Relatório de Química Aula Prática 01 - Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico
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Relatório de Química Aula Prática 01 - Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico


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Centro Universitário de Goiás \u2013 Uni-ANHANGUERA
Curso: Engenharia Civil
Aula Prática 01 \u2013 Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico
Turma: 21
Ruinei Andrade, Lucas Gabriel, Thaynara Magalhães e Renato costa
Docente: Gabriel
Goiânia
11/03/2016
I-Introdução
Nos ensaios químicos as escolhas de vidrarias volumetrias são cruciais para a exatidão da medição de volumes, podendo gerar significativos erros nos resultados finais das analises. Por isso a importância do conhecimento dos recipientes volumétricos, e que o analista saiba lidar com os mesmos, estando ciente dos erros que podem acontecer para procurar evitá-los.
Mesmo os laboratórios executando seus métodos de maneira correta, sempre irão existir erros que irão alterar os resultados das medições. Um erro é caracterizado como tendo duas componentes, uma sistemática e uma aleatória. Erro sistemático é o tipo de erro devido a uma causa sistemática, como erro da calibração do equipamento, ou erro do operador. Este erro é repetitivo e difícil de ser detectado. Uma forma de encontrá-lo é medir uma amostra de valor conhecido e certificado, denominada: material de referência ou padrão. Erro aleatório são os erros que interferem na precisão de um experimento e fazem com que o resultado flutue em torno da média. As principais fontes de erro são: instrumento, operador, materiais e procedimento. A expressão erro é comumente empregada como desvio, mas rigorosamente, considera-se como erro a diferença entre o valor verdadeiro da medida de uma grandeza e a medida obtida por medições.
Existem três tipos de erros sistemáticos: os erros instrumentais, que são causados pelo comportamento não ideal de um instrumento, por calibrações falhas ou pelo uso do material em condições inadequadas; erros de método nos quais se originam do comportamento físico ou químico não ideal de sistemas analíticos; erros pessoais, que resultam da falta de atenção ou conhecimento do próprio analista.
A maior fonte de erro experimental relacionado com a utilização da vidraria volumétrica é precisamente o ajuste do menisco, também chamado de erro de paralaxe, este depende da dimensão da secção transversal do instrumento volumétrico na zona de medição. Outra principal fonte de erro quando se utiliza vidraria volumétrica é a contaminação por partículas de gordura. Essas substâncias, entre outras que também podem estar aderidas nas paredes dos recipientes, têm a capacidade de alterar a forma do menisco ocasionando erros de leitura significativos, portanto o analista tem que estar sempre atento à limpeza dos recipientes volumétricos.
Portanto e de estrema necessidade que o analista conheça as vidrarias, os volumes das mesmas, e principalmente as técnicas de volumetria para poder trabalhar com segurança e chegar ao mais próximo de resultados com uma margem mínima de erro no resultado final de sua analise.
II- Objetivo
Reconhecer os principais recipientes volumétricos, estudar suas características e especificações de utilidade, técnicas de limpeza e manipulação
III- Materiais
Proveta de 50mL, 100mL;
Bastão de vidro;
Balão volumétrico de 50mL, 100mL;
Bureta de 50mL;
Béquer de 50mL, 250mL;
Pipeta graduada de 10mL
Pipetador de borracha (pêra)
IV- Parte Experimental
1- Comparação entre proveta e béquer: Utilizou-se o bastão de vidro, enchendo a proveta de 50mL com água destilada acertando o traço de aferição. Em seguida, transferiu-se o volume aferido na proveta para um béquer de 100mL, , por fim comparou-se o volume final 
2- Comparação entre proveta e balão volumétrico: Utilizou-se o bastão de vidro, enchendo a proveta de100mL com água destilada acertando o traço de aferição. Em seguida, transferiu-se o volume aferido na proveta para um balão volumétrico de 100mL, limpo e seco, por fim comparou-se o volume final 
3- Comparação entre bureta e béquer: Fixou-se uma bureta de 50ml no suporte universal, verificou-se se a torneira de controle de escoamento estava fechada. Colocou-se um beque de 100mL em baixo da bureta, e com auxilio de um béquer de 50mL , fez-se o preenchimento com água destilada. Fez-se a verificação na extremidade inferior da bureta pra extinguir as possíveis bolhas de ar formadas nesta região. Em seguida , fez-se o enchimento da bureta com água destilada até que o menisco acerta-se com o traço de aferição (zero). Iniciou-se o escoamento, transferindo 50mL de água destilada contida na bureta, para um béquer de 50mL limpo e seco. Por fim comparou-se o volume final.
4- Técnicas de pipetagem: colocou-se um pipetador de borracha (pêra) em uma pipeta graduada de 10mL, em seguida retirou-se o ar da pêra. Mergulhando a extremidade inferior da pipeta em um béquer de 50mL e apertando simultaneamente a válvula superior fez-se a sucção de pouco mais de 10mL de água destilada. Utilizando a válvula lateral do pipetador acertou-se o zero e transferiu-se lentamente a água de 1 em 1mL para o béquer de 50mL. Repetiu-se esse procedimento por duas vezes.
V- Resultados e discussões 
Tabela de resultados 
	Experimento 1
	Proveta (mL)
	Béquer (mL)
	Diferença (mL)
	
	50
	51
	1
	Experimento 2
	Proveta (mL)
	Balão (mL)
	
	
	100
	104
	4
	Experimento 3
	Bureta (mL)
	Béquer (mL)
	
	
	50
	49
	-1
Observou-se na tabela de resultados no experimento de numero 1, que houve uma pequena alteração no volume aferido, podendo assim dizer que a proveta é um instrumento bem mais preciso do que o béquer.
No segundo experimento, também se nota uma diferença no volume aferido.A causa mais provável é que a proveta assim como no experimento anterior é mais precisa que o balão volumétrico .
Na comparação do experimento 3, nota-se uma diferença no volume medido no béquer em comparação ao mesmo volume da bureta. Isso se dar por duas possíveis causas, uma é que a bureta é mais precisa do que o béquer e a outra é a possível perda de material, já que a água é um liquido viscoso.
O procedimento 4, não foi mencionado na tabela por se tratar apenas de treinamento.No entanto, esse experimento foi repetido 4 vezes sendo que seu resultado foi melhorando gradativamente cada vez que executado.
VI- Conclusão
Observou-se na realização de todos os procedimentos o quanto é necessário o conhecimento pratico e teórico das técnicas de volumetria para alcançar um bom resultado no final das analises. Também observou-se a diferença entre os volumes encontrados e os volumes marcados nas vidrarias, o que possibilitou o conhecimento de quais são as mais precisas.
VII- Referências bibliográficas 
E. O. Albuquerque. Aulas Práticas de química. Editora Moderna, São Paulo, 1994
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAp9AAB/tecnicas-volumetria> acesso em 13/03/2016