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biossegurança no domicilio 2

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1 
 
 
INSTITUTO ITAPETININGANO DE ENSINO SUPERIOR- IIES 
CURSO SUPERIOR DE FÁRMACIA 
 
 
 
BIOSSEGURANÇA NO DOMICÍLIO: IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS E 
ESTRATÉGIAS DE CONSCIENTIZAÇÃO 
 
 
 
 
AMANDA MENDES LACERDA MEIRA 
EMANUELLE DE OLIVEIRA 
KAREN CRISTINA RODRIGUES DA CONCEIÇÃO ROVENTINI 
MAÍRA BIANCA DA SILVA ALBUQUERQUE 
MARIA CLARA GOMES OLIVEIRA 
MARIA EDUARDA SAYURI SITOO MACHADO 
VICTORIA PIRES DE ALMEIDA AGUIAR 
 
 
 
 
ITAPETININGA-SP 
2026 
2 
 
 
 
INSTITUTO ITAPETININGANO DE ENSINO SUPERIOR- IIES 
CURSO SUPERIOR DE FÁRMACIA 
 
 
AMANDA MENDES LACERDA MEIRA 
EMANUELLE DE OLIVEIRA 
KAREN CRISTINA RODRIGUES DA CONCEIÇÃO ROVENTINI 
MAÍRA BIANCA DA SILVA ALBUQUERQUE 
MARIA CLARA GOMES OLIVEIRA 
MARIA EDUARDA SAYURI SITOO MACHADO 
VICTORIA PIRES DE ALMEIDA AGUIAR 
 
 
 
 
Trabalho apresentado ao Instituto 
Itapetiningano de Ensino Superior – IIES, 
como requisito básico para a aprovação em 
Atividade Prática Supervisionada-APS. 
Orientador: Wendel Tadeu da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAPETININGA-SP 
2026
3 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4 
2. METODOLOGIA ................................................................................................... 5 
3. BIOSSEGURANÇA NO AMBIENTE DOMICILIAR ............................................... 6 
3.1. CONCEITO DE BIOSSEGURANÇA .............................................................. 6 
3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS NO AMBIENTE DOMICILIAR .................... 7 
3.3. VIAS DE EXPOSIÇÃO ................................................................................... 9 
3.4. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE ............................................... 11 
3.5. MAPA DE RISCO NO AMBIENTE DOMICILAR .......................................... 13 
3.5.1. CLASSIFICAÇÃO POR CORES (PADRÃO ADAPTADO DA NR-5) ..... 13 
3.5.2. APLICAÇÃO PRÁTICA NOS CÔMODOS ............................................. 15 
3.5.3. IMPORTÂNCIA DO MAPA DE RISCO NO LAR .................................... 16 
4. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 16 
5. REFERÊNCIAS .................................................................................................. 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
A biossegurança compreende um conjunto de medidas, normas e práticas 
destinadas à prevenção, redução ou eliminação de riscos que possam comprometer 
a saúde humana, animal e o meio ambiente. Embora frequentemente associada a 
ambientes hospitalares, laboratoriais e industriais, a biossegurança também possui 
grande relevância no ambiente domiciliar, onde diversos riscos biológicos, químicos, 
físicos e de acidentes estão presentes no cotidiano. Muitas vezes, esses perigos 
passam despercebidos pela população, aumentando a possibilidade de ocorrências 
que podem afetar a saúde, a segurança e a qualidade de vida dos moradores. 
 
O ambiente doméstico abriga inúmeras situações que podem representar riscos 
à saúde, como o armazenamento inadequado de produtos químicos e medicamentos, 
a presença de microrganismos em locais mal higienizados, o uso incorreto de 
equipamentos elétricos e a falta de medidas preventivas contra acidentes. 
Considerando que a residência é um dos espaços de maior permanência das 
pessoas, torna-se fundamental promover o conhecimento sobre esses riscos e 
incentivar a adoção de práticas seguras que contribuam para a proteção individual e 
coletiva. Dessa forma, a conscientização sobre biossegurança no lar torna-se uma 
importante ferramenta de prevenção e promoção da saúde. 
 
A discussão sobre biossegurança no domicílio é especialmente importante 
porque muitas doenças, intoxicações e acidentes podem ser evitados por meio de 
ações simples de prevenção e conscientização. Segundo dados divulgados pela 
Aldeias Infantis SOS, com base em informações do DataSUS do Ministério da Saúde, 
mais de 121 mil crianças e adolescentes de até 14 anos foram internados em 
decorrência de acidentes domésticos no Brasil em 2024. As quedas corresponderam 
à principal causa dessas internações, seguidas por queimaduras, afogamentos e 
sufocamentos, evidenciando que o ambiente residencial, apesar de ser considerado 
um local de proteção e segurança, ainda apresenta diversos fatores de risco que 
podem comprometer a integridade física dos moradores, especialmente das crianças 
(ALDEIAS INFANTIS SOS, 2025). Nesse contexto, a educação em saúde 
desempenha papel essencial ao estimular comportamentos seguros e fortalecer a 
capacidade das pessoas de identificar e minimizar os perigos presentes em seu 
próprio ambiente. 
5 
 
Diante dessa realidade, este trabalho tem como objetivo identificar os principais 
riscos relacionados à biossegurança no ambiente domiciliar e apresentar estratégias 
de conscientização voltadas para sua prevenção. Busca-se demonstrar como 
reconhecer situações de perigo dentro de casa, compreender seus possíveis impactos 
à saúde e incentivar a adoção de medidas preventivas que promovam ambientes mais 
seguros. Além disso, pretende-se orientar a população sobre práticas simples e 
eficazes que podem ser incorporadas ao cotidiano para reduzir acidentes e agravos à 
saúde, contribuindo para a construção de uma cultura de prevenção, responsabilidade 
e cuidado no ambiente doméstico. 
 
2. METODOLOGIA 
O presente trabalho caracteriza-se como uma pesquisa de natureza descritiva e 
exploratória, desenvolvida por meio de levantamento bibliográfico e documental sobre 
o tema biossegurança no ambiente domiciliar. Para a obtenção das informações 
utilizadas, foram consultadas fontes confiáveis e atualizadas, incluindo artigos 
científicos, trabalhos de conclusão de curso (TCCs), publicações de órgãos e 
instituições da área da saúde, além de notícias e reportagens veiculadas em meios 
de comunicação reconhecidos. A seleção dos materiais teve como objetivo reunir 
informações relevantes sobre os principais riscos presentes nas residências, suas 
consequências para a saúde e as estratégias de prevenção e conscientização. 
 
Após a etapa de pesquisa e análise das informações coletadas, foi realizado o 
levantamento dos principais riscos biológicos, químicos, físicos e de acidentes que 
podem estar presentes nos diferentes cômodos de uma residência. Com base nesses 
dados, foram identificadas situações comuns do cotidiano que podem representar 
perigo aos moradores, especialmente crianças, idosos e pessoas com maior 
vulnerabilidade. 
 
Como estratégia educativa e de conscientização, foi desenvolvida uma maquete 
representando uma residência, confeccionada com materiais recicláveis. A estrutura 
foi planejada para reproduzir os principais cômodos de uma casa, incluindo móveis, 
objetos e elementos característicos de cada ambiente. Em cada espaço foram 
destacados exemplos de riscos que podem ser encontrados no cotidiano doméstico, 
6 
 
permitindo a visualização prática dos perigos e das medidas preventivas relacionadas 
a eles. 
 
Além da maquete, foi elaborada uma planta baixa da residência contendo um 
mapa de riscos. Nesse material, os diferentes tipos de riscos foram sinalizados por 
meio de uma legenda específica, facilitando sua identificação e compreensão. A 
utilização desses recursos visuais tem como finalidade tornar o conteúdo mais 
acessível e didático, promovendo a conscientização da população sobre a importância 
da biossegurança no ambiente domiciliar e incentivando a adoção de práticas seguras 
para a prevenção de acidentes e agravos à saúde. 
 
3. BIOSSEGURANÇA NO AMBIENTE DOMICILIAR 
3.1. CONCEITO DE BIOSSEGURANÇA 
A biossegurança pode ser entendida como o conjunto de ações, medidas e 
procedimentos destinados à prevenção, redução ou eliminação de riscos que possam 
comprometer a saúde humana, animale o meio ambiente. Seu principal objetivo é 
promover condições seguras para a realização das atividades cotidianas, protegendo 
as pessoas contra diferentes situações que possam causar acidentes, doenças ou 
outros agravos à saúde. 
 
De acordo com Cavalcante, Monteiro e Barbieri (2003), o termo biossegurança 
é formado pela junção das palavras “bio”, que significa vida, e “segurança”, sendo 
compreendido, em sentido amplo, como a vida livre de perigos. Os autores destacam 
que as medidas de biossegurança abrangem ações voltadas para a proteção da vida 
e para a promoção da segurança no cotidiano, buscando minimizar ou eliminar 
situações que possam representar riscos à saúde e ao bem-estar das pessoas. 
 
As normas de biossegurança envolvem a identificação, avaliação e controle de 
diferentes categorias de riscos. Entre eles destacam-se os riscos físicos, químicos, 
biológicos, ergonômicos e de acidentes, os quais podem estar presentes em diversos 
ambientes e atividades humanas. A adoção de medidas preventivas voltadas para o 
controle desses riscos é fundamental para garantir condições adequadas de 
segurança e promover a preservação da saúde individual e coletiva. 
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Embora o conceito de biossegurança seja frequentemente associado a 
ambientes hospitalares, laboratoriais e ocupacionais, sua aplicação também é 
essencial no ambiente domiciliar. Nesse contexto, a biossegurança contribui para a 
identificação de situações potencialmente perigosas dentro da residência e para a 
implementação de práticas preventivas que favoreçam a proteção dos moradores. 
Dessa forma, torna-se uma importante ferramenta para a promoção da saúde, da 
segurança e da qualidade de vida no ambiente doméstico. 
 
3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS NO AMBIENTE DOMICILIAR 
A classificação de riscos no ambiente domiciliar envolve o mapeamento para 
identificar os riscos e ameaças à segurança e a saúde dos moradores 
Geralmente divididos nas seguintes categorias: 
 
Riscos Biológicos 
Os riscos biológicos no ambiente domiciliar referem-se à exposição a 
microrganismos vivos e seus derivados que podem causar alergias, infecções, 
intoxicações ou infestações nos moradores 
 
• Bactérias: Presentes em esponjas de cozinha, panos de prato, tábuas de 
carne e vasos sanitários. 
• Fungos e Bolores: Desenvolvem-se em paredes úmidas, banheiros sem 
ventilação, colchões e travesseiros antigos. 
• Ácaros: Concentrados em poeira doméstica, tapetes, cortinas, sofás e roupas 
de cama. 
 
Riscos Químicos 
Os riscos químicos envolvem a exposição a substâncias puras ou compostos 
químicos que podem causar intoxicações, queimaduras, alergias ou incêndios. Eles 
decorrem principalmente do uso, armazenamento e descarte inadequado de produtos 
de rotina. 
 
• Produtos de Higiene e Limpeza: 
o Misturas Perigosas como água sanitária (cloro) com amônia ou 
vinagre pode gerar gases possivelmente tóxicos. 
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o Ingestão acidental por guardar em locais ou recipientes inadequados 
o Corrosivos como desentupidores de pia à base de soda cáustica, 
podem causar queimaduras graves na pele e olhos. 
• Vazamento de Gás de cozinha causado por falhas na mangueira, registro ou 
conexões. 
 
Riscos Físicos 
 Os riscos físicos são os que podem causar lesões ou desconforto. Eles se 
manifestam por meio de pressões mecânicas, eletricidade, variações térmicas e 
ruídos. 
 
• Risco Mecânico e de impacto: 
o Quedas: Pisos escorregadios, tapetes soltos, escadas sem 
corrimão e falta de iluminação. 
o Traumas: Quinas de móveis e objetos cortantes mal guardados 
o Altura: Janelas e sacadas sem redes de proteção ou grades de 
segurança. 
• Riscos Elétricos: 
o Choques: Tomadas sem protetores, fios desencapados, extensões 
sobrecarregadas e aparelhos antigos. 
o Uso de secadores ou eletrodomésticos com o corpo ou o chão 
molhado. 
• Riscos Térmicos: 
o Queimaduras por contato com panelas quentes, ferro de passar, 
água fervente e óleo de cozinha. 
• Riscos por Pouca Iluminação: 
o Iluminação Inadequada em ambientes escuros dificultam a visão e 
aumentam o risco de acidentes. 
 
Riscos Ergonômicos 
Os riscos ergonômicos estão relacionados a fatores que afetam o conforto, a 
postura e a eficiência física dos moradores. Eles podem causar dores musculares e 
lesões por esforço repetitivo (LER/DORT). 
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• Atividades Domésticas e Faxina: 
o Realizar posturas forçadas como curvar a coluna para varrer 
o Movimentos repetitivos em ações por longo período como passar 
roupas em grande quantidade e sem pausa 
• Trabalho Remoto e Estudos: 
o Mobiliário Inadequado como cadeiras sem ajuste de altura, mesas 
muito altas ou baixas e falta de apoio para os pés. 
o Postura Incorreta por muito tempo, monitor do computador abaixo 
da linha dos olhos, forçando a cervical, ou trabalhar sentado no 
sofá ou na cama. 
 
Acidente Domiciliar 
Os acidentes no ambiente domiciliar são as consequências diretas sobre os 
riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos abordados anteriormente. 
Os acidentes domésticos mais comuns e suas principais causas incluem: 
 
• Quedas: 
o Causas principais: Pisos molhados, tapetes soltos, calçados 
inadequados, iluminação fraca e escadas sem corrimão. 
• Queimaduras: 
o Causas principais: Contato com panelas quentes, cabos virados 
para fora do fogão, derramamento de líquidos ferventes (água, 
óleo, café) e uso de álcool 
• Intoxicações e Envenenamentos: 
o Causas principais: Ingestão acidental de produtos de limpeza 
guardados em locais inadequados e uso de venenos (como 
chumbinho) 
• Cortes e Perfurações: 
o Causas principais: Manuseio de facas e tesouras, copos e pratos 
quebrados descartados incorretamente. 
 
3.3. VIAS DE EXPOSIÇÃO 
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As vias de exposição determinam como os riscos domiciliares (químicos, 
biológicos ou físicos) entram em contato com o organismo 
O mapeamento dessas vias e os principais perigos associados no lar incluem: 
 
Inalação (Via Respiratória) 
É a principal via de absorção de agentes químicos dispersos no ar. 
• Gases e Vapores 
o Partículas como poeiras, ácaros, esporos de mofo de paredes 
úmidas e pelos de animais suspensos no ar. 
o Sprays e Aerossóis como Inseticidas, tintas e desodorizantes 
utilizados em ambientes fechados e sem ventilação. 
 
Ingestão (Via Digestiva) 
Ocorre quando substâncias entram no organismo através da boca. 
• Intoxicação: geralmente mais comum em crianças pequenas que engolem 
medicamentos, cosméticos ou produtos de limpeza guardados em locais 
inadequados. 
• Contaminação Alimentar: Consumo de alimentos estragados, mal lavados ou 
contaminados por bactérias devido à falta de higiene na cozinha. 
 
Contato (Via Dérmica e Ocular) 
Contato direto com a pele ou mucosas. 
• Queimaduras: Contato da pele ou dos olhos com substâncias corrosivas. 
• Absorção Cutânea: Manuseio de venenos de jardim ou inseticidas fortes sem 
o uso de luvas de proteção. 
• Dermatites e Infecções: Contato com fungos ou bactérias presentes em 
esponjas de lavar louça e vasos sanitários. 
 
Perfuração (Via Percutânea) 
Contato com a corrente sanguínea ou tecidos. 
• Manuseio de objetos Cortantes como facas de cozinha, objetos cortantes 
mal armazenados. 
• Descarte incorreto de cacos de vidros e objetos cortantes. 
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• Pregos e Lascas de Madeiras expostos nos móveis. 
 
3.4. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE 
Os produtos de limpeza desempenham papel fundamental na manutenção da 
higiene dos ambientes domésticos e profissionais, contribuindo para não só para a 
prevenção de doenças, mas também para a promoção da saúde coletiva. Contudo, 
apesar de serem amplamente utilizados no cotidiano, esses produtos contêm 
substâncias químicas, que podem representar riscos à saúde humana e ao meio 
ambiente quando manuseados de forma inadequada. Dessa forma, é essencial adotar 
medidas de segurança durante sua utilização, armazenamento e descarte(ANVISA, 
2024). 
 
Primeiramente, recomenda-se que o usuário leia atentamente as informações 
presentes nos rótulos e siga rigorosamente as orientações do fabricante, uma vez que 
cada produto possui composição química específico e exige cuidados particulares 
quanto à forma de uso, diluição e tempo de contato. Além disso, o uso inadequado 
pode reduzir a eficácia do produto e aumentar a exposição a substâncias 
potencialmente nocivas (ANVISA, 2024). 
 
Outro aspecto importante refere-se à utilização de Equipamentos de Proteção 
Individual (EPIs), como luvas, máscaras e óculos de proteção, especialmente durante 
o manuseio de produtos concentrados ou que liberam vapores irritantes. Esses 
equipamentos atuam como barreiras de proteção contra o contato direto com a pele, 
os olhos e as vias respiratórias, minimizando o risco de intoxicações, queimaduras 
químicas e reações alérgicas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024). 
 
Deve-se evitar, ainda, a mistura de diferentes produtos de limpeza, já que a 
combinação de determinadas substâncias pode gerar reações químicas perigosas, 
resultando na liberação de gases tóxicos. Um exemplo amplamente conhecido é a 
mistura de água sanitária com produtos que contêm amônia ou ácidos, capaz de 
produzir vapores altamente prejudiciais à saúde. Portanto, o uso simultâneo de 
produtos deve ocorrer apenas quando expressamente recomendado pelo fabricante 
(FIOCRUZ, 2024). 
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Também é fundamental garantir que os ambientes permaneçam 
adequadamente ventilados durante e após a limpeza. A circulação de ar contribui para 
a dispersão de vapores químicos, reduzindo a concentração de substâncias 
potencialmente irritantes no ambiente. Dessa maneira, diminuem-se os riscos de 
sintomas como tontura, dor de cabeça, irritação ocular e dificuldades respiratórias 
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2024). 
 
Por fim, o armazenamento correto dos produtos de limpeza constitui uma medida 
preventiva indispensável. Esses produtos devem permanecer em suas embalagens 
originais, devidamente identificadas e fora do alcance de crianças e animais 
domésticos. Além disso, seu descarte deve seguir as orientações dos órgãos 
competentes, evitando a contaminação do solo, da água e dos ecossistemas 
(ANVISA, 2024). 
 
O gerenciamento adequado dos resíduos sólidos domiciliares é uma prática 
essencial para a preservação ambiental e para a promoção da saúde pública. De 
acordo com a cartilha Gerenciamento de Resíduos Sólidos Domiciliares, desenvolvida 
pelo Projeto de Extensão UFPR Litoral Sustentável, os resíduos domiciliares são 
aqueles gerados nas atividades cotidianas das residências urbanas, sendo necessária 
sua correta separação e destinação para minimizar os impactos negativos ao meio 
ambiente (PEREIRA et al., 2020). 
 
Além disso, a cartilha, destaca, ainda, a aplicação da metodologia dos “3 Rs” — 
reduzir, reutilizar e reciclar — a qual contribui significativamente para a diminuição da 
quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários, além de favorecer o 
aproveitamento de materiais que ainda possuem valor econômico e ambiental 
(PEREIRA et al., 2020). 
 
Ademais, a separação correta dos resíduos no ambiente domiciliar possibilita 
que materiais recicláveis, como papel, plástico, metal, vidro e isopor, sejam 
encaminhados para processos de reciclagem, enquanto os resíduos orgânicos sejam 
destinados à compostagem. Dessa forma, o volume de rejeitos enviados para 
disposição final é reduzido, promovendo o uso racional dos recursos naturais e para 
o desenvolvimento sustentável (PEREIRA et al., 2020). 
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Outro aspecto relevante refere-se aos resíduos perigosos entre eles pilhas, 
baterias, lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, equipamentos eletrônicos 
e restos de tintas contêm substâncias potencialmente contaminantes ou radioativos 
que, quando descartados inadequadamente, podem provocar a poluição do solo, das 
águas superficiais e subterrâneas, além de representar riscos à saúde humana e aos 
ecossistemas. Por esse motivo, tais materiais necessitam de sistemas específicos de 
coleta e destinação final (PEREIRA et al., 2020). 
 
Diante disso, os resíduos perigosos exigem atenção especial quanto à sua 
destinação, uma vez que podem causar sérios danos ao meio ambiente e à saúde 
pública. No caso dos medicamentos vencidos ou em desuso, o descarte deve ser 
realizado em pontos de coleta específicos localizados em farmácias, drogarias e 
outros estabelecimentos participantes dos programas de logística reversa, conforme 
previsto pela legislação brasileira, evitando sua disposição no lixo comum, em pias ou 
vasos sanitários, que podem contaminar o solo e os recursos hídricos. Já os resíduos 
radioativos, gerados principalmente em atividades médicas, industriais e de pesquisa, 
devem ser recolhidos e armazenados por instituições autorizadas e fiscalizadas pela 
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão responsável por sua 
destinação segura no Brasil. Dessa forma, a adoção dos procedimentos adequados 
de descarte reduz os riscos ambientais e contribui para a proteção da saúde coletiva 
 
3.5. MAPA DE RISCO NO AMBIENTE DOMICILAR 
O Mapa de Risco Domiciliar é uma representação gráfica (um desenho da casa) 
que utiliza círculos coloridos para indicar os pontos com potencial de causar acidentes 
ou problemas de saúde aos moradores do local. 
 
O tamanho importa: No mapa, a gravidade do perigo é representada pelo 
tamanho do círculo: 
• Círculo Pequeno: Risco leve ou sob controle. 
• Círculo Médio: Risco moderado (exige atenção). 
• Círculo Grande: Risco grave (alto potencial de acidente iminente). 
 
3.5.1. CLASSIFICAÇÃO POR CORES (PADRÃO ADAPTADO DA NR-5) 
14 
 
As cores ajudam a identificar instantaneamente a natureza do perigo. Veja como 
traduzir a norma técnica para a realidade de uma casa: 
 
COR GRUPO DE RISCO EXEMPLOS 
Verde Físico Ruído excessivo de 
eletrodomésticos, calor 
extremo perto do fogão, 
umidade/mofo nas 
paredes. 
Vermelho Químico Produtos de limpeza (cloro, 
soda cáustica), inseticidas, 
medicamentos soltos, gás 
de cozinha, fumaça. 
Marrom Biológico Lixo acumulado, banheiro 
mal higienizado, 
proliferação de 
mofo/fungos, pragas 
domésticas (baratas, ratos, 
escorpiões). 
Amarelo Ergonômico Sofá ou colchão afundado 
(má postura), pias ou 
tanques em alturas 
inadequadas, carregar 
baldes pesados de forma 
errada. 
Azul Acidente Chão escorregadio, quinas 
vivas de móveis, tomadas 
sobrecarregadas 
(benjamins), tapetes 
soltos, facas ao alcance de 
crianças. 
Quadro 1 
 
15 
 
 
Imagem 1 
 
3.5.2. APLICAÇÃO PRÁTICA NOS CÔMODOS 
Cozinha 
• Azul (Grande): Facas acessíveis, panelas com cabos para fora, piso molhado 
próximo à pia. 
• Vermelho (Médio): Botijão ou canalização de gás, produtos de limpeza sob a 
pia. 
• Verde (Pequeno): Calor do fogão e ruído do liquidificador ou coifa. 
 
 
Banheiro 
• Azul (Grande): Risco de quedas no box (piso liso), choque elétrico ao mudar 
a temperatura do chuveiro ligado. 
• Marrom (Médio): Bactérias e fungos no vaso sanitário, ralo e toalhas úmidas. 
• Vermelho (Pequeno): Medicamentos guardados no armário (risco de ingestão 
por crianças ou uso vencido). 
 
Sala de Estar e Quartos 
• Azul (Médio): Fios espalhados pelo chão, tapetes soltos (risco de tropeços), 
quinas de mesas de centro. 
• Amarelo (Pequeno): Postura incorreta ao usar o notebook na cama ou 
televisão desalinhada com o olhar. 
 
Área de Serviço / Quintal 
16 
 
• Vermelho (Grande): Armazenamento de baldes com produtos químicos 
perigosos ao alcance de pets e crianças. 
• Azul (Médio): Tanques soltos ou mal fixados, piso constantemente molhado. 
 
3.5.3. IMPORTÂNCIA DO MAPA DE RISCO NO LAR 
 
• Enxergar os perigos: Ajuda a notar riscos do dia a dia que costumam passar 
despercebidos até que um acidente aconteça. 
• Proteger a família: Facilita a adaptação da casa para proteger quem maisprecisa, como crianças, idosos e animais de estimação. 
• Virar um plano de ação: Funciona como um guia para a família saber 
exatamente o que precisa ser consertado ou mudado primeiro. 
• Criar união: Faz com que todos os moradores colaborem e cuidem juntos da 
segurança da casa. 
 
Conclui-se que o Mapa de Risco Domiciliar é uma ferramenta indispensável para 
transformar a nossa percepção de segurança dentro de casa. Ao adaptar os conceitos 
e a classificação por cores da segurança do trabalho para a realidade dos cômodos 
residenciais, conseguimos mapear e entender a gravidade de perigos que costumam 
passar despercebidos no dia a dia. 
 
Muito mais do que um diagnóstico visual, a aplicação deste mapa funciona como 
um guia prático de ação. Ele permite que a família antecipe acidentes domésticos e 
proteja seus integrantes mais vulneráveis, providenciando as mudanças necessárias 
antes que o perigo se materialize. Afinal, promover um lar seguro é um ato contínuo 
de cuidado, responsabilidade e preservação da vida de quem amamos. 
 
4. CONCLUSÃO 
Conclui-se com o presente trabalho, que a biossegurança no ambiente domiciliar 
desempenha um papel fundamental na promoção da saúde, na prevenção de 
acidentes e na melhoria da qualidade de vida dos moradores. A identificação dos 
diferentes tipos de riscos presentes nas residências permite uma maior compreensão 
sobre situações aparentemente comuns do cotidiano, que, entretanto, podem 
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representar ameaças significativas à integridade física e ao bem-estar das pessoas, 
especialmente de grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e animais 
domésticos. 
 
Nesse contexto, a adoção de medidas preventivas relacionadas ao 
armazenamento adequado de produtos químicos e medicamentos, à correta gestão 
dos resíduos sólidos, à higienização dos ambientes e à eliminação de fatores que 
favorecem acidentes são estratégias de grande importância para reduzir a ocorrência 
de danos à saúde humana ou animal. Além disso, nota-se que a conscientização da 
população por meio de ações educativas, como o mapa de risco e a maquete, 
favorecem o desenvolvimento de hábitos mais responsáveis dentro do ambiente 
domiciliar. 
 
Por fim, a elaboração da maquete e do mapa de riscos demonstrou, que ao 
utilizar recursos visuais na identificação dos perigos presentes em cada cômodo da 
residência, o processo de aprendizagem torna-se mais acessível e eficaz. Logo, 
constata-se que a biossegurança deve ser introduzida ao cotidiano doméstico como 
uma prática contínua de prevenção e cuidado, evitando danos à saúde coletiva dos 
moradores. 
 
5. REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Guia de 
prevenção a acidentes domésticos e primeiros socorros. Brasília, DF: MMFDH, 
2020. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-
2/abril/ministerio-publica-guia-de-prevencao-a-acidentes-domesticos-e-primeiros-
socorros/SNDCA_PREVENCAO_ACIDENTES_A402.pdf. Acesso em: 19 maio 2026. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/. Acesso em: 18 maio 2026. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Biosegurança. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2008. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/08Bioseguranca.pdf. 
Acesso em: 24 maio 2026. 
CENTRO DE PRODUÇÕES TÉCNICAS (CPT). Você é empregada doméstica? 
Evite acidentes para você e para os outros. Viçosa, MG: CPT, s.d. Disponível em: 
18 
 
http://www.cpt.com.br/cursos-casapratica/artigos/empregada-domestica-como-evitar-
acidentes. Acesso em: 19 maio 2026. 
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Manual de biossegurança. Rio de 
Janeiro: Fiocruz, s.d. Disponível em: 
https://fiocruz.br/sites/fiocruz.br/files/documentos_2/manualcorrigido.pdf. Acesso em: 
23 maio 2026. 
GLOBO. Acidentes domésticos crescem no Brasil e reforçam alerta para 
cuidados dentro de casa. Valor Econômico, 24 out. 2025. Disponível em: 
https://valor.globo.com/patrocinado/pressworks/noticia/2025/10/24/acidentes-
domesticos-crescem-no-brasil-e-reforcam-alerta-para-cuidados-dentro-de-
casa.ghtml. Acesso em: 24 maio 2026. 
 
	1. INTRODUÇÃO
	2. METODOLOGIA
	3. BIOSSEGURANÇA NO AMBIENTE DOMICILIAR
	3.1. CONCEITO DE BIOSSEGURANÇA
	3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS NO AMBIENTE DOMICILIAR
	3.3. VIAS DE EXPOSIÇÃO
	3.4. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE
	3.5. MAPA DE RISCO NO AMBIENTE DOMICILAR
	3.5.1. CLASSIFICAÇÃO POR CORES (PADRÃO ADAPTADO DA NR-5)
	3.5.2. APLICAÇÃO PRÁTICA NOS CÔMODOS
	3.5.3. IMPORTÂNCIA DO MAPA DE RISCO NO LAR
	4. CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS

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