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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNI FATECIE 
 MÔNICA MARIA 
 TERAPIA OCUPACIONAL COM MÉTODO INTEGRAÇÃO 
 SENSORIAL DE AYRES: DESENVOLVIMENTO DE 
 HABILIDADES FUNCIONAIS ATRAVÉS DO 
 INSTRUMENTO PEDI-CAT 
 São Paulo 
 2026 
 MÔNICA MARIA 
 TERAPIA OCUPACIONAL COM MÉTODO INTEGRAÇÃO 
 SENSORIAL DE AYRES: DESENVOLVIMENTO DE 
 HABILIDADES FUNCIONAIS ATRAVÉS DO 
 INSTRUMENTO PEDI-CAT 
 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro 
 Universitário UNIFATECIE, como requisito parcial para 
 obtenção do título Bacharel em Terapia ocupacional sob 
 orientação do professor(a) Orientador: Augusto Henrique 
 dos Santos Lima, UniFatecie, Paranavaí - PR 
 SÃO PAULO 
 2026 
 2 
 RESUMO 
 Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as possíveis conquistas de uma 
 criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que foi submetida à Terapia 
 Ocupacional (TO) pela abordagem de Integração Sensorial de Ayres (ISA), 
 considerando as habilidades funcionais e a responsabilidade. Devido a isso 
 utilizei o questionário da Pediatric Evaluation of Disability Inventory – Computer 
 Adaptive Test (PEDI-CAT). Eu analisei com a ajuda dos meus supervisores da 
 clínica onde faço meu estágio, dados da criança e da família e comparados as 
 pontuações dos domínios do instrumento ao longo de seis meses de 
 intervenção, levei em consideração as atividades diárias, mobilidade, condição 
 social/cognitivo e responsabilidade. Os resultados apresentaram uma evolução 
 nas habilidades avaliadas, ficando de acordo com os princípios da Integração 
 Sensorial de Ayres. 
 Palavras-chave: Terapia Ocupacional; Integração Sensorial; Transtorno do 
 Espectro Autista. 
 . 
 3 
 SUMÁRIO 
 1. INTRODUÇÃO……………………………………………………………………05 
 2. JUSTIFICATIVA ………………………………………………………………….06 
 3. OBJETIVOS ………………………………………………………………………07 
 3.1 Objetivos Gerais. 
 3.2. Objetivos Específicos 
 4. MÉTODO…………………………………………………………………………...08 
 4.1. Delineamento Metodológico 
 4.2. O Local de Pesquisa 
 4.3. Materiais e Métodos 
 4.4 Procedimentos 
 4.5. Participante 
 4.6. Aspectos Éticos 
 4.7. Análise de Dados 
 5. RESULTADOS…………………………………………………………………….11 
 5.1 Formulário de Caracterização da Criança e da Família 
 5.2 PEDI-CAT 
 6. DISCUSSÃO……………………………………………………………………....16 
 7. REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE A PESQUISA……………………………...17 
 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………………17 
 REFERÊNCIAS……………………………………………………………………....18 
 4 
 1. Introdução 
 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do 
 neurodesenvolvimento que pode afetar o comportamento, a comunicação e a 
 interação social. Consegue-se observar os sinais desde a infância, pois 
 acabam interferindo nas atividades diárias (DSM-5, 2014). 
 Atualmente podemos observar um aumento de crianças diagnosticadas com 
 TEA, mas isso está relacionado aos avanços nas pesquisas e à maior acesso 
 ao conhecimento sobre o assunto o que mostra aos adultos a facilidade em 
 perceber os sinais do TEA desde os primeiros anos de vida (MONTEIRO et al., 
 2017; OLIVEIRA, 2010). Embora o diagnóstico seja realizado apenas por um 
 médico,o acompanhamento de outros profissionais de saúde e da área de 
 educação é importante para contribuir com o desenvolvimento e a 
 funcionalidade da criança. 
 Nas crianças que recebem o diagnóstico de TEA é comum encontrar algumas 
 com dificuldade sensorial (POSAR; VISCONTI, 2018) elas apresentam maior 
 ou menor sensibilidade aos estímulos, como toques, barulhos e movimentos, o 
 que dificulta sua interação nas atividades cotidianas (MAGALHÃES, 2008). As 
 pesquisas comprovam que essas alterações são comuns em uma parcela 
 significativa das crianças com TEA (BEN-SASSON et al., 2009; SCHAAF et al., 
 2013). 
 Através desse estudo concluímos que, a Terapia Ocupacional (TO) com 
 Integração Sensorial de Ayres (ISA) é utilizada para auxiliar a criança a 
 organizar melhor as informações sensoriais e responder de maneira mais 
 adequada às demandas do ambiente (LENZI; VIEIRA, 2010; SERRANO, 
 2016). 
 Essa abordagem foi elaborada pela terapeuta ocupacional Anna Jean Ayres, 
 nos Estados Unidos, a partir da década de 1960. Para Ayres (1972), a 
 Integração Sensorial é o procedimento pelo qual o sistema nervoso programa 
 as informações recebidas do ambiente, permitindo respostas mais adequadas. 
 Durante os encontros de terapia, são sugeridas atividades que favoreçam essa 
 organização e podem melhorar o desempenho nas atividades de vida diária 
 (MAGALHÃES, 2008). 
 No Brasil, essa metodologia de Integração Sensorial é conhecida como 
 recurso terapêutico da Terapia Ocupacional pelo COFFITO (BRASIL, 2017). O 
 terapeuta ocupacional é responsável por fazer as avaliações com as crianças e 
 acompanhar seu desenvolvimento, além de utilizar recursos que auxiliem no 
 planejamento da intervenção (CRUZ; RODRIGUES; WERTHEIMER, 2021). 
 5 
 Através desse recursos está o Pediatric Evaluation of Disability Inventory – 
 Computer Adaptive Test (PEDI-CAT), que é um equipamento computadorizado 
 que faz a avaliação do desempenho funcional de crianças e jovens de 0 a 20 
 anos e isso permite o TÔ acompanhar a evolução ao longo do período de 
 terapeutico do tempo (MANCINI et al., 2016). 
 Esse trabalho com as crianças só é possível se do se tiver o apoio dos 
 familiares e responsáveis pela criança e a comunicação com a escola e outros 
 profissionais que participam da rotina dessa criança, isso é muito importante 
 para que as estratégias terapêuticas também sejam parte da rotina e 
 contribuam para maior autonomia e desenvolvimento (FERNANDES et al., 
 2019). 
 2. JUSTIFICATIVA 
 A Integração Sensorial de Ayres (ISA) vem ganhando espaço no Brasil, através 
 da Terapia Ocupacional, apesar de ser estudada desde a década de 1960. 
 Mesmo com todos os estudos aqui ainda são encontrados poucos trabalhos de 
 nível nacional sobre o tema e a maior parte das publicações são escritas em 
 idiomas estrangeiro o que dificulta o acesso às informações (MAGALHÃES, 
 2006; PARHAM; MAILLOUX, 2005). 
 Através do Portal de Periódicos da CAPES ainda tem muitas limitações sobre 
 os temas relacionados à integração sensorial e à Terapia Ocupacional, pois 
 poucos estudos nacionais estavam relacionados ao tema. Além disso, foram 
 encontrados poucos trabalhos sobre o PEDI-CAT, e grande maioria sem 
 acesso livre. Foram selecionados os estudos mais revisados e mais recentes 
 sobre o assunto. 
 Os estudos anteriores apresentaram resultados mais significativos da 
 Integração Sensorial em crianças com TEA. Foram observados os avanços no 
 equilíbrio e na coordenação visomotora e no desempenho escolar após 05 
 meses de estudos realizados por Jorquera e Romero (2016) na Costa e Pfeifer 
 (2016) também identificaram melhora no processamento sensorial e no 
 desempenho funcional de crianças com TEA. 
 6 
 Cardoso e Blanco (2019), fez uma revisão de estudos e encontraram 
 resultados favoráveis à ISA, mas deram destaque à importância de novas 
 pesquisas e suas aplicações em diferentes contextos. Souza (2020) 
 apresentou que metodologias de organização sensorial também podem e 
 devem ser utilizadas com orientação profissional à distância, contribuindo para 
 a rotina e a autorregulação da criança. 
 Nas retificações internacionais também apontampara resultados positivos, 
 embora evidenciem a necessidade de estudos com mais crianças para ter uma 
 maior amostragem e desenvolver métodos mais consistentes (WATLING; 
 HAUER, 2015). Bellefeuille, Schaaf e Polo (2013) mencionaram ainda melhora 
 em hábitos de higiene e processamento sensorial após intervenção baseada na 
 ISA. 
 Diante disso, é notória a necessidade de ampliar as pesquisas brasileiras 
 sobre a TO com o ISA, especialmente aquelas que utilizam recursos 
 padronizados para acompanhar a evolução funcional. Não consegui encontrar 
 estudos relacionados à abordagem ISA ao PEDI-CAT. Através disto este 
 trabalho busca contribuir para preencher essa lacuna, estudando e analisando 
 possíveis mudanças nas habilidades funcionais e na responsabilidade de uma 
 criança com TEA após a intervenção. 
 3. OBJETIVOS 
 3.1 Objetivo geral 
 Estudar a evolução de uma criança com TEA, que foi submetida à Terapia 
 Ocupacional com a metodologia de Integração Sensorial de Ayres (ISA), nas 
 habilidades funcionais e na responsabilidade, por meio do instrumento 
 PEDI-CAT. 
 7 
 3.2 Objetivos específicos 
 Identificar as características da criança e de sua família através do 
 preenchimento do Formulário de Caracterização da Família e da Criança. 
 Fazer o comparativo dos resultados do PEDI-CAT antes e após a intervenção, 
 levando em consideração os domínios de atividades diárias, mobilidade, 
 social/cognitivo e responsabilidade. 
 4. MÉTODO 
 4.1 Delineamento metodológico 
 É uma modalidade de estudo de caso único, de abordagem quali-quantitativa e 
 caráter transversal que permite investigar de forma aprofundada um fenômeno 
 a partir de um único participante (VENTURA, 2007; GIL, 2017). 
 A apuração considerou documentos, informações fornecidas pela família e as 
 anotações dos atendimentos de Terapia Ocupacional com Integração Sensorial 
 de Ayres (ISA). 
 4.2 Local da pesquisa 
 A pesquisa foi realizada em parceria com os profissionais da Clínica Albanos - 
 Unidade Washington Luiz. A clínica tem seus atendimentos voltados ao 
 público infantil e atende crianças de 0 a 12 anos e possui espaço destinado à 
 Integração Sensorial, com equipamentos suspensos e de solo, além de sala 
 para anamnese e acompanhamento terapêutico. 
 4.3 Materiais e métodos 
 8 
 Foram utilizados o Formulário de Caracterização da Criança e da Família e o 
 Pediatric Evaluation of Disability Inventory – Computer Adaptive Test 
 (PEDI-CAT). 
 O formulário continha informações sobre a criança, como identificação dos 
 responsáveis, o grau de escolaridade e também os laudos de saúde, além de 
 informações mais pessoas como profissão dos pais, renda e moradia. Sua 
 utilização permitiu compreender o contexto em que a criança está inserida. 
 O PEDI-CAT é um mecanismo padronizado e computadorizado que avalia as 
 funções de crianças e jovens de 0 a 20 anos (MANCINI et al., 2016). E devem 
 ser respondidos pelos pais ou responsáveis e favorecem duas dimensões: 
 habilidades funcionais e responsabilidade. 
 As habilidades funcionais são avaliadas através dos domínios Atividades 
 Diárias, Mobilidade e Social/Cognitivo. A responsabilidade considera posturas 
 como organização, cuidados pessoais, saúde e segurança. 
 O instrumento gera gráficos contínuos e normativos. Neste estudo, foram 
 utilizados esses gráficos contínuos, pois permitiu comparar o desempenho do 
 mesmo participante em diferentes momentos. O aumento desse gráfico indica 
 evolução funcional (NOGUEIRA; AMARAL, 2020). 
 4.4 Procedimentos 
 Participou do estudo uma criança de 5 anos, do sexo feminino, com diagnóstico 
 médico de TEA e diagnóstico terapêutico ocupacional de Transtorno do 
 Processamento Sensorial (TPS). 
 A criança faz uma sessão semanal de Terapia Ocupacional com uma 
 profissional da clínica, com duração aproximada de 50 minutos, na Clínica 
 Albanos. Antes de iniciar a intervenção, foram analisados os dados da 
 anamnese realizada pela terapeuta com os responsáveis. 
 O PEDI-CAT foi aplicado em dois momentos: No início, aos 5 anos, antes de 
 começar as intervenções e após 06 meses de acompanhamento. Os 
 9 
 resultados foram comparados para identificar possíveis mudanças nos 
 domínios avaliados. 
 Foram investigados os domínios de Atividades Diárias, Mobilidade, 
 Social/Cognitivo e Responsabilidade. 
 4.5 Participante 
 O participante foi indicado pela terapeuta da clínica pelo diagnóstico de TEA 
 com alterações sensoriais que interferiam em sua rotina. 
 Foi levado em consideração critérios de inclusão: idade entre 6 meses e 6 
 anos, diagnóstico de TEA e ser paciente da Clínica Albanos, não ter tido 
 submetido a intervenção anterior com ISA e ter autorização dos pais através da 
 assinatura do termo de consentimento livre. Crianças fora dessa faixa de idade 
 foram excluídas e também as que não tinham o diagnóstico de TEA e qualquer 
 outra condição que não estivesse de acordo com os dados solicitados ou até 
 mesmo que já tivessem iniciado a intervenção ISA. 
 Optar por escolher uma criança na primeira infância foi devido a 
 neuroplasticidade o que é capacidade do sistema nervoso de se adaptar a 
 partir das experiências o que tende a ser maior nos primeiros anos de vida 
 (CARVALHO et al., 2016). 
 4.6 Aspectos éticos 
 A pesquisa foi realizada através de princípios éticos para pesquisas com seres 
 humanos e mediante autorização dos responsáveis pela criança. Foi assinado 
 o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) o que garantiu a 
 participação voluntária, o direito de desistir quando quiserem e a preservação 
 da identidade de todos. A pesquisa foi realizada apenas para fins acadêmicos. 
 4.7 Análise de dados 
 10 
 A metodologia utilizada para analisar os dados foi estatística descritiva através 
 do formulário de caracterização e do PEDI-CAT. 
 Os resultados do PEDI-CAT foram comparados com a dos gráficos contínuos 
 recebidos na primeira e na segunda aplicação, que foram feitos no início e 
 após seis meses de intervenção. Esse comparativo permitiu identificar 
 possíveis mudanças no desempenho funcional da criança ao longo do 
 acompanhamento terapêutico. 
 5. RESULTADOS 
 5.1 Formulário de Caracterização da Criança e da Família 
 Para manter a identidade, a criança será identificada como “A.”. O formulário foi 
 respondido pela mãe, de 42 anos, com ensino superior completo. 
 A. é do sexo feminino e tinha 5 anos e 6 meses no momento da segunda 
 avaliação. A mãe começou a perceber os sinais relacionados ao TEA quando 
 ela tinha 18 meses e o diagnóstico foi concluído aos 5 anos, período em que 
 também iniciou a fase escolar e as intervenções terapêuticas. 
 De acordo com a mãe, o início da fase escolar foi bem difícil pois a criança 
 teve muita dificuldade de se adaptar às rotinas, mas observou uma melhora 
 logo depois que a criança passou a interagir com outras crianças após os 02 
 primeiros meses. A. apresentava comportamentos agressivos, batia mordia e 
 empurrava os colegas. Ela foi largando o comportamento de morder depois que 
 ganhou um colar mordedor, que foi indicado pela terapeuta ocupacional. A 
 criança nãomostrava condições ruins de saúde, era bem saudável, mas havia 
 alterações no processamento sensorial A. morava com seus pais e dois irmãos 
 adolescentes, os que passavam mais tempo com ela, era a mãe a funcionária 
 da família e o irmão mais velho nos intervalos no final do expediente da 
 funcionária até a mãe chegar do trabalho. 
 5.2 PEDI-CAT 
 11 
 Os gráficos contínuos foram analisados do PEDI-CAT, e o comparativo da 
 primeira e última avaliação e nítido sobre o que foi realizado antes e após 
 intervenção, com a segunda, após seis meses de Terapia Ocupacional com 
 Integração Sensorial de Ayres (ISA). 
 Os gráficos contínuos foram realizados para permitirem o comparativo do 
 desempenho do mesmo participante em diferentes momentos. Os resultados 
 foram: 
 Tabela 1: Comparação dos escores contínuos do PEDI-CAT antes e após a 
 intervenção 
 Domínio 1ª avaliação 2ª avaliação Diferença 
 Atividades Diárias 48 53 +5 
 Mobilidade 58 65 +6 
 Social/Cognitivo 47 55 +8 
 Responsabilidade 35 40 +5 
 Fonte: Elaborada pela autora. 
 Consegue observar o aumento nos quatro domínios que foram avaliados. O 
 maior crescimento foi em Social/Cognitivo (+8), seguido de Mobilidade ( +6) e 
 atividades diárias e Responsabilidade (+5). 
 Para complementar essa análise, foram selecionadas atividades que 
 apresentaram mudanças entre as duas avaliações. 
 Atividades Diárias 
 A mãe mencionou que observou autonomia em tarefas como abrir embalagens, 
 recolher os brinquedos e até mesmo calçar os sapatos, cortar os alimentos 
 com a faca e até aquecer alimento no microondas. Algumas atividades 
 passaram nunca seriam realizadas para para “um pouco difícil" ou “fácil”. 
 Mobilidade 
 Notável ver a evolução durante as atividades, como movimentar-se como 
 conseguir se balançar sozinha e andar na calçada com segurança, equilíbrio 
 12 
 para conseguir transportar algum objetivo sem derramar ou até mesmo 
 quebrar. Algumas passaram de “impossível” ou “difícil” para “fácil”. 
 Social/Cognitivo 
 Foram observadas mudanças em atividades relacionadas à interação social, 
 ela passou a não morder mais os amigos e já consegue interagir com alguns 
 brinquedos e já sabe identificar quando a professora fala o seu nome. 
 Destacou-se a evolução na comunicação com outras crianças. 
 Responsabilidade 
 De todos os itens analisados, houve mudança de situações em que o 
 responsável assumia toda a responsabilidade e agora ela já consegue realizar 
 algumas, ainda com apoios mas já com menor dificuldade do que no início e as 
 vezes nem precisa o adulto pedir ela tem feito por iniciativa própria Os 
 resultados mostram a evolução nos gráficos contínuos dos quatro domínios do 
 PEDI-CAT após o período de seis meses de acompanhamento. As mudanças 
 também foram notadas em atividades específicas relacionadas à rotina da 
 criança no cotidiano. 
 Domínio Atividade 1ª avaliação 2ª avaliação 
 Atividades 
 Diárias 
 Abre pacote de 
 lanche fechado 
 Incapaz Um pouco difícil 
 Calça sapatos 
 sem fecho 
 Um pouco difícil Fácil 
 Espalha 
 manteiga ou 
 geleia no pão 
 Difícil 
 13 
 Um pouco 
 difícil 
 Aquecer comida 
 no microondas 
 Incapaz 
 Fácil 
 Cortar alimentos Incapaz Fácil 
 Mobilidade 
 Se balança 
 Sozinha 
 Incapaz um pouco difícil 
 andar na 
 calçada com 
 segurança 
 Incapaz Um pouco difícil 
 Transportar 
 objetos 
 Incapaz Fácil 
 Desce escadas 
 sem segurar no 
 corrimão 
 Um pouco difícil Fácil 
 Social/Cognitivo 
 Não morder 
 mais os amigos 
 Incapaz Fácil 
 Interagir com 
 alguns 
 brinquedos 
 Incapaz Um pouco difícil 
 14 
 Identificar 
 quando a 
 professora fala o 
 seu nome 
 Incapaz Fácil 
 Se comunicar 
 com crianças da 
 mesma idade 
 Incapaz Fácil 
 Responsabilidade 
 Mantém os 
 espaços da 
 casa 
 organizados 
 Incapaz Fácil 
 Percebe quando 
 precisa melhorar 
 higiene/aparênci 
 a 
 Incapaz Um pouco difícil 
 Toma iniciativa 
 para fazer as 
 tarefas 
 incapaz Um pouco difícil 
 Permanece 
 próximo ao 
 cuidador quando 
 necessário 
 Adulto com total 
 responsabilidade 
 Adulto com total 
 responsabilidade 
 Fonte: Elaborada pela autora. 
 6. DISCUSSÃO 
 Os resultados desta pesquisa apresentaram a evolução no desempenho 
 funcional de A. Durante os seis meses de Terapia Ocupacional com Integração 
 Sensorial de Ayres (ISA), principalmente domínio Social/Cognitivo. Esses 
 15 
 dados se aproximam dos resultados de Pfeiffer et al. (2011), que mostraram os 
 benefícios da Integração Sensorial em crianças com TEA. 
 Nas Atividades Diárias, foram apresentados avanços em tarefas como Aquecer 
 comida no microondas que hoje em dia tem crianças sem diagnóstico de TEA 
 que não executa isso sozinho e manusear objetos. As atividades terapêuticas 
 foram realizadas de maneira lúdica, levando em consideração os interesses da 
 criança. O brincar é essencial para o desenvolvimento infantil e para a 
 aquisição de habilidades (FLOREY, 1971; REIS; REZENDE, 2007). 
 De todas as habilidades o maior aumento no domínio Social/Cognitivo, com 
 melhora na interação, comunicação e participação em brincadeiras O início na 
 escola e contato com outras crianças durante o dia, podem ter favorecido 
 para esse resultado, já que a integração entre pares contribui para o 
 desenvolvimento social e comunicativo (CORSARO, 1997). 
 A família teve muito participação, pois as informações que traziam da escola 
 ajudaram a lidar com as atividades sensoriais de A. Fazer uso do colar 
 mordedor, auxiliou na diminuição das mordidas aos colegas. Esse 
 acompanhamento da família, escola e terapeuta ocupacional reforça a 
 importância da união desses profissionais para o desenvolvimento das crianças 
 (FERNANDES et al., 2019). 
 O PEDI-CAT foi essencial para acompanhar as mudanças funcionais e auxiliar 
 no melhor acompanhamento dos objetivos terapêuticos, além de facilitar o 
 diálogo com a família e os profissionais envolvidos (NOGUEIRA; AMARAL, 
 2020). De maneira geral, houve evolução nos domínios avaliados após seis 
 meses de intervenção. Todavia, por se tratar de estudo de caso único, não é 
 possível mencionar as mudanças exclusivamentes a técnica ISA, pois tiveram 
 outros fatores, como a iniciação escolar e as experiências da criança que a 
 criança viveu nesse período podem ter influenciado os resultados. 
 7. REFLEXÕES CRÍTICAS SOBRE A PESQUISA 
 Durante o processo de conclusão deste estudo, alguns fatores limitaram a 
 análise dos resultados. 
 16 
 Principalmente o número de voluntários e por se tratar de único os resultados 
 não podem ser generalizados. Em estudos futuros com mais crianças dentro de 
 diversas faixas etárias e perfil poderão aumentar o entendimento sobre os 
 efeitos da Integração Sensorial de Ayres (ISA). 
 Outra dificuldade foi a pouca quantidade de estudos nacionais sobre o tema, 
 principalmente em português. Apesar dessa abordagem fazer parte da prática 
 de muitos terapeutas ocupacionais, ainda são necessárias mais pesquisas no 
 Brasil. 
 Houve limitações relacionadas ao uso do PEDI-CAT, especialmente pelos 
 gráficos de ajuste (Fit) e por precisar de maior familiaridade com os 
 questionários. Para uma análise mais minuciosa pesquiseibastante sobre as 
 autoras que são responsáveis pela adaptação do instrumento no Brasil e por 
 fim eu considero a terapia ocupacional mais que necessária, pois a mesma 
 envolve diferentes estratégias além da ISA e outros fatores que foram 
 indispensáveis no acompanhamento da A. Dessa maneira os resultados devem 
 ser interpretados com cautela sobre o uso do método ISA pelos terapeutas 
 ocupacionais. 
 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Os resultados apresentaram a evolução nas habilidades funcionais da criança 
 após a intervenção de Terapia Ocupacional com Integração Sensorial de Ayres 
 (ISA). Mesmo com dados positivos, ainda são necessárias mais pesquisas 
 sobre essa metodologia, principalmente no Brasil, por motivo de falta de 
 estudos sobre o tema. 
 Este trabalho também reforça a necessidade de ampliar as discussões sobre 
 TEA, Integração Sensorial e uso de instrumentos padronizados, como o 
 PEDI-CAT, na prática da Terapia Ocupacional. 
 Para finalizar, os resultados me deram a possibilidade de apresentar à família 
 da A. e os profissionais voluntários envolvidos sobre as mudanças 
 observadas no desempenho funcional da criança, apresentando a 
 17 
 necessidade e a importância do acompanhamento terapêutico e do trabalho 
 conjunto. 
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