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Questões resolvidas

What is it with James Cameron and water? Having shot The Abyss in a vast concrete tank, part of a half-built nuclear reactor, he decided to go several better for his romantic epic Titanic, filming the opening images of the film on the wreck itself. The location of the infamous ocean liner, which sank on in 1912 killing over 1,500 passengers, had been discovered in 1985. Cameron, who had long been obsessed with the tragic story, was determined to use footage of the real wreck in his (fictional) film about events on board during the stricken ship’s last hours. But first he had to convince the studio to pay for the immensely ambitious project. “I said, ‘Look, we’ve got to do this whole opening where they’re exploring the Titanic and they find the diamond, so we’re going to have all these shots of the ship. Now we can either do them with elaborate models and motion control shots and CG and all that, which will cost X amount of money, or we can spend X plus 30 percent and actually go shoot it at the real wreck,” he later said. Starting in 1995 he made a total of 12 dives to the wreck 12,500 feet below the icy Atlantic, many lasting over 12 hours. It remains one of the most unusual, and inhospitable locations a Hollywood movie has ever used. And it paid off. Even with its $200 million budget, Titanic was a monster hit, grossing $1.8 billion, a feat only surpassed by Cameron’s own Avatar 12 years later.
No texto, a forma como a decisão de filmar no local real do naufrágio é apresentada contribui para
A. minimizar os riscos envolvidos na realização das filmagens.
B. questionar a relevância comercial da obra no mercado internacional.
C. relatar de maneira neutra os bastidores da produção cinematográfica.
D. priorizar a descrição histórica do naufrágio em detrimento da produção do filme.
E. construir a imagem de um diretor ousado e comprometido com a autenticidade do projeto.

European Union exit “risks British science” Prof. Sir Paul Nurse has said that United Kingdom (UK) research would suffer if the country were to leave the European Union (EU). A British exit would make it harder to get funding for science and “sell future generations short”, the Nobel Prize winner added. But a group of scientists arguing to leave the EU counters that UK research would not be adversely affected. They say British institutions would receive similar amounts of European funding as they do now. A national referendum on the UK’s participation in the European Union is set for 23 June. Prof. Nurse, who is director of The Francis Crick Institute and the former president of the Royal Society, believes those who campaign for a “Brexit” are jeopardising “the long-term future of the UK for short-term political advantage”. “We need a vision for our future that is ambitious and not to run away and bury our heads in the sand, and we can best do this by staying in the EU. We should not be side-tracked by short-term political opportunism”. Prof. Nurse was speaking at a news briefing about the impact of a withdrawal on UK science. He was joined by other research leaders who also want Britain to remain inside the EU. “Being in the EU gives us access to ideas, people and to investment in science”, Prof. Nurse said. “That, combined with mobility (of EU scientists), gives us increased collaboration, increased transfer of people, ideas and science – all of which history has shown us drives science”. Prof. Nurse added that as part of the EU, the UK has influence in directing research among nations that collectively have become a “powerhouse” of science on a par with the US and China.
Na reportagem, o professor e vencedor do Prêmio Nobel, Paul Nurse, demonstra sua opinião contrária à saída do Reino Unido da União Europeia por temer que
A. a produção científica local seja prejudicada em prol de vantagens políticas.
B. a tradição científica da região seja desvalorizada pelas gerações futuras.
C. os investimentos em ciência se destinem a determinados países europeus.
D. a ciência de outros países adquira maior reconhecimento no cenário internacional.
E. os cientistas britânicos restrinjam o acesso a seus estudos por falta de financiamento.

Violência doméstica, desigualdade social, gaslighting, abuso psicológico e relações atravessadas por dinheiro e poder são temas que A Empregada, filme baseado no best-seller de Freida McFadden, possui. No entanto, sejamos justos aqui: alguém irá assistir ao longa por causa deles? Eles estão ali apenas como pano de fundo de uma abordagem que aposta nas reviravoltas, e mais: tudo é pensado para chocar, virar, confundir e manter o espectador preso ao jogo. Ora, e é exatamente isso que o público quer. Desde o começo, A Empregada entrega exatamente o que promete: um thriller doméstico cheio de segredos sob a fachada impecável de uma família rica. Millie (Sydney Sweeney, Euphoria), uma jovem em situação financeira delicada, aceita trabalhar como empregada na casa dos Winchester: Nina (Amanda Seyfried, Mamma Mia!) e Andrew (Brandon Sklenar, É Assim que Acaba), e logo percebe que aquele recomeço carrega algo de profundamente errado. Isso não chega a ser surpresa, ainda mais vindo de Paul Feig, diretor acostumado a narrativas de intrigas e reviravoltas como Um Pequeno Favor (2018) e Outro Pequeno Favor (2025). A diferença é que aqui o exagero surge como premissa essencial. A trama até que se desenrola bem nas duas primeiras partes, ainda que de forma genérica, colocando os personagens em interpretações cínicas de si mesmos – mas isso só iremos descobrir mais tarde, quando a história passa a ficar rocambolesca […]. A Empregada soa como um roteiro genérico que se apoia no choque constante, em personagens à beira do colapso e em um desfile calculado de artimanhas, golpes e manipulações – algumas até risíveis.
O conectivo “ainda que”, presente no penúltimo parágrafo do texto, estabelece uma ideia de concessão por
A. indicar que o filme é genérico apesar de a narrativa começar bem.
B. reforçar que a trama apresenta mais pontos positivos do que negativos.
C. destacar que os artifícios usados para chocar o público são insuficientes.
D. sugerir que a interpretação dos personagens é o que torna a obra genérica.
E. demonstrar que o filme deve ser assistido mesmo contendo falhas na trama.

Estamos sempre procurando facilitar a nossa vida, mas ganha-se de um lado e perde-se do outro. Se as coisas se tornam mais fáceis e rápidas, isso nem sempre traz vantagens. Do mesmo modo que temos prejuízos físicos, também temos mentais: a mente, assim como o corpo, também precisa ser exercitada.

Uma das sugestões para se prevenir o mal de Alzheimer, tipo de demência neurodegenerativa, é estimular o cérebro através de atividades como palavras cruzadas, jogos de cartas, leituras e outros. O uso da tecnologia para facilitar o trabalho da mente a torna preguiçosa, pouco hábil e sem destreza.

Às vezes, encontramos adolescentes que raramente usam o dicionário, nem sempre sabendo como fazê-lo. Quando necessitam saber o significado de uma palavra, tiram a informação da internet, que a traz pronta.

E a dificuldade com cálculos simples de Matemática? Para que saber a tabuada se a calculadora dá isso pronto? Pensando assim, não tem muito sentido.

Longe de achar que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário. Com ela pode-se ter informações sem as quais seria muito difícil avançar no conhecimento do mundo e facilitar o dia a dia (por que não?).

Mas sem exageros. Temos que lembrar que não só a tecnologia tem que ser cuidada e evoluir. Nós também.
E isso só conseguiremos se estivermos funcionando a pleno vapor – mente e corpo.

MATURANO, A. C. Disponível em: http://g1.globo.com.
Acesso em: 18 nov. 2020 (fragmento).
Para construir sua argumentação, a autora parte de uma série de exemplos e afirmacoes que ilustram o ponto de vista proposto, permitindo entender, a partir disso, que sua tese baseia-se na ideia de que a
A. tecnologia deve ser usada com cuidado, pois pode trazer prejuízos para a mente.
B. facilidade de uso da tecnologia está antecipando problemas em adolescentes.
C. modernização tecnológica trouxe prejuízos graves para a vida em sociedade.
D. aceitação dos adolescentes quanto à tecnologia é uma evolução natural.
E. busca por facilidades gera danos na mente, como o mal de Alzheimer.

QUESTÃO 22 APRÍGIO – Um cafezinho, aceito. Café, topo. SELMINHA – Dália, faz um fresquinho. APRÍGIO – Mas depressa que o táxi está esperando. SELMINHA – Depressa! DÁLIA – Não demora. Um instantinho. (e então, sozinho com a filha mais velha, Aprígio anda de um lado pra outro e vai falando. Sente-se, em tudo o que começa a dizer, uma certa perplexidade e, mesmo, uma surda irritação) APRÍGIO – Sabe que teu marido ficou tão. E teve um choque! Interessante. Ele correu na frente de… SELMINHA (interrompendo com outra irritação) – Uma coisa, papai. O senhor sabe que, desde o meu namoro, o senhor nunca chamou Arandir pelo nome? Sério! Duvido! Papai! O senhor dizia “seu namorado”. Depois: – “seu noivo”. Agora é “seu marido” ou, então, “meu genro”. Escuta, papai! APRÍGIO (meio desconcertado) – Ora, minha filha, ora! SELMINHA (enfática) – Tenho observado! APRÍGIO – Você acha então que. Nunca, minha filha! E por quê? SELMINHA (triunfante) – Quer fazer uma aposta? Uma aposta? Quero ver o senhor dizer “Arandir”. Diz: – “Arandir”. Diz, papai! RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Disponível em: https://teatroemescala.com. Acesso em: 2 fev. 2026 (fragmento).
No texto, a progressão da ação dramática se dá por meio de
A. frases interrompidas, que se configuram como a causa do conflito entre os personagens.
B. comentários metalinguísticos do dramaturgo, que avalia o comportamento dos personagens.
C. intervenções de um narrador onisciente, que explica as motivações íntimas dos personagens.
D. descrições do espaço cênico e do posicionamento dos personagens, que conduzem o enredo.
E. dinâmicas de interlocução, que impulsionam o desenvolvimento das ações dos personagens em cena.

QUESTÃO 23 TEXTO I BUONARROTI, M. Moisés. 1513-1515. Escultura em mármore, 235 × 210 cm. San Pietro in Vincoli, Itália. TEXTO II O legado deixado por Michelangelo surpreende devido à exatidão anatômica apresentada pelas figuras que ele retratava. Uma de suas estátuas, no entanto, possui um detalhe anatômico estranhado por muitos: trata-se de uma obra na qual o artista renascentista representou Moisés, um personagem bíblico. Uma passagem bíblica importante envolvendo Moisés é aquela na qual ele recebe de Deus as tábuas com os 10 Mandamentos que devem ser seguidos por aqueles que são fiéis a Ele, e é este importante momento da Bíblia que serve de contexto para a escultura de Michelangelo — o personagem é retratado sentado com as tábuas sagradas embaixo dos braços. Embora seja humano, no entanto, o Moisés esculpido pelo italiano chama a atenção por ter dois chifres adornando sua cabeça. Por que isso aconteceu? O motivo está no próprio Livro Sagrado, ou melhor, em uma tradução das escrituras hebraicas para o latim. Na versão original, “radiante” é expressa pela palavra “qaran”, do hebraico, que, contudo, possui uma segunda interpretação possível: “com chifres”. Assim, enquanto algumas traduções da Bíblia para o latim dizem que o líder religioso estaria “radiante”, outras alegam que Moisés tinha chifres quando se reuniu ao povo hebreu trazendo os 10 Mandamentos. BRUNATO, I. Por que Michelangelo esculpiu Moisés com chifres? Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/. Acesso em: 7 mar. 2026 (adaptado).
Ao relacionar a escultura (texto I) ao texto II, identifica-se como característica central renascentista da obra o(a)
A. subversão da temática religiosa evidenciada por uma representação profana de Moisés.
B. rejeição ao antropocentrismo por meio da concepção de Moisés como ser monstruoso.
C. idealização do corpo humano aliada a uma interpretação de fontes textuais antigas.
D. abandono de temas religiosos em favor de uma visão voltada à mitologia.
E. deformação proposital do corpo humano para destacar o sobrenatural.

QUESTÃO 27 A importância da Literatura Se a Literatura não precisa se justificar porque possui um capital simbólico, uma arte gratuita e livre, não se pode, contudo, atualmente, deixar de questionar o seu presente e o seu futuro. A leitura está em crise, e a Literatura deixou de ser uma marca do ser culto. A atual cultura baseia-se noutras formas de aquisição, vindo a Literatura a perder o prestígio que detinha até uns anos atrás. Quando lemos um livro, conseguimos compreender o melhor e o pior de um povo, de uma cultura, pois nele cabem emoções, gostos, valores, ideologias e esperanças. Ler um texto literário estimula a aprendizagem da língua no seu poder de expressão mais perfeita e completa; permite adquirir conhecimentos de ordem linguística, estética e cultural; contribui para o aperfeiçoamento das expressões oral e escrita; contribui para uma visão crítica e reflexiva do mundo; desenvolve a formação cultural e cívica; proporciona experiências de emoção estética; fomenta valores morais; reforça a superação das fragilidades emocionais e as pressões do dia a dia, proporcionando o bem-estar físico, mental e social. A Literatura, também pelo seu caráter libertador e terapêutico, promove a interação, a socialização e a participação, preparando-nos para as contínuas mudanças da vida, auxiliando-nos a fomentar valores e crenças, desenvolvendo a nossa capacidade imaginativa e criadora e aumentando o nosso sentido crítico e estético. PEREIRA, S. Revista Fábulas. Disponível em: https://revistafabulas.com. Acesso em: 31 out. 2022 (adaptado).
Segundo a autora, a importância da Literatura reside na
A. evolução individual e social do indivíduo.
B. sustentação da instrução formal e erudita.
C. valorização de bens e de legados nacionais.
D. consolidação das opiniões e crenças pregressas.
E. capacitação do desfrute e estudo de outras artes.

O coração delator Sorri – pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar – procurar bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca audácia de um triunfo perfeito, instalei minha própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cadáver da vítima.
Em uma narrativa, o narrador incorpora no ato de narrar as vozes que compõem a história contada, encenando diálogos, reflexões e remissões a outros personagens. Para tanto, utiliza-se de procedimentos de representação que podem ser sintetizados em três: discurso direto, indireto ou indireto livre. No fragmento do conto de Edgar Allan Poe, nota-se o uso de discurso
A. direto, uma vez que se utilizam travessões e falas explícitas das personagens que são interrogadas pelo narrador.
B. indireto livre, pois ocorre a fusão tanto do discurso direto quanto do indireto, respectivamente comprovados pelo uso de travessões e elocução.
C. indireto, já que não ocorre diálogo explícito e as cenas e atitudes das personagens são descritas pelo próprio narrador.
D. indireto livre, pois se apresenta um fluxo de consciência do narrador, o qual se confunde com as falas de outras personagens.
E. direto, porque, além do uso de travessões, o narrador expressa explicitamente seus sentimentos e atitudes com adjetivos e verbos de ação.

A estigmatização advinda da deficiência estará presente nas relações da pessoa e será demonstrada na imagem e postura corporal. O que percebemos nos deficientes é que a utilização da linguagem corporal é tolhida. Muitas vezes são vistos como fragmentados, reduzidos a uma parte ou sistema que não funciona plenamente, e isso modifica a leitura do corpo como um todo. Contudo, isso não significa ausência de comunicação corporal. Ao contrário, seus gestos, olhares e posturas revelam emoções, vontades e modos de se relacionar com o mundo. O que falta, muitas vezes, é sensibilidade para interpretar esses sinais e reconhecer que o corpo do deficiente também comunica. A desatenção a essas expressões pode reforçar exclusões. Por isso, compreender a linguagem corporal nesse contexto implica reconhecer limites motores ou sensoriais e, sobretudo, desenvolver formas de interação que respeitem e ampliem as possibilidades expressivas de cada indivíduo. JESUS, P. P. Linguagem corporal e o contexto social. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br. Acesso em: 3 jun. 2025.
Segundo o texto, a inclusão social de pessoas com deficiência por meio da linguagem corporal ocorre ao
A. priorizar estratégias sensoriais de movimento no lugar de imagéticas.
B. delimitar diretrizes de comportamentos em eventos de natureza social.
C. ofertar treinamentos físicos para aprimoramento de habilidades motoras.
D. reconhecer comunicações não verbais como forma legítima de expressão.
E. utilizar tecnologias avançadas para auxílio em interações comunicativas.

A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. [...] Eu escrevia as peças e apresentava aos diretores de circos. Eles respondia-me: – É pena você ser preta. Esquecendo eles que eu adoro minha pele negra e meu cabelo rústico. [...] Se é que existe reincarnações, eu quero voltar sempre preta. Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo: diário de uma favelada. Carolina foi uma das maiores escritoras do Brasil. No entanto, suas obras raramente são estudadas na escola, sua história raramente é contada e sua resistência é silenciada. Carolina é exemplo da urgência de reflexões, necessariamente articuladas, sobre raça, sexo, gênero e classe. Eu mesma conheci Carolina muito depois de formada professora, ao mesmo tempo que se deu a consolidação da minha identidade negra – que também chegou tão tardiamente. Carolina de Jesus diz muito de um feminismo profundamente necessário. Mulheres como ela não podem ficar fora do nosso feminismo. ARRUZA, C.; BATTHACHAYA, T.; FRASER, N. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019 (fragmento adaptado).
A epígrafe com um trecho de Quarto de despejo serve ao objetivo argumentativo do texto que o segue, na medida em que
A. indica uma representante de uma visão mais abrangente de feminismo.
B. denuncia o silenciamento da arte literária construída nas periferias.
C. apresenta uma mensagem de empoderamento racial.
D. sugere uma postura de resistência às mazelas sociais.
E. lidera uma reformulação do movimento feminista.

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Questões resolvidas

What is it with James Cameron and water? Having shot The Abyss in a vast concrete tank, part of a half-built nuclear reactor, he decided to go several better for his romantic epic Titanic, filming the opening images of the film on the wreck itself. The location of the infamous ocean liner, which sank on in 1912 killing over 1,500 passengers, had been discovered in 1985. Cameron, who had long been obsessed with the tragic story, was determined to use footage of the real wreck in his (fictional) film about events on board during the stricken ship’s last hours. But first he had to convince the studio to pay for the immensely ambitious project. “I said, ‘Look, we’ve got to do this whole opening where they’re exploring the Titanic and they find the diamond, so we’re going to have all these shots of the ship. Now we can either do them with elaborate models and motion control shots and CG and all that, which will cost X amount of money, or we can spend X plus 30 percent and actually go shoot it at the real wreck,” he later said. Starting in 1995 he made a total of 12 dives to the wreck 12,500 feet below the icy Atlantic, many lasting over 12 hours. It remains one of the most unusual, and inhospitable locations a Hollywood movie has ever used. And it paid off. Even with its $200 million budget, Titanic was a monster hit, grossing $1.8 billion, a feat only surpassed by Cameron’s own Avatar 12 years later.
No texto, a forma como a decisão de filmar no local real do naufrágio é apresentada contribui para
A. minimizar os riscos envolvidos na realização das filmagens.
B. questionar a relevância comercial da obra no mercado internacional.
C. relatar de maneira neutra os bastidores da produção cinematográfica.
D. priorizar a descrição histórica do naufrágio em detrimento da produção do filme.
E. construir a imagem de um diretor ousado e comprometido com a autenticidade do projeto.

European Union exit “risks British science” Prof. Sir Paul Nurse has said that United Kingdom (UK) research would suffer if the country were to leave the European Union (EU). A British exit would make it harder to get funding for science and “sell future generations short”, the Nobel Prize winner added. But a group of scientists arguing to leave the EU counters that UK research would not be adversely affected. They say British institutions would receive similar amounts of European funding as they do now. A national referendum on the UK’s participation in the European Union is set for 23 June. Prof. Nurse, who is director of The Francis Crick Institute and the former president of the Royal Society, believes those who campaign for a “Brexit” are jeopardising “the long-term future of the UK for short-term political advantage”. “We need a vision for our future that is ambitious and not to run away and bury our heads in the sand, and we can best do this by staying in the EU. We should not be side-tracked by short-term political opportunism”. Prof. Nurse was speaking at a news briefing about the impact of a withdrawal on UK science. He was joined by other research leaders who also want Britain to remain inside the EU. “Being in the EU gives us access to ideas, people and to investment in science”, Prof. Nurse said. “That, combined with mobility (of EU scientists), gives us increased collaboration, increased transfer of people, ideas and science – all of which history has shown us drives science”. Prof. Nurse added that as part of the EU, the UK has influence in directing research among nations that collectively have become a “powerhouse” of science on a par with the US and China.
Na reportagem, o professor e vencedor do Prêmio Nobel, Paul Nurse, demonstra sua opinião contrária à saída do Reino Unido da União Europeia por temer que
A. a produção científica local seja prejudicada em prol de vantagens políticas.
B. a tradição científica da região seja desvalorizada pelas gerações futuras.
C. os investimentos em ciência se destinem a determinados países europeus.
D. a ciência de outros países adquira maior reconhecimento no cenário internacional.
E. os cientistas britânicos restrinjam o acesso a seus estudos por falta de financiamento.

Violência doméstica, desigualdade social, gaslighting, abuso psicológico e relações atravessadas por dinheiro e poder são temas que A Empregada, filme baseado no best-seller de Freida McFadden, possui. No entanto, sejamos justos aqui: alguém irá assistir ao longa por causa deles? Eles estão ali apenas como pano de fundo de uma abordagem que aposta nas reviravoltas, e mais: tudo é pensado para chocar, virar, confundir e manter o espectador preso ao jogo. Ora, e é exatamente isso que o público quer. Desde o começo, A Empregada entrega exatamente o que promete: um thriller doméstico cheio de segredos sob a fachada impecável de uma família rica. Millie (Sydney Sweeney, Euphoria), uma jovem em situação financeira delicada, aceita trabalhar como empregada na casa dos Winchester: Nina (Amanda Seyfried, Mamma Mia!) e Andrew (Brandon Sklenar, É Assim que Acaba), e logo percebe que aquele recomeço carrega algo de profundamente errado. Isso não chega a ser surpresa, ainda mais vindo de Paul Feig, diretor acostumado a narrativas de intrigas e reviravoltas como Um Pequeno Favor (2018) e Outro Pequeno Favor (2025). A diferença é que aqui o exagero surge como premissa essencial. A trama até que se desenrola bem nas duas primeiras partes, ainda que de forma genérica, colocando os personagens em interpretações cínicas de si mesmos – mas isso só iremos descobrir mais tarde, quando a história passa a ficar rocambolesca […]. A Empregada soa como um roteiro genérico que se apoia no choque constante, em personagens à beira do colapso e em um desfile calculado de artimanhas, golpes e manipulações – algumas até risíveis.
O conectivo “ainda que”, presente no penúltimo parágrafo do texto, estabelece uma ideia de concessão por
A. indicar que o filme é genérico apesar de a narrativa começar bem.
B. reforçar que a trama apresenta mais pontos positivos do que negativos.
C. destacar que os artifícios usados para chocar o público são insuficientes.
D. sugerir que a interpretação dos personagens é o que torna a obra genérica.
E. demonstrar que o filme deve ser assistido mesmo contendo falhas na trama.

Estamos sempre procurando facilitar a nossa vida, mas ganha-se de um lado e perde-se do outro. Se as coisas se tornam mais fáceis e rápidas, isso nem sempre traz vantagens. Do mesmo modo que temos prejuízos físicos, também temos mentais: a mente, assim como o corpo, também precisa ser exercitada.

Uma das sugestões para se prevenir o mal de Alzheimer, tipo de demência neurodegenerativa, é estimular o cérebro através de atividades como palavras cruzadas, jogos de cartas, leituras e outros. O uso da tecnologia para facilitar o trabalho da mente a torna preguiçosa, pouco hábil e sem destreza.

Às vezes, encontramos adolescentes que raramente usam o dicionário, nem sempre sabendo como fazê-lo. Quando necessitam saber o significado de uma palavra, tiram a informação da internet, que a traz pronta.

E a dificuldade com cálculos simples de Matemática? Para que saber a tabuada se a calculadora dá isso pronto? Pensando assim, não tem muito sentido.

Longe de achar que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário. Com ela pode-se ter informações sem as quais seria muito difícil avançar no conhecimento do mundo e facilitar o dia a dia (por que não?).

Mas sem exageros. Temos que lembrar que não só a tecnologia tem que ser cuidada e evoluir. Nós também.
E isso só conseguiremos se estivermos funcionando a pleno vapor – mente e corpo.

MATURANO, A. C. Disponível em: http://g1.globo.com.
Acesso em: 18 nov. 2020 (fragmento).
Para construir sua argumentação, a autora parte de uma série de exemplos e afirmacoes que ilustram o ponto de vista proposto, permitindo entender, a partir disso, que sua tese baseia-se na ideia de que a
A. tecnologia deve ser usada com cuidado, pois pode trazer prejuízos para a mente.
B. facilidade de uso da tecnologia está antecipando problemas em adolescentes.
C. modernização tecnológica trouxe prejuízos graves para a vida em sociedade.
D. aceitação dos adolescentes quanto à tecnologia é uma evolução natural.
E. busca por facilidades gera danos na mente, como o mal de Alzheimer.

QUESTÃO 22 APRÍGIO – Um cafezinho, aceito. Café, topo. SELMINHA – Dália, faz um fresquinho. APRÍGIO – Mas depressa que o táxi está esperando. SELMINHA – Depressa! DÁLIA – Não demora. Um instantinho. (e então, sozinho com a filha mais velha, Aprígio anda de um lado pra outro e vai falando. Sente-se, em tudo o que começa a dizer, uma certa perplexidade e, mesmo, uma surda irritação) APRÍGIO – Sabe que teu marido ficou tão. E teve um choque! Interessante. Ele correu na frente de… SELMINHA (interrompendo com outra irritação) – Uma coisa, papai. O senhor sabe que, desde o meu namoro, o senhor nunca chamou Arandir pelo nome? Sério! Duvido! Papai! O senhor dizia “seu namorado”. Depois: – “seu noivo”. Agora é “seu marido” ou, então, “meu genro”. Escuta, papai! APRÍGIO (meio desconcertado) – Ora, minha filha, ora! SELMINHA (enfática) – Tenho observado! APRÍGIO – Você acha então que. Nunca, minha filha! E por quê? SELMINHA (triunfante) – Quer fazer uma aposta? Uma aposta? Quero ver o senhor dizer “Arandir”. Diz: – “Arandir”. Diz, papai! RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Disponível em: https://teatroemescala.com. Acesso em: 2 fev. 2026 (fragmento).
No texto, a progressão da ação dramática se dá por meio de
A. frases interrompidas, que se configuram como a causa do conflito entre os personagens.
B. comentários metalinguísticos do dramaturgo, que avalia o comportamento dos personagens.
C. intervenções de um narrador onisciente, que explica as motivações íntimas dos personagens.
D. descrições do espaço cênico e do posicionamento dos personagens, que conduzem o enredo.
E. dinâmicas de interlocução, que impulsionam o desenvolvimento das ações dos personagens em cena.

QUESTÃO 23 TEXTO I BUONARROTI, M. Moisés. 1513-1515. Escultura em mármore, 235 × 210 cm. San Pietro in Vincoli, Itália. TEXTO II O legado deixado por Michelangelo surpreende devido à exatidão anatômica apresentada pelas figuras que ele retratava. Uma de suas estátuas, no entanto, possui um detalhe anatômico estranhado por muitos: trata-se de uma obra na qual o artista renascentista representou Moisés, um personagem bíblico. Uma passagem bíblica importante envolvendo Moisés é aquela na qual ele recebe de Deus as tábuas com os 10 Mandamentos que devem ser seguidos por aqueles que são fiéis a Ele, e é este importante momento da Bíblia que serve de contexto para a escultura de Michelangelo — o personagem é retratado sentado com as tábuas sagradas embaixo dos braços. Embora seja humano, no entanto, o Moisés esculpido pelo italiano chama a atenção por ter dois chifres adornando sua cabeça. Por que isso aconteceu? O motivo está no próprio Livro Sagrado, ou melhor, em uma tradução das escrituras hebraicas para o latim. Na versão original, “radiante” é expressa pela palavra “qaran”, do hebraico, que, contudo, possui uma segunda interpretação possível: “com chifres”. Assim, enquanto algumas traduções da Bíblia para o latim dizem que o líder religioso estaria “radiante”, outras alegam que Moisés tinha chifres quando se reuniu ao povo hebreu trazendo os 10 Mandamentos. BRUNATO, I. Por que Michelangelo esculpiu Moisés com chifres? Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/. Acesso em: 7 mar. 2026 (adaptado).
Ao relacionar a escultura (texto I) ao texto II, identifica-se como característica central renascentista da obra o(a)
A. subversão da temática religiosa evidenciada por uma representação profana de Moisés.
B. rejeição ao antropocentrismo por meio da concepção de Moisés como ser monstruoso.
C. idealização do corpo humano aliada a uma interpretação de fontes textuais antigas.
D. abandono de temas religiosos em favor de uma visão voltada à mitologia.
E. deformação proposital do corpo humano para destacar o sobrenatural.

QUESTÃO 27 A importância da Literatura Se a Literatura não precisa se justificar porque possui um capital simbólico, uma arte gratuita e livre, não se pode, contudo, atualmente, deixar de questionar o seu presente e o seu futuro. A leitura está em crise, e a Literatura deixou de ser uma marca do ser culto. A atual cultura baseia-se noutras formas de aquisição, vindo a Literatura a perder o prestígio que detinha até uns anos atrás. Quando lemos um livro, conseguimos compreender o melhor e o pior de um povo, de uma cultura, pois nele cabem emoções, gostos, valores, ideologias e esperanças. Ler um texto literário estimula a aprendizagem da língua no seu poder de expressão mais perfeita e completa; permite adquirir conhecimentos de ordem linguística, estética e cultural; contribui para o aperfeiçoamento das expressões oral e escrita; contribui para uma visão crítica e reflexiva do mundo; desenvolve a formação cultural e cívica; proporciona experiências de emoção estética; fomenta valores morais; reforça a superação das fragilidades emocionais e as pressões do dia a dia, proporcionando o bem-estar físico, mental e social. A Literatura, também pelo seu caráter libertador e terapêutico, promove a interação, a socialização e a participação, preparando-nos para as contínuas mudanças da vida, auxiliando-nos a fomentar valores e crenças, desenvolvendo a nossa capacidade imaginativa e criadora e aumentando o nosso sentido crítico e estético. PEREIRA, S. Revista Fábulas. Disponível em: https://revistafabulas.com. Acesso em: 31 out. 2022 (adaptado).
Segundo a autora, a importância da Literatura reside na
A. evolução individual e social do indivíduo.
B. sustentação da instrução formal e erudita.
C. valorização de bens e de legados nacionais.
D. consolidação das opiniões e crenças pregressas.
E. capacitação do desfrute e estudo de outras artes.

O coração delator Sorri – pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar – procurar bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca audácia de um triunfo perfeito, instalei minha própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cadáver da vítima.
Em uma narrativa, o narrador incorpora no ato de narrar as vozes que compõem a história contada, encenando diálogos, reflexões e remissões a outros personagens. Para tanto, utiliza-se de procedimentos de representação que podem ser sintetizados em três: discurso direto, indireto ou indireto livre. No fragmento do conto de Edgar Allan Poe, nota-se o uso de discurso
A. direto, uma vez que se utilizam travessões e falas explícitas das personagens que são interrogadas pelo narrador.
B. indireto livre, pois ocorre a fusão tanto do discurso direto quanto do indireto, respectivamente comprovados pelo uso de travessões e elocução.
C. indireto, já que não ocorre diálogo explícito e as cenas e atitudes das personagens são descritas pelo próprio narrador.
D. indireto livre, pois se apresenta um fluxo de consciência do narrador, o qual se confunde com as falas de outras personagens.
E. direto, porque, além do uso de travessões, o narrador expressa explicitamente seus sentimentos e atitudes com adjetivos e verbos de ação.

A estigmatização advinda da deficiência estará presente nas relações da pessoa e será demonstrada na imagem e postura corporal. O que percebemos nos deficientes é que a utilização da linguagem corporal é tolhida. Muitas vezes são vistos como fragmentados, reduzidos a uma parte ou sistema que não funciona plenamente, e isso modifica a leitura do corpo como um todo. Contudo, isso não significa ausência de comunicação corporal. Ao contrário, seus gestos, olhares e posturas revelam emoções, vontades e modos de se relacionar com o mundo. O que falta, muitas vezes, é sensibilidade para interpretar esses sinais e reconhecer que o corpo do deficiente também comunica. A desatenção a essas expressões pode reforçar exclusões. Por isso, compreender a linguagem corporal nesse contexto implica reconhecer limites motores ou sensoriais e, sobretudo, desenvolver formas de interação que respeitem e ampliem as possibilidades expressivas de cada indivíduo. JESUS, P. P. Linguagem corporal e o contexto social. Disponível em: https://repositorio.unicamp.br. Acesso em: 3 jun. 2025.
Segundo o texto, a inclusão social de pessoas com deficiência por meio da linguagem corporal ocorre ao
A. priorizar estratégias sensoriais de movimento no lugar de imagéticas.
B. delimitar diretrizes de comportamentos em eventos de natureza social.
C. ofertar treinamentos físicos para aprimoramento de habilidades motoras.
D. reconhecer comunicações não verbais como forma legítima de expressão.
E. utilizar tecnologias avançadas para auxílio em interações comunicativas.

A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago. [...] Eu escrevia as peças e apresentava aos diretores de circos. Eles respondia-me: – É pena você ser preta. Esquecendo eles que eu adoro minha pele negra e meu cabelo rústico. [...] Se é que existe reincarnações, eu quero voltar sempre preta. Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo: diário de uma favelada. Carolina foi uma das maiores escritoras do Brasil. No entanto, suas obras raramente são estudadas na escola, sua história raramente é contada e sua resistência é silenciada. Carolina é exemplo da urgência de reflexões, necessariamente articuladas, sobre raça, sexo, gênero e classe. Eu mesma conheci Carolina muito depois de formada professora, ao mesmo tempo que se deu a consolidação da minha identidade negra – que também chegou tão tardiamente. Carolina de Jesus diz muito de um feminismo profundamente necessário. Mulheres como ela não podem ficar fora do nosso feminismo. ARRUZA, C.; BATTHACHAYA, T.; FRASER, N. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019 (fragmento adaptado).
A epígrafe com um trecho de Quarto de despejo serve ao objetivo argumentativo do texto que o segue, na medida em que
A. indica uma representante de uma visão mais abrangente de feminismo.
B. denuncia o silenciamento da arte literária construída nas periferias.
C. apresenta uma mensagem de empoderamento racial.
D. sugere uma postura de resistência às mazelas sociais.
E. lidera uma reformulação do movimento feminista.

Prévia do material em texto

*de acordo com o horário de Brasília
ESTA PROVA SOMENTE PODERÁ 
SER APLICADA A PARTIR DO DIA 23/05/2026 – 13H00*
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Código da Prova: 34
EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
Simulado 4 – Prova I
1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a 
Proposta de Redação, dispostas da seguinte maneira:
a. as questões de número 01 a 45 são relativas à área de Linguagens,
Códigos e suas Tecnologias;
b. uma Proposta de Redação;
c. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências
Humanas e suas Tecnologias.
2 Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade correta de 
questões e se elas estão na ordem mencionada anteriormente. Caso o caderno 
esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência, comunique 
ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.
3 Escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com 
caneta esferográfica de tinta preta.
4 Não dobre, não amasse nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA, pois ele não poderá 
ser substituído.
5 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções identificadas 
com as letras , , , e . Apenas uma responde corretamente 
à questão.
6 Marque no CARTÃO-RESPOSTA a opção de língua estrangeira.
7 Use o código presente nesta capa para preencher o campo correspondente no 
CARTÃO-RESPOSTA.
8 Com seu RA (Registro Acadêmico), preencha o campo correspondente ao 
código do aluno. Se o seu RA não apresentar 7 dígitos, preencha os primeiros 
espaços e deixe os demais em branco.
9 No CARTÃO-RESPOSTA, preencha todo o espaço destinado à opção escolhida 
para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo 
que uma das respostas esteja correta.
10 O tempo disponível para esta prova é de cinco horas e trinta minutos.
11 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. 
Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não 
serão considerados na avaliação.
12 Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.
13 Quando terminar toda a prova, acene para chamar o aplicador e entregue este 
CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA / FOLHA DE REDAÇÃO.
14 Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do 
início da aplicação, e poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao deixar em 
definitivo a sala nos últimos 30 minutos que antecedem o término da aplicação 
da prova.
15 Você será excluído deste Exame, a qualquer tempo, no caso de:
a. prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou inexata;
b. agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante
ou pessoa envolvida no processo de aplicação da prova;
c. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação da
prova, incorrendo em comportamento indevido durante a realização
do Exame;
d. comunicar-se, durante as provas, com outro participante verbalmente,
por escrito ou qualquer outro meio;
e. portar qualquer tipo de equipamento eletrônico e de comunicação
durante a realização do Exame;
f. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício próprio ou
de terceiros, em qualquer etapa do Exame;
g. utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do Exame;
h. ausentar-se da sala de provas levando consigo o CADERNO DE
QUESTÕES antes do prazo estabelecido e / ou o CARTÃO-RESPOSTA 
a qualquer tempo.
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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção inglês)
QUESTÃO 01 
Based on Freida McFadden’s book, Paul Feig’s 
adaptation of The Housemaid is a pulpy thriller with a few 
unexpected twists and turns, but alas, isn’t as fun as it 
seems. It’s not an unenjoyable ride, but there’s a lingering 
sense that it could have been made a bit more fun and 
campier along the way. [...]
Seyfried is the star of the movie by a large margin, 
playing Nina’s unhinged behavior to almost horror movie 
absurdity. She puts on every half-cocked mean girl smile, 
every form of teary-eyed sobs, and unblinking rage with 
vicious ease, utterly washing out her too subtle to register 
costars. Sweeney seems to be sleepwalking through most 
of the film, completely changing into another character for 
its climactic finish and finally showing up to have some fun 
in the role.
Disponível em: www.rogerebert.com. 
Acesso em: 25 jan. 2026 (adaptado).
Ao avaliar a produção cinematográfica The Housemaid, o 
autor utiliza a expressão “sleepwalking” para ressaltar a
A. dificuldade de adaptação do livro para o roteiro.
B. atuação desenergizada da atriz em parte da obra.
C. superação de traumas por meio do sonambulismo.
D. condição física da personagem principal no enredo.
E. natureza misteriosa e sombria do suspense policial.
QUESTÃO 02 
With half a memory and ruined images, I turn over 
the past, repeating names that have no sound. Anxiety 
echoes back. The streets revolve, and the houses in my 
mind revolve, empty except for fear. I leave behind the 
years of experience, the tears and laughter, the farewells 
and encounters, and I run. Survival is a lost horizon, hope 
a device for the needy.
I fall into regret. For the meaning of life, I go back to 
the drawing board, one foot tracing the steps, the other 
resisting missteps. In faces, a dictionary of fortitude, a 
thesaurus of longing. In conversation, stories amputated 
by a stray explosive. And in me a strange heart, an eye 
unable to contain its tears, a footstep hobbled by not 
knowing what now.
I carried all that came before and all that I’ve become. 
About my history I schooled others and was schooled. I 
was changed by this endurance, by hard necessity. Words 
grew in helpless silence. The ordeal shaped me. The body 
was besieged by a house unknown to it, by roads that do 
not lead to it. But hope leaks between our conversations. 
We chew it, chew its promises. For a long time, we believe 
it and we don’t let go.
KAHLOUT, D. Images from the War. In: Ashbah (“Similarities”) 
Disponível em: https://yalereview.org. Acesso em: 
10 mar. 2026 (fragmento).
Nesse texto, de uma autora de origem palestina, a voz 
lírica enfatiza a
A. superação física de sequelas de guerra.
B. fragilidade dos laços afetivos no refúgio.
C. importância da educação formal na crise.
D. resiliência perante o trauma e a incerteza.
E. necessidade de esquecimento do passado.
QUESTÃO 03 
Disponível em: www.glasbergen.com. Acesso em: 10 mar. 2026.
No cartum, a pergunta do estudante à professora reflete a
A. dificuldade de compreensão de textos em suporte
físico.
B. necessidade de aquisição de novos livros para a
biblioteca.
C. transposição de comportamentos digitais para o
mundo analógico.
D. falta de familiaridade de crianças nativas digitais com
a leitura de ficção.
E. dependência de ferramentas tecnológicas no processo 
de aprendizagem.
LCT – PROVA I – PÁGINA 2 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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, srepresentando a violência da modernidade.
Disponível em: https://oglobo.globo.com. 
Acesso em: 10 mar. 2026 (adaptado).
Ao relacionar a técnica do mosaico de cerâmica às 
transformações sociais descritas, o texto atribui à produção 
dos pisos uma função que
A. 	 prioriza o registro técnico da construção civil sobre a 
história oral.
B. 	 favorece as tradições antigas em detrimento da 
eficiência urbana.
C. 	 reflete a valorização de um saber operário como 
patrimônio afetivo.
D. 	 relaciona a experiência artística ao consumo das 
camadas aristocráticas. 
E. 	 questiona a superioridade estética de materiais 
industriais contemporâneos.
QUESTÃO 41 
Mas, enquanto este tempo passa lento
De regerdes os povos, que o desejam,
Dai vós favor ao novo atrevimento,
Pera que estes meus versos vossos sejam,
E vereis ir cortando o salso argento
Os vossos Argonautas, por que vejam
Que são vistos de vós no mar irado,
E costumai-vos já a ser invocado.
Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
CAMÕES, L. V. Os Lusíadas. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. 
Acesso em: 20 dez. 2022 (fragmento).
O fragmento da epopeia Os Lusíadas se relaciona com o 
contexto das grandes navegações ao
A. 	 recorrer a entidades mitológicas para glorificar a 
expansão marítima.
B. 	 descrever as adversidades dos períodos em alto-mar 
de forma objetiva.
C. 	 retratar os exploradores portugueses de modo heroico 
e idealizado.
D. 	 questionar as políticas de expansão ultramarina 
portuguesa.
E. 	 relatar as experiências do eu lírico em tom confessional 
e íntimo.
QUESTÃO 42 
Era uma vez
Um rei leão que não era rei.
Um pato que não fazia quá-quá.
Um cão que não latia.
Um peixe que não nadava.
Um pássaro que não voava.
Um tigre que não comia.
Um gato que não miava.
Um homem que não pensava...
E, enfim, era uma natureza sem nada.
Acabada. Depredada.
Pelo homem que não pensava.
CUNHA, L. A. ln: KOCH, l. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: 
estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2011.
No poema, a estratégia linguística que promove a 
progressão textual é a
A. 	 intertextualidade com o gênero discursivo fábula infantil.
B. 	 indeterminação dos elementos que compõem as frases.
C. 	 escolha de palavras de diferentes campos semânticos.
D. 	 repetição de estrutura sintática com novas informações.
E. 	 utilização de ponto entre termos de uma mesma oração.
LCT – PROVA I – PÁGINA 18 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 43 
TEXTO I
Artistas periféricos fazem releituras 
de obras modernistas com graffiti
Em 1922, um grupo integrante da elite intelectual 
paulista propôs quebrar os padrões estéticos tradicionais 
que eram realizados até então, dando vazão a um 
modernismo abrasileirado, com identidade própria, que se 
distanciasse da estética europeia. Resgatando a proposta 
de ruptura apresentada pela Semana de 22, “Abaporu 
Periférico”, por sua vez, oferece a oportunidade de a 
sociedade focar o olhar na arte de rua, nas periferias, na 
pluralidade de manifestações artísticas que muitas vezes 
são menosprezadas pelo lugar comum da arte formal.
“O graffiti torna a arte mais acessível, ela está em todo 
lugar, nas ruas, avenidas, prédios, bueiros, pode estar em 
qualquer lugar, inclusive no museu”, afirma Pandora, uma 
das artistas convidadas para a exposição.
CAIXETA, I. Artistas periféricos fazem releituras de obras 
modernistas com graffiti. Disponível em: https://www.em.com.br. 
Acesso em: 11 mar. 2026 (fragmento).
TEXTO II
À direita, releitura do artista Crédo para a obra Abaporu (à 
esquerda), de Tarsila do Amaral.
A releitura periférica de obras modernistas por meio do 
graffiti, como em “Abaporu Periférico”, retoma o espírito de 
ruptura da Semana de 1922 ao
A. 	 reafirmar a relevância da arte erudita como inspiração 
para expressões populares.
B. 	 incorporar ao legado modernista uma estética vinculada 
a identidades locais e étnicas.
C. 	 levar a arte de rua para espaços institucionais a fim de 
preservar seu caráter transgressor.
D. 	 subordinar as manifestações das periferias aos 
critérios tradicionais de legitimação artística.
E. 	 valorizar a diversidade de expressões artísticas 
presente em grupos historicamente marginalizados.
QUESTÃO 44 
As mídias sociais se tornaram uma ferramenta 
estratégica de visibilidade e de luta para os povos indígenas. 
O seu impacto pode ser percebido, na recente e última 
grande crise humanitária dos povos Yanomamis. Graças a 
articulação das mídias indígenas, dentro e fora do Brasil, o 
genocídio dos Yanomamis foi noticiado pela grande mídia, 
gerando comoção internacional recebendo a atenção 
imediata do atual governo.
[…]
O poder da comunicação já havia sido percebido há 
muitas décadas pelos povos indígenas que começaram a 
se articular em prol de construir uma mídia alternativa e 
independente, em contraposição às mídias tradicionais. 
Tudo isso graças às novas tecnologias e a equipamentos 
mais acessíveis, baratos, móveis e de amplo alcance social.
IMPRESSÕES. Indígenas usam as mídias sociais para 
denunciar crimes humanitários e ambientais. Disponível em: 
https://impressoes.pucgoias.edu.br. Acesso em: 12 mar. 2026.
Ao considerar o uso das tecnologias de comunicação, 
as mídias sociais funcionam, no caso apresentado na 
reportagem, como
A. 	 canais que tornam visível um contexto antes pouco 
divulgado.
B. 	 espaços que dispensam o diálogo com a imprensa 
convencional.
C. 	 instrumentos que levam informação a um grupo social 
invisibilizado.
D. 	 plataformas que possibilitam a aproximação entre 
diferentes povos.
E. 	 meios que reproduzem narrativas divulgadas pelas 
indústrias culturais.
QUESTÃO 45 
Teatro corisco
O capitalismo mais reacionário
Tragédia em um ato
Personagens: o patrão e o empregado
Época: atual
Ato único
Empregado: Patrão, eu queria lhe falar seriamente. Há 
quarenta anos trabalho na empresa e até hoje só cometi 
um erro.
Patrão: Está bem, meu filho, está bem. Mas de agora em 
diante tome mais cuidado.
(Pano bem rápido)
FERNANDES, M. Trinta anos de mim mesmo. 
Rio de Janeiro: Nórdica, 1974. 
Baseando-se na leitura do texto, infere-se que a resposta 
do patrão revela
 A atitude de respeito pelo funcionário de 40 anos de casa.
 B compreensão em relação ao pedido do funcionário.
 C falsa postura paternalista e ameaça velada.
 D tendência do patrão em atender à reivindicação.
 E desatenção no tratamento do pedido do funcionário.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 19BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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TEXTO I
Art. 1º É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, 
ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação 
profissional, idade, entre outros […].BRASIL. Lei nº 9 029, de 13 de abril de 1995. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 9 mar. 2026.
TEXTO II
O que é gordofobia?
É a desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. Tal discriminação leva à exclusão 
social e, consequentemente, nega acessibilidade às pessoas gordas. A gordofobia pode levar a desigualdades no ambiente de 
trabalho, sobretudo devido aos estereótipos negativos, segundo os quais as pessoas gordas são preguiçosas, desmotivadas, 
indisciplinadas, menos competentes e desleixadas. Esse preconceito é, muitas vezes, disfarçado de preocupação com a 
saúde, dificultando sua identificação. A gordofobia deixa danos permanentes na pessoa atingida, podendo levar a problemas 
sérios de autoestima, transtornos de imagem corporal e alimentares, depressão, ansiedade e até suicídio.
SENADO FEDERAL. Gordofobia. Disponível em: https://www2.senado.leg.br. Acesso em: 9 mar. 2026.
TEXTO III
Em 2020, a Justiça do Trabalho de Minas Gerais condenou o proprietário de uma loja a indenizar uma funcionária em 
R$ 50 mil. Como condição para que ela recebesse um bônus mensal de R$ 200, a mulher era obrigada a apresentar no 
escritório um papel com carimbo de uma academia de ginástica. Era um atestado de que tinha perdido peso. Em uma das 
provas apresentadas à Justiça, um bilhete escrito pelo ex-patrão dizia: “Quero ver o resultado no final do próximo mês, tá? 
Estou de olho. Neste mês não vi diferença”.
Um estudo realizado em 2009 pela plataforma de empregos Catho mostrou que 69% dos presidentes e diretores de 
empresas manifestaram alguma restrição para contratar obesos. Em 2022, o Mapeamento da Gordofobia no Brasil revelou 
que 50% dos indivíduos gordos sofrem com a falta de cadeiras e mobiliários adequados ao seu corpo no trabalho. Além 
disso, 56% relatam constrangimento com a falta de uniformes de seu tamanho.
CENTOFANTI, M. Gordofobia – a causa invisível. Disponível em: https://vocerh.abril.com.br. Acesso em: 9 mar. 2026.
TEXTO IV
Percentual de pessoas que relataram constrangimento diário por conta do peso 
 de acordo com o grau de obesidade, pelo Índice de Massa Corpórea (IMC)
Sobrepeso
10,9%
17,02% 17,9%
27,13%
Obesidade
Grau 1
Obesidade
Grau 2
Obesidade
Grau 3
Disponível em: https://abeso.org.br. Acesso em: 9 mar. 2026. 
TEXTO V
No sistema judiciário brasileiro, os casos de injúria e assédio moral relacionados à gordofobia não param de subir. 
Somente em 2022, segundo levantamento da ferramenta Data Lawyer, 419 processos envolvendo gordofobia corriam na 
justiça brasileira. […]
“Mais da metade da população do país é gorda ou está acima do peso, então, as empresas têm uma grande parte de 
seus colaboradores dentro desse recorte. Ou seja, não dá simplesmente para varrer a questão para baixo do tapete. Falar 
sobre a importância de emagrecer não vai fazer essas pessoas sumirem”, afirma Gabi Menezes, psicóloga especialista em 
transtornos alimentares e co-criadora do projeto Saúde sem Gordofobia.
GARCIA, M. Gordofobia merece tanta atenção quanto racismo e homofobia, diz a psicóloga e ativista Gabi Menezes. 
Disponível em: https://flashapp.com.br. Acesso em: 16 mar. 2026.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, 
redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da Língua Portuguesa sobre o tema 
“Desafios para o enfrentamento da gordofobia no mercado de trabalho”, apresentando proposta de intervenção que respeite os 
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
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INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas.
3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número 
de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de linhas.
4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
4.1. tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”;
4.2. fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
4.3. apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
4.4. apresentar nome, assinatura, rubrica ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.
RASCUNHO
DA REDAÇÃO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
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12
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CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
QUESTÃO 46 
A região semiárida do Nordeste é, fundamentalmente, 
caracterizada pela ocorrência do bioma da caatinga, que 
constitui o sertão. A proximidade da linha do Equador 
é um fator natural que exerce influência marcante nas 
características climáticas do sertão nordestino. As 
baixas latitudes condicionam à região temperaturas 
acentuadas (média de 26 °C), número elevado de horas 
de sol por ano (cerca de 3.000) e índices exacerbados de 
evapotranspiração (média de 2.000 mm/ano), devido à 
incidência perpendicular dos raios solares sobre a superfície 
do solo.
SUASSUNA, J. SEMI-ÁRIDO: proposta de convivência com a seca. 
Disponível em: https://www.gov.br. Acesso em: 17 jan. 2026.
Na região mencionada, as características naturais 
destacadas no texto favorecem a
A. 	 criação de gado bovino.
B. 	 produção de energia limpa.
C. 	 extração de metais preciosos.
D. 	 exploração de combustíveis fósseis.
E. 	 consumação da agricultura convencional.
QUESTÃO 47 
Todos os homens por natureza propendem ao saber. 
Sinal disso é a estima pelas sensações: até mesmo à parte 
de sua utilidade, elas são estimadas em si mesmas e, mais 
que as outras, a sensação através dos olhos. [...] A causa 
disso é que, entre as sensações, esta é a que mais nos faz 
conhecer e mostra muitas diferenças.
ARISTÓTELES. Metafísica: Livro I. Clássicos da Filosofia: 
Cadernos de Tradução, Campinas: UNICAMP/IFCH, n. 1, p. 9, 2002.
O texto apresenta um fundamento da teoria filosófica 
clássica ao
A. 	 comprovar que a visão é o sentido humano mais 
importante.
B. 	 sustentar que a subjetividade produz a diversidade 
empírica.
C. 	 afirmar que o saber depende das ideias inatas dos 
indivíduos.
D. 	 considerar que os sentidos são fontes inseguras da 
realidade.
E. 	 indicar que o conhecimento se inicia pela experiência 
sensível.
QUESTÃO 48 
Ao mesmo tempo em que houve tentativas de conceder 
maiores regalias aos colonos, foi aumentado o número de 
soldados ingleses na América. Esse incremento da força 
militar acabou estimulando o inevitável choque entre forças 
dos colonose as inglesas. [...]
Em meio ao início de hostilidades deu-se o Segundo 
Congresso da Filadélfia. Esse Congresso acabaria 
reunindo todas as colônias, inclusive a resistente Geórgia. 
Inicialmente, o Congresso apenas renovou seus protestos 
junto ao rei, que acabou decidindo declarar as colônias 
em rebeldia.
KARNAL, Leandro. Estados Unidos: a formação da nação. 
São Paulo: Contexto, 2001. p. 82 (fragmento adaptado).
No contexto do movimento independentista americano, as 
tensões crescentes, mencionadas no texto, decorreram do(a)
A. 	 presença dos franceses na América.
B. 	 progresso da industrialização colonial.
C. 	 conjunto de medidas repressivas inglesas.
D. 	 influência das ideias iluministas na colônia. 
E. 	 expansão do comércio triangular com as Antilhas.
QUESTÃO 49 
TEXTO I
Disponível em: https://www.gov.br. 
Acesso em: 10 mar. 2026 (adaptado).
TEXTO II
O funcionamento do Arco Norte baseia-se em um 
sistema multimodal robusto. As cargas chegam por rodovias 
e são transferidas para comboios de barcaças em polos 
estratégicos como Miritituba/Itaituba (PA), Porto Velho (RO) 
e o novo polo em Caracaraí (RR). De lá, seguem pelos rios 
Tapajós, Madeira e Amazonas até os portos exportadores 
em Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Barcarena (PA). 
Essa integração oferece vantagens decisivas para a 
competitividade nacional.
Disponível em: https://www.gov.br. Acesso em: 17 jan. 2026.
O sistema apresentado no texto tem como vantagem a
A. 	 supressão das perdas produtivas.
B. 	 diminuição da concentração fundiária.
C. 	 agilização das exportações primárias.
D. 	 desaceleração da degradação ambiental.
E. 	 beneficiação da transformação industrial.
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De acordo com o texto, o interesse da Companhia das Índias 
Ocidentais no Brasil se baseou 
A. 	 na exploração nativa nas atividades coloniais.
B. 	 nos acordos políticos firmados com espanhóis.
C. 	 no controle do litoral para a navegação atlântica.
D. 	 nas vantagens econômicas da economia açucareira.
E. 	 na obtenção de produtos tropicais raros de alto valor.
QUESTÃO 53 
TEXTO I
A primazia universalmente concedida aos homens se 
afirma na objetividade de estruturas sociais e de atividades 
produtivas e reprodutivas, [...] bem como nos esquemas 
imanentes a todos os habitus [...]. A representação 
androcêntrica da reprodução biológica e da reprodução 
social se vê investida da objetividade do senso comum, visto 
como senso prático, dóxico, sobre o sentido das práticas. 
BOURDIEU, P. A dominação masculina: a condição feminina 
e a ordem simbólica. Rio de Janeiro: Difel, 2025. p. 61-62.
TEXTO II
Muitos homens são fisgados por um discurso que 
tem muitas preconcepções sobre o que é ser homem, 
como eles devem agir e que muitas vezes vai em uma 
direção de suprimir suas emoções e seguir uma vida 
absolutamente rígida.
FOGAÇA, A. B. Discursos misóginos nas redes sociais geram 
retrocesso nas conquistas feministas. Jornal da USP, 
São Paulo, 18 maio 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br. 
Acesso em: 16 jan. 2026.
O conceito apresentado no texto I dialoga com o fenômeno 
descrito no texto II ao tematizar aspectos associados ao(à)
A. 	 resistência dos sujeitos frente às estruturas simbólicas.
B. 	 imposição dos princípios morais de instituições políticas.
C. 	 processo de socialização que naturaliza práticas 
sociais.
D. 	 diferença das experiências de gênero no espaço 
público. 
E. 	 persistência de hierarquias sociais da sociedade 
patriarcal.
QUESTÃO 50 
O processo de dissolução da classe dominante, de 
toda a velha sociedade, adquire um caráter tão violento e 
agudo, que uma pequena fração da classe dominante se 
desliga desta, ligando-se à classe revolucionária, à classe 
que traz nas mãos o futuro. Do mesmo modo que outrora 
uma parte da nobreza passou para a burguesia, em nossos 
dias uma parte da burguesia passa para o proletariado [...].
MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto Comunista. 
São Paulo: Boitempo, 2010. p. 49.
O fragmento descreve um fenômeno de ruptura na coesão 
da estrutura de classes, o qual se manifesta nas crises 
agudas do sistema capitalista por meio da:
A. 	 Junção das elites laicas.
B. 	 Inserção das castas baixas.
C. 	 Captação das forças passivas.
D. 	 Deserção das frações opressoras.
E. 	 Manutenção das regras coercitivas.
QUESTÃO 51 
Comuns no Brasil no verão, quando grande parte 
do país registra mais chuvas, os deslizamentos tiram 
vidas e causam danos materiais. Esses eventos, também 
chamados de movimentos de massa, ocorrem quando 
materiais como terra ou rochas se deslocam encosta 
abaixo. Nesse processo, a força da gravidade supera a 
coesão das partículas desses materiais, fazendo-os se 
mover. Os movimentos de massa podem ser causados 
por diferentes eventos, como terremotos e inundações, e 
assumem diversas feições – do deslocamento de pequenas 
quantidades de materiais a escorregamentos destrutivos. 
VICK, M.; HEMERLY, G.; ZANLORENSSI, G. Como ocorrem 
os deslizamentos. E como reduzir riscos. Disponível em: www.
nexojornal.com.br. Acesso em: 18 jan. 2026 (adaptado).
Uma medida de mitigação dos eventos apresentados é a
A. 	 redução da porosidade do solo.
B. 	 recuperação da cobertura vegetal.
C. 	 expansão dos muros de contenção.
D. 	 implantação de sensores sismológicos.
E. 	 verticalização das residências costeiras.
QUESTÃO 52 
Mas a proposta que Iogrou maior apoio da [Companhia 
das Indias Ocidentais] foi a de um plano para a conquista 
do Brasil. [...] Sendo o Brasil colonizado pelos portugueses, 
sabidamente indiferentes ou hostis aos soberanos 
espanhóis, deveria ele ser mais fácil de conquistar do 
que qualquer colônia da Espanha. Conquistado o Brasil, 
os lucros provenientes da próspera indústria do açúcar 
deveriam ser suficientes para pagar a conquista e a 
ocupação da colônia [...].
BOXER, C. Os holandeses no Brasil: 1624–1654. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional, 1961.p. 20 (fragmento adaptado).
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QUESTÃO 54 
O Brics irá avançar no uso de moedas locais para 
realizar operações financeiras relacionadas ao comércio e 
investimentos realizados pelos países-membros do grupo. 
O objetivo é reduzir os custos de operações comerciais- 
-financeiras das nações emergentes. A confirmação foi dada 
pelo secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do 
Ministério das Relações Exteriores (MRE), Mauricio Lyrio, 
em conversa com jornalistas, em Brasília.
ALMEIDA, D. Brics deve avançar no uso de moedas locais entre os 
países-membros. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. 
Acesso em: 17 jan. 2026 (adaptado).
A ação apresentada tem como principal objetivo a
A. 	 expansão do comércio extrabloco.
B. 	 retração das transações dolarizadas.
C. 	 dinamização da economia planificada.
D.padronização da produção exportadora.
E. 	 intensificação do protecionismo regional.
QUESTÃO 55 
Destinados ao trabalho braçal, os africanos que aqui 
chegaram pertenciam a dois grandes grupos principais: 
os “sudaneses” e os bantos. [...] Desses dois grupos, surgiu um 
terceiro: o negro brasileiro, que se projetou em toda a formação 
cultural do Brasil, com técnicas de trabalho, produções 
artísticas, músicas e danças, práticas religiosas, alimentação, 
modo de vestir, de falar e outras heranças culturais. 
SARAIVA, E. J. A influência africana na cultura brasileira. 
São Luís, MA: 2016.
De acordo com o texto, a presença africana no Brasil 
contribuiu para a
A. 	 estruturação do idioma oficial nacional. 
B. 	 superação da herança cultural europeia.
C. 	 supressão das diferenças étnicas no país.
D. 	 formação da identidade nacional brasileira.
E. 	 dominação negra dos espaços socioeconômicos.
QUESTÃO 56 
A COP30 chegou ao fim com uma série de textos 
importantes aprovados, mas sem avançar em soluções 
para a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. 
A declaração principal da conferência, chamada de 
Decisão Mutirão, não menciona os combustíveis fósseis 
em nenhum momento, nem mesmo no sentido de reafirmar 
um compromisso que já havia sido acordado em anos 
anteriores, de que é necessário “transitar para longe” dessas 
fontes. O tema não estava na agenda oficial da conferência, 
mas havia uma forte pressão política, por parte do Brasil, da 
Colômbia e outros países, para que a COP apresentasse 
um “mapa do caminho” para a eliminação gradual desses 
problemas. Ainda assim, não foi possível chegar a um 
consenso para incluir esses planos de ação na declaração 
final da conferência.
COP30 chega ao fim sem dar solução para a queima de 
combustíveis fósseis e o desmatamento. Disponível em: 
https://jornal.usp.br. Acesso em: 18 jan. 2026 (adaptado).
Segundo o texto, a omissão das temáticas mencionadas na 
declaração final da COP30 prejudica diretamente a 
A. 	 regulamentação da energia solar.
B. 	 comercialização de títulos verdes.
C. 	 viabilidade do turismo sustentável.
D. 	 mitigação das emissões antrópicas.
E. 	 rentabilidade da exploração petrolífera.
QUESTÃO 57 
Nas décadas que antecederam a Revolução Francesa, 
a monarquia beirava à bancarrota. Em 1788, as despesas 
da monarquia eram de 629 milhões, enquanto as receitas 
não passavam de 503 milhões. Os gastos com a corte, 
embora exorbitantes, representavam 6% do orçamento da 
coroa. Já os gastos civis representavam 19%, os gastos 
militares, 26%, e a dívida, muitas vezes contraída em função 
da guerra, 50%.
CARVALHO, D. Revolução Francesa. 
São Paulo: Contexto, 2022. p. 53 (fragmento).
O cenário econômico descrito no texto exemplifica a crise 
sociopolítica francesa ao
A. 	 destacar a modernização administrativa da monarquia.
B. 	 evidenciar a superação de hierarquias nobiliárquicas 
francesas.
C. 	 revelar a distribuição desigual de gastos realizados 
pelo Estado.
D. 	 apontar o desenvolvimento produtivo de conflitos 
internacionais.
E. 	 traduzir a eficiência dos impostos arrecados do 
Terceiro Estado.
QUESTÃO 58 
Sócrates: [...] Se houvesse um Estado de homens 
bons, a que houvesse competições para não governar, 
como agora há para alcançar o poder, e tornar-se-ia então 
evidente que o verdadeiro chefe não nasceu para velar sua 
conveniência, mas pela dos seus súbditos. De tal maneira 
que todo aquele que fosse sensato preferiria receber 
benefícios de outrem a ter o trabalho de ajudar ele os outros. 
Portanto, de modo algum concordo com Trasímaco, em que 
a justiça seja a conveniência do mais forte.
PLATÃO. A República. Lisboa: 
Fundação Calouste Gulbenkian, 1949. p. 38.
No diálogo, Sócrates discorda de Trasímaco argumentando 
que o homem
A. 	 justo busca o bem coletivo. 
B. 	 bondoso evita a atividade política. 
C. 	 sábio impõe os verdadeiros valores.
D. 	 experiente preza a vantagem mútua.
E. 	 poderoso prioriza os privilégios individuais.
CH – PROVA I – PÁGINA 24 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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As linhas imaginárias apresentadas na imagem têm como 
função a
A. 	 atribuição das altitudes.
B. 	 determinação das latitudes.
C. 	 definição dos fusos horários.
D. 	 delimitação dos limites tectônicos.
E. 	 representação do interior terrestre.
QUESTÃO 61 
Na democracia ateniense, todos os cidadãos podiam 
participar da assembleia do povo (Eclésia), que tomava 
as decisões relativas aos assuntos políticos em praça 
pública. Em Atenas, eram considerados cidadãos apenas 
os homens adultos (com mais de 18 anos de idade) 
nascidos de pai e mãe atenienses. O povo, definido como 
o conjunto dos cidadãos, era considerado soberano e suas 
decisões só estariam submetidas às leis resultantes de 
suas próprias deliberações. As leis, uma vez aprovadas, 
deveriam aplicar-se a todos; os que haviam votado contra 
ainda podiam deixar a cidade, mas ficando, deveriam 
obedecer à decisão tomada pela maioria.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. 
São Paulo: Contexto, 2020. p. 38-39 (adaptado).
De acordo com o texto, a sociedade ateniense 
caracterizava-se pela 
A. 	 existência de uma participação política limitada.
B. 	 presença de um sistema político representativo.
C. 	 igualdade de gênero nas relações sociopolíticas.
D. 	 fragilidade das instituições políticas estabelecidas.
E. 	 interferência na política de outras cidades da região.
QUESTÃO 62 
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, 
em uma década, ocorreu uma importante desconcentração 
da indústria brasileira, com redução da participação 
da região Sudeste no PIB industrial e um aumento na 
participação das demais regiões, Sul, Centro-Oeste, 
Nordeste e Norte. Nesse movimento, São Paulo perdeu 
5,5 pontos percentuais de participação na produção da 
indústria de transformação no Brasil, principal segmento 
industrial do país; foi a maior queda entre os 26 estados e 
o Distrito Federal. O Rio de Janeiro obteve o segundo pior 
desempenho, com recuo de 1,1 ponto percentual.
NICACIO, A. Indústria migra do Sudeste para as demais regiões do 
país em dez anos, mostra estudo da CNI. Disponível em: 
https://noticias.portaldaindustria.com.br. Acesso em: 
18 jan. 2026 (adaptado).
Um fator que impulsiona a tendência apresentada é o(a)
A. 	 aumento de incentivos fiscais.
B. 	 desvalorização de bens duráveis.
C. 	 concentração do modal rodoviário.
D. 	 rudimentarização da produção fabril.
E. 	 incremento da infraestrutura dutoviária.
QUESTÃO 59 
TEXTO I
Em vez de grande número de preceitos de que a 
lógica é composta, acreditei que me bastariam quatro [...].
O primeiro era de nunca aceitar coisa alguma como 
verdadeira sem que a conhecesse evidentemente como 
tal; ou seja, evitar cuidadosamente a precipitação e 
a prevenção [...].
DESCARTES, René. Discurso do método. 
São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 22-23 (fragmento).
TEXTO II
As antecipações são de muito mais valia para obter o 
nosso consentimento do que as interpretações; pois, sendo 
reunidas a partir de poucas instâncias e estas as que mais 
familiarmente ocorrem, desde logo empolgam o intelecto 
e exaltam a fantasia [...].
BACON, Francis. Novum Organum ou Verdadeiras 
indicações acerca da interpretação da natureza. 
São Paulo: Abril Cultural, 1973 (adaptado).
Nos textos apresentados, os autores iluministas defendem 
posições divergentes acerca da
A. 	 base da criatividade humana.
B. 	 validade dametodologia científica.
C. 	 maneira de produzir conhecimento.
D. 	 relevância do acesso à consciência.
E. 	 valorização do saber tradicional consolidado.
QUESTÃO 60 
IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. 
Rio de Janeiro: IBGE, 2012.
ENEM – VOL. 4 – 2026 CH – PROVA I – PÁGINA 25BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 63 
TEXTO I
A ilha da Irlanda divide-se em duas partes: a Irlanda do 
Norte, pertencente ao Reino Unido, e a República da Irlanda, 
independente. Essa situação criou um impasse para o Brexit, 
processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). 
O Reino Unido (incluindo a Irlanda do Norte) deixou de ser 
membro da UE, enquanto a Irlanda permaneceu no bloco. 
Assim, a fronteira entre as duas Irlandas passou a ser a 
única divisão terrestre entre a UE e o Reino Unido. 
Diante disso, o Reino Unido e a UE chegaram, em 
2023, a um acordo sobre o comércio na Irlanda do Norte. 
Chamado de Protocolo de Windsor, sob os termos do 
acordo, as mercadorias que vão do resto do Reino Unido 
para a Irlanda do Norte passam por um canal “verde”, 
isto é, com passagem livre. Já os destinados à Irlanda – 
ou seja, ao mercado comum europeu – e à UE devem 
passar por um canal “vermelho”, com mais restrições.
Disponível em: https://oglobo.globo.com. 
Acesso em: 7 mar. 2024 (adaptado).
TEXTO II
Disponível em: https://g1.globo.com. 
Acesso em: 7 mar. 2024.
A situação apresentada evidencia uma das implicações 
do Brexit sobre as relações entre o Reino Unido e a 
União Europeia, que é o(a)
A. 	 manutenção da moeda única.
B. 	 facilitação do fluxo migratório.
C. 	 imposição de controles fronteiriços.
D. 	 encerramento das trocas comerciais.
E. 	 rompimento das relações diplomáticas.
QUESTÃO 64 
Na Inglaterra anterior a 1640 existia um pano de fundo de 
hostilidade entre as classes bem maior do que os historiadores 
costumaram reconhecer. Em 1614 um observador escocês 
comentava, por exemplo, a atitude “amarga e desconfiada” 
do povo comum inglês frente à pequena e à alta nobrezas. 
Esses sentimentos eram retribuídos. Apenas os membros 
da classe dominante fundiária eram autorizados a portar 
armas: “a parte mesquinha do povo e os criados” eram 
normalmente excluídos do serviço na milícia, por uma política 
bem deliberada.
HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: ideias radicais 
durante a revolução inglesa de 1640. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1987. p. 36.
Ao caracterizar a sociedade inglesa do século XVII, 
o texto evidencia
A. 	 os antecedentes da centralização política.
B. 	 as tensões políticas da nobreza nobilitária.
C. 	 as hierarquias persistentes da ordem medieval.
D. 	 a ampliação do acesso econômico da burguesia.
E. 	 o sentimento de rivalidade entre camadas populares.
QUESTÃO 65 
Depende largamente do ponto em que ele nasce e 
cresce, das funções e da situação de seus pais e, em 
consonância com isso, da escolarização que recebe. 
Também isso, esse passado, está diretamente presente em 
cada uma das pessoas que se movem apressadamente no 
bulício da cidade. Numa palavra, cada pessoa que passa 
por outra, como estranhos aparentemente desvinculados 
na rua, está ligada a outras por laços invisíveis, sejam estes 
laços de trabalho e propriedade, sejam de instintos e afetos.
ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994 (adaptado).
O trecho evidencia que Norbert Elias pensa a sociedade a 
partir da noção de
A. 	 teias de interdependência.
B. 	 primazia das estruturas.
C. 	 liquidez das relações.
D. 	 divisão do trabalho.
E. 	 capitais de cultura.
CH – PROVA I – PÁGINA 26 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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De acordo com os dados e projeções, esse quadro de 
dependência externa deve se manter por um longo tempo: o 
Plano Nacional de Fertilizantes, apresentado recentemente 
pelo governo federal, prevê que a dependência de 
fertilizantes importados diminua para 50% em 2050.
Disponível em: https://www12.senado.leg.br. 
Acesso em: 18 jan. 2025.
A situação evidenciada no texto configura para o Brasil uma
A. 	 vantagem competitiva no mercado químico.
B. 	 autonomia tecnológica no setor de serviços.
C. 	 diversificação produtiva no complexo industrial.
D. 	 vulnerabilidade estrutural na produção primária.
E. 	 subordinação logística no escoamento de carga.
QUESTÃO 69 
[...]
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
CAMÕES, L. Os Lusíadas. 
Porto: Porto Editora, 1975. p. 69 (fragmento).
O trecho apresentado é do poema “Os Lusíadas”, de 
Camões, que aborda o contexto das Grandes Navegações 
e pode ser compreendido no sentido de
A. 	 enaltecer os feitos portugueses registrando-os na 
memória social.
B. 	 vangloriar as riquezas adquiridas no novo mundo pela 
nação lusa. 
C. 	 reproduzir o modelo civilizacional grego nas terras 
portuguesas.
D. 	 destacar as ações de cunho comercial dos 
portugueses.
E. 	 justificar o projeto expansionista pela fé católica.
QUESTÃO 66 
A idade da geração das rochas não guarda qualquer 
relação com a presente configuração morfológica do relevo 
do Brasil. As superfícies de aplainamento (excetuando-se 
as cimeiras mais elevadas), os planaltos residuais e as 
depressões periféricas e interplanálticas são esculpidos a 
partir da epirogênese pós-cretácica. A epirogênese, por sua 
vez, consiste em uma movimentação verticalizada, positiva 
ou negativa, sem deformação da crosta terrestre, geralmente 
lenta e que afeta uma ampla região, em decorrência de 
reações isostáticas atuantes na placa tectônica.
SILVA, C. R. Geodiversidade do Brasil: conhecer o 
passado para entender o presente e prever o futuro. 
Rio de Janeiro: CPRM, 2008 (adaptado).
Uma manifestação direta do movimento descrito no 
texto é o(a)
A. 	 formação de dorsais oceânicas.
B. 	 constituição de arcos vulcânicos.
C. 	 soerguimento da crosta terrestre.
D. 	 criação de cadeias montanhosas.
E. 	 rifteamento de porções continentais.
QUESTÃO 67 
[...] Ela [a Ilustração] acenou ao homem com a 
possibilidade de construir racionalmente o seu destino, 
livre da tirania e da superstição. Propôs ideais de paz e 
tolerância. Seu ideal de ciência era o de um saber posto 
a serviço do homem, e não o de um saber cego. Sua 
moral era livre, pregando uma ordem em que o cidadão 
não fosse oprimido pelo Estado, o fiel não fosse oprimido 
pela religião, e a mulher não fosse oprimida pelo homem. 
Esses temas são importantes e correspondem de perto 
às exigências contemporâneas.
ROUANET, S. P. As razões do Iluminismo. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1987 (fragmento adaptado).De acordo com o texto, o Iluminismo simboliza uma 
proposta de
A. 	 eliminação das camadas sociais.
B. 	 emancipação da espécie humana.
C. 	 superação da sociedade patriarcal.
D. 	 supressão de toda forma de Estado.
E. 	 transformação sociopolítica obsoleta.
QUESTÃO 68 
A produção agrícola brasileira depende hoje de 85% 
de fertilizantes importados para se viabilizar. E no caso 
específico do potássio, crucial em todas as culturas 
agrícolas, a dependência do insumo importado chega a 96%.
ENEM – VOL. 4 – 2026 CH – PROVA I – PÁGINA 27BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 70 
A visibilidade e popularidade são importantes 
instrumentos para a aquisição e manutenção do comando 
social. E os romanos souberam muito bem utilizar suas 
festas. A partir do imperador Otávio, passaram-se a 
comemorar em todas as províncias os dies natalis, ou seja, 
o aniversário do governante, e os dies imperii, o dia em 
que ele ascendeu ao comando imperial. Comemorar essas 
datas era demonstrar lealdade, pedir que o governante 
continuasse clemente na condução dos assuntos de Estado 
e solicitar aos deuses que, ao mantê-lo no comando, 
mantivessem também a ordem imperial.
GONÇALVES, A. T. M. As festas romanas. Revista de Estudos do 
Norte Goiano, v. 1, n. 1, p. 27-37, 2008 (fragmento adaptado).
As festividades realizadas durante o Período Imperial 
Romano, tal como apresentadas no texto anterior, visavam
A. 	 intimidar os inimigos do governo.
B. 	 suscitar apoio financeiro do povo.
C. 	 desestimular a burocracia imperial.
D. 	 fomentar tensões entre as classes.
E. 	 assegurar a manutenção do poder.
QUESTÃO 71 
É de amplo conhecimento que o transporte de 
cargas através do modal aéreo, no Brasil, representa um 
percentual consideravelmente baixo. A participação desse 
modal na matriz de transporte de cargas é decorrente de 
suas características principais. Em geral, sua utilização 
está direcionada a ocasiões e produtos específicos. 
Ao abordar a conveniência desse tipo de frete, destacam-se 
duas ocasiões principais. A primeira delas é quando se 
trata de um produto de alto valor agregado, como joias e 
componentes eletrônicos, em que o frete representa um 
percentual menos significativo no valor do produto e a 
segurança é fundamental. Outra circunstância é quando 
se tem uma urgência de recebimento, como ocorreu com 
o transporte de vacinas durante a pandemia de covid-19.
DRUMMOND, A.; MODOLO, L. Transporte de cargas por meio 
 aéreo no Brasil. Disponível em: https://ilos.com.br. 
Acesso em: 9 abr. 2024 (fragmento adaptado).
A adequação do modal aéreo às situações explicitadas no 
texto deve-se à sua seguinte condição:
A. 	 Despesa alta dos fretes.
B. 	 Geração baixa de poluentes.
C. 	 Capacidade elevada de carga.
D. 	 Velocidade reduzida das viagens.
E. 	 Flexibilidade ilimitada de operação.
QUESTÃO 72 
O homem de hoje não associa sua amargura à sua 
morte. O homem do fim da Idade Média, ao contrário, 
identificava sua impotência à sua destruição física, à 
sua morte. Via-se ao mesmo tempo fracassado e morto, 
fracassado porque mortal e portador de morte. As imagens 
da decomposição e da doença traduzem com convicção 
uma aproximação nova entre as ameaças da decomposição 
e a fragilidade de nossas ambições e de nossas ligações. 
ARIÊS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média 
aos nossos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. p. 147. 
No contexto apresentado no texto, a percepção sobre a 
morte é explicada pelo(a)
A. 	 intensificação de epidemias, que expôs as debilidades 
humanas.
B. 	 aumento do poder religioso, que gerou transformações 
funerárias.
C. 	 difusão do racionalismo, que reduziu o temor pela 
finitude da vida.
D. 	 ascensão da burguesia, que que deslocou o foco da 
vida espiritual.
E. 	 enaltecimento da individualidade, que aumentou a 
angústia existencial.
QUESTÃO 73 
O “derretimento dos sólidos”, traço permanente da 
modernidade, adquiriu, portanto, um novo sentido, e, mais 
que tudo, foi redirecionado a um novo alvo, e um dos 
principais efeitos desse redirecionamento foi a dissolução 
das forças que poderiam ter mantido a questão da ordem 
e do sistema na agenda política. Os sólidos que estão para 
ser lançados no cadinho e os que estão derretendo neste 
momento, o momento da modernidade fluida, são os elos 
que entrelaçam as escolhas individuais em projetos e ações 
coletivas – os padrões de comunicação e coordenação entre 
as políticas de vida conduzidas individualmente, de um lado, 
e as ações políticas de coletividades humanas, de outro. 
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. 
De acordo com o texto, a liquidez moderna, referida por 
Bauman e que gera um desequilíbrio entre a construção da 
vida individual e a construção política na sociedade, pode 
ser observada no(a) 
A. 	 estabelecimento de padrões de referência universal 
para a sociedade.
B. 	 rejeição de grupos de indivíduos em participar de 
movimentos sociais.
C. 	 expansão recorrente de mercados controlados pelo 
poder estatal.
D. 	 ocupação coletiva de espaços públicos como as 
praças e as ruas.
E. 	 consolidação de mecanismos de caridade no modelo 
das ONGs.
CH – PROVA I – PÁGINA 28 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 74 
O Brasil é o detentor da segunda maior reserva 
mineral de Elementos Terras Raras (ETR) do mundo, com 
cerca de 21 milhões de toneladas, o que representa cerca 
de 23% das reservas/recursos globais, segundo dados 
do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os 
desafios do Brasil para as próximas décadas são ampliar o 
conhecimento geológico e transformar o enorme potencial 
dos recursos minerais estratégicos em reservas explotáveis 
e conhecidas.
Serviço Geológico do Brasil esclarece dúvidas sobre potencial do 
país para terras raras e minerais estratégicos. Disponível em: 
https://www.sgb.gov.br. Acesso em: 18 jan. 2026 (adaptado).
A característica apresentada pelo texto enfatiza o potencial 
brasileiro na
A. 	 exploração de culturas vegetais.
B. 	 utilização de combustíveis fósseis.
C. 	 fabricação de produtos tecnológicos.
D. 	 flexibilização da transição energética.
E. 	 valorização de commodities orgânicas.
QUESTÃO 75 
O vós, cidadãos, o vós Povos curvados e abandonados 
pelo Rei, pelos seus despotismos pelos seus ministros... o 
vós Povo que nascestes para seres livres e para gozares 
dos bens efeitos da Liberdade, o vós Povos que viveis 
flagelados com o pleno poder do Indigno Coroado.
[...] rei tirano é quem se firma no trono para vos vexar, 
para vos roubar e vos maltratar.
[...] o tempo é chegado para a vossa ressurreição; sim 
para ressuscitares do abismo da escravidão para levantares 
a sagrada Bandeira da Liberdade.
A liberdade consiste no estado de feliz [...] descanso 
do homem com igual paralelo de uns para outros.
MATTOSO, K. M. Q. Presença Francesa no MovimentoDemocrático 
Baiano de 1798. Salvador: Itapuã, 1969. p. 149-150 (fragmento).
A circulação do manifesto apresentado, no âmbito das 
rebeliões separatistas do século XVIII, evidencia a(o)
A. 	 propagação de ideais iluministas no movimento popular.
B. 	 predomínio de exigências econômicas de cunho liberal.
C. 	 propósito de exclusão dos grupos analfabetos da luta.
D. 	 caráter elitista do movimento de emancipação política.
E. 	 defesa de projetos restauradores na capital colonial.
QUESTÃO 76 
Região diz respeito, em primeiro lugar, às questões 
elementares que envolvem a especificação do espaço 
geográfico, permitindo identificar suas partes ou 
singularidades através de diferenças de natureza ou tipo 
e diferenças de grau, como as desigualdades. Mesmo 
como categoria da prática, difundida pelo senso comum, 
comumente a região é tratada como sinônimo de porção do 
espaço delimitada por algum critério ou dotada de alguma 
característica própria, distintiva.
HAESBAERT, R. Região. GEOgraphia, Niterói, 2019 (adaptado). 
A noção de região apresentada no texto está relacionada à
A. 	 extensão territorial.
B. 	 diferenciação espacial.
C. 	 centralidade econômica. 
D. 	 homogeneidade cultural.
E. 	 concentração populacional.
QUESTÃO 77 
Bourdieu acaba por afirmar que o gosto cultural e os 
estilos de vida da burguesia, das camadas médias e do 
operariado, ou seja, as maneiras de se relacionar com as 
práticas da cultura desses sujeitos, estão profundamente 
marcados pelas trajetórias sociais vividas por cada 
um deles. Nesse sentido, Bourdieu põe em discussão, 
desafiando várias autoridades, um consenso muito em 
voga, relativo à crença de que gosto e os estilos de vida 
seriam uma questão de foro íntimo.
SETTON, M. Uma introdução a Pierre Bourdieu. Disponível em: 
https://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 3 jun. 2020 (adaptado).
No cenário apontado no texto, o gosto cultural encontra 
seu fundamento
A. 	 nas condições específicas de socialização.
B. 	 nas estruturas individuais da sociedade.
C. 	 nos processos civilizatórios do mundo.
D. 	 nos métodos rigorosos da ciência.
E. 	 nos alicerces coletivos da moral.
QUESTÃO 78 
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. 
Acesso em: 17 mar. 2024.
A prática mostrada na imagem tem sua raiz histórica 
relacionada ao(à)
A. 	 ativismo político.
B. 	 integração social.
C. 	 sincretismo cultural.
D. 	 devoção ecumênica.
E. 	 supressão simbólica.
ENEM – VOL. 4 – 2026 CH – PROVA I – PÁGINA 29BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 79 
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490
600
700
485
480
520
530
56
0
540550
A
B
Disponível em: http://pdi.topografia.upm.es. 
Acesso em: 12 dez. 2023.
Um grupo de geógrafos realizou um trabalho de campo no 
terreno do mapa topográfico, fazendo o percurso indicado 
pelo segmento de reta, no sentido de A para B. Ao longo 
do trajeto, eles atravessaram um(a)
A. 	 vale profundo.
B. 	 superfície plana.
C. 	 encosta íngreme.
D. 	 conjunto de picos.
E. 	 descida de morros.
QUESTÃO 80 
No século XVI, os Estados funcionavam, principalmente, 
como grandes agentes financeiros, sustentando suas ações 
por meio da arrecadação de impostos, pela venda de 
cargos, pelo confisco de bens e pela cessão, por lucrativos 
contratos temporários, de privilégios e monopólios, como 
os relativos à navegação. Até que os Estados se tornassem 
os principais empreendedores do século XVI, cada caso 
“nacional” teve características, tempo e ritmo próprios, o que 
também desaconselha traçar qualquer modelo de Estado, 
embora isso não impeça que apontemos, sumariamente, 
seus principais elementos formadores, quais sejam: um 
sistema legal unificado, uma burocracia de funcionários 
especializados para elaborar e fazer cumprir as normas, 
além de um exército permanente – tudo isso mantido à custa 
dos impostos e dos outros mecanismos de arrecadação 
já referidos.
MICELI, P. História moderna. 
São Paulo: Contexto, 2016 (adaptado).
De acordo com o texto, os Estados Nacionais modernos 
europeus caracterizaram-se, entre outros aspectos, pela
A. 	 legitimação do poder pela religião.
B. 	 ampliação da participação política.
C. 	 manutenção de privilégios feudais.
D. 	 sustentação financeira da nobreza.
E. 	 criação de um aparelho administrativo.
QUESTÃO 81 
Quando um artífice ou negociante qualquer, exaltado 
pela sua riqueza, pela multidão, pela força ou qualquer 
atributo deste gênero, tentar passar para a classe dos 
guerreiros, ou um guerreiro para a dos chefes e guardiões, 
esta mudança e confusão serão a ruína da cidade. 
PLATÃO. A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. 
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.
No pensamento político de Platão, a mobilidade social como 
apresentada no texto evidencia a
A. 	 solução dos conflitos sociais.
B. 	 base da república verdadeira.
C. 	 ascensão dos mais inteligentes.
D. 	 origem dos problemas da cidade.
E. 	 negligência da população da pólis.
QUESTÃO 82 
Invasão estrangeira, revolta popular, deslocamento 
do eixo econômico em decorrência da descoberta do 
ouro, insatisfação das elites, desvendamento de segredos 
que garantiam a riqueza imperial lusitana e apagavam 
alianças internacionais, essas as muitas faces da crise 
desabada sobre a América portuguesa e responsável pelo 
reordenamento do Império, nunca mais o mesmo desde 
então, e mais que nunca fadado a um destino atlântico.
SOUZA, Laura de Mello e. O sol e a sombra: política e administração 
na América portuguesa do século XVIII. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2006. p. 105.
No contexto descrito, o reordenamento político foi 
responsável pelo(a)
A. 	 ampliação do poder econômico dos latifundiários.
B. 	 aumento das tensões sociais com a autonomia política.
C. 	 substituição das práticas mercantilistas pelo liberalismo.
D. 	 redefinição das fronteiras na extensão da América lusa. 
E. 	 fortalecimento da administração portuguesa na colônia.
QUESTÃO 83 
Os desvios das constituições [...] são a tirania, 
correspondendo à monarquia, a oligarquia, à aristocracia e 
a democracia, ao governo constitucional; de fato, tirania 
é a monarquia governando no interesse do monarca; a 
oligarquia é o governo no interesse dos ricos; a democracia 
é o governo no interesse dos pobres; e nenhuma destas 
formas governa para o bem de toda a comunidade.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: 
Editora Universidade de Brasília, 1997. p. 91.
Os argumentos apresentados pelo autor do texto sustentam 
que o propósito da vida política é
A. 	 buscar o bem coletivo.
B. 	 assegurar o princípio legais.
C. 	 preservar a virtude tradicional.
D. 	 garantir a igualdade socioeconômica.
E. 	 repreender os governantes despóticos.
CH – PROVA I – PÁGINA 30 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 84 
Um novo relatório das Nações Unidas revela que, no período de 2021 a 2023, a maioria dos Estados-membros dependia 
economicamentede commodities. Dos 103 países nessa situação, apenas 8 eram países desenvolvidos. Nas 95 nações 
em desenvolvimento dependentes de commodities, 35 eram menos desenvolvidas. O levantamento inclui recomendações 
relacionadas à priorização da diversificação setorial. O estudo destaca o Porto de Suape, no estado de Pernambuco, no 
Brasil, assim como outras localidades. Essa dependência é um grande problema e necessita de diversificação da estrutura 
produtiva. O relatório recomenda mobilização de investimentos, reforço de capacidades produtivas, fomento de parcerias 
público-privadas e melhor cooperação comercial regional e multilateral em favor de economias resilientes.
Disponível em: https://news.un.org. 
Acesso em: 19 jan. 2026.
O panorama apresentado pelo texto justifica-se pelo fato de que os produtos citados estão sujeitos à
A. 	 fabricação dos bens duráveis.
B. 	 quebra das cadeias produtivas.
C. 	 volatilidade dos preços comerciais.
D. 	 capacidade das indústrias secundárias.
E. 	 existência dos mercados consumidores.
QUESTÃO 85 
A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de os defender das invasões dos estrangeiros e das injúrias 
uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante o seu próprio labor e graças aos frutos 
da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a uma assembleia 
de homens, que possa reduzir as suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. [...] Isto é mais do 
que consentimento, ou concórdia, é uma verdadeira unidade de todos eles, numa só e mesma pessoa, realizada por um 
pacto de cada homem com todos os homens [...]. Feito isto, à multidão assim unida numa só pessoa chama-se Estado [...].
HOBBES, T. Leviatã ou Matéria, Forma e Poder de um Estado Eclesiástico e Civil. 
São Paulo: Abril Cultural, 1979.
A teoria política descrita no texto estava fundamentada na
A. 	 convicção da proeminência dos monarcas absolutistas às leis.
B. 	 instituição do poder absolutista por meio de um contrato social.
C. 	 associação da autoridade conferida ao monarca à vontade divina.
D. 	 priorização das liberdades individuais em relação ao coletivo social.
E. 	 vinculação das ações políticas do monarca à moral cristã medieval.
QUESTÃO 86 
Na Região Sudeste do Brasil, uma das feições geomorfológicas que se destacam é a denominada de Mares de Morros. 
Essa denominação foi atribuída em função das feições externas e aparentes das formas de relevo com uma sucessão de 
morros arredondados que caracterizam a paisagem, com destaque para a da Serra do Mar. Essas feições devem-se, entre 
outros aspectos, ao fato de esse ser um relevo muito antigo, que foi desgastado pelos agentes climáticos, dada a ocorrência 
de clima tropical, caracterizado por boa disponibilidade de umidade. Isso contribuiu para a formação de vertentes de topos 
arredondados, associadas a “meias-laranjas”.
ANJOS, L.; GAIA-GOMES, J.; PEREIRA, M. A degradação dos solos no ambiente de “Mar de Morros” na Região Sudeste: 
o exemplo do Vale do Paraíba do Sul. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa/MG, abr. 2016. 
Disponível em: www.sbcs.org.br. Acesso em: 4 abr. 2024 (adaptado).
A atuação dos agentes climáticos na modelagem da forma de relevo abordada ocorre através do seguinte processo:
A. 	 Abrasão marinha.
B. 	 Litificação geológica.
C. 	 Sedimentação eólica.
D. 	 Intemperismo químico.
E. 	 Derramamento basáltico.
ENEM – VOL. 4 – 2026 CH – PROVA I – PÁGINA 31BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 87 
TEXTO I
Durante a primeira metade do século XVII, a tropa de 
resgate representava a principal forma de recrutamento 
de mão de obra indígena. [...] Com o financiamento 
de comerciantes de Belém ou São Luís, que também 
se interessavam pelas “drogas do sertão”, sertanistas 
especializados organizavam flotilhas de canoas para 
penetrar os caudalosos rios da Amazônia.
MONTEIRO, John Manuel. O escravo índio, esse desconhecido. 
In: História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 
1992. p. 112 (fragmento).
TEXTO II
Aos padres do Pará se mandou já uma cópia dos 
catecismos, porque não puderam levar quando foram, e, 
como são ainda pouco práticos na língua, servir-lhes-ão muito 
para as doutrinas, que sem embargo disso também fazem.
VIEIRA, Antônio. Carta LXIV: Ao Provincial do Brasil, 22 maio 
1653. In: AZEVEDO, J. Lúcio d. (coord.). Cartas do Padre Antônio 
Vieira. Tomo I. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1925. p. 351 
(fragmento).
Os textos apresentam aspectos da colonização portuguesa 
na Amazônia que evidenciam, respectivamente, os 
processos de
A. 	 extração mineral e doutrinação protestante.
B. 	 ocupação agroexportadora e atuação cristã.
C. 	 exploração econômica e conversão religiosa.
D. 	 interiorização territorial e escravização africana.
E. 	 integração comercial e reconhecimento ancestral.
QUESTÃO 88 
O nascimento da Filosofia, na Grécia, marcaria assim 
o começo do pensamento científico – poder-se-ia dizer 
simplesmente: do pensamento. O lógos ter-se-ia pela 
primeira vez libertado do mito como as escaras caem 
dos olhos do cego. Mais do que uma mudança de atitude 
intelectual, do que uma mutação mental, tratar-se-ia de uma 
revelação decisiva e definitiva: a descoberta do espírito.
VERNANT, J.-P. Mito e pensamento entre os gregos: estudos de 
psicologia histórica. Tradução de Haiganuch Sarian. Rio de Janeiro: 
Paz e Terra, 1990. p. 441 (fragmento adaptado).
A passagem da consciência mítica para a filosófica 
abordada no texto relaciona-se a qual mudança de 
atitude intelectual?
A. 	 Compreensão da realidade por meio da 
operacionalização da razão.
B. 	 Alinhamento da subjetividade por meio da definição 
da verdade.
C. 	 Controle da política por meio do condicionamento do 
indivíduo.
D. 	 Negação da tradição por meio do questionamento da 
religião.
E. 	 Abordagem da natureza por meio da alteração do 
ambiente.
QUESTÃO 89 
Na verdade, as condições naturais das colônias do 
Norte eram semelhantes às da Europa, o que as tornava 
inadequadas ao projeto do capital comercial, ou seja, ao 
estabelecimento da grande exploração agrária de artigos 
de exportação, e, ademais, inexistiam possibilidades da 
mineração de metais preciosos no Nordeste americano. 
Dessa forma, somente foi possível a implantação de 
débeis atividades extrativas de exportação, como a pesca, 
a produção de peles ou de madeiras, etc. 
OLIVEIRA, C. A. O processo de industrialização. Do capitalismo 
originário ao atrasado. São Paulo: UNESP, 2003.
O texto sugere que as características apresentadas pelas 
colônias do Norte da América Inglesa contribuíram, no início 
do projeto colonizador, para o(a)
A. 	 consolidação de uma colonização exploratória.
B. 	 formação de uma aristocracia vinculada à terra.
C. 	 desenvolvimento de um robusto sistema escravista.
D. 	 desinteresse relativo da Coroa em relação à região.
E. 	 estabelecimento de uma economia agroexportadora.
QUESTÃO 90 
A contragosto de Paris, a União Europeia (UE) deu 
sinal verde para o acordo com o Mercosul, negociado há 
25 anos, em mais uma derrota para o presidente da França. 
Na véspera, pressionado por barulhentos protestos, ele 
anunciou que votaria contra o pacto, que criticou por trazer 
benefícios econômicos “limitados” à Europa. No momento, 
o Mercosul cobra tarifas de até 35% sobre manufaturados e 
outros produtos do bloco europeu, que, por suavez, também 
impõe taxas de até 15% sobre as mercadorias agrícolas 
sul-americanas. O tratado eliminaria progressivamente 
todas essas alíquotas.
FREITAS, P. Disponível em: https://veja.abril.com.br. 
Acesso em: 19 jan. 2026 (adaptado).
A resistência ao acordo por parte de parcela da população 
francesa justifica-se pelo temor de
A. 	 escassez hídrica.
B. 	 emergência climática.
C. 	 estagnação industrial.
D. 	 planificação econômica.
E. 	 vulnerabilidade agrícola.
CH – PROVA I – PÁGINA 32 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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RASCUNHO
 1º
 DIA
WWW.BERNOULLI.COM.BR/SISTEMA
Avenida Raja Gabaglia, 2 720
Estoril, Belo Horizonte - MG
Tel. (31) 3029-4949em
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QUESTÃO 04 
What is it with James Cameron and water? Having shot The Abyss in a vast concrete tank, part of a half-built nuclear 
reactor, he decided to go several better for his romantic epic Titanic, filming the opening images of the film on the wreck itself.
The location of the infamous ocean liner, which sank on in 1912 killing over 1,500 passengers, had been discovered in 
1985. Cameron, who had long been obsessed with the tragic story, was determined to use footage of the real wreck in his 
(fictional) film about events on board during the stricken ship’s last hours.
But first he had to convince the studio to pay for the immensely ambitious project. “I said, ‘Look, we’ve got to do this 
whole opening where they’re exploring the Titanic and they find the diamond, so we’re going to have all these shots of the 
ship. Now we can either do them with elaborate models and motion control shots and CG and all that, which will cost X 
amount of money, or we can spend X plus 30 percent and actually go shoot it at the real wreck,” he later said.
Starting in 1995 he made a total of 12 dives to the wreck 12,500 feet below the icy Atlantic, many lasting over 12 hours. 
It remains one of the most unusual, and inhospitable locations a Hollywood movie has ever used.
And it paid off. Even with its $200 million budget, Titanic was a monster hit, grossing $1.8 billion, a feat only surpassed 
by Cameron’s own Avatar 12 years later.
Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 7 jan. 2026.
No texto, a forma como a decisão de filmar no local real do naufrágio é apresentada contribui para
A. minimizar os riscos envolvidos na realização das filmagens.
B. questionar a relevância comercial da obra no mercado internacional.
C. relatar de maneira neutra os bastidores da produção cinematográfica.
D. priorizar a descrição histórica do naufrágio em detrimento da produção do filme.
E. construir a imagem de um diretor ousado e comprometido com a autenticidade do projeto.
QUESTÃO 05 
European Union exit “risks British science”
Prof. Sir Paul Nurse has said that United Kingdom (UK) research would suffer if the country were to leave the European 
Union (EU). A British exit would make it harder to get funding for science and “sell future generations short”, the Nobel Prize 
winner added. But a group of scientists arguing to leave the EU counters that UK research would not be adversely affected. 
They say British institutions would receive similar amounts of European funding as they do now. A national referendum on 
the UK’s participation in the European Union is set for 23 June.
Prof. Nurse, who is director of The Francis Crick Institute and the former president of the Royal Society, believes those 
who campaign for a “Brexit” are jeopardising “the long-term future of the UK for short-term political advantage”. “We need 
a vision for our future that is ambitious and not to run away and bury our heads in the sand, and we can best do this by 
staying in the EU. We should not be side-tracked by short-term political opportunism”. Prof. Nurse was speaking at a news 
briefing about the impact of a withdrawal on UK science. He was joined by other research leaders who also want Britain to 
remain inside the EU.
“Being in the EU gives us access to ideas, people and to investment in science”, Prof. Nurse said. “That, combined with 
mobility (of EU scientists), gives us increased collaboration, increased transfer of people, ideas and science – all of which 
history has shown us drives science”. Prof. Nurse added that as part of the EU, the UK has influence in directing research 
among nations that collectively have become a “powerhouse” of science on a par with the US and China.
GHOSH, P. Disponível em: http://www.bbc.com/. 
Acesso em: 21 mar. 2016 (adaptado).
Na reportagem, o professor e vencedor do Prêmio Nobel, Paul Nurse, demonstra sua opinião contrária à saída do Reino 
Unido da União Europeia por temer que
A. a produção científica local seja prejudicada em prol de vantagens políticas.
B. a tradição científica da região seja desvalorizada pelas gerações futuras.
C. os investimentos em ciência se destinem a determinados países europeus.
D. a ciência de outros países adquira maior reconhecimento no cenário internacional.
E. os cientistas britânicos restrinjam o acesso a seus estudos por falta de financiamento.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 3BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção espanhol)
QUESTÃO 01 
Adaptar Cien años de soledad, una de las obras 
más importantes del siglo XX, no es un reto menor. La 
novela de Gabriel García Márquez no solo es un pilar de 
la literatura latinoamericana, sino también una obra que 
marcó a generaciones con su tono poético y la construcción 
minuciosa de Macondo como un microcosmos de lo humano 
y lo mítico. Sin embargo, el resultado de esta ambiciosa 
adaptación de Netflix es el equivalente a una sopa fría y sin 
sal: un producto estéril que se queda en la superficie de la 
historia, sin la audacia o el riesgo necesarios para hacerle 
justicia. […] La adaptación de Netflix pierde la esencia que 
hace única a la novela: su voz narrativa, su profundidad 
poética y su capacidad para envolver al lector en un mundo 
donde lo real y lo mágico se mezclan de forma inseparable. 
Si algo consigue esta serie, es recordarnos que la mejor 
manera de experimentar Cien años de soledad es volver a 
sus páginas y dejar que la magia de Gabriel García Márquez 
hable por sí misma.
Cien años de soledad: primera parte. Disponível em: 
https://es.rollingstone.com. Acesso em: 14 jan. 2026 (adaptado).
Na resenha, ao avaliar a adaptação audiovisual, o autor 
evidencia
A. 	 descrição do enredo como forma de contextualizar o 
leitor.
B. 	 exame de aspectos técnicos relacionados à produção 
da série.
C. 	 tentativa de recriação fiel da narrativa literária no 
audiovisual.
D. 	 recomendação da série como experiência equivalente 
ao romance.
E. 	 valorização da leitura do romance como experiência 
mais significativa.
QUESTÃO 02 
Los expertos afirman que el mundo se encuentra 
ahora “al borde” de superar el límite crucial de 1,5° C de 
calentamiento. El año 2024 fue el más cálido registrado y el 
primer año natural en el que la temperatura global superó 
en 1,5° C los niveles preindustriales, según el Servicio 
de Cambio Climático de Copérnico (C3S). Los científicos 
sospechaban que 2024 batiría el récord y ahora se ha 
confirmado […].
Los datos, sin embargo, subrayan que las temperaturas 
globales están aumentando más allá de lo que los humanos 
modernos han experimentado nunca. “Esperemos que sea 
realmente una llamada de atención para la humanidad”, afirma 
la vicepresidenta del Grupo Intergubernamental de Expertos 
sobre el Cambio Climático (IPCC), Diana Urge-Vorsatz.
Disponível em: https://es.euronews.com. 
Acesso em: 24 jan. 2026 (adaptado).
No texto, a expressão “al borde” indica que o mundo se 
encontra em situação de
A. 	 controle técnico das variações térmicas globais.
B. 	 proximidade de ultrapassar um limite considerado 
crítico.
C. 	 estabilidade climática após sucessivos recordes de 
temperatura.
D. 	 superação definitiva dos níveis históricos de 
aquecimento.
E. 	 distanciamento gradual das metas ambientais 
estabelecidas.QUESTÃO 03 
En la zona del Altiplano es común ver multicolores 
vestimentas y tejidos, confeccionados con lanas de llama, 
alpaca, vicuña u oveja, que han sido teñidos utilizando 
colorantes naturales. Los tejidos con patrones geométricos, 
zoomorfos y antropomorfos y barras son conocidos como 
Aguayos o – en quechua – lliqllas (el término awayo es voz 
quechua y significa tejer). Es común la presencia de estos 
elementos en comunidades de las y los aymaras, quechuas, 
urus y chipayas, huarani, tupihuarani con variaciones en 
tonos o colores dependiendo de cada comunidad. En las 
ciudades, los descendientes indígenas que migraron han 
adquirido también vestimentas características que tuvieron 
origen en tiempos de la colonia. Las mujeres son las mejores 
representantes de esta herencia […]
Disponível em: www.bolivia.de. 
Acesso em: 14 jan. 2026 (adaptado).
No texto, os tecidos tradicionais são apresentados como 
expressão de
A. 	 costumes vinculados ao Período Colonial.
B. 	 substituição de práticas originárias por hábitos urbanos.
C. 	 uniformização dos modos de vestir entre povos indígenas.
D. 	 variações culturais entre diferentes comunidades da 
região.
E. 	 técnicas artesanais associadas ao espaço rural do 
Altiplano.
LCT – PROVA I – PÁGINA 4 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 04 
ENEKO. Disponível em: http://www.interviu.es/. Acesso em: 27 set. 2018.
A charge de Eneko tem por objetivo
A. 	 exigir que as reais intenções dos candidatos sejam expostas durante a campanha.
B. 	 propor que o discurso de campanha seja alinhado com as necessidades dos eleitores.
C. 	 denunciar que as propostas eleitorais camuflam intenções antipopulares.
D. 	 criticar os candidatos que apresentam programas contraditórios durante a campanha.
E. 	 satirizar a falta de coerência entre o programa eleitoral e os recursos de campanha.
QUESTÃO 05 
De dónde vengo yo
De dónde vengo yo
La cosa no es fácil, pero siempre igual sobrevivimos
Vengo yo
De tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos
Vengo yo
De aquí se habla mal, pero todo está mucho mejor
Vengo yo
Tenemos la lluvia, el frío, el calor […]
Todo el mundo toma whisky (ajá)
Todo el mundo anda en moto (ajá)
Todo el mundo tiene carro (ajá)
Menos nosotros (ajá)
CHOCQUIBTOWN. De dónde vengo yo. Disponível em: 
www.letras.mus.br. Acesso em: 14 jan. 2026 (adaptado).
As escolhas lexicais na canção revelam a perspectiva do eu lírico em relação ao
A. 	 acesso generalizado a bens materiais no espaço em que vive.
B. 	 impacto das condições climáticas na organização da vida local.
C. 	 pertencimento a um lugar socialmente desvalorizado por outros.
D. 	 superação de dificuldades individuais desvinculadas da coletividade.
E. 	 desejo de inserção em padrões de consumo amplamente valorizados.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 5BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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Texto para as Questões de 06 a 09.
Violência doméstica, desigualdade social, gaslighting, abuso psicológico e relações atravessadas por dinheiro e poder 
são temas que A Empregada, filme baseado no best-seller de Freida McFadden, possui. No entanto, sejamos justos aqui: 
alguém irá assistir ao longa por causa deles? Eles estão ali apenas como pano de fundo de uma abordagem que aposta nas 
reviravoltas, e mais: tudo é pensado para chocar, virar, confundir e manter o espectador preso ao jogo. Ora, e é exatamente 
isso que o público quer.
Desde o começo, A Empregada entrega exatamente o que promete: um thriller doméstico cheio de segredos sob a 
fachada impecável de uma família rica. Millie (Sydney Sweeney, Euphoria), uma jovem em situação financeira delicada, 
aceita trabalhar como empregada na casa dos Winchester: Nina (Amanda Seyfried, Mamma Mia!) e Andrew (Brandon 
Sklenar, É Assim que Acaba), e logo percebe que aquele recomeço carrega algo de profundamente errado. Isso não chega 
a ser surpresa, ainda mais vindo de Paul Feig, diretor acostumado a narrativas de intrigas e reviravoltas como Um Pequeno 
Favor (2018) e Outro Pequeno Favor (2025). A diferença é que aqui o exagero surge como premissa essencial.
A trama até que se desenrola bem nas duas primeiras partes, ainda que de forma genérica, colocando os 
personagens em interpretações cínicas de si mesmos – mas isso só iremos descobrir mais tarde, quando a história passa 
a ficar rocambolesca […].
A Empregada soa como um roteiro genérico que se apoia no choque constante, em personagens à beira do colapso 
e em um desfile calculado de artimanhas, golpes e manipulações – algumas até risíveis.
CORDEIRO, A. ‘A Empregada’ sufoca temas para apostar em suspense genérico e cheio de reviravoltas. 
Disponível em: https://rollingstone.com.br/. Acesso em: 6 fev. 2026 (fragmento).
QUESTÃO 06 
O texto condiz com o gênero textual ao qual pertence porque predomina a
A. 	 ambientação detalhada de uma narrativa.
B. 	 comparação entre obras cinematográficas.
C. 	 exposição de informações sobre uma produção.
D. 	 aproximação entre um enredo e questões de ordem social.
E. 	 articulação entre uma sinopse e as opiniões pessoais do autor.
QUESTÃO 07 
Considerando o contexto de circulação, esse texto tem como finalidade 
A. 	 influenciar o consumo cultural por meio de análise apreciativa. 
B. 	 enaltecer o desempenho individual do elenco protagonista. 
C. 	 narrar os conflitos centrais da trama de forma cronológica. 
D. 	 priorizar a discussão ética sobre problemas da atualidade. 
E. 	 divulgar o lançamento de um novo título no setor livreiro.
QUESTÃO 08 
No texto, a pergunta retórica empregada pelo autor tem como objetivo 
A. 	 contestar a estrutura do gênero suspense.
B. 	 reforçar a seriedade da temática.
C. 	 guiar a adesão do leitor à crítica.
D. 	 validar a conduta do público.
E. 	 prever as etapas da trama.
QUESTÃO 09 
O conectivo “ainda que”, presente no penúltimo parágrafo do texto, estabelece uma ideia de concessão por
A. 	 indicar que o filme é genérico apesar de a narrativa começar bem. 
B. 	 reforçar que a trama apresenta mais pontos positivos do que negativos. 
C. 	 destacar que os artifícios usados para chocar o público são insuficientes.
D. 	 sugerir que a interpretação dos personagens é o que torna a obra genérica. 
E. 	 demonstrar que o filme deve ser assistido mesmo contendo falhas na trama.
LCT – PROVA I – PÁGINA 6 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 10 
Aos afetos, e lágrimas derramadas 
na ausência da dama a quem queria bem
Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido.
Tu, que em um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.
MATOS, G. In: MOISÉS, M. A literatura brasileira através 
dos textos. 25. ed. São Paulo: Cultrix, 1997.
O gênero lírico apresenta diversos recursos para a 
construção de seu sentido. No soneto de Gregório de Matos, 
observa-se que a organização da mensagem poética se dá, 
principalmente, por meio 
A. 	 da contraposição de elementos antitéticos.
B. 	 da caracterização metaforizada da mulher amada. 
C. 	 da métrica variada, sem seguir um padrão poético.
D. 	 de rimas estruturadas em ABBA em todos os versos.
E. 	 da versificação clássica em três quartetos e um terceto.
QUESTÃO 11 
Tornar o invisível visível é uma das missões do colar de 
girassol aprovado como símbolo nacional de identificação 
de pessoas com deficiências ocultas. As outras são 
fomentar a empatia, o respeito e principalmente a educação 
e a conscientização em relação às diferenças.
O símbolo do cordão de girassóis foi criado no Reino 
Unido e adotado globalmente a partir de 2016 como 
forma de reconhecer as deficiências ocultas, definidas 
como “invisíveis”, ou seja, aquelas que não podem ser 
identificadas de imediato, mas têm sintomas que atingem 
de forma significativa a condição física, visual, auditiva ou 
neurológica de uma pessoa.
O objetivo do uso do cordão é prevenir mal-entendidos, 
evitando que as pessoas com deficiências ocultas se 
deparem com situações de constrangimento ao tentar 
acessar direitos como atendimento preferencial, por exemplo. 
A ausência de elementos físicos, como o uso de cadeiras 
de roda, bengalas, muletas, guias ou outros instrumentos, e 
até mesmo deficiências físicas visíveis, como amputações, 
cegueira e má formações, fazem com que esses cidadãos 
sejam vítimas frequentes de distorções, acusações, medo 
e constrangimento público.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fita com desenhos de girassol vira símbolo 
nacional para identificar pessoas com deficiências ocultas. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/. 
Acesso em: 30 jan. 2026 (fragmento).
Ao abordar o tema da inclusão em um veículo institucional 
ligado à saúde pública, o texto exerce, prioritariamente, 
a função de
A. 	 justificar a criação de um instrumento que facilita a 
fiscalização de eventuais fraudes que visam benefício 
próprio.
B. 	 incentivar a adesão da população a um novo acessório 
de identificação para pessoas com deficiência.
C. 	 denunciar práticas discriminatórias com base em 
relatos de episódios vividos por grupos vulneráveis.
D. 	 orientar instituições de saúde sobre novos protocolos 
para o reconhecimento de deficiências ocultas.
E. 	 fomentar a conscientização social sobre uma 
estratégia prática voltada a um grupo invisibilizado.
QUESTÃO 12 
Disponível em: https://blogdoaftm.com.br. 
Acesso em: 18 nov. 2020. 
A charge é um gênero verbo-visual que apresenta crítica 
a um assunto recente, sendo, por isso, considerada texto 
datado. Essa charge dialoga com a notícia, em 2020, sobre 
o lançamento da nota de duzentos reais, utilizando, para a 
construção do humor, uma
A. 	 elipse.
B. 	 antítese. 
C. 	 hipérbole.
D. 	 metonímia.
E. 	 sinestesia.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 7BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 13 
Houve um tempo em que as amizades pareciam surgir naturalmente. Ao crescer, a escola oferece abundantes 
oportunidades de conhecer pessoas com interesses semelhantes e participar de atividades em comum. 
Mas, à medida que envelhecemos, muitas dessas amizades se dissolvem. As pessoas ficam ocupadas com suas 
próprias jornadas, encontrando um amor, mudando de carreira, mudando de país ou até se tornando pessoas diferentes. 
Em meio a essas mudanças, é fácil perder contato.
Isso, no entanto, não diminui o valor de ter bons amigos em nossas vidas. Pelo contrário, torna tudo ainda mais urgente. 
Muitas pessoas relatam sentir uma solidão inesperada na vida adulta e desejam o círculo social de apoio que antes vinha 
tão facilmente.
[…]
Embora a amizade nunca deva ser unilateral, ela prospera quando oferecemos alguma flexibilidade. Ao abandonar 
expectativas rígidas, você cria espaço para uma conexão genuína. Ao focar em estar presente e abraçar os altos e baixos 
das amizades adultas, você convida a vínculos mais ricos e gratificantes, capazes de resistir às inevitáveis mudanças da vida.
TRAVERS, M. 3 razões pelas quais as amizades adultas parecem solitárias hoje em dia. 
Disponível em: https://forbes.com.br. Acesso em: 30 jan. 2026 (fragmento).
Para expor sua opinião sobre a manutenção das amizades, o autor emprega uma estratégia argumentativa que consiste em
A. 	 refutar discursos que valorizam as amizades feitas durante a infância.
B. 	 citar a opinião de pessoas especializadas em relacionamentos humanos.
C. 	 apresentar dados que comprovam o aumento da solidão na idade adulta.
D. 	 exemplificar situações comuns que levam ao afastamento entre as pessoas.
E. 	 narrar experiências pessoais sobre perdas de vínculos ao longo de sua vida.
QUESTÃO 14 
SINTUFEJUF. Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Disponível em: https://sintufejuf.org.br/. Acesso em: 28 jan. 2026.
As orações que compõem o texto verbal dessa campanha cumprem a função de 
A. 	 negar o racismo enquanto sistema estrutural.
B. 	 ressignificar termos considerados preconceituosos.
C. 	 contestar perspectivas que banalizam a discriminação.
D. 	 propor discussões a respeito do significado de racismo.
E. 	 comparar o racismo com outras crenças discriminatórias.
LCT – PROVA I – PÁGINA 8 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 15 
Estamos sempre procurando facilitar a nossa vida, mas ganha-se de um lado e perde-se do outro. Se as coisas se 
tornam mais fáceis e rápidas, isso nem sempre traz vantagens. Do mesmo modo que temos prejuízos físicos, também 
temos mentais: a mente, assim como o corpo, também precisa ser exercitada.
Uma das sugestões para se prevenir o mal de Alzheimer, tipo de demência neurodegenerativa, é estimular o cérebro 
através de atividades como palavras cruzadas, jogos de cartas, leituras e outros. O uso da tecnologia para facilitar o trabalho 
da mente a torna preguiçosa, pouco hábil e sem destreza.
Às vezes, encontramos adolescentes que raramente usam o dicionário, nem sempre sabendo como fazê-lo. Quando 
necessitamsaber o significado de uma palavra, tiram a informação da internet, que a traz pronta. 
E a dificuldade com cálculos simples de Matemática? Para que saber a tabuada se a calculadora dá isso pronto? 
Pensando assim, não tem muito sentido.
Longe de achar que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário. Com ela pode-se ter informações sem as quais seria muito 
difícil avançar no conhecimento do mundo e facilitar o dia a dia (por que não?).
Mas sem exageros. Temos que lembrar que não só a tecnologia tem que ser cuidada e evoluir. Nós também. 
E isso só conseguiremos se estivermos funcionando a pleno vapor – mente e corpo.
MATURANO, A. C. Disponível em: http://g1.globo.com. 
Acesso em: 18 nov. 2020 (fragmento).
Para construir sua argumentação, a autora parte de uma série de exemplos e afirmações que ilustram o ponto de vista 
proposto, permitindo entender, a partir disso, que sua tese baseia-se na ideia de que a
A. 	 tecnologia deve ser usada com cuidado, pois pode trazer prejuízos para a mente. 
B. 	 facilidade de uso da tecnologia está antecipando problemas em adolescentes. 
C. 	 modernização tecnológica trouxe prejuízos graves para a vida em sociedade.
D. 	 aceitação dos adolescentes quanto à tecnologia é uma evolução natural.
E. 	 busca por facilidades gera danos na mente, como o mal de Alzheimer. 
QUESTÃO 16 
INSTITUTO NEGRA LINDA. “Ôxe, Pernambuco tem mariscada sim, senhor!”: campanha para reconhecimento da mariscada como 
Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco. Disponível em: www.institutonegralinda.org.br. Acesso em: 30 jan. 2026.
A interjeição presente no cartaz contribui para a valorização cultural que a campanha propõe, porque
A. 	 mistura registros da língua.
B. 	 reafirma a identidade regional.
C. 	 prioriza a comunicação formal.
D. 	 destaca o patrimônio institucional.
E. 	 dialoga diretamente com o leitor.
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Com base na organização coesiva desse texto, o(a)
A. 	 vocábulo “deles” (l. 2) retoma o termo “instintos”.
B. 	 expressão “essa coisa viva” (l. 8) recupera o referente 
“animal”.
C. 	 conectivo “No entanto” (l. 16) estabelece uma relação 
de conclusão.
D. 	 pronome “ela” (l. 11) substitui a palavra “anotação” do 
período seguinte.
E. 	 termo “respeito” (l. 12) antecipa a perspectiva da 
autora sobre a obra de Bergson.
QUESTÃO 19 
Sabe quando você faz uma pesquisa na internet sobre 
determinado produto e depois começa a receber anúncios? 
Isso acontece por conta dos algoritmos.
Também é o algoritmo que faz com que quanto maior 
a interação da pessoa com seus posts nas redes sociais, 
maiores as possibilidades do seu conteúdo ser mostrado 
na linha do tempo deste usuário.
Os algoritmos são sequências de instruções ou 
operações para alcançar um objetivo. Ele tem a entrada (input) 
e saída (output) de informações mediadas por essas regras.
Nas plataformas sociais, o objetivo do algoritmo é 
melhorar a experiência do usuário, mostrando publicações e 
anúncios do seu interesse. Assim, quanto mais sua empresa 
se conectar com seu público, maior será a interação e 
o engajamento.
O algoritmo proporciona uma mediação mais 
equilibrada sobre o que é apresentado para o usuário e sua 
sistematização viabiliza o desenvolvimento de softwares 
que permitem a automação dos processos.
SEBRAE. Como funcionam os algoritmos. Disponível em: 
https://sebrae.com.br. Acesso em: 31 jan. 2026 (fragmento).
Segundo o texto, os algoritmos funcionam como sistemas 
de mediação ao
A. 	 vetar a extração de dados pessoais.
B. 	 assegurar a imparcialidade dos conteúdos.
C. 	 selecionar materiais baseados na atividade do usuário.
D. 	 controlar o volume de publicações em circulação nas 
redes.
E. 	 determinar o comportamento dos sujeitos via comandos 
de consumo.
QUESTÃO 17 
Preciso de você
De: Tom Jobim 
Para: Chico Buarque
Na histórica edição do III Festival Internacional da 
Canção, realizado em 29 de setembro de 1968, a canção 
favorita do público era “Pra não dizer que não falei das 
flores”, de Geraldo Vandré. A vencedora, no entanto, foi 
“Sabiá”, que tem letra de Chico Buarque e música de 
Tom Jobim. Como Chico estava em Veneza, Tom recebeu 
sozinho a vaia no final da fase brasileira, e em seguida 
telegrafou ao parceiro reivindicando sua presença. Chico 
atendeu o pedido e recebeu, ao lado de Tom, a vaia na 
grande final da fase internacional.
Rio de Janeiro, 5 de outubro de 1968
Venha urgente. Presença imprescindível. Temos que 
estar juntos. Preciso de você.
Tom Jobim
Nota: Telegrama que o Tom me mandou quando tomou 
(sozinho) a vaia do “Sabiá”.
BOTKAY, C. (org.). Achados. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. 
p. 51. Disponível em: https://correio.ims.com.br. Acesso em: 11 jan. 2024.
O telegrama se diferencia da carta comum pela velocidade 
de transmissão de sua mensagem. No telegrama enviado 
por Tom Jobim a Chico Buarque, essa diferenciação 
estrutura-se no texto por meio da
A. 	 contextualização da urgência.
B. 	 disposição de períodos curtos.
C. 	 utilização do modo imperativo.
D. 	 subtração do sujeito das orações.
E. 	 ocultação de elementos subjetivos.
QUESTÃO 18 
Às vezes me arrepio toda ao entrar em contato 
físico com bichos ou com a simples visão deles. 
Pareço ter certo medo e horror daquele ser vivo 
que não é humano e que tem os nossos mesmos 
instintos, embora mais livres e mais indomáveis. Um 
animal jamais substitui uma coisa por outra, jamais 
sublima como nós somos forçados a fazer. E move-se, 
essa coisa viva! Move-se independente, por força 
mesmo dessa coisa sem nome que é a Vida.
Fiz notar a uma pessoa que os animais não riem, 
e ela me falou que Bergson tem uma anotação a 
respeito no seu ensaio sobre o riso. Embora às vezes 
o cão, tenho certeza, ri, o sorriso se transmite pelos 
olhos tornados mais brilhantes, pela boca entreaberta 
arfando, enquanto o rabo abana. Mas o gato não ri 
nunca. No entanto sabe brincar: tenho longa prática 
de gatos.
LISPECTOR, C. Bichos. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. 
Acesso em: 1 fev. 2026 (fragmento).
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QUESTÃO 20 
24 HORAS NO AR. SDHU promove ação sobre respeito à vaga 
de estacionamento para pessoas com deficiência. Disponível em: 
https://24horasnoar.com.br/. Acesso em: 31 jan. 2026.
A mensagem em destaque na campanha estabelece um 
diálogo com o leitor a fim de
A. 	 incentivar pessoas com deficiência a reivindicar seus 
direitos quanto ao uso de espaços públicos.
B. 	 comunicar mudanças na lei a respeito de espaços 
destinados a públicos específicos.
C. 	 instigar a denúncia em situações em que a lei das 
vagas exclusivas for descumprida.
D. 	 advertir pessoas sem deficiência de que as vagas 
exclusivas devem ser respeitadas. 
E. 	 promover uma reflexãosobre um direito conquistado 
pelas pessoas com deficiência.
QUESTÃO 21 
Tudo que existe em mim de amor foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado,
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada coisa que dei ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tendo dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois, se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
MORAIS, V. de; CAMPOS, P. M. Soneto a quatro mãos. 
Disponível em: https://ims.com.br. Acesso em: 3 fev. 2026.
No soneto, a experiência amorosa vivida pelo eu lírico 
evidencia a
A. 	 naturalização do sofrimento nas relações afetivas.
B. 	 rejeição à possibilidade de entregar-se emocionalmente.
C. 	 busca por uma vivência afetiva que preze pela 
reciprocidade.
D. 	 hesitação entre o impulso de doar-se e a necessidade 
de preservar-se.
E. 	 idealização do amor romântico como essencial para a 
experiência humana.
QUESTÃO 22 
APRÍGIO – Um cafezinho, aceito. Café, topo.
SELMINHA – Dália, faz um fresquinho.
APRÍGIO – Mas depressa que o táxi está esperando.
SELMINHA – Depressa!
DÁLIA – Não demora. Um instantinho. (e então, sozinho 
com a filha mais velha, Aprígio anda de um lado pra outro e 
vai falando. Sente-se, em tudo o que começa a dizer, uma 
certa perplexidade e, mesmo, uma surda irritação)
APRÍGIO – Sabe que teu marido ficou tão. E teve um 
choque! Interessante. Ele correu na frente de…
SELMINHA (interrompendo com outra irritação) – Uma 
coisa, papai. O senhor sabe que, desde o meu namoro, o 
senhor nunca chamou Arandir pelo nome? Sério! Duvido! 
Papai! O senhor dizia “seu namorado”. Depois: – “seu 
noivo”. Agora é “seu marido” ou, então, “meu genro”. 
Escuta, papai!
APRÍGIO (meio desconcertado) – Ora, minha filha, ora!
SELMINHA (enfática) – Tenho observado!
APRÍGIO – Você acha então que. Nunca, minha filha! 
E por quê?
SELMINHA (triunfante) – Quer fazer uma aposta? Uma 
aposta? Quero ver o senhor dizer “Arandir”. Diz: – “Arandir”. 
Diz, papai!
RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Disponível em: 
https://teatroemescala.com. Acesso em: 2 fev. 2026 (fragmento).
No texto, a progressão da ação dramática se dá por meio de
A. 	 frases interrompidas, que se configuram como a 
causa do conflito entre os personagens.
B. 	 comentários metalinguísticos do dramaturgo, que 
avalia o comportamento dos personagens.
C. 	 intervenções de um narrador onisciente, que explica 
as motivações íntimas dos personagens.
D. 	 descrições do espaço cênico e do posicionamento 
dos personagens, que conduzem o enredo.
E. 	 dinâmicas de interlocução, que impulsionam o 
desenvolvimento das ações dos personagens em cena.
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QUESTÃO 23 
TEXTO I
BUONARROTI, M. Moisés. 1513-1515. Escultura em mármore, 
235 × 210 cm. San Pietro in Vincoli, Itália.
TEXTO II
O legado deixado por Michelangelo surpreende devido 
à exatidão anatômica apresentada pelas figuras que ele 
retratava. Uma de suas estátuas, no entanto, possui um 
detalhe anatômico estranhado por muitos: trata-se de uma 
obra na qual o artista renascentista representou Moisés, 
um personagem bíblico. 
Uma passagem bíblica importante envolvendo Moisés 
é aquela na qual ele recebe de Deus as tábuas com os 10 
Mandamentos que devem ser seguidos por aqueles que 
são fiéis a Ele, e é este importante momento da Bíblia que 
serve de contexto para a escultura de Michelangelo — o 
personagem é retratado sentado com as tábuas sagradas 
embaixo dos braços.
Embora seja humano, no entanto, o Moisés esculpido 
pelo italiano chama a atenção por ter dois chifres adornando 
sua cabeça. Por que isso aconteceu?
O motivo está no próprio Livro Sagrado, ou melhor, 
em uma tradução das escrituras hebraicas para o latim. 
Na versão original, “radiante” é expressa pela palavra 
“qaran”, do hebraico, que, contudo, possui uma segunda 
interpretação possível: “com chifres”. Assim, enquanto 
algumas traduções da Bíblia para o latim dizem que o líder 
religioso estaria “radiante”, outras alegam que Moisés 
tinha chifres quando se reuniu ao povo hebreu trazendo os 
10 Mandamentos.
BRUNATO, I. Por que Michelangelo esculpiu Moisés com chifres? 
Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/. 
Acesso em: 7 mar. 2026 (adaptado). 
Ao relacionar a escultura (texto I) ao texto II, identifica-se 
como característica central renascentista da obra o(a)
A. 	 subversão da temática religiosa evidenciada por uma 
representação profana de Moisés.
B. 	 rejeição ao antropocentrismo por meio da concepção 
de Moisés como ser monstruoso.
C. 	 idealização do corpo humano aliada a uma interpretação 
de fontes textuais antigas.
D. 	 abandono de temas religiosos em favor de uma visão 
voltada à mitologia.
E. 	 deformação proposital do corpo humano para destacar 
o sobrenatural.
QUESTÃO 24 
No final dos anos 50, quando não havia ondas no litoral 
da Califórnia, surfistas tentavam imitar as manobras que 
faziam na água usando rodas e eixos fixados em pranchas 
de madeira.
No Brasil, o skate chegou nos anos 60, primeiro no 
Rio de Janeiro. Os skateboards evoluíram e atualmente 
são compostos por um deck de madeira, chamado de 
“shape”, eixos de alumínio e rodas de aderência para cada 
tipo de terreno. Para andar e, consequentemente, fazer as 
manobras, é necessária uma combinação de impulso com 
os pés, equilíbrio e técnica.
O Brasil conta com nomes históricos da modalidade, 
bem antes da entrada nos Jogos Olímpicos, como Bob 
Burnquist, Sandro Dias, Letícia Buffoni, entre outros.
E logo na primeira edição dentro do programa olímpico, 
em Tóquio 2020, o país conquistou três medalhas: Rayssa 
Leal, Kelvin Hoefler e Pedro Barros ficaram com a prata, 
sendo Rayssa e Kelvin na categoria street e Pedro na 
categoria park.
COMITÊ OLÍMPICO DO BRASIL. Skate. Disponível em: 
https://www.cob.org.br/. Acesso em: 31 jan. 2026 (fragmento).
De acordo com o texto, o skate se configura como um 
esporte que
A. 	 nasce da transposição de movimentos para novos 
contextos.
B. 	 advém da popularidade obtida em festivais esportivos.
C. 	 deriva da busca por performance de alto rendimento.
D. 	 resulta do avanço técnico de acessórios industriais.
E. 	 nasce da mistura de práticas de outros países.
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QUESTÃO 27 
A importância da Literatura
Se a Literatura não precisa se justificar porque possui 
um capital simbólico, uma arte gratuita e livre, não se pode, 
contudo, atualmente, deixar de questionar o seu presente 
e o seu futuro. A leitura está em crise, e a Literatura deixou 
de ser uma marca do ser culto.
A atual cultura baseia-se noutras formasde aquisição, 
vindo a Literatura a perder o prestígio que detinha até 
uns anos atrás. Quando lemos um livro, conseguimos 
compreender o melhor e o pior de um povo, de uma cultura, 
pois nele cabem emoções, gostos, valores, ideologias 
e esperanças.
Ler um texto literário estimula a aprendizagem da 
língua no seu poder de expressão mais perfeita e completa; 
permite adquirir conhecimentos de ordem linguística, 
estética e cultural; contribui para o aperfeiçoamento das 
expressões oral e escrita; contribui para uma visão crítica e 
reflexiva do mundo; desenvolve a formação cultural e cívica; 
proporciona experiências de emoção estética; fomenta 
valores morais; reforça a superação das fragilidades 
emocionais e as pressões do dia a dia, proporcionando o 
bem-estar físico, mental e social.
A Literatura, também pelo seu caráter libertador e 
terapêutico, promove a interação, a socialização e a 
participação, preparando-nos para as contínuas mudanças 
da vida, auxiliando-nos a fomentar valores e crenças, 
desenvolvendo a nossa capacidade imaginativa e criadora 
e aumentando o nosso sentido crítico e estético.
PEREIRA, S. Revista Fábulas. 
Disponível em: https://revistafabulas.com. 
Acesso em: 31 out. 2022 (adaptado).
Segundo a autora, a importância da Literatura reside na
A. 	 evolução individual e social do indivíduo.
B. 	 sustentação da instrução formal e erudita.
C. 	 valorização de bens e de legados nacionais.
D. 	 consolidação das opiniões e crenças pregressas.
E. 	 capacitação do desfrute e estudo de outras artes.
QUESTÃO 25 
GEHRE, L. In: Depósito de tirinhas. Disponível em: www.instagram.com. 
Acesso em: 30 out. 2023.
Na tirinha, os elementos visuais e textuais relacionam-se a 
partir da proposição de uma metáfora baseada na
A. 	 representação dos sofrimentos da vida.
B. 	 relação entre plantas e seres humanos.
C. 	 noção de crescimento interpessoal brusco.
D. 	 repetição do mesmo desenho nos quadrinhos.
E. 	 simplificação da mensagem através da gravura.
QUESTÃO 26 
Miguilim chorou de bruços, cumpriu tristeza, soluçou 
muitas vezes. Alguém disse que aconteciam casos, de 
cachorros dados, que levados para longes léguas, e que 
voltavam sempre em casa. Então ele tomou esperança; a 
Pingo-de-Ouro ia voltar. Esperou, esperou, sensato. Até 
de noite, pensava fosse ela, quando um cão repuxava 
latidos. Quem ia abrir a porta pra ela entrar? Devia de estar 
cansada, com sede, com fome. – “Ela não sabe retornar, 
ela já estava quase cega...” Então, se ela já estava quase 
cega, por que o pai tinha dado para estranhos? Não iam 
judiar de Pingo-de-Ouro? Miguilim era tão pequeno, com 
poucas semanas se consolava.
ROSA, G. Manuelzão e Miguilim. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
No trecho, o foco narrativo é construído por meio de uma 
técnica que funde a voz do narrador ao pensamento do 
personagem, procedimento que
A. 	 destaca o juízo de valor da voz narrativa a respeito do 
sofrimento da criança.
B. 	 utiliza uma estrutura de diálogo formal para expor os 
conflitos entre pai e filho.
C. 	 relaciona a descrição do espaço físico ao conflito 
emocional do personagem.
D. 	 limita a percepção dos fatos ao ponto de vista subjetivo 
de um observador externo.
E. 	 evidencia a interioridade do protagonista ao mimetizar 
suas dúvidas e sentimentos.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 13BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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No trecho, o uso de verbos no modo indicativo registra 
os(as)
A. 	 fatos sobre o reconhecimento internacional da produção 
cinematográfica brasileira. 
B. 	 recomendações para o público prestigiar obras nacionais 
em festivais internacionais.
C. 	 impactos financeiros causados pelos investimentos 
do Fundo Setorial do Audiovisual.
D. 	 desejos do autor de fortalecimento da identidade 
nacional através de produtos culturais.
E. 	 críticas relacionadas ao desempenho técnico dos 
atores num filme de caráter histórico.
QUESTÃO 30 
O coração delator
Sorri – pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas 
aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, 
mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas 
visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar – procurar 
bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus 
tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha 
confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para 
ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, 
na louca audácia de um triunfo perfeito, instalei minha 
própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava 
o cadáver da vítima.
POE, E. A. Disponível em: http://oficinaideiaseideais.blogspot.com.br/ 
2008/09/discurso-direto-indireto-e-indireto.html. Acesso em: 4 jun. 2013.
Em uma narrativa, o narrador incorpora no ato de narrar 
as vozes que compõem a história contada, encenando 
diálogos, reflexões e remissões a outros personagens. Para 
tanto, utiliza-se de procedimentos de representação que 
podem ser sintetizados em três: discurso direto, indireto 
ou indireto livre.
No fragmento do conto de Edgar Allan Poe, nota-se o uso 
de discurso
A. 	 direto, uma vez que se utilizam travessões e falas 
explícitas das personagens que são interrogadas pelo 
narrador.
B. 	 indireto livre, pois ocorre a fusão tanto do discurso direto 
quanto do indireto, respectivamente comprovados pelo 
uso de travessões e elocução.
C. 	 indireto, já que não ocorre diálogo explícito e as cenas 
e atitudes das personagens são descritas pelo próprio 
narrador.
D. 	 indireto livre, pois se apresenta um fluxo de consciência 
do narrador, o qual se confunde com as falas de outras 
personagens.
E. 	 direto, porque, além do uso de travessões, o narrador 
expressa explicitamente seus sentimentos e atitudes 
com adjetivos e verbos de ação.
QUESTÃO 28 
Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
E ai Deus, se verrá cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se vistes meu amado,
por que hei gran cuidado!
E ai Deus, se verrá cedo!
CODAX, M. In: MOISÉS, M. A literatura portuguesa 
através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1998.
As cantigas trovadorescas podem ser divididas em grupos, 
de acordo com suas características. O texto anterior é 
considerado uma cantiga de amigo porque
A. 	 expressa a indignação da senhora com o amado que 
partiu.
B. 	 exalta a figura masculina admirada por suas qualidades 
físicas.
C. 	 invoca a benevolência de Deus a fim de que cuide do 
amado distante.
D. 	 revela um apelo ao mar para que traga o amado o 
mais breve possível.
E. 	 apresenta uma voz feminina como a enunciadora da 
situação amorosa.
QUESTÃO 29 
O Agente Secreto garante premiação 
inédita para o Brasil em Cannes
O sábado (24) foi marcado por uma conquista inédita 
para o Brasil no Festival de Cannes. Wagner Moura venceu 
o prêmio – até então inédito - de melhor interpretação 
masculina com o filme O Agente Secreto. O longa deu ainda 
ao diretor Kleber Mendonça Filho o troféu de melhor direção.
“Vivemos um momento vibrante do audiovisual 
brasileiro. O Agente Secreto é, merecidamente, reconhecido 
por sua direção e interpretação. E revela o potencial de 
nossas produções e de nossa cultura. Viva o Brasil e o 
cinema nacional, viva Kleber Mendonça [Filho], Wagner 
Moura e todos aqueles que, com profissionalismo e amor, 
ajudam a cravar o nome do Brasil na história”, comemorou 
a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Com recursosdo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), 
o filme ambientado nos anos 1970 conta a história de um 
professor universitário, interpretado por Wagner, que volta 
para Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco 
que corre em plena ditadura militar.
MINISTÉRIO DA CULTURA. O Agente Secreto garante premiação 
inédita para o Brasil em Cannes. Disponível em: https://www.gov.br. 
Acesso em: 14 out. 2025 (fragmento). 
LCT – PROVA I – PÁGINA 14 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 31 
INSTITUTO FEDERAL DE SÃO PAULO. Vire a página: 
biblioteca e grêmio fazem parceria para campanha de doação 
de livros de literatura. Disponível em: https://tup.ifsp.edu.br/. 
Acesso em: 1 fev. 2026.
Na campanha, a combinação entre os elementos verbais e 
os não verbais tem como principal finalidade
A. 	 enaltecer o ato da leitura, demonstrando os benefícios 
do contato com os livros desde a infância.
B. 	 incentivar a doação de livros, atribuindo um valor 
afetivo ao ato de compartilhar experiências de leitura.
C. 	 listar regras de participação para o evento, destacando 
normas de conduta e restrições ao público-alvo.
D. 	 motivar a leitura de obras de ficção, indicando a 
importância de consumir também esse tipo de 
literatura.
E. 	 ampliar o acervo da biblioteca local, centrando a 
mensagem na necessidade institucional de receber 
mais títulos.
QUESTÃO 32 
A ideia da instalação de academias populares pela 
capital surgiu com um objetivo especial: garantir aos 
capixabas o acesso à prática de exercícios físicos com a 
orientação adequada. É preciso oferecer melhor qualidade 
de vida a todos, combatendo o sedentarismo e prevenindo 
sérios problemas de saúde pública como obesidade, 
diabetes e hipertensão arterial.
As academias populares são locais onde são oferecidas 
aulas gratuitas de musculação, alongamento e ginástica, 
proporcionando aos moradores da região qualidade de vida 
a partir da adoção de uma política preventiva de saúde.
Para participar das atividades, as pessoas maiores 
de 15 anos têm de submeter a uma avaliação física, nos 
módulos instalados nas próprias academias. A partir dessa 
avaliação, elas poderão ter acesso a dados como peso, 
altura, pressão arterial, índice de massa corpórea (IMC), 
frequência cardíaca, entre outros, importantes para a 
realização segura das atividades desenvolvidas no local.
CÂMARA MUNICIPAL DE VITÓRIA. A importância das academias 
populares. Disponível em: https://www.cmv.es.gov.br/s. 
Acesso em: 1 fev. 2026 (fragmento).
Com base no texto, a implantação das academias populares 
revela a necessidade de
A. 	 mitigar hábitos de inatividade física pela população.
B. 	 organizar eventos esportivos nas localidades.
C. 	 ampliar espaços de interação social urbana.
D. 	 divulgar dados estatísticos sobre obesidade.
E. 	 monitorar índices de massa corporal.
QUESTÃO 33 
A estigmatização advinda da deficiência estará presente 
nas relações da pessoa e será demonstrada na imagem e 
postura corporal. O que percebemos nos deficientes é que 
a utilização da linguagem corporal é tolhida. Muitas vezes 
são vistos como fragmentados, reduzidos a uma parte ou 
sistema que não funciona plenamente, e isso modifica a 
leitura do corpo como um todo. Contudo, isso não significa 
ausência de comunicação corporal. Ao contrário, seus 
gestos, olhares e posturas revelam emoções, vontades e 
modos de se relacionar com o mundo. O que falta, muitas 
vezes, é sensibilidade para interpretar esses sinais e 
reconhecer que o corpo do deficiente também comunica. A 
desatenção a essas expressões pode reforçar exclusões. 
Por isso, compreender a linguagem corporal nesse contexto 
implica reconhecer limites motores ou sensoriais e, 
sobretudo, desenvolver formas de interação que respeitem 
e ampliem as possibilidades expressivas de cada indivíduo.
 JESUS, P. P. Linguagem corporal e o contexto social. Disponível em: 
https://repositorio.unicamp.br. Acesso em: 3 jun. 2025. 
Segundo o texto, a inclusão social de pessoas com 
deficiência por meio da linguagem corporal ocorre ao
A. 	 priorizar estratégias sensoriais de movimento no lugar 
de imagéticas.
B. 	 delimitar diretrizes de comportamentos em eventos de 
natureza social. 
C. 	 ofertar treinamentos físicos para aprimoramento de 
habilidades motoras.
D. 	 reconhecer comunicações não verbais como forma 
legítima de expressão.
E. 	 utilizar tecnologias avançadas para auxílio em 
interações comunicativas.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 15BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 34 
A tontura da fome é pior do que a do álcool. 
A tontura do álcool nos impele a cantar. 
Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível 
ter só ar dentro do estômago. [...] 
Eu escrevia as peças e apresentava aos diretores de circos. 
Eles respondia-me: – É pena você ser preta. 
Esquecendo eles que eu adoro minha pele negra 
e meu cabelo rústico. [...] Se é que existe reincarnações, 
eu quero voltar sempre preta.
Carolina Maria de Jesus,
Quarto de despejo: diário de uma favelada.
Carolina foi uma das maiores escritoras do Brasil. No 
entanto, suas obras raramente são estudadas na escola, 
sua história raramente é contada e sua resistência é 
silenciada. Carolina é exemplo da urgência de reflexões, 
necessariamente articuladas, sobre raça, sexo, gênero 
e classe. Eu mesma conheci Carolina muito depois de 
formada professora, ao mesmo tempo que se deu a 
consolidação da minha identidade negra – que também 
chegou tão tardiamente. Carolina de Jesus diz muito de 
um feminismo profundamente necessário. Mulheres como 
ela não podem ficar fora do nosso feminismo.
ARRUZA, C.; BATTHACHAYA, T.; FRASER, N. Feminismo para os 
99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019 (fragmento adaptado).
A epígrafe com um trecho de Quarto de despejo serve ao 
objetivo argumentativo do texto que o segue, na medida 
em que
A. 	 indica uma representante de uma visão mais abrangente 
de feminismo.
B. 	 denuncia o silenciamento da arte literária construída 
nas periferias.
C. 	 apresenta uma mensagem de empoderamento racial.
D. 	 sugere uma postura de resistência às mazelas sociais.
E. 	 lidera uma reformulação do movimento feminista.
QUESTÃO 35 
Voo de paz
Há qualquer coisa entre nós
Que nos priva de ser feliz
Existe um mal, não sei qual, ninguém diz
Tá no ar, dá prá ver
Há qualquer coisa de errado
Entre eu e você
Pode ser que o amor
Não se sinta à vontade
Sem mergulhar na saudade
Prá ser um voo de um albatroz
Pode ser que este amor sem paz
Necessite do amor que dependa de nós.
ARAGÃO, J. Voo de paz. In: Jorge Aragão. 
Bar da esquina. LP. Som Livre, 1989.
Na letra de Jorge Aragão, o pronome pessoal empregado de 
maneira informal, ou seja, contrariando a norma-padrão, é
A. 	 “nós”, no primeiro verso.
B. 	 “nos”, no segundo verso.
C. 	 “eu”, no sexto verso.
D. 	 “você”, no sexto verso.
E. 	 “se”, nooitavo verso.
QUESTÃO 36 
Criar espaços de escuta, respeito e empatia tem sido uma 
prioridade nas escolas da rede municipal de Imperatriz-MA. 
Atenta a essa necessidade, a Prefeitura, por meio da 
Secretaria Municipal de Educação (SEMED), desenvolve 
uma série de atividades pedagógicas voltadas à prevenção 
da violência. A programação inclui palestras, oficinas e 
rodas de conversa com o tema “Bullying e Comunicação 
Não Violenta”. A aluna Júlia Araújo da Conceição, do 
4º ano da Escola Municipal Manoel Ribeiro, compartilhou 
sua experiência: “Eu já sofri bullying por conta do meu 
cabelo ser crespo e cacheado, e me senti muito mal. Por 
isso, não podemos praticar o bullying, pois isso afeta nossos 
sentimentos. Ficamos com ansiedade, depressão, e isso 
não é bom. A palestra veio para ajudar”, pontua.
Durante as ações, os alunos puderam aprender 
mais sobre violência e prevenção por meio de desenhos 
ilustrativos, contação de histórias e rodas de conversa. 
A formadora Gardênia Almeida reforça o caráter educativo 
da iniciativa: “Todas as nossas ações têm o propósito de 
promover o diálogo e a concórdia, como forma de combater 
todo tipo de violência dentro e fora das escolas”, conclui.
Disponível em: https://imperatriz.ma.gov.br. 
Acesso em: 3 nov. 2025 (adaptado).
No texto, a função referencial da linguagem é identificada 
pelo uso de uma estrutura que busca
A. 	 informar o público sobre as ações pedagógicas e os 
eventos realizados pela prefeitura.
B. 	 valorizar o aspecto estético e pedagógico das 
produções artísticas dos estudantes.
C. 	 expressar o sofrimento emocional da aluna ao relatar 
suas experiências pessoais.
D. 	 detalhar conceitos técnicos da psicologia para garantir 
a precisão das palestras.
E. 	 testar a eficácia do canal de comunicação entre a 
escola e a comunidade local.
LCT – PROVA I – PÁGINA 16 ENEM – VOL. 4 – 2026 BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 37 
Cogito
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim
NETO, T. Os Últimos Dias de Paupéria. 
Rio de Janeiro: Eldorado, 1973 (fragmento).
No poema, a construção da identidade do sujeito lírico 
revela um valor humano permanente para o patrimônio 
literário nacional ao
A. 	 associar a afirmação da própria essência à consciência 
da finitude humana. 
B. 	 utilizar termos gramaticais para organizar as memórias 
do passado familiar. 
C. 	 vincular o estado de tranquilidade ao cumprimento de 
condutas sociais fixas.
D. 	 priorizar o uso de vocábulos técnicos para explicar o 
funcionamento da mente.
E. 	 descrever aspectos físicos como base para a 
aceitação da imagem corporal.
QUESTÃO 38 
Animal não é brinquedo. Sente fome, frio e medo.
Por isso, não pode ser descartado e deixado à própria 
sorte nas ruas. Quando você leva um animal para sua casa, 
a responsabilidade pela vida – e qualidade de vida – dele é sua.
Disponível em: http://centervet1.blogspot.com. 
Acesso em: 4 out. 2018 (fragmento).
O elemento de coesão que traduz a coerência entre o slogan 
da campanha e o parágrafo seguinte apresenta a ideia de
A. 	 causa.
B. 	 conclusão.
C. 	 explicação.
D. 	 conformidade.
E. 	 consequência.
QUESTÃO 39 
‘Jovens têm dificuldade de pegar o telefone 
e marcar uma consulta’, diz pesquisadora americana
Segundo relatório da Organização para a Cooperação 
e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2022 apenas 
36% dos jovens nos países membros relatavam interação 
presencial diária com amigos, queda acentuada em relação 
aos 53% registrados em 2006 e a maior redução entre todas 
as faixas etárias.
Maryellen MacDonald, psicolinguista americana, alerta 
que a deterioração na capacidade de se comunicar traz 
consequências emocionais e sociais.
Ela cita estudos em que os mais jovens dizem que se 
sentem solitários em comparação com gerações anteriores.
“Dizem que desejam ter essas interações sociais, mas 
que falar com as pessoas lhes causa ansiedade e, por isso, 
acabam optando por mensagens de texto.”
Uma deterioração nas habilidades de comunicação 
pode ter impactos não apenas na capacidade de criar 
vínculos e relacionamentos pessoais, mas também no 
ambiente de trabalho.
“Se não conseguem falar com os clientes ou com os 
colegas, ou têm medo de perguntar o que devem fazer, 
ou não conseguem fazer uma apresentação, tudo isso 
representa um problema no emprego”, observa MacDonald.
CORRÊA, A. ‘Jovens têm dificuldade de pegar o telefone e marcar 
uma consulta’, diz pesquisadora americana. Disponível em: 
https://www.bbc.com. Acesso em: 12 mar. 2026 (adaptado).
A opção de usar mensagens de texto no lugar de interações 
presenciais ou por voz, por parte dos jovens, está 
diretamente relacionada à
A. 	 compreensão de que as tecnologias digitais 
uniformizam a comunicação, o que facilita a interação 
entre jovens e adultos.
B. 	 sensação de controle gerada pela mediação da 
tecnologia, sendo percebida como uma forma mais 
confortável de interação.
C. 	 concepção de que a troca de mensagens substitui 
os vínculos presenciais, atenuando sentimentos de 
solidão entre os jovens.
D. 	 ideia de que as mensagens de texto desenvolvem 
habilidades de comunicação, tanto para interações 
sociais quanto profissionais.
E. 	 convicção de que a comunicação face a face se tornou 
dispensável em situações sociais e de trabalho, 
passando a ter um papel complementar.
ENEM – VOL. 4 – 2026 LCT – PROVA I – PÁGINA 17BERNOULLI S ISTEMA DE ENSINO
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QUESTÃO 40 
TEXTO I
Disponível em: https://www.facebook.com. Acesso em: 10 mar. 2026.
TEXTO II
O documentário “Caquinhos” investiga as origens 
dos pisos e chama a atenção para esse legado popular. 
À imagem do estilo arquitetônico, o filme é construído 
como um mosaico, colando imagens de arquivo e recortes 
da história oral da região. – O piso de caquinho é muito 
simbólico – diz a diretora. – Ele representa um sentimento 
comunitário, e talvez tenha demorado para receber 
reconhecimento por conta de suas origens operárias. 
A crescente demanda por revestimentos fez com que os 
caquinhos ganhassem popularidade entre a classe média, 
que adotou o estilo em suas casas. A partir daí, o descarte 
passou a ser comercializado. O preço subiu até o ponto em 
que a cerâmica quebrada se tornou mais cara que levar 
a peça inteira. Aos poucos, foi saindo de moda e, pelo 
menos em São Paulo, ela só é encontrada praticamente 
em construções mais antigas. A tradição, porém, continua 
viva na memória das famílias operárias. No filme, uma 
das personagens trata o caquinho como uma questão 
de “ancestralidade”. Ao mesmo tempo, veem-se imagens 
de pisos de caquinhos sendo destruídos a marretadas,

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