. As causas mais comuns são:
Necrose tubular aguda
Glomerulonefrite aguda
Nefrotoxinas 
A lesão renal aguda pós-renal (nefropatia obstrutiva) decorre de vários tipos de obstrução nas áreas do sistema urinário relacionadas à micção e às áreas coletoras. 
Etiologia da Lesão Renal Aguda
Sinais e Sintomas
Alterações no débito urinário
Náuseas e vômitos
Astenia e Inapetência
Edema
Convulsões
Confusão
Coma
Diagnóstico
Avaliação clínica
Diagnóstico laboratorial (Ureia, creatinina sérica, sedimento urinário, avaliação da proteína na urina)
Suspeita-se de lesão renal aguda quando o débito urinário cai e a ureia e creatinina aumentam.
Exames de imagem (Ultrassonografia e TC) 
Outros achados laboratoriais incluem: Acidose progressiva, hipercalemia, hiponatremia e Anemia.
Prevenção de IRA no Paciente Crítico
Estabelecer o nível basal de função renal por dosagem de creatinina sérica.
Manter volemia adequada, evitar desidratação e hiper-hidratação.
Manter níveis pressóricos adequados.
Evitar o uso de drogas nefrotóxicas em pacientes com função renal já comprometida (aminoglicosídeos, contraste, anti-inflamatórios não esteroides).
Corrigir as doses de acordo com a função renal. 
Tratamento 
Tratamento imediato do edema pulmonar e da hipercalemia.
Diálise, conforme necessidade, para controlar a hipercalemia, o edema pulmonar, a acidose metabólica e os sintomas urêmicos.
Ajuste da administração de fármacos ao grau da disfunção renal.
Restrição da ingestão de água, sódio, fosfato e potássio.
As complicações com risco à vida são abordadas de preferência em uma unidade de tratamento intensiva.
Terapias Renais Substitutivas: Hemodiálise
Processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue através de uma máquina de diálise. 
Para o paciente fazer hemodiálise, é necessário um acesso vascular que pode ser uma fístula arteriovenosa (FAV) ou um cateter venoso central (cateter duplo lúmen).
O procedimento dura em média quatro horas. 
Terapias Renais Substitutivas: Hemodiálise
Assistência de enfermagem na Hemodiálise
Procedimento dialítico só deve ser realizado por profissional capacitado e treinado.
Checar solução, preparo e programação da máquina, identificação e preenchimento do capilar e sistema.
Cuidados quanto ao uso de anticoagulantes.
Cuidados com FAV: antissepsia da pele, alternar os locais de punção, realizar curativos levemente compressivos e não circulares, não garrotear, não verificar PA em membro, não puncionar esse membro para infusão de fármacos ou soluções. 
Cuidados com o cateter duplo lúmen: testar a permeabilidade, não tracionar, não utilizar cateter para infusão de fármacos ou soluções, realizar curativo com técnica asséptica, atentar para sinais flogísticos em local de inserção. 
Controle rigoroso de SSVV.
Realizar balanço hídrico rigoroso. 
Atentar para as dosagens das drogas utilizadas. 
Assistência de enfermagem na Hemodiálise
Terapias Renais Substitutivas: Diálise Peritoneal
	Na diálise peritoneal o sangue é filtrado dentro do próprio corpo do paciente, através do peritônio. O acesso a cavidade é feito por meio de cateter rígido ou flexível.
O processo é feito em três etapas: 
1- Infusão de uma solução de diálise na cavidade peritoneal com alta concentração de glicose;
2- Durante a permanência dessa solução dentro da cavidade abdominal, as impurezas do sangue e o excesso de líquidos atravessam a membrana peritoneal e se juntam ao líquido de diálise. 
3- O líquido é drenado removendo as impurezas.
	A principal complicação da diálise peritoneal é a peritonite. A peritonite é a inflamação do peritônio causada por infecção. Essa infecção resulta da contaminação do líquido peritoneal.
Diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC), também chamada de troca manual, o paciente faz quatro trocas de solução de diálise num período de 24 horas.
 Diálise peritoneal automatizada (DPA), também chamada de troca na cicladora. Nessa modalidade, temos o auxílio de uma máquina cicladora. O paciente conecta seu cateter peritoneal a essa cicladora a noite. A máquina vai infundir e drenar o líquido de 3 a 5 vezes enquanto o paciente dorme.
Terapias Renais Substitutivas: Diálise Peritoneal
Avaliar nível de consciência e padrão respiratório.
Realizar peso diário.
Realizar balanço hídrico.
Medir circunferência abdominal antes de iniciar a terapia e diariamente.
Avaliar volume e aspecto da drenagem. 
Atentar para as dosagens das drogas utilizadas. 
Assistência de enfermagem na Diálise Peritoneal
Referências
Universidade Federal do Maranhão. UNASUS/UFMA Modalidades de terapia renal substitutiva: hemodiálise e diálise peritoneal/ Roberto Flávio Silva Pecoits; Silvia Carreira Ribeiro (Org.). - São Luís, 2014.
Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual da Saúde. Insuficiência Renal Aguda. https://bvsms.saude.gov.br/insuficiencia-renal-aguda/ . Acessado em: 20/05/2023. 
Manual MSD. Lesão Renal Aguda. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbiosgeniturin%C3%A1rios/les%C3%A3o-renal-aguda/les%C3%A3o-renal-aguda-lra. Acessado em: 20/05/2023.
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