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Aula 73   Legislacao Especial   Aula 06

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CURSO ON-LINE – LEGISLAÇÃO ESPECIAL – TEORIA E EXERCÍCIOS 
PAPILOSCOPISTA DA POLÍCIA FEDERAL 
PROFESSOR PEDRO IVO 
 
AULA 06 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
LEI N° 8.069/90 
 
Futuros Aprovados, 
 
Sejam bem vindos! 
 
Hoje iniciaremos nossas conversas sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA) que é, talvez, um dos maiores problemas dos concurseiros 
no que tange ao estudo da legislação penal especial, devido à sua extensão. 
Costumo escutar muito em sala de aula a seguinte pergunta: 
 
“Professor, o último edital da Polícia Federal diz que é só a parte penal e 
processual do ECA, mas o que quer dizer isto? Quais os dispositivos que 
efetivamente precisamos estudar?” 
 
Realmente, responder esta pergunta não é fácil e, para não haver a chance de 
deixar de fora algum item passível de ser trazido pela banca, fiz um estudo 
aprofundado das questões apresentadas em provas do CESPE e delineei o 
máximo possível o Estatuto com foco na sua PROVA. 
Desta forma, obviamente, os pontos que claramente constituem “PARTE 
PROCESSUAL E PENAL” serão apresentados. Além destes, alguns pontos que 
encontram relações com este tema, PELO MENOS SEGUNDO A VISÃO DA 
BANCA, também serão tratados. 
Assim, vocês estarão se preparando da forma mais objetiva possível, mas com 
a certeza de estarem vendo TODOS os pontos exigíveis na prova. 
 
Dito isto, preparem o cérebro e vamos adquirir conhecimento!!! 
Bons estudos!!! 
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6.1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente foi instituído pela lei nº 8.069 no dia 
13 de julho de 1990, revogando a lei nº 6.697/79, antigo Código de Menores, 
e regulamentando os direitos das crianças e dos adolescentes, inspirado nas 
 
 
 
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diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988 e por uma série de 
normas internacionais. 
Em seu art. 1° o legislador declara a quem a lei é dirigida e, por óbvio, deixa 
claro que é à criança e ao adolescente. Veja: 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao 
adolescente. 
 
A Doutrina da Proteção Integral consiste em garantir a crianças e 
adolescentes, sem exceção, os direitos à sobrevivência, ao desenvolvimento 
pessoal e social e à integridade física, psicológica e moral, com a criação e 
articulação de um conjunto de políticas e ações em quatro importantes 
seguimentos: Políticas Sociais Básicas, Assistência Social, Proteção Especial e 
Garantias de direitos. 
 
Bom, até agora falamos bastante nos termos “criança” e “adolescente”. Mas o 
que exatamente essas palavras querem dizer? 
 
O Estatuto considera criança quem tem até 12 anos de idade incompletos e 
adolescente aquele entre 12 e 18 anos de idade. Observe: 
 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa 
até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 
doze e dezoito anos de idade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CCRRIIAANNÇÇAA 
AADDOOLLEESSCCEENNTTEE 
 
 
 
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A definição de “criança” no Estatuto foi de suma importância para a área penal 
e processual, pois os juízes costumavam aumentar a pena quando o crime era 
cometido contra criança e, como não existia uma regulamentação clara quanto 
à idade, cada um mensurava da forma mais conveniente. 
 
Seguindo em frente, no art. 3º, o estatuto apresenta sua “declaração de 
propósitos”, que será detalhada ao longo da lei. Declara que a criança e o 
adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa 
humana, garantindo-lhes sua proteção integral e assegurando-lhes, por lei ou 
por outros meios, todas as condições para facultar seu total desenvolvimento 
em condições dignas. 
 
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais 
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata 
esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento 
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de 
dignidade. 
 
Para isso, determina no art.4° ser dever não só do Poder Público, mas também 
da família, da comunidade e da sociedade em geral garantir, com prioridade, 
essa proteção integral. 
 
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do 
poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos 
direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, 
ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à 
liberdade e à convivência familiar e comunitária. 
 
Esse supra dispositivo tem base constitucional. Veja: 
 
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à 
criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à 
vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à 
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, 
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 
 
Ainda no art. 4º, mas agora em seu parágrafo único, define o legislador que a garantia de 
prioridade compreende: 
 
G u s t a v o J o s e R e g u e i r a 5 4 0 2 0 8 4 0 4 1 5
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A) PRIMAZIA DE RECEBER PROTEÇÃO E SOCORRO EM QUAISQUER 
CIRCUNSTÂNCIAS; 
B) PRECEDÊNCIA DE ATENDIMENTO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS OU DE 
RELEVÂNCIA PÚBLICA; 
C) PREFERÊNCIA NA FORMULAÇÃO E NA EXECUÇÃO DAS POLÍTICAS 
SOCIAIS PÚBLICAS; 
D) DESTINAÇÃO PRIVILEGIADA DE RECURSOS PÚBLICOS ÀS ÁREAS 
RELACIONADAS COM A PROTEÇÃO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE. 
 
6.2 DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 
6.2.1 DO DIREITO À VIDA E À SAÚDE 
 
O Estatuto, nos arts. 7º ao 14, dispõe sobre o direito à vida e à saúde, 
visando proteger a criança mesmo antes do seu nascimento através de um 
tratamento adequado à gestante. 
Após o nascimento, o Poder Público, as instituições e os empregadores 
deverão dar condições necessárias para o aleitamento materno, inclusive 
para os filhos de gestantes que estejam cumprindo pena privativa 
de liberdade. 
 
Art. 9º O poder público, as instituições e os empregadores 
propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, 
inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de 
liberdade. 
 
O art.10 e seus incisos dispõem sobre um problema grave que vem 
acontecendo constantemente em nosso país, e a sua observância evitará os 
dramas existenciais que tanto abalam as famílias no caso de trocas e 
desaparecimentos de bebês, algumas vezes involuntários e outras muitas, 
criminosos. Observe o texto legal: 
 
Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à 
saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados a: 
I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de 
prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos; 
II - identificar o recém-nascido mediante o registro de sua 
impressão plantar e digital e