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Teoria do Crime CESPE

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TEORIA DO CRIME - REVISAO BRUTAL | CEBRASPE/CESPE RETA FINAL - CONCURSOS POLICIAIS
1
REVISAO BRUTAL
TEORIA DO CRIME
CEBRASPE / CESPE — CONCURSOS POLICIAIS
RETA FINAL PEGADINHAS TABELAS MACETES CHECKLIST
01 Estrutura do Crime + Teorias 02 Dolo x Culpa x Preterdolo
03 Nexo Causal e Concausas 04 Iter Criminis
05 Excludentes de Ilicitude 06 Culpabilidade
07 Teoria dos Erros 08 Concurso de Pessoas
09 Tabelas Comparativas Mestras 10 Pegadinhas + Checklist Final
Este material e um instrumento de ATIVACAO DE MEMORIA para a vespera da prova. Use em conjunto com o material
completo de estudo.
TEORIA DO CRIME - REVISAO BRUTAL | CEBRASPE/CESPE RETA FINAL - CONCURSOS POLICIAIS
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◆ 01 - ESTRUTURA DO CRIME
FATO TIPICO ILICITUDE CULPABILIDADE
Conduta Resultado Nexo Causal Tipicidade Nao ha excludente: - Legitima Defesa - Estado
Necessidade - Estrito Cumprimento - Exercicio
Regular
Imputabilidade Potencial consciencia da
ilicitude Exigibilidade de conduta diversa
ATENCAO: CESPE pergunta: "crime doloso exige apenas fato tipico e ilicitude". FALSO. Exige os 3 pilares.
TEORIAS DO CRIME — COMPARATIVO
TEORIA CONDUTA DOLO/CULPA FOCO
CAUSALISTA
(Liszt/Beling)
Movimento corporal voluntario (sem
finalidade)
Na CULPABILIDADE Resultado naturalístico
FINALISTA (Welzel) *** CP
ADOTA ***
Dirigida a uma finalidade No FATO TIPICO (conduta) Vontade do agente
FUNCIONALISTA
(Roxin/Jakobs)
Comportamento humano relevante No FATO TIPICO Politica criminal / funcao da norma
SOCIAL (Wessels) Relevancia social No FATO TIPICO Relevancia social da conduta
MACETE: CP adota FINALISMO. CESPE adora cobrar onde o dolo esta localizado: FATO TIPICO (na conduta).
IMPUTACAO OBJETIVA (Roxin) — CRITERIOS
CRITERIO EXCLUI IMPUTACAO OBJETIVA SE...
Risco Permitido Conduta dentro do risco tolerado socialmente
Criacao de Risco Conduta nao criou risco juridicamente relevante
Ambito de Protecao Resultado fora do ambito de protecao da norma
Autocolocacao em Risco Vitima se colocou voluntariamente em risco
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◆ 02 - DOLO x CULPA x PRETERDOLO
TIPO DEFINICAO CORE ELEMENTO-CHAVE EXEMPLO MACETE
Dolo Direto 1o Grau Quer o resultado VONTADE Atirar querendo matar "Quero isso!"
Dolo Direto 2o Grau
(Conseg.
Necessarias)
Aceita consequencias
necessarias do meio escolhido
CERTEZA DOS
EFEITOS COLATERAIS
Explodir aviao para matar
passageiro-alvo
"Sei que vai ocorrer e
aceito."
Dolo Eventual Preve resultado e assume o
risco
ASSUNCAO DO RISCO
("dane-se")
Racha / embriaguez ao volante
+ acidente
"Dane-se se ocorrer!"
Culpa Consciente Preve resultado mas CONFIA
que nao ocorrera
CONFIANCA (indevida) Motorista cansado: "consigo
chegar"
"Nao vai acontecer comigo!"
Culpa Inconsciente NAO preve resultado previsivel NAO PREVISAO de fato
previsivel
Motorista distraido atropela
pedestre
"Nem vi vir!"
Preterdolo
(Preterintencional)
Dolo no antecedente + Culpa
no consequente
DOLO + CULPA no
mesmo fato
Lesao corporal seguida de
morte
"Queria menos mas causou
mais!"
CESPE GOSTA DE CONFUNDIR — DOLO/CULPA
CONFUSAO CLASSICA DIFERENCA FATAL
Dolo eventual x Culpa consciente Ambos PREVEEM. Dolo eventual: assume o risco ("dane-se"). Culpa consciente: CONFIA que
nao ocorrera.
Preterdolo x Dolo de 2o grau Preterdolo: dolo + culpa em tipos diferentes. Dolo 2o grau: tudo doloso, efeito colateral certo.
"Crime culposo sempre tem previsibilidade" CORRETO. Sem previsibilidade objetiva: fato e atipico.
"Dolo direto = dolo de 1o grau" Ambos sao dolo direto. 1o grau = quer o resultado; 2o grau = efeitos colaterais necessarios e
certos.
MODALIDADES DE CULPA
MODALIDADE NATUREZA EXEMPLO PALAVRA-CHAVE
Imprudencia Acao positiva (fazer demais) Dirigir em alta velocidade FAZER
Negligencia Acao negativa (deixar de fazer) Nao verificar os freios OMITIR
Impericia Falta de habilidade tecnica Medico erra tecnica cirurgica SABER/TECNICA
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◆ 03 - NEXO CAUSAL E CONCAUSAS
Teoria da Equivalencia dos Antecedentes (conditio sine qua non): "Toda condicao que, suprimida mentalmente, faz desaparecer o
resultado, e causa." (Art. 13 CP)
TIPO DE CAUSA DEFINICAO INTERROMPE
NEXO?
REGRA "POR SI SO" EXEMPLO
Rel. Indep.
PREEXISTENTE
Existia antes da
conduta
NAO Nao causa por si so: agente
responde pelo resultado
Hemofílico: leva facada, morre de
hemorragia
Rel. Indep.
CONCOMITANTE
Ocorre ao mesmo
tempo que a conduta
NAO Nao causa por si so: agente
responde pelo resultado
A atira; B infarta no mesmo instante
Rel. Indep.
SUPERVENIENTE ***
MAIS COBRADO ***
Ocorre DEPOIS da
conduta
SIM, se causa
por si so
Se causa por si so: interrompe
nexo. Agente: tentativa
Envenena B; B morre em incendio no
hospital
Abs. Indep.
(pre/conco/super)
Opera de forma
totalmente autonoma
SEMPRE SIM Agente NAO responde pelo
resultado. Responde por tentativa.
A envenena B; C ja envenenara
antes com dose letal
ATENCAO: CAUSA SUPERVENIENTE REL. INDEP. que causa POR SI SO o resultado = INTERROMPE nexo. Agente:
tentativa. CESPE cobra direto!
FLUXOGRAMA — CONCAUSAS
PASSO 1: A causa e independente ou dependente da conduta do agente?
-> DEPENDENTE: Agente responde pelo resultado (nexo mantido)
-> INDEPENDENTE: Verificar se e ABSOLUTA ou RELATIVA
PASSO 2 (independente): E absolutamente independente?
-> SIM: Nexo SEMPRE interrompido -> Agente: tentativa
-> NAO (relativa): Verificar quando ocorreu (pre/conco/super)
PASSO 3 (relativa): E SUPERVENIENTE?
-> NAO (preexistente ou concomitante): Agente responde pelo resultado
-> SIM (superveniente): A causa por si so produz o resultado?
-> NAO: Agente responde pelo resultado
-> SIM: INTERROMPE nexo -> Agente: TENTATIVA
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◆ 04 - ITER CRIMINIS
COGITACAO PREPARACAO EXECUCAO CONSUMACAO
Fase interna (pensamento) Atos preparatorios (externos) Atos executorios (inicio do tipo) Resultado consumado
NAO PUNE
Em regra NAO PUNE
Excecoes: arts. 291, 288 CP
PUNE (ao menos tentativa) PUNE (crime consumado)
TENTATIVA x DESISTENCIA x ARREPENDIMENTO
INSTITUTO QUANDO VOLUNTA
RIO?
CONSEQUENCIA MACETE FRANK
Tentativa (Art. 14, II) Execucao iniciada; resultado nao
ocorre por circunstancias alheias
NAO Crime tentado (pena -1/3 a 2/3) "Quero mas nao posso"
Desistencia Voluntaria
(Art. 15)
Durante execucao; agente
PARA voluntariamente
SIM Responde so pelos atos
praticados
"Posso mas nao quero"
Arrependimento Eficaz
(Art. 15)
Execucao concluida; age para
evitar o resultado
SIM Responde so pelos atos
praticados
"Fiz mas desfiz"
Arrependimento
Posterior (Art. 16)
APOS consumacao; repara o
dano espontaneamente
SIM Reduz pena 1/3 a 2/3 "Fez; reparou depois"
Crime Impossivel (Art.
17)
Objeto impróprio absoluto ou
meio absolutamente ineficaz
N/A FATO ATIPICO (nao ha
crime)
"Impossivel desde o inicio"
ATENCAO: Desistencia voluntaria NAO exige impossibilidade de continuar. Se podia prosseguir mas escolheu parar =
desistencia. Se nao podia mais = tentativa.
ATENCAO: Crime impossivel RELATIVO (objeto/meio relativamente ineficaz) = PUNE como tentativa. So o ABSOLUTO e
impunivel.
MACETE: Arrependimento Posterior: crime SEM violencia/grave ameaca + reparacao INTEGRAL + ESPONTANEA + ate
recebimento da denuncia.
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◆ 05 - EXCLUDENTES DE ILICITUDE
EXCLUDENTE REQUISITOS OBJETIVOS SUBJETIVO EXCESSO MACETE
Legitima Defesa
(Art. 25)
Agressao INJUSTA Atual ou iminente
Direito proprio ou alheio Meios necessarios
Uso moderado
Conhecimento da
situacao
Doloso/culposo ou
exculpante
(medo/perturbacao)
"Defendo-me de
AGRESSAO INJUSTA"
Estado de
Necessidade (Art.
24)
Perigo ATUAL Nao provocado Inevitavel de
outro modo Sacrficio razoavel Nao obrigado
a suportar
Conhecimento da
situacao
Doloso/culposo ou
exculpante
"Salvo de PERIGO
(qualquer origem)"
Estrito
Cumprimentodo
Dever Legal
Ato previsto em lei Nos limites do dever Conhecimento Doloso "A LEI MANDA fazer"
Exercicio Regular
de Direito
Ato autorizado pelo ordenamento Nos
limites razoaveis
Conhecimento Doloso "A lei PERMITE fazer"
LEGITIMA DEFESA — PONTOS CRITICOS CESPE
PONTO REGRA
LD reciproca IMPOSSIVEL simultaneamente. Quem provoca dolosamente nao pode alegar LD.
LD putativa (imaginaria) Agente IMAGINA situacao que nao existe -> Erro de tipo permissivo -> Exclui dolo (teoria limitada da
culpabilidade).
Excesso doloso vs. culposo Excesso doloso: crime doloso. Excesso culposo: crime culposo. Excesso exculpante: sem crime
(medo/perturbacao irresistivel).
LD x Estado de Necessidade LD: reage a AGRESSAO (fato humano injusto). EN: reage a PERIGO (pode ser animal, fenomeno natural,
etc.).
Estado de necessidade Teoria
Diferenciadora
Sacrifica bem MENOR: excludente de ilicitude (justificante). Sacrifica bem IGUAL ou MAIOR: excludente
de culpabilidade (exculpante).
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◆ 06 - CULPABILIDADE
ELEMENTO CONCEITO O QUE EXCLUI O QUE REDUZ
IMPUTABILIDADE Capacidade de entender e querer (18
anos / saude mental)
Menoridade (pessoa). Criminis: erra O BEM JURIDICO (coisa->pessoa). Criminis:
responde por culpa, nao por dolo.
Erro de tipo acidental x essencial Essencial: recai sobre elemento FUNDAMENTAL do tipo -> afeta tipicidade. Acidental: dado
SECUNDARIO -> nao afeta o dolo.
MACETE: Erro de proibicao indireto (permissivo): agente conhece a norma mas erra sobre existencia/limites de uma
excludente -> CP (teoria limitada): exclui dolo, mantem culpa.
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◆ 08 - CONCURSO DE PESSOAS
TEORIAS SOBRE AUTORIA
TEORIA CONCEITO CRITICA CP BRASILEIRO
Extensiva / Unitaria Todo contribuinte e autor igualmente Nao diferencia autores de participes NAO adota
Restritiva Formal Autor: pratica o nucleo do tipo Deixa de fora autoria mediata BASE do CP
Do Dominio do Fato
(Roxin) ***
Autor: quem tem dominio sobre a
realizacao do fato
Criterio mais amplamente aceito Adotada pela doutrina majoritaria
FIGURAS DO CONCURSO DE PESSOAS
FIGURA DEFINICAO PENA REQUISITO ESPECIAL
Autor Direto Pratica o nucleo do tipo com suas proprias
maos
Pena integral do tipo —
Autor Mediato Usa terceiro como instrumento (nao
punivel)
Pena integral do tipo Instrumento nao culpavel ou coagido
Coautor Divide execucao; codominio funcional do
fato
Pena integral do tipo Acordo previo ou concomitante
Participe Contribui sem executar o nucleo (induz,
instiga, auxilia)
Pena reduzida 1/6 a 1/3 (se menos
grave)
Conduta acessoria ao fato principal
Autor Colateral Dois agem SEM previo ajuste; um causa o
resultado
Quem causou: resultado. Outro:
tentativa
SEM acordo previo (NAO ha concurso)
TEORIA MONISTA x PLURALISTA
TEORIA REGRA EXCECOES
Monista / Unitaria (Art. 29) ***
CP ADOTA ***
TODOS que concorrem para um crime respondem
pelo MESMO tipo penal
Comunicabilidade das elementares pessoais (Art. 30)
Participacao de menor importancia (reduz pena)
Pluralista Cada agente responde por tipo penal diferente
(excecao)
Aborto: mulher (Art. 124) x terceiro (Art. 126) Bigamia: bigamo
x conjuge Corrupcao: ativa x passiva
ATENCAO: Comunicabilidade (Art. 30): elementares objetivas comunicam-se a todos. Circunstancias e condicoes
PESSOAIS NAO se comunicam, salvo quando elementares. CESPE pergunta se qualidade especial do sujeito ativo se
comunica ao coautor = DEPENDE se e elementar.
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◆ 09 - TABELAS COMPARATIVAS MESTRAS
TABELA MESTRA: O QUE EXCLUI O QUE?
O QUE E EXCLUIDO O QUE PODE EXCLUIR
FATO TIPICO — Conduta Caso fortuito / forca maior | Coacao fisica absoluta | Ato reflexo | Estado de inconsciencia total
FATO TIPICO — Tipicidade Principio da insignificancia | Crime impossivel absoluto | Adequacao tipica ausente
FATO TIPICO — Dolo Erro de tipo essencial INEVITAVEL (exclui dolo e culpa) | Evitavel: so exclui dolo, mantem culpa
ILICITUDE Legitima defesa | Estado de necessidade | Estrito cumprimento do dever legal | Exercicio regular de direito |
Consentimento do ofendido (supralegal)
CULPABILIDADE (Imputabilidade) Menoridade ( responde normalmente.
"Coacao fisica exclui a culpabilidade" Coacao fisica absoluta exclui a CONDUTA (fato tipico), naoculpabilidade.
"Erro de proibicao exclui o fato tipico" Erro de proibicao exclui a CULPABILIDADE (pot. consciencia da ilicitude).
"Crime impossivel relativo e impunivel" So o ABSOLUTO e impunivel. O relativo e punivel como tentativa.
"Na desistencia voluntaria o agente nao poderia continuar" Na desistencia, o agente PODE continuar mas nao quer. Impossibilidade =
tentativa.
"Na aberratio ictus responde pelo crime contra a vitima
efetivamente atingida"
Responde como se tivesse atingido a vitima VISADA (considera a pretendida).
"Dolo eventual = culpa consciente: ambos assumem o risco" Culpa consciente: preve mas CONFIA que nao ocorre. Dolo eventual:
"dane-se" com o resultado.
"EN so cabe contra ataques humanos" Estado de necessidade cabe contra qualquer PERIGO (animal, natural,
humano). LD = so agressao humana injusta.
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◆ 10 - PEGADINHAS, RANKING E PALAVRAS PERIGOSAS
RANKING DOS TEMAS MAIS COBRADOS (CEBRASPE)
# TEMA FREQ. PONTO CRITICO
1o Dolo eventual x Culpa consciente ***** Dane-se vs. Confio que nao ocorre
2o Nexo causal — causa superveniente ***** Regra "por si so" interrompe nexo
3o Iter criminis — desistencia vs tentativa **** Formula de Frank
4o Erro de tipo x Erro de proibicao **** O que o agente SABE vs. QUER
5o Legitima defesa (requisitos + excesso) **** LD putativa; excesso exculpante
6o Embriaguez e imputabilidade **** Voluntaria nao exclui (actio libera)
7o Concurso de pessoas — teoria monista *** Comunicabilidade das elementares
8o Aberratio ictus x Erro sobre a pessoa *** Considera a vitima visada
9o Coacao moral irresistivel *** Exclui culpabilidade, nao tipicidade
10o Preterdolo ** Dolo + Culpa no mesmo fato
PALAVRAS PERIGOSAS DA BANCA
PALAVRA/FRASE ARMADILHA
"sempre" Quase sempre FALSO em Direito Penal. Ha excecoes a quase tudo.
"automaticamente" Causa suspeita. Raramente um efeito e automatico no DP.
"exclui o crime" Verifique: exclui O QUE? Fato tipico? Ilicitude? Culpabilidade? Cada um tem consequencia diferente.
"isento de pena" Geralmente = exclusao de culpabilidade (crime existe, punição nao). CESPE confunde com "nao ha crime".
"pode" Muitas vezes CORRETO! "Pode" e mais cauteloso que "sempre/nunca". Fique atento.
"independentemente" Sinal de que a banca tentara cortar uma condicao necessaria. Verifique os requisitos.
"nao se pune" Desistencia voluntaria: nao se pune a tentativa, mas pune os atos. Crime impossivel: nao se pune nada.
"involuntario" Desistencia involuntaria = tentativa. "Voluntario" e decisivo para distinguir as figuras.
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◆ CHECKLIST DE VESPERA
O QUE VOCE DEVE SABER SEM HESITAR
[ ] Onde o dolo esta no FINALISMO? -> No FATO TIPICO (na conduta)
[ ] Causa superveniente que por si so produz o
resultado: -> INTERROMPE nexo -> tentativa
[ ] Embriaguez voluntaria completa: -> NAO exclui imputabilidade (actio libera in causa)
[ ] Formula de Frank:
-> "Posso mas nao quero" = desistencia. "Quero mas nao posso" =
tentativa
[ ] Erro de tipo inevitavel: -> Exclui dolo e culpa -> fato atipico
[ ] Erro de proibicao inevitavel: -> Exclui culpabilidade -> isento de pena
[ ] Legitima defesa putativa: -> Erro de tipo permissivo -> exclui dolo
[ ] Coacao fisica absoluta: -> Exclui CONDUTA (fato tipico), nao culpabilidade
[ ] Aberratio ictus: -> Responde como se tivesse atingido a vitima VISADA
[ ] Participe responde por: -> Mesmo crime que o autor (teoria monista) - pena pode ser menor
[ ] Crime impossivel relativo: -> PUNE como tentativa. So o absoluto e impunivel
[ ] Preterdolo = ?
-> Dolo no antecedente + culpa no consequente (ex.: lesao seguida de
morte)
[ ] Estado necessidade x LD: -> EN: perigo de qualquer origem. LD: agressao humana injusta
[ ] Arrependimento posterior: -> Reduz pena 1/3-2/3. Sem violencia; integral; espontaneo; ate denuncia
[ ] Teoria monista no CP:
-> Todos respondem pelo MESMO crime - excecoes: aborto, bigamia,
corrupcao
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RESUMO FINAL — 1 PAGINA
ESTRUTURA DO CRIME
Fato Tipico:
conduta+resultado+nexo+tipicidade
Ilicitude: ausencia de excludente
Culpabilidade:
imputab+pot.consciencia+exigibilidade
DOLO
Direto 1o: quer o resultado
Direto 2o: aceita efeitos certos
Eventual: "dane-se" (assume risco)
Culpa consciente: preve mas confia
Culpa inconsciente: nao preve o
previsivel
Preterdolo: dolo+culpa no mesmo fato
NEXO CAUSAL
Superv.rel.ind. por si so -> interrompe
Demais causas relativas -> agente
responde
Abs. independente -> sempre interrompe
ITER CRIMINIS
Cogitacao: nunca pune
Preparacao: regra nao pune (excecoes)
Execucao: pune (ao menos tentativa)
Desistencia: "posso mas nao quero"
Arrepend. eficaz: age apos execucao
Arrepend. posterior: apos consumacao
EXCLUDENTES
LD: agressao injusta atual/iminente
EN: perigo atual nao causado
Excesso doloso: pune. Culposo: pune
CONCURSO DE PESSOAS
Teoria monista: todos = mesmo crime
Autor mediato: usa instrumento incupavel
Elementar objetiva: comunica a todos
ERROS
Tipo essen.inevit.: exclui dolo e culpa
Tipo essen.evitavel: exclui dolo, mantem
culpa
Proibicao inevit.: exclui culpabilidade
Proibicao evitavel: reduz pena 1/6 a 1/3
Sobre a pessoa/aberr.ictus: vitima visada
Aberratio criminis: responde por culpa
CULPABILIDADE
Embriaguez voluntaria: nao exclui
Embriaguez acidental completa: exclui
Coacao fisica: exclui CONDUTA
Coacao moral irresist.: exclui culpab.
Obediencia hierarq.: ato nao manif. ilegal
TEORIAS
CP: FINALISMO. Dolo no fato tipico
Imput.obj.: risco permitido, criacao risco
VOCE ESTA PRONTO. CONFIA NO SEU ESTUDO. LE COM CALMA, APLICA A LOGICA E
VAI GABARITAR!

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