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Manual de Petições

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tendo levado o
mesmo, de mãos dadas, ao Forum, quando da audiência de tentativa de conciliação da
presente ação, em .............., sendo visto por todos que seu novo companheiro, encontra-
se constantemente na residência da Autora, tendo inclusive, recebido a polícia, por ocasião
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da ocorrência, referente a invasão de domicílio, que foi protocolada e juntada aos autos da
supra mencionada cautelar inominada.
Analisando o pedido, constante da inicial, constata-se ter requerido a
Suplicante, os benefícios da assistência judiciária, sendo, no entanto, totalmente
incongruente, tal pedido, eis que já constituiu outro advogado para sua defesa e está
percebendo a quantia mensal de R$ ............, o que lhe dá a total condição de arcar com as
custas, sendo de se observar que além do numerário recebido, a Autora não tem despesas
com aluguel e nem com escola dos filhos, tendo inclusive automóvel. Isto é ser pobre no
sentido jurídico?
A petição de fls. 20, é a mais absurda mentira, pois o Requerido reside na
................................., nesta cidade, sendo tal declaração de que reside em outro local,
maliciosa, vulpina e mendaz, o que constitui a Suplicante em litigante de má-fé, por inverter
a verdade dos fatos.
No que diz respeito à petição de fls. 24, o que se encontra alegado, mais
uma vez, não é verdadeiro, não tendo a Suplicante relatado tudo o que ocorreu, mas em se
tratando de alimentos, já decididos em acordo homologado, a Requerente que faça uso do
remédio processual apropriado, ou seja, a Execução, quando então, será totalmente
desmentida pelo Suplicado.
A Suplicante tudo vem fazendo para desmoralizar e denegrir a imagem do
Suplicado, além de ter demonstrado seu grande amor pelo dinheiro, quando por ocasião da
audiência de tentativa de conciliação nesta separação e na cautelar inominada, na data de
.................., a mesma declarou na presença de V.Excia. que concordava com modificação
da guarda de seu filho Diogo, mas que não concordava com a redução do valor dos alimentos,
quando lhe foi explicado que deveria sofrer esta redução, uma vez que o pai passaria a
arcar com o sustento do filho. Esta é a personalidade da Suplicante.
Será que a vida em comum deteriorou-se por culpa do Requerido realmente?
Pela personalidade doentia e comportamento anormal da Suplicante, é que se desgastou a
relação do casal, sendo esta a verdadeira razão da separação, pois não existe homem
algum que suporte viver com uma pessoa que sai de manhã e volta à noite e, pasme V.
Excia., sem emprego ou qualquer trabalho. O que tanto faz na rua, uma senhora e dona de
casa?
Mediante ao exposto, o Suplicado vem, com o devido acato, perante V.Excia.,
dizer que espera e confia, seja a presente ação julgada improcedente, no que concerne
à culpa do Requerido, uma vez que foi a Suplicada quem deu causa à separação, por ser
medida de direito e de justiça, requerendo:
a) a dissolução da sociedade conjugal, com a consequente condenação da Suplicante
ao pagamento das custas e verba honorária, na razão de 20% do valor dado à causa,
devidamente corrigido, por ter dado causa à separação;
b) a intimação da senhora ........................, brasileira, doméstica, residente e domiciliada,
nesta cidade, na Rua ................................., no bairro ......................., para depor em juízo,
por ocasião da audiência de instrução e julgamento;
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Protestando por todo o gênero de prova em direito admissível, em especial o
depoimento pessoal da Requerida, cuja intimação, desde já, requer e protestando, também,
pela produção de prova oral e documental, requer, a juntada dos inclusos documentos.
Termos em que
Pede e espera deferimento.
(Local e data)
(Nome do advogado)
 (Número da OAB)
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Declaração e dissolução de sociedade de fato entre conviventes
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da ...... Vara da Comarca de (cidade) - (UF)
 (deixar aproximadamente, 20 linhas em branco)
(NOME DA AUTORA), (nacionalidade), (estado civil), (profissão) e domiciliada
nesta cidade, na rua ..............., portadora do CPF nº ................. e da Identidade nº
...................., vem, mui respeitosamente, por seu advogado e bastante procurador, dizer
que é esta para promover
AÇÃO DE DECLARAÇÃO E DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE DE FATO
de procedimento ordinário, em face de (NOME DO RÉU), (nacionalidade), (estado civil),
(profissão), portador do CPF nº ............................ e da Identidade nº ...................., residente
e domiciliado nesta cidade, na rua ..............., com fundamento no art. 226, § 3º da CF e no
art. 655 do Código de Processo Civil de 1939 e na forma do art. 282 e seguintes do
CPC, pelos motivos fáticos e de direito a seguir expostos.
Que a Suplicante e o Suplicado conviveram, em união estável por dez anos,
sendo que desta união nasceram dois filhos ( nome dos filhos ), hoje com 12 e 14 anos,
respectivamente.
Que durante a vida em comum e com o esforço de ambos, o casal prosperou
e adquiriu bens que vão arrolados no final desta petição.
Que após dez anos de vida em comum, tiveram início os desentendimentos,
vindo o casal a se separar, negando-se o Suplicado a promover a partilha dos bens.
Que foram infrutíferos todos os esforços da Suplicante em resolver a questão
de modo amigável, em inúmeras tentativas de acordo, não lhe restando outra alternativa, a
não ser ajuizar a presente, para ver seus direitos resguardados.
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A Constituição Federal, em seu art. 226, protege a união estável, consignando
que a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado e em seu parágrafo
terceiro, reconhece a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar.
Consoante se depreende da norma contida no art. 5º da Lei nº 9.278, de 10/
05/96, que regulamenta o § 3º do art. 226 da CF, os bens móveis e imóveis adquiridos por
um ou por ambos os conviventes, na constância da união estável e a título oneroso, são
considerados fruto do trabalho e da colaboração comum, passando a pertencer a ambos,
em condomínio e em partes iguais, salvo estipulação contrária em contrato escrito, cessando
a presunção do “caput” deste artigo se a aquisição patrimonial ocorrer com o produto de
bens adquiridos anteriormente ao início da união, o que não se aplica ao presente caso,
uma vez que todos os bens dos conviventes foram adquiridos após o início da união entre
ambos.
A jurisprudência é uníssona no sentido de garantir aos conviventes a partilha
dos bens havidos na constância da união estável, como já enunciava a Súmula 380 do
Supremo Tribunal Federal:
“Comprovada a existência de sociedade de fato entre os concubinos, e cabível a sua
dissolução judicial, com a partilha do patrimônio adquirido pelo esforço comum.”
É entendimento assente a não necessidade da atuação direta do companheiro
para a aquisição do bem, bastando a atuação indireta, tal como recomenda o Colendo
Superior Tribunal de Justiça, nas palavras do eminente Ministro Eduardo Ribeiro :
CONCUBINATO - SOCIEDADE DE FATO - PARTILHA DE BENS. O CONCUBINATO, SÓ
POR SI, NÃO GERA DIREITO A PARTILHA. NECESSÁRIO QUE EXISTA PATRIMÔNIO
CONSTITUÍDO PELO ESFORÇO COMUM. DAI NÃO SE SEGUE, ENTRETANTO, QUE
INDISPENSÁVEL SEJA DIRETA ESSA CONTRIBUIÇÃO PARA FORMAR O PATRIMÔNIO.
A INDIRETA, AINDA QUE EVENTUALMENTE RESTRITA AO TRABALHO DOMESTICO,
PODERÁ SER O BASTANTE. (RSTJ VOL.:00009 PG:00361).
Mediante ao exposto, a Autora vem, perante V. Excia., com o devido acato,
requerer:
a) a citação do Réu, para, querendo, responder aos termos da presente, no prazo legal,
sob pena de revelia;
b) os benefícios do art.172, § 2º do CPC, para efeitos da citação;
c) seja processado e julgado procedente, o presente pedido, com a consequente
declaração e dissolução da sociedade de fato existente entre os conviventes, com a
condenação do Réu, ao pagamento das custas, verba honorária, na razão de 20%

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