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PVERIFICANDO O APRENDIZADO –Educação, Cultura e Diversidade – DGT14409001 001- O conceito de minoria possui uma característica recorrente oriunda do senso "comum": grupo menor. Quando, no entanto, debatemos minoria à luz das perspectivas das Ciências Humanas, como a Sociologia e a Educação, essa leitura torna-se muito mais complexa. A importância para a educação do estudo sobre as minorias pode ser percebida em seu papel de manter um padrão em nossa sociedade. construir práticas educativas unilaterais. fomentar os movimentos sociais das minorias. reforçar as diversidades e ampliar o papel das mobilizações coletivas. algo a ser vencido, afinal a escola precisa reforçar o sentido de unidade para todos. 002- Estudamos a necessidade de fugir das generalizações sobre as minorias e respeitar as manifestações subjetivas. Escolha a opção que aponta para um bom cuidado com as minorias e seu olhar para a "escola": Pautar o planejamento apenas numa realidade cultural. Ignorar as ações cotidianas. Compreender as peculiaridades dos sujeitos. Seguir um roteiro de ações único para todas as comunidades. Propor um modelo de aulas individuais ou em pequenos grupos. 003- Ao falarmos de religiosidade no conjunto social, identificamos um conjunto de trajetórias singulares. No Brasil, vivemos um clima de tensão entre segmentos de religiões cristãs e grupos de religiões afrodescendentes. Diante desse quadro, é recorrente alunos interessados em saber qual o segmento religioso do professor, ou ainda, a resistência a colegas por pertencerem a grupos diferentes. Sobre a atuação docente na identificação desses problemas em sala de aula, você deve promover um debate sobre a tolerância e a necessidade de aceitação do outro, pois é o que determina a Constituição Brasileira de 1988. adotar a técnica da escuta sensível para desenvolver empatia e ter a oportunidade de compreender a essência do problema. bloquear os debates relativos à religião, uma vez que, por serem foco de constantes tensões, evitar esses debates ajuda a promover um esquema de paz e irmandade na escola. permitir que os alunos se manifestem e debatam sobre a questão, garantindo assim que as opiniões diversas sejam manifestadas e demonstrando que a escola é um ambiente plural. voltar a dar sua aula, afinal isso não é problema do docente. 004- Silenciamentos. Esse conceito nem parece um conceito. Mas todos nós já ouvimos que “religião não se discute”; essa é a construção do senso comum sobre o debate religioso em qualquer lugar, inclusive na escola. No entanto, a ação na escola precisa ser diferente. O papel de romper com o silenciamento na escola precisa ser feito uma vez que a escola é responsável pela educação, deve abordar todos os aspectos da vida cotidiana, inclusive religião. a religião, na tradição histórica brasileira pautada em uma sociedade em que o preconceito é velado, faz parte dos currículos escolares e precisa ser explicada como conteúdo aos alunos. as crises religiosas, marcadas por atentados fundamentalistas, precisam ser apresentadas de forma a promover a tolerância religiosa e o respeito mútuo. é preciso dialogar sobre fé no cotidiano, realizando mediações necessárias pra superação do preconceito. a escola deve ser um espaço democrático, em que qualquer um fala o que quer, a hora que quer. 005- Nossas leituras e conversas sobre periferia atentaram para a diversidade do conceito. Assinale a única opção que consegue afirmar a complexidade do conceito de periferia. Todas as comunidades periféricas são iguais. É necessário criar uma definição nacional para o conceito. A ideia de totalidade é uma resposta para a leitura do conceito. A leitura do conceito deve ser plural e centrada nas subjetividades. Periferia são as áreas distantes do centro, uma referência geográfica somente. 006- As periferias estão associadas diretamente às mobilizações sociais coletivas, e as escolas de nosso país precisam inserir esses movimentos no currículo escolar. Apresentamos algumas situações do cotidiano escolar que reforçam a afirmação apresentada: -I A comunidade escolar deve fazer parte das constituições das práticas educativas. II - As ações locais são cotidianas e oferecem ao educando um acolhimento no tocante às suas subjetividades. III - As periferias devem receber uma política pública padronizada e as escolas não precisam incluir as memórias locais em suas ações. IV - As periferias possuem diversas mobilizações e sua complexidade não pode ser ignorada. Está correto o que é afirmado em I, II e III. I, III e IV. II, III e IV. I, II e IV. I, II, III e IV. 007- Um aluno do ensino fundamental questiona a necessidade de estudar as memórias locais e afirma que a professora está perdendo tempo com esse assunto. Leia as opções abaixo e marque aquela que apresenta o comportamento social reproduzido em sala de aula: O respeito às subjetividades no contexto escolar. A superação dos preconceitos. Uma categorização limitada das culturas locais e periféricas e afirmação dos conhecimentos majoritários. Uma ampliação dos conteúdos escolares pela inserção das diversidades sociais. Todas as alternativas estão incorretas. 008- Leia as opções abaixo e escolha a opção que completa a reflexão: No ambiente escolar e nas relações de aprendizagem, devemos fugir de visões limitadas sobre as experiências do outro e nossas ações não podem ser pautadas em... conduções que respeitem a subjetividade. ações coletivas. diversidade e pluralidade. racismos e preconceitos. Todas as alternativas estão incorretas. 009- Leia o caso que será apresentado, em seguida escolha a opção correta com relação à condução docente nesta situação: A responsável por uma aluna comunica que sua filha está constrangida com a exclusão que alguns colegas fazem nas atividades coletivas. A criança relatou à mãe que eles descobriram a religião de sua família e que por esse motivo começaram a ignorar a presença da menina. A professora não deverá interferir e respeitar os limites dos colegas. A professora ouve a mãe, mas sabe que não cabe a ela tomar atitudes. A professora escuta a mãe, conversa com a turma e realiza série de conversas em tolerância e diversidade A professora conversa com a turma, chama atenção do grupo, sem conversar sobre preconceito religioso. Todas as alternativas estão incorretas. 010- Com relação às favelas, podemos afirmar que: O conceito consegue envolver de maneira única todas as comunidades brasileiras. São comunidades receptoras de conhecimento e reproduzem as culturas padrões. São lugares de produção de conhecimento, de diversidade e de mobilizações coletivas. É um espaço homogêneo e padronizado. Todas as alternativas estão incorretas. 011- Com relação ao conteúdo presente na charge, é correto afirmar: Diz respeito à luta organizada das mulheres das favelas. É apenas uma charge e não possui relação com nenhum conteúdo. É uma luta individual e não diz respeito às pessoas das favelas. Não possui nenhuma conexão com a luta das mulheres pelo direito à creche. Todas as alternativas estão incorretas. 012:- A educação colonial era estruturada de forma lenta, e não pode se pensar como um modelo instituído. Considerando a legislação vigente no Brasil durante o período Colonial, é correto "afirmar": Por decreto de Dom João III, escravizados eram legalmente proibidos de serem alfabetizados. Não havia impedimento legal para escravizados serem alfabetizados, mas a alfabetização era extremamente restrita devido às suas condições de vida. Os jesuítas dedicavam-se à instrução de indígenas e negros escravizados de origem africana em colégios criados para ambos os grupos. Havia permissão para a alfabetização de negros escravizados, desde que as aulas fossem ministradas pelos professores régios. Era estimulado o ensino dos negros nas aulas régia para serem trabalhadores melhores. 013- Conforme estudado, a Constituição de 1824 determinava que a instrução primária era gratuita para todos os cidadãos. Foi no século XIX que surgiram as primeiras leis visando organizar a educação dohumanas. IV- Ao longo da história, os instintos e sentimentos foram excluídos do contexto cultural. A alternativa correta é: I e IV estão corretas. Só a III está correta. Só a I está correta. II e III estão corretas. 072- Qual o papel da figura docente no que tange à religião de seus alunos? O papel de professar a sua fé. O papel de controlar discursos. O papel de ouvinte. O papel de estabelecer uma comunicação paralela. O papel de delimitar as vozes. 073-A ação dos jesuítas tinha como público-alvo as populações indígenas. Em relação à população negra, a escolarização e a catequização: aos filhos dos escravos a todos os escravos não existia limitavam aos escravos das propriedades jesuíticas se limitavam aos escravos mestiços. 074- A História da Educação dos indígenas pode ser dividida em quatro fases. A segunda fase é: exercida com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pró-Índio (CPI). exercida através da política de ensino da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e a articulação com missões religiosas como a *Summer Institute of Linguistics* (SIL). exercida pelos próprios povos indígenas, que passaram a reivindicar a construção e autogestão da educação escolar indígena formal. exercida por missionários, sobretudo os jesuítas. exercida pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), mas principalmente do movimento indígena. 075 -As escolas indígenas foram incorporadas, no plano administrativo, no sistema educacional nacional, com a respectiva legislação exigida. Para tanto, o MEC tem se atentado a alguns objetivos, EXCETO: garantir que a escola respeite e fortaleça as diferentes culturas indígenas. criar material didático específico. lançar documentos construídos com base no trabalho de pesquisadores e indígenas. conformar o arcabouço conceitual necessário. garantir a universalização do ensino público, laico e não homogeneizador. 076- Entre as várias acepções do termo cultura, existe uma que entende a cultura como um "patrimônio de conhecimentos e competências, de instituições, de valores e de símbolos, constituído ao longo de gerações característico de uma comunidade em particular." Essa acepção é a denominada: Universalista-unitária: tende a ver a cultura de forma mais ampla e homogênea Identitária: se refere à cultura que define a identidade de um grupo ou comunidade Tradicional: definição apresentada é mais específica em relação à identidade Descritiva. não se refere a uma acepção de cultura, mas sim a uma forma de análise. Filosófica. trata mais de conceitos e reflexões sobre a cultura, não encaixando na definição apresentada. Aqui estão as questões e explicações com a ortografia, a acentuação e o espaçamento devidamente corrigidos e formatados para facilitar a leitura. 077- A escola está imersa na sociedade e reproduz no cotidiano escolar as dinâmicas do cotidiano social, inclusive seus sistemas de exclusão. O momento é de ressignificar as relações entre escolas e favelas, tendo em contrapartida: ensinar as subjetividades romper com a realidade como espaço de libertação as experiências da educação popular como um espaço de libertação. fomentar a educação religiosa como espaço de libertação inserir a educação elitista nas ações cotidianas 078- Segundo Max Weber, quando uma religião atinge um conjunto hegemônico em um campo de atuação, ela passa a monopolizar alguns aspectos da sociedade, exceto: Políticos Morais Estéticos Emocionais Artísticos 079- O sistema de verdades sobre a religião deve ser debatido por alguns motivos, exceto: para identificar os mecanismos de silenciamento estabelecidos para que possa, também, quebrar a estrutura racista nos ritos cotidianos ampliar as vozes das crenças historicamente silenciadas para legitimar a segregação da fé alheia para revelar os motivos os quais ainda são utilizados para minimizar a fé diferente. 080- É muito comum a expectativa de desempenho baixo em relação ao aluno proveniente das camadas economicamente menos favorecidas e/ou de grupos étnicos socialmente discriminados (PCN). Em: -I. A situação de pobreza manifesta na favelização das áreas urbanas e na precariedade da zona rural, ou na dificuldade de adaptação do filho do migrante, lamentavelmente tem sido um estigma para muitas crianças e adolescentes na escola. II. Algumas doutrinas pedagógicas concorreram para acentuar atitudes equivocadas por parte de educadores na escola. Teorias que afirmam a carência cultural, ainda que rejeitadas atualmente, deixaram marcas na prática pedagógica justificando o fracasso escolar única e exclusivamente pela falta de condições dos alunos. -III. Esse tipo de estigma contagiou professores e escolas. Por ocasião do processo de ampliação das oportunidades educacionais, sobretudo a partir da década de 70, tornou-se comum certa argumentação que vinculava, indevidamente, a queda da qualidade do ensino ao acesso das camadas populares a escola que fora explicitamente seletiva. Verifica-se que: apenas I e II estão corretas. apenas I e III estão corretas. todas estão corretas. apenas II e III estão corretas. todas estão incorretas. 081- Nem todo aluno negro sabe e quer se ver como capoeirista, jogador de futebol ou cantor de pagode. Da mesma forma, muitas meninas negras se incomodam por serem lembradas como dançarinas nas datas comemorativas do folclore e do Dia da Consciência Negra. Essa é uma maneira de ver o aluno de forma: Racista Pedagógica Feminista Estereotipada Machista 082- O papel da educação indígena é enaltecer as identidades étnicas, valorizar suas línguas e garantir aos indígenas o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional. Algumas ações governamentais foram criadas para garantir a difusão da cultura indígena, entre elas: obrigatoriedade do ensino da cultura indígena, especialmente, nas disciplinas de artes e literatura no ensino fundamental e médio o fechamento de escolas indígenas independente de ato normativo manutenção das escolas indígenas em que não é ensinada a língua portuguesa garantia de matrícula em escolas públicas para todos os indígenas e seus descendentes inclusão da língua indígena nas escolas do ensino básico 083- A função de formação das novas gerações, em termos de acesso à cultura socialmente valorizada, de formação do cidadão e de constituição do sujeito social, foi delegada à instituição escolar. Pensando na escola em seu contexto social, assinale a alternativa incorreta. Uma escola que pretende atingir, de forma gradativa e consistente, crescentes índices de democratização de suas relações institucionais deve deixar de considerar, como parte integrante de seu projeto, o compromisso de participação nos movimentos políticos, econômicos e sociais. Com relação ao alunado, a escola como espaço de convivência social, torna-se um centro de referência pessoal que marca os sujeitos que por ali passam, pelo simples fato de estar nessa e não em qualquer outra, fruto de traços que a identificam, a tornam única: a educação ocidental formulada em seus preceitos deve nos nortear uma vez que pertencemos e defendemos esta modelagem cultural. Como espaço de convivência que favoreça o exercício da cidadania, a escola possui formas de organização, normas e procedimentos formais de sua estrutura respeitando sua história, que constituem nos mecanismos pelos quais podemos permitir e incentivar ou, ao contrário, inibir e restringir as formas de participação de todos os membros da comunidade escolar. Devido à sua própria natureza e função, a unidade escolar possui espaço de compromisso que lhe permite, frente a todas as adversidades, construir práticas que favoreçam e contribuam, dentro de limitações que precisam ser diariamente reafirmadas. Um passado que fundamente nossa relação com a antiguidade, os preceitos de valores medievais, o papel da razão e do estruturalismo moderno, sendo um espaço em que essas heranças se consolidam. A escola é herdeira de movimentos históricos marcados por ser um espaço de reprodução, sendo fortemente influenciadapela herança estruturalista. Atualmente vivemos uma crise dessa herança, por um lado pela ascensão de valores neoliberais e de outro pelas fortes críticas da representatividade dessa herança por autores que seguem proposições decoloniais. 084- A visão de Rousseau em relação à natureza humana, conforme expressa o texto, diz que: o homem é forçado a sair da natureza para se tornar absoluto. o homem civil é formado a partir do desvio de sua própria natureza. o homem civil é um todo no corpo social, pois as instituições sociais dependem dele. as instituições sociais formam o homem de acordo com a sua essência natural. as instituições sociais expressam a natureza humana, pois o homem é um ser político. 085- O surgimento da Antropologia enquanto ciência propiciou a formulação de novos conceitos e posturas com relação ao entendimento de povos então considerados exóticos. Os primeiros antropólogos, evolucionistas, recorriam a explicações etnocêntricas sobre as diferenças entre culturas; esta concepção foi sendo alterada com a afirmação das ideias dos antropólogos funcionalistas e a prática de trabalho de campo por eles desenvolvida. São características do surgimento da Antropologia, exceto: não considerando que a essência do homem varia conforme a sociedade. traz o conteúdo que evidencia a impossibilidade de se falar de uma ciência do homem. que seu surgimento, no final do século XIX, era o estudo do homem na busca das leis que regiam a natureza humana, passou a ser, no século XX, o estudo das diferenças culturais. nasceu quando a Europa se industrializava e o progresso era a ideia que embasava ideologias e ciência. como uma ciência social, mostrou o quanto é enganosa a definição de ciência do homem. PRATICANDO... 001- Como profissional da educação, Antônia pode ser questionada sobre a importância de compreender e abordar a diversidade nas escolas. Em uma reunião pedagógica, você é solicitado a explicar como o conceito de minoria deve ser entendido no contexto educacional. Pense em como a diversidade e as mobilizações coletivas podem impactar positivamente o ambiente escolar. O conceito consegue envolver de maneira única todas as comunidades. É pautado na diversidade, nas subjetividades e nas mobilizações coletivas. É um conceito limitado e por isso deve ser ignorado. Os planejamentos docentes devem ignorar esse conceito. Todas as alternativas estão incorretas. 002- Como professor, João pode se deparar com alunos que questionam a relevância de estudar memórias locais e culturas periféricas. Imagine uma situação em que ele precisa explicar a importância dessas memórias no contexto educacional para combater preconceitos e promover a diversidade cultural na sala de aula. Que tipo de comportamento social está sendo reproduzido entre os alunos de João? O respeito às subjetividades no contexto escolar. A superação dos preconceitos. Uma ampliação dos conteúdos escolares pela inserção das diversidades sociais. Uma categorização limitada das culturas locais e periféricas e afirmação dos conhecimentos majoritários. Todas as alternativas estão incorretas. 003- Em um seminário sobre inclusão e diversidade, um palestrante é convidado a falar sobre o conceito de minoria e sua aplicação nas práticas educativas. Considere as diferentes subjetividades e a importância de respeitar essas diversidades no ambiente escolar para criar uma educação mais inclusiva. Qual das alternativas abaixo melhor define o conceito de minoria? O conceito de minoria não se aplica ao contexto brasileiro. O conceito de minoria deve seguir a uma ideologia padrão. O debate sobre minoria deve respeitar as subjetividades. Esse assunto não deve fazer parte das ações educativas. Todas as alternativas estão incorretas. 004- Como educador em uma comunidade carente, o professor Gustavo deve abordar o papel das favelas na produção de conhecimento e diversidade cultural. Durante uma aula, ele é questionado sobre como as favelas contribuem para a sociedade além de serem vistas apenas como áreas problemáticas. Como o professor Gustavo deve conceituar “favelas” para os seus alunos? O conceito consegue envolver de maneira única todas as comunidades brasileiras. São comunidades receptoras de conhecimento e reproduzem as culturas padrões. É um espaço homogêneo e padronizado. São lugares de produção de conhecimento, de diversidade e de mobilizações coletivas. Todas as alternativas estão incorretas. 005- Maria é uma profissional de educação e está organizando um seminário sobre a importância da legislação educacional para a valorização da cultura afro-brasileira. No seminário, ela explica aos participantes que a Lei 10.639/2003 foi um marco legal que alterou a Lei 9.394/1996, tornando obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas. Esse movimento legislativo é resultado de um processo histórico significativo no Brasil contemporâneo. O que provocou essa mudança na legislação? Aumento da renda nacional. Mobilização do movimento negro. Melhoria da infraestrutura escolar. Ampliação das disciplinas obrigatórias. Politização das universidades públicas. 006- Imagine que o professor Henrique está participando de uma conferência sobre políticas afirmativas e o papel dos movimentos negros na transformação social. Durante a apresentação dele, professor Henrique destaca que o movimento negro, embora presente desde o período colonial, conseguiu avanços significativos nas políticas públicas a partir dos anos 1990. Essas conquistas incluem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e a implementação de cotas raciais nas universidades, além de denunciar o mito da democracia racial no Brasil. Sobre as bandeiras, ações afirmativas e conquistas deste movimento, analise as afirmativas: I. Tornaram possível a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. II. Pretendem contribuir para diminuir a distância socioeconômica entre negros e brancos no Brasil e um dos mecanismos para que isso ocorra é a instituição de cotas para negros na universidade. III. Relacionam-se a um movimento de políticas de identidade étnico-racial que denuncia a democracia racial brasileira como um mito. IV. Pretendem indenizar economicamente os descendentes de escravos negros no Brasil. A alternativa correta é: III e IV. I e II. I, II e III. II, III e IV. I e IV. 007- Joaquim é um analista de políticas sociais e está preparando um relatório sobre as disparidades enfrentadas pela população afrodescendente no Brasil. Em seu relatório, ele menciona que a discriminação racial coloca a população afrodescendente nos estratos mais baixos da sociedade, perpetuando ciclos de pobreza. As barreiras ao acesso e conclusão de uma educação de qualidade têm impactos diretos no mercado de trabalho e na moradia, expondo essa população a condições de vida precárias. Diante do exposto, qual das alternativas abaixo não explica os fatores que causaram e ainda causam desigualdades na vida da população negra/afrodescendente no Brasil? A década internacional de afrodescendentes é uma ocasião para promover maior conhecimento, valor e respeito às conquistas da população afrodescendente e às suas contribuições para a humanidade. É uma ferramenta útil para abrir caminho para o trabalho e a cooperação futura entre estados, organizações internacionais e regionais, sociedade civil e outros, a fim de aprimorar a situação dos direitos humanos e do bem-estar da população afrodescendente. As condições econômica e social sobrepõem a condição de raça e cor, ou seja, a desigualdade é um problema de distribuição de renda e oportunidades iguais para todos. Por isso, afrodescendentes e outros grupos que sofrem discriminação social e que se encontram na posição de migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio por todo o mundo estão em situações de extrema vulnerabilidade. As desigualdades são parte do legado de erros do passado. Racismo, preconceito e discriminação racial contra a população afrodescendente têm suas raízesnos regimes de escravização, no tráfico de escravizados e no colonialismo. Na história do tempo presente, essas heranças são reforçadas pela discriminação interpessoal, institucional e estrutural e manifestam-se na desigualdade e marginalização em nível mundial. Homens jovens afrodescendentes são essencialmente vulneráveis. São cidadãos que correm maiores riscos de serem apreendidos na rua por ocasião da filtragem racial, enfrentam maiores índices de violência policial e mortes e, consequentemente, continuam sendo detidos, encarcerados e sujeitos a penas maiores com mais frequência. Mulheres e meninas afrodescendentes sofrem discriminações múltiplas com base em raça, condição socioeconômica, gênero, acesso limitado a educação, trabalho e segurança. Por isso, a década internacional de afrodescendentes é uma oportunidade não só de combater a discriminação racial, enfrentada pela população afrodescendente, mas também de assegurar o desfrute igualitário de todos os direitos humanos por todos, e de fortalecer a igualdade, a não discriminação, a democracia e o estado de direito em nossas sociedades. 008- Um educador está revisando o currículo escolar para incluir mais conteúdos sobre a história e cultura afro-brasileira. Durante uma reunião, ele explica aos colegas que a Lei nº 10.639/03 foi um avanço significativo, pois se preocupa em oferecer intervenções pedagógicas que contemplem elementos históricos e culturais de matriz africana, visando ampliar a compreensão dos alunos sobre essas contribuições. Sobre o que determina a Lei nº 10.639/03, analise as afirmativas abaixo e preencha os parênteses com V para as proposições verdadeiras e F para as falsas. (V) Parte de uma demanda do movimento negro e de intelectuais. (V) Acredita que a escola é fundamental na luta antirracista. (V) Preocupa-se com a educação para a diversidade. Alternativa que apresenta a sequência correta é: F, F, V. V, F, V. V, F, F. V, V, V. F, V, V. 009- Vanessa é uma educadora que trabalha com a integração de conteúdos culturais na educação básica. Recentemente, foi solicitada a desenvolver um projeto que envolva a educação escolar indígena, considerando as contradições inerentes a este tipo de instituição. A escola tem a capacidade de tanto promover a autonomia quanto de domesticar conhecimentos tradicionais. Diante disso, avalie a afirmação incorreta sobre as contradições na escola. A escola diferenciada, assim como as escolas regulares, são espaços de aprendizado capazes tanto de promover o empoderamento quanto o condicionamento do pensamento, pois foram pensadas como instituições disciplinadoras. Embora a escola possa ser pensada como um lugar de contradições ela não deve, por isso, ser demonizada ou destituída de seu caráter emancipador e formador. Apesar das contradições, as escolas continuam sendo um espaço importante de socialização e de aprendizado não apenas de conteúdos e disciplinas específicas, sobretudo relacionamento c/ alteridade. Uma vez reconhecido o caráter contraditório das escolas, especial o potencial de domesticação decorrente de um currículo eurocêntrico, a implementação da educação escolar indígena perde sentido. Os projetos comunitários e a sua cobrança por ações públicas mostram a dificuldade de sua implementação por uma razão simples: não existe apagamento, os conflitos presentes socialmente continuam existindo e se expressam nas escolas. 010- Carlos é coordenador pedagógico e está organizando um seminário sobre a importância do ensino de história indígena nas escolas. Durante o planejamento, é necessário revisar os principais pontos sobre o ensino dessa disciplina. Considerando a legislação e o contexto educacional brasileiro, identifique a afirmação incorreta sobre o ensino de história indígena: O ensino de história indígena nas escolas torna-se obrigatório no Brasil com a Lei n. 11.645/08. Diferente da educação escolar indígena, o ensino de história indígena nas escolas é voltado para estudantes e escolas não indígenas. O ensino de história indígena nas escolas é obrigatório apenas para a educação pública, sendo facultativa no caso da educação privada. O ensino de história indígena nas escolas é prática complementar à educação escolar indígena no combate aos estereótipos contra os povos indígenas e construção de autonomia desses povos. A Constituição de 1988 e a LDB de 1996 são marcos importantes da mudança da perspectiva em lidar com a escola e a cultura indígena. 011- O professor Alberto está desenvolvendo um plano educacional para uma comunidade indígena e precisa garantir que as políticas educacionais respeitem e promovam os direitos dos povos indígenas. Sobre as políticas educacionais indígenas, avalie a alternativa correta: É considerada política educacional indígena toda e qualquer política indigenista da qual participam, exclusivamente, atores não indígenas. As políticas educacionais indígenas envolvem atividades educacionais restritas à educação básica e à formação de professores indígenas. São consideradas políticas educacionais indígenas a criação de projetos-piloto de escolas indígenas, a formação de professores indígenas, o ingresso e a permanência de estudantes indígenas em cursos regulares nas universidades e também o chamado terceiro grau indígena. Com exceção da pós-graduação, todas as demais instâncias e graus de ensino dos quais participem atores indígenas são consideradas políticas educacionais indígenas. As políticas educacionais mais importantes foram tomadas nos anos de 1960, em especial após a criação da Funai, que representou o amplo direito de constituir isolamento e a não convivência com modelos de educação não indígenas. 012- A coordenação educacional de uma escola estadual está organizando um treinamento para novos professores sobre a história da educação indígena no Brasil. Na preparação do conteúdo, o coordenador deve abordar os paradigmas assimilacionista e emancipacionista. Sobre o tema, a afirmação correta é: O paradigma assimilacionista vigorou durante todo o período colonial, sendo substituído pelo paradigma emancipacionista com a independência do Brasil. Ambos os paradigmas coexistiram e seguem coexistindo na história da educação escolar indígena, desde as primeiras experiências de contato. O paradigma emancipacionista é relativamente recente e resulta da luta histórica dos movimentos sociais indígenas e dos direitos conquistados com a promulgação da Constituição Federal de 1988. O paradigma emancipacionista, apesar de recente, já acumula conquistas importantes, dentre elas a erradicação do paradigma assimilacionista das políticas educacionais indígenas. É uma demanda das comunidades indígenas que defendem seu direito de serem amplamente incorporados à sociedade brasileira sem processos segregacionistas, mas garantindo direitos iguais. 013- Homero é um coordenador pedagógico desenvolvendo um novo projeto políticopedagógico em uma escola multicultural. Seu objetivo é implementar ações que reconheçam e valorizem a diversidade cultural dos alunos. Durante uma reunião com a equipe pedagógica, Homero destaca a importância de compreender a perspectiva multicultural e as dinâmicas de poder na sociedade. Com base nas ideias de Resende (in: Veiga, 1998), quais são os requisitos essenciais para abordar o caráter multicultural de forma transversal no projeto políticopedagógico? A valorização de uma monocultura escolar que se expressa pela impermeabilidade em relação tanto às realidades diversas como ao multifacetado mundo das crianças e dos adolescentes. A compreensão de um retrospecto histórico que explica a faceta relativa à dificuldade comumente encontrada em adotar uma postura multicultural nos mais diferentes campos de atuação. A aceitação da cultura dominante em sala de aula, a qual corresponde à visão de determinados grupos sociais quanto ao currículo e aos conteúdos e objetivos escolares. O movimento desintegrador de algumas culturas, fundado na desvalorização da diversidade cultural dos povos, atingindo a convivência com o outro, elemento indispensável ao projetopolíticopedagógico. O reconhecimento da importância de valores neoliberais na construção de projeto políticopedagógico q vise ao nivelamento dos participantes da comunidade escolar e eliminação diferenças interindividuais. 014- Como professor de história em uma escola que valoriza a oratória e a expressão verbal, Fábio está preparando uma aula sobre a importância da retórica na pedagogia romana. Você deseja que os alunos entendam por que a retórica era considerada uma habilidade tão nobre e essencial na educação daquela época. Qual dos motivos a seguir melhor explica essa valorização? A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava preocupada com as ciências da natureza, especialmente a física e a matemática. A retórica era valorizada no pensamento pedagógico romano porque estava vinculada às práticas religiosas, e a Igreja Católica contava com muito prestígio naquela sociedade. A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque era associada à política, fundamental para uma sociedade que bebia na fonte da democracia grega. A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada às práticas agrícolas, fundamentais para a sobrevivência material daquela sociedade. A retórica era valorizada no pensamento pedagógico grego porque estava vinculada à técnica militar, fundamental para uma sociedade em situação de expansão imperial. 015- O diretor de uma escola de ensino médio está organizando uma palestra sobre a influência da Igreja Católica na educação medieval. Seu objetivo é que os alunos compreendam como a Igreja controlava a educação e quais eram os limites dessa influência. Qual alternativa melhor descreve essa dominação? O poder da Igreja Católica sobre a educação medieval era sentido apenas nas escolas especializadas no ensino das tradições populares, pois o ensino erudito já era laico desde o século II. O poder da Igreja Católica sobre a educação medieval era total e pode ser observado em todos os espaços onde circulava algum tipo de conhecimento. O poder da Igreja Católica era grande, o que não quer dizer que fosse total, pois existiam espaços de circulação de conhecimento popular que eram relativamente autônomos. O poder da Igreja Católica em controlar a educação medieval era restrito às escolas de arte sacra. Já as escolas especializadas nos estudos científicos gozavam de relativa autonomia. O poder da Igreja Católica em controlar a educação medieval era restrito à Península Ibérica, pois, na França, Itália e na Inglaterra, o ensino era completamente autônomo e independente. 016- Como consultor educacional, Roberto está orientando uma escola a respeito de como abordar questões contemporâneas de igualdade e respeito às diferenças dentro do currículo escolar. Em uma reunião com os professores, ele propõe uma discussão sobre como a perspectiva decolonial pode ser aplicada na sala de aula. Qual das seguintes abordagens seria correta segundo essa perspectiva? Que diferenças biológicas e genéticas interferem positiva nas relações de preconceito étnico-raciais. Que as culturas devem se miscigenar e massificar, evitando assim as diferenciações entre etnias, culturas, gêneros etc. Que as diferenças são consideradas desigualdades, pois há uma hierarquia sociocultural de uma cultura dominante para culturas inferiores. Que devemos ser iguais nos direitos e na dignidade humana e diferentes na complexidade étnica, cultural, etária, de gênero e de classe. Que a história deve ser compreendida como a mãe de todas as ciências e a raiz da cultura contemporânea. Educação Indígena X Educação Escolar Indígena: -A diferença principal é que a educação indígena é o processo tradicional e milenar de transmissão de saberes na comunidade, enquanto a educação escolar indígena é a modalidade de ensino formal realizada dentro de uma instituição de ensino (a escola). Educação Indígena · Como funciona: É a vivência diária, baseada na oralidade, na observação, no convívio entre gerações e na relação com a natureza e os rituais do povo. · Onde acontece: Na aldeia, nas roças, nas matas e nas festas tradicionais, sem paredes de sala de aula. · O que ensina: Os valores, a cosmologia, as regras sociais, o respeito ao território e o modo de ser de cada etnia. Educação Escolar Indígena · Como funciona: É a educação formal e institucionalizada, garantida por leis brasileiras, que deve ser específica, diferenciada, intercultural e bilíngue. · Onde acontece: No prédio da escola localizado dentro da terra indígena. · O que ensina: Une os conhecimentos tradicionais do próprio povo com os conteúdos científicos e técnicos da sociedade nacional, fortalecendo a língua materna e a identidade étnica BPROVA * * * * * * * * * * image1.pngpaís recém-independente. Sobre isso, podemos afirmar que o Ato Adicional à Constituição determinava que as Províncias seriam as responsáveis pela organização da educação. Isso fez com que em muitos lugares, negros libertos passassem a frequentar as escolas, ainda que em classes separadas das dos brancos. durante as discussões para a criação da Lei do Ventre Livre, Tavares Bastos, forte crítico da escravidão, conseguiu que fosse aprovada a sua proposta de acesso dos libertos à escolarização, aumentando de forma exponencial o número de alfabetizados no Brasil. o modelo de país que se constituiu a partir da Independência estimulava a discriminação, reservando à população negra a aprendizagem de serviços manuais, negando aos escravizados e libertos o ingresso em escolas, como aponta, entre outras, a proposta de reforma educacional de Leôncio Carvalho (1879). somente com a implantação da República a situação da população negra mudou. Ainda em seu início, em 1911, a Reforma Rivadávia Correia ampliou o acesso da maior parcela da população, negros e pobres, à educação formal. a construção social da legislação optou pela omissão de casos específicos. 014- O papel das ações afirmativas no Brasil tem características singulares. Reconhecer a diversidade cultural, o componente de construção histórica, mas existem os que creem que ela é desnecessária. Sobre as políticas afirmativas podemos "afirmar": -I - Getúlio Vargas, conhecido também como o pai dos pobres, foi o responsável em atender boa parte das reivindicações do Movimento Negro. -II - Foi a Constituição de 1988 que classificou o racismo como crime inafiançável e imprescritível. -III - O texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96, quando aprovado em 1996, deixou de fora a abordagem sobre a questão racial nas escolas, não fazendo nenhuma menção a ela em seu texto. São corretas as afirmativas": Só a I e II. Só a I e III. Só a II e III. Apenas a I. Apenas a II. 015- Conforme visto, o Movimento Negro foi o grande articulador das propostas educacionais que visavam combater as desigualdades raciais a partir da inclusão de temas como preconceito racial, racismo ou conteúdos de História da África e dos afrodescendentes dentro da escola e, ao mesmo tempo, possibilitar o acesso dos negros à educação formal, especialmente o ensino superior, de maneira que as desigualdades econômicas e sociais entre brancos e negros também pudessem ser combatidas. Nesse sentido, sobre o Movimento Negro, marque a alternativa que não corresponde ao seu "histórico": Possui raízes históricas que remontam ao período do Brasil Colonial, em associações de trabalhadores e irmandades religiosas que, além de promover cultos religiosos e atividades de lazer, atuavam em questões concretas, como no amparo à saúde dos seus membros e na luta pelo acesso à educação pública. Tratava-se de um grupo com perfil heterogêneo que se organizou em um período relativamente recente, a partir da Marcha Zumbi contra o Racismo, na década de 1980, atuando na defesa da população negra e da inserção de suas reivindicações na Constituição de 1988. Foi perseguido e teve atividades suspensas durante o período da ditadura Vargas e da Ditadura Militar a partir de 1964, só conseguindo se reorganizar em finais dos anos 1970. Teve participação atuante na elaboração da Constituição de 1988 e foi um dos principais articuladores para a implantação da Lei 10.639/03 e do Estatuto da Igualdade Racial. Trata-se de um grupo homogêneo que se organizou a partir do movimento abolicionista. 016- Muitas vezes ouvimos expressões como, “Raça não existe” ou “Só existe a raça humana”. No senso comum, a discriminação racial é interpretada mais como uma discriminação de classe do que de cor. A partir dos estudos realizados neste módulo, marque a alternativa "correta": A escola tende a ter menos conflitos claros, uma vez que os alunos pertencem a uma mesma classe social, assim, formas "como": cabo-verde, sarará, mulato, pretinho, mostram a naturalização da relação de pares Na escola, é recorrente a ideia de que os chamamentos racistas não são realmente importantes. Alunos argumentam que são amigos e que aquilo é uma forma de brincadeira. O humor para hostilizar as pessoas devido à cor da pele, tipo de cabelo, condição econômica etc., é visto como um ato desimportante, mas deve ser entendido como uma forma de violência e receber a intervenção da escola. A escola brasileira convivia com uma realidade de comunidade imaginada, como se, apesar de estar no Brasil, não se metia com as relações do Brasil. Tudo mudou com o estabelecimento da Lei 10.639/"03": houve uma ampla mudança nos materiais didáticos e nas práticas dos professores em sala de aula, impedindo que casos de racismo ocorram na escola e aumentando a permanência dos alunos negros. Os dados levantados em pesquisa pelo IBGE mostram a eficácia das diversas políticas afirmativas no Brasil, como a Lei de Cotas, por exemplo. Atualmente, a população negra (negros e pardos) corresponde à maioria dos matriculados nas universidades, o que tem levado à equiparação do salário desse grupo com o dos brancos, vencendo o problema histórico de nossa desigualdade social. Os processos nacionais são marcados por uma irmandade profunda, então, mesmo que existissem conflitos, eles seriam pontuais em uma democracia racial. 017- Os estudos mais recentes, como visto neste módulo, têm mostrado que não é possível entender as desigualdades no Brasil sem considerar as questões raciais e de gênero que se intercruzam. O contexto educacional, portanto, também não pode excluir essa conjuntura de suas análises. Nesse sentido, de acordo com o que foi estudado, marque a alternativa mais adequada. Estudos históricos demonstram que as crianças, ao perceberem nos brinquedos, nas lojas e nos meios de comunicação que o belo é o que eles não são, acabam crescendo com um olhar que nega a si, seja o seu cabelo, sejam os seus traços. Meninas e meninos negros enfrentam os mesmos problemas de desigualdade racial e os mesmos obstáculos no processo de escolarização e no mercado de trabalho. A política de filtragem racial é uma prática análoga para brancos e negros no processo de seleção para as vagas de trabalho, considerando a aparência física de cada um. Nas escolas, a partir da Lei 10639/03, os estudos sobre a escravidão negra no Brasil passaram a ser vistos por crianças e adolescentes negros como referência para suas vidas. A separação é uma demanda dos dois movimentos, por parte de professores e intelectuais. 018- O Movimento Negro surge como uma forma de organização política de grupos que, em especial nos centros urbanos, queriam dar visibilidade às suas bandeiras. Importante marco neste sentido foi: A criação de jornais operários que visavam fortalecer o papel do operariado negro. A criação de centros de educação e cultura, como o movimento de Abdias Nascimento, como forma de fortalecer a identidade. O fomento de políticas públicas, dado que sempre conseguiram eleger seus próprios representantes. A participação efetiva na CRFB/88, em q bandeiras e necessidades do Movimento Negro foram atendidas. A lei de diretrizes e bases da educação de 1961, que garantia o acesso dos jovens negros à educação. 019- A lei nº 10.639/03 (Brasil, 2003) é uma medida planejada para oferecer intervenções pedagógicas que contemplem elementos históricos e culturais de matriz africana para ampliar o leque de ferramentas por meio do qual é possível operacionalizar compreensões de mundo. Mais de uma década depois de sua promulgação e o debate acerca da urgência de implementar um programa efetivamente construído a partir dos propósitos desta lei ainda ressoa. Sobre a Lei 10.639/03 avalie as afirmações atribuindo V para verdadeiro e F para falso. (V) Parte de uma demanda do movimento negro e de intelectuais. (V) Acredita que a escola é fundamental na luta antirracista. (V) Preocupa-se com a educação para a diversidade. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. F, F, V. V, F, V. V, F, F. F,V, V. V, V, V. 020- A população negra teve que enfrentar sozinha o desafio da ascensão social, e frequentemente procurou fazê-lo por rotas originais, como o esporte, a música e a dança. Esporte, sobretudo o futebol, música, sobretudo o samba, e dança, sobretudo o carnaval, foram os principais canais de ascensão social dos negros até recentemente. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e arrogâncias de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos. Em relação ao argumento de que no Brasil existe uma democracia racial, o autor demonstra que: Essa ideologia equipara a nação a outros países modernos. Esse modelo de democracia foi possibilitado pela miscigenação. Essa peculiaridade nacional garantiu mobilidade social aos negros. Esse mito camuflou formas de exclusão em relação aos afrodescendentes. Essa dinâmica política depende da participação ativa de todas as etnias. 021- A lei 10.639/03 é considerada um marco histórico do movimento negro em defesa de suas políticas públicas referentes à educação. A defesa da lei se dá por qual motivo? A modificação da história oficial brasileira, que excluía o negro. A descolonização do pensamento, demonstrando que sociedades e histórias distintas nos constituem. A necessidade dos debates como os negros foram humilhados e ainda assim, foram pés e mãos do Brasil. A rediscussão da identidade nacional, rompe com padrões eurocêntricos e o olhar para África e Américas. A construção de modelo de educação descolonial, devido a necessidade de valorizar a identidade nacional 022- Os dados apresentados pelo Mapa da Violência de 2016, publicado pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO), reiteram o padrão segundo o qual a juventude brasileira encontra-se em maior vulnerabilidade frente às situações de violência, especialmente no que se refere às mortes provocadas por armas de fogo. De acordo com os especialistas responsáveis por este estudo, tal situação exige políticas de juventude e políticas para a juventude. Sobre juventudes, vulnerabilidade juvenil e políticas públicas para a redução da violência, considere as afirmativas a seguir. I - A condição juvenil é socialmente construída e atravessada por condições sociais como classe, raça, escolaridade, local de moradia, religião e gênero. II - O trabalho é uma dimensão constitutiva da condição juvenil e é vivenciado positivamente por muitos jovens, pois permite o acesso ao entretenimento, ao consumo e aos namoros. III- O acesso dos jovens à educação formal e ao mercado de trabalho são questões resolvidas pelas políticas públicas, eliminando a chamada geração nem-nem. IV - O combate às desigualdades de renda e as desigualdades de gênero são as condições imediatas para a efetiva redução da violência entre jovens negros, via políticas públicas. Assinale a alternativa correta. Só I e II são corretas. Só I e IV são corretas. Só III e IV são corretas. Só I, II e III são corretas. Só II, III e IV são corretas. 023- Sobre o racismo, é incorreto afirmar: Do ponto de vista biológico, a ciência comprovou a existência de 4 raças: branca, parda, negra, amarela. No Brasil, racismo é considerado crime inafiançável e imprescritível, pena de reclusão, nos termos da lei. O preconceito racial pode estar presente em discursos, símbolos e expressões, sem, contudo, ser percebido de forma explícita. A discriminação racial é a materialização concreta do preconceito. Manifesta-se no âmbito das relações sociais, podendo apresentar-se de diferentes formas e situações. A política de ação afirmativa visa a oferecer, aos grupos historicamente discriminados, tratamento diferenciado para reparar desvantagens perante práticas de racismo. 024- Em 25 de julho é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e do Caribe. O Brasil, como os demais países latino-americanos de tradição escravocrata e colonialista, segue enfrentando as mazelas do racismo estrutural e estruturante de nossa sociedade. Em razão dos frágeis regimes democráticos instaurados no continente americano após o período escravocrata, nunca se assegurou aos negros condições de igualdade com os não negros. Com relação à luta da mulher negra brasileira, em condições desiguais para sobreviver e conquistar cidadania, assinale a alternativa incorreta: Apesar do empenho nas últimas décadas ações d diminuição das desigualdades sociais e d enfrentamento da violência contra a mulher, essas não impediram o aumento de assassinatos de mulheres negras, aumento do encarceramento feminino e continuidade das violações de direitos das mulheres negras. Entre as consequências do racismo, estão mortes evitáveis de mulheres, por falta de acesso à assistência de saúde pública e adequada, a falta de procedimentos no combate à violência contra a mulher pelo machismo patriarcal, pelas manifestações de discriminação por raça, etnia e/ou nacionalidade, de gênero e/ou orientação sexual e intolerância religiosa. O recrudescimento do racismo e o modelo de desenvolvimento socioeconômico no Brasil não impactam profundamente a vida das mulheres negras, indígenas e afro-indígenas, imigrantes e refugiadas. Dessa forma, o racismo, como tal, não é um elemento estruturante da sociedade e da população brasileira. No quadro social brasileiro, ainda temos uma baixa qualidade de vida da mulher negra, verificada em cada indicador econômico ou social produzido pelo Estado brasileiro, situação que provoca o êxodo de mulheres negras, indígenas e afro-indígenas, imigrantes e refugiadas. A desigualdade racial tende a atingir de forma mais forte a mulher, especialmente se ela for pobre e desempregada ou em atividades precarizadas. 025- A demanda da comunidade afro-brasileira por reconhecimento, valorização e afirmação de direitos, no que diz respeito à educação, passou a ser particularmente apoiada com a promulgação da lei 10.639/2003, que alterou a lei 9.394/1996, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília: Ministério da Educação, 2005.) A alteração legal no Brasil contemporâneo descrita no texto é resultado do processo de: Aumento da renda nacional. Mobilização do movimento negro. Melhoria da infraestrutura escolar. Ampliação das disciplinas obrigatórias. Politização das universidades públicas. 026- O movimento negro no Brasil, embora exista de fato desde a Colônia, teve seus avanços reais constituídos em políticas públicas a partir dos anos 1990. Sobre as bandeiras, ações afirmativas e conquistas deste movimento, analise as afirmativas: I. Tornaram possível a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. II. Pretendem contribuir para diminuir a distância socioeconômica entre negros e brancos no Brasil e um dos mecanismos para que isso ocorra é a instituição de cotas para negros na universidade. III. Relacionam-se a um movimento de políticas de identidade étnico-racial que denuncia a democracia racial brasileira como um mito. IV. Pretendem indenizar economicamente os descendentes de escravos negros no Brasil. Estão corretas apenas as afirmativas: III e IV I e II I, II e III. II, III e IV I e IV. 027- Quem acompanhasse os debates na Câmara dos Deputados em 1884 poderia ouvir a leitura de uma moção de fazendeiros do Rio de Janeiro: Ninguém no Brasil sustenta a escravidão pela escravidão, mas não há um só brasileiro que não se oponha aos perigos da desorganização do atual sistema de trabalho. Livres os negros, as cidades seriam invadidas por turbas ignaras, gente refratária ao trabalho e ávida de ociosidade. A produção seria destruída e a segurança das famílias estaria ameaçada. Veio a Abolição, o Apocalipse ficou para depois e o Brasil melhorou (ou seráque alguém duvida?). Passados dez anos do início do debate em torno das ações afirmativas e do recurso às cotas para facilitar o acesso dos negros às universidades públicas brasileiras, felizmente é possível conferir a consistência dos argumentos apresentados contra essa iniciativa. De saída, veio a advertência de que as cotas exacerbariam a questão racial. Essa ameaça vai completar 18 anos e não se registraram casos significativos de exacerbação. GASPARI. E. As cotas e a urucubaca. In: Folha de S. Paulo. Publicado em: 3 jun. 2009. O argumento elaborado pelo autor sugere que as censuras às cotas raciais são: Politicamente ignoradas. Socialmente justificadas. Culturalmente qualificadas. Historicamente equivocadas. Economicamente fundamentadas. 028- No Brasil, a educação indígena tem uma trajetória histórica própria que pode e deve ser pensada de modo independente das demais modalidades de ensino. Essa especificidade coincide com o percurso das relações de contato interétnico entre os povos indígenas e não indígenas, desde o processo de colonização até os dias atuais. Sobre essa trajetória, assinale a afirmativa incorreta: Dividida em duas diferentes fases históricas, a trajetória da educação indígena no Brasil evidencia o predomínio da experiência geografista herdada do projeto colonial, apontando para uma recente transformação em direção ao assimilacionismo, reconhecendo sua cidadania. A terceira fase da história da educação indígena aponta para o sucesso das relações, alianças e parcerias entre os povos indígenas e não indígenas no processo de conversão e ocidentalização. A trajetória histórica da educação indígena no Brasil costuma ser dividida em quatro diferentes fases, sendo a primeira e mais extensa correspondente apenas ao período de domínio colonial e, consequentemente, à dinâmica assimilacionista. Já as fases posteriores coincidem com o contexto histórico pós-independência. A quarta fase da trajetória histórica da educação indígena pode ser pensada como uma experiência de ruptura com o projeto assimilacionista, tendo em vista as reivindicações dos povos indígenas por protagonismo nos processos de elaboração e autogestão da educação escolar indígena formal. A lógica de fases é um olhar do colonizador e por isso as comunidades renegam como categoria de análise. 029 - A história da educação indígena no Brasil pode ser dividida em duas grandes tendências, dentro das quais são comumente identificadas quatro fases históricas distintas. Essas tendências são a “educação escolar para os índios” e a “educação escolar indígena”. A respeito a distinção, a alternativa correta é: “Educação escolar para os índios” é uma expressão infeliz para um projeto justo e equitativo de educação indígena. A infelicidade da expressão se deve ao uso do termo “para os índios”. Nesse sentido, embora a expressão “educação escolar indígena” se refira a diretrizes educacionais idênticas à “educação escolar para os índios”, ela corrige um problema conceitual e possibilita a adequação e a atualização das propostas educacionais implementadas em épocas históricas anteriores. A expressão “educação escolar para os índios” revela um lugar de sudbalternidade reservado aos povos indígenas, para quem são direcionadas políticas educacionais elaboradas por não indígenas e à revelia das demandas indígenas. Em contrapartida, por “educação escolar indígena” entendemos a participação direta dos povos indígenas na elaboração das políticas educacionais para suas próprias comunidades e de acordo com suas demandas. A diferença entre “educação escolar para os índios” e “educação escolar indígena” é de caráter meramente terminológico e assinala apenas a substituição do termo “índio”, altamente problemático, pelo termo “indígena”, mais bem aceito. Em ambos os casos, a educação indígena tem o propósito de instruir e emancipar os povos indígenas, tendo em vista a inevitabilidade de sua assimilação à sociedade nacional e consequente desenvolvimento dessas culturas em harmonia com o progresso do país. A educação indígena é proibida pela Constituição, mas acaba por ser um prática tolerada, não formal, para evitar conflitos. 030- Os temas da diversidade na educação, da educação escolar indígena e do ensino de história indígena nas escolas estão todos relacionados com a questão do reconhecimento e da valorização da diversidade cultural nos âmbitos local e global. O tema da diversidade cultural é também central ao debate sobre a construção e o aprofundamento de regimes democráticos. Nesse sentido, assinale a seguir a alternativa incorreta a respeito do entrecruzamento de todos esses temas: É notório o alinhamento entre a emergência dos movimentos sociais no Brasil das décadas de 1960 e 1970, especialmente o movimento indígena, e a quarta fase do debate sobre diversidade cultural no âmbito da Unesco, relacionada à política do reconhecimento não apenas entre Estados-nação como também no interior desses Estados. A educação escolar indígena, o ensino de história indígena nas escolas e a valorização da diversidade cultural podem ser legitimamente questionadas, considerando a realidade de miscigenação cultural experimentada pela população brasileira e a consequente impossibilidade de definição étnica e racial de povos miscigenados. Os movimentos sociais, especialmente negros e indígenas, que surgiram nas décadas de 1960 e 1970 tiveram um papel decisivo na formulação de diretrizes para a educação baseada nos princípios da diversidade étnico-racial q se viu implementar nas décadas seguintes, especial na virada para o sec. XXI. A preocupação com a diversidade cultural surge no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial, em grande medida, devido às experiências traumáticas de racismo e genocídio perpetrados por regimes fascistas na Europa, especialmente o nazismo alemão responsável pela morte de milhões de pessoas. A Educação indígena é parte da estrutura não formal, sendo exigência as crianças seguirem para escolas regulares. 031- É comum que se entendam a educação escolar indígena e o ensino de história indígena nas escolas como sendo a mesma coisa. Contudo, apesar de os dois projetos educacionais dialogarem com o princípio da comunicação intercultural, são bastante diferentes entre si. A respeito das especificidades, diferenças e confluências entre educação escolar indígena e ensino de história indígena nas escolas, está correto: A educação escolar indígena nasce de demandas próprias aos povos indígenas e como forma de resistência às políticas educacionais assimilacionistas. Já o ensino de história indígena nas escolas corresponde aos projetos de educação indígena conduzidos por professores não indígenas. A educação escolar indígena e o ensino de história indígena nas escolas são as duas faces de um projeto de comunicação intercultural que visa, de um lado, romper com os estereótipos racistas contra os povos indígenas e, por outro, garantir o direito à educação diferenciada para os povos indígenas. Tanto a educação escolar indígena quanto o ensino de história indígena nas escolas têm origem em demandas dos movimentos indígenas; contudo, apenas no segundo caso existe uma lei que torna obrigatório o ensino. Com exceção do público destinatário da educação escolar indígena e do ensino de história indígena nas escolas, os fundamentos, os pressupostos e as demandas que lhes deram origem enquanto projetos educacionais são absolutamente idênticos e correspondem à mesma modalidade de ensino regular. A Constituição de 1988 institui a educação indígena segregada e somente para aqueles que vivem em comunidade isoladas, os demais devem ser incorporados ao ensino regular. 032- Os povos indígenas no Brasil são diversos não apenas em termos sociolinguísticos e culturais, mas também em relação às suas próprias trajetórias históricas. Sobre a relação entre educação escolar indígena e a diversidade entre os povos indígenas no Brasil, assinale a alternativa correta: Em se tratando de experiências indígenas, deve-se evitar conclusões gerais a partir de casos individuais. Qualquerabordagem da temática indígena deve considerar as especificidades linguísticas e culturais desses povos, apesar das semelhanças quanto às suas trajetórias históricas e das experiências idênticas em relação ao status jurídico de seus respectivos territórios. A educação escolar indígena tem como referência a diversidade cultural entre os povos indígenas e suas trajetórias históricas próprias, eliminando qualquer tendência à homogeneização característica da educação assimilacionista. Como qualquer outra abordagem relacionada aos povos indígenas, também no caso da educação escolar indígena é preciso descartar a particularidade dos casos para se ter uma boa dimensão do todo. A temática indígena não deve ter tratamento especial, sendo considerada mais um item do currículo. 033- Quando se fala em educação escolar indígena, inevitavelmente se pensa em termos como interculturalidade, educação bilíngue e educação diferenciada. A respeito do significado desses termos e de sua relação com as políticas educacionais indígenas, assinale a única alternativa correta: A educação bilíngue diz respeito, estritamente, às experiências de alfabetização nas línguas indígena e portuguesa. A interculturalidade diz respeito à relação entre indígenas e não indígenas no âmbito cultural, excetuando, portanto, outras dimensões da sociabilidade humana como a economia e a política. Por educação diferenciada, entende-se uma educação com mais qualidade e refinamento, um tipo de educação privilegiada. A dimensão de interculturalidade subjacente à política de educação escolar indígena considera as diferenças culturais entre os povos indígenas e não indígenas e também a busca pela comunicação entre ambas, apesar das diferenças. Interculturalidade foi um movimento dos anos 1990, uma ideia de aldeia global e acabou, apesar de serem símbolos, como um peso por reforçar a idealização do indígena. 034- Sobre os paradigmas assimilacionista e emancipacionista na história da educação indígena é correto: O paradigma assimilacionista vigorou durante todo o período colonial, sendo substituído pelo paradigma emancipacionista com a independência do Brasil. Ambos os paradigmas coexistiram e seguem coexistindo na história da educação escolar indígena, desde as primeiras experiências de contato. O paradigma emancipacionista é relativamente recente e resulta da luta histórica dos movimentos sociais indígenas e dos direitos conquistados com a promulgação da Constituição Federal de 1988. O paradigma emancipacionista, apesar de recente, já acumula conquistas importantes, dentre elas a erradicação do paradigma assimilacionista das políticas educacionais indígenas. É uma demanda das comunidades indígenas que defendem seu direito de serem amplamente incorporados à sociedade brasileira sem processos segregacionistas, mas garantindo direitos iguais. 035- O tema da Educação Escolar Indígena é relativamente recente, ao contrário da "educação indígena”, termo utilizado para se referir às experiências educacionais dos povos indígenas ao longo de sua própria história. Sobre a educação indígena em perspectiva histórica, assinale a seguir a alternativa correta. A educação indígena é uma experiência anterior ao contato com os não indígenas, pois todas as culturas têm seus próprios processos de educação. Contudo, é com a experiência da educação assimilacionista que os povos indígenas ingressam na modernidade e começam a se tornar civilizados. A experiência colonial com a educação indígena revela uma preocupação específica com a educação de crianças, revelando uma intenção explícita de dominação a médio e longo prazo. Diferente da Educação Escolar Indígena, ed. indígena nomeia experiências restritas ao espaço escolar. Ao contrário do que possa parecer, a educação indígena em nada se relaciona com processos educacionais formais e institucionais, mas apenas a experiências informais e flexíveis de ensino-aprendizagem. Durante o período do Império e da República, o ideal civilizacionista via problema na atuação da educação escolar indígena, atuando para que eles fossem retirados de sua comunidade, abandonassem seus hábitos e fossem perfeitamente incorporados à cultura brasileira de forma coercitiva. 036- Um desafio compartilhado por diferentes povos indígenas na implementação e continuidade da escola indígena diz respeito à demanda por professores indígenas. Sobre isso, a alternativa incorreta é: A demanda exclusiva por professores(as) indígenas atuando nas escolas indígenas é uma constante entre todas as etnias, sem distinção. A exemplo da experiência dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, a demanda por professores(as) indígenas levou ao desenvolvimento de cursos específicos de formação de professores(as) indígenas. A presença de professores(as) indígenas nas escolas indígenas é uma realidade que dialoga diretamente com os princípios da interculturalidade e da educação diferenciada. No contexto da Educação Escolar Indígena, a demanda por professores(as) indígenas e a presença de estudantes indígenas em cursos regulares e licenciaturas indígenas nas Universidades Públicas são faces de um mesmo processo. A Escola indígena deve ser entendida como uma modalidade própria, comunitária, com professores especializados, de preferência que dialoguem com a da comunidade, sem aspecto segregacionista, mas optativo dentro da própria comunidade, em especial na educação infantil. 037- Sobre o Referencial Nacional para as Escolas Indígenas (RCNE/Indígena), a alternativa correta é: São princípios do RCNE/Indígena: multietnicidade, pluralidade e diversidade, todos eles decorrentes da formação pluriétnica da população brasileira. Autodeterminação dos povos indígenas, em contraste com a submissão dos interesses da sociedade nacional às demandas territoriais indígenas. Educação intercultural, comunitária, específica e privilegiada: pois os povos indígenas devem ter prioridade em relação aos demais grupos sociais no acesso à educação. Comunidade educativa indígena: os povos indígenas possuem processos próprios de socialização superiores aos processos de socialização não indígenas, corrompidos pela experiência histórica cidades. São princípios do RCNE/Indígena a tolerância genérica enquadrando as comunidades indígenas como comunidades especiais e com o direito a existirem, caso mantenham sua cultura original. 038- Um dos desafios ou problemas enfrentados pela Educação Escolar Indígena diz respeito à própria escola como instituição contraditória. A contradição inerente à instituição escolar consiste no fato de que elas são capazes tanto de promover a autonomia quanto a domesticação de conhecimentos tradicionais. A respeito da escola como um lugar de contradições assinale a alternativa incorreta: A escola diferenciada como escolas regulares, são espaços de aprendizado d promover o empoderamento qto condicionamento do pensamento, foram pensadas como instituições disciplinadoras. Embora a escola possa ser pensada como um lugar de contradições ela não deve, por isso, ser demonizada ou destituída de seu caráter emancipador e formador. Apesar das contradições, as escolas continuam sendo espaço importante de socialização e de aprendizado não apenas de conteúdos e disciplinas específicas, mas sobretudo do relacionamento com a alteridade. Uma vez reconhecido o caráter contraditório das escolas, especialmente seu potencial de domesticação decorrente de currículo eurocêntrico, a implementação da Educação Escolar Indígena perde o sentido. Os projetos comunitários e a sua cobrança por ações públicas mostram a dificuldade de sua implementação por uma razão simples: não existe apagamento, os conflitos presentes socialmente continuam existindo e se expressam nas escolas. 039- Apesar da polissemia que caracteriza o termo cultura, seu sentido etimológico elementar sobreviveu ao longo do tempo. Assinale, entre as opções a seguir, aquela que melhor define esse sentido. Em seu sentido etimológico elementar, cultura significa arte erudita, sentido que sobrevive até hoje, pois entendemoscomo cultura apenas as sofisticadas manifestações estéticas. Em seu sentido etimológico elementar, cultura remete às práticas agrícolas e ao acúmulo do trabalho das gerações anteriores no trato com a terra. De alguma forma, a associação entre cultura e repertório coletivo sobrevive até hoje. Em seu sentido etimológico elementar, cultura significa tolerância e respeito aos costumes diferentes, o que fez com o que o conceito já nascesse vocacionado para a alteridade, não admitindo a possibilidade de etnocentrismos. Em seu sentido etimológico elementar, cultura significa o conjunto de artimanhas acionado pelos poderosos para mentir e enganar os mais pobres. Por isso, Marx e Engels, formuladores do conceito ideologia, são os grandes representantes dos estudos antropológicos no mundo ocidental. Polissemia vem de som, então é os estudo dos sotaques e dos sons típicos de cada região, algo que impacta no cotidiano da sociedade e depois da escola. 040 -No tratado Histórias, Heródoto elaborou uma forma de lidar com as manifestações culturais que chegou até a modernidade. Assinale entre as opções abaixo aquela que melhor apresenta esse legado. Para Heródoto, apenas as manifestações culturais gregas eram dignas de serem narradas, premissa que fundou a postura etnocêntrica característica da colonização moderna. Para Heródoto, apenas as manifestações religiosas dos bárbaros eram dignas de serem narradas, justamente por serem semelhantes às manifestações cristãs. Para Heródoto, interessava apenas os conflitos políticos travados entre cidades gregas, o que fez com que seu texto tivesse clara dimensão etnocêntrica e preconceituosa. Heródoto produziu uma retórica da alteridade. Seu interesse era colocar lado a lado os grandes feitos de gregos e bárbaros, igualmente dignos de lembrança. Ganhou força, assim, a ideia de que culturas diferentes também são dignas de serem estudadas. Heródoto é o pai da história e o mundo grego o criador de nossa cultura. Então, ele estava classificando as culturas e as hierarquias sociais, algo que ainda hoje é muito caro. 041- A paideia atendia aos mesmos critérios de inclusão/exclusão da democracia ateniense. Assinale entre as alternativas abaixo aquela que melhor relaciona a paideia e a democracia na antiguidade grega. Entre os gregos, já existia o projeto de inclusão geral e irrestrita, o que garantia às mulheres e aos estrangeiros o mesmo acesso à educação e à atividade política. Entre os gregos, a educação, chamada de paideia, era restrita ao espaço rural, uma vez que era destinada ao ensino de técnicas agrícolas, fundamentais para a sobrevivência material daquela sociedade. Entre os gregos, a educação, chamada de paideia, era considerada como o preparo para o exercício da cidadania na pólis democrática, sendo, por isso, condicionada aos mesmos critérios de exclusão da "cidadania": restrita a homens nascidos em Atenas. Entre os gregos, a educação, chamada de paideia, era restrita aos iniciados nos mistérios religiosos, sendo voltada à formação dos oráculos, que naquela sociedade atuavam com conselheiros dos governantes. Entre os gregos não existia formação escolar e a educação era somente familiar. Paideia era o exercício de reproduzir o que a família e os pais faziam, mantendo essas sociedades estáticas. 042- A Modernidade trouxe uma grande novidade epistemológica que mudou estruturalmente a forma como o mundo ocidental tratava a transmissão dos saberes. Assinale entre as alternativas a seguir aquela que melhor apresenta essa transformação estrutural. A Modernidade recuperou o legado da Antiguidade, fazendo da educação o preparo para a vida política. A Modernidade deslocou o centro da autoridade do conhecimento de Deus para o método, o que foi incorporado por Descartes no livro Discurso do método. A Modernidade deslocou o centro da autoridade do método para a figura divina, o que foi incorporado por Tomás de Aquino e Santo Agostinho em seus tratados teológicos. A Modernidade deslocou o centro da autoridade do conhecimento de Deus para as artes, o que foi incorporado pelos artistas renascentistas. A Modernidade trouxe a escola como o único centro de produção de cultura e de saber, retirando da família o papel de educar e concentrando seu olhar para a formação pública educacional. 043- Um dos projetos que atualmente pauta a cultura pedagógica é a racionalidade neoliberal. Assinale entre as alternativas a seguir a que melhor define os efeitos da racionalidade neoliberal na cultura escolar. No plano da educação, a razão neoliberal fortaleceu a razão iluminista ao continuar definindo a educação como um projeto de emancipação coletiva por meio das luzes do conhecimento científico. No plano da educação, a razão neoliberal fortaleceu a lógica pedagógica medieval, uma vez que reabilitou o prestígio público da Igreja Católica. No plano da educação, a razão neoliberal esvaziou a razão iluminista, uma vez que passou a tratar a educação como um produto a ser consumido individualmente. No plano da educação, a razão neoliberal esvaziou a razão iluminista, uma vez que passou a tratar a educação como um projeto coletivo de emancipação por meio do conhecimento científico. No plano da educação, a razão neoliberal trouxe a perspectiva multicultural e o lidar com as diversidades no cotidiano escolar. 044- As perspectivas pós-coloniais e decoloniais tornaram-se muito importantes no debate pedagógico contemporâneo. Assinale, entre as alternativas a seguir, aquela que melhor define essas perspectivas. As perspectivas pós-colonial e decolonial criticam o uso da racionalidade como instrumento de dominação colonial, propondo então a emancipação de saberes historicamente dominados e silenciados. As perspectivas pós-colonial e decolonial criticam a dominação colonial no plano político e econômico, silenciando o que se refere ao plano epistemológico. As perspectivas pós-colonial e decolonial reforçam a narrativa iluminista da racionalidade universal e, estão pouco preocupadas com outros projetos epistemológicos além daqueles desenvolvidos na Europa. As perspectivas pós-colonial e decolonial reforçam narrativa iluminista da racionalidade universal e estão muito preocupadas com outros projetos epistemológicos para além daqueles desenvolvidos na Europa. As perspectivas pós-coloniais trazem o foco na economia, na formação para o mercado de trabalho, visando garantir sustento e melhorar a condição financeira. 045- O Brasil é um país multiétnico e pluricultural, portanto, todos devem ser incluídos e ter garantido o direito de aprender e de desenvolver conhecimentos, sem precisar negar a sua identidade, nem a sua ascendência étnico-racial. Uma análise cuidadosa à luz da "História e Cultura Afrobrasileira e Africana" permite afirmar que, com essa inclusão em prática de maneira decidida e apropriada no cotidiano da vida escolar, certamente, trabalharemos com indicadores da qualidade da educação, considerando: I - A pluralidade étnica. II - As características regionais que fazem parte da realidade brasileira. III - As discriminações socioeconômicas advindas da aculturação. Está(ão) correta(s): I apenas. I e II apenas. III apenas. II e III apenas. I, II e III. 046- De maneira geral, "a cultura escolar continua fortemente marcada pela lógica da homogeneização e da uniformização das estratégias pedagógicas" (CANDAU, 2011). Isso significa que, embora ocorra a presença cada vez maior de estudantes oriundos de grupos socioculturais, os mais diversos no cotidiano escolar, a perspectiva intercultural na educação ainda tem um longo caminho para se consolidar nas práticas cotidianas das escolas. Para incrementar a perspectiva decolonial, a escola deve: Reconhecer e valorizar os princípios norteadores de sua ação educativa. Combater toda forma de preconceito e discriminação no contexto escolar. Favorecer a construção de identidades culturais, de acordo com as diretrizes gerais da escola. Aplicar com eficácia e combatividade normas disciplinares, reforçando comportamento ético dos alunos. Fomentar os princípios neoliberaiscomo solução para o processo educativo. 047- Pensar as questões contemporâneas na escola significa articular o ideal de igualdade com o respeito às diferenças. Nessa visão, seria correto, em uma perspectiva decolonial, debater em sala de aula: Que diferenças biológicas e genéticas interferem positivamente as relações de preconceito étnico-raciais. Que culturas devem miscigenar e massificar, evitando as diferenciações entre etnias culturas gêneros etc. Que diferenças são consideradas desigualdades, pois há uma hierarquia sociocultural de uma cultura dominante para culturas inferiores. Que devemos ser iguais nos direitos e na dignidade humana e diferentes na complexidade étnica, cultural, etária, de gênero e de classe. Que a história deve ser compreendida como a mãe de todas as ciências e a raiz da cultura contemporânea. 048- A função de formação das novas gerações, em termos de acesso à cultura socialmente valorizada, de formação do cidadão e de constituição do sujeito social, foi delegada à instituição escolar. Pensando na escola em seu contexto social, assinale a alternativa incorreta: Como espaço de convivência que favoreça o exercício da cidadania, a escola possui formas de organização, normas e procedimentos formais de sua estrutura respeitando sua história, que constituem nos mecanismos pelos quais podemos permitir e incentivar ou, ao contrário, inibir e restringir as formas de participação de todos os membros da comunidade escolar. Com relação ao alunado, a escola como espaço de convivência social, torna-se um centro de referência pessoal que marca os sujeitos que por ali passam, pelo simples fato de estar nessa e não em qualquer outra, fruto de traços que a identificam, a tornam única: a educação ocidental formulada em seus preceitos deve nos nortear uma vez que pertencemos e defendemos esta modelagem cultural. Devido à sua própria natureza e função, a unidade escolar possui espaço de compromisso que lhe permite, frente a todas as adversidades, construir práticas que favoreçam e contribuam, dentro de limitações que precisam ser diariamente reafirmadas. Um passado que fundamente nossa relação com a antiguidade, os preceitos de valores medievais, o papel da razão e do estruturalismo moderno, sendo um espaço em que essas heranças se consolidam. A escola é herdeira de movimentos históricos marcados por ser um espaço de reprodução, sendo fortemente influenciada pela herança estruturalista. Atualmente vivemos uma crise dessa herança, por um lado pela ascensão de valores neoliberais e de outro pelas fortes críticas da representatividade dessa herança por autores que seguem proposições decoloniais. Uma escola que pretende atingir, de forma gradativa e consistente, crescentes índices de democratização de suas relações institucionais deve deixar de considerar, como parte integrante de seu projeto, o compromisso de participação nos movimentos políticos, econômicos e sociais. 049- Segundo os pressupostos do referencial histórico-cultural, o ser humano se desenvolve principalmente a partir: De fatores biológicos característicos da espécie, que permitem ampliar seus esquemas de ação. Da interação, da troca consigo próprio e com outros sujeitos, pela qual o sujeito vai internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais. Da ação de sujeitos mais experientes que determinam o processo de aquisição de conhecimento ao transmitir conceitos e valores. Do acúmulo de informações memorizadas com o uso de diferentes fontes, destacando-se o professor. Da história e como ela determina e cria relações e fundamentações humanas e a interação com a cultura. 050- O lugar da cultura no processo educativo fundamenta-se na ideia de que: "Os conhecimentos produzidos pela humanidade têm lugar em diferentes setores da sociedade, excetuando-se na escola". "Cultura é fonte de desenvolvimento humano". "A cultura expressa-se na produção humana elaborada ao longo da história e cada pessoa é um candidato a se apropriar dela para elevar seu processo de desenvolvimento". "As formas finais de cultura são elementos essenciais no interior da escola da infância". "Nem tudo o que é produzido pela humanidade constitui cultura no seu sentido educativo primordial: organizar a vida para o desenvolvimento humano". 051- Esta lei que alterou a atual LDBEN (passa a vigorar acrescida dos arts. 26-A, 79-A e 79-B) chegou ao Estado Brasileiro no bojo do debate da implantação das políticas de ações afirmativas para a população negra no contexto educacional. Fruto das demandas historicamente reivindicadas pelo movimento social negro, ela corrobora o desejo da reconstrução afirmativa da matriz cultural afro-brasileira no seio da sociedade brasileira. O enunciado faz referência à lei: Lei 11.645/08 Lei 10.639/03 Lei 9.394/96 Lei 12.288/10 Lei 7.716/89 052- Em muitos casos, a discriminação racial coloca a população afrodescendente nos estratos mais baixos da sociedade e eles estão agrupados entre os mais pobres dos pobres. A discriminação enfrentada pela população afrodescendente perpetua ciclos de desvantagem e transmissão intergeracional de pobreza, prejudicando o seu desenvolvimento humano. As barreiras ao acesso e à conclusão de uma educação de qualidade repercutem no acesso ao mercado de trabalho e nos tipos de empregos encontrados. Os empregos são negados em razão da falta de qualificação educacional ou por conta do racismo estrutural. A moradia é negada em razão de preconceito racial, e a população afrodescendente é forçada a habitar em áreas com infraestrutura precária, onde ela está exposta ao crime e à violência. A prática de suas próprias culturas e religiões, assim como a participação na vida cultural de suas comunidades, não raro são cercadas de restrições e impedimentos. Em alguns países, também sofrem deslocamento, por conta de ameaças de conflito armado ou projetos de desenvolvimento industrial de grande escala. (Fonte: Livreto da ONU. Década Internacional de Povos Afrodescendentes. 2016, p. 09). O gráfico, a seguir, aponta a discrepância em relação ao rendimento médio salarial, a partir dos critérios raça e cor. Diante do exposto, não explica os fatores que causaram e causam desigualdades na vida da população negra/afrodescendente o que é afirmado em: As desigualdades são parte do legado de erros do passado. Racismo, preconceito e discriminação racial contra a população afrodescendente têm suas raízes nos regimes de escravização, no tráfico de escravizados e no colonialismo. Na história do tempo presente, essas heranças são reforçadas pela discriminação interpessoal, institucional e estrutural e manifestam-se na desigualdade e marginalização em nível mundial. Homens jovens afrodescendentes são essencialmente vulneráveis. São cidadãos que correm maiores riscos de serem apreendidos na rua por ocasião da filtragem racial, enfrentam maiores índices de violência policial e mortes e, consequentemente, continuam sendo detidos, encarcerados e sujeitos a penas maiores com mais frequência. Mulheres e meninas afrodescendentes sofrem discriminações múltiplas com base em raça, condição socioeconômica, gênero, acesso limitado à educação, trabalho e segurança. Por isso, a Década Internacional de Afrodescendentes é uma oportunidade não só de combater a discriminação racial, enfrentada pela população afrodescendente, mas também de assegurar o desfrute igualitário de todos os direitos humanos por todos, e de fortalecer a igualdade, a não discriminação, a democracia e o Estado de direito em nossas sociedades. As condições econômica e social sobrepõem a condição de raça e cor, ou seja, a desigualdade é um problema de distribuição de renda e oportunidades iguais para todos. Por isso, afrodescendentes e outros grupos que sofrem discriminação social e que se encontram na posição de migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio por todo o mundo estão em situações de extrema vulnerabilidade. A Década Internacional de Afrodescendentes é uma ocasião para promover maior conhecimento, valor e respeito às conquistas da população afrodescendentee às suas contribuições para a humanidade. É uma ferramenta útil para abrir caminho para o trabalho e a cooperação futura entre Estados, organizações internacionais e regionais, sociedade civil e outros, a fim de aprimorar a situação dos direitos humanos e do bem-estar da população afrodescendente. 053- No romance de Monteiro Lobato O Presidente Negro (1926), livro de ficção sobre os EUA, o personagem principal vê o futuro, o século XXI, ano de 2228, através de um porviroscópio, e tece algumas considerações sobre o estágio do choque das raças naquele contexto:[...] Até essa época a população negra representava um sexto da população total do país. A predominância do branco era, pois, esmagadora e de molde a não arrastar o americano a ver no negro um perigo sério, mas com o proibicionismo coincidiu o surto das ideias eugenísticas de Francis Galton. As elites pensantes convenceram-se de que a restrição da natalidade se impunha por 1001 razões, resumíveis no velho truísmo: qualidade vale mais que quantidade. [...] Os brancos entraram a primar em qualidade, enquanto os negros persistiam em avultar em quantidade. [...] Mais tarde, quando a eugenia venceu em toda a linha e se criou o Ministério da Seleção Artificial, o surto negro já era imenso. [...] (Felizmente), muito cedo chegou o americano à conclusão de que os males do mundo vinham dos três pesos mortos que sobrecarregam a sociedade - o vadio, o doente e o pobre. Em vez de combater esses pesos mortos por meio do castigo, do remédio e da esmola, como se faz hoje, adotou solução mais inteligente: suprimi-los. A eugenia deu cabo do primeiro, a higiene do segundo e a eficiência do último. LOBATO, M. O Presidente Negro. São Paulo: Globo, 2008, p. 97 e p. 117, grifos do autor. Assinale a alternativa que contém a figura que representa o ideal de branqueamento no Brasil do final do século XIX A negra de pé próxima ao casal sentado com uma criança branca comendo maçã: M. Brocos. 054- Leia o caso que será apresentado: -Um grupo de responsáveis questiona as conduções do professor. Segundo eles, a turma está debatendo de maneira aberta os assuntos religiosos e isso tem gerado problemas em suas famílias. Alguns dizem que os discentes estão questionando demais! Qual o recurso legal que garante a liberdade docente com relação a esse tema? Nenhum recurso, tema é contemplado no currículo escolar. A lei 10.639 e a luta dos movimentos sociais respaldam as ações do professor. Nenhum recurso, a condução do professor está equivocada. Não existe recurso, o professor não possui respaldo. Todas as alternativas estão incorretas. 055- As reformas do Brasil Independente modificaram a condição dos homens negros no Brasil no que tange à educação. São elementos componentes deste momento: O apoio recebido pela Princesa Isabel no suporte à educação dos jovens negros. As reformas de Rivadávia Correa. O grande número de alforriados, em especial, nos centros urbanos. A Lei do Ventre Livre, q obrigava senhores darem educação básica aos jovens q tinham direito à liberdade As propostas de André Rebouças para educar a população negra. 056- A temática religiosa na contemporaneidade tem se mostrado - tanto no plano nacional quanto internacional - como uma das dimensões da cultura mais afetadas, cotidianamente, pelos efeitos corrosivos das práticas de discriminação e intolerância. PEREIRA, J. S.; MIRANDA. Qual a melhor maneira de limitar as ações do preconceito religioso no ambiente escolar? Ignorar as diversidades e afirmar uma religião única, aquela que respeita a maioria. Quebrar barreira do silêncio, do restrito e conversar natural sobre diversidade da fé no território brasileiro Não abordar questão religiosa sob nenhuma circunstância por ser uma temática exclusivamente pessoal. Afirmar o restrito e não trazer esse tema para os ambientes escolares. 057- Em nossos estudos, dissertamos sobre conceito de minoria. Em relação a esse conceito, o correto é: Esse assunto não deve fazer parte das ações educativas. O conceito de minoria não se aplica ao contexto brasileiro. O debate sobre minoria deve respeitar as subjetividades. O conceito de minoria deve seguir a uma ideologia padrão. Todas as alternativas estão incorretas 058- A educação indígena de caráter assimilacionista tem uma longa história que se estende do período colonial à segunda metade do século XX. Sobre a política assimilacionista assinale a alternativa correta: A atuação religiosa é por si assimilacionista em seus discurso de salvação. Sua atuação com os indígenas é que pelo trabalho poderiam ser salvos, por isso defenderam amplamente sua escravização. Embora o projeto assimilacionista não se restrinja ao campo da educação, é nele que se investiu os maiores esforços com o propósito de dominação, controle e vigilância sobre os povos indígenas. O paradigma da educação assimilacionista direcionada aos povos indígenas reconhece que a experiência do contato com os não indígenas permitiu aos povos indígenas a sua primeira experiência educacional. Diferente da educação para a emancipação, o paradigma assimilacionista leva em consideração a importância do conteúdo curricular a ser assimilado pelos estudantes indígenas que frequentam a escola. O paradigma assimilacionista, embora tenha perdurado por muito tempo, desapareceu por completo com a implementação das políticas educacionais indígenas 059- Temos, no Brasil, uma grande diversidade cultural e racial que busca ser contemplada nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Descendentes de povos africanos e índios, imigrantes europeus, asiáticos e latino-americanos compõem o cenário brasileiro. Por conta disso, podemos que afirmar que: a diversidade cultural e racial não interfere nas formas com que os habitantes do Brasil organizaram sua vida social e política. atualmente, o termo pluralidade cultural não se aplica ao Brasil por causa da Globalização. ações racistas e discriminatórias não existem na sociedade brasileira por causa da grande diversidade cultural e racial do país. a mistura de todas estas raças e etnias não caracteriza a identidade do povo brasileiro. o Brasil é um país dotado de uma ampla pluralidade cultural, ou seja, diferentes culturas foram e são produzidas pelos grupos sociais que fazem parte da nossa história. 060- Um dos princípios orientadores da Educação Escolar Indígena é o conceito de educação diferenciada. A respeito do significado de "educação diferenciada" para os povos indígenas é correto afirmar que: A educação diferenciada se refere aos esforços específicos dedicados aos povos indígenas no processo educacional, sempre em desvantagem em relação ao ensino regular. Apesar de não existir consenso absoluto quanto ao significado do termo, todos(as) concordam que a educação diferenciada favorece os povos indígenas em detrimento de outros grupos sociais. O significado mais aceito para "educação diferenciada" é o de que o termo "diferenciada" se refere ao fato deque as aulas são ministradas sempre em línguas indígenas. Embora não exista uma definição unívoca para "educação diferenciada", a mais aceita entre professores(as)indígenas é a de que ela representa a garantia do fortalecimento e continuidade dos saberes próprios de cada comunidade indígena. A "educação diferenciada" se refere à questão da capacidade dos indígenas de aprenderem a cultura brasileira, por isso é necessária uma escola mais tolerante que aceite suas dificuldades de assimilação. 061- Em uma atividade para o “Dia das Mães”, a professora de uma turma do terceiro ano do Ensino Fundamental, promoveu a confecção de um cartão de felicitações onde os estudantes desenhariam a sua mãe. Para isso, a docente distribuiu folhas A4 e material para colorir (lápis, giz de cera, hidrocor). Durante a atividade, alguns estudantes falaram que os desenhos de dois estudantes negros estavam errados porque as mães não eram assim, pintadas de marrom. Ao ouvir essas falas, a professora argumentou que não havia nada de errado nos desenhos já que as mães deles era daquela forma. Na aula seguinte, a professora voltouà situação ocorrida e debateu sobre o conflito que caracteriza O preconceito racial. O machismo A xenofobia Preconceito linguístico O etarismo 062- Estatuto da Frente Negra Brasileira (FNB)Art. 1º -Fica fundada nesta cidade de São Paulo, para se irradiar por todo o Brasil, a Frente Negra Brasileira, união política e social da Gente Negra Nacional, para a afirmação dos direitos históricos da mesma, em virtude da sua atividade material e moral no passado e para reivindicação de seus direitos sociais e políticos, atuais, na Comunhão Brasileira. (DO/SP-4Nov1931). Quando foi fechada pela ditadura do Estado Novo, 1937, a FNB caracterizava-se como uma organização: Paramilitar, voltada para o alistamento de negros na luta contra as oligarquias regionais. Beneficente, dedicada ao auxílio dos negros pobres brasileiros depois da Abolição. Internacionalista, ligada à exaltação da identidade das populações africanas em situação de diáspora. Política, engajada na luta por direitos sociais para a população negra no Brasil. Democrático-liberal, envolvida na Revolução Constitucionalista conduzida a partir de São Paulo. 064- "Durante muito tempo se alimentou, no Brasil, a expectativa de que os povos indígenas tendiam ao desaparecimento. Lamentavelmente essa ideia ainda persiste no imaginário social brasileiro. Sobre as origens históricas da chamada “profecia do desaparecimento” dos povos indígenas, alternativa correta é: A negação de um devir aos povos indígenas decorre da evidência de que a história obedece a um movimento natural e necessário de desenvolvimento e progresso da humanidade. Nesse sentido, apesar de lamentável, o desaparecimento dos povos indígenas é, de fato, inevitável. A expectativa de desaparecimento dos povos indígenas está relacionada à ideia de que as civilizações humanas obedecem a diferentes graus de desenvolvimento, em uma única direção, e de que os povos indígenas estariam na “infância da humanidade”. Essa concepção não tem fundamento algum, sendo meramente especulativa. A chamada “profecia do desaparecimento” dos povos indígenas tem amparo na realidade do código genético dos indígenas, menos resistentes às doenças e epidemias. A expectativa de que os povos indígenas desaparecerão, de um modo ou de outro, é sustentada em dados científicos inquestionáveis. O ideal imperial e da Primeira República defendiam a construção de um brasileiro ideal, com uma identidade ideal, dessa forma o índio retorna ressignificado heroico, mas ao mesmo tempo europeizado, mostrando então sua capacidade de ser “assimilado” pela nação brasileira." 065- Responder à questão com base nas afirmativas a seguir, sobre o movimento abolicionista no Brasil, na segunda metade do século XIX: -I. A campanha abolicionista reforçava-se pela pressão antiescravista internacional e pelo fato de o Brasil ser o último país independente a manter a escravidão após 1865. -II. O movimento abolicionista tinha a participação de setores agrários não vinculados à escravidão e das camadas médias urbanas: intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários. III. Importantes setores do abolicionismo viam a necessidade de serem criados meios de integração dos negros à sociedade na condição de trabalhadores assalariados após a abolição. Na análise, conclui-se que: I é correta III é correta I e II são corretas II e III são corretas I, II e III são corretas 066- Sobre a escravidão no Brasil e sua relação com a educação podemos afirmar que: Os escravos eram proibidos de receber educação. Os escravos não tinham proibição formal de serem educados, mas acabava sendo exceção. Os negros não tinham direito à educação, mesmo quando alforriados. Os negros e índios eram educados pelos jesuítas como uma forma de civilidade. Os escravos recebiam rudimentos de educação nas fazendas. 067- A partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, os povos indígenas conquistaram o direito de terem a diversidade cultural reconhecida e, portanto, de viverem sob suas próprias formas de organização social. Ao Estado, caberia: criar material didático de temas indígena promover condições para efetivação deste direito construir escola formar professores a certificação. 068- Com a chegada dos portugueses, implementou-se a instituição escolar desenvolvida por: Indígenas Europeus Colonos Professoras Religiosos 069- Do ponto de vista sociológico, o Brasil se constituiu sobre o mito da democracia racial principalmente depois da publicação de Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (1933). De acordo com Florestan Fernandes (1965), o ideal de miscigenação fora difundido como mecanismo de absorção do mestiço não para a ascensão social do negro, mas para a hegemonia da classe dominante. O mito da democracia racial assentou-se sobre dois fundamentos: 1) O mito do bom senhor; 2) O mito do escravo submisso. Analise as afirmações: -I - A crença no bom senhor exalta a vulgaridade das elites modernas, como diria Contardo Calligaris, e juntamente com uma espécie de pseudocordialidade, seria responsável pela manutenção e o aprofundamento das diferenças sociais. -II - O mito do escravo submisso fez com que a sociedade de um modo geral não encarasse de frente a violência da escravidão, fez com que os ouvidos se ensurdecessem aos clamores do movimento negro, por direitos e por justiça. -III - As proposições legislativas sobre a inclusão de negros vão desde o projeto de lei que reserva aos negros um percentual fixo de cargos da administração pública, aos que instituem cotas para negros nas universidades públicas e nos meios de comunicação. Assinale a alternativa correta: A II é verdadeira. As afirmações são falsas. A I e II são falsas. A I e III são verdadeiras. As afirmações são verdadeiras 070- Ao tratar da perspectiva multicultural no projeto políticopedagógico, Resende (In: VEIGA, 1998) compreende o multiculturalismo na imbricação de dois significados: no reconhecimento da diversidade e no caráter intervencionista das ações, desvelando o cotidiano das pessoas, permeado pelas disputas de relações de poder construídas socialmente de forma desigual. Segundo a autora, abordar o caráter multicultural como transversalidade de um fazer e um pensar no mundo requer: O reconhecimento da importância de valores neoliberais na construção de um projeto políticopedagógico q vise nivelamento dos participantes da comunidade escolar e à eliminação de diferenças interindividuais. A aceitação da cultura dominante em sala de aula, a qual corresponde à visão de determinados grupos sociais quanto ao currículo e aos conteúdos e objetivos escolares. A compreensão de um retrospecto histórico que explica a faceta relativa à dificuldade comumente encontrada em adotar uma postura multicultural nos mais diferentes campos de atuação. O movimento desintegrador de algumas culturas, fundado na desvalorização da diversidade cultural dos povos, atingindo a convivência com o outro, elemento indispensável ao projeto políticopedagógico. A valorização de uma monocultura escolar que se expressa pela impermeabilidade em relação tanto às realidades diversas como ao multifacetado mundo das crianças e dos adolescentes. 071- O conceito de cultura gera controvérsias diante da complexidade e das múltiplas possibilidades de explicar o comportamento humano. Por exemplo, é possível citar a ideia de cultura medieval, cultura pós-moderna e cultura do trabalho. Nesses casos, a palavra cultura terá dimensões diferentes. Alguns teóricos descrevem que a noção de cultura será delimitada a partir de características históricas, sociais, expressões, linguagens, sentidos e manifestações de uma sociedade específica, independente de qual for a sociedade observada. Então, em qualquer grupo ou sociedade, sem exceção, haverá cultura. Com relação à ideia de cultura, analise: I- A cultura é um meio de estabelecer as ações do homem em uma determinada sociedade. II- A cultura em nada interfere nos ambientes internacionais, pois é específico de um povo. III- O contexto biológico continua sendo o princípio norteador das ações