Prévia do material em texto
ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR MUNICÍPIO DE PARNAÍBA – PI PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL VOLUME II / III PROPOSTA Novembro/2016 ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 2 FLORENTINO ALVES VERAS NETO Prefeito Municipal FRANCISCO DAS CHAGAS FONTENELE Vice-Prefeito EQUIPE TÉCNICA Rosany Corrêa - Presidente da Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos Antônio Alves Cardoso - Secretário da Chefia de Gabinete Alcenor Rodrigues Candeira Filho - Secretário da Gestão Antônio Neris Machado Junior - Secretário de Transporte, Trânsito e Articulação com as Forças de Segurança. Carlos Eduardo Sousa Silva - Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Maria do Amparo Coêlho dos Santos - Secretária de Infraestrutura David de Sousa Soares - Secretário Municipal de Saúde Heleno de Souza Maia - Secretário Municipal de Educação Wellington Rodrigues Sousa - Secretário de Esportes e Lazer Fábio Silva Araújo – Procurador Geral do Município Hiram Augusto Teles Lopes – Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos Maria do Rosário de Fatima Vieira da Silva - Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos Marcos Vinicius Miranda Fonteles - Superintendente de Turismo Helder José Souza do Nascimento – Superintendente de Cultura Cândido Laurindo do Val Neto - Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos João Francisco Corrêa Sebben – Secretaria de Governo José Djalma de Lacerda - Zona de Processamento de Exportação INSTITUIÇÕES PARCEIRAS Eletrobrás – Companhia Energética do Piauí Agespisa - Águas e Esgotos do Piauí S/A Universidade Federal do Piauí Universidade Estadual do Piauí Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba – IHGGP. 1ª GRE - Gerência Regional de Educação ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 3 ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 6 1.1 Nível Urbanístico ..................................................................................................... 6 1.2 Nível Jurídico / Fundiário ....................................................................................... 7 1.3 Nível Social ............................................................................................................... 8 2 DA PROPOSTA ............................................................................................................. 9 2.1 Proposta da Estrutura do Município e Estrutura Urbana da Cidade ............. 10 2.1.1 Descrição Geral da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) ............................. 12 2.1.2 Descrição Setorial da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) ......................... 18 2.1.3 Os Instrumentos e Parâmetros Urbanísticos ..................................................... 46 2.2 Infraestrutura Urbana .......................................................................................... 52 2.2.1 Sistema viário e circulação urbana / Estrutura dos eixos prioritários ao transporte coletivo ............................................................................................................... 54 2.2.2 Abastecimento de água ..................................................................................... 64 2.2.3 Esgotamento sanitário ....................................................................................... 66 2.2.4 Drenagem pluvial .............................................................................................. 69 2.2.5 Energia elétrica ................................................................................................. 89 2.2.6 Resíduos Sólidos ............................................................................................... 90 2.3 Sistema Normativo ................................................................................................ 94 2.3.1 Da taxa de permeabilidade do solo ................................................................... 94 2.3.2 Dos afastamentos obrigatórios .......................................................................... 95 2.3.3 Da quantidade mínima de vagas para estacionamento de veículos .................. 95 2.3.4 Da quantidade mínima de domicílios por lote .................................................. 96 2.3.5 Do acesso e demais parâmetros de ocupação do solo ....................................... 96 2.4 Princípios de endereçamento ................................................................................ 97 3 RESUMO DAS DIRETRIZES EXPLICATIVAS E JUSTIFICATIVAS DA PROPOSTA. ...................................................................................................................... 97 3.1 Com relação ao sítio .............................................................................................. 97 3.2 Com relação à cidade .......................................................................................... 106 4 PRINCIPAIS PROGRAMAS, PROJETOS E OPERAÇÕES QUE VIABILIZAM AS PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NO PLANO DIRETOR EM PAUTA. ....... 119 ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 4 4.1 Programas ............................................................................................................ 120 4.1.1 Programa de enquadramento legislativo. ........................................................ 120 4.1.2 Programa de arranjo institucional. .................................................................. 121 4.1.3 Programa de participação comunitária. .......................................................... 121 4.1.4 Programa de educação sanitária e ambiental. ................................................. 122 4.1.5 Programa de recuperação ambiental. .............................................................. 122 4.1.6 Programa de recuperação, restauro e preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural ............................................................................................................ 123 4.1.7 Programa de desenvolvimento do turismo ...................................................... 124 4.1.8 Programa pedestre / ciclista 24 horas ............................................................. 125 4.2 Projetos ................................................................................................................. 125 4.2.1 Projeto de Preservação do Porto das Barcas ................................................... 125 4.2.2 Projeto de Preservação da antiga Área Central ............................................... 126 4.2.3 Projeto do novo Centro ................................................................................... 126 4.2.4 Projeto do Centro de Convenções / Museus / Aquário ................................... 127 4.2.5 Projeto de Área para Atividades geradoras de poluição sonora (Autódromo, grandes eventos, etc.)......................................................................................................... 128 4.2.6 Projeto do Parque Urbano do Cantagalo ......................................................... 129 4.2.7 Projeto do Parque Urbano do Bebedouro ....................................................... 129 4.2.8 Projeto da área da lagoa do Portinho .............................................................. 130 4.2.9 Projeto da área da lagoa da Prata .................................................................... 130 4.2.10 Projeto da área do litoral / praias .................................................................. 130 4.2.11 Projeto da área das vilas cooperadas .............................................................atualmente existente refere-se basicamente aos bairros de Parnaíba, denominados por meio da Lei Municipal nº 1.650 de 13 de novembro de 1998, publicada em 13.11.98; Lei 2.700 de 05 de junho de 2012, publicada no Diário Oficial 06.06.2012. Compostos pelo Centro da cidade, 31 (trinta e um) Bairros e 01 Comunidade. Como proposição, de forma a melhor adequação ao crescimento e desenvolvimento da cidade, apresentar-se-á nova configuração dos bairros, no total de 46 (quarenta e seis), observando-se que nem todos dos bairros estão exatamente inseridos nesta zona, em virtude da extensão e particularidades do município, o que não faz perder a característica de bairros e sua essência de área habitacional. Sugere-se, via projeto de lei, servindo de anexo à Lei do Plano Diretor, delimitação do perímetro e denominação de novos bairros, na forma do projeto descrito no item 3.2.12. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 39 Como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação a: 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R1 o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares sem descaracterização dos atributos de configuração do conjunto da Zona 05, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de configuração do espaço da Zona 05, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte (shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 05 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste documento. 2. Malha viária: preservação do traçado viário das diversas áreas contidas nesta zona 05. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de configuração do espaço da Zona 05, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 3. Parcelamento: preservação do parcelamento das diversas áreas contidas nesta zona 05. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 40 deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado desta zona 05 para usos constantes do item 1) a ela referido neste documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos itens de normas deste documento. 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 60% (sessenta por cento) da área de solo de cada lote. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: devem atingir, no máximo, 1,0 (uma vez) o valor da área de solo de cada lote. o CAB: 0,6 o CAM: 1,0 6. Afastamentos: o frontais: devem ter, no máximo, até 03m em toda a Zona 05; o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 05; o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 05, porém sempre de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos das edificações. 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes permitidos para esta Zona 05, não devem ser impermeabilizadas, mas ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas da região de Parnaíba. 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto desta zona 05. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste documento e apenas ocorrerem se: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 41 o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 05 e prescritas em normas deste documento; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares. 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse documento. 2.1.2.2.1.6 Zona 06 / Setores Industriais Trata-se de caracterizar as áreas correspondentes aos setores industriais, que ocorrem na área que delimita a Zona de Processamento de Exportação – ZPE, assim como as áreas de seu entorno, por ser a ZPE a principal indutora deste setor. Esta proposta só faz consolidar uma tendência hoje existente, já que a ZPE, seu entorno e as áreas delimitadas pela BR 343, a BR 402 e a Avenida 19 de Outubro, especificamente neste trecho, já apresentam instalações e equipamentos industriais ao longo de seus traçados. Com a localização do Setor Industrial nesta área preserva-se, por um lado, a expansão urbana ao longo da BR 343 e BR 402 no seu sentido leste/oeste; por outro, garante-se uma excelente acessibilidade à área, sem perturbar as atividades urbanas mais locais, assim como o escoamento da possível produção seja no sentido do aeroporto, do porto ou dos estados vizinhos, ou, numa visão mais ampla, das áreas mais lindeiras dos estados vizinhos com relação à infraestrutura de escoamento oferecida pelo Município de Parnaíba. Assim como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação a: 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R4 o uso prioritário do solo para atividades industriais, de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 42 configuração do espaço do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem descaracterização dos atributos de configuração do espaço do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades comerciais e de serviços complementares aos usos prioritários e complementares compatíveis com as características de configuração do espaço do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 06 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste documento. 2. Malha viária: preservação do traçadoviário das áreas contidas nesta zona 06. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de configuração do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 3. Parcelamento: preservação do parcelamento das diversas áreas contidas nesta zona 06. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado desta zona 06 para usos constantes do item 1) a ela referido neste documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos itens de normas deste documento. 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 70% (setenta por cento) da área de solo de cada lote. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: podem atingir, no máximo, 1,2 (um ponto 2) da área de solo de cada lote. o CAB: 0,4 ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 43 o CAM: 1,2 6. Afastamentos: o frontais: devem ser de 05 (cinco) metros em toda a Zona 06, para possibilitar carga e descarga de mercadorias; o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 06; o laterais: devem ser variáveis, de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos das edificações, atendendo aos limites estabelecidos pelas taxas de ocupação e índices de aproveitamento dos lotes, anteriormente descritos para esta Zona. 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes permitidos para esta Zona 06, não devem ser impermeabilizadas, mas ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas da região de Parnaíba. 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto do espaço urbano desta zona 06. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste documento e apenas ocorrerem caso solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 06 e prescritas em normas deste documento. 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor. 2.1.2.2.1.7 Zona 07 / Zonas de expansão habitacionais Trata-se de caracterizar as formas de uso e de ocupação daquele trecho do território que fará a transição entre as áreas com ocupações eminentemente urbanas e as áreas com atividades rurais. Nesse sentido, esta zona poderá caracterizar-se como dando continuidade às atividades rurais na escala familiar, ou abrigando atividades de recreio ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 44 como opção para moradores da área mais eminentemente urbana, ou como residência. As formas de uso e ocupação devem ser objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação aos índices de restrição, taxas de ocupação, coeficientes de aproveitamento, taxas de impermeabilização e recomendações gerais. Por tratar-se de uma situação “limite” (no sentido conceitual e no sentido geográfico) não cabem neste lugar considerações muito detalhadas nem muito restritivas. 1. Usos do solo: As atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R1 o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares, multifamiliares e atividades rurais o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades artesanais com comercialização; o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte (shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais. 2. Malha viária: Preservação do traçado viário das diversas áreas contidas nesta zona 07. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de configuração do espaço da Zona 07, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 3. Parcelamento: Preservação do parcelamento das diversas áreas contidas nesta zona 07. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 45 desta zona 07 para usos constantes do item 1) a ela referido neste documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos itens de normas deste documento. 4. Taxas de ocupação dos lotes: Devem atingir máximo de 60% (sessenta por cento) da área de solo de cada lote. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: Devem atingir, no máximo, 1,0 (uma vez) o valor da área de solo de cada lote. o CAB: 0,6 o CAM: 1,0 6. Afastamentos o frontais: devem ter, no máximo, até 03m em toda a Zona 07; o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 07; o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 07, porém sempre de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos das edificações. 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes permitidos para esta Zona 07, não devem ser impermeabilizadas, mas ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas da região de Parnaíba. 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto desta zona 07. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste documento e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 07 e prescritas em normas deste documento; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 46 o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares. 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse documento. 2.1.3 Os Instrumentos e Parâmetros Urbanísticos Os instrumentos e parâmetros urbanísticos anunciados anteriormente, com origem e respaldo no Estatuto da Cidade, referem-se a uma série de instrumentos que regulam a dinâmica das formas de usos e ocupações nessas áreas, tais como descritos estaticamente acima. Os instrumentos apresentados a seguir foram selecionados tanto no âmbito dos instrumentos urbanísticos quanto no âmbito dos instrumentos fundiários. Os critérios de seleção estruturaram-se basicamenteem torno de sua aplicabilidade à situação do Município / Cidade de Parnaíba. Outorga Onerosa do Direito de Construir (com correspondente Transferência do Potencial Construtivo) Outorga Onerosa de Alteração de Uso Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário Direito de Preempção Direito de Superfície Estudo de Impacto de Vizinhança Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS Do Fundo de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba – FUNDURB Do Conselho Municipal de Planejamento de Parnaíba 2.1.3.1 Outorga Onerosa do Direito de Construir (com correspondente Transferência do Potencial Construtivo). Existe um coeficiente básico de aproveitamento do lote, onde o proprietário pode construir sem ônus, tal como explicado no item anterior. Existiria um coeficiente ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 47 máximo de aproveitamento do lote, que o proprietário pode usufruir ou não, também explicado. Em usufruindo essa outorga, que é onerosa, não é gratuita, ele deverá pagar por ela. O valor pago pode ser utilizado para os mais diversos objetivos, vinculados à melhoria urbana (regularização fundiária, desapropriação, projetos, fundos de habitação social, equipamentos urbanos e comunitários, preservação / recuperação ambiental, etc.) Vinculado a este instrumento existe um outro, de certa forma complementar – a Operação de Transferência de Potencial Construtivo – que permite aos proprietários de imóveis sobre os quais há interesse por parte do poder público em preservá-los (tanto patrimonial quanto ambientalmente) em vender ou transferir para outro imóvel a diferença entre o coeficiente real de aproveitamento, e o básico e/ou máximo. Estas vendas podem alimentar um banco de potenciais construtivos. Este instrumento será aplicado naquelas áreas onde existem CAB e CAM, e sobre a diferença do potencial construtivo. 2.1.3.2 Outorga Onerosa de Alteração de Uso Existe um certo uso e interessa coletivamente a sua mudança para um outro uso que valoriza a propriedade. No momento de usufruir dessa mudança e se apropriar dessa valorização, o proprietário deverá pagar por ela. O valor pago pode ser utilizado para os mais diversos objetivos, vinculados à melhoria urbana (regularização fundiária, desapropriação, projetos, fundos de habitação social, equipamentos urbanos e comunitários, preservação / recuperação ambiental, etc.). Mas a contrapartida não precisa ser necessariamente financeira. No caso de passagem de rural para urbano a contrapartida pode ser a participação na implantação de infraestrutura, equipamentos públicos, parques, espaços coletivos, etc. Este instrumento será aplicado em toda a área em pauta, toda vez que uma mudança de uso concedida representa uma valorização do lote. Portanto não exigirá o correspondente mapeamento. 2.1.3.3 Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 48 O Poder Público, os Proprietários, os Usuários Permanentes e os Investidores Externos podem se associar visando implementar empreendimentos de interesse de todos. O caso do Consórcio Imobiliário pressupõe uma parceria entre proprietários, construtores e o poder público, sendo que a produção (de casas, por exemplo) é distribuída proporcionalmente entre os investidores. Este instrumento será aplicado em 05 (cinco) áreas especiais, a saber: Área Especial 1: proposta de um novo Centro Comercial e Administrativo, a ser considerado entre as avenidas Pinheiro Machado e avenida 19 de Outubro a partir da parcerias público/privada; Área Especial 2: parques urbanos do Cantagalo, do Bebedouro. Como no caso anterior, seriam construídos ao longo dos próximos anos a partir da parceria público/privada; Área Especial 3: correspondente ao equipamento estruturado em torno de um Centro de Convenções / Museu da Parnaíba, Aquário Municipal; proposto no entroncamento da BR 343 com a saída para o litoral, podendo ser também instalados nas margens da Avenida 19 de Outubro entre a BR 343 e 402; Área Especial 4: correspondente a áreas adequadas para a instalação de equipamento estruturado para prática de corridas de carros, fórmula truck, corridas de motocross, de mountain-bike, e de eventos das mais variadas atividade de entretenimento de som em geral; Área Especial 5: correspondente à área da Lagoa do Portinho e Lagoa da Prata como parques ambientais, visando o uso para fins turísticos e sua preservação; 2.1.3.4 Direito de Preempção O Poder Público tem preferência na aquisição de imóveis urbanos colocados à venda no mercado (por exemplo, interesse em comprar prédios de interesse histórico / patrimonial, áreas para expansão urbana, áreas para programas de construção de habitações populares, etc.) ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 49 Aplicável nas áreas de interesse histórico, de equipamentos comunitários e urbanos estruturantes e de parques de uso múltiplo. O Direito de Preempção será aplicado preferencialmente nas ZONAS 01 E 02, quando se tratarem de propriedades de interesse do patrimônio histórico e cultural. 2.1.3.5 Direito de Superfície Trata da possibilidade do proprietário urbano de um lote conceder a outrem o direito de usufruto da superfície de seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Isto vale também para o Poder Público. O Poder Público poderá utilizar o Direito de Superfície em áreas particulares onde haja carência, por exemplo, de equipamentos públicos e comunitários. Também poderá oferecer áreas públicas integrantes de seu patrimônio, concedendo onerosamente o Direito de Superfície em caráter transitório (do solo, subsolo ou espaço aéreo), para exploração por parte das concessionárias de serviços ou particulares. 2.1.3.6 Estudo de Impacto de Vizinhança O Estudo de Impacto de Vizinhança tem por objetivo a avaliação de impactos nos casos de aumento do potencial construtivo, transferência do direito de construir, alteração ou extensão de uso e instalação de atividades urbanas em zona rural. O Estudo de Impacto de Vizinhança será executado de forma a analisar os efeitos positivos e negativos do empreendimento e/ou atividade propostos na área e suas proximidades, incluindo questões como adensamento populacional, equipamentos urbanos e comunitários, valorização imobiliária, uso e ocupação do solo, geração de tráfego e demanda por transporte coletivo, ventilação e iluminação, patrimônio cultural e natural, infraestruturas, etc. 2.1.3.7 Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 50 Uma área da cidade é denominada ZEIS quando fica reservada para moradia de interesse social. A sua caracterização como ZEIS deve conter regras claras para a gestão, urbanização e regularização dos assentamentos informais existentes (parâmetros especiais de parcelamento, uso e ocupação). Estes assentamentos informais, geralmente resultado de invasões, não cumprem com os requisitos mínimos exigidos pela legislação urbana vigente. Os parâmetros são menores (caixas de rua mínimas, tamanho de lotes abaixo de 125 m 2 , etc.) e geralmente são ocupadas parcialmente Áreas de Preservação Permanente, áreas de risco, etc. São declaradas Zonas de Interesse Especial as reservadas para moradia de interesse social. Apesar de representar um instrumento basicamente de regularização fundiária, ele é formatado como hipótese de trabalho visando facilitar a aplicação dos restantes instrumentos, calibrando a aplicação dos mesmos. O critério para definir e delimitar as ZEIS, pelo que foi colocado, estruturam-se em tornode: áreas invadidas com parâmetros que não cumprem a legislação urbanística; áreas sem equipamentos comunitários básicos; áreas sem equipamentos urbanos básicos; áreas que ocupam Áreas de Preservação Permanente, áreas de risco, etc. áreas com situação fundiária indefinida. 2.1.3.8 Do Fundo de Desenvolvimento Urbano da Parnaíba - FUNDURB A arrecadação com as outorgas onerosas e demais instrumentos listados, quando aplicados, será recolhida junto a um Fundo de Desenvolvimento Urbano da Parnaíba, criado por meio de lei específica. Este Fundo será constituído pelos seguintes recursos: Recursos oriundos da aplicação dos instrumentos acima assinalados, além de outros previstos em leis específicas, a saber: o concessão de uso; o concessão de direito real de uso; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 51 o arrendamento; o retrovenda; o locação; o alienação; o outorga onerosa do direito de construir e da alteração de uso; o rendas provenientes da aplicação financeira dos seus recursos próprios; o doações; o outras receitas que lhe sejam destinadas por lei. Contribuições e subvenções de instituições financeiras locais Recursos provenientes de convênios com organismos e entidades nacionais ou internacionais, governamentais e não governamentais. Doações de pessoas físicas e jurídicas Retorno das aplicações nos projetos e programas e Receitas diversas. Os recursos auferidos conforme o colocado no item anterior deverão ser aplicados nos seguintes casos: Regularização fundiária; Execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; Constituição de reserva fundiária; Ordenamento e direcionamento da expansão urbana; Implantação de equipamentos urbanos e comunitários e ampliação das redes de infraestrutura decorrentes de alteração ou extensão de uso e aumento do potencial construtivo; Criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; Criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental; Proteção de áreas de interesse histórico, artístico, cultural ou paisagístico. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 52 As propostas de utilização dos recursos do FUNDURB serão realizadas mediante estudos, programas, projetos e orçamentos de cada empreendimento, que deverão ser aprovados pelos conselhos constituídos com tais finalidades. 2.1.3.9 Do Conselho Municipal de Planejamento de Parnaíba Será constituído o Conselho Municipal de Planejamento – CMP de Parnaíba, como instância representativa da Administração Regional e da comunidade. Compete ao Conselho Municipal de Planejamento – CMP de Parnaíba, como órgão auxiliar da Administração, promover a discussão, análise e acompanhamento das questões relativas ao planejamento territorial e urbano do Município e Cidade de Parnaíba. Particularmente faz parte de seu rol de atribuições opinar e dar anuência com relação às aplicações dos recursos do FUNDURB. A composição e competências do CMP serão detalhadas e disciplinadas por lei específica. Não obstante isso reforça-se aqui a questão da paridade de membros representativos do poder público e da comunidade. O CMP terá como secretaria executiva à secretaria executiva da Prefeitura de Parnaíba responsável pelo gerenciamento do planejamento territorial e urbano. 2.2 Infraestrutura Urbana O Plano Diretor, bem como sua revisão, estabelece um processo de planejamento dinâmico, participativo, descentralizado, propiciando que mudanças efetivas ocorram na gestão do município, pois é instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana. Para a definição das diretrizes referentes à infraestrutura do município de Parnaíba, é necessário inferir sobre o crescimento populacional, numa tentativa de prever os equipamentos e áreas para as demandas futuras, num horizonte mínimo de 20 anos. Com base nos dados da Tabela 1 verifica-se um expressivo êxodo da população rural, em direção à parte urbana, principalmente no período entre 1991 e 2010. Em todos os períodos da tabela pode ser observado um acelerado crescimento da população urbana. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 53 Tabela 1 - Evolução da população residente no município. Evolução da População Residente no Município Discriminação 1991 1996 2000 2010 2016 (estimada) Total 127.929 124.593 134.122 147.705 150.201 Urbana 105.104 112.586 123.062 137.485 142.699 Rural 22.825 12.007 11.060 8.220 7.502 Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 e Contagem da População / Estimativa. A este panorama do crescimento da população urbana, agregam-se uma série de indicadores demográficos, conforme demonstrado na Tabela 2, segundo dados mais atualizados, a seguir: Tabela 2 - Indicadores demográficos. Indicadores Demográficos Discriminação 1996 2000 2010 Densidade Demográfica (hab/km 2 ). 288,08 307,10 334,51 Taxa Geométrica de Crescimento Anual (%) 1,31 1,50 0,97 Taxa de Urbanização (%) 82,16 91,80 94,36 Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 e Contagem da População. Diante destes indicadores, para fins de estimativa, adota-se no presente estudo uma projeção populacional geométrica, conforme apresentada na Tabela 3. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 54 Tabela 3: Estudo de projeção população para o município de Parnaíba. ANO PROJEÇÃO POPULACIONAL Pop. Total Pop. Urbana (93,0%) Pop. Rural (7,0%) 2010 147.705 137.485 8.220 2011 148.148 138.285 8.180 2012 148.703 139.085 8.140 2013 149.202 139.885 8.059 2014 149.701 140.685 7.930 2015 149.901 141.855 7.812 2016 150.201 142.699 7.502 2017 151.087 143.548 7.539 2018 153.354 145.778 7.576 2019 155.654 148.041 7.613 2020 157.989 150.339 7.650 2021 160.359 152.671 7.688 2022 162.764 155.038 7.726 2023 165.206 157.442 7.764 2024 167.684 159.882 7.802 2025 170.199 162.359 7,840 2026 172.752 164.874 7.878 2027 175.343 167.426 7.917 2028 177.973 170.018 7,956 2029 180.643 172.668 7.995 2030 183.353 175.319 8.034 2031 186.103 178.049 8.064 2032 188.894 180.790 8.104 2033 191.728 183.584 8.144 2034 194.604 186.420 8.184 2035 197.523 189.259 8.264 Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. 2.2.1 Sistema viário e circulação urbana / Estrutura dos eixos prioritários ao transporte coletivo A proposta de estruturação viária objetiva organizar o sistema de circulação dos diferentes trechos das zonas urbanas e rurais de uso controlado em pauta, assegurando também a possibilidade de se estabelecer um sistema eficiente e racional de transporte coletivo, de modo a garantir a acessibilidade. Sua concepção parte, decorrentemente, dos seguintes princípios: Permitir a acessibilidade entre os diferentes setores habitacionais e entre as diferentes microrregiões do Município. Para tanto, é fundamental o ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 55 estabelecimento de uma articulação viária. Essa articulação desenvolvida a seguir é condição mínima para assegurar a manutenção de uma estrutura dotada de qualidade e conforto para os moradores e usuários – pois assegura a implantação de um sistema de transporte eficiente e racional, tal como colocado, assim como a dotação das infraestruturas de saneamento. Consolidar importantes usos e tipologias já existentes, compatíveis com a proposta de uso do solo e permitir a adequação da geometria viária com os usos existentes e consolidados. Criar padrões mínimos de dimensionamento viário que permita a segurança dos sistemas de circulação de veículos e pedestres. Nesse sentido, observa-se a necessidade de elaborar Plano Municipal de MobilidadeUrbana e Acessibilidade, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 24 da Lei Federal nº 12.587/2012, devendo ser respeitado e garantido a participação popular no processo de elaboração. O sistema viário é caracterizado por duas tipologias bem distintas, a saber: a) uma de circulação regional ou interurbana, constituída pela malha viária exterior; e b) outra, intraurbana, de importância para a circulação local constituída a partir das vias já existentes e outras a serem criadas. O sistema viário é resultado da negociação de um contexto existente e uma série de diretrizes e intenções que visam consolidar tendências. 2.2.1.1 Estruturação do sistema viário regional O sistema viário interurbano trabalharia com categorias não diferenciadas de rodovias, estradas e/ou vias arteriais. A Tabela 4 registra uma série de atributos, características e dimensões desta categoria, que valeriam como diretriz de proposta. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 56 A região em estudo insere-se em um contexto não necessariamente privilegiado em relação ao sistema viário. Na fase do diagnóstico e posteriormente, na fase da proposta, foi registrado que a cidade de Parnaíba dificilmente funcionará como nó rodoviário se não forem tomadas providências no sentido de sua plena inserção como elemento distribuidor dos fluxos no sentido norte / sul e no sentido leste / oeste, e a partir dos parâmetros viários acima descritos. Um sistema de vias marginais, quando necessário, faz a transição entre o sistema viário regional e o sistema viário local, intraurbano. Nesse sentido, são vias auxiliares de uma via de maior hierarquia, localizadas em trecho ou região urbana, podendo promover o acesso às atividades lindeiras à mesma. Tabela 4: Hierarquia do Sistema Viário – Via Arterial Regional. VIA ARTERIAL REGIONAL Função Estrutura os eixos de transporte coletivo regional e canaliza os fluxos de acesso (entrada e saída) da área de expansão. Articula os vários bairros tanto no sentido norte-sul como leste oeste. Abriga atividades comerciais, institucionais e industriais de porte regional. Características As características dessas vias são de padrão rodoviário, sob domínio e fiscalização do Departamento de Estradas e Rodagem do PI. Acesso a outras categorias de via Preferencialmente, deve promover ligações com vias marginais, estradas-parque, PI’s e BR’s. Pista de rolamento (m) Variável de 7 a 10,5 Faixa de domínio (m) Variável – determinada por Decreto do Estado do Piauí, conforme categoria. Calçadas (m) Desaconselhável Acostamento ou estacionamento Acostamento e/ou áreas de escapes permitidos – estacionamento proibido. Canteiro Central Variável dependendo da velocidade de projeto – padrão determinado pelo DER Sentido de tráfego Mão única Raio horizontal (m) Variável dependendo da velocidade de projeto – padrão determinado pelo DER Tangentes entre curvas reversas (m) Declividades (máx. E mín.) Perfil: É variável, conforme o local. Portanto, não são apresentados esquemas (como no caso das vias intraurbanas) para o perfil deste tipo de via, em função da variabilidade assinalada. 2.2.1.2 Estruturação do sistema viário local ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 57 Para efeitos da proposta do sistema viário local, trabalhou-se com o seguinte elenco de categorias de vias que, de certa forma, pretendem uniformizar os conceitos e vocábulos utilizados nos diferentes manuais e entidades vinculadas à questão: O sistema viário local trabalharia com categorias diferenciadas, a saber: vias principais ou avenidas, sejam elas de atividades e/ou circulação / ligação, ou vias coletoras no nível 1 vias secundárias ou coletoras no nível 2; vias locais; e vias especiais. Na realidade todas as vias são coletoras com relação aos níveis “inferiores” de vias. Portanto, sua qualificação como coletoras não identifica o tipo de via. O sistema viário funciona a imagem e semelhança do sistema sanguíneo: as vias secundárias coletam o tráfego das vias locais (portanto as vias locais se ligam às vias secundárias); as vias principais coletam o tráfego das vias secundárias (portanto as vias secundárias se ligam às vias principais); e as vias arteriais coletam o tráfego das vias principais (portanto as vias principais se ligam às vias arteriais). As tabelas e esquemas mostrados a seguir registram uma série de atributos, características e dimensões de cada uma destas categorias, que valeriam como diretriz de proposta. A organização viária local de penetração entre os setores habitacionais e dentro deles foi rigorosamente estudada e hierarquizada, considerando as possibilidades de ligação viária que permitisse o mínimo de alteração com os loteamentos já constituídos. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 58 Tabela 5: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Atividade. VIA PRINCIPAL DE ATIVIDADE Função Estrutura os eixos de transporte coletivo local e organiza a circulação viária principal dos bairros ou setores habitacionais. Promove a ligação das vias arteriais regionais com os bairros ou setores habitacionais. Articula os vários bairros ou setores habitacionais tanto no sentido norte-sul como leste oeste. Sua implantação consolidará a existência de atividades comerciais e institucionais de interesse local e regional nos diferentes bairros ou setores habitacionais. Características Vias de mão única com canteiro central (desejável); ou vias de mão dupla sem canteiro central. Acesso a outras categorias de via Vias arteriais regionais e vias principais de ligação Pista de rolamento (m) 07 para mão única e 14 para mão dupla Faixa de domínio (m) 22 a 35 Calçadas (m) 3 a 5 Acostamento ou estacionamento Estacionamento em espinha de peixe (60 o ) – desejável. Ao longo do meio fio (admissível) Canteiro Central (m) 11 Sentido de tráfego Mão única para situação desejável e dupla para a situação mínima Raio horizontal (m) 100 – 120 Tangentes entre curvas reversas (m) 50 Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 8 Perfil: es ta ci o n am en to p o n to d e ô n ib u s lo te lo te lo te lo te 3 4,5 7 4,5 3 Via Principal de Atividades - dimensões mínimas 22 v ia ca lç ad a ca lç ad a Via Principal de Atividades - dimensões desejáveis lo te p o n to d e ô n ib u s lo te es ta ci o n am en to lo te lo te 5 7 11 7 5 35 v ia v ia ca lç ad a ca lç ad aca n te ir o c en tr al ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 59 Tabela 6: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Ligação / Circulação. VIA PRINCIPAL DE LIGAÇÃO / CIRCULAÇÃO Função Estrutura os eixos de transporte coletivo local e distribui o fluxo para as vias locais. Organiza a circulação viária interna do bairro ou setor habitacional. Não são previstas instalações de atividades institucionais e comerciais em suas margens. Características Vias de mão única com canteiro central (desejável); ou vias de mão dupla (mínimo). Acesso a outras categorias de via Vias principais de atividade, vias secundárias e vias locais. Pode servir de binário até que se implantem as vias principais de atividade. Pista de rolamento (m) 07L Faixa de domínio (m) 17 a 26 Calçadas (m) 3 a 5 Acostamento ou estacionamento Acostamento desejável, com previsão de paradas de ônibus Canteiro Central (m) 2 Sentido de tráfego Mão única para situação desejável e dupla para a situação mínima Raio horizontal (m) 50 – 100 Tangentes entre curvas reversas (m) 30 - 50 Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 8 Perfil: lo te lo te lo te lo te Via Principal de Ligação - dimensões mínimas 5 7 5 17 ca lç ad a v ia calç ad a lo te lo te lo te lo te Via Principal de Ligação - dimensões desejáveis 5 7 2 7 5 26 v ia v iaca lç ad a ca lç ad a ca n te ir o c en tr al ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 60 Tabela 7: Hierarquia do Sistema Viário – Via Secundária. VIA SECUNDÁRIA Função Distribui o tráfego para as áreas residenciais pelas vias locais. Permite a instalação de atividades comerciais de porte local. Características Coletoras de mão dupla. Acesso a outras categorias de via Vias locais, vias principais de ligação e principais de atividade. Pode servir de binário até que se implantem as vias principais de atividade. Pista de rolamento (m) 07 Faixa de domínio (m) 12 a 17 Calçadas (m) 2,5 a 5 Acostamento ou estacionamento Estacionamento ao longo do meio fio Canteiro Central (m) -- Sentido de tráfego Mão dupla Raio horizontal (m) 30 – 70 Tangentes entre curvas reversas (m) 20 - 50 Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 20 Perfil: Via Secundária - dimensões mínimas lo te lo te lo te lo te 2,5 2,5 7 12 ca lç ad a ca lç ad a v ia Via Secundária - dimensões desejáveis 7 lo te lo te lo te lo te 5 5 17 ca lç ad a ca lç ad a v ia ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 61 Tabela 8: Hierarquia do Sistema Viário – Via Local. VIA LOCAL Função Permite o acesso aos lotes residenciais unifamiliares e aos lotes de uso misto. Também acessa os serviços e equipamentos em áreas de baixa densidade. Características Vias simples de mão dupla Acesso a outras categorias de via Preferencialmente as vias secundárias e secundariamente as principais de ligação e principais de atividades Pista de rolamento (m) 09 - 10 Faixa de domínio (m) Mínimo 8 metros; Desejável 10 metros Calçadas (m) 1 a 1,5 Acostamento ou estacionamento Estacionamento ao longo do meio fio Canteiro Central (m) -- Sentido de tráfego Mão dupla Raio horizontal (m) 30 Tangentes entre curvas reversas (m) 15 Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 20 2.2.1.3 Estrutura dos eixos prioritários ao transporte coletivo Mesmo configurando-se predominantemente sob forma de habitações organizadas em bairros, a área de estudo não poderá assegurar uma boa qualidade do espaço proposto sem a implantação de um sistema de transporte coletivo eficiente, destacando a localização de terminais rodoviários, pontos de soltura / controle e vias principais pelas quais hão de circular as linhas de transporte coletivo. Nesse sentido, propõe-se uma filosofia de circulação e transportes estruturada em torno dos seguintes princípios, que deverão ser ratificados / retificados quando da elaboração do correspondente projeto executivo: O poder público assumirá integralmente a responsabilidade pela circulação e transporte público de passageiros. Os esquemas privados (vans, transporte alternativo, etc.) serão chamados para complementar o esquema público, e sempre de forma explícita e transparente. A circulação e transporte público pode ser montado a partir de 02 (duas) alternativas bastante diferentes, que devem ser tratadas de forma autônoma, apesar de ser de substantivo interesse verificar a possibilidade delas se complementarem, pelo menos parcialmente: o o modelo automotivo / ônibus o o modelo sobre trilhos / bondes ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 62 No primeiro caso, a atual rodoviária reassumiria o seu papel como o principal terminal rodoviário, para chegada e saída das linhas de transporte público principalmente dos trajetos intermunicipais (Teresina e Luiz Correia), assim como das linhas locais. A sua localização no “centro geográfico” da área urbana da cidade de Parnaíba exigiria a constituição de uma série de circuitos e a implantação de pelos menos 03 (três) terminais rodoviários secundários ou pontos de soltura / controle, dependendo das demandas que possam ocorrer ao longo do tempo. Os terminais rodoviários secundários são instalações com dimensões em torno de 3.000 m2, ampliáveis para 6.000 m2, exigindo, decorrentemente, a criação das correspondentes unidades imobiliárias. Os pontos de soltura são pontos de parada dos ônibus, generosos (de modo que, por exemplo, 03 (três) ônibus possam esperar simultaneamente), com mobiliário urbano mínimo (cobertura / abrigo, bancos, etc.). Seria interessante que a sua localização ocorresse junto a praças, largos ou trechos arborizados, dando condições de oferecer um mínimo de conforto bioclimático e apóio de comércio local. A localização destes terminais deverá ocorrer junto aos trechos mais afastados de bairros considerados estratégicos para a circulação e transporte público, com relação à chegada / saída das linhas de transporte coletivo, de modo que os ônibus possam fazer a “varredura” dos setores depois de sair do terminal e/ou antes de chegar ao terminal. Essa “varredura”, garantida pela circulação dos ônibus nas vias principais e distribuição dos diferentes pontos de ônibus, deverá oferecer atendimento em raios de atendimento não superiores a 600/800 metros. Só em casos excepcionais serão aceitos raios maiores. Nesse sentido, pareceria interessante que estes terminais se localizassem em: o Terminal 1: em local entre o Aeroporto / Centro de Convenções / Museus e o bairro João XXIII, de modo a fazer a varredura dos bairros São Judas Tadeu, Reis Velloso, Frei Higino, Piauí e Dirceu ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 63 Arcoverde. Este terminal pode servir como ponto de apoio às linhas que fazem o trajeto Parnaíba / Luiz Correia. o Terminal 2: em local entre a lagoa da Prata, Residencial Cândido Athayde e bairro Igaraçú, de modo a fazer a varredura dos bairros São Vicente de Paula, Bebedouro, Santa Luzia, Primavera, Sabiazal e Alto Santa Maria. o Terminal 3: em local de transição entre a área central antiga e o novo centro, de modo a fazer a varredura destas áreas centrais e dos bairros São José, Nova Parnaíba, São Francisco da Guarita, Campos, Cantagalo, Fátima, Pindorama, Boa Esperança, Ceará e Rodoviária. Por sua vez, poderá / deverá funcionar como terminal de um sistema local de transporte público de apóio, para a área central antiga, com unidades de transporte público compatíveis com as políticas de preservação da substância histórica. O modelo VLT sobre trilhos / bonde aproveita os trilhos remanescentes ou se isto não for possível a caixa / faixa da velha rede da Estrada de Ferro Central do Piauí e, construindo um anel de circulação e transporte coletivo sobre trilhos (aproveitando complementarmente a caixa generosa / ilha central do anel rodoviário 1 / Avenida Francisco Borges dos Santos) implanta um modelo reconhecido mundialmente como o mais econômico e ambientalmente sustentável, além de se constituir em reforço dos atrativos turísticos oferecidos pela cidade. Obviamente que a sua implantação deve ser precedida por estudos sérios e profundos com relação a sua viabilidade financeira e econômica. A favor conta, inicialmente, o terreno praticamente plano da cidade e a não necessidade em se desapropriar propriedades particulares. Os estudos de viabilidade financeira e técnica deverão englobar uma série de opções, dentre as quais merecem destaque o aproveitamento de trechos existentes para a ampliação do anel e construção de ramais para os equipamentos de lazer e recreação da Lagoa do Portinho, para a Lagoa da Prata e, não menos interessante, um ramal para a estação das barcas em Luiz Correia, de forma a garantir o acesso a todo o litoral. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 64 2.2.2 Abastecimento de água O abastecimento de água em áreas urbanas éuma condicionante fundamental para a expansão do município, de forma sustentável. Entretanto, para que se possa planejar uma política de saneamento é necessário obter o cadastramento de todo o sistema existente. Quando da elaboração do diagnóstico da infraestrutura do município, foi observada que a AGESPISA atende a um numero de ligações de 56.444, tendo um percentual de cobertura de ligações com hidrômetro 93% do total de ligações. Sua captação está localizada nas margens do rio Parnaíba, executa um tratamento convencional, possuindo uma rede de abastecimento de 623.505 metros, irrigando 52.618 ligações com hidrômetro, e 3.826 sem hidrômetro. (AGESPISA, 2016). Atualmente a empresa investe recursos para minimizar problemas comuns na maioria dos municípios do porte de Parnaíba, que é o desperdício de água, a instalação de medidores tem como principal propósito, inibir o desperdício fazendo com que o produto seja distribuído de maneira regular e igual para todos. O atual sistema de abastecimento tem as características resumidas a seguir, já que apresentadas de forma detalhada quando da elaboração e apresentação do diagnóstico: Manancial – rio Parnaíba; Captação – direta (278 l/s) e flutuante (278 l/s); Tratamento – tipo convencional (2000 m3/h); Reservação – 7.500 m3; Rede de distribuição – 623.505 m de redes, conforme cadastro atual; Para estimar o potencial de atendimento atual sistema de abastecimento, adotaremos o consumo per capita de 93 l/dia.hab, índice apresentado pela AGESPISA ao Sistema de Informações sobre Saneamento, e um índice de perdas (IP) de 25%. Para o cálculo do valor da vazão per capita de produção utiliza-se a Equação 2.1, que representa matematicamente a relação entre a vazão per capita de consumo (Qc) e a vazão per capita de produção (Qp), em função do índice de perdas (IP). ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 65 Qp = Qc / (1-IP) Equação 2.1 Qp = 93 / (1-0,25) = 124 l/dia.hab Considerando que o sistema trabalhará 15 h diárias e um coeficiente do dia de maior consumo (Kd) de 1,2, então a vazão necessária de produção (Qnec) para o abastecimento de 100% da população urbana atual, que é de 137.485 hab., será igual a: Qnec = hab x Qp x Kd / (t, em s) Qnec = 137.485 x 124 x 1,2 / 54000 Qnec = 378,84 l/s Analisando os dados de vazão per capita de produção necessária e as capacidades instaladas de cada unidade do sistema de abastecimento, pode-se inferir que: Manancial – rio Parnaíba, com capacidade suficiente para atender a demanda de crescimento; Captação, Adução e Elevação – tem capacidade para abastecer, aproximadamente, mais 57.800hab, o suficiente para atender até o ano de 2025, desde que sejam controladas as perdas. Tratamento – as estações de tratamento I e III são adjacentes e tratam a água aduzida pelo sistema flutuante, com capacidade aproximada de 110 a 160 litros por segundo. A estação número IV recebe água bruta do sistema de captação direta – poço com capacidade atualmente de 400 litros por segundo, mas com um potencial de produção de 1200l/s. A estação de tratamento II é considerada de pequeno porte, pois trabalha para abastecer uma comunidade próxima da estação, tem capacidade de 22 l/s. Reservação – o sistema é composto por reservatórios subterrâneos e elevados, com capacidade conjunta atualmente de 7.500m3, com previsão de expansão para atender a demanda. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 66 Rede de distribuição – as ampliações devem ser executadas segundo a demanda populacional. Portanto, desde que sejam executadas as ampliações na rede e no tratamento e que sejam desenvolvidos programas de controle das perdas, o sistema de abastecimento do município de Parnaíba tem capacidade instalada para uma demanda urbana de 200.000hab, no limite de atendimento, segundo as projeções populacionais. Enfim, recomenda-se para o sistema de abastecimento de água: Atualizar o cadastro físico de toda a rede de distribuição de água; Solucionar os problemas de pressões baixas no fornecimento; Instalar hidrômetros em todas as ligações prediais; Desenvolver um Plano de Saneamento Municipal; Elaborar um plano de correção, manutenção e prevenção das perdas de água; Reservar 3 lotes de 500m2 para a implantação de reservatórios elevados de 1.000 m3. Um lote será para a área de expansão urbana nas proximidades do bairro Montserrat, Alberto Silva e zona rural leste e dois lotes serão para atender as áreas industriais e zona rural sul. Elaborar um plano de manejo da bacia do rio Parnaíba para garantir a qualidade da água a ser captada. 2.2.3 Esgotamento sanitário Em Parnaíba a AGESPISA tem como responsabilidade efetuar a coleta, o transporte, o tratamento e dar destino final das águas residuárias ou servidas da cidade. Na cidade o sistema de esgotamento sanitário entrou em operação em 2013 e igualmente ao sistema de Teresina opera utilizando-se das condições climáticas, as aguas servidas são tratadas de maneira natural em duas lagoas facultativas e duas lagoas de maturação adjacentes, com capacidade individual de 450.000m³, utilizando raios solares, microrganismos e algas existentes na massa líquida das lagoas. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 67 É composto por 11 elevatórias chamadas de EEE – Estação Elevatória de Esgoto, todas munidas de cisternas e duas bombas submersas distribuídas em locais diferentes da cidade, denominadas de bacias. Ambas participam do processo realizando recalque das águas coletadas em suas áreas de abrangências – bacias, por gravidade, até a estação EEE – 03, que chamam de principal. Esta por sua vez recalca esses resíduos através de um emissário de 500 milímetros até a ETE – Estação de Tratamento de Esgoto, localizada no Bairro Tabuleiro. Nos estudos de elaboração do Plano Diretor foram especuladas as possíveis soluções a serem dadas para o sistema de esgotamento sanitário, bem como a necessidade de reserva de áreas para as unidades do sistema, visando garantir a implantação adequada de todos os seus componentes. Para a elaboração das diretrizes a serem estabelecidas no âmbito do Plano Diretor, quanto à implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, consideram-se algumas premissas, quais sejam: Os esgotos gerados nas microbacias da Lagoa do Portinho e do Bebedouro deverão ser transpostos e tratados para as bacias do Rio Parnaíba ou do Rio Igaraçu, independente do sistema de tratamento a ser adotado, visando preservar as referidas lagoas; A área reservada para a implantação da ETE é às margens do Rio Igaraçu, conforme planta base do município fornecida pela Prefeitura, localizada no Bairro Tabuleiro, com aproximadamente 41,00 ha; Os efluentes das áreas industriais deverão passar por tratamento específico para cada processo industrial e, se atendido os padrões de lançamento previstos no CONAMA, serem encaminhados à ETE ou ao corpo receptor licenciado. A escolha do processo de tratamento a ser adotado deve levar em conta, tanto os aspectos de viabilidade técnica como a financeira, conciliando-as de forma a atender da melhor maneira possível à realidade local. Para o município de Parnaíba, como a exemplo da maioria dos municípios do Brasil, o tratamento secundário é o suficiente para a remoção dos poluentes, de forma a adequar o lançamento aos padrões de qualidade normatizados. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 68 Com base nas premissas adotadas e as projeções populacionais da foi elaborado a Tabela abaixo com um resumo das principais características do sistema de tratamento de esgoto para a população urbana doano de 2005, 2015 e 2025. Tabela 9: Área e custo para a implantação do sistema de tratamento do município de Parnaíba. Sistema de Tratamento Área média (ha) Custo médio em Milhão US$ 2005 2015 2025 2005 2015 2025 Tratamento preliminar 0,01 0,02 0,02 0,66 0,77 0,89 Processos de Tratamentos Secundários Lagoas sem aeração 0,53 0,62 0,71 3,32 3,85 4,47 Disposição no solo 43,11 50,03 58,06 2,65 3,08 3,57 Sistemas anaeróbicos 331,60 384,83 446,62 1,66 1,92 2,23 Lagoas com aeração 2,98 3,46 4,02 6,63 7,70 8,93 Filtros biológicos 17,91 20,78 24,12 2,65 3,08 3,57 Lodos ativados 5,64 6,54 7,59 10,61 12,31 14,29 Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. Analisando acima, o melhor custo benefício, para atender ao horizonte de projeto é a aplicação do tratamento secundário por meio de lagoas com aeração. Cabe salientar também a necessidade de preservar as margens dos cursos d’água em áreas urbanizadas e com potencial de urbanização, não só para preservação dos recursos hídricos, mas também para implantação de futuros interceptores e emissários de esgotos. Os outros componentes do sistema de esgotamento sanitário, tais como: coletores, poços de visitas e elevatórias, por se tratar de unidades menores e com mais alternativas técnicas para a sua localização, deverão ser definidas em um Estudo de Concepção específico do sistema. Importante: As diretrizes sugeridas, no âmbito do presente Plano Diretor, não dispensam a necessidade de elaboração do Plano de Saneamento do Município de Parnaíba e as premissas aqui adotadas podem ser alteradas, desde que as modificações propostas sejam justificadas por estudos técnicos desenvolvidos por profissionais capacitados. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 69 2.2.4 Drenagem pluvial O processo de urbanização impermeabiliza o solo, dificulta a infiltração das águas pluviais, eleva o volume e acelera o seu escoamento superficial. Dentre as diretrizes a serem estabelecidas no Plano Diretor referente ao saneamento, identificar as áreas de risco sujeita à inundação e processos de erosão é parte do estudo do sistema de drenagem, com o objetivo de orientar a correta ocupação do solo, a proteção dos recursos hídricos e direcionar a execução de programas de obras públicas e privadas. Diante do exposto é importante debruçar, com mais atenção, nos estudos referentes às soluções para a drenagem de uma área urbana, pois grande parte das restrições da ocupação é definida a partir das conclusões deste estudo. Para a identificação de áreas de riscos da cidade de Parnaíba, foram analisadas as várias características físicas apresentadas no Volume I – Diagnóstico, como o clima, período e intensidade das chuvas, tipo de solo, topografia do terreno e recursos hídricos. A seguir, de forma resumida, são listadas essas características: Trata-se de um clima quente e úmido, estando dividido em dois períodos bastante diferentes: o da época chuvosa, que ocorre entre janeiro e maio e o do período seco, de estiagem, com uma duração em torno de 06/seis meses, entre junho e novembro. As precipitações médias anuais superam os 1200 mm, sendo que 80% deste valor ocorrem na época chuvosa. De agosto a novembro registram-se os menores índices pluviométricos, demonstrando que o regime mensal das chuvas tem uma distribuição unimodal, com mínimo pluviométrico em agosto e máximo em abril. O solo predominante no Município é do tipo profundo de textura arenosa, constituída de areia quartzosa e solo litólico. Porém ao norte do Município são encontrados solos halomórficos compostos de areia quartzosa marinha. Durante a estação chuvosa, parte expressiva da água que atinge a superfície é absorvida pelos terrenos arenosos da planície litorânea e dos tabuleiros. Grande parte do Município encontra-se inserido em unidades geomorfológicas conhecidas como do Litoral e da Planície Parnaibana. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 70 Verifica-se que o Município apresenta cotas de altitude que variam de 0 (junto à desembocadura do rio Igaraçu) até os 60 (sessenta) metros, no vértice do seu extremo sul. A hipsometria registra patamares mais altos no eixo / divisor de águas no sentido norte/sul, acompanhando, de certa forma, a BR 343, e patamares com altitudes menores tanto no sentido leste quanto oeste, descendo e configurando as bacias dos rios Portinho e Parnaíba. Tem declividades nunca superiores a 20%. Verifica-se que a cidade se desenvolve entre as cotas de 0 (junto à desembocadura do rio Igaraçu) até dos 25 metros, nos trechos mais centrais, junto aos limites dos bairros Dirceu Arcoverde e Piauí, que são os que se encontram nos patamares mais altos da cidade. As transições de um patamar a outro são suaves, de modo que o gradiente de declividades nunca ultrapassa os 10%. A maior parte da Cidade de Parnaíba encontra-se localizada no patamar hipsométrico dos vinte metros (bairros Reis Velloso, Frei Higino / CAIC, apesar de existir nele uma pequena depressão, em Piauí, Dirceu Arcoverde, Pindorama e Boa Esperança). Os bairros mais antigos, e aqueles mais novos que ocuparam zonas mais baixas correspondentes às microbacias hidrográficas (basicamente a microbacia da Lagoa do Bebedouro), ocorrem em patamares mais baixos, correspondentes aos 10 a 15 metros (bairros Sabiazal, Alto Santa Maria, Rodoviária, Primavera, Santa Luzia, São Vicente de Paulo, Bebedouro, Nova Parnaíba, São Francisco da Guarita, o próprio Centro, Campos e Fátima). Os bairros de Igaraçu, Tabuleiro, São José, Mendonça Clark, do Carmo e Cantagalo ocorrem em patamares entre 0 e 10 metros, portanto em áreas com risco de alagamento, hidromórficas e que exigem cuidados do ponto de vista das fundações e impermeabilizações. Dentro do Município encontram-se expressões vinculadas às duas sub- bacias que organizam o sistema hídrico da área: o próprio rio Parnaíba e o rio Portinho; este último, apesar de fazer parte da macrobacia do Rio Parnaíba, organiza do ponto de vista hídrico todo o trecho oriental do ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 71 Município. Estas duas sub-bacias, encontram-se separadas por um divisor de águas, que coincide grosseiramente com o traçado da BR 343. O sítio da Cidade de Parnaíba encontra-se caracterizado, do ponto de vista hidrológico, pela forte presença do rio Igaraçu, que praticamente organizou a ocupação dos trechos urbanos da cidade. Duas superfícies hídricas artificiais completam o quadro e, de certa forma, fazem parte do subsistema Bebedouro: o curtume existente na transição do bairro São José para o bairro Tabuleiro criou uma lagoa artificial de oxigenação dos efluentes da indústria, e; uma lagoa de retenção de águas de chuva formou-se no limite sul do bairro Alto Santa Maria. Esta lagoa apresenta fortes manifestações predatórias, já que é objeto de extração maciça das areias que ocorrem nas suas bordas. O conjunto de dados e informações elencados para o meio fisiográfico oferecem possibilidades de concluir quanto à susceptibilidade com relação à erodibilidade e às, condições geotécnicas do solo, assim como balizar as áreas de risco e que deveriam ter preservação permanente. Do que foi colocado deduz-se que a susceptibilidade à erosão é relativamente grande em função de: 2.2.4.1 Agentes passivos Pedologia predominante no Município: neossolos de textura arenosa ou quartzarênicos, constituídos por areias quartzosas. A susceptibilidade é menor nas áreas dos neossolos litólicos (cascalhos), gleissolos e chernossolos. 2.2.4.2 Agentes ativos Chuvas / drenagem e ventos: a intensidade da chuva, a quantidade e sua duração relacionam-se intimamente ao fenômeno da erosão. Nesse sentido, o capítulo doclima alertou para o fato de existir uma época chuvosa, que ocorre entre dezembro e maio (com uma pluviometria média nos últimos 08 anos de 786,9mm). Esta época de chuvas ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 72 muda substantivamente a drenagem do sistema hídrico, aumentando o volume de água que corre pelas linhas de drenagem e córregos. Concomitantemente, agentes passivos (como a geomorfologia) amenizam este quadro. A susceptibilidade à erosão é relativamente pequena em função do gradiente de declividade predominante no Município, sempre abaixo de 10%, a não ser em alguns locais isolados e acidentados, no sul do Município, onde o tipo de solo não é arenoso. Os dados e informações coletados dão condições, concomitantemente, de balizar áreas que apresentam riscos para a ocupação, pelo fato de serem inundáveis, de serem fartamente hidromórficas, áreas de várzea, manguezais, restingas etc., e aquelas áreas que, em função da legislação vigente e de seu interesse ambiental, se constituem em zonas de preservação permanente, e cuja ocupação deve ser evitada. No Mapa 15 encontram-se registradas áreas que, em função das particularidades do Município (níveis hipsométricos e drenagem dos córregos) apontadas ao longo do texto anterior, concentram- se em seu trecho setentrional, mas ocorrem de forma pontual em toda a extensão municipal. Além de enumerar as áreas com risco para a ocupação, é importante lembrar que existem bairros já consolidados, conforme mencionados no Volume I – Diagnóstico com sérios problemas de drenagem, como os bairros do Carmo e São José, região central da cidade, onde o sistema de drenagem implantado não está operando a contento, e os bairros Frei Higino e Piauí, onde foram construídos bacias de detenção que não amortecem os picos de chuvas, causando inundações frequentes. Com base no cenário apresentado, recomenda-se a elaboração de projetos de drenagem urbana sustentável nos diferentes bairros de Parnaíba, que atendam as principais premissas básicas de concepção, listadas a seguir. 2.2.4.3 Premissas Básicas As principais premissas básicas de concepção do trabalho de drenagem urbana sustentável nos diferentes bairros de Parnaíba são: Compatibilização dos componentes do sistema de drenagem urbana existente (relevo, microrelevo, vias, sarjetas, redes, canais, ramais, etc); ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 73 Empenho no alcance de sistema de drenagem urbana com o mínimo de tubulações (galerias) de águas pluviais; Adoção de critérios técnicos, tecnológicos e normativos que façam com que as edificações com áreas impermeabilizadas - qualquer tipo de cobertura ou de pavimento com coeficiente de impermeabilização superior a 60% - em superfícies superiores a 150 m², mantenham, nos exutórios dentro dos limites de seus terrenos, vazões menores ou iguais as que existiam “naturalmente” (antes das atividades antrópicas); Adoção de medidas, individuais e/ou coletivas para retenção e estocagem de água de chuva para reuso não potável; Adoção de medidas estruturais e não estruturais para indução de permeabilidades, infiltrações e percolações pela detenção, redução dos escoamentos superficiais e aumento das recargas do subsolo; Opção de características, dinâmica e percursos de escoamento que resultem em “tempos de concentração” de águas em valores próximos aos que existiam naturalmente antes da ocupação urbana; Compatibilização dos sistemas de limpeza pública, coleta e destino de resíduos sólidos com os interesses da drenagem urbana e rural, da gestão dos recursos hídricos e do meio ambiente. Estudar, prevenir e minimizar possíveis interferências danosas entre os sistemas habitacionais, viário, redes de abastecimento de água, esgotos e águas pluviais domiciliares, telefonia e energia elétrica com as soluções propostas; Opção por soluções que ampliam as condições de sinergia entre o projeto de urbanismo, o sistema viário e o de águas pluviais e os códigos de posturas e de edificações existentes que valorizem e respeitem o meio ambiente e as dinâmicas de escoamento de água pré-existentes na área de influência dos bairros que compõem a área urbana de Parnaíba, ampliando as áreas públicas com opções de lazer e de interesse lúdico associadas às soluções de drenagem; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 74 Adoção de planos de sensibilização, educação ambiental e de proposição de qualidade de premiação às associações, empresas e moradores que adotem práticas sustentáveis associadas às águas de chuva; e, Incentivo a divulgação nas escolas, associações comunitárias de planos metódicos voltados ao respeito, manutenção ou melhoria de “qualidade de vida e da estima pelos bens comunitários e públicos” a partir da importância atual e futura das opções e componentes do sistema de drenagem urbana sustentável. 2.2.4.4 Proposições de Medidas para Drenagem Urbana Sustentável Dentre as medidas preconizadas para alcance de uma situação sustentável na relação águas pluviais – sistema urbano – ecossistemas – bacia hidrográfica, ocorrem diversas opções que foram adotadas em diversos países que alcançaram uma gestão eficaz no que concerne a drenagem urbana. Dentre elas foi possível citar: Planos Diretores de Drenagem Urbana (a ser elaborado); Ampliação dos sistemas de informação e pesquisa relacionados com o conhecimento da dinâmica clima - água – vegetação – solo; Procura em imitar a dinâmica da natureza em cada sub-bacia componente do estudo, ou seja, a “voltar ao natural”; Conhecimento da dinâmica das microbacias constituintes dos cursos de água que existiam antes da ocupação urbana e da atual condição de fluxo e das características físicas dos cursos d’água que recebem a drenagem urbana; Respeito aos ecossistemas e áreas de risco; Conhecimento de experiências e alternativas de prevenção e remediação de diversos países e cidades que praticam a drenagem urbana sustentável; Compatibilização do sistema de drenagem com os sistemas viários e urbanísticos; Criação de bacias artificiais de detenção e/ou infiltração; Ampliação do tempo de concentração das águas; Redução do escoamento superficial; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 75 Indução ao escoamento sub-superficial e subterrâneo; Associação dos componentes do sistema de drenagem urbana sustentável com os de esportes e lazer; Criação, e valorização, de grupos técnicos interdisciplinares de trabalho conjunto entre urbanistas e profissionais vinculados aos projetos de drenagem urbana e ambientais; Entendimento, valorização e adoção de ações de sinergia com os demais sistemas; abastecimento de água, esgoto sanitário, de resíduos sólidos, uso e ocupação dos solos. A seguir sugerem-se algumas alternativas para alcance da drenagem urbana sustentável que tem sido praticada no Brasil e nos países que tem a questão como prioritária em suas agendas, apresentando 16 proposições, algumas a serem adotadas internamente para as propriedades individuais ou condomínios, e outras coletivas, próprias das áreas de uso comum dos diversos bairros de Parnaíba. 2.2.4.4.1 Alternativa 1 – Sinergia entre diversos componentes para ampliação do armazenamento de água no solo. A indução a redução do escoamento superficial é alcançada com a manutenção das condições de detenção e acolhimento, características da existência de vegetação e da rugosidade do relevo. A possibilidade de infiltração, permeabilidade, percolação e a potencialização da alimentação do subsolo com a construção de estruturas de retenção e de criação de caminhos preferenciais para a água alcançar as camadas subsuperficiaise as subterrâneas, ocorre com estacionamentos e pavimentos permeáveis; trincheiras de infiltração; caixas de percolação e poços de infiltração, que tanto possibilitam o aumento do tempo de percurso (tempo de concentração), a maior infiltração das águas pluviais de percolação (transmissividade dos solos) e a elevação do escoamento de interfluxo das águas nas microbacias em que se situam as áreas objeto da urbanização. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 76 Este tipo de solução é indicada para os lotes de dimensões maiores e destinada, principalmente, a escolas, hospitais, serviços de utilidade pública, supermercados e áreas com estacionamentos de maior porte. 2.2.4.4.2 Alternativa 2 – Trincheira de infiltração. Consiste numa técnica de drenagem urbana sequencial do tipo “controle na fonte” e tem como princípio básico o armazenamento temporário da água e infiltração no solo, podendo ser adotado individualmente ou de uso comum. São valas escavadas no solo com enchimento de material granular (brita ou cascalho) e revestimento de geotêxtil, com a finalidade de impedir a entrada de finos na estrutura e assim reduzir o risco de colmatação do filtro. O uso de trincheiras de infiltração leva à diminuição ou até mesmo a eliminação da rede local de microdrenagem. A utilização deste tipo de tecnologia apresenta algumas restrições relacionadas ao local e ao tipo de solo existente na região (Schueler, 1987). Citando-se que: a profundidade mínima sazonal do lençol freático e da camada impermeável esteja a pelo menos 1,2 metros do fundo da trincheira; a taxa de infiltração mínima do solo seja superior a 7mm/h; os terrenos apresentem declividades inferiores a 5%; de preferência, as áreas de drenagem de contribuição a cada trincheira sejam inferiores a 4 hectares. As principais vantagens da trincheira de infiltração: atenuação da vazão de pico de cheia; recarga das águas subterrâneas e das camadas superiores do solo; remoção dos poluentes da água superficial, uma vez que a infiltração no solo consiste em prática natural de despoluição; e, auxílio no controle da erosão e de melhoria da qualidade das águas a jusante. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 77 Esta solução é adequada para áreas mais densamente ocupadas, como opção de substituição parcial ou total da rede de microdrenagem. 2.2.4.4.3 Alternativa 3 – Caixas de permeabilidade. São caixas de recepção de águas pluviais provenientes das coberturas de edificações (telhados ou lajes) residenciais ou comerciais, deve ser aplicada no âmbito interno aos lotes individuais ou coletivos. Há necessidade de colocação de filtros e telas nas canaletas de captação situadas na cobertura para deter folhas e outros detritos. Os materiais retidos devem ser removidos com certa frequência, pela instância responsável pela limpeza pública. A tubulação de drenagem de cobertura é direcionada a uma caixa subterrânea de percolação, afastada das fundações das edificações de no mínimo 3 metros, motivo que requer conhecimentos dos solos para evitar problema de segurança estrutural. Sua utilização deve ser incentivada e generalizada entre as soluções individuais. 2.2.4.4.4 Alternativa 4 – Tecnologias comerciais para captação, filtração e armazenamento em nível de propriedade. No Brasil já existem tecnologias disponibilizadas e experimentadas em outros países que passam a ser propostas com as facilidades comerciais. A figura apresentada é de um catálogo de distribuidor brasileiro, de um sistema de captação, filtração e armazenamento de água para fins não potáveis, podendo incluir reuso em descarga de banheiros e gramados. Uma vantagem é de que nos dias de chuva intensa o sistema pode funcionar como espaço de contenção, diminuindo e até evitando alagamento e sobrecarga da rede pluvial, além de aumentar o tempo de concentração. 2.2.4.4.5 Alternativa 5 – Estruturas de controle e detenção em lotes urbanos ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 78 Os reservatórios foram idealizados e implantados com base nas possibilidades de materiais, espaço mínimo de ocupação, características peculiares da drenagem brasileira e consideram estudos anteriores que os autores desenvolveram. São reservatórios dotados de: descarregadores de fundo, constituídos por tubos em PVC de diâmetros comerciais; e vertedores com comprimento constante, de 1 metro (com exceção do reservatório 4, que não apresenta vertedor). As estruturas simuladas mostraram-se eficientes no abatimento da vazão de pico, com seus volumes de detenção variando entre 1 e 2,5 m 3 . A taxa de ocupação em planta no interior dos lotes individuais ficou sempre abaixo de 1% da área total. Os tempos de detenção mostraram grande variabilidade mesmo quando considerada cada estrutura individualmente, variando em geral de 15 a 45 minutos. Nas situações de ocupação dos lotes que apresentaram 50% de taxas impermeáveis, os tempos de detenção foram inferiores à 30 minutos, o que pode ser considerado bom para a situação de eventos consecutivos e funcionamento hidráulico das estruturas. Os volumes infiltrados nas estruturas dotadas de áreas permeáveis (reservatórios 4, 5 e 6) foram muito baixos. Alguns pontos importantes em relação aos dispositivos simulados: Os reservatórios 1 e 5 apresentaram as menores taxas de ocupação em planta nos lotes, por suas maiores profundidades. No entanto, a utilização destes dispositivos fica restrita à profundidade do ponto de coleta da rede pluvial municipal e aos lotes com situação de declive e cota que favoreçam suas interligações; Os reservatórios 2, 3, 4 e 6 apresentaram 2m 3 como volume máximo possível; e, O reservatório 3 (cilíndrico) apresentou os menores tempos de detenção dentre todos os simulados. A avaliação econômica efetuada sobre as seis opções demonstrou que: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 79 A estrutura aberta gramada (reservatório 4) tem custo de implantação da ordem de 3 a 4 vezes inferior ao das estruturas subterrâneas para o mesmo volume. Mas a sua manutenção periódica, devido a problemas de saúde pública, pode levá-lo a atingir o custo das demais em um período de 4 ou 5 anos; O dispositivo cilíndrico (reservatório 3) tem custo equivalente aos demais subterrâneos até volumes da ordem de 2m 3 , acima deste o seu valor de implantação é mais elevado; As estruturas 1, 2, 5 e 6 têm curvas de custos com comportamentos semelhantes, com superioridade para os dispositivos 2 e 6 por apresentarem maiores áreas em plantas o que implica maiores volumes de concreto armado, devido às lajes. 2.2.4.4.6 Alternativa 6 – Poços de infiltração ou injeção de águas no subsolo A construção de poços de infiltração é opção classicamente adotada na recarga artificial de aqüíferos, na drenagem agrícola e na solução de questões vinculadas a drenagem urbana, constituindo-se em prática tanto para acrescentar a quantidade de água necessária à alimentação do aqüífero como dar destino final a águas servidas. Um aspecto fundamental é que estes poços fazem parte de um conjunto de opções de recarga artificial que inclui bacias ou faixas de recarga irrigação por aspersão, e tubos ou poços de recarga e que para serem efetivos devem ocorrer em solos cujo perfil apresente uma boa capacidade de infiltração e em especial nos aquíferos não confinados que estejam com o nível de água abaixo de 2 a 3 metros. Motivo que requer testes prévios. Os poços de recarga são mais frequentemente empregados nos aquíferos confinados e profundos, ou quando não há suficiente área para uso de bacias de infiltração (ou detenção/infiltração). Quando o fluxo131 4.2.12 Projeto dos bairros ........................................................................................ 131 5 BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................... 145 ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 5 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 14 Figura 2: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 15 Figura 3: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 15 Figura 4: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 16 Figura 5: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 16 Figura 6: esquema ................................................................................................................ 99 Figura 7: esquema .............................................................................................................. 101 Figura 8: esquema .............................................................................................................. 103 Figura 9: esquema .............................................................................................................. 105 Figura 10: esquema ............................................................................................................ 108 Figura 11: esquema ............................................................................................................ 110 Figura 12: esquema ............................................................................................................ 112 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 - Evolução da população residente no município. ................................................ 53 Tabela 2 - Indicadores demográficos................................................................................... 53 Tabela 3: Estudo de projeção população para o município de Parnaíba. ............................ 54 Tabela 4: Hierarquia do Sistema Viário – Via Arterial Regional........................................ 56 Tabela 5: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Atividade. .............................. 58 Tabela 6: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Ligação / Circulação. ............. 59 Tabela 7: Hierarquia do Sistema Viário – Via Secundária. ................................................. 60 Tabela 8: Hierarquia do Sistema Viário – Via Local. ......................................................... 61 Tabela 9: Área e custo para a implantação do sistema de tratamento do município de Parnaíba. .............................................................................................................................. 68 Tabela 10: Previsão da geração de lixo e área para tratamento. .......................................... 92 ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 6 1 INTRODUÇÃO A Prefeitura de Parnaíba ao revisar o Plano Diretor de Parnaíba realizou audiências públicas para ouvir a população. Esta nova proposta tem com base o Plano Diretor 2007/2017 e considera também as mudanças ocorridas nessa temporalidade. O esquema abaixo evidencia o processo decorrido para revisão. Inicialmente considera-se o Plano Diretor 2007/2017, através do Diagnóstico/Prognóstico, atualizam-se as bases do Plano Diretor revisando-o, e através destas atualizações se delineia a proposta para o cenário futuro que servirá de referencia para as estratégias e diretrizes de desenvolvimento do Município, após aprovação, implementação da Lei do Plano Diretor e posterior execução através de sua regulamentação. Em esquema: REVISÃO DO PLANO DIRETOR A revisão do Plano Diretor continuará seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto das Cidades agindo em 03 (três) níveis, a saber: Nível Urbanístico (refere-se ao direito social de estabelecer as formas de uso e ocupação do solo mais adequada aos interesses coletivos), Nível jurídico / Fundiário (refere-se ao direito individual da propriedade), e; Nível Social (refere-se às formas de organização da comunidade para garantir a harmonia entre os direitos mencionados). 1.1 Nível Urbanístico Revisão Plano Diretor 2007 - 2017 Diagnóstico/ Prognóstico Cenário atual Cenário futuro de referencia Plano Diretor 2017 - 2027 Aprovação Implementação Execução Monitoramento ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 7 O Nível Urbanístico pressupõe dizer em que áreas do território e quais instrumentos do Estatuto das Cidades serão aplicados visando promover a correta utilização da regra de uso e ocupação do solo. Os instrumentos disponíveis são: Instrumentos tributários: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), com as suas possíveis complementações em termos de parcelamento, edificação e/ou utilização compulsórios, IPTU progressivo no tempo e desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública (art. 182 da Constituição Federal); Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI); Contribuição de Melhorias; Incentivos e Benefícios Fiscais; Taxas; Preços Públicos e Tarifas. Instrumentos Urbanísticos: Instrumentos do Plano de Uso e Ocupação do Solo; Outorga Onerosa do Direito de Construir e a correspondente Transferência do Potencial Construtivo; Outorga Onerosa de Alteração / Mudança de Uso; Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário; Direito de Preempção; Instrumentos complementares (Fundos de Desenvolvimento, Conselhos de Planejamento, etc.). 1.2 Nível Jurídico / Fundiário O Nível Jurídico / Fundiário pressupõe definir áreas do território para que se aplique certos instrumentos do Estatuto da Cidade visando promover a regularização fundiária, de modo a acompanhar a regularização técnica com a legalização da área, a titularidade dos lotes, das casas e das atividades, objetivando inclusão territorial das áreas periferizadas socialmente. Os instrumentos disponíveis são: Estatuto da Cidade: Zonas Especiais de Interesse Social; Usucapião Especial de Imóvel Urbano; e Direito de Superfície. Contidos na Lei Federal nº 9.636/98, com alteração dada pela Lei nº 11.481/2007: o Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia; o Autorização de Uso ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 8 Contidos em outros diplomas legais o Concessão de Direito Real de Uso – Decreto-Lei nº 271/1967; o Adjudicação compulsória; o Usucapião – Código Civil; o Imissão do Poder Público na posse de imóveis desapropriados – Constituição Federal. 1.3 Nível Social O Nível Social pressupõe garantir que, através da organização social e da participação da comunidade no processo, o nível urbanístico e o nível jurídico / fundiário realmente ocorram assim como planejados coletivamente. A Revisão do Plano Diretor de Parnaíba, em pauta, manteve sua transparência ao ouvir a população respeitando a legislação vigente. O Capítulo 2 formatará a proposta propriamente dita, subdividida em: Estrutura Urbana o Descrição Geral da Proposta o Parâmetros Urbanísticos o Índices de Restrição e Coeficientes de Aproveitamento o Outorga Onerosa do Direito de Construir o Outorga Onerosa da Mudança de Uso o Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário o Direito de Preempção o Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS Infraestrutura Urbana Como procedimento metodológico a revisão do Plano Diretor, manteve e procurou respeitar princípios de intervenção que evitassem, ao máximo, conflitos decorrentesde água é intergranular os poços têm entre 500 e 900 mm de diâmetro e penetram bastante abaixo do nível da água subterrânea com uma seção com filtro. Antes de optar por poços de recarga devem-se efetuar testes e ter conhecimento apropriado do aquífero e da sua dinâmica, pois deve existir um adequado potencial de armazenamento. O método oferece significantes vantagens quando as ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 80 condições são favoráveis, mas exige poços piloto de observação por um período representativo das estações do ano. 2.2.4.4.7 Alternativa 7 - “Estacionamentos Verdes” Os tipos de estacionamentos atualmente utilizados têm ocupados grandes áreas e, embora apresentem um desempenho satisfatório nos propósitos de atendimento aos usuários de veículos, apresentam a desvantagem de criação de grandes áreas de cobertura impermeável, não só desnecessárias, como inadequadas do ponto de vista ambiental. A nova abordagem que leva a rever os conceitos dos estacionamentos tanto das áreas comerciais, como residenciais possibilita aumentar consideravelmente as áreas permeáveis dos pavimentos, mantendo o conforto e conveniente acesso dos usuários. A estratégia adotada pelos países que praticam a drenagem urbana sustentável com êxito é o aumento da permeabilidade dos pavimentos dos estacionamentos pelo padrão denominado de “green parking”. Esse modelo rever as dimensões, formatos e concepções das vagas de veículos, e direcionam as vazões para as “áreas mortas”, posições onde há possibilidade de localizar caixas, valas, trincheiras de infiltração e ainda a utilização de componentes porosos. 2.2.4.4.8 Alternativa 8 – Bacias de infiltração Geralmente utilizadas para solos de alta permeabilidade. As bacias de infiltração são eficientes na remoção tanto de poluentes finos quanto solúveis, originários de escoamentos superficiais urbanos. Diferente de outros sistemas de infiltração, as bacias podem ser facilmente adaptadas para prover controle total de vazões de pico, provenientes de tormentas. Também podem ser projetadas para grandes áreas de drenagem. Precisam de inspeção regular quando ocorre a situação de água parada (estagnada). É usual encontrar (Hamil e Bell, 1986), uma série de bacias de infiltração interconectadas próximas aos corpos hídricos recebendo águas para propósito de recarga. Os índices de recarga observados em bacias individuais são da ordem de 0,3 a 0,5 metros/dia com lâminas de água de 1 a 2 metros. Porém a adoção de bacias exige uma ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 81 elevada superfície (aproximadamente 1km 2 para 100.000 m 3 /dia). Dentre as vantagens das bacias de infiltração, pode-se citar: preservação do equilíbrio da água no solo; poder servir de bacia de sedimentação durante sua fase de construção; e ter custo relativamente baixo, comparado a outras medidas de controle de enchentes urbanas. Dentre as desvantagens apontadas ocorrem: Significativo índice de falha devido a características de solos inapropriados; Necessidade de manutenção periódica; e Possibilidade de efeitos incômodos, como pragas, odores e solo encharcado. 2.2.4.4.9 Alternativa 9 – Lagoas de Detenção Estas alternativas podem ser efetivas e de baixo custo tanto na remoção de poluentes, como no controle do pico de cheias. Reduzem a frequência de ocorrência de cheias com potencial erosivo à jusante. A altura de lâmina de água no segundo trecho da bacia é controlada por uma captação em torre. O orifício para captação e escoamento das chuvas com recorrência de 2 anos está situado a certa altura do fundo da bacia gerando um volume morto (zona de armazenamento). A precipitação direcionada e acumulada nesta zona de armazenamento tende a percolar vagarosamente. Se existir um afluxo de vazão elevado (de 10 anos de recorrência,) passará pelo descarregador, em cota mais elevada, reduzindo os riscos de danificar a estrutura. Dentre as vantagens de uma lagoa de detenção citam-se: Criação de uma área alagada local e um habitat para a vida selvagem; A atividade de lazer da área que não se encontra frequentemente inundada. Dentre as desvantagens ocorrem: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 82 Ocasionais incômodos e problemas estéticos na área inundada da lagoa, como a presença de odores, resíduos e vegetação indesejada. Necessidade de manutenção periódica e eventual custo para remoção de sedimentos. 2.2.4.4.10 Alternativa 10 – Bacias de Detenção e Infiltração A tecnologia mais comum atualmente adotada em drenagem sustentável a de projetos de bacia de infiltração e detenção. Nestas bacias as vazões do escoamento superficial são, inicialmente, lançadas na parte superior da lagoa onde existe uma microbacia composta de pedras (riprap), ou um filtro graúdo. Os sólidos mais pesados (grosseiros), ou seja, o caudal sólido fica retido e a vazão líquida escoa para as partes inferiores da bacia artificial. A altura de lâmina de água no segundo trecho da bacia é controlada por uma captação em torre. O orifício para captação e escoamento das chuvas com recorrência de 2 anos está situado a certa altura do fundo da bacia gerando um volume morto (zona de armazenamento). A precipitação direcionada e acumulada nesta zona de armazenamento infiltrará vagarosamente. Se existir um afluxo de vazão elevado (de 10 anos de recorrência,) passará pelo descarregador, em cota mais elevada, reduzindo os riscos de danificar a estrutura de barramento. 2.2.4.4.11 Alternativa 11 - BACIAS DE INFILTRAÇÃO “OFF-LINE” São bacias (pequenos lagos), adotadas para derivar a água do fluxo principal canais ou galerias, armazenando e filtrando as vazões iniciais de escoamento superficial de uma rede de galerias ou um canal de drenagem. São úteis no desenvolvimento de situações intermediárias onde a infiltração não seria possível nos trechos finais (jusante), devido a problemas de limitações dos solos ou de posse de terrenos. A estrutura sugerida na figura utiliza a combinação de uma bacia (off-line) de infiltração com areia e cascalho no trecho inicial de montante, e uma segunda câmara que funciona como uma bacia de infiltração. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 83 Uma estrutura de derivação é localizada transversalmente no canal artificial ou natural de drenagem para direcionar o escoamento da água para a primeira câmara com o filtro de areia e cascalho. Após a percolação pelo filtro o escoamento é coletado por drenos enterrados que conduzem a água para a bacia de infiltração que é vegetada e propicia a percolação. 2.2.4.4.12 Alternativa 12 - BACIAS DE RETENÇÃO EM ÁREAS ESPORTIVAS OU DE LAZER Esta alternativa foi apresentada em novembro de 2003, na França, no evento “Apprisioner l’eau pluviale: Une démarche de projet urban; pour une ville durable”, pela Direção de Água e Saneamento de Seine-Sain-Denis, André Baraglioli. A opção adotada é de alcance coletivo e constitui-se componente de Planos Diretores de Drenagem Urbana, tanto associados com a fase inicial de concepção urbanística como de remediação. Devem existir orientativos, normas de ocupação, códigos de postura e especificações que levem a que os serviços públicos, áreas administrativas, escolas, institutos, parques, etc, disciplinem e delimitem áreas que são sujeitas à inundação ou que terão a finalidade de permitir a recepção de vazão das áreas circunvizinhas nos momentos de tormenta (maior intensidade de precipitação), amortecendo os picos de cheias, retendo a água por períodos específicos de maneira, tanto a liberar vazões após o momento crítico de chuvas, como permitir a infiltração. Os casos usuais são de camposgramados (futebol), como de quadras não pavimentadas de areia e pistas ciclismo, motociclismo etc. Esta solução é mais apropriada para atender a situações críticas em centros urbanos existentes e que sofrem inundações constantes, como é o caso em algumas quadras de alguns bairros da cidade de Parnaíba. 2.2.4.4.13 Alternativa 13 - “BIORRETENÇÃO” NO TRATAMENTO DE POLUENTES Esta tecnologia incorpora muitos mecanismos de remoção de poluentes presentes num ecossistema florestal. Entre os elementos que cooperam no tratamento da água estão: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 84 filtro de grama; camada de areia; solo argiloso; cobertura vegetal (mulch); lagos rasos para amortecimento de enchentes; e plantas nativas como árvores e arbustos. Entre as vantagens apontadas para este sistema estão: Baixa demanda de área (entre 5 e 10% do estacionamento); A vegetação presente na “biorretenção” tem alto índice de sobrevivência e desenvolvimento. A “biorrentenção” ainda é uma tecnologia nova, necessitando o aprofundamento de questões referentes à: remoção de poluentes manutenção do sistema; e limpeza de sedimentos. 2.2.4.4.14 Alternativa 14 - FILTROS DE AREIA DE PERÍMETRO Esta alternativa, inicialmente adotada em 1991 (Delaware, EUA), permite a captação da água de drenagem em uma câmara de sedimentação para retirar os sólidos de médias e grandes dimensões. O escoamento passa a uma segunda câmara com camada filtrante em areia (altura da ordem de 45 a 50 cm), que possibilita a retenção dos poluentes. A água que percola pelo filtro é captada por um tubo poroso ou perfurado, que possibilita o retorno da vazão à drenagem natural ou artificial. Esta alternativa tecnológica apresenta quatro possibilidades: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 85 Filtros de areia de perímetro; Filtros de areia de superfície; Filtros de areia subterrâneos; e Filtros orgânicos. A localização dos componentes ocorre no limite de cota inferior dos estacionamentos e requerem a periódica retirada das primeiras camadas de areia para prevenir contra as colmatações. Apresenta vantagens pelo fato de não requererem, ou pouco utilizarem, áreas adicionais; capacidade de remoção de poluentes de moderada à alta; e facilidades de acesso. 2.2.4.4.15 Alternativa 15 - DEFINIÇÃO DE BACIAS DE INUNDAÇÃO TEMPORÁRIA Esta alternativa foi apresentada em novembro/2003, na França, no evento “Apprisioner l’eau pluviale: Une démarche de projet urban; pour une ville durable”, pela paisagista Marie Pire, estando relacionada ao parque Jean Mermoz de Villemomble. A solução de remediação encontrada constitui-se de terraços inundáveis, com bacias sucessivas, que são preenchidas pela água à medida que a cheia seja anual, ou alcance a recorrência decenal. As bacias de armazenamento apresentam um formato e interligação entre si que se assemelha a ondulações (vagas de um oceano) de forma que ela tanto permite evitar o transbordamento como propicia condições e extravasamento quando o nível se eleva, sem danificar. Esta proposta é apropriada para lotes de dimensões superiores, como escolas, hospitais, prédios administrativos e etc. 2.2.4.4.16 Alternativa 16 - FAIXAS FILTRANTES Este sistema de destinação final de tratamento das águas pluviais com vegetação envolve o escoamento direto do estacionamento para um sistema com camada filtrante composto de uma trincheira com pedras, ou seixos que tendem a direcionar o escoamento para o subsolo; uma faixa de superfície permeável com declividade menor ou ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 86 igual a 2% gramada; e uma faixa com vegetação arbustiva e/ou árvores, situada ao final da área. Esta opção atende a estacionamentos residenciais ou de comércios locais, de tamanhos pequenos e médios, com extensões de contribuição da ordem de 25 e 30m. Pode representar a solução nas áreas comerciais próximas às vias de acesso com fluxo de veículos mediano. 2.2.4.4.17 Justificativas Os diferentes loteamentos / bairros da cidade de Parnaíba ocuparam áreas de contribuição de diversas sub-bacias hidrográficas, que são influenciadas diretamente pelo sistema viário e pela impermeabilização, tendo sido alteradas as contribuições em oportunidade e porte de vazões para os diversos trechos tributários dos cursos d’águas principais. Considerando-se o sistema de drenagem urbana como parte da gestão integrada das respectivas bacias dos cursos de água citados, deve-se procurar alcançar o propósito da sustentável convivência com a vegetação, solos e recursos hídricos, que respeitem os vínculos com a ocupação urbana, a sociedade, a economia e o meio ambiente. Observa-se que forma de ocupação do solo de grande parte da cidade de Parnaíba não teve os cuidados preventivos, neste aspecto. Malsimovic e Todorovick (1998) comentam que “as qualidades fundamentais da gestão integrada das águas são a sua natureza holística que reconhece a complexidade do sistema e a inter-conectividade de seus elementos, demonstrados pela troca de informações, energia e matéria, e pelo estilo das ações planejadas”. Desta forma percebe-se claramente que para reverter este quadro de degradação há de conceber um sistema de drenagem para os diferentes bairros da cidade de Parnaíba que procurem resgatar as características dos fluxos naturais superficiais, subterrâneos e interfluxos para as diversas sub-bacias hidrográficas e domínios hidrogeológicos. Esses que foram afetados pela ocupação urbana e são sensíveis a uma drenagem de águas pluviais do tipo puramente tradicional, devem-se adotar uma abordagem sistêmica, usualmente denominada de abordagem de ecossistema ou holística. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 87 Tal estratégia envolve, a complementaridade entre a drenagem clássica e a drenagem sustentável, iniciando pela sensibilização do setor público central, estendendo-se igualmente ao interesse da comunidade e as regiões rurais limítrofes, envolvendo engenheiros, cientistas da área natural, ambientalistas e tomadores de decisão. Os profissionais dos diversos setores e disciplinas devem dialogar a procura de uma solução comum. A gestão da água nas áreas dos diferentes bairros da cidade de Parnaíba devem resgatar as expectativas de crescimento com o desenvolvimento sustentável do meio urbano, no contexto de utilização eficiente, eficaz e efetiva dos recursos hídricos, progressivamente melhorando as condições de vida, valorizando o meio ambiente e a sociedade dos efeitos danosos do trato inadequado das águas, que é atualmente observado em diversos bairros. Nos levantamentos realizados ficou patente que não se tirou partido das alternativas para uma drenagem urbana sustentável, que deveriam ser incorporadas na fase de planejamento urbano e antes da ocupação, e tenderiam a prevenir os impactos potenciais, decorrentes da urbanização. Nesta oportunidade há a necessidade de sensibilizar a população de que a trajetória que está sendo seguida, de valorizar apenas o artificial e o controle final da linha não permite um futuro sustentável. Orientando-se para adoção de projetos ou planejamentos urbanísticos e de drenagem urbana com certas “medidas de controle” relacionados com águas de chuva, meio dos quais se pode obter uma série de vantagens econômicas e ambientais. No meio técnico envolvido com opções de drenagem urbana sustentável é comum serem adotadas medidas estruturais, semi-estruturais ou não-estruturais. As mais comuns são: controle na fonte; medidas à nível de propriedade em reservatório e no solo; estocagem/filtração em lajes planas ou inclinadas das edificaçõescom material granular; filtros vegetais e/ou; estruturas para induzir a infiltração; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 88 pavimentos porosos; caixas de sedimentação e filtração; filtros; bacias de sedimentação, de infiltração e mistas; poços de infiltração natural ou induzida; substituição de galerias por valetas de infiltração, com associação de estruturas de detenção e infiltração. As soluções podem ser mistas, tanto estruturais, semi-estruturais como não- estruturais, valorizando as características locais, da natureza, com o propósito de que a ocupação urbana desejada reserve espaços que permitam o amortecimento e a infiltração das águas, adotando componentes de sinergia entre projeto urbano, de sistema de drenagem e do ecossistema. Assim, de acordo com a sensibilidade que os diferentes bairros da cidade de Parnaíba apresentam, há que respeitar a dinâmica de fluxo moldada na série histórica de precipitações, detenção, escoamento (interfluxo, superficial e subterrâneo) e valorizar a união dos conhecimentos, atuando não só pluridisciplinarmente, mas também intersetorialmente. Uma linha de trabalho predominante nos países que avançaram no campo da drenagem urbana sustentável leva a reduzir a zero à utilização de tubulações (galerias de águas pluviais), outras cidades consideram a possibilidade de soluções no âmbito de cada grupo de pequenos quarteirões (uma ou duas quadras) ou lotes de maior porte que passam a apresentar sua solução completa, de coleta e destino, lançamento das águas que precipitam, captando e conduzindo pelas próprias sarjetas, ou tubulações singelas (microdrenagem), até pontos, ou áreas de depressão, do conjunto de quarteirões ou quadras que caracterizam um “conjunto de vizinhança”. Desta maneira alcançam pela sua magnitude a recomposição do comportamento que a natureza apresentava antes da interferência antrópica. Dentre as opções que podem ser adotadas ocorre a de utilização de espaços poucos utilizados (canteiros de estacionamentos e praças) que apresentam pequeno ou nenhum valor funcional, mas que são úteis para localizar valas ou trincheiras de permeabilidade e poços de infiltração de água. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 89 Pode-se criar, também, nas áreas verdes de espaços entre as vias e os lotes particulares tanto as trincheiras de infiltração como as caixas com câmaras de detenção e de permeabilidade além de lagoas de detenção/infiltração, que funcionem também como filtros. Tais soluções possibilitam reduzir o escoamento superficial e os fatores que levam à degradação dos solos e de qualidade das águas, provendo a alimentação hídrica do solo que proporciona o exercício de suas funções proverem com nutrientes à vegetação, aos ecossistemas, de reserva e de transmissividade regularizada de vazões que permitem o fluxo de água pluvial com melhoria de qualidade por um tempo de maior alcance. No projeto clássico de drenagem urbana adotados observa-se que os estilos tradicionais de suas concepções são baseados em medidas exclusivamente estruturais, dotando-se as diversas vias e estacionamentos com coletores circulares (galerias de águas pluviais), captando-se com bocas-de-lobo que vão coletando as águas de cada uma das pequenas bacias de contribuição ao longo da cidade, reduzindo a recarga do subsolo e apresentando um somatório das vazões que alcançam os corpos de água em poucos minutos com elevadas vazões. As vazões que são acumuladas em tubulações condutoras resultam na elevação do diâmetro e/ou velocidade à medida que aumenta o seu caminhamento e crescimento do número de trechos e coletores, levando a concentrar em sítios de lançamento final, em geral escolhidos dentre a drenagem natural existente, pontos que passam a ser susceptíveis de alta degradação, pela alta concentração de vazão e de resíduos. As vazões são de tal magnitude, que causa o que denominou de “obesidade do corpo hídrico”. (Christofidis, 2005). 2.2.5 Energia elétrica Conforme apresentado no Volume I – Diagnóstico, o sistema elétrico de distribuição atual não atende, por inteiro, ao crescimento da demanda, havendo quedas constantes de tensão causando prejuízos à população com queima de equipamentos eletrônicos e utensílios domésticos. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 90 Essa limitação no fornecimento de energia elétrica limita a capacidade investimento no município, principalmente, na área de aquicultura, com destaque para a carcinicultura que é uma das grandes demandantes de energia elétrica. Outros investimentos de grande podem vir a surgir e, num futuro próximo, serão grandes consumidores de energia elétrica como os empreendimentos que estão sendo formados na ZPE. O cenário atual mostra que devem ser direcionados esforços dos órgãos competentes e de lideranças políticas da região, para a elaboração de um planejamento do sistema elétrico do município de Parnaíba, contemplando a expansão do sistema e incentivando novas tecnologias de produção de energia, como as usinas eólicas no litoral do Município, com a finalidade de complementar o abastecimento de energia elétrica da microrregião. 2.2.6 Resíduos Sólidos Os resíduos sólidos constituem hoje uma das grandes preocupações ambientais do mundo moderno. O consumismo avança de forma a esgotar os recursos naturais e os bens gerados, a cada dia com vida útil mais limitada, transformando-se rapidamente em lixo, cuja disposição não vem sendo feita de forma adequada, em face do aumento constante das quantidades e pela falta de uma política séria de reciclagem. Dos pontos de vista sanitário e ambiental, a adoção de soluções inadequadas para o lixo agrava: os riscos de contaminação do solo, do ar e da água, a proliferação de vetores e de doenças. Com a maior concentração de pessoas nas cidades e o aumento da produção individual de lixo, os locais de tratamento e destinação final devem inspirar maiores cuidados, de modo a não tornar irreversíveis os danos ambientais daí decorrentes. Os serviços de limpeza pública são compostos das seguintes atividades: Limpeza de logradouro (varrição, capinação e serviços diversos); Acondicionamento do lixo; Coleta do lixo; Tratamento e disposição final do lixo (aterro sanitário, compostagem, incineração, etc.); ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 91 Reciclagem dos materiais do lixo; Disposição de entulho. 2.2.6.1 Limpeza dos logradouros As atividades de limpeza dos logradouros são: a varrição, a capina, lavagem de vias e de locais de feiras, desobstrução de bocas-de-lobo, coleta de entulho, etc.. Da mesma forma que as atividades de coleta, transporte, tratamento e disposição do lixo, a limpeza dos logradouros deve fazer parte integrante do planejamento geral dos serviços públicos, sendo igualmente importantes para manutenção de boa aparência e de condições de salubridade dos cidadãos, bem como minimizar as cargas poluentes difusas direcionadas para os cursos d’água, carreadas pelas águas de chuva. 2.2.6.2 Acondicionamento do lixo Os limites máximos aceitáveis de peso e de volume do lixo a ser coletado regularmente são estabelecidos por normas municipais que devem refletir as peculiaridades locais, orientando e educando a população, cuja colaboração é fundamental para a boa execução das atividades. O correto uso de quaisquer que sejam as formas e tipos de recipientes é estabelecido por normas específicas da Prefeitura. Deve ser fiscalizado o cumprimento destas normas quanto ao acondicionamento, aos horários de colocação do lixo para coleta, punindo-se eventuais transgressões. Ao órgão de limpeza pública cabe colocar, emlocais estratégicos das vias e logradouros, cestos públicos em número suficiente. As pessoas que desenvolvem suas atividades nos locais públicos (comércio, camelôs, bares, etc.) são responsáveis pelo recolhimento de seus resíduos, devendo, portanto, prever a colocação de lixeiras junto a seus locais de trabalho. 2.2.6.3 Coleta de lixo ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 92 A coleta de lixo deve ser feita em todo o município, de acordo com as características de cada região. Com relação à frequência de coleta é comum adotar-se: Coleta diária: em áreas centrais ou comerciais, onde a produção de lixo é grande (geralmente noturna); Coleta em dias alternados: em áreas residenciais, menos adensadas; Coleta especial: em áreas de difícil acesso e na zona rural. O órgão de limpeza urbana deve orientar quanto ao local e ao horário da colocação do lixo, segundo as normas municipais. 2.2.6.4 Tratamento e disposição final do lixo Para o município de Parnaíba, as alternativas de disposição final dos resíduos sólidos, que no momento são viáveis economicamente e tecnicamente são: aterro sanitário, incineração e compostagem. Sendo que foi firmado consórcio entre 11 municípios e com o Estado, com a finalidade de administrar os resíduos destes municípios, Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea Piauiense – COREDEPI. Considerando uma média diária per capita de geração de lixo igual a 0,4 kg/hab./dia e peso específico de 185kg/m 3 , tem-se a previsão de geração de lixo para a cidade de Parnaíba, bem como a área necessária para seu tratamento, conforme apresentado na Tabela abaixo. Tabela 10: Previsão da geração de lixo e área para tratamento. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 93 Ano Pop. Total Geração de lixo (kg/dia) Volume diário (m 3 /dia) Estimativa de Área (ha) Planejamento para cada 5 anos (ha) 2016 150.201 60.525 322 1.67 2017 151.087 60.435 327 1,70 existente 2018 153.354 61.342 332 1,73 2019 155.654 62.262 337 1,75 8,52 2020 157.989 63.196 342 1,78 2021 160.359 64.143 347 1,81 2022 162.764 65.106 352 1,84 2023 165.206 66.082 357 1,86 2024 167.684 67.073 363 1,89 9,18 2025 170.199 68.080 368 1,92 2026 172.752 69.101 374 1,95 2027 175.343 70.137 379 1,98 2028 177.973 71.189 385 2,01 2029 180.643 72.257 391 2,04 9,89 2030 183.353 73.341 396 2,07 2031 186.103 74.441 402 2,10 2032 188.894 75.558 408 2,13 2033 191.728 76.691 415 2,16 2034 194.604 77.841 421 2,19 10,65 2035 197.523 78.991 427 2.22 Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. O aterro sanitário exige cuidados e técnicas específicas, que visam inclusive ao uso futuro da área, e que incluem a seleção e o preparo da área, sua operação e monitoramento. A NBR 8419 fixa todos os procedimentos necessários a uma correta elaboração do projeto. Um aterro sanitário deverá conter necessariamente: Instalações de apoio; Sistema de drenagem de águas pluviais; Sistema de coleta e tratamento da decomposição da matéria orgânica e de drenagem de gases; Impermeabilização lateral e inferior, de modo a evitar a contaminação do solo e do lençol freático. Atualmente, a cidade de Parnaíba possui aterro sanitário controlado na BR-402. No âmbito do presente Plano Diretor identifica-se a necessidade de efetivação do Consórcio Público Intermunicipal de gestão de resíduos sólidos– COREDEPI com a finalidade de otimização e economia no gerenciamento dos resíduos sólidos das 11 (onze) cidades da faixa litorânea participantes do Consórcio: Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Luiz Correia, Parnaíba, Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Caraúbas do Piauí, Caxingó, Cocal, Cocal do Alves e Murici dos Portelas. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 94 Verifica-se, ainda, necessidade de Parnaíba concretizar seu plano municipal de resíduos sólidos, observando o conteúdo mínimo disposto na Lei Federal nº 12.305/2010. 2.3 Sistema Normativo 2.3.1 Da taxa de permeabilidade do solo A taxa de permeabilidade do solo é o percentual mínimo da área do lote onde é proibida a sua impermeabilização por edificação ou pavimentação. Por tratar-se de uma área delicada do ponto de vista ambiental, onde é muito importante garantir a recarga dos aqüíferos subterrâneos, as taxas de permeabilidade para os diferentes lotes serão mais alta que a média existente em assentamentos tradicionais, a saber: para os lotes com área de até 150 (cento e cinquenta) m 2 , não é exigida a taxa de permeabilidade do solo; para os lotes com área superior a 150 (cento e cinquenta) m 2 e até 400 (quatrocentos) m 2 , a taxa de permeabilidade do solo será correspondente a 15% (quinze por cento) da área do lote; para os lotes com área superior a 400 (quatrocentos) m 2 e até 2.000 (dois) mil m 2 , a taxa de permeabilidade do solo será correspondente a 30% (trinta por cento) da área do lote; para os lotes com área superior a 2.000 (dois mil) m 2 , a taxa de permeabilidade do solo será o correspondente a 45% (quarenta e cinco) por cento da área do lote. Com estes valores pretende-se liberar solo para infiltração e verticalizar as construções. Concomitantemente, imagina-se que nas áreas de expansão urbana, ainda não parceladas nem ocupadas, possam ser implementadas políticas públicas de retenção das águas pluviais, seja a partir de incentivos na cobrança de IPTU, seja pelo fornecimento de “kits” de recolhimento e armazenamento das águas pluviais, em unidades premoldadas ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 95 (a imagem e semelhança do que ocorre com o fornecimento de unidades sanitárias em todo o território nacional). As diretrizes gerais com relação à taxa de permeabilidade do solo foram registradas para cada zona, na descrição setorial da estrutura da cidade. 2.3.2 Dos afastamentos obrigatórios Os afastamentos obrigatórios representam as distâncias mínimas que devem ser observadas entre as fachadas das edificações e as divisas do lote. Em termos gerais, o afastamento mínimo das fachadas voltadas para logradouro público será exigido conforme legislação específica. Em casos de interesse geral, e visando a constituição dos espaços/logradouros públicos (praças, largos, etc.) e vias principais será exigida a construção na testada do lote, sem afastamentos laterais nessa testada, de modo a configurar uma frente contínua de entradas comerciais ou vitrines. No caso de expectativa e/ou necessidade em se prever o aumento da largura das vias (vias principais, por exemplo, que hoje em dia não cumprem com as exigências de caixa de via estabelecidas no capítulo correspondente / vide item 2.2.1 Sistema Viário), o afastamento será àquele necessário ao aumento em pauta. Um caso muito especial é constituído pela Rua José Bonifácio. Caso ela venha assumir o padrão de via principal central, tal como previsto na proposta, com suas funções de centralidade, um projeto executivo desta proposta fixará os valores do afastamento frontal que viabilize a transformação proposta (a argumentação também é válida caso seja escolhido o binário Rua Armando Burlamarque / Rua Tabajara). O afastamento mínimo nos trechos das fachadas, com abertura de vãos de iluminação e aeração voltados para lotes vizinhos, obedecerá às disposições do Código de Edificações vigente ou a ser elaborado e atualizado. As diretrizes gerais com relação aos afastamentos obrigatórios foram registradas para cada zona, na descrição setorial da estrutura da cidade (vide item 2.1.2 Descrição Setorial da Proposta). 2.3.3 Da quantidade mínima de vagas para estacionamento de veículos ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURAMUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 96 Será exigida uma quantidade mínima de vagas de estacionamento de veículos no interior do lote (em subsolo, em superfície ou em pavimentos superiores), em função da atividade a ser desenvolvida e seu respectivo porte, segundo os critérios estabelecidos em legislação específica. 2.3.4 Da quantidade mínima de domicílios por lote Em princípio, é permitida somente 01(um) domicílio por lote. Serão permitidos 02 (dois) domicílios por lote, superpostos, um em cada pavimento, no caso de lotes existentes ou provenientes de remembramento com áreas iguais ou superiores a 250 (duzentos e cinquenta) m 2 . 2.3.5 Do acesso e demais parâmetros de ocupação do solo O acesso de veículos ao lote se dará: em caso de uso residencial, por via de hierarquia inferior, se possível, local; em caso de uso não residencial, por via secundária, quando houver divisa voltada para esta categoria de via, ou via local, quando não houver divisa voltada para via secundária. Só em casos excepcionais o acesso se dará pela via principal. o acesso a postos de abastecimento de combustíveis terá um conjunto de exigências específicas, que farão parte dos Parâmetros Urbanísticos (PUR). Para atividades consideradas polos geradores de tráfego deverão ser apresentados projetos de acesso de veículos para análise e anuência do órgão gestor. As questões relativas a: construção de marquises; ocupação de área pública em subsolo, térreo ou espaço aéreo; edificação de torres e castelos d’água; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 97 serão tratadas quando da elaboração do Projeto Executivo e respectiva PUR, ou dos Códigos de Edificações, etc.. 2.4 Princípios de endereçamento Existem várias possibilidades teóricas de se fazer o endereçamento de uma área. Dentre os comumente utilizados, podem ser citados o chamado “sistema de avenidas e ruas”, o de “quadrantes” e o de “coordenadas”, lembrando ainda, como um sistema informal, a chamada forma “aleatória”, onde as vias são designadas sem maior ou mesmo nenhum critério. O mais comum, entretanto, é utilizar-se um endereçamento que combine dois ou mais sistemas ou princípios, adequando as teses teóricas às particularidades da situação. No caso da Revisão Plano Diretor da Cidade de Parnaíba, será apresentado como anexo um projeto de lei de atualização e criação de novos bairros, levando em consideração as comunidades e assentamentos existentes. Assim, quase todos os bairros existentes estarão organizados, do ponto de vista de seu endereçamento, a partir do sistema de avenidas e ruas, e numeração por lotes. De qualquer forma, existem nos diversos bairros um endereçamento já mais ou menos consolidado, e que serviu como base do endereçamento proposto, quando da elaboração do correspondente Projeto Executivo. 3 RESUMO DAS DIRETRIZES EXPLICATIVAS E JUSTIFICATIVAS DA PROPOSTA. As diretrizes descritas a seguir representam a síntese de todas as argumentações colhidas ao longo do processo de elaboração do diagnóstico e do prognóstico, tanto nas suas versões técnicas quanto comunitárias (oficinas com as populações). Elas podem ser registradas nos termos que se seguem: 3.1 Com relação ao sítio ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 98 Os solos em quase todo o Município são solos do tipo arenoso, característicos do litoral norte brasileiro. o Nos trechos mais centrais, que correspondem, não por acaso, aos pediplanos litorâneos, estes solos arenosos misturam-se com argilas criando solos emparentados com os cambissolos e latossolos amarelos, passíveis de serem cultivados. o À oeste, junto ao rio Parnaíba, ocorrem gleissolos nas áreas de várzea, periodicamente saturados com águas de enchentes e de chuvas. o Ao sul, solos litólicos sobre rochas caracterizando geomorfologias mais acidentadas. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 99 Figura 6: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 100 A partir da litologia / pedologia caracterizam-se 02 (duas) grandes unidades geomorfológicas, a saber: O litoral, extremamente plano, com cotas variando entre 0 e 5/8 metros, sem reentrâncias, solos arenosos e dunas móveis, semi-móveis, semi-fixas e fixas; e A planície parnaibana, subdividida em: o planícies fluviais (faixas de acumulação aluvial do rio Parnaíba e afluentes imediatos); e o tabuleiros (chegando a cotas de até 60 metros no seu extremo sul) (a cidade de Parnaíba faz parte desta unidade geomorfológica, ocupando um sítio cujas cotas variam entre 5 e 25 metros). ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 101 Figura 7: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 102 O formato dessa mesma geomorfologia é que explica a forma como bacias e microbacias hidrográficas se organizam no Município: todo o sistema de recursos hídricos superficiais faz parte da grande macrobacia do rio Parnaíba não obstante isso, é interessante registrar um divisor de águas (que coincide aproximadamente com o traçado da BR 343) que subdivide a macrobacia em 02 (duas) bacias, a saber: o a do próprio rio Parnaíba (que constitui trecho substantivo do limite ocidental do Município), associada a uma série de eventos hídricos (lagoa do Prado, lagoas do Curralinho, Redonda, da Lama e do Anininga, lagoa da Prata, etc.) o a do rio Portinho, com a respectiva lagoa, que deságua no rio Igaraçu / barra do rio Parnaíba. o divisor de águas citado chega ao sítio da cidade de Parnaíba pelo sudeste, atravessando o mesmo no sentido sudeste / noroeste, criando, a nível local, 02/duas microbacias, a saber: o a microbacia do Bebedouro e antigo leito do rio Igaraçu (referência ao Canal de São José), e o a microbacia da linha de drenagem / córrego do aeroporto (referência ao ponto de quase contato destas 02 (duas) microbacias) ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 103 Figura 8: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 104 O tipo de vegetação como resultado das características pedológicas e hidrológicas do sítio. Em termos gerais, formas de savana entendidas como formas do cerrado degradadas e transformadas. Junto ao litoral, vegetação de restinga / mangue com ocorrências de carnaubais e cajuzeirais. Florestas ombrôfilas ao sul (partes altas) Florestas estacionais ao leste (caracterizáveis como sendo de transição para a caatinga) Áreas antropizadas nos tabuleiros (exploração rural) ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 105 Figura 9: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 106 3.2 Com relação à cidade Parnaíba caracterizada como centro sub-regional, em função de o ser o principal pólo de atividades econômicas, sociais e de serviços (entreposto comercial) da região (uma região com abrangência de 100 km, 17 municípios e 320.000 pessoas). o possuir uma infraestrutura razoável, apesar de eivada de uma série de problemas bastante graves: aeroporto (em boas condições, bem localizado e com infraestrutura eficiente); porto fluvial (sem infraestrutura de marina) e um novo porto em construção, parado, e com incertezas com relação à finalização das obras, e o papel do mesmo uma vez finalizado, e as implicações de sua finalização com relação à moldura geral de circulação e transportes. esquema de rodovias federais e estaduais,que pressupostamente ligam a cidade de Parnaíba ao resto no sentido sul/norte e no sentido leste/oeste. No esquema sul/norte a BR 343 “morre na praia”, metaforicamente falando, porque literalmente falando ela não chega à praia. O esquema leste/oeste carece de clareza e eficiência. O braço oeste liga ao delta do Parnaíba, aos lençóis maranheses e ao Maranhão de forma muito mediatizada. Este braço não sai da cidade de Parnaíba, mas da BR 343, ao sul, quase que no limite do Município, a 20 (vinte) km do centro da cidade. O braço leste encontra-se representado pela BR 343 que, depois de penetrar na cidade vira 90º para leste, para o litoral, para as praias, num joelho de difícil leitura e pior orientabilidade. Os problemas acima citados tem origem, parcialmente, na existência de áreas ambientalmente delicadas, a saber: o Uma primeira área ambientalmente delicada ocorre entre a cidade e o litoral do próprio Município. Formalmente, essa área faz parte do ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 107 Delta do rio Parnaíba (já que o rio Igaraçú é considerada a barra mais oriental do delta). Institucionalmente, é área de APA / Área de Proteção Ambiental. Em função do colocado, existe um conflito potencial entre atitudes de preservação e atitudes de integração deste litoral aos circuitos turísticos; o Uma segunda área ambientalmente delicada ocorre na faixa de várzea, de lagoas e inundações na época da chuva, ao longo do rio Parnaíba. Para o caso, interessa a área que se encontra à direita do rio, dentro do Município de Parnaíba. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 108 Figura 10: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 109 Trata-se de uma cidade com uma área central bem antiga, oriunda do século XVIII, e substância de interesse histórico-cultural: o Porto das Barcas, a Casa Grande, o velho Sobrado de Azulejo, o sobrado Dona Preta, a igreja de Nossa Senhora da Divina Graça, a Praça da Graça, a igreja do Rosário, a igreja de São Sebastião, a Praça Santo Antônio etc. Trata-se de uma área com esse papel tradicional (o papel central), mas que não deveria investir no desenvolvimento dessa centralidade, visando preservar suas características originais. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 110 Figura 11: esquema ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 111 Indefinição com relação a um Novo Centro, que pudesse assumir a dinâmica necessária com relação aos novos usos centrais e formas de ocupação Esta indefinição vincula-se a 02/duas apreciações complementares: o existem uma série de eixos e áreas que poderiam assumir este papel:, a Avenida Deputado Pinheiro Machado (BR 343), a Avenida Caramuru / Avenida João Silva Filho e o início da BR 402. As áreas subcentrais estão se insinuando nos cruzamentos destes eixos que, por sua vez, aglutinam as correspondentes atividades comerciais; o este Novo Centro, desde que passe a existir, deverá ter um diálogo dialético com o centro antigo: deverá ocorrer, por um lado, suficientemente perto do mesmo como para se complementar e alimentar mutuamente suas atividades, equipamentos e funções, mas, por outro, suficientemente longe como para não interferir e concorrer com suas respectivas morfologias. Com relação às atividades econômicas do Município e da Cidade de Parnaíba: o agricultura (referência ao potencial com relação aos agronegócios e às agroindústrias); o pecuária; o fruticultura (referência ao DITALPI / Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí); o extrativismo de recursos naturais ( referência à carnaúba, menos para a produção de cera e mais para a produção de cosméticos, ao caju, e à captura de peixes e crustáceos); o piscicultura, carcinicultura e maricultura; o indústria incipiente; o comércio razoável (entreposto comercial); o turismo com potencialidade (vide diretriz seguinte); ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 112 Figura 12: esquema No turismo, a situação da cidade de Parnaíba é também dicotômica: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 113 o Por um lado, a cidade em si oferece poucos atrativos turísticos explícitos: centro antigo, Lagoa do Portinho, Pedra do Sal (menos pela praia e mais pela situação paisagística). o Por outro lado, a cidade se apresenta com um papel importante de apoio a circuitos turísticos microrregionais (referência ao Plano Integrado de Turismo do Litoral, referência à cidade como portal de entrada ao Delta do rio Parnaíba, Capital do Delta), mas sem a correspondente infraestrutura hoteleira, de mão de obra especializada, de tradições significativas na arte e no folclore, na culinária, etc. O tipo de turismo a ser oferecido é o ecológico (não sazonal) e o sazonal de praia, sendo que no litoral piauiense o sazonal é menos dramático que nos restantes litorais. Do ponto de vista social, a cidade de Parnaíba exerce um atrativo grande com relação ao entorno (referência ao fato de ser centro sub-regional) tanto dos municípios menores quanto do meio rural. Esse atrativo é representado por uma pressuposta oferta de emprego, e por uma oferta de equipamentos, dentre os quais destacam-se saúde e sobretudo educação, particularmente no nível do ensino superior. Funciona como imã de fluxos migratórios e apresenta taxas de crescimento populacional acima da média. Pelo processo de urbanização acelerado, devemos preparar a cidade para este crescimento, quantitativa e qualitativamente, diversificando a oferta de áreas residenciais. A oferta não diversificada e diferenciada existe. A cidade de Parnaíba se apresenta, na sua periferia atual, como colcha de retalhos de uma série de parcelamentos só parcialmente ocupados e organizados de forma disjunta. Pela forma de ocupação, representam muitas vezes um perigo e ameaça para áreas ambientalmente delicadas. Representam locais de residência de populações pauperizadas. Geralmente as infraestruturas, sobre tudo as sanitárias, não conseguem acompanhar a velocidade de ocupação. Existe a necessidade premente de introduzir neles uma estrutura de usos, de formas de ocupação e a correspondente hierarquização do sistema viário. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 114 Na Dimensão funcional o Usos atuais no Município / Tendências - Os usos do solo municipal são decorrência das características fisiográficas e bióticas do mesmo. No trecho litorâneo ocorrem atividades extrativistas e usos vinculados ao turismo e lazer. No trecho das planícies fluviais ocorrem atividades extrativistas + cultivo do arroz nas áreas de várzea. Nos tabuleiros ocorrem atividades rurais diversas. As ocupações urbanas concentram- se na cidade de Parnaíba. A cidade de Parnaíba apresenta uma tendência a constituir uma unidade funcional e espacial com a cidade de Luiz Correia, em função da proximidade e da complementaridade de serviços e equipamentos. Enquanto a cidade de Parnaíba funciona como centro aglutinador e distribuidor de serviços de saúde e educação, Luiz Correia oferece um litoral de praias que Parnaíba não tem. A Lagoa do Portinho funciona como nó, atraindo tanto infraestrutura viária de Parnaíba quanto de Luiz Correia, após ser revitalizada. o Usos atuais na Cidade / Tendências - Os usos do solo urbano se estruturam basicamente em torno de atividades residenciais e atividades comerciais. Em certos trechos (ao longo das principais avenidas e nos cruzamentos das mesmas) o uso comercial predomina. Em outros predominao comercial. Nos bairros mais periféricos o uso residencial é quase exclusivo. Existem usos industriais incrustados na trama urbana, sobretudo na área junto ao rio Igaraçú, em função da oferta de glebas residuais maiores (bairro Mendonça Clark). Eixos e sub-centros comerciais de peso despontam junto da Avenida Armando Cajubá/bairro São Francisco da Guarita e junto da Avenida São Sebastião / bairro Campos. Apesar de serem bairros vizinhos e com potencial de assumir uma centralidade mais invasiva, não existe uma relação direta nem alimentação mútua de suas atividades complementares: têm que se “dar a volta”. o Formas de ocupação ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 115 Expansão horizontal Expansão vertical Oferta diversificada de tipologias residenciais o Infraestruturas Abastecimento de água Captação direta + flutuante no rio Parnaíba Reservatórios principais apoiados no chão, no bairro Boa Esperança, com distribuição para reservatórios elevados. o Esgotamento sanitário Parcialmente atingido o município de Parnaíba. o Drenagem pluvial Existem áreas alagáveis na cidade, sem a correspondente drenagem pluvial. Existem 04/quatro piscinões que não resolvem as situações emergenciais, nestes locais, na época das chuvas. Sendo desenvolvido o Plano de Drenagem do município. o As restantes infraestruturas não são “estruturantes” da cidade Energia elétrica Coleta e disponibilização de resíduos sólidos (referência ao fato do aterro sanitário atual encontrar-se localizado nas imediações da cidade) Na Dimensão bioclimática Bom desempenho higrotérmico das malhas orientadas no sentido nordeste / sudoeste. Vias pouco largas oferecem sombreamento. Praças, largos e outras áreas abertas geram boa porosidade. O sítio plano do entorno não oferece impedimentos à chegada dos ventos. A homogeneidade da tipologia construtiva gera pouca rugosidade. A vegetação oferece sombreamento e gera rugosidade. Situada em área de alta luminosidade, a cidade de Parnaíba apresenta características favoráveis a transformar a mesma em difusa: espaços sombreados e arborizados. Boa ventilação garante boa qualidade do ar. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 116 Na Dimensão expressivo/simbólica Quantidade expressiva de evocações Evocações do meio natural: orla do rio Igaraçú, horizonte da Ilha Grande de Santa Izabel, lagoa do Bebedouro e várzea do antigo leito do rio Igaraçú, várzea do Cantagalo, lagoa do Portinho. Evocações do meio antrópico o Evocações histórico/culturais (Porto das Barcas, praça da Graça com as igrejas da Graça e do Rosário, Casa Grande, casarões da Avenida Presidente Vargas e praça Santo Antônio, etc.) o A Estrada de Ferro Central do Piauí que, apesar de desativada, permanece legível na cidade inteira (estações de Floriópolis, do Centro e Guarita) o Clareiras na trama compacta da cidade (praças da Graça, Santo Antônio, dos Poetas, da Rodoviária, da Estação, largos, recintos abertos, cemitérios, etc.) ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 117 Na Dimensão topoceptiva Desempenho bom naqueles trechos onde a dimensão expressivo-simbôlica também apresenta bom desempenho (equilíbrio harmônico entre unidade das tipologias de edificação e ocupação do lote e diversidade estilística). Desempenho ruim na grande área residencial mais periférica, onde uma quantidade de mais de 30/trinta tipos de malhas e macroparcelas gera um excesso de diversidade informativa. Difícil de se identificar e de se orientar com tanta informação. O fato de estas ocupações ocorrerem com grande predomínio de espaços fechados com considerável quantidade de superfícies verticais gera, compensatoriamente, boas possibilidades de apreensão de noções topológicas e perspectivas (definição clara das cenas contidas nos campos visuais). Na Dimensão copresencial O tecido urbanizado de Parnaíba não possui barreiras naturais senão em suas bordas, fato positivo à encontrabilidade (a única exceção seria a lagoa do Bebedouro). Barreiras espaciais são constituídas pelas grandes avenidas, pela sua largura e configuração. De certa forma, o aeroporto constitui-se numa barreira. Equipamentos de ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 118 grande porte, murados, constituem verdadeiras “ilhas” dentro da trama urbana, dificultando a integração das partes. O grande buraco do bairro São Vicente de Paula também funciona como grande barreira. Em termos gerais, predominam os espaços fechados (quarteirões) sobre os abertos (ruas, avenidas, largos, praças, etc.). Existem grandes espaços abertos. Localizados na borda da cidade, com acesso visual e sem acesso funcional. Os espaços abertos na antiga área central encontram-se bem constituídos, quer dizer, a relação entre espaço público e espaço privado é imediata (as casas são construídas nas testadas dos lotes). Os espaços abertos nos loteamentos mais novos encontram-se mal constituídos (as casas são construídas no meio do lote, e a relação entre espaço público e privado é mediatizada). Com relação à axialidade, integração entre os bairros, apesar dos diversos loteamentos mais recentes terem sido implementados como “colcha de retalhos”, grandes avenidas são responsáveis por um mínimo de integração. Essa integração se dá muito mais no sentido oeste/leste que no sentido norte/sul. O eixo com maior potencial de integração, surpreendentemente, é a rua Caramuru com a Avenida Dr. João Silva Filho. Toda esta argumentação destila um problema de maior envergadura, qual seja: esta integração no sentido leste/oeste que, vinda ou pela Avenida Padre Vieira ou pela continuação da BR 343 ou pela Avenida São Sebastião ou pela Rua Caramuru ou pela Avenida 03 de Maio / Princesa Isabel afunila de forma dramática e deságua de forma pouco clara na Avenida Pres. Getúlio Vargas e ponte Parnaíba / Ilha Grande, que se constitui em única opção para acessar o litoral do Município, colocando um tráfego substantivo de mera passagem numa área patrimonialmente muito delicada. Na Dimensão econômico/financeira Altos custos de implantação de infraestruturas em função da forma como a cidade se espalha, particularmente a partir de loteamentos para populações de baixa renda, só muito parcialmente ocupados. Nesse sentido recomenda-se verticalizar a cidade em certos trechos, aproveitando seu potencial de centralidade, e qualificar de forma diferenciada a ocupação das áreas mais periféricas, incentivando a localização de condomínios fechados para populações de maior poder aquisitivo. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 119 Nos quarteirões recomendam-se lotes estreitos e profundos, e, decorrentemente, quarteirões mais profundos. 4 PRINCIPAIS PROGRAMAS, PROJETOS E OPERAÇÕES QUE VIABILIZAM AS PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NO PLANO DIRETOR EM PAUTA. A revisão do Plano Diretor mantém os programas e projetos que não foram executados de inclui novas propostas, com todas as condições de ser implementado e de fornecer todos os insumos necessários aos Planos Plurianuais e leis orçamentárias. Não obstante isso, ele fica mais eficiente a partir da implementação de uma série de programas e projetos, tanto relativos à gestão urbana, quanto à gestão ambiental da área, no intuito de assegurar todo o esforço até agora empreendido visando à sustentabilidade dos assentamentos humanos. Vale ressaltar que esses programas e projetos estão condicionados ao exercício de uma política pública explícita (regulada por legislação ou definidas em um plano de governo). Assim, por exemplo, na política de recuperação ambiental, a responsabilidade dadefinição dos instrumentos aplicáveis à implantação de novas atividades (empreendimentos) ou da regularização dos usos e atividades existentes estão condicionadas aos procedimentos a serem estabelecidos pelo órgão ambiental durante o processo de licenciamento – sendo que muitos procedimentos estão regulados por legislação específica, e outros ficam à critério da política de licenciamento que se está exercendo no momento. A título de convergência, vale a pena mencionar que esses programas e projetos vão ao encontro das quatro grandes estratégias que a Agenda 21 Brasileira aponta para a sustentabilidade das cidades. São elas: Aperfeiçoar a regulação do uso e da ocupação do solo urbano, e promover o ordenamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população, considerando a promoção da equidade, eficiência e qualidade ambiental. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 120 Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a dimensão ambiental e assegurando a efetiva participação da sociedade. Promover mudanças nos padrões de produção e consumo da cidade, reduzindo custos e desperdícios e fomentando o desenvolvimento de tecnologias urbanas sustentáveis. Desenvolver e estimular a aplicação de instrumentos econômicos no gerenciamento dos recursos naturais visando à sustentabilidade urbana. Aplicáveis à área de estudo essas estratégias demandarão da estrutura de governo, empenhada na regularização das áreas ocupadas e no desenvolvimento regional, o esforço institucional de aprimorar o processo de planejamento urbano. Como se pode constatar, para se assegurar a sustentabilidade almejada da urbanização, a efetiva implantação do Plano Diretor em pauta demanda a implantação de um conjunto de programas e projetos específicos possíveis, a saber: 4.1 Programas 4.1.1 Programa de enquadramento legislativo. Objetiva estabelecer a revisão de trechos de leis municipais, no intuito de compatibilizar as ações normativas sobre o tema, promover a regularização fundiária e assegurar o amparo jurídico compatível ao processo de desenvolvimento urbano. De modo específico, também deverá ser empreendido um esforço legislativo no intuito de regulamentar a aplicação dos instrumentos de gestão urbana, previstos no Estatuto da Cidade, que deverão ser implementados na área. De igual modo, recomenda-se, à luz do decreto que criou a APA do Delta do Parnaíba, que se proceda a uma regulação especial para o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades a serem instaladas no local, considerando, para a maioria dos casos, não ter mais sentido prático elaborar um estudo prévio de atividades que já estão instaladas – e em processo de regularização. Maior ganho ambiental se obteria com a elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e um Projeto de Compensação para o passivo ambiental promovido pela ocupação desordenada e pelo uso ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 121 indiscriminado dos recursos naturais (depredação das matas ciliares, ocupação de áreas de preservação permanente etc). 4.1.2 Programa de arranjo institucional. O processo de implantação desse Programa demanda um esquema de organização institucional nunca antes experimentado. Em primeiro lugar, exige que os órgãos, instituições e empresas públicas passem a considerar oficialmente a existência de áreas da Cidade de Parnaíba como prioritárias ao desenvolvimento urbano. Em segundo, a complexidade de ações de regularização fundiária, dotação de infraestrutura de circulação, saneamento, energia e transportes, demanda uma “força-tarefa” onde os diversos braços operacionais do governo (de fiscalização, de monitoramento e de planejamento) interajam e atuem de modo uníssono – integrado. 4.1.3 Programa de participação comunitária. Assegurada na legislação local e federal vigente, a participação da comunidade é fundamental na efetivação dos projetos urbanísticos. A população local, muito mais que os dirigentes de plantão, é que garantirá a efetiva aplicação das regras pactuadas e fiscalizará o cumprimento das normas estabelecidas. Princípio básico de legitimação de um processo de planejamento, a participação da sociedade, não acontecerá apenas durante as audiências públicas. Para a implementação do Plano torna-se necessário a criação de comitês ou fóruns locais de acompanhamento e negociação de implantação das infraestruturas e das ações de proteção e recuperação ambiental. Obviamente que um processo participativo se organiza a partir de uma adesão voluntária dos atores sociais. Contudo, a iniciativa governamental é um condicionante fundamental desse processo. Sugere-se, portanto, que essa participação seja estimulada após a contratação dos projetos executivos específicos, e que a população, organizada por bairros, seja representada, no mínimo, pelas associações ou organizações civis já existentes no local. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 122 4.1.4 Programa de educação sanitária e ambiental. Mais importante que o aspecto corretivo, com a aplicação de instrumentos administrativos punitivos e coercitivos, é estabelecer um processo de conscientização coletivo sobre a necessidade de melhoria da qualidade ambiental do habitat. Esse programa objetiva demonstrar a sensibilidade dos recursos naturais locais e como o intenso processo de degradação ocorrido tende a criar obstáculos à melhoria da qualidade de vida local. Enquanto instituição condominial, mais na sua filosofia que no arranjo espacial, cercado e segregado, vista de forma isolada, o arranjo urbanístico hoje existente, pode ser considerado a forma de assentamento mais adequada para as classes de renda baixa e média morar. Porém, analisado de forma abrangente, onde se agregam centenas de pequenos “condomínios” isolados, a organização e o funcionamento da estrutura urbana tende a entrar em colapso – tanto no que se refere aos aspectos sanitários e ambientais, quanto aos aspectos de segurança e manutenção da urbanização implantada. Isso porque essa forma de morar não é comprometida com os espaços públicos (áreas verdes, praças, parques, bosques, passeios públicos etc.). Torna-se imperioso demonstrar aos líderes comunitários, em particular, e à população residente, em geral, que a melhoria da qualidade ambiental futura dos novos bairros depende de uma mudança de postura em como tratar o espaço público – de uso comum. 4.1.5 Programa de recuperação ambiental. Diversos diagnósticos, além do realizado para o presente trabalho, vêm demonstrando que, ao longo das duas últimas décadas, a área vem sofrendo uma generalizada degradação ambiental dos seus atributos físicos (pelos processos erosivos do solo, pelo assoreamento dos córregos e soterramento das nascentes); dos cenários paisagísticos (pela degradação dos inúmeros mirantes e sítios de beleza cênica); e da biodiversidade (do desmatamento generalizado e perda dos habitats específicos). Resgatar esse passivo ambiental é importante não só para melhoria da qualidade local, como de toda a bacia hidrográfica onde a área está inserida. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 123 Nesse sentido, a recuperação das matas ciliares, a diminuição da área impermeabilizada (com o estímulo de habitação coletiva em detrimento da individual, desde que mantidas as densidades), a implantação de sistema de drenagem que proteja os canais hídricos deve integrar o custo ambiental da urbanização da área. 4.1.6 Programa de recuperação, restauração e preservação do Patrimônio Histórico, Artístico eCultural. O programa poderá se utilizar de uma série de insumos destacados a seguir: Poderá / deverá ser definida uma poligonal da área de Interesse na Recuperação, Restauro e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba, parcialmente em curso. Esta definição poderá levar em consideração os trabalhos já efetuados pelo IPHAN e nível estadual, assim como todos os insumos descritos ao longo desta Memória Técnica. Poderá ser criado um Grupo de Trabalho - GT para proceder a avaliação das intervenções na área de Interesse na Recuperação, Restauração e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba, orientando as mesmas e emitindo parecer sobre os tipos possíveis de intervenção. A constituição / composição deste GT, assim como sua dinâmica de trabalho (periodicidade das reuniões, etc.) será definido pelo próprio GT, uma vez constituído. As consultas a este GT deverão ocorrer obrigatoriamente antes do início dos processos normais de aprovação dos projetos. Poderá ser aumentado o Bônus de Concessão de Uso - BCU, como instrumento de estímulo à conservação dos imóveis situados na área de Interesse na Recuperação, Restauração e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba. Fariam jus ao BCU os proprietários de lotes situados na área de interesse, que conservarem seus imóveis de acordo com as diretrizes expedidas pelo órgão responsável pela preservação da área, neste caso, em princípio, o PHAN a nível estadual. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 124 Poderá / deverá ser aproveitado o instrumento jurídico da Transferência do Direito de Construir para fins de preservação do patrimônio histórico e da memória da cidade de Parnaíba. O proprietário do imóvel, situado dentro da poligonal da área de Interesse na Recuperação, Restauração e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba, poderá transferir o equivalente ao direito de construir pleno para outra área, ressalvadas as condições locais, desde que seja doada à Prefeitura Municipal, mediante escritura pública, o imóvel cujo direito de construir queira ser plenamente transferido. Poderá ser criada uma Linha de Crédito – LC para reconstrução e restauração do imóvel para fins residenciais, inserido na poligonal da área de Interesse na Recuperação, Restauro e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba. Poderão se utilizar desta LC todo (processo em curso) s os proprietários cadastrados como de interesse histórico e cultural pelo órgão competente (no caso, em princípio, o IPHAN a nível estadual), e que tenham interesse em manter o imóvel para uso residencial. O órgão gestor e os limites de financiamento serão definidos em regulamentação específica para este fim. Também poderão ser propostos incentivos como a diminuição da carga tributária, para os imóveis que se disponham a ser restaurados e/ou estimulados à manutenção da preservação. Poderá ser criada uma Linha de Benefícios – LB para adequação e utilização do imóvel para usos não residenciais (propostas de infraestrutura para o turismo, ao lazer e ao desenvolvimento cultural). 4.1.7 Programa de desenvolvimento do turismo O Programa de desenvolvimento do turismo de Parnaíba deverá estar inserido nas propostas do Governo do Estado para o Turismo do Litoral. Deverá ser elaborado com participação de técnicos de todas as secretarias envolvidas (Turismo, Cultura, etc.), assim como membros das instituições ambientais (IBAMA, etc.), com representantes das comunidades envolvidas. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 125 Deverá levar em consideração todas as modalidades possíveis de turismo, dentre as quais merecem particular destaque: a modalidade do turismo cívico/cultural (aproveitando a existência do patrimônio histórico e cultural), do turismo rural, do ecoturismo (aproveitando a existência das áreas de interesse ambiental, assim como a APA do Delta do Parnaíba e outras) e o turismo de recreação e lazer (aproveitando as ofertas paisagísticas e do litoral, com suas praias). Estes pontos de destaque (alinhavados entre os parêntesis) poderão funcionar como âncoras das respectivas modalidades, facilitando a definição das áreas para o desenvolvimento das atividades de apoio ao turista, tais como restaurantes, lanchonetes, sanitários públicos, quiosques variados e de atendimento ao turista, etc. Este programa também parte do pressuposto da existência de programas de sinalização e programação visual, a partir da qual, por exemplo, edificações tombadas possam receber placas identificativas e explicativas, as pavimentações nos trajetos possam receber um tratamento particular, etc. 4.1.8 Programa pedestre / ciclista 24 horas É o programa que parte do pressuposto que exista um interesse em implantar e ampliar ciclovias nas principais vias da área urbana de Parnaíba. Seriam criados calçadões e ciclovias ligando todos os setores residenciais / bairros ao centro da cidade, pela sua menor distância. Estes calçadões e ciclovias deverão ter suas ramificações e extensões dentro dos correspondentes parques urbanos. Os calçadões e ciclovias deverão ser dotados de iluminação pública e sinalizações vertical e horizontal, implantando os correspondentes projetos de desenho urbano e paisagístico / mobiliário urbano de forma a criar espaços com remansos, pontos sombreados, etc. para repouso dos ciclistas e pedestres. 4.2 Projetos 4.2.1 Projeto de Preservação do Porto das Barcas ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 126 Projeto inserido no Programa de recuperação, restauração e preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, acima citado e descrito, tem como objetivo o resgate cultural da cidade de Parnaíba, assim como o incentivo à modalidade do turismo histórico e cultural. As principais diretrizes são: restaurar as edificações importantes para a história do Porto da Barcas; manter a configuração urbana existente; criar normas de gabarito que fortaleçam as características das edificações; manter as diretrizes especificadas na Zona 01 / Porto das Barcas 4.2.2 Projeto de Preservação da antiga Área Central Projeto inserido no Programa de recuperação, restauração e preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, visa o resgate cultural da cidade de Parnaíba, assim como o incentivo à modalidade do turismo histórico e cultural (projeto em curso). No centro antigo da cidade de Parnaíba, e como primeira área de expansão do Porto das Barcas existe ainda uma série substantiva de edificações que são testemunhos da história da região, com isso devem ser preservados. Existem, concomitantemente, traçados e ambiências urbanas típicos das cidades coloniais, que também devem ser conservados, como largos, praças e ruas estreitas. As principais diretrizes para esse projeto são: restaurar as edificações importantes para a história de Parnaíba; manter a configuração urbana existente; criar normas de gabarito que fortaleçam as características das edificações; manter as diretrizes especificadas na Zona 02 / Centro Antigo 4.2.3 Projeto do novo Centro Projeto que visa criar condições de despressurização com relação ao centro antigo da cidade. Esta despressurrização representa uma válvula de escape com relação a uma série de atividades (supermercados, hotéis, clubes, cinemas, etc.) que não encontram espaço nas tipologias existentes no centro antigo, e estão criando este espaço na base da ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 127 derrubada de substância de interesse histórico e cultural, mudando inclusive a escala das edificações,“afogando” prédios que exigem um entorno mais sossegado, como é o caso das Igrejas de Nossa Senhora das Graças e do Rosário e outros. A oferta e o incentivo à localização destas atividades num local de extrema fácil acessibilidade, numa espécie de novo centro, “pressurizado” para ocorrer num prazo de 15 (quinze) anos a partir de operações urbanas consorciadas e de parcerias público- privadas, gerará uma situação de duplo benefício: por um lado dará condições de manter as características do centro antigo e por outro funcionará como oferta e incentivo, tal como colocado de início, ao desenvolvimento econômico, basicamente comercial, da cidade de Parnaíba e ao seu crescimento. Suas principais diretrizes são: criar recuos frontais visando aumentar as caixas de rua, de modo a viabilizar a circulação e estacionamento de veículos; incentivar a verticalização das ocupações oferecendo CABs e CAMs atraentes, dinamizadores da mudança das formas de ocupação e correspondentes gabaritos; incentivar a vinda de grandes empreendimentos comerciais, culturais e de serviços para a área, a partir dos correspondentes incentivos; aproveitar as mudanças na forma de ocupação, dos gabaritos e correspondentes verticalização para liberar espaços públicos para praças, largos e lugares de encontro. 4.2.4 Projeto do Centro de Convenções / Museus / Aquário O projeto do Centro de Convenções, museus, aquário e edificações / atividades outras, complementares, visa ir ao encontro de diretrizes formatadas integradas a propostas do Governo do Estado e do Governo Federal. No mesmo, tinha-se colocado como necessidade / aspiração da comunidade e de interesse para uma política de incentivo ao turismo a construção de parques temáticos com estas características. A localização proposta não era essa, mas estudos de oferta/demanda vinculados ao processo de elaboração do Plano Diretor do Município/Cidade de Parnaíba afunilaram uma localização ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 128 perto do aeroporto, num trecho acessado pela BR 343, no interregno entre a cidade de Parnaíba e a cidade de Luiz Correia, de forma a constituir-se numa ligação funcional importante entre as cidades, assim como de continuidade das respectivas tramas urbanas. Além de prestigiar o turismo, Parnaíba terá um local para realização de eventos, feiras e incentivos aos negócios, principalmente na área de turismo e de agricultura. As diretrizes são: promover o turismo cultural e político; incentivar o turismo no eixo Maranhão / Piauí e Ceará; ocupar uma área de elo urbanístico com atividades de interesse de toda uma microrregião; ocupar essa área com prédios arquitetonicamente expressivos, dentro de parques e áreas verdes. 4.2.5 Projeto de Área para Atividades geradoras de poluição sonora (Autódromo, grandes eventos, etc.) Complementarmente ao projeto anterior, dando de certa forma continuidade ao mesmo, e com espírito semelhante, é proposta numa outra área também com fácil acessibilidade, um “complexo” das atividades geradoras de poluição sonora, indo ao encontro de uma série de aspirações expressas pela população da cidade de Parnaíba, como também de diretrizes menos explícitas do Governo do Estado. As aspirações referem-se à retirada da trama urbana residencial de uma série de atividades perturbadoras da tranqüilidade, sossego e silêncio das populações envolvidas. As diretrizes menos explícitas do Plano citado referem-se a um conjunto de atividades de abrangência regional, a serem criadas com objetivos turísticos, e referentes a corridas de carros, competições de motocross, bicicross, crosscountry e tantas outras modalidades, para as quais existem demandas e público suficiente como para viabilizar a sua equação econômico-financeira. As suas instalações, montadas para tais eventos, registrariam ocupações quase que permanentes se complementadas com eventos musicais (festivais musicais, bandas de rock, cantores e cantoras de renome nacional e internacional, etc.) dos mais variados tipos. Sem dúvida que o público interessado viria do âmbito microrregional, ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 129 funcionando claramente como mais um evento consolidador de políticas vinculadas ao turismo, neste caso, de recreação e lazer. As diretrizes são: instalações multifuncionais para os mais diferentes eventos inserção num esquema semelhante ao projeto anterior, dentro de parques e áreas verdes (dando, até, continuidade aos mesmos); inserção, na área, de espelho de água (extraído do lençol freático com ajuda das energias eólicas). Ele funcionaria como espelho para o lazer e recreação, e como reservatório de água para a irrigação das chácaras à jussante; reserva de grandes lotes para futuros hipermercados e outras instalações de grande porte 4.2.6 Projeto do Parque Urbano do Cantagalo O Parque Urbano do Cantagalo ocupará uma área delimitada referencialmente pela Avenida Padre José Raimundo Vieira ao sul, o rio Igaraçu ao norte, e as duas prolongações da rua José Bonifácio e BR 343, à oeste e leste, respectivamente. As partes mais altas seriam ocupadas com equipamentos para os esportes, recreação e lazer. Nas partes mais baixas, aproveitando o seu hidromorfismo, seriam configuradas superfícies aquíferas com as mais variadas destinações. A prolongação da Rua José Bonifácio acessaria equipamentos culturais, fazendo uma transição com a área central antiga. A prolongação da BR 343 acessaria a marina. Ao leste do parque urbano, no trecho entre o mesmo e os limites do aeroporto, encontra-se prevista a localização do viveiro municipal, aproveitando as características do solo e a existência de água abundante, nas proximidades. 4.2.7 Projeto do Parque Urbano do Bebedouro A Revitalização do Parque Urbano do Bebedouro ocupará uma área delimitada referencialmente pela Lagoa do Bebedouro e estrada para Rosápolis a sudeste, o limite das ocupações dos bairros Bebedouro e Nova Parnaíba a nordeste, e as rodovias Transtabuleiro I e II a oeste e sudoeste. Equipamentos de recreação e lazer encontram-se ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 130 propostos no entorno imediato da Lagoa do bebedouro. Equipamentos esportivos (ginásios, piscinas, etc. encontram-se localizados nas partes mais altas, com acesso imediato garantido pela estrada para Rosápolis e, nas partes mais baixas, e aproveitando a existência do velho leito do rio Igaraçu, são configurados espelhos de água com as mais diversas finalidades. 4.2.8 Projeto da área da lagoa do Portinho A área do Portinho, um dos cartões postais da cidade / município de Parnaíba, deverá ser revitalizada, em toda sua extensão, para a partir dessa revitalização, ser organizada com equipamentos de recreação e lazer, com bares e restaurantes de apoio, clubes, pousadas, etc. Imagina-se que, caso a viabilidade técnica e financeira de um sistema de transporte coletivo sobre trilhos possa ser confirmada, um ramal deste esquema acesse estes equipamentos, colocando-os à disposição quase que imediata das populações da cidade e dos turistas que nela estejam se albergando. 4.2.9 Projeto da área da lagoa da Prata A área da lagoa da Prata, menos conhecida, apresenta um potencial semelhante a área do Portinho, que poderá ser consolidada a partir da organização de equipamentos de recreação e lazer, com bares e restaurantes de apoio, clubes pousadas, etc. Neste caso, em função das particularidades da localização, centros de treinamento institucional e administrativo possam reforçar mais ainda a situação privilegiada desta área. A imagem e semelhança do caso anterior, imagina-se que, caso a viabilidade técnica e financeira de um sistema de transporte coletivode desconstituição de parcelamentos, mas que assegurasse a integridade da estrutura urbana, proporcionando qualidade ambiental e respeitando os diplomas legais urbanísticos e ambientais em vigor. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 9 Sua concepção objetiva é mais do que um processo de regularização fundiária; trata-se de melhoria da qualidade ambiental do espaço constituído, permitindo a dotação de infraestrutura de saneamento, transporte, circulação, energia e comunicações a todos os usuários e moradores da área. É, portanto, um plano de possibilidades, posto que seu alcance depende de estrita participação e colaboração da comunidade interessada visando assegurar condições ambientais e sanitárias do assentamento urbano em formação. O Capítulo 3 apresentará critérios para as etapas de consolidação e implantação do Plano e as modificações sugeridas no processo de revisão e, ainda, os principais programas, projetos prioritários e operações que deverão ser adotados. O princípio básico que norteou toda a especulação do Nível Urbanístico é o da Função Social da propriedade, insculpido no artigo 182 da Constituição Federal, regulamentado pelo Estatuto da Cidade, onde se formaliza a separação entre o direito de propriedade e o direito de usar, ocupar e construir. 2 DA PROPOSTA Colocou-se, no item anterior, que a revisão do Plano Diretor ao ser elaborado foi resultado de 02 (dois) insumos: por um lado, do confronto entre condicionantes e restrições com as correspondentes oportunidades e intenções (todas expostas ao longo do Diagnóstico / Prognóstico) e, por outro, como resultado da aplicação de uma série de instrumentos oferecidos pelo Estatuto da Cidade, constituintes de um sistema normativo, a saber: No viés urbanístico: Instrumentos do próprio Plano Diretor, particularmente de sua Estrutura para o Município e Estrutura Urbana para a Cidade; Outorga Onerosa do Direito de Construir; Outorga Onerosa de Alteração de Uso; Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário; Direito de Preempção. No viés da regularização fundiária: Zonas Especiais de Interesse Social; Usucapião Especial de Imóvel Urbano; Direito de Superfície. A seguir, descreve-se a Proposta do PD revisada, a partir da apresentação de cada um dos itens acima elencados. Fará parte da proposta a descrição dos correspondentes ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 10 esquemas de infraestrutura, pelo menos naqueles níveis considerados estruturantes para a mesma. Nesse sentido, os itens que se seguem a seguir tratarão de: Proposta da Estrutura do Município e da Estrutura Urbana da Cidade Instrumentos e parâmetros da Proposta Proposta de medidas estruturantes 2.1 Proposta da Estrutura do Município e Estrutura Urbana da Cidade A Proposta de Estrutura trabalha com uma clara caracterização para o Município, a saber: uma área urbana da cidade de Parnaíba, delimitada pelo correspondente perímetro urbano; o uma área de interesse ambiental, que corresponde à faixa das áreas inundáveis junto à margem direita do rio Parnaíba e rio Igaraçu; o uma área de interesse ambiental que delimita as margens da lagoa do Portinho, lagoa do Bebedouro e lagoa da Prata; e uma área rural. o uma área de interesse ambiental, que corresponde à faixa litorânea particularmente junto às praias; A área urbana, parte central do município, delimitada pelo correspondente perímetro urbano, além da ocupação para usos residenciais, comerciais e industriais, será desdobrada e detalhada no item a seguir; Uma área de interesse ambiental, junto à faixa inundável na margem direita do rio Parnaíba, terá seus parâmetros de uso e ocupação no correspondente Código Ambiental, a ser produzido. Enquanto diretrizes, ela terá tipo de uso e ocupação compatível com a delicadeza ambiental desse trecho. Portanto, recomenda-se ocupação pouco urbana, a partir de vilas e aldeias para pescadores e agricultores. Neste ponto, junto à lagoa da Prata, seriam autorizados, excepcionalmente, equipamentos de turismo e lazer, assim como centros de treinamento de instituições de porte, etc. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 11 Uma área de interesse ambiental formada pela lagoa do bebedouro e lagoa do portinho e que terá seus parâmetros de uso e ocupação no correspondente Código Ambiental. Uma parte da área Rural em torno da cidade de Parnaíba, delimitada pelo correspondente perímetro urbano, será desdobrada e detalhada no item a seguir. Uma área de interesse ambiental, junto à faixa litorânea, terá seus parâmetros de uso detalhados no correspondente Código Ambiental. Nesta área encontra-se instaladas torres de uma usina eólica, dispostas no alinhamento da praia, onde foi construída uma via particular que dá acesso a toda esta faixa litorânea. Nesta ponta, com praias de areias finas e limpas, poderá ser autorizada a instalação de empreendimentos de interesse turísticos, desde que cumpridos certos requisitos de sustentabilidade ambiental (edificações com características sustentáveis em seu processo construtivo e em sua arquitetura). Enquanto diretrizes, ela terá certo tipo de uso e ocupação junto às praias, acessada por uma avenida litorânea, configurada como estrada parque, e ligada às áreas urbanas a partir de 04 (quatro) pontos, a saber: o um ponto junto à desembocadura do rio Igaraçú no Oceano Atlântico, ligação esta que dar-se-á por sistema de balsa. Esta fornecerá continuidade funcional com a avenida costeira que acessa os diversos balneários de Luiz Correia (praia Atalaia, do Coqueiro, Cajueiro, etc.), além de se constituir em atrativo turístico e de pedestres com relação à ponta em frente aos molhes. o outros 02 (dois) pontos e acesso em trechos intermediários entre a Pedra do Sal (um acesso existente) e um acesso mais direto à cidade de Parnaíba que, saindo por trás do aeroporto, chegará ao litoral de forma imediata. Entre a Pedra do Sal e esse ponto de acesso ao aeroporto se instalarão uma série de quiosques e equipamentos leves de apoio como forma de intensificar o uso para lazer e turismo. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 12 o Um quarto ponto de acesso ocorre fora do Município de Parnaíba, no Município de Ilha Grande, no extremo norte do mesmo, e junto à desembocadura do rio Parnaíba / barra das Canárias no Oceano Atlântico. Neste extremo deverá ser incentivada a instalação de empreendimentos turísticos, que garantam baixo impacto ambiental, aproveitando a beleza ímpar do sítio. Apesar dos loteamentos existentes neste trecho, só poderá ser autorizado novos loteamentos que apresentem sustentabilidade em suas características de ocupação e uso do solo, além de apresentar projetos viáveis em relação ao sistema viário, ao abastecimento de água e, principalmente, nas soluções para drenagem e esgotamento. Estes projetos deverão ser analisados e aprovados pelos órgãos ambientais competentes, como elemento obrigatório para expedição dos alvarás. O restante do território deveria ser preservado de outros usos e ocupações, com exceção da utilização para construção de usinas de produção de energia limpa, como eólicas e solar, cuja viabilidade e configuração devem ser estudadas. Recomenda-se proibir, coibir, e fiscalizar a atividade de pastoreio nessa região. outras Áreas rurais representam porção relativamente maior que a urbana. Estrutura-se, basicamente em torno dos perímetros do Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí, que deverão ser consolidados, expandidos e integrados a empreendimentos semelhantes nos estados vizinhos, principalmente o do Maranhão. Na interface entre área rural e a área urbana da cidadesobre trilhos possa ser confirmada, um ramal deste esquema acesse estes equipamentos, colocando-os à disposição quase que imediata das populações da cidade e dos turistas que nela estejam se albergando. 4.2.10 Projeto da área do litoral / praias O litoral mais imediato à cidade de Parnaíba precisa ser duplicado em seu acesso, obviamente levando em consideração a situação ambientalmente delicada deste ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 131 trecho do território. Quando da descrição geral da proposta, a nível municipal, este trecho do território foi devidamente apreciado e especulado do ponto de vista de seu potencial de uso e ocupação. 4.2.11 Projeto da área das vilas cooperadas Refere-se ao trecho de solos hidromórficos à margem direita do rio Parnaíba. Trata-se de uma área ambientalmente delicada, cuja ocupação deve ocorrer de forma muito bem pensada e particularmente adequada às restrições. Imagina-se que não devam ser incentivadas ocupações mais densas nem urbanizadas, e que o formato ideal seria o de vilas, com ocupações esparsas e espaciadas, com amplo predomínio dos vazios em relação aos cheios, unidades habitacionais unifamiliares e reduzidas volumetricamente, com áreas reduzidas e de 01 (um) pavimento. Uma tipologia utilizando menos a tecnologia construtiva em cerâmica (alvenaria e telhados) e mais tecnologias com recursos em madeira e materiais mais leves deveria ser desenvolvida e coletivamente assumida. Imagina-se, concomitantemente, que os moradores destas vilas estejam morando nelas porque o seu sustento esteja garantido pelo hinterland do entorno imediato, e que a exploração / cultivo/criação neste entorno imediato possa ocorrer a partir dos princípios do associativismo, na forma de cooperativas. Desta forma ficaria garantido o manejo coletivo destas áreas, aumentando a garantia de uma visão ambientalmente embasada. Um pequeno trecho existente entre os manguezais à nordeste da cidade e a BR 343 / Anel Viário 2 (ai incluindo a Vila do Portinho) também faria parte deste projeto, por apresentar características de ocupação e de relação com o entorno semelhantes às anteriores. Estes projetos, quando ocorrerem dentro do perímetro urbano, em áreas portanto urbanas, serão desenvolvidos levando em consideração que foram declaradas, tal como acima colocado, como ZEIS / Zonas Especiais de Interesse Social. 4.2.12 Projeto dos bairros Esse projeto propõe a composição dos bairros já estabelecidos, com pequenas alterações, e a criação de novos bairros no município de Parnaíba, aumentando o perímetro ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 132 urbano da cidade, qualificando-os como bairros, demarcando de forma clara os limites dos mesmos, com as respectivas coordenadas, justificado pela reivindicação de moradores e o crescimento da cidade, como se segue: I – Centro o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Presidente Getúlio Vargas no Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Presidente Getúlio Vargas, Avenida Governador Chagas Rodrigues, Avenida Capitão Claro, Avenida Álvaro Mendes, Rua Coronel Pacífico, Rua Conde D’Eu, Rua do Rosário e Rio Igaraçu. II – Bairro Nossa Senhora do Carmo o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Governador Chagas Rodrigues no Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Governador Chagas Rodrigues, Avenida Presidente Getúlio Vargas e Rio Igaraçu. III – Bairro Mendonça Clark o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua do Rosário no Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Rua do Rosário, Rua Conde D’Eu, Rua Coronel Pacífico e Rio Igaraçu. IV – Bairro São José o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Coronel Pacífico no Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Coronel Pacífico, Avenida Álvaro Mendes, Av. Coronel Lucas, Rua Sete de Setembro, Rio Igaraçu, Seguindo pelo Rio até o ponto Inicial. V – Bairro Nova Parnaíba o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Álvaro Mendes na Avenida Capitão Claro. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Capitão Claro, Avenida Governador Chagas Rodrigues, Avenida Princesa Isabel, Rua ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 133 Valença, Avenida Coronel Lucas Correia, Avenida das Normalistas, Rua João do Cícero, Rua Josias de Moraes Correio, Rio Igaraçu, Rua Sete de Setembro, Av. Coronel Lucas Correia e Avenida Álvaro Mendes. VI – Bairro São Francisco o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Princesa Isabel com a Rua Valença. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Princesa Isabel, Rua Guaporé, Rua Tabajara, Rua Guaporé, Rua Benedito dos Santos Lima, Rua Ceará, Rua Caramuru, Rua José Bonifácio, Avenida Armando Cajubá de Brito, Rua Delbão Rodrigues, Avenida Prefeito João Batista Silva, Rua Paraná, Rua São Pedro, Rua Jaicós e Rua Valença. VII – Bairro Bebedouro o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Coronel Lucas Correia com a Avenida das Normalistas. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Coronel Lucas Correia, Rua Valença, Rua Jaicós, Rua São Pedro, Rua Paraná, Avenida Prefeito João Batista Silva, Rio Igaraçu, Rua Josias de Moraes Correia, Rua João do Cícero e Avenida das Normalistas. VIII – Bairro Campos o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida São Sebastião com a Avenida Governador Chagas Rodrigues. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Rua Benedito dos Santos Lima, Rua Guaporé, Rua Tabajara, Rua Guaporé, Avenida Princesa Isabel e Avenida Governador Chagas Rodrigues. IX – Bairro Nossa Senhora de Fátima o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 1º de Maio com a Avenida Governador Chagas Rodrigues. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 1º de Maio, Avenida Padre Raimundo José Vieira, Rua Benedito dos Santos Lima, Avenida São Sebastião e Avenida Governador Chagas Rodrigues. X – Bairro São Benedito ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 134 o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Padre Raimundo José Vieira com a Rua Benedito dos Santos Lima. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Padre Raimundo José Vieira, Rua Agrimessor Alprim Silva Arri, Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, Avenida Pinheiro Machado, Avenida São Sebastião e Rua Benedito dos Santos Lima. XI – Bairro Cantagalo o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Governador Chagas Rodrigues com o Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Rio Igaraçu, seguindo pelo rio até às coordenadas UTM 24M 194964.00mE 9680628.50mS(Estrada de Chão que liga o Bairro Chafariz), em linha reta até a Avenida Padre Raimundo José Vieira (coordenadas UTM 24M 195222.00mE 9679291.50), Avenida Padre Raimundo José Vieira, Avenida 1º de Maio e Avenida Governador Chagas Rodrigues. XII – Bairro São Judas Tadeu o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Agrimessor Alprim Silva Arri com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Agrimessor Alprim Silva Arri, Avenida Padre Raimundo José Vieira, seguindo até as coordenadas UTM 24M 195222.00mE 9679291.50mS, Estrada de Chão que liga o proposto bairro Chafariz até as coordenadas UTM 24M 195126.80mE 9679823.79mS, virando à direita até a Rua Nelson Pires Alves (coordenadas UTM: 24M 198466.64mE 9680827.32nS), Seguindo até a coordenada UTM: 24M 198599.72mE 9680125.94mS, Estação Floriópolis, Avenida Padre Raimundo José Vieira, Avenida Francisco Borges dos Santos, Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. XIII – Bairro Chafariz o Ponto Inicial e Final: Estrada de chão que liga o bairro Chafariz (coordenadas UTM: 24M 195126.80mE 9679823.79mS).o Descrição dos limites do Bairro: Rio Igaraçu (coordenadas UTM 24M 194964.00mE 9680628.50mS) seguindo pelo rio até às coordenadas: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 135 24M 198281.00m E 9681466.95mS, linha reta à Rua Nelson Pires Alves até às coordenadas UTM: 24M 198466.64mE 9680827.32nS, seguindo em linha reta e coincidente à cerca do fundo do aeroporto até o ponto inicial. XIV – Bairro Reis Velloso o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro Machado com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, Avenida Francisco Borges dos Santos, Avenida São Sebastião e Avenida Deputado Pinheiro Machado. XV – Bairro Frei Higino o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Avenida Deputado Pinheiro Machado com a Avenida São Sebastião. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Avenida 19 de outubro, Rua Itaúna e Avenida Deputado Pinheiro Machado. XVI – Bairro João XXIII o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Francisco Borges dos Santos com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, seguimento de reta pelas coordenadas UTM: 24M 197078.03mE 9679137.18mS; 24M 197159.91mE 9678740.21mS; 24M 197594.04mE 9678807.27mS; 24M 197617.37mE 9678714.05mS; 24M 197747.89mE 1678748.64mS; 24M 197721.70mE 9678924.90mS; 24M 198132.27mE 9678786.92mS; 24M 198240.90mE 9678341.99mS; 24M 200800.88mE 9678227.32mS; 24M 201912.39mE 9677961.98mS, Avenida Gastão Neves Rodrigues, Avenida São Sebastião e Avenida Francisco Borges dos Santos. XVII – Bairro Floriópolis o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco e Avenida Francisco Borges dos Santos. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 136 o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, seguimentos de retas pelas coordenadas UTM: 24M 197078.03mE 9679137.18mS; 24M 197159.91mE 9678740.21mS; 24M 197594.04mE 9678807.27mS; 24M 197617.37mE 9678714.05mS; 24M 197747.89mE 1678748.64mS; 24M 197721.70mE 9678924.90mS; 24M 198132.27mE 9678786.92mS; 24M 198240.90mE 9678341.99mS; 24M 198820.06mE 9678321.56mS; Avenida Leonardo de Carvalho de Castelo Branco(coordenadas 24M 198655.79 9679377,21), Rua Nelson Pires Alves até a coordenada UTM: 24M 198599.72mE 9680125.94mS, Estação Floriópolis e Avenida Francisco Borges dos Santos. XVIII – Bairro Vicente Correia o Ponto Inicial e Final: coordenadas UTM 24M 198820.06mE 9678321.56mS. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho de Castelo Branco(coordenadas 24M 198655.79 9679377,21), Rua Nelson Pires Alves até Rio Igaraçu (Coordenadas UTM: 24M 198281.00m E 9681466.95mS, seguindo pelo rio até o ponto: 24M 203005.27mE 9681651.82mS, limite urbano, Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, Avenida Gastão Neves Rodrigues até as Coordenadas UTM: 24M 201912.39mE 9677961.98mS; 24M 200800.88mE 9678227.32mS; 24M 198820.06mE 9678321.56mS. XIX – Bairro Portinho o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco com a Avenida Gastão Neves Rodrigues. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, Rio Portinho, limite urbano, Lagoa do Portinho, Coordenadas UTM: 24M 200745.55mE 9672848.63mS, 24M 200253.33mE 9673974.49, Avenida Gastão Neves Rodrigues. XX – Bairro Pindorama o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Benedito dos Santos Lima com a Avenida São Sebastião. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 137 o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Avenida Deputado Pinheiro Machado, Rua Guaporé e Rua Benedito dos Santos Lima. XXI – Bairro Boa Esperança o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Rua Guaporé com a Rua Benedito dos Santos Lima. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Guaporé, Avenida Deputado Pinheiro Machado, Rua Osvaldo Cruz e Rua Benedito dos Santos Lima. XXII – Bairro Cristo Rei o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Rua Osvaldo Cruz com a Rua Benedito dos Santos Lima. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Osvaldo Cruz, Avenida Deputado Pinheiro Machado, Rua Ceará, Rua Benedito dos Santos Lima. XXIII – Bairro Ceará o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Caramuru com a Rua José Bonifácio. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Ceará, Avenida Pinheiro Machado, Avenida Armando Cajubá de Brito e Rua José Bonifácio. XXIV – Bairro Piauí o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro Machado com a Rua Itaúna. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Itaúna, Avenida 19 de Outubro, Rua Santana e Avenida Deputado Pinheiro Machado. XXV – Bairro Rodoviária o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Santana com a Avenida Pinheiro Machado. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Santana, Rua Rodrigues Coimbra, Avenida Monsenhor Antônio Sampaio, Rua São Tomé e Avenida Pinheiro Machado. XXVI – Bairro Dirceu Arcoverde ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 138 o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Santana com a Rua Rodrigues Coimbra. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Santana, Avenida 19 de Outubro, Avenida Monsenhor Antônio Sampaio e Rua Rodrigues Coimbra. XXVII – Bairro Nossa Senhora do Montserrat o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a Avenida São Sebastião. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 19 de outubro, Avenida Dr. João Silva Filho, Rua Domingos Dias da Silva, Avenida São Sebastião. XXVIII – Bairro Raul Bacellar o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho com a Rua Domingos Dias da Silva. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Domingos Dias da Silva, Avenida São Sebastião, Avenida Gastão Neves Rodrigues e Avenida Dr. João Silva Filho. XXIX – Bairro Alberto Silva o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho com a Avenida 19 de Outubro. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Dr. João Silva Filho, Coordenadas UTM: 24M 199402.27mE 9676695.35mS; seguimento de retas pelas coordenadas: 24M 199100.77mE 9676392.85mS; 24M 199049.33mE 9676435.74mS; 24M 198686.38mE 9676084.46mS; 24M 198809.14mE 9675971.97mS; 24M 198282.96mE 9675227.22mS; 24M 197974.83mE 9675140.64mS; 24M 197974.83mE 9675140.64mS; 24M 196485.98mE 9675116.35mS, Avenida 19 de outubro. XXX – Bairro Simplício Dias o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho com a Avenida Gastão Neves Rodrigues. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 139 o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Dr. João Silva Filho, coordenadas: 24M 199402.27mE 9676695.35mS; seguimento de retas pelas coordenadas 24M 199100.77mE 9676392.85mS; 24M 199049.33mE 9676435.74mS; 24M 198686.38mE 9676084.46mS; 24M 198809.14mE 9675971.97mS; 24M 198372.74mE 9675354.25mS; 24M 198967.81mE 9674948.64mS; 24M 199879.45mE 9673654.66mS; 24M 200881.87mE 9674556.40mS, Avenida Gastão Neves Rodrigues. XXXI – Bairro São João o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a Avenida Monsenhor Antonio Sampaio. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antonio Sampaio, coordenada: 24M 196906.25mE 9673289.40, seguimentos de retas pelas coordenadas: 198568.25mE 9674248.60mS; 24M 198890.56mE 9674187.00mS; 24M 199494.52mE 9674366.59mS; 24M 199879.45mE 9673654.66mS; Avenida Gastão Neves Rodrigues, coordenadas: 24M 200881.87mE 9674556.40mS; 24M 199379.65mE 9675257.74mS; 24M 198967.81mE 9674948.64mS; 24M 198372.74mE 9675354.25mS24M 198282.96mE 9675227.22mS; 24M 197974.83mE 9675140.64mS; 24M 197940.24mE 9675207.19mS; 24M 196485.98mE 9675116.35mS, Avenida 19 de outubro. XXXII – Bairro Carpina o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a Avenida Monsenhor Antonio Sampaio. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antonio Sampaio, coordenada: 24M 196906.25mE 9673289.40, seguimentos de retas pelas coordenadas: 198568.25mE 9674248.60mS; 24M 198890.56mE 9674187.00mS; 24M 199494.52mE 9674366.59mS; 24M 199879.45mE 9673654.66mS; Avenida Gastão Neves Rodrigues, coordenadas: 24M 200253.33mE 9673974.49; Rio ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 140 Portinho, coordenadas: 24M 198193.80mE 9671522.42mS, 24M 196162.61mE 9673274.64mS, Avenida 19 de outubro. XXXIII – Bairro Santa Maria o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Monsenhor Antônio Sampaio com a Rua São Tomé. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antônio Sampaio, Avenida 19 de Outubro, Linha de ferro, Avenida Deputado Pinheiro Machado e Rua São Tomé. XXXIV – Bairro Sabiazal o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro Machado com a linha de ferro. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Pinheiro Machado, Linha de Ferro, Avenida 19 de Outubro, Avenida Evandro de Lins e Silva e Avenida Deputado Pinheiro Machado. XXXV – Bairro São Pedro o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Evandro Lins e Silva com a Avenida 19 de outubro. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 19 de outubro, coordenadas UTM: 24M 196162.61mE 9673274.64mS, Rio Portinho, coordenadas: 24M 198193.80mE 9671522.42mS, Linha reta às coordenadas UTM: 24M 192946.31mE 9670418.19mS (estrada da Rancharia), Avenida Evandro de Lins e Silva. XXXVI – Bairro Almira Silva o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Evandro Lins e Silva com a Avenida 19 de Outubro. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Evandro Lins e Silva, Estrada da Rancharia (coordenada UTM: 192946.31mE 9670418.19mS), seguindo até as coordenadas 24M 190277.06mE 9669645.00mS, contorno do terreno de fundo da ZPE, Rua D. Pedro I (coordenadas UTM: 24M 192421.94mE 9673211.78mS), Avenida 19 de outubro. XXXVII – Bairro Primavera ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 141 o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua D. Pedro I com as coordenadas UTM: 24M 192851.40mE 9674612.03mS (muro da DELTA). o Descrição dos limites do Bairro: Rua D. Pedro I, Avenida 19 de outubro, Avenida Evandro Lins e Silva (coordenadas UTM: 24M 193641.80 9674578.04 - muro da Delta) e Rua D. Pedro I. XXXVIII – Bairro Santa Luzia o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva e a Avenida José de Moraes Correia. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida José de Moraes Correia, Rua Delbão Rodrigues, Avenida Antônio Cajubá de Brito, Avenida Deputado Pinheiro Machado, Avenida Evandro Lins e Silva, (coordenadas UTM: 24M 193641.80 9674578.04 - muro da Delta), Rua D. Pedro I (coordenadas: 24M 192851.40mE 9674612.03mS - muro da DELTA), Lagoa do Bebedouro, Avenida Prefeito Batista Silva e Avenida José de Moraes Correia. XXXIX – Bairro Santa Teresinha o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Lagoa do Bebedouro com a Avenida Prefeito Batista Silva. o Descrição dos limites do Bairro: Lagoa do Bebedouro, Rio Igaraçu até as coordenadas: 24M 191611.34mE 9675965.78mS, Linha reta e coincidente à Rua Mira Rio, Rua Santo Afonso, Rua José Mendes Mourão, Avenida Gerardo Pontes Cavalcante, Rua D. Pedro I e Lagoa do Bebedouro. XL – Bairro São Vicente de Paulo o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Mira Rio com a Avenida Prefeito Batista Silva. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Mira Rio, Linha reta ao Rio Igaraçu coordenada UTM: 24M 191611.34mE 9675965.78mS, Rio Igaraçu, Avenida Comerciante Renato de Castro Santos, Avenida Prefeito Batista Silva, Rua Antônio Neris dos Santos, Avenida Gerardo Pontes Cavalcante – coordenadas UTM: 24M 191699.21mE ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 142 9674122.00mS, Rua José Mendes Mourão, Rua Santo Afonso e Rua Mira Rio. XLI – Bairro Joaz Souza o Ponto Inicial e Final: entroncamento Prefeito Batista Silva com a Rua Antônio Neris dos Santos. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Prefeito Batista Silva, Avenida Comerciante Renato de Castro Santos, Rio Igaraçu até as coordenadas UTM: 24M 189809.44mE 9674329.65mS, Avenida Gerardo Pontes Cavalcante (coordenada UTM: 24M 190411.37mE 9673803.02mS, seguindo até as coordenadas UTM: 24M 191699.21mE 9674122.00mS, Rua Antônio Neris dos Santos e Avenida Prefeito Batista Silva. XLII – Bairro Dom Rufino o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua D. Pedro I com a Avenida Gerardo Pontes Cavalcante. o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Gerardo Pontes Cavalcante seguindo até as coordenadas UTM: 24M 190411.37mE 9673803.02mS, Rua Claro José da Silva, até as coordenadas UTM; 24M 190574.85mE 9673068.52 da Rua D. Paulo Hipólito de Sousa Libório, Muro da ZPE e rua D. Pedro I (coordenadas UTM: 24M 192421.94mE 9673211.78mS. XLIII – Bairro Lagoa da Prata o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva com a Rua Pilocarpina. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Pilocarpina, Travessa Vila Nova, Rua D. Paulo Hipólito de Sousa Libório, terreno da ZPE, Estrada que Liga povoado Rancharia (coordenada UTM: 24M 190277.06mE 9669645.00mS), estrada rancharia, Coordenadas UTM 189685.25mE 9669675.24mS, Lagoa da Prata, Rio Parnaíba, Rio Igaraçu até as coordenadas UTM 24M 189392.11mE 9673035.60mS e Rua pilocarpina. XLIV – Bairro Igaraçu ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 143 o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva com a Rua Pilocarpina. o Descrição dos limites do Bairro: Rua Pilocarpina, Travessa Vila Nova, Rua D. Paulo Hipólito de Sousa Libório até as coordenadas UTM: 24M 190411.37mE 9673803.02mS, seguindo em linha reta até as coordenadas UTM: 24M 190411.37mE 9673803.02mS da Avenida Gerardo Pontes Cavalcante, coordenadas UTM: 24M 189809.44mE 9674329.65mS do Rio Igaraçu, seguindo até a coordenadas UTM: 24M 189392.11mE 9673035.60mS e Rua pilocarpina. XLV – Bairro Tabuleiro o Ponto Inicial e Final: entroncamento do Rio Parnaíba com o Rio Igaraçu. o Descrição dos limites do Bairro: Rio Parnaíba, Canal de São José, Rio Igaraçu, Rio Parnaíba. XLVI – Bairro Santa Isabel o Ponto Inicial e Final: entroncamento do Rio Igaraçu com Igarapé Vazantinha. o Descrição dos limites do Bairro: Igarapé da Vazantinha, Rio Santa Isabel seguindo até as coordenadas UTM: 24M 189319.35mE 9680205.20mS, em linha reta até a coordenadas UTM: 24M 188825.46mE 9679450.31mS do igarapé do Alto do Batista, Rio Igaraçu. Para divisão da zona urbana da cidade em quadrantes Norte, Sul, Leste e Oeste ficará estabelecido o cruzamento da Avenida Pinheiro Machado com a Rua Caramuru e Avenida Dr. João Silva Filho o Ponto de Referência que orientará as Zonas Norte, Sul, Leste e Oeste do Município. A Zona Norte será constituída pelos bairros: Canta Galo, Chafariz, São Judas Tadeu, São Benedito, Pindorama e Reis Veloso; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 144 A Zona Sul será constituída pelos bairros: Cristo Rei, Rodoviária, Santa Maria, Sabiazal, São Pedro, Primavera, Almira Silva, Dom Rufino, Lagoa da Prata, Ceará, Santa Teresinha e Santa Luzia; A Zona Leste será constituída pelos bairros: Piauí, Frei Higino, Dirceu Arcoverde, Floriópolis, Vicente Correia, João XXIII, Nossa Senhora do Montserrat, Raul Bacellar,Portinho, Alberto Silva, Simplício Dias, São João e Carpina; A Zona Oeste será constituída dos seguintes bairros: Boa Esperança, São Francisco, Bebedouro, Nova Parnaíba, Centro, São José, Mendonça Clark, Santa Isabel, Nossa Senhora do Carmo, Tabuleiro, Nossa Senhora de Fátima, Campos, São Vicente de Paulo, Joaz Souza e Igaraçu. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 145 5 BIBLIOGRAFIA CARVALHO, J. A. M. – Demografia Econômica. Fortaleza. Ceará, 1980; FURTADO, Celso - Formação Econômica do Brasil. Companhia Editora Nacional. São Paulo. 1999; FUNDAÇÃO CEPRO, Macrozoneamento Costeiro do Estado do Piauí/Fundação Rio Parnaíba.Teresina. 1996; IBAMA, Plano de Gestão e Diagnóstico Geoambiental e Sócio-econômico da Apa Delta do Parnaíba. Fortaleza: IEPS/UECE. 1998; IBGE. Censo Demográfico de 1991. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; ____. Censo Agropecuário de 1995-1996. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; ____. Contagem Populacional de 1996. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; ____. Cidades, o Brasil Município por Município. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; ____. Censo Demográfico de 2000. Rio de Janeiro: IBGE. 2000; INCRA, Novo Retrato da Agricultura Familiar – O Brasil Redescoberto. 1995/1996; FURTADO, Milton Braga. Síntese da Economia Brasileira. 5ª edição. Livros Técnicos e Científicos. Rio de Janeiro. 1988; SIAFI – Secretaria de Administração Financeira do Governo Federal, Brasília, Brasil; ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL. IBGE/Perfil dos Municípios; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 146 FNDE e Estatístico da SEDUC – Secretaria de Educação de Parnaíba – 1994; INEP – www.inep.gov.br ; Prefeitura Municipal de Parnaíba: Lei Orgânica do Município de Parnaíba e Regimento Interno da Câmara Municipal, mimeo, Parnaíba, junho de 1992; Código de Postura, mimeo, Parnaíba, dezembro de 1997; Código de Obras e Edificações, mimeo, Parnaíba, dezembro de 1997; Código Municipal de Meio Ambiente, mimeo, Parnaíba, 2004; Lei n o 1.650, que delimita o perímetro dos bairros da Cidade de Parnaíba, mimeo, Parnaíba, novembro de 1998; Código Tributário, mimeo, Parnaíba, s/d; Ministério do Meio Ambiente / Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável / Consórcio ZEE Brasil: Zoneamento Ecológico-Econômico do Baixo Rio Parnaíba / Relatório Preliminar / Fase do Diagnóstico, mimeo, Brasília, 2001; Estado do Piauí / Prefeitura Municipal de Parnaíba / Secretaria de Administração e Planejamento: Diagnóstico Sócio-Econômico do Município de Parnaíba, mimeo, Parnaíba, s/d; UFPI / Instituto Euvaldo Lodi / FIEP: Anuário Parnaibano, mimeo, Parnaíba, 1995; Prefeitura Municipal de Parnaíba / SEMPLAN: Estudo Geral do Município de Parnaíba, mimeo, Parnaíba, 1996; http://www.inep.gov.br/ ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 147 Governo do Estado do Piauí / CEPRO / SEPLAN: Piauí / Informações Municipais, mimeo, Teresina, 2000; Hamam de Figueiredo, A.: Dimensão Urbano-Regional, mimeo, Parnaíba, s/d; FISHTEC Consultores Associados: Estudo para o Diagnóstico do Potencial Piauiense para a Implantação de Empreendimentos Integrados de Aqüicultura, mimeo, Brasília, s/d; GOMES, F.L. & NASCIMENTO, U.G.: Diagnóstico sobre os Resíduos Sólidos gerados nos Municípios da APA do Delta do Parnaíba, mimeo, Parnaíba, s/d; WWF: Manual de Ecoturismo de Base Comunitária, Editora WWF, Brasília, novembro de 2003; Ministério do Meio Ambiente: Plano de Marketing, mimeo, Brasília, 2002; GOMES, F.L.: Uma Proposta de Educação Ambiental para a APA do Delta do Parnaíba, Ed. IBAMA / Estado do Piauí, Teresina, 2001; IBAMA / Estado do Piauí: Proposta para Elaboração de Diagnóstico sobre os Resíduos Sólidos gerados nos Municípios da APA do Delta do Parnaíba, mimeo, Teresina, 2002; MOURA NETO, D. & ARRIBAMAR de CARVALHO, J.: Gestão Participativa de Conservação dos Recursos Naturais do Delta do Parnaíba / Manguezal, mimeo, Ed. IBAMA / Estado do Piauí, Teresina, s/d; Ministério do Meio Ambiente / IBAMA / Estado do Piauí: Gestão Racional e Uso Sustentável do rio Parnaíba / Igaraçú, mimeo, Parnaíba, 2004; Ministério do Meio Ambiente: Programa Zoneamento Ecológico-Econômico / Diretrizes Metodológicas para o Zoneamento Ecológico – Econômico do Brasil, Editora MMA, Brasília, 2001; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 148 Ministério do Meio Ambiente: Projeto de Gestão Bioregional / Lençóis Maranheses / Delta do Parnaíba, mimeo, Brasília, 2001; PAULA BRITO CAVALCANTI, A.: Delta do Parnaíba / Uma Caracterização Geoambiental, mimeo, Teresina, 2000; FURPA & Ministério do Meio Ambiente: Diagnóstico Geoambiental do Litoral Piauiense, mimeo, GERCO-PI, 1997. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 149de Parnaíba, existem áreas de chácaras, sítios, roçados e pequenas propriedades para criação de animais, entre outras de características rurais, que fazem a transição entre aquelas. 2.1.1 Descrição Geral da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) A Estrutura Urbana da Cidade de Parnaíba estabelece bipolaridade de áreas centrais, que se complementam, áreas residenciais clássicas de habitação unifamiliar em lotes e uma série de áreas verdes, equipamentos de grande porte e áreas indústrias em ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 13 zonas mais periféricas que, fazem a transição com a área rural. A bipolaridade das áreas centrais é conseguida a partir de uma política de preservação e recuperação do centro antigo da cidade e sua utilização para usos comerciais de pequeno porte e atividades culturais compatíveis com a substância histórica. Dois grandes parques com uma série de equipamentos de lazer e turismo emolduram estas 02 (duas) áreas centrais, a primeira vinculada ao Parque Urbano do Cantagalo, e a segunda ao Parque Urbano do Bebedouro. Todo o trecho urbano entre eles, ocupado basicamente por usos residenciais um pouco mais densos, deve ser fortemente arborizado e com áreas de substantivos quintais, de modo a garantir a permeabilidade necessária à recarga dos aquíferos subterrâneos. Uma grade de vias principais organiza os diferentes loteamentos que se foram configurando ao longo do tempo, muitas vezes de maneira pouco integrada. Essa grade é constituída por: Rua José Bonifácio (com uma outra opção, a ser detalhada quando dos estudos de viabilidade técnica e financeira, constituída a partir de um binário estruturado a partir das ruas Armando Burlamarque e Tabajara, com caixas de rua já hoje maiores); Avenida Pinheiro Machado. Rua Felicidade Veras Neves / Benedito Jonas Correia Avenida Francisco Borges dos Santos / Avenida 19 de outubro. Avenida Nossa Senhora de Fátima / BR 343; Avenida São Sebastião; Rua Caramuru / Avenida Dr. João Silva Filho; e Binário Avenida Armando Cajubá / Avenida Princesa Isabel. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 14 Figura 1: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 15 Figura 2: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. Figura 3: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 16 Figura 4: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. Figura 5: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 17 Essas vias já haviam sido anteriormente descritas, e suas possibilidades e limitações apreciadas. Cabe destacar aqui, complementarmente, o papel estruturante que a Rua José Bonifácio (ou a sua opção, constituída a partir de um binário estruturado a partir das ruas Armando Burlarmarque e Tabajara) assumiria nesta proposta, no sentido de garantir uma transversalidade no sentido norte / sul ligando o Parque Urbano do Cantagalo à lagoa da Prata. A partir de sua existência, é possível suavizar o impacto causado pelo trecho oeste do binário Avenida Armando Cajubá / Avenida Princesa Isabel, o trecho oeste da Avenida São Sebastião e a chegada da continuação da BR 343 nos centro antigo da cidade. Esses trechos, descaracterizadas as suas funções de vias principais acessando de forma muito sofrida o centro antigo, poderiam e deveriam ser reconfigurados de modo a oferecer, por exemplo, estacionamentos necessários aos veículos públicos e privados minimizar o acesso destes à antiga área central. Outra via que merece ter transversalidade norte / sul garantida é a Avenida Pinheiro Machado que, sem demérito de sua qualidade de BR 343, deveria chegar até o Parque Urbano do Cantagalo e até a beira do rio Igaraçú, se for possível até um equipamento microrregional de porte, como por exemplo uma marina. Dessa forma e com tratamento adequado no entroncamento da BR com a Avenida Nossa Senhora de Fátima que muda abruptamente de sentido (>90º), essa via poderia melhor ajudar o equacionamento à costura das diversas partes da cidade. Um primeiro anel, já concebido na constituição do Plano Diretor, é confirmado a partir da Avenida Francisco Borges dos Santos / Avenida 19 de outubro e acesso ao aeroporto, bordeando as expansões dos bairros João XXlll, Montserrat, Alberto Silva, Dirceu Arcoverde, Alto Santa Maria, Sabiazal e Primavera. Este primeiro anel (Avenida 19 de Outubro) passa a ter sentido funcionalmente mais consistente com a implantação da Zona de Processamento de Exportação - ZPE, garantindo acessibilidade e escoamento da produção às mesmas. Este primeiro anel ou Avenida 19 de Outubro é sutilmente complementado, por um binário parcial constituído por uma Avenida que, representando um dos acessos mais imediatos da cidade ao litoral (e que pressupõe a construção de uma ponte por trás do aeroporto), fornece a oportunidade de constituir centro cultural de convenções em seu entroncamento com a BR 343, consolidando a unidade funcional entre as cidades de Parnaíba e Luiz Correia; além disso, permite acessar, no quadrante sudeste da cidade, uma ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 18 série de equipamentos vinculados a corridas de automóveis (autódromo), fórmula truck, mountain-bike e eventos variados de entretenimentos, retirando da trama urbana residencial uma série de atividades consideradas hoje com forte e nocivo impacto sonoro. O segundo anel deve-se localizar junto ao perímetro urbano da Cidade de Parnaíba, vinculado a BR 343 na sua ligação entre a referida cidade e Luiz Correia à lagoa do Portinho e lagoa da Prata. Esses 02 (dois) anéis, além de receberem as vias principais organizadas no sentido norte / sul e oeste / leste, oferecem opções aos visitantes e turistas que tenham como objetivo chegar ao litoral sem atravessar os trechos urbanos e rurais mais delicados do ponto de vista patrimonial e ambiental. Com isto, visa-se deixar a ponte junto ao Porto das Barcas para o tráfego meramente local. Propõe-se consolidar a unificação urbana das cidades de Parnaíba e Luiz Correia, em pleno processo de concretização, a partir da oferta de áreas para loteamentos com características apropriadas, com condomínios fechados ou não, e os equipamentos urbanos de grande porte já citados. 2.1.2 Descrição Setorial da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) A descrição setorial da proposta tem por objetivo estabelecer e mapear diretrizes de uso e ocupação do solo em diferentes zonas da Cidade de Parnaíba. Tais diretrizes decorrem dos diversos papéis que as referidas zonas assumem na estrutura geral acima descrita, e visam concretizar recomendações dimensionais vinculadas ao bioclimatismo, expressão e simbolismo, topocepção, copresença, etc. Equipamentos urbanos e correlatos, assim como áreas hoje ocupadas com vocação para tal, devem ser incorporados a cada uma das zonas conforme as correspondentes diretrizes. Assim, por exemplo, equipamentos educacionais ou de saúde já existentes devem adaptar-se aos usos e ocupações estabelecidos para as zonas em que se situam questões facilmente resolúvel devido à flexibilidade das referidas recomendações, como veremos a seguir. Particularmente, a descrição setorial a seguir aproveitará para introduzir 02 (dois) parâmetros que fazem parte do instrumental oferecido pelo Estatuto da Cidade, a saber: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 19 Índicesde Restrição, e; Coeficientes de Aproveitamento. Os Índices de Restrição e Coeficientes de Aproveitamento são considerados instrumentos próprios do Plano de Uso e Ocupação do Solo e representam ferramentas: Com relação às formas de Uso (Índices de Restrição) Com relação às formas de Ocupação (Coeficientes de Aproveitamento) 2.1.2.1 Com relação às formas de Uso O Uso do Solo para efeitos deste Plano Diretor divide-se em Uso residencial o unifamiliar o multifamiliar Uso não residencial o comercial o coletivo o industrial Para descrição mais desdobrada das atividades em pauta, categorias complementares podem e devem ser utilizadas, tais como usos mistos, usos institucionais, administrativos, etc. As atividades de uso não residencial são permitidas nos diferentes setores da cidade, dependendo de seu porte, sua natureza e intensidade do incômodo gerado por essas atividades com relação àquelas de sua vizinhança imediata, verificado em todos os casos o grau de restrição de atividades. 2.1.2.1.1 Com relação às formas de Uso, ficam estabelecidas complementarmente 02 (duas) formas de uso, a saber: ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 20 Uso Básico Uso Adicional 2.1.2.1.2 Com relação ao Uso Adicional definem-se 04 (quatro) categorias de lote por uso, segundo o grau de restrição de atividades ocorrentes nos mesmos: Lotes de maior restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R1 (basicamente lotes destinados à habitação unifamiliar); Lotes de média restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R2; Lotes de baixa restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R3; e Lotes com restrição à residência (basicamente lotes institucionais e industriais de atividades incompatíveis com habitação) – R4. A localização na malha urbana das categorias de lote por uso e das atividades incômodas é determinada, em princípio, em função das características das áreas nas quais se inserem e da hierarquia das vias que as acessam. Assim, os lotes para habitação unifamiliar são acessados, em princípio, por vias locais e se inserem em áreas residenciais com essas características. Lotes onde existe interesse em se ter comércio local no térreo e habitação num primeiro pavimento são acessados por vias secundárias e/ou principais, dependendo dos correspondentes coeficientes de aproveitamento (vide item subsequente). Junto a espaços públicos agregadores (largos, praças, etc.) é interessante que o grau de restrição seja do tipo R3, incentivando o comércio de porte não local. Lotes para atividades potencialmente poluentes terão seus acessos e projetos desenvolvidos caso a caso, apesar de haver tecnologia acessível, porém muito cara, para viabilizar localização dessas atividades em qualquer local. 2.1.2.2 Com relação às formas de Ocupação As formas de ocupação são determinadas basicamente a partir da fixação do coeficiente de aproveitamento e dos afastamentos e outros parâmetros. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 21 Chama-se coeficiente de aproveitamento o índice que, multiplicado pela área do lote resulta na área máxima de construção permitida no lote. Deve-se utilizar 02 (dois) tipos de coeficiente: Coeficiente de Aproveitamento Básico - CAB, que representa o potencial construtivo definido para o lote (se for possível considerando a média dos potenciais construtivos da área existentes). Este coeficiente é outorgado gratuitamente. Coeficiente de Aproveitamento Máximo - CAM, que representa o potencial construtivo máximo definido para o lote. A diferença entre o CAB e o CAM é outorgada onerosamente, no momento de seu usufruto. Os coeficientes de aproveitamento, os afastamentos e outros parâmetros propostos, resultam de uma apreciação crítica da situação atualmente existente e do potencial de crescimento e dinamização pretendido. O Mapa 44 no Volume III/III registra as diferentes zonas descritas a seguir e, com elas, as áreas onde os diferentes Índices de Restrição e Coeficientes de Aproveitamento (CAB e CAM) são aplicáveis. 2.1.2.2.1.1 Zona 01 / Porto das Barcas Situa-se em território relativamente bem delimitado. Corresponde à porção mais antiga de Parnaíba e ainda integra em sua estrutura espacial, embora apresente problemas de manutenção da mesma e abandono de utilização, ambos devido a deslocamentos de centralidade para outras áreas da cidade. Por outro lado, essa área sofre o impacto da ligação da ponte com a Ilha Grande de Santa Isabel, tanto pelo conflito entre o tamanho e configuração daquela e a delicadeza do antigo tecido do Porto das Barcas – ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 22 quanto pela geração de forte e pesado fluxo de circulação que atravessa essa zona. As propostas acima apresentadas visam minimizar tais impactos negativos. Esta é a zona com principal papel simbólico no que se refere à história e tradição cultural parnaibana, fato que encaminha para preservação rigorosa das características de estruturação de seu conjunto espacial e resgate de fragilidades da mesma. Por outro lado, este papel sugere revitalização da utilização cotidiana e esporádica da zona em questão, tanto por parte dos habitantes da cidade, quanto daqueles que a visitam, mas impede usos do solo por práticas e atividades que impliquem prejuízos da configuração do conjunto ou contribuam para seu abandono. Finalmente, essa zona deve ter monitoramento contínuo dos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). Sendo que isso deverá ocorrer em conjunto com a gestão de todas as secretarias municipais e a integração das associações de moradores e de outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba. É fundamental que esse consórcio de atores sociais discuta, exercite e implemente políticas públicas setoriais (especialmente de educação em diversos níveis, saúde e saneamento básicos, comunicação de massas e turismo) que garantam a consecução das diretrizes que se seguem, quanto a: 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R2 o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de configuração do espaço do conjunto da Zona 01, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor. Recomenda-se implantação de mercado popular em um dos prédios do Porto das Barcas, para abrigar vendedores ambulantes atuando no momento nas vias públicas da Zona 02; o usos do solo, complementares aos prioritários ou básicos, para atividades habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem perda das características de configuração do espaço do conjunto da Zona 01, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 23 o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte (shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para atividades de serviços de grande porte, demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo veicular (tais como hospitais gerais, presídios, edifícios para ensino regulamentar e certos órgãos da administração pública); o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); o proibidos usos do solo para atividades artesanais demandantes de grandes áreas, geradoras de forte fluxo veicular ou que apresentem potencialpericulosidade à integridade física do conjunto da Zona 01; o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; o permitida circulação de pedestres, ciclistas e veículos automotores leves (motocicletas, automóveis, vans, furgões e caminhonetes); o permitido uso para estacionamento veicular em áreas públicas apenas ao longo das vias principais e paralelamente ao meio-fio; o proibidos circulação e estacionamento de veículos pesados e de grande porte (tais como ônibus e caminhões) em todo o território da Zona 01; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 01 devem atender a estas e às normas subsequentes deste Plano Diretor; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 01 devem ser autorizados pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 2. Malha viária: preservação rigorosa do traçado nessa área; não se admitem supressão, abertura, alargamento ou estreitamento de vias, nem ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 24 inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.). 3. Parcelamento: preservação rigorosa do parcelamento nessa área; não se admitem desmembramentos ou remembramentos de lotes. 4. Taxas de ocupação dos lotes: preservação rigorosa das taxas de ocupação dos lotes nessa área; não se admitem reduções ou aumentos das mesmas. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: preservação rigorosa dos coeficientes de aproveitamento nessa área; não se admitem reduções ou aumentos dos mesmos. 6. Afastamentos: preservação rigorosa dos afastamentos dos lotes frontais, laterais e posteriores nessa área; não se admitem quaisquer alterações nos mesmos. 7. Taxa de impermeabilização área livre privatizada: preservação rigorosa das taxas de impermeabilização das áreas livres privatizadas nos lotes, conforme nessa área existentes; não se admitem quaisquer alterações nas mesmas. 8. Cotas de cumeeira: preservação rigorosa das cotas de cumeeira dos edifícios nessa área existentes; não se admitem reduções ou aumentos nas mesmas. 9. Volumetria edilícia: preservação rigorosa da forma volumétrica dos edifícios nessa área, inclusive de suas coberturas (telhados); não se admitem quaisquer alterações nas dimensões e proporções da volumetria edilícia (tanto do corpo das edificações quanto de suas coberturas / telhados). Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos, desde que não desfigurem a composição volumétrica preservada por esta norma. 10. Fachadas: preservação rigorosa da composição de fachadas voltadas para as áreas livres públicas dos edifícios nessa área, em termos de: o proporções entre área total das superfícies de vedação e das aberturas; o tamanho das aberturas; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 25 o tipo de esquadrias; o incidência de beirais ou frontões; o incidência de elementos decorativos originais. Não se admitem quaisquer alterações nos referidos elementos, inclusive supressões ou inclusões tais como elementos decorativos e luminárias; intervenções datadas dos últimos vinte anos devem ser analisadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN) em relação a sua eventual ação descaracterizadora nos tipos originais das fachadas. Elementos apostos às fachadas, em termos de toldos e veículos de propaganda, devem ter projeto e execução rigorosamente acompanhados pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN), para que não incorram em desfiguração dos tipos originais das fachadas onde se inserem. Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos nas fachadas voltadas às áreas livres públicas, desde que não desfigurem a composição das referidas fachadas preservadas por esta norma. 11. Organização interna dos edifícios: preservar preferentemente a organização interna de todos os edifícios desta zona 01, mas, caso necessário, alterações na composição de seus interiores não devem desfigurar suas características fundamentais. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 26 o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 12. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semi-públicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto do espaço urbano desta zona 01. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 13. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem: o seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor; o ter aprovação dos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); o ser justificadas por manutenção do tecido existente ou reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes, desabamentos ou similares. 2.1.2.2.1.2 Zona 02 / Centro antigo Corresponde à primeira área de expansão do Porto das Barcas e contém sinais dessa época principalmente em seu traçado urbano (malha viária, parcelamento fundiário e presença de pequenos quintais arborizados), pois a grande maioria das edificações originais já foi substituída ou bastante modificada, embora com pontuais rupturas na homogeneidade de suas pequenas alturas. Entretanto, existem alguns ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 27 exemplares com características edilícias íntegras e significativas, embora ameaçados por carência de manutenção ou descaracterização de reformas; são antigas igrejas e prédios que testemunham o ecletismo e, mais raramente, o art déco. Destacam-se ainda como marcante característica desse tecido algumas praças, que se apresentam como expressivas clareiras no espesso tecido que caracteriza o centro antigo de Parnaíba. Por outro lado, trata-se de uma zona com intensa vitalidade, abrigando práticas e atividades que a qualificam como o verdadeiro centro urbano dessa cidade: comércio e serviços muito diversificados e com diversos portes e abrangências, estabelecimentos de administração pública e uso habitacional unifamiliarem toda a sua extensão, este frequentemente associado (no mesmo prédio ou lote) às demais atividades citadas. Essas características positivas à vida urbana de Parnaíba vêm acompanhadas de sérios problemas de circulação viária e de pedestres em todo seu contexto, provenientes em grande parte do impacto do porte das citadas atividades centrais em um tecido delicado, com malha viária reticulada e irregular, ruas e calçadas estreitas e lotes pequenos. Aos papéis de testemunho histórico e centro urbano, deve-se somar à ZONA 02 aquele de amortecimento temático em relação à ZONA 01 (Porto das Barcas): embora com preservação das características de sua paisagem urbana, a ZONA 02 não solicita proteção rigorosa de todos os seus edifícios, mas apenas de alguns com valor testemunhal, a serem futuramente listados. A manutenção paisagística ocorrerá por meio da permanência dos atributos configurativos da malha viária, do sistema de parcelamento e do direito de construção nos lotes; incentivam-se nela atividades de caráter central, mas estas devem ser monitoradas quanto a geração de excessivo fluxo circulatório de veículos pesados. Estes últimos devem ter acesso esporádico à área, em períodos fora dos horários comerciais, salvo emergências (bombeiros, ambulâncias e polícia). Não se incentiva acessibilidade de veículos motorizados a essa zona (e, por seu intermédio, também à ZONA 01), medida que se justifica também pelas pequenas distâncias a serem percorridas a pé (maior distância é de 950m, da Esplanada à margem do rio Igaraçu); por isso, os estacionamentos públicos são escassos, organizados paralelamente ao meio-fio das calçadas; não há vias arteriais, mas a circulação, reduzida, flui pelas inúmeras ruas da malha reticulada que irriga plenamente toda a ZONA 02. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 28 Assim como a anterior, essa zona deve ter monitoramento contínuo dos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). Isto deve realizar-se em conjunto com todas as secretarias municipais e associações de moradores e de outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, em consórcio que discuta, exercite e implemente políticas públicas em diversos setores, mas principalmente educação em vários níveis, saúde e saneamento básicos, comunicação de massas e turismo, tais que garantam a consecução das diretrizes que se seguem, quanto a: 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R2 o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de configuração do espaço do conjunto da Zona 02, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem prejuízo das características de configuração do espaço do conjunto da Zona 02, descritas nos próximos itens de normas deste documento; o proibidos usos do solo para atividades comerciais varejistas de grande porte (shoppings, mercados, supermercados etc.), atacadista e lojas voltada à construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para atividades de serviços de grande porte, demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de forte fluxo veicular (tais como hospitais gerais, presídios, edifícios para ensino regulamentar e certos órgãos da administração pública); o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de intenso fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); o proibidos usos do solo para atividades artesanais demandantes de grandes áreas, geradoras de forte fluxo veicular ou que apresentem potencial periculosidade à integridade física do conjunto da Zona 02; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 29 o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; o permitida circulação de pedestres, ciclistas e veículos automotores leves (motocicletas, automóveis, vans, furgões e caminhonetes); o permitido uso para estacionamento veicular em áreas públicas apenas ao longo das vias principais e paralelamente ao meio-fio; o proibidos circulação e estacionamento de veículos pesados e de grande porte (tais como ônibus e caminhões) em todo o território da Zona 02; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 02 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste Plano Diretor ; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 02 devem ser autorizados pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. 2. Malha Viária: preservação rigorosa do traçado nessa área; não se admitem supressão, abertura, alargamento ou estreitamento de vias nem inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.). 3. Parcelamento: preservação rigorosa do parcelamento nessa área; não se admitem desmembramentos ou remembramentos de lotes. 4. Taxas de ocupação dos lotes: preservação rigorosa das taxas de ocupação dos lotes nessa área existentes; não se admitem reduções ou aumentos das mesmas. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: preservação rigorosa dos coeficientes de aproveitamento nessa área; não se admitem reduções ou aumentos dos mesmos. 6. Afastamentos: preservação rigorosa dos afastamentos dos lotes frontais, laterais e posteriores nessa área existentes; não se admitem quaisquer alterações nos mesmos. 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: preservação rigorosa das taxas de impermeabilização das áreas livres privatizadas nos ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 30 lotes, conforme nessa área existentes; não se admitem quaisquer alterações nas mesmas. 8. Cotas de Cumeeira: preservação rigorosa das cotas de cumeeira dos edifícios nessa área existentes; não se admitem reduções ou aumentos nas mesmas. 9. Volumetria edilícia: preservação rigorosa da forma volumétrica dos edifícios nessa área existentes, inclusive de suas coberturas (telhados); não se admitem quaisquer alterações nas dimensões e proporções da volumetria edilícia (tanto do corpo das edificações quanto de suas coberturas / telhados). Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos, desde que não desfigurem a composição volumétrica preservada por esta norma. o preservação da forma volumétrica de todos os edifícios dessa área, assim como de regra para novas construções nela no que se refere às diretrizes expostas nos itens 4, 5, 6, 7 e 8 para esta Zona. o preservação rigorosa da forma volumétrica dos edifícios desta zona 02 a serem futuramente listados tal como existentes, inclusive de suas coberturas (telhados); não se admitem quaisquer alterações nas dimensões e proporções de sua volumetria edilícia (tanto do corpo das edificações quanto de suas coberturas / telhados). Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos, desde que não desfigurem a composição volumétrica preservada por esta norma. 10. Fachadas: preservação da composição de fachadas voltadas para as áreas livres públicas dos edifícios desta zona 02, tal como, em termos de: o proporções entre área total das superfícies de vedação e das aberturas; o tamanho das aberturas; o tipo de esquadrias; o incidênciade beirais ou frontões; o incidência de elementos decorativos originais. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 31 Não se admitem quaisquer alterações nos referidos elementos, inclusive supressões ou inclusões tais como elementos decorativos e luminárias; intervenções datadas dos últimos vinte anos devem ser analisadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN) em relação a sua eventual ação descaracterizadora nos tipos originais das fachadas. Elementos apostos às fachadas, em termos de toldos e veículos de propaganda, devem ter projeto e execução rigorosamente acompanhados pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN), para que não incorram em desfiguração dos tipos originais das fachadas onde se inserem. Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos nas fachadas voltadas às áreas livres públicas, desde que atendam ao item desta zona. 11. Organização interna dos edifícios: preservar preferentemente a organização interna dos edifícios desta zona 02 listados como significativos. Caso necessário, alterações na composição dos interiores desses edifícios não devem desfigurar suas características fundamentais, não podendo implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); o organização interna de novos edifícios nessa Zona 02 não devem alterar as características para os mesmos expostas nos itens 3 a 10 referentes àquelas. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 32 12. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semi públicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto do espaço urbano desta zona 02, expostas nos itens 1, 2, 3, 5 e 6 para referida Zona. Devem apenas ocorrer se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 02 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 13. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem: o seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor; o em caso de lotes correspondentes edifícios considerados bens culturais, ter aprovação dos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); o ser justificadas por manutenção do tecido existente, reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes, desabamentos ou similares ou necessidades de adequação do tecido urbano a diretrizes desse Plano Diretor. 2.1.2.2.1.3 Zona 03 / Zona Especial de Interesse Ambiental. Trata-se zona situada em território bem demarcado, que deve comportar-se como zona de tamponamento entre áreas habitacionais gerais e áreas ambientalmente vulneráveis, tal como proposto. Sua particularidade reside no fato de, em se constituindo como zona de tamponamento, deve realizar essa função entre áreas urbanas centrais e periféricas, e entre áreas urbanas e corpos d’água, parques urbanos e áreas ambientalmente sensíveis. Corresponde a um anel, integrando o perímetro urbano da cidade, com presença constante de agua e áreas verdes. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 33 O caráter mais bucólico destas áreas deve ser preservado e incentivado, de modo a garantir uma acessibilidade a pontos de mirante e a vias perimetrais ligando os mesmos. As atividades comerciais que por ventura forem adotadas levarão em consideração estas particularidades. As áreas próximas aos elementos com maior expressividade ambiental, como as margens das lagos, rios, mangues e dunas, devem ser analisadas à luz da legislação ambiental vigente. A preservação destas áreas deve ser ação prioritária por parte do Município e os projetos turísticos para a valorização destas regiões devem ser incentivados. Essa característica, assim como as demais enunciadas a seguir, deve ser objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação a: 1. Uso do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R2 o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem descaracterização dos atributos de configuração do espaço do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de configuração do espaço do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; o proibidos usos do solo para atividades comerciais varejistas de grande porte (shoppings, mercados, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 34 o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 03 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste Plano Diretor. 2. Malha viária: preservação rigorosa do traçado nessa área existente. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de configuração do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 3. Parcelamento: preservação do parcelamento nessa área existente. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só deverão ser admitidos se necessários as adequações do tecido urbanizado desta zona 03 para usos constantes do item 1) a ela referido neste Plano Diretor. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor. 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 60% (sessenta por cento) da área de solo de cada lote. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: deve atingir no máximo, 1,0 (uma vez) o valor da área de solo de cada lote. o CAB: 1,0 o CAM: 1,0 6. Afastamentos: o frontais: podem ser nulos ou, no máximo, até 03 m em toda a Zona 03; o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das taxasde ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 03; o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 03, porém sempre de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos das edificações. ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 35 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes permitidos para esta Zona 03, não devem ser impermeabilizadas, mas ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas da região de Parnaíba. 8. Cotas de cumeeira: as cotas de cumeeira máximas admitidas em toda a Zona 03 não devem ultrapassar 10m (dez metros), contados a partir da soleira no nível médio do terreno. 9. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto do espaço urbano desta zona 03. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 03 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; 10. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor. Todas as autorizações em relação ao uso e ocupação do solo nesta zona só poderão ser expedidas após a expedição da licença ambiental. 2.1.2.2.1.4 Zona 04 / Margens de vias principais Trata-se de caracterizar as formas de uso e formas de ocupação das áreas lindeiras às vias arteriais principais que, em função da acessibilidade oferecida pelas mesmas, assumem de certa forma o papel de complementar as atividades mais centrais descritas para a ZONA 02, levando uma série de comércios e equipamentos de certo porte para os bairros periféricos. A ideia básica é que estas áreas lindeiras às vias arteriais principais sejam ocupadas com usos comerciais e de serviços no térreo, e habitação nos pavimentos superiores, de modo a constituir os correspondentes espaços públicos das vias com ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 36 atividades alimentadoras dos mesmos, sem deixar de incentivar a ocupação com residência, na forma de habitação coletiva / apartamentos, para não esvaziar estas áreas no período noturno e de fim de semana. As áreas lindeiras às vias arteriais principais são tratadas como uma zona única, apesar de diferenciáveis, porque a filosofia é a mesma e as diferenças, quando existirem, referem-se à parâmetros quantitativos discriminados nos momentos oportunos. Por esta razão, a mancha que define sua área de abrangência não é figurada no Mapa 44 do Volume III/III, por ser considerada toda a extensão do lote com testada para as vias principais que estão definidas no mapeamento deste documento. Assim como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação a: 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: o Índice de Restrição: R3 o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços compatíveis com as características de configuração do espaço do conjunto da Zona 04, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades habitacionais multifamiliares sem descaracterização dos atributos de configuração do espaço do conjunto da Zona 04, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; o proibidos usos do solo para atividades comerciais de tipo atacadista e voltada a construção, indústria e agropecuarismo; o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos na Zona 04 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste Plano Diretor. 2. Malha Viária: preservação das características de continuidade do traçado viário dessas Zonas em relação às Zonas Habitacionais adjacentes às ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 37 mesmas. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem implicar barreiras ou descontinuidades entre a malha dessas Zonas e daquelas a elas adjacentes, nem alterar atributos de configuração do conjunto da Zona 04, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 3. Parcelamento: adequação do parcelamento existente nessas áreas, com eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes se necessários a adequações do tecido urbanizado desta zona 04 para usos constantes do item 1) a ela referido neste Plano Diretor. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor. 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 80% (oitenta por cento) da área de solo de cada lote. 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: podem atingir, no máximo, 4 (quatro) vezes da área de solo de cada lote. o CAB: 1,0 o CAM: 4,0 para as vias principais centrais 6. Afastamentos: o frontais: devem ser nulos em toda a Zona 04; o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 04; o laterais: devem ser nulos no nível térreo em todos os lotes da Zona 04. Nos demais pavimentos, afastamentos laterais podem ser variáveis, de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos das edificações, atendendo aos limites estabelecidos pelas taxas de ocupação e índices de aproveitamento dos lotes, anteriormente descritos para esta Zona. 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes permitidos para esta Zona 04, não devem ser impermeabilizadas, mas ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA REVISÃO DO PLANO DIRETOR 38 ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas da região de Parnaíba. 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar as características de conjunto do espaço urbano desta Zona 04. Neste sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas para a Zona 04 e prescritas em normas deste Plano Diretor; o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, enchentes desabamentos ou similares; 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa Zona 04 devem seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor. 2.1.2.2.1.5 Zona 05 / Zonas habitacionais gerais Trata-se das áreas para atividades habitacionais uni e multifamiliares, constituintes dos bairros classicamente residenciais, e onde o comércio se restringe ao apoio cotidiano e os equipamentos são de porte fundamentalmente local. A configuração