Logo Passei Direto
Buscar

TCC Ensino de Ciências docx

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
DAILÂNA ELLEN PEREIRA MOREIRA
A CONFECÇÃO DE MODELOS DIDÁTICOS PARA AULA DE BIOLOGIA
HORIZONTE - CE
2024
FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE
DAILÂNA ELLEN PEREIRA MOREIRA
A CONFECÇÃO DE MODELOS DIDÁTICOS PARA AULA DE BIOLOGIA
Trabalho de conclusão de
curso apresentado como
requisito parcial à obtenção
do título especialista em
ENSINO DE CIÊNCIAS
HORIZONTE - CE
2024
A CONFECÇÃO DE MODELOS DIDÁTICOS PARA AULA DE BIOLOGIA
Dailâna Ellen Pereira Moreira1,
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja
parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e
corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de
investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou
violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de
Serviços).
RESUMO
A educação em biologia ainda enfrenta o desafio pois uma das grandes dificuldades
enfrentadas pelos professores de Biologia que lecionam no Ensino Médio em escolas públicas
está na ausência de recursos necessários infraestrutura para o ensino aprendizagem adequado e
atrativo, muitas escolas não tem sequer um laboratório para as práticas de ciências ou biologia.
Dessa forma, os modelos didáticos são uma das alternativas que podem ser trabalhados com a
inserção de práticas sem a necessidade de um espaço físico com aparatos específicos como é o
caso dos laboratórios, onde a infraestrutura geralmente é falha ou demanda aporte de recursos
financeiros maiores para sua manutenção. Dentro desse contexto, esse trabalho explora a criação
e utilização de modelos didáticos como ferramentas eficazes no ensino de biologia.
Palavras-Chave: Material didático. Ensino diferenciado. Metodologias construtivistas.
Aprendizagem alternativa. Modelos didáticos.
ABSTRACT
Biology education still faces the challenge as one of the greatest difficulties faced by
Biology teachers who teach in high school in public schools is the lack of necessary infrastructure
resources for adequate and attractive teaching and learning, many schools do not even have a
laboratory for the science or biology practices. In this way, didactic models are one of the
alternatives that can be worked on with the insertion of practices without the need for a physical
space with specific apparatus, as is the case with laboratories, where the infrastructure is generally
lacking or requires greater financial resources to be provided. its maintenance. Within this context,
this work explores the creation and use of teaching models as effective tools in teaching biology.
KEYWORDS: Courseware. Differentiated teaching. Constructivist methodologies.
Alternative learning. Didactic models.
1dailanaellen1@gmail.com ou dailana.moreira@prof.ce.gov.br
mailto:dailanaellen1@gmail.com
mailto:dailana.moreira@prof.ce.gov.br
1. INTRODUÇÃO
O ensino de Biologia muitas vezes se torna difícil porque os conteúdos a
serem trabalhados e cabe ao professor a tarefa de facilitar de alguma forma a
compreensão do conteúdo e tornar atrativo para o aluno. Existem muitos fatores
que influenciam no desinteresse dos alunos em aprender, uma delas é se
deparar com metodologias que nem sempre são atrativas para construção de seu
conhecimento. Outro fato que dificulta é que muitas vezes nas escolas existe a
ausência de recursos, infraestrutura como por exemplo laboratório para aulas
práticas de biologia.
O uso de modelos didáticos tem se mostrado um recurso mais
interessante que aguçam a curiosidade dos alunos, sendo uma importante
ferramenta para deixar as aulas mais práticas, criativas e dinâmicas. Os modelos
didáticos no ensino de biologia auxiliam no processo de ensino aprendizagem dos
alunos pois são uma forma de representar conceitos e conteúdos de forma
palpável e visual. Melhorando o entendimento do conteúdo abordado e
promovendo uma aprendizagem mais significativa para a vida do aluno. Porém
esses modelos didáticos são de alto custo e muitas vezes inviável para o
investimento do professor.
Logo esse trabalho consiste em propor a confecção de modelos didáticos
para aulas de biologia (baseados, geralmente em biscuit, isopor, e outros materiais
de fácil acesso) que além de baixo custo e acessíveis podem proporcionar
entusiasmo dos alunos em aprender e facilitar a compreensão no ensino de
biologia.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. REFERENCIAL TEÓRICO
Vivemos em um momento histórico de mudanças nas metodologias de
ensino, deixando o ensino considerado tradicional pouco atrativo para os
discentes, isso se dá pelo grande avanço tecnológico que estamos passando,
sendo um facilitador nos tempos atuais. Cabendo aos educadores se esforçarem
para sincronizar os desafios da educação atual com métodos alternativos de
ensino (CLEOPHAS; SOARES, 2018).
A sociedade está em constante mudança de seus aspectos econômicos,
políticos, ambientais, culturais e no âmbito educacional, principalmente, no que diz
respeito às ferramentas e os métodos de ensino-aprendizagem (OLIVEIRA;
OLIVEIRA; FERNANDES, 2020).
Porém a educação tradicional ainda é frequente em algumas escolas,
apesar de ter sido imposta durante a revolução industrial, adotando a ideia de uma
educação passiva, onde o intuito era formar indivíduos para o meio profissional
objetivando o avanço da economia (OLIVEIRA; OLIVEIRA; FERNANDES, 2020).
Logo, a implementação de estratégias como, jogos didáticos, mapas
conceituais, músicas e modelos didáticos tridimensionais, entre outras, auxiliam o
professor no ato de lecionar e fazem com que os alunos possam desenvolver
competências que facilitem a aprendizagem, estimulem o protagonismo, o senso
crítico e tornem as aulas mais dinâmicas e lúdicas (NICOLA; PANIZ, 2016).
“As atividades lúdicas são muito mais que momentos
divertidos ou simples passatempos e, sim, momentos de
descoberta, construção e compreensão de si; estímulos à
autonomia, à criatividade, à expressão pessoal. Dessa forma,
possibilitam a aquisição e o desenvolvimento de aspectos
importantes para a construção da aprendizagem.
Possibilitam, ainda, que educadores e educando se
descubram, se integrem e encontrem novas formas de viver
a educação. “ (PEREIRA, 2005).
Assim, a utilização de modelos didáticos, anexo a temas considerados
complexos, inacessíveis e abstratos pelos estudantes, não apenas tem o objetivo
de representar uma ideia, um conceito, um objeto ou um fenômeno de modo a
facilitar a compreensão dos mesmos, mas também busca atender as dificuldades
de entendimento que não foram alcançadas pelo aluno apenas com a aula
expositiva (ARAÚJO et al., 2016).
A aplicação de práticas como os modelos didáticos tem se tornado cada
vez mais presente no âmbito escolar, com a finalidade de melhorar a aquisição de
conhecimento na compreensão, visualização e contribuição para o senso crítico
do aluno por meio de materiais de baixo custo e viáveis (SANTIAGO et al., 2015).
Em algumas escolas, podemos nos deparar com escassez de material
para a realização de aulas práticas. Em meio a essas dificuldades, temos utilizado
materiais de baixo custo. Tem sido observado que, com a utilização desses
materiais facilmente adquiridos, é possível desenvolver aulas mais atraentes e
motivadoras, nas quais os alunos são engajados na construção de seu próprio
conhecimento (Souza et al., 2008).
Diante disso, a utilização de materiais de baixo custo, encontrados no
cotidiano, possibilita a elaboração de aulas mais atraentes e motivadoras nas
quais os alunos são envolvidos na construção de seu conhecimento (SOUZA et
al., 2008).
2.2. METODOLOGIA
Para discutirmos mais sobre o assuntoem questão, analisaremos uma
aula ministrada para uma turma de 2º ano na Escola de Ensino médio Miguel
Rodrigues dos Santos na localidade de Curimatã no município de Pacajus no
Ceará.
Na primeira etapa foram ministradas aulas de conteúdo teórico com o
tema: Fisiologia humana, com os Sistemas, órgãos que fazem parte de cada
sistema e suas funções. Ao término das aulas alguns exercícios de fixação foram
encaminhados para a turma. Percebeu-se que embora o conteúdo parecesse
simples, alguns educandos sentiram dificuldade com o tema abordado pois o
único contato visual com as estruturas desses sistemas até então tinha sido
apenas por imagens. Assim, ficaram animados ao receber a proposta de
confecção desses modelos didáticos para serem expostos nas próximas aulas.
Na segunda etapa os alunos foram divididos em equipes, cada equipe
ficou responsável pela montagem e confecção de modelos didáticos dos sistemas
do corpo humano, nos quais foram utilizados materiais de fácil acesso como
biscuit, tinta, isopor, papelão e EVA. Foram produzidos 6 modelos, sendo um
Modelo de Sistema Digestório, um modelo de Sistema Urinário, um modelo de
Sistema Cardiovascular, um modelo de Neurônio representando o Sistema
Nervoso e um modelo de sistema digestório. Cada modelo foi projetado para ser
interativo e visualmente atrativo, permitindo aos alunos uma compreensão mais
profunda dos conceitos abordados.
Na terceira etapa foram ministradas aulas para os alunos da referida
escola, todas com a utilização dos modelos didáticos produzidos, apresentando-os
como objeto didático lúdico e palpável, auxiliando com os conteúdos e tornando-os
mais próximo dos alunos.
Na quarta etapa, foi aplicado um questionário imediatamente após a aula,
para entender como foi essa experiência para os alunos, com perguntas
direcionadas. As perguntas foram: pergunta 1- “O que você achou dos modelos
usados na aula?”; pergunta 2- “Você prefere as aulas com ou sem o uso de
modelos didáticos?”; pergunta 3: “Você acha que a aula com o uso de modelos
didáticos se torna mais interessante?” . A maioria dos alunos respondeu que sim!
Figura 01 - Imagem do modelo didático de sistema urinário finalizado.
Fonte: O autor.
Figura 02 - Imagem de modelo didático de sistema cardiovascular finalizado.
Fonte: O autor.
Figura 03. Imagem de modelo didático de neurônio finalizado.
Fonte: O autor.
Figura 04 - Imagem de modelo didático de sistema digesório finalizado.
Fonte: O autor.
2.3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Apesar de ser desafiador, essa prática foi fundamental para os estudantes
compreenderem melhor o conteúdo de fisiologia humana através dos modelos
didáticos por eles mesmos com auxilio da professora. A utilização dos modelos
didáticos em sala de aula demonstrou melhorias significativas na compreensão
dos alunos sobre os temas abordados. A visualização e manipulação das
estruturas biológicas facilitaram a assimilação dos conceitos teóricos. Os modelos
didáticos incentivaram o engajamento ativo dos alunos durante as aulas.
Além disso, os modelos foram bem recebidos pelos outros professores da
área, que destacaram sua eficácia em complementar as aulas teóricas.
Em resumo, os resultados deste projeto demonstram que a produção de
modelos didáticos é uma estratégia eficaz para aprimorar o ensino de biologia. Os
modelos proporcionam uma experiência de aprendizagem prática, envolvente e
acessível, contribuindo para uma compreensão mais profunda e significativa dos
conceitos biológicos pelos alunos.
3. CONCLUSÃO
Os resultados obtidos neste estudo demonstram claramente a importância
dos modelos didáticos no ensino de fisiologia humana. Os alunos preferem aulas
com uso de modelos didáticos pois se nas aulas práticas de observação de
modelos didáticos já facilita o ato de ensinar e compreender, quanto mais
confeccionando os próprios modelos didáticos. Essas ferramentas não apenas
facilitam a compreensão dos conceitos complexos de conteúdos que são
considerados difíceis, tornando-os mais acessíveis, proporcionando uma
aprendizagem mais ativa e participativa.
Os modelos didáticos mostraram-se ferramentas valiosas no ensino de
biologia, proporcionando uma abordagem prática que estimula o interesse dos
alunos e facilita a compreensão de conceitos complexos, tornando o conteúdo
mais agradável e fácil de ser compreendido.
A utilização desses modelos em sala de aula demonstrou resultados
promissores, proporcionando uma experiência de aprendizagem mais envolvente
e prática para os alunos. Os modelos permitiram a visualização e a manipulação
de estruturas biológicas e processos complexos, facilitando a compreensão dos
conceitos teóricos.
4. REFERÊNCIAS
CUNHA, L. C. S. da. Modelos didáticos encontrados no fazer pedagógico de
professores de biologia: representações docentes. 2016. Dissertação (Mestre
em Ensino de Ciências e Matemática) – Universidade Federal de Sergipe,
Sergipe, 2016. Disponivel em: https://ri.ufs.br/handle/riufs/5099. Acesso em: 27 de
jul 2020.
NICOLA, J. A.; PANIZ, C. M. A importância da utilização de diferentes
recursos didáticos no ensino de biologia. InFor – Inovação e Formação –
Revista do ISBN: 978-65-86901-31-3 706 Área Temática 01 Ensino de Ciências e
Biologia e Relações CTSA 10.46943/VIII.ENEBIO.2021.01.545 Núcleo de
Educação a Distância da Unesp, São Paulo, v.2, n.1, p. 355-381, 2016
PERINI, M.; ROSSINI, J. Aplicação de modelos didáticos no ensino de
biologia floral. International Scientific Journal, v. 13, n. 3, n. 5, jul/sep. 2018.
Disponível em: http://www.interscienceplace.org/isp/index.php/isp/article/
view/769/450. Acesso em: 21 de jul 2020.
RANDO, A. L. B. et al. A importância do uso de material didático como prática
pedagógica. Arquivos do Mudi, Maringá, v. 24, n.1, p. 107-119, 2020.
CLEOPHAS M. G; SOARES, M. H. F. B, Águisa de apresentação: quando se
abrem as cortinas da ludicidade em ensino de Ciências, Didatização Lúdica no
Ensino de Química/Ciências – Teorias de aprendizagem e outras interfaces, Ed
Livraria da Física, p. 103-115, São Paulo, 2018.
CAVALCANTE, E. L. D, O lúdico e avaliação da aprendizagem: relações e
diálogos possíveis, Didatização Lúdica no Ensino de Química/Ciências – Teorias
de aprendizagem e outras interfaces, Ed Livraria da Física, p. 103-115, São Paulo,
2018.
SOUSA, M. V. R; CUNHA M. S, O uso de software gap para o ensino de
grupos e simetrias em física. I Interpolos de MNPEF no Ceará - Criando
estratégias para o ensino de física, Ed UECE, p 199-208, Fortaleza, 2017.
PEREIRA, L. H. P. Bioexpressão: a caminho de uma educação lúdica para a
formação de educadores. Rio de Janeiro: Mauad X: Bapera, 2005.

Mais conteúdos dessa disciplina