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Diretrizes para projeto de salas para fala 2 Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a capacidade da salacapacidade da salacapacidade da salacapacidade da sala FASE INICIAL: Estudo da volumetria e da geometria. O formato do auditório é considerado um dos itens mais importantes do projeto e está relacionado à qualidade acústica da sala e à visibilidade do palco. “Definir a forma para em seguida “encaixar” a função, buscando adequá-las à arquitetura, é um tipo de procedimento que deve ser evitado por profissionais que desenvolvem projetos de auditórios e de outros espaços de natureza semelhante.” 3 Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a Desenhar a forma do piso da plateia, considerando a capacidade da salacapacidade da salacapacidade da salacapacidade da sala VOLUME O volume do auditório deve ser decidido em proporção à intensidade sonora que será gerada no ambiente. Para CONCERTOS recomenda-se um volume grande, pois assim haverá espaço suficiente para a dispersão sonora. Para A PALAVRA FALADA, caracterizada por sons fracos, deve ser usado um espaço menor ou um sistema moderno de amplificadores, assim a palavra pode ser compreendida por todo o público presente (WATSON, 1948). FONTE: WATSON, F.R. Acoustics of building including acoustics of auditoriums and soundproofing of rooms . Londres: John Wiley & Sons, 1948. 167 p. Formato da salaFormato da salaFormato da salaFormato da sala • No formato de leque as reflexões das paredes laterais estão voltadas para a parte traseira da sala, onde são mais necessárias. • Se a sala for retangular, é preferível que uma parte da frente tenha um chanfro para ajudar na reflexão. • Considerando o direcionamento do discurso, o máximo sugerido de chanfro das paredes lateriais é de 30˚, e o máximo absoluto é de 65˚. Ou seja o formato de leque é desejável, sendo que o ouvinte mais londe esteja dentro dos limites sugeridos no desenho. E se a platéia for pequena (com capacidade para 400 pessoas ou menos) a forma retangular pode ser utilizada. Formato da salaFormato da salaFormato da salaFormato da sala Audição e VisãoAudição e VisãoAudição e VisãoAudição e Visão A redução da distância entre a fonte e o receptor não auxilia apenas na audição mas também na visão. De fato, boa acústica está intimamente ligada a uma boa visão do orador, são sentidos que trabalham justapostos. Se o ouvinte não vê o orador, ele será privada do som direto, que é um som normalmente de um nível mais elevado do que o refletido ou componentes de som amplificado, exceto na parte posterior de um grande auditório. Além disso, o som direto ajuda na localização das fontes. Além disso, a inteligibilidade não depende simplesmente do nível de pressão sonora. Também depende de quão bem o ouvinte é capaz de ver as expressões faciais, gestos, movimentos corporais e, em certa medida, o movimento dos lábios do orador. Pela mesma razão, uma boa iluminação também auxilia na inteligibilidade. Distâncias máximas sugeridasDistâncias máximas sugeridasDistâncias máximas sugeridasDistâncias máximas sugeridas Balcão e profundidade da salaBalcão e profundidade da salaBalcão e profundidade da salaBalcão e profundidade da sala • Para melhorar o fluxo de som refletido sob o balcão, a parte inferior do balcão e o teto devem estar devidamente posicionados. • Se perfis não forem bem projetados pode haver formação de sombra acústica, que é agravada quando o balcão é muito profundo. • A profundidade D não deve ser maior que 2 x H. Tratamento de parapeitoTratamento de parapeitoTratamento de parapeitoTratamento de parapeito • Um parapeito vertical pode ser um problema pois pode ser fonte de reflexões atrasadas, causando eco na parte dianteira da plateia. •Se o balcão for côncavo o problema é ainda pior pois ocorre a focalização. • Resolução do problema: Volume e área por assentoVolume e área por assentoVolume e área por assentoVolume e área por assento Partes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma sala Recomendações gerais Paredes do palco e paredes laterais: superfícies reflexivas Parede do fundo do hall: superfície absorvente Partes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma sala Área da superfície do teto que reflete o som para a plateia e para atores Partes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma sala Reflexão secundária: causa confusão na compreensão do som emitido pela fonte por causa do atraso entre a onda emitida e a onda refletida. Proveniente principalmente da parede do fundo do Hall. Partes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma salaPartes absorventes e reflexivas de uma sala Escalonamento do pisoEscalonamento do pisoEscalonamento do pisoEscalonamento do piso O escalonamento do piso é importante para : • a VISIBILIDADE, • É desejável acusticamente, para garantir a recepção sonora do som direto pela audiência e evitar o paralelismo entre o teto e o piso. Uma audiência sem inclinação e com a fonte no mesmo plano da plateia recebe muito pouco som direto. PISO ESCALONADO, melhora a visibilidade e faz com que o raio sonoro seja ampliado,aumentando a quantidade de energia sonora recebida pela plateia. Se o piso for escalonado e o palco elevado, a energia do raio sonoro direto para a audiência será maximizada. Linhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visão Linhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visão Audiência no mesmo nível- limitação E= altura do olho até o chão (1.1m) C= 100mm T= Distância entre fileiras, que varia com o arranjo F= Altura do ponto focal no palco Escolha das poltronasEscolha das poltronasEscolha das poltronasEscolha das poltronas O projeto de disposição das poltronas está diretamente relacionado à diferença de níveis da sala, quantidade de cadeiras por filas e seu posicionamento. Dimensões de corredores e alinhamento dos mesmos favorecem a organização e definem a capacidade do auditório. O posicionamento das poltronas define também as linhas de visibilidade e o desenho do palco. É importante nesta etapa definir a poltrona que vai ser usada antes de criar o layout definitivo para propor um projeto seguro e de dimensões corretas. Linhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visão Linhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visão E= altura do olho até o chão (1.1m) C= 100mm T= Distância entre fileiras, que varia com o arranjo F= Altura do ponto focal no palco d= Distância entre ponto focal e o primeiro degrau D= distância entre ponto focal e o último assento R= altura do espelho do degrau PalcoPalcoPalcoPalco O palco deve se situar entre 70 e 90 cm em relação ao piso, uma vez que o espectador da primeira fileira tem sua visão a 1,10 m, em média. Um palco muito baixo cria dificuldades por exigir uma grande inclinação da plateia, mas a altura excessiva também é obstáculo aos bons preceitos de ergonomia. A visão normal, em descanso, tem um ângulo de caimento em relação à linha horizontal de 15 graus. Quando o posicionamento do palco ou da tela de projeção são definidos em ângulos acima dessa linha, o espectador é obrigado a forçar a musculatura do olho ou do pescoço, o que é desconfortável e cansativo. Fonte:Soler, C.; Kowaltowski, D C.C.K. e Pina, Silvia A. M. G.. Conforto em auditórios: proposta de procedimentopara o projeto. In: ENCONTRO NACIONAL DO CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO. Anais...Maceió, 2005. Linhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visãoLinhas de visão Distância entre assentosDistância entre assentosDistância entre assentosDistância entre assentos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • MEHTA, M.; JOHNSON, J.; ROCAFORT, J. Architectural Acoustics : principles and design. New Jersey: Courier Kendallville Inc., 1999. 446p.