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ESTADO DO PIAUÍ 
PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA 
REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 
 
 
 
MUNICÍPIO DE PARNAÍBA – PI 
 
 
PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL 
 
 
 
VOLUME II / III 
 
 
 
PROPOSTA 
 
 
 
 
 
Novembro/2016 
 
ESTADO DO PIAUÍ 
PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA 
REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 2 
FLORENTINO ALVES VERAS NETO 
Prefeito Municipal 
 
 
FRANCISCO DAS CHAGAS FONTENELE 
Vice-Prefeito 
 
 
 
EQUIPE TÉCNICA 
 
Rosany Corrêa - Presidente da Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos 
Antônio Alves Cardoso - Secretário da Chefia de Gabinete 
Alcenor Rodrigues Candeira Filho - Secretário da Gestão 
Antônio Neris Machado Junior - Secretário de Transporte, Trânsito e Articulação 
com as Forças de Segurança. 
Carlos Eduardo Sousa Silva - Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos 
Maria do Amparo Coêlho dos Santos - Secretária de Infraestrutura 
David de Sousa Soares - Secretário Municipal de Saúde 
Heleno de Souza Maia - Secretário Municipal de Educação 
Wellington Rodrigues Sousa - Secretário de Esportes e Lazer 
Fábio Silva Araújo – Procurador Geral do Município 
Hiram Augusto Teles Lopes – Agência Parnaibana de Regulação de Serviços Públicos 
Maria do Rosário de Fatima Vieira da Silva - Agência Parnaibana de Regulação de 
Serviços Públicos 
Marcos Vinicius Miranda Fonteles - Superintendente de Turismo 
Helder José Souza do Nascimento – Superintendente de Cultura 
Cândido Laurindo do Val Neto - Agência Parnaibana de Regulação de Serviços 
Públicos 
João Francisco Corrêa Sebben – Secretaria de Governo 
José Djalma de Lacerda - Zona de Processamento de Exportação 
 
 
INSTITUIÇÕES PARCEIRAS 
Eletrobrás – Companhia Energética do Piauí 
Agespisa - Águas e Esgotos do Piauí S/A 
Universidade Federal do Piauí 
Universidade Estadual do Piauí 
Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba – IHGGP. 
1ª GRE - Gerência Regional de Educação 
 
 
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REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 3 
ÍNDICE 
 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 6 
1.1 Nível Urbanístico ..................................................................................................... 6 
1.2 Nível Jurídico / Fundiário ....................................................................................... 7 
1.3 Nível Social ............................................................................................................... 8 
2 DA PROPOSTA ............................................................................................................. 9 
2.1 Proposta da Estrutura do Município e Estrutura Urbana da Cidade ............. 10 
2.1.1 Descrição Geral da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) ............................. 12 
2.1.2 Descrição Setorial da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) ......................... 18 
2.1.3 Os Instrumentos e Parâmetros Urbanísticos ..................................................... 46 
2.2 Infraestrutura Urbana .......................................................................................... 52 
2.2.1 Sistema viário e circulação urbana / Estrutura dos eixos prioritários ao 
transporte coletivo ............................................................................................................... 54 
2.2.2 Abastecimento de água ..................................................................................... 64 
2.2.3 Esgotamento sanitário ....................................................................................... 66 
2.2.4 Drenagem pluvial .............................................................................................. 69 
2.2.5 Energia elétrica ................................................................................................. 89 
2.2.6 Resíduos Sólidos ............................................................................................... 90 
2.3 Sistema Normativo ................................................................................................ 94 
2.3.1 Da taxa de permeabilidade do solo ................................................................... 94 
2.3.2 Dos afastamentos obrigatórios .......................................................................... 95 
2.3.3 Da quantidade mínima de vagas para estacionamento de veículos .................. 95 
2.3.4 Da quantidade mínima de domicílios por lote .................................................. 96 
2.3.5 Do acesso e demais parâmetros de ocupação do solo ....................................... 96 
2.4 Princípios de endereçamento ................................................................................ 97 
3 RESUMO DAS DIRETRIZES EXPLICATIVAS E JUSTIFICATIVAS DA 
PROPOSTA. ...................................................................................................................... 97 
3.1 Com relação ao sítio .............................................................................................. 97 
3.2 Com relação à cidade .......................................................................................... 106 
4 PRINCIPAIS PROGRAMAS, PROJETOS E OPERAÇÕES QUE VIABILIZAM 
AS PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NO PLANO DIRETOR EM PAUTA. ....... 119 
 
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 4 
4.1 Programas ............................................................................................................ 120 
4.1.1 Programa de enquadramento legislativo. ........................................................ 120 
4.1.2 Programa de arranjo institucional. .................................................................. 121 
4.1.3 Programa de participação comunitária. .......................................................... 121 
4.1.4 Programa de educação sanitária e ambiental. ................................................. 122 
4.1.5 Programa de recuperação ambiental. .............................................................. 122 
4.1.6 Programa de recuperação, restauro e preservação do Patrimônio Histórico, 
Artístico e Cultural ............................................................................................................ 123 
4.1.7 Programa de desenvolvimento do turismo ...................................................... 124 
4.1.8 Programa pedestre / ciclista 24 horas ............................................................. 125 
4.2 Projetos ................................................................................................................. 125 
4.2.1 Projeto de Preservação do Porto das Barcas ................................................... 125 
4.2.2 Projeto de Preservação da antiga Área Central ............................................... 126 
4.2.3 Projeto do novo Centro ................................................................................... 126 
4.2.4 Projeto do Centro de Convenções / Museus / Aquário ................................... 127 
4.2.5 Projeto de Área para Atividades geradoras de poluição sonora (Autódromo, 
grandes eventos, etc.)......................................................................................................... 128 
4.2.6 Projeto do Parque Urbano do Cantagalo ......................................................... 129 
4.2.7 Projeto do Parque Urbano do Bebedouro ....................................................... 129 
4.2.8 Projeto da área da lagoa do Portinho .............................................................. 130 
4.2.9 Projeto da área da lagoa da Prata .................................................................... 130 
4.2.10 Projeto da área do litoral / praias .................................................................. 130 
4.2.11 Projeto da área das vilas cooperadas .............................................................atualmente existente refere-se basicamente aos bairros de 
Parnaíba, denominados por meio da Lei Municipal nº 1.650 de 13 de novembro de 1998, 
publicada em 13.11.98; Lei 2.700 de 05 de junho de 2012, publicada no Diário Oficial 
06.06.2012. Compostos pelo Centro da cidade, 31 (trinta e um) Bairros e 01 Comunidade. 
Como proposição, de forma a melhor adequação ao crescimento e 
desenvolvimento da cidade, apresentar-se-á nova configuração dos bairros, no total de 46 
(quarenta e seis), observando-se que nem todos dos bairros estão exatamente inseridos 
nesta zona, em virtude da extensão e particularidades do município, o que não faz perder a 
característica de bairros e sua essência de área habitacional. 
Sugere-se, via projeto de lei, servindo de anexo à Lei do Plano Diretor, 
delimitação do perímetro e denominação de novos bairros, na forma do projeto descrito no 
item 3.2.12. 
 
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 39 
Como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto de 
permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de 
moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua 
consecução em relação a: 
 
 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R1 
o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares sem 
descaracterização dos atributos de configuração do conjunto da Zona 
05, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de 
comércio e serviços compatíveis com as características de 
configuração do espaço da Zona 05, descritas nos próximos itens de 
normas deste documento; 
o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte 
(shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, 
indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, 
reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de 
grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 05 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste 
documento. 
 2. Malha viária: preservação do traçado viário das diversas áreas contidas 
nesta zona 05. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou 
estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários 
(como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar 
características de configuração do espaço da Zona 05, descritas nos 
próximos itens de normas para a mesma. 
 3. Parcelamento: preservação do parcelamento das diversas áreas contidas 
nesta zona 05. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só 
 
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deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado 
desta zona 05 para usos constantes do item 1) a ela referido neste 
documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem 
descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos 
itens de normas deste documento. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 60% (sessenta 
por cento) da área de solo de cada lote. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: devem atingir, no máximo, 
1,0 (uma vez) o valor da área de solo de cada lote. 
o CAB: 0,6 
o CAM: 1,0 
 6. Afastamentos: 
o frontais: devem ter, no máximo, até 03m em toda a Zona 05; 
o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das 
taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 
05; 
o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, 
com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de 
aproveitamento dos lotes na Zona 05, porém sempre de modo a 
possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos 
das edificações. 
 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres 
privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes 
permitidos para esta Zona 05, não devem ser impermeabilizadas, mas 
ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas 
da região de Parnaíba. 
 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto desta zona 05. Neste sentido, não podem 
implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas 
neste documento e apenas ocorrerem se: 
 
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o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 05 e prescritas em normas deste documento; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares. 
 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir 
rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse documento. 
 
2.1.2.2.1.6 Zona 06 / Setores Industriais 
 
Trata-se de caracterizar as áreas correspondentes aos setores industriais, que 
ocorrem na área que delimita a Zona de Processamento de Exportação – ZPE, assim como 
as áreas de seu entorno, por ser a ZPE a principal indutora deste setor. Esta proposta só faz 
consolidar uma tendência hoje existente, já que a ZPE, seu entorno e as áreas delimitadas 
pela BR 343, a BR 402 e a Avenida 19 de Outubro, especificamente neste trecho, já 
apresentam instalações e equipamentos industriais ao longo de seus traçados. Com a 
localização do Setor Industrial nesta área preserva-se, por um lado, a expansão urbana ao 
longo da BR 343 e BR 402 no seu sentido leste/oeste; por outro, garante-se uma excelente 
acessibilidade à área, sem perturbar as atividades urbanas mais locais, assim como o 
escoamento da possível produção seja no sentido do aeroporto, do porto ou dos estados 
vizinhos, ou, numa visão mais ampla, das áreas mais lindeiras dos estados vizinhos com 
relação à infraestrutura de escoamento oferecida pelo Município de Parnaíba. 
Assim como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto 
de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de 
moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua 
consecução em relação a: 
 
 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R4 
o uso prioritário do solo para atividades industriais, de armazenamento, 
estocagem, reparos e similares demandantes de grandes áreas; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de 
comércio e serviços compatíveis com as características de 
 
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configuração do espaço do conjunto da Zona 06, descritas nos 
próximos itens de normas deste documento; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades 
habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem descaracterização 
dos atributos de configuração do espaço do conjunto da Zona 06, 
descritas nos próximos itens de normas deste documento; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades 
comerciais e de serviços complementares aos usos prioritários e 
complementares compatíveis com as características de configuração 
do espaço do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de 
normas deste documento; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 06 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste 
documento. 
 2. Malha viária: preservação do traçadoviário das áreas contidas nesta 
zona 06. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de 
vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, 
rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de 
configuração do conjunto da Zona 06, descritas nos próximos itens de 
normas para a mesma. 
 3. Parcelamento: preservação do parcelamento das diversas áreas contidas 
nesta zona 06. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só 
deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado 
desta zona 06 para usos constantes do item 1) a ela referido neste 
documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem 
descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos 
itens de normas deste documento. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 70% (setenta 
por cento) da área de solo de cada lote. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: podem atingir, no máximo, 
1,2 (um ponto 2) da área de solo de cada lote. 
o CAB: 0,4 
 
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o CAM: 1,2 
 6. Afastamentos: 
o frontais: devem ser de 05 (cinco) metros em toda a Zona 06, para 
possibilitar carga e descarga de mercadorias; 
o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das 
taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 
06; 
o laterais: devem ser variáveis, de modo a possibilitar ventilação, 
insolação e iluminação dos espaços internos das edificações, 
atendendo aos limites estabelecidos pelas taxas de ocupação e índices 
de aproveitamento dos lotes, anteriormente descritos para esta Zona. 
 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres 
privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes 
permitidos para esta Zona 06, não devem ser impermeabilizadas, mas 
ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas 
da região de Parnaíba. 
 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto do espaço urbano desta zona 06. Neste 
sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas 
anteriormente expressas neste documento e apenas ocorrerem caso 
solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades adequadas 
para a Zona 06 e prescritas em normas deste documento. 
 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir 
rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor. 
 
2.1.2.2.1.7 Zona 07 / Zonas de expansão habitacionais 
 
Trata-se de caracterizar as formas de uso e de ocupação daquele trecho do 
território que fará a transição entre as áreas com ocupações eminentemente urbanas e as 
áreas com atividades rurais. Nesse sentido, esta zona poderá caracterizar-se como dando 
continuidade às atividades rurais na escala familiar, ou abrigando atividades de recreio 
 
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como opção para moradores da área mais eminentemente urbana, ou como residência. As 
formas de uso e ocupação devem ser objeto de permanente discussão e ações integrando as 
secretarias municipais, associações de moradores e outras entidades comunitárias 
existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua consecução em relação aos índices de 
restrição, taxas de ocupação, coeficientes de aproveitamento, taxas de impermeabilização e 
recomendações gerais. 
Por tratar-se de uma situação “limite” (no sentido conceitual e no sentido 
geográfico) não cabem neste lugar considerações muito detalhadas nem muito restritivas. 
 
 1. Usos do solo: As atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R1 
o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares, 
multifamiliares e atividades rurais 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades 
artesanais com comercialização; 
o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte 
(shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, 
indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, 
reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de 
grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais. 
 
 2. Malha viária: Preservação do traçado viário das diversas áreas contidas 
nesta zona 07. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou 
estreitamentos de vias, assim como inclusão de novos elementos viários 
(como canteiros, rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem alterar 
características de configuração do espaço da Zona 07, descritas nos 
próximos itens de normas para a mesma. 
 3. Parcelamento: Preservação do parcelamento das diversas áreas contidas 
nesta zona 07. Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só 
deverão ser admitidos se necessários a adequações do tecido urbanizado 
 
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 45 
desta zona 07 para usos constantes do item 1) a ela referido neste 
documento. Em tais casos, alterações de parcelamento da terra não devem 
descaracterizar a fisionomia do conjunto dessa Zona, descritas nos próximos 
itens de normas deste documento. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: Devem atingir máximo de 60% (sessenta 
por cento) da área de solo de cada lote. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: Devem atingir, no máximo, 
1,0 (uma vez) o valor da área de solo de cada lote. 
o CAB: 0,6 
o CAM: 1,0 
 6. Afastamentos 
o frontais: devem ter, no máximo, até 03m em toda a Zona 07; 
o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das 
taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 
07; 
o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, 
com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de 
aproveitamento dos lotes na Zona 07, porém sempre de modo a 
possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos 
das edificações. 
 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres 
privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes 
permitidos para esta Zona 07, não devem ser impermeabilizadas, mas 
ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas 
da região de Parnaíba. 
 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto desta zona 07. Neste sentido, não podem 
implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas 
neste documento e apenas ocorrerem se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 07 e prescritas em normas deste documento; 
 
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o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares. 
 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir 
rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse documento. 
 
2.1.3 Os Instrumentos e Parâmetros Urbanísticos 
 
Os instrumentos e parâmetros urbanísticos anunciados anteriormente, com 
origem e respaldo no Estatuto da Cidade, referem-se a uma série de instrumentos que 
regulam a dinâmica das formas de usos e ocupações nessas áreas, tais como descritos 
estaticamente acima. Os instrumentos apresentados a seguir foram selecionados tanto no 
âmbito dos instrumentos urbanísticos quanto no âmbito dos instrumentos fundiários. Os 
critérios de seleção estruturaram-se basicamenteem torno de sua aplicabilidade à situação 
do Município / Cidade de Parnaíba. 
 
 Outorga Onerosa do Direito de Construir (com correspondente 
Transferência do Potencial Construtivo) 
 Outorga Onerosa de Alteração de Uso 
 Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário 
 Direito de Preempção 
 Direito de Superfície 
 Estudo de Impacto de Vizinhança 
 Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS 
 Do Fundo de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba – FUNDURB 
 Do Conselho Municipal de Planejamento de Parnaíba 
 
2.1.3.1 Outorga Onerosa do Direito de Construir (com correspondente Transferência do 
Potencial Construtivo). 
 
Existe um coeficiente básico de aproveitamento do lote, onde o proprietário 
pode construir sem ônus, tal como explicado no item anterior. Existiria um coeficiente 
 
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 47 
máximo de aproveitamento do lote, que o proprietário pode usufruir ou não, também 
explicado. Em usufruindo essa outorga, que é onerosa, não é gratuita, ele deverá pagar por 
ela. O valor pago pode ser utilizado para os mais diversos objetivos, vinculados à melhoria 
urbana (regularização fundiária, desapropriação, projetos, fundos de habitação social, 
equipamentos urbanos e comunitários, preservação / recuperação ambiental, etc.) 
Vinculado a este instrumento existe um outro, de certa forma complementar 
– a Operação de Transferência de Potencial Construtivo – que permite aos proprietários de 
imóveis sobre os quais há interesse por parte do poder público em preservá-los (tanto 
patrimonial quanto ambientalmente) em vender ou transferir para outro imóvel a diferença 
entre o coeficiente real de aproveitamento, e o básico e/ou máximo. Estas vendas podem 
alimentar um banco de potenciais construtivos. 
Este instrumento será aplicado naquelas áreas onde existem CAB e CAM, e 
sobre a diferença do potencial construtivo. 
 
2.1.3.2 Outorga Onerosa de Alteração de Uso 
 
Existe um certo uso e interessa coletivamente a sua mudança para um outro 
uso que valoriza a propriedade. No momento de usufruir dessa mudança e se apropriar 
dessa valorização, o proprietário deverá pagar por ela. O valor pago pode ser utilizado para 
os mais diversos objetivos, vinculados à melhoria urbana (regularização fundiária, 
desapropriação, projetos, fundos de habitação social, equipamentos urbanos e 
comunitários, preservação / recuperação ambiental, etc.). Mas a contrapartida não precisa 
ser necessariamente financeira. No caso de passagem de rural para urbano a contrapartida 
pode ser a participação na implantação de infraestrutura, equipamentos públicos, parques, 
espaços coletivos, etc. 
Este instrumento será aplicado em toda a área em pauta, toda vez que uma 
mudança de uso concedida representa uma valorização do lote. Portanto não exigirá o 
correspondente mapeamento. 
 
2.1.3.3 Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário 
 
 
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O Poder Público, os Proprietários, os Usuários Permanentes e os 
Investidores Externos podem se associar visando implementar empreendimentos de 
interesse de todos. O caso do Consórcio Imobiliário pressupõe uma parceria entre 
proprietários, construtores e o poder público, sendo que a produção (de casas, por 
exemplo) é distribuída proporcionalmente entre os investidores. 
Este instrumento será aplicado em 05 (cinco) áreas especiais, a saber: 
 
 Área Especial 1: proposta de um novo Centro Comercial e Administrativo, 
a ser considerado entre as avenidas Pinheiro Machado e avenida 19 de 
Outubro a partir da parcerias público/privada; 
 Área Especial 2: parques urbanos do Cantagalo, do Bebedouro. Como no 
caso anterior, seriam construídos ao longo dos próximos anos a partir da 
parceria público/privada; 
 Área Especial 3: correspondente ao equipamento estruturado em torno de 
um Centro de Convenções / Museu da Parnaíba, Aquário Municipal; 
proposto no entroncamento da BR 343 com a saída para o litoral, podendo 
ser também instalados nas margens da Avenida 19 de Outubro entre a BR 
343 e 402; 
 Área Especial 4: correspondente a áreas adequadas para a instalação de 
equipamento estruturado para prática de corridas de carros, fórmula truck, 
corridas de motocross, de mountain-bike, e de eventos das mais variadas 
atividade de entretenimento de som em geral; 
 Área Especial 5: correspondente à área da Lagoa do Portinho e Lagoa da 
Prata como parques ambientais, visando o uso para fins turísticos e sua 
preservação; 
 
2.1.3.4 Direito de Preempção 
 
O Poder Público tem preferência na aquisição de imóveis urbanos colocados 
à venda no mercado (por exemplo, interesse em comprar prédios de interesse histórico / 
patrimonial, áreas para expansão urbana, áreas para programas de construção de habitações 
populares, etc.) 
 
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Aplicável nas áreas de interesse histórico, de equipamentos comunitários e 
urbanos estruturantes e de parques de uso múltiplo. 
O Direito de Preempção será aplicado preferencialmente nas ZONAS 01 E 02, 
quando se tratarem de propriedades de interesse do patrimônio histórico e cultural. 
 
2.1.3.5 Direito de Superfície 
 
Trata da possibilidade do proprietário urbano de um lote conceder a outrem 
o direito de usufruto da superfície de seu terreno, por tempo determinado ou 
indeterminado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro 
de Imóveis. Isto vale também para o Poder Público. 
O Poder Público poderá utilizar o Direito de Superfície em áreas 
particulares onde haja carência, por exemplo, de equipamentos públicos e comunitários. 
Também poderá oferecer áreas públicas integrantes de seu patrimônio, concedendo 
onerosamente o Direito de Superfície em caráter transitório (do solo, subsolo ou espaço 
aéreo), para exploração por parte das concessionárias de serviços ou particulares. 
 
2.1.3.6 Estudo de Impacto de Vizinhança 
 
O Estudo de Impacto de Vizinhança tem por objetivo a avaliação de 
impactos nos casos de aumento do potencial construtivo, transferência do direito de 
construir, alteração ou extensão de uso e instalação de atividades urbanas em zona rural. 
O Estudo de Impacto de Vizinhança será executado de forma a analisar os 
efeitos positivos e negativos do empreendimento e/ou atividade propostos na área e suas 
proximidades, incluindo questões como adensamento populacional, equipamentos urbanos 
e comunitários, valorização imobiliária, uso e ocupação do solo, geração de tráfego e 
demanda por transporte coletivo, ventilação e iluminação, patrimônio cultural e natural, 
infraestruturas, etc. 
 
2.1.3.7 Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS 
 
 
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 50 
Uma área da cidade é denominada ZEIS quando fica reservada para moradia 
de interesse social. A sua caracterização como ZEIS deve conter regras claras para a 
gestão, urbanização e regularização dos assentamentos informais existentes (parâmetros 
especiais de parcelamento, uso e ocupação). Estes assentamentos informais, geralmente 
resultado de invasões, não cumprem com os requisitos mínimos exigidos pela legislação 
urbana vigente. Os parâmetros são menores (caixas de rua mínimas, tamanho de lotes 
abaixo de 125 m
2
, etc.) e geralmente são ocupadas parcialmente Áreas de Preservação 
Permanente, áreas de risco, etc. 
São declaradas Zonas de Interesse Especial as reservadas para moradia de 
interesse social. Apesar de representar um instrumento basicamente de regularização 
fundiária, ele é formatado como hipótese de trabalho visando facilitar a aplicação dos 
restantes instrumentos, calibrando a aplicação dos mesmos. 
O critério para definir e delimitar as ZEIS, pelo que foi colocado, 
estruturam-se em tornode: 
 
 áreas invadidas com parâmetros que não cumprem a legislação urbanística; 
 áreas sem equipamentos comunitários básicos; 
 áreas sem equipamentos urbanos básicos; 
 áreas que ocupam Áreas de Preservação Permanente, áreas de risco, etc. 
 áreas com situação fundiária indefinida. 
 
2.1.3.8 Do Fundo de Desenvolvimento Urbano da Parnaíba - FUNDURB 
 
A arrecadação com as outorgas onerosas e demais instrumentos listados, 
quando aplicados, será recolhida junto a um Fundo de Desenvolvimento Urbano da 
Parnaíba, criado por meio de lei específica. Este Fundo será constituído pelos seguintes 
recursos: 
 
 Recursos oriundos da aplicação dos instrumentos acima assinalados, além 
de outros previstos em leis específicas, a saber: 
o concessão de uso; 
o concessão de direito real de uso; 
 
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 51 
o arrendamento; 
o retrovenda; 
o locação; 
o alienação; 
o outorga onerosa do direito de construir e da alteração de uso; 
o rendas provenientes da aplicação financeira dos seus recursos 
próprios; 
o doações; 
o outras receitas que lhe sejam destinadas por lei. 
 Contribuições e subvenções de instituições financeiras locais 
 Recursos provenientes de convênios com organismos e entidades nacionais 
ou internacionais, governamentais e não governamentais. 
 Doações de pessoas físicas e jurídicas 
 Retorno das aplicações nos projetos e programas e 
 Receitas diversas. 
 
Os recursos auferidos conforme o colocado no item anterior deverão ser 
aplicados nos seguintes casos: 
 
 Regularização fundiária; 
 Execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; 
 Constituição de reserva fundiária; 
 Ordenamento e direcionamento da expansão urbana; 
 Implantação de equipamentos urbanos e comunitários e ampliação das redes 
de infraestrutura decorrentes de alteração ou extensão de uso e aumento do 
potencial construtivo; 
 Criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; 
 Criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse 
ambiental; 
 Proteção de áreas de interesse histórico, artístico, cultural ou paisagístico. 
 
 
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 52 
As propostas de utilização dos recursos do FUNDURB serão realizadas 
mediante estudos, programas, projetos e orçamentos de cada empreendimento, que deverão 
ser aprovados pelos conselhos constituídos com tais finalidades. 
 
2.1.3.9 Do Conselho Municipal de Planejamento de Parnaíba 
 
Será constituído o Conselho Municipal de Planejamento – CMP de 
Parnaíba, como instância representativa da Administração Regional e da comunidade. 
Compete ao Conselho Municipal de Planejamento – CMP de Parnaíba, 
como órgão auxiliar da Administração, promover a discussão, análise e acompanhamento 
das questões relativas ao planejamento territorial e urbano do Município e Cidade de 
Parnaíba. Particularmente faz parte de seu rol de atribuições opinar e dar anuência com 
relação às aplicações dos recursos do FUNDURB. 
A composição e competências do CMP serão detalhadas e disciplinadas por 
lei específica. Não obstante isso reforça-se aqui a questão da paridade de membros 
representativos do poder público e da comunidade. O CMP terá como secretaria executiva 
à secretaria executiva da Prefeitura de Parnaíba responsável pelo gerenciamento do 
planejamento territorial e urbano. 
 
2.2 Infraestrutura Urbana 
 
O Plano Diretor, bem como sua revisão, estabelece um processo de 
planejamento dinâmico, participativo, descentralizado, propiciando que mudanças efetivas 
ocorram na gestão do município, pois é instrumento básico da política de desenvolvimento 
e expansão urbana. 
Para a definição das diretrizes referentes à infraestrutura do município de 
Parnaíba, é necessário inferir sobre o crescimento populacional, numa tentativa de prever 
os equipamentos e áreas para as demandas futuras, num horizonte mínimo de 20 anos. 
Com base nos dados da Tabela 1 verifica-se um expressivo êxodo da 
população rural, em direção à parte urbana, principalmente no período entre 1991 e 2010. 
Em todos os períodos da tabela pode ser observado um acelerado crescimento da 
população urbana. 
 
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 53 
 
Tabela 1 - Evolução da população residente no município. 
 Evolução da População Residente no Município 
Discriminação 1991 1996 2000 2010 2016 (estimada) 
Total 127.929 124.593 134.122 147.705 150.201 
Urbana 105.104 112.586 123.062 137.485 142.699 
Rural 22.825 12.007 11.060 8.220 7.502 
Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 e Contagem da População / Estimativa. 
 
A este panorama do crescimento da população urbana, agregam-se uma 
série de indicadores demográficos, conforme demonstrado na Tabela 2, segundo dados 
mais atualizados, a seguir: 
 
Tabela 2 - Indicadores demográficos. 
Indicadores Demográficos 
Discriminação 1996 2000 2010 
Densidade Demográfica (hab/km
2
). 288,08 307,10 334,51 
Taxa Geométrica de Crescimento Anual (%) 1,31 1,50 0,97 
Taxa de Urbanização (%) 82,16 91,80 94,36 
Fonte: IBGE – Censo Demográfico 2010 e Contagem da População. 
 
Diante destes indicadores, para fins de estimativa, adota-se no presente 
estudo uma projeção populacional geométrica, conforme apresentada na Tabela 3. 
 
 
 
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 54 
Tabela 3: Estudo de projeção população para o município de Parnaíba. 
ANO 
PROJEÇÃO POPULACIONAL 
Pop. Total Pop. Urbana (93,0%) Pop. Rural (7,0%) 
2010 147.705 137.485 8.220 
2011 148.148 138.285 8.180 
2012 148.703 139.085 8.140 
2013 149.202 139.885 8.059 
2014 149.701 140.685 7.930 
2015 149.901 141.855 7.812 
2016 150.201 142.699 7.502 
2017 151.087 143.548 7.539 
2018 153.354 145.778 7.576 
2019 155.654 148.041 7.613 
2020 157.989 150.339 7.650 
2021 160.359 152.671 7.688 
2022 162.764 155.038 7.726 
2023 165.206 157.442 7.764 
2024 167.684 159.882 7.802 
2025 170.199 162.359 7,840 
2026 172.752 164.874 7.878 
2027 175.343 167.426 7.917 
2028 177.973 170.018 7,956 
2029 180.643 172.668 7.995 
2030 183.353 175.319 8.034 
2031 186.103 178.049 8.064 
2032 188.894 180.790 8.104 
2033 191.728 183.584 8.144 
2034 194.604 186.420 8.184 
2035 197.523 189.259 8.264 
Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. 
 
2.2.1 Sistema viário e circulação urbana / Estrutura dos eixos prioritários ao transporte 
coletivo 
 
A proposta de estruturação viária objetiva organizar o sistema de circulação 
dos diferentes trechos das zonas urbanas e rurais de uso controlado em pauta, assegurando 
também a possibilidade de se estabelecer um sistema eficiente e racional de transporte 
coletivo, de modo a garantir a acessibilidade. Sua concepção parte, decorrentemente, dos 
seguintes princípios: 
 
 Permitir a acessibilidade entre os diferentes setores habitacionais e entre as 
diferentes microrregiões do Município. Para tanto, é fundamental o 
 
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 55 
estabelecimento de uma articulação viária. Essa articulação desenvolvida a 
seguir é condição mínima para assegurar a manutenção de uma estrutura 
dotada de qualidade e conforto para os moradores e usuários – pois assegura 
a implantação de um sistema de transporte eficiente e racional, tal como 
colocado, assim como a dotação das infraestruturas de saneamento. 
 Consolidar importantes usos e tipologias já existentes, compatíveis com a 
proposta de uso do solo e permitir a adequação da geometria viária com os 
usos existentes e consolidados. 
 Criar padrões mínimos de dimensionamento viário que permita a segurança 
dos sistemas de circulação de veículos e pedestres. 
 
Nesse sentido, observa-se a necessidade de elaborar Plano Municipal de 
MobilidadeUrbana e Acessibilidade, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 24 da Lei 
Federal nº 12.587/2012, devendo ser respeitado e garantido a participação popular no 
processo de elaboração. 
 
O sistema viário é caracterizado por duas tipologias bem distintas, a saber: 
 
 a) uma de circulação regional ou interurbana, constituída pela malha viária 
exterior; e 
 b) outra, intraurbana, de importância para a circulação local constituída a 
partir das vias já existentes e outras a serem criadas. 
 
O sistema viário é resultado da negociação de um contexto existente e uma 
série de diretrizes e intenções que visam consolidar tendências. 
 
2.2.1.1 Estruturação do sistema viário regional 
 
O sistema viário interurbano trabalharia com categorias não diferenciadas de 
rodovias, estradas e/ou vias arteriais. A Tabela 4 registra uma série de atributos, 
características e dimensões desta categoria, que valeriam como diretriz de proposta. 
 
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 56 
A região em estudo insere-se em um contexto não necessariamente 
privilegiado em relação ao sistema viário. Na fase do diagnóstico e posteriormente, na fase 
da proposta, foi registrado que a cidade de Parnaíba dificilmente funcionará como nó 
rodoviário se não forem tomadas providências no sentido de sua plena inserção como 
elemento distribuidor dos fluxos no sentido norte / sul e no sentido leste / oeste, e a partir 
dos parâmetros viários acima descritos. 
Um sistema de vias marginais, quando necessário, faz a transição entre o 
sistema viário regional e o sistema viário local, intraurbano. Nesse sentido, são vias 
auxiliares de uma via de maior hierarquia, localizadas em trecho ou região urbana, 
podendo promover o acesso às atividades lindeiras à mesma. 
 
Tabela 4: Hierarquia do Sistema Viário – Via Arterial Regional. 
VIA ARTERIAL REGIONAL 
Função Estrutura os eixos de transporte coletivo regional e canaliza os fluxos 
de acesso (entrada e saída) da área de expansão. Articula os vários 
bairros tanto no sentido norte-sul como leste oeste. Abriga atividades 
comerciais, institucionais e industriais de porte regional. 
Características As características dessas vias são de padrão rodoviário, sob domínio 
e fiscalização do Departamento de Estradas e Rodagem do PI. 
Acesso a outras categorias de via Preferencialmente, deve promover ligações com vias marginais, 
estradas-parque, PI’s e BR’s. 
Pista de rolamento (m) Variável de 7 a 10,5 
Faixa de domínio (m) Variável – determinada por Decreto do Estado do Piauí, conforme 
categoria. 
Calçadas (m) Desaconselhável 
Acostamento ou estacionamento Acostamento e/ou áreas de escapes permitidos – estacionamento 
proibido. 
Canteiro Central Variável dependendo da velocidade de projeto – padrão determinado 
pelo DER 
Sentido de tráfego Mão única 
Raio horizontal (m) Variável dependendo da velocidade de projeto – padrão determinado 
pelo DER Tangentes entre curvas reversas (m) 
Declividades (máx. E mín.) 
Perfil: É variável, conforme o local. Portanto, não são apresentados esquemas (como no 
caso das vias intraurbanas) para o perfil deste tipo de via, em função da variabilidade 
assinalada. 
 
2.2.1.2 Estruturação do sistema viário local 
 
 
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 57 
Para efeitos da proposta do sistema viário local, trabalhou-se com o seguinte 
elenco de categorias de vias que, de certa forma, pretendem uniformizar os conceitos e 
vocábulos utilizados nos diferentes manuais e entidades vinculadas à questão: 
O sistema viário local trabalharia com categorias diferenciadas, a saber: 
 
 vias principais ou avenidas, sejam elas de atividades e/ou circulação / 
ligação, ou vias coletoras no nível 1 
 vias secundárias ou coletoras no nível 2; 
 vias locais; e 
 vias especiais. 
 
Na realidade todas as vias são coletoras com relação aos níveis “inferiores” 
de vias. Portanto, sua qualificação como coletoras não identifica o tipo de via. O sistema 
viário funciona a imagem e semelhança do sistema sanguíneo: as vias secundárias coletam 
o tráfego das vias locais (portanto as vias locais se ligam às vias secundárias); as vias 
principais coletam o tráfego das vias secundárias (portanto as vias secundárias se ligam às 
vias principais); e as vias arteriais coletam o tráfego das vias principais (portanto as vias 
principais se ligam às vias arteriais). 
As tabelas e esquemas mostrados a seguir registram uma série de atributos, 
características e dimensões de cada uma destas categorias, que valeriam como diretriz de 
proposta. A organização viária local de penetração entre os setores habitacionais e dentro 
deles foi rigorosamente estudada e hierarquizada, considerando as possibilidades de 
ligação viária que permitisse o mínimo de alteração com os loteamentos já constituídos. 
 
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 58 
Tabela 5: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Atividade. 
VIA PRINCIPAL DE ATIVIDADE 
Função Estrutura os eixos de transporte coletivo local e organiza a 
circulação viária principal dos bairros ou setores habitacionais. 
Promove a ligação das vias arteriais regionais com os bairros ou 
setores habitacionais. Articula os vários bairros ou setores 
habitacionais tanto no sentido norte-sul como leste oeste. Sua 
implantação consolidará a existência de atividades comerciais e 
institucionais de interesse local e regional nos diferentes bairros 
ou setores habitacionais. 
Características Vias de mão única com canteiro central (desejável); ou vias de 
mão dupla sem canteiro central. 
Acesso a outras categorias de via Vias arteriais regionais e vias principais de ligação 
Pista de rolamento (m) 07 para mão única e 14 para mão dupla 
Faixa de domínio (m) 22 a 35 
Calçadas (m) 3 a 5 
Acostamento ou estacionamento Estacionamento em espinha de peixe (60
o
) – desejável. Ao longo 
do meio fio (admissível) 
Canteiro Central (m) 11 
Sentido de tráfego Mão única para situação desejável e dupla para a situação mínima 
Raio horizontal (m) 100 – 120 
Tangentes entre curvas reversas (m) 50 
Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 8 
Perfil: 
 
 
es
ta
ci
o
n
am
en
to
p
o
n
to
 d
e 
ô
n
ib
u
s
lo
te
lo
te
lo
te
lo
te
3 4,5 7 4,5 3
Via Principal de Atividades - 
dimensões mínimas
22
v
ia
ca
lç
ad
a
ca
lç
ad
a
 
Via Principal de Atividades -
dimensões desejáveis
lo
te
p
o
n
to
 d
e 
ô
n
ib
u
s
lo
te
es
ta
ci
o
n
am
en
to
lo
te
lo
te
5 7 11 7 5
35
v
ia
v
ia
ca
lç
ad
a
ca
lç
ad
aca
n
te
ir
o
 c
en
tr
al
 
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 59 
Tabela 6: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Ligação / Circulação. 
 VIA PRINCIPAL DE LIGAÇÃO / CIRCULAÇÃO 
Função Estrutura os eixos de transporte coletivo local e distribui o fluxo 
para as vias locais. Organiza a circulação viária interna do bairro 
ou setor habitacional. Não são previstas instalações de atividades 
institucionais e comerciais em suas margens. 
Características Vias de mão única com canteiro central (desejável); ou vias de mão 
dupla (mínimo). 
Acesso a outras categorias de via Vias principais de atividade, vias secundárias e vias locais. Pode 
servir de binário até que se implantem as vias principais de 
atividade. 
Pista de rolamento (m) 07L 
Faixa de domínio (m) 17 a 26 
Calçadas (m) 3 a 5 
Acostamento ou estacionamento Acostamento desejável, com previsão de paradas de ônibus 
Canteiro Central (m) 2 
Sentido de tráfego Mão única para situação desejável e dupla para a situação mínima 
Raio horizontal (m) 50 – 100 
Tangentes entre curvas reversas (m) 30 - 50 
Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 8 
Perfil: 
 
lo
te
lo
te
lo
te
lo
te
Via Principal de Ligação - 
dimensões mínimas
5 7 5
17
ca
lç
ad
a v
ia
calç
ad
a
 
lo
te
lo
te
lo
te
lo
te
Via Principal de Ligação - 
dimensões desejáveis
5 7
2
7 5
26
v
ia v
iaca
lç
ad
a
ca
lç
ad
a
ca
n
te
ir
o
 c
en
tr
al
 
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 60 
Tabela 7: Hierarquia do Sistema Viário – Via Secundária. 
 VIA SECUNDÁRIA 
Função Distribui o tráfego para as áreas residenciais pelas vias locais. 
Permite a instalação de atividades comerciais de porte local. 
Características Coletoras de mão dupla. 
Acesso a outras categorias de via Vias locais, vias principais de ligação e principais de atividade. 
Pode servir de binário até que se implantem as vias principais de 
atividade. 
Pista de rolamento (m) 07 
Faixa de domínio (m) 12 a 17 
Calçadas (m) 2,5 a 5 
Acostamento ou estacionamento Estacionamento ao longo do meio fio 
Canteiro Central (m) -- 
Sentido de tráfego Mão dupla 
Raio horizontal (m) 30 – 70 
Tangentes entre curvas reversas (m) 20 - 50 
Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 20 
Perfil: 
 
 
 
Via Secundária - 
dimensões mínimas
lo
te
lo
te
lo
te
lo
te
2,5 2,5
7
12
ca
lç
ad
a
ca
lç
ad
a
v
ia
 
Via Secundária - 
dimensões desejáveis
7
lo
te
lo
te
lo
te
lo
te
5 5
17
ca
lç
ad
a
ca
lç
ad
a
v
ia
 
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 61 
Tabela 8: Hierarquia do Sistema Viário – Via Local. 
VIA LOCAL 
Função Permite o acesso aos lotes residenciais unifamiliares e aos lotes de uso 
misto. Também acessa os serviços e equipamentos em áreas de baixa 
densidade. 
Características Vias simples de mão dupla 
Acesso a outras categorias de via Preferencialmente as vias secundárias e secundariamente as principais de 
ligação e principais de atividades 
Pista de rolamento (m) 09 - 10 
Faixa de domínio (m) Mínimo 8 metros; Desejável 10 metros 
Calçadas (m) 1 a 1,5 
Acostamento ou estacionamento Estacionamento ao longo do meio fio 
Canteiro Central (m) -- 
Sentido de tráfego Mão dupla 
Raio horizontal (m) 30 
Tangentes entre curvas reversas (m) 15 
Declividades (mín e máx) - % 0,5 a 20 
 
2.2.1.3 Estrutura dos eixos prioritários ao transporte coletivo 
 
Mesmo configurando-se predominantemente sob forma de habitações 
organizadas em bairros, a área de estudo não poderá assegurar uma boa qualidade do 
espaço proposto sem a implantação de um sistema de transporte coletivo eficiente, 
destacando a localização de terminais rodoviários, pontos de soltura / controle e vias 
principais pelas quais hão de circular as linhas de transporte coletivo. 
Nesse sentido, propõe-se uma filosofia de circulação e transportes 
estruturada em torno dos seguintes princípios, que deverão ser ratificados / retificados 
quando da elaboração do correspondente projeto executivo: 
 
 O poder público assumirá integralmente a responsabilidade pela circulação e 
transporte público de passageiros. Os esquemas privados (vans, transporte 
alternativo, etc.) serão chamados para complementar o esquema público, e 
sempre de forma explícita e transparente. 
 A circulação e transporte público pode ser montado a partir de 02 (duas) 
alternativas bastante diferentes, que devem ser tratadas de forma autônoma, 
apesar de ser de substantivo interesse verificar a possibilidade delas se 
complementarem, pelo menos parcialmente: 
o o modelo automotivo / ônibus 
o o modelo sobre trilhos / bondes 
 
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 62 
 No primeiro caso, a atual rodoviária reassumiria o seu papel como o 
principal terminal rodoviário, para chegada e saída das linhas de transporte 
público principalmente dos trajetos intermunicipais (Teresina e Luiz 
Correia), assim como das linhas locais. 
 A sua localização no “centro geográfico” da área urbana da cidade de 
Parnaíba exigiria a constituição de uma série de circuitos e a implantação de 
pelos menos 03 (três) terminais rodoviários secundários ou pontos de soltura 
/ controle, dependendo das demandas que possam ocorrer ao longo do 
tempo. Os terminais rodoviários secundários são instalações com dimensões 
em torno de 3.000 m2, ampliáveis para 6.000 m2, exigindo, 
decorrentemente, a criação das correspondentes unidades imobiliárias. Os 
pontos de soltura são pontos de parada dos ônibus, generosos (de modo que, 
por exemplo, 03 (três) ônibus possam esperar simultaneamente), com 
mobiliário urbano mínimo (cobertura / abrigo, bancos, etc.). Seria 
interessante que a sua localização ocorresse junto a praças, largos ou trechos 
arborizados, dando condições de oferecer um mínimo de conforto 
bioclimático e apóio de comércio local. 
 A localização destes terminais deverá ocorrer junto aos trechos mais 
afastados de bairros considerados estratégicos para a circulação e transporte 
público, com relação à chegada / saída das linhas de transporte coletivo, de 
modo que os ônibus possam fazer a “varredura” dos setores depois de sair 
do terminal e/ou antes de chegar ao terminal. 
 Essa “varredura”, garantida pela circulação dos ônibus nas vias principais e 
distribuição dos diferentes pontos de ônibus, deverá oferecer atendimento 
em raios de atendimento não superiores a 600/800 metros. Só em casos 
excepcionais serão aceitos raios maiores. 
 Nesse sentido, pareceria interessante que estes terminais se localizassem 
em: 
o Terminal 1: em local entre o Aeroporto / Centro de Convenções / 
Museus e o bairro João XXIII, de modo a fazer a varredura dos bairros 
São Judas Tadeu, Reis Velloso, Frei Higino, Piauí e Dirceu 
 
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 63 
Arcoverde. Este terminal pode servir como ponto de apoio às linhas 
que fazem o trajeto Parnaíba / Luiz Correia. 
o Terminal 2: em local entre a lagoa da Prata, Residencial Cândido 
Athayde e bairro Igaraçú, de modo a fazer a varredura dos bairros São 
Vicente de Paula, Bebedouro, Santa Luzia, Primavera, Sabiazal e Alto 
Santa Maria. 
o Terminal 3: em local de transição entre a área central antiga e o novo 
centro, de modo a fazer a varredura destas áreas centrais e dos bairros 
São José, Nova Parnaíba, São Francisco da Guarita, Campos, 
Cantagalo, Fátima, Pindorama, Boa Esperança, Ceará e Rodoviária. 
Por sua vez, poderá / deverá funcionar como terminal de um sistema 
local de transporte público de apóio, para a área central antiga, com 
unidades de transporte público compatíveis com as políticas de 
preservação da substância histórica. 
 
O modelo VLT sobre trilhos / bonde aproveita os trilhos remanescentes ou 
se isto não for possível a caixa / faixa da velha rede da Estrada de Ferro Central do Piauí e, 
construindo um anel de circulação e transporte coletivo sobre trilhos (aproveitando 
complementarmente a caixa generosa / ilha central do anel rodoviário 1 / Avenida 
Francisco Borges dos Santos) implanta um modelo reconhecido mundialmente como o 
mais econômico e ambientalmente sustentável, além de se constituir em reforço dos 
atrativos turísticos oferecidos pela cidade. Obviamente que a sua implantação deve ser 
precedida por estudos sérios e profundos com relação a sua viabilidade financeira e 
econômica. A favor conta, inicialmente, o terreno praticamente plano da cidade e a não 
necessidade em se desapropriar propriedades particulares. 
Os estudos de viabilidade financeira e técnica deverão englobar uma série 
de opções, dentre as quais merecem destaque o aproveitamento de trechos existentes para a 
ampliação do anel e construção de ramais para os equipamentos de lazer e recreação da 
Lagoa do Portinho, para a Lagoa da Prata e, não menos interessante, um ramal para a 
estação das barcas em Luiz Correia, de forma a garantir o acesso a todo o litoral. 
 
 
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 64 
2.2.2 Abastecimento de água 
 
O abastecimento de água em áreas urbanas éuma condicionante 
fundamental para a expansão do município, de forma sustentável. Entretanto, para que se 
possa planejar uma política de saneamento é necessário obter o cadastramento de todo o 
sistema existente. 
Quando da elaboração do diagnóstico da infraestrutura do município, foi 
observada que a AGESPISA atende a um numero de ligações de 56.444, tendo um 
percentual de cobertura de ligações com hidrômetro 93% do total de ligações. Sua captação 
está localizada nas margens do rio Parnaíba, executa um tratamento convencional, 
possuindo uma rede de abastecimento de 623.505 metros, irrigando 52.618 ligações com 
hidrômetro, e 3.826 sem hidrômetro. (AGESPISA, 2016). 
Atualmente a empresa investe recursos para minimizar problemas comuns 
na maioria dos municípios do porte de Parnaíba, que é o desperdício de água, a instalação 
de medidores tem como principal propósito, inibir o desperdício fazendo com que o 
produto seja distribuído de maneira regular e igual para todos. O atual sistema de 
abastecimento tem as características resumidas a seguir, já que apresentadas de forma 
detalhada quando da elaboração e apresentação do diagnóstico: 
 
 Manancial – rio Parnaíba; 
 Captação – direta (278 l/s) e flutuante (278 l/s); 
 Tratamento – tipo convencional (2000 m3/h); 
 Reservação – 7.500 m3; 
 Rede de distribuição – 623.505 m de redes, conforme cadastro atual; 
 
Para estimar o potencial de atendimento atual sistema de abastecimento, 
adotaremos o consumo per capita de 93 l/dia.hab, índice apresentado pela AGESPISA ao 
Sistema de Informações sobre Saneamento, e um índice de perdas (IP) de 25%. 
Para o cálculo do valor da vazão per capita de produção utiliza-se a 
Equação 2.1, que representa matematicamente a relação entre a vazão per capita de 
consumo (Qc) e a vazão per capita de produção (Qp), em função do índice de perdas (IP). 
 
 
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 65 
Qp = Qc / (1-IP) Equação 2.1 
 
Qp = 93 / (1-0,25) = 124 l/dia.hab 
 
Considerando que o sistema trabalhará 15 h diárias e um coeficiente do dia de maior consumo (Kd) 
de 1,2, então a vazão necessária de produção (Qnec) para o abastecimento de 100% da população 
urbana atual, que é de 137.485 hab., será igual a: 
 
 Qnec = hab x Qp x Kd / (t, em s) 
 
 Qnec = 137.485 x 124 x 1,2 / 54000 
 
 Qnec = 378,84 l/s 
 
Analisando os dados de vazão per capita de produção necessária e as 
capacidades instaladas de cada unidade do sistema de abastecimento, pode-se inferir que: 
 
 Manancial – rio Parnaíba, com capacidade suficiente para atender a 
demanda de crescimento; 
 Captação, Adução e Elevação – tem capacidade para abastecer, 
aproximadamente, mais 57.800hab, o suficiente para atender até o ano de 
2025, desde que sejam controladas as perdas. 
 Tratamento – as estações de tratamento I e III são adjacentes e tratam a água 
aduzida pelo sistema flutuante, com capacidade aproximada de 110 a 160 
litros por segundo. A estação número IV recebe água bruta do sistema de 
captação direta – poço com capacidade atualmente de 400 litros por 
segundo, mas com um potencial de produção de 1200l/s. A estação de 
tratamento II é considerada de pequeno porte, pois trabalha para abastecer 
uma comunidade próxima da estação, tem capacidade de 22 l/s. 
 Reservação – o sistema é composto por reservatórios subterrâneos e 
elevados, com capacidade conjunta atualmente de 7.500m3, com previsão 
de expansão para atender a demanda. 
 
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 Rede de distribuição – as ampliações devem ser executadas segundo a 
demanda populacional. 
 
Portanto, desde que sejam executadas as ampliações na rede e no tratamento 
e que sejam desenvolvidos programas de controle das perdas, o sistema de abastecimento 
do município de Parnaíba tem capacidade instalada para uma demanda urbana de 
200.000hab, no limite de atendimento, segundo as projeções populacionais. 
Enfim, recomenda-se para o sistema de abastecimento de água: 
 
 Atualizar o cadastro físico de toda a rede de distribuição de água; 
 Solucionar os problemas de pressões baixas no fornecimento; 
 Instalar hidrômetros em todas as ligações prediais; 
 Desenvolver um Plano de Saneamento Municipal; 
 Elaborar um plano de correção, manutenção e prevenção das perdas de 
água; 
 Reservar 3 lotes de 500m2 para a implantação de reservatórios elevados de 
1.000 m3. Um lote será para a área de expansão urbana nas proximidades do 
bairro Montserrat, Alberto Silva e zona rural leste e dois lotes serão para 
atender as áreas industriais e zona rural sul. 
 Elaborar um plano de manejo da bacia do rio Parnaíba para garantir a 
qualidade da água a ser captada. 
 
2.2.3 Esgotamento sanitário 
 
Em Parnaíba a AGESPISA tem como responsabilidade efetuar a coleta, o 
transporte, o tratamento e dar destino final das águas residuárias ou servidas da cidade. Na 
cidade o sistema de esgotamento sanitário entrou em operação em 2013 e igualmente ao 
sistema de Teresina opera utilizando-se das condições climáticas, as aguas servidas são 
tratadas de maneira natural em duas lagoas facultativas e duas lagoas de maturação 
adjacentes, com capacidade individual de 450.000m³, utilizando raios solares, 
microrganismos e algas existentes na massa líquida das lagoas. 
 
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 67 
É composto por 11 elevatórias chamadas de EEE – Estação Elevatória de 
Esgoto, todas munidas de cisternas e duas bombas submersas distribuídas em locais 
diferentes da cidade, denominadas de bacias. 
Ambas participam do processo realizando recalque das águas coletadas em 
suas áreas de abrangências – bacias, por gravidade, até a estação EEE – 03, que chamam 
de principal. Esta por sua vez recalca esses resíduos através de um emissário de 500 
milímetros até a ETE – Estação de Tratamento de Esgoto, localizada no Bairro Tabuleiro. 
Nos estudos de elaboração do Plano Diretor foram especuladas as possíveis 
soluções a serem dadas para o sistema de esgotamento sanitário, bem como a necessidade 
de reserva de áreas para as unidades do sistema, visando garantir a implantação adequada 
de todos os seus componentes. Para a elaboração das diretrizes a serem estabelecidas no 
âmbito do Plano Diretor, quanto à implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, 
consideram-se algumas premissas, quais sejam: 
 
 Os esgotos gerados nas microbacias da Lagoa do Portinho e do Bebedouro 
deverão ser transpostos e tratados para as bacias do Rio Parnaíba ou do Rio 
Igaraçu, independente do sistema de tratamento a ser adotado, visando 
preservar as referidas lagoas; 
 A área reservada para a implantação da ETE é às margens do Rio Igaraçu, 
conforme planta base do município fornecida pela Prefeitura, localizada no 
Bairro Tabuleiro, com aproximadamente 41,00 ha; 
 Os efluentes das áreas industriais deverão passar por tratamento específico 
para cada processo industrial e, se atendido os padrões de lançamento 
previstos no CONAMA, serem encaminhados à ETE ou ao corpo receptor 
licenciado. 
 
A escolha do processo de tratamento a ser adotado deve levar em conta, 
tanto os aspectos de viabilidade técnica como a financeira, conciliando-as de forma a 
atender da melhor maneira possível à realidade local. Para o município de Parnaíba, como 
a exemplo da maioria dos municípios do Brasil, o tratamento secundário é o suficiente para 
a remoção dos poluentes, de forma a adequar o lançamento aos padrões de qualidade 
normatizados. 
 
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 68 
Com base nas premissas adotadas e as projeções populacionais da foi 
elaborado a Tabela abaixo com um resumo das principais características do sistema de 
tratamento de esgoto para a população urbana doano de 2005, 2015 e 2025. 
 
Tabela 9: Área e custo para a implantação do sistema de tratamento do município de 
Parnaíba. 
Sistema de Tratamento 
Área média (ha) Custo médio em Milhão US$ 
2005 2015 2025 2005 2015 2025 
Tratamento preliminar 0,01 0,02 0,02 0,66 0,77 0,89 
Processos de Tratamentos Secundários 
Lagoas sem aeração 0,53 0,62 0,71 3,32 3,85 4,47 
Disposição no solo 43,11 50,03 58,06 2,65 3,08 3,57 
Sistemas anaeróbicos 331,60 384,83 446,62 1,66 1,92 2,23 
Lagoas com aeração 2,98 3,46 4,02 6,63 7,70 8,93 
Filtros biológicos 17,91 20,78 24,12 2,65 3,08 3,57 
Lodos ativados 5,64 6,54 7,59 10,61 12,31 14,29 
Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. 
 
Analisando acima, o melhor custo benefício, para atender ao horizonte de 
projeto é a aplicação do tratamento secundário por meio de lagoas com aeração. 
Cabe salientar também a necessidade de preservar as margens dos cursos 
d’água em áreas urbanizadas e com potencial de urbanização, não só para preservação dos 
recursos hídricos, mas também para implantação de futuros interceptores e emissários de 
esgotos. 
Os outros componentes do sistema de esgotamento sanitário, tais como: 
coletores, poços de visitas e elevatórias, por se tratar de unidades menores e com mais 
alternativas técnicas para a sua localização, deverão ser definidas em um Estudo de 
Concepção específico do sistema. 
 
Importante: As diretrizes sugeridas, no âmbito do presente Plano Diretor, 
não dispensam a necessidade de elaboração do Plano de Saneamento do Município de 
Parnaíba e as premissas aqui adotadas podem ser alteradas, desde que as modificações 
propostas sejam justificadas por estudos técnicos desenvolvidos por profissionais 
capacitados. 
 
 
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2.2.4 Drenagem pluvial 
 
O processo de urbanização impermeabiliza o solo, dificulta a infiltração das 
águas pluviais, eleva o volume e acelera o seu escoamento superficial. 
Dentre as diretrizes a serem estabelecidas no Plano Diretor referente ao 
saneamento, identificar as áreas de risco sujeita à inundação e processos de erosão é parte 
do estudo do sistema de drenagem, com o objetivo de orientar a correta ocupação do solo, 
a proteção dos recursos hídricos e direcionar a execução de programas de obras públicas e 
privadas. Diante do exposto é importante debruçar, com mais atenção, nos estudos 
referentes às soluções para a drenagem de uma área urbana, pois grande parte das 
restrições da ocupação é definida a partir das conclusões deste estudo. 
Para a identificação de áreas de riscos da cidade de Parnaíba, foram 
analisadas as várias características físicas apresentadas no Volume I – Diagnóstico, como o 
clima, período e intensidade das chuvas, tipo de solo, topografia do terreno e recursos 
hídricos. A seguir, de forma resumida, são listadas essas características: 
 
 Trata-se de um clima quente e úmido, estando dividido em dois períodos 
bastante diferentes: o da época chuvosa, que ocorre entre janeiro e maio e o 
do período seco, de estiagem, com uma duração em torno de 06/seis meses, 
entre junho e novembro. As precipitações médias anuais superam os 1200 
mm, sendo que 80% deste valor ocorrem na época chuvosa. De agosto a 
novembro registram-se os menores índices pluviométricos, demonstrando 
que o regime mensal das chuvas tem uma distribuição unimodal, com 
mínimo pluviométrico em agosto e máximo em abril. 
 O solo predominante no Município é do tipo profundo de textura arenosa, 
constituída de areia quartzosa e solo litólico. Porém ao norte do Município 
são encontrados solos halomórficos compostos de areia quartzosa marinha. 
Durante a estação chuvosa, parte expressiva da água que atinge a superfície 
é absorvida pelos terrenos arenosos da planície litorânea e dos tabuleiros. 
 Grande parte do Município encontra-se inserido em unidades 
geomorfológicas conhecidas como do Litoral e da Planície Parnaibana. 
 
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 70 
 Verifica-se que o Município apresenta cotas de altitude que variam de 0 
(junto à desembocadura do rio Igaraçu) até os 60 (sessenta) metros, no 
vértice do seu extremo sul. A hipsometria registra patamares mais altos no 
eixo / divisor de águas no sentido norte/sul, acompanhando, de certa forma, 
a BR 343, e patamares com altitudes menores tanto no sentido leste quanto 
oeste, descendo e configurando as bacias dos rios Portinho e Parnaíba. Tem 
declividades nunca superiores a 20%. 
 Verifica-se que a cidade se desenvolve entre as cotas de 0 (junto à 
desembocadura do rio Igaraçu) até dos 25 metros, nos trechos mais centrais, 
junto aos limites dos bairros Dirceu Arcoverde e Piauí, que são os que se 
encontram nos patamares mais altos da cidade. As transições de um patamar 
a outro são suaves, de modo que o gradiente de declividades nunca 
ultrapassa os 10%. 
 A maior parte da Cidade de Parnaíba encontra-se localizada no patamar 
hipsométrico dos vinte metros (bairros Reis Velloso, Frei Higino / CAIC, 
apesar de existir nele uma pequena depressão, em Piauí, Dirceu Arcoverde, 
Pindorama e Boa Esperança). 
 Os bairros mais antigos, e aqueles mais novos que ocuparam zonas mais 
baixas correspondentes às microbacias hidrográficas (basicamente a 
microbacia da Lagoa do Bebedouro), ocorrem em patamares mais baixos, 
correspondentes aos 10 a 15 metros (bairros Sabiazal, Alto Santa Maria, 
Rodoviária, Primavera, Santa Luzia, São Vicente de Paulo, Bebedouro, 
Nova Parnaíba, São Francisco da Guarita, o próprio Centro, Campos e 
Fátima). 
 Os bairros de Igaraçu, Tabuleiro, São José, Mendonça Clark, do Carmo e 
Cantagalo ocorrem em patamares entre 0 e 10 metros, portanto em áreas 
com risco de alagamento, hidromórficas e que exigem cuidados do ponto de 
vista das fundações e impermeabilizações. 
 Dentro do Município encontram-se expressões vinculadas às duas sub-
bacias que organizam o sistema hídrico da área: o próprio rio Parnaíba e o 
rio Portinho; este último, apesar de fazer parte da macrobacia do Rio 
Parnaíba, organiza do ponto de vista hídrico todo o trecho oriental do 
 
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 71 
Município. Estas duas sub-bacias, encontram-se separadas por um divisor de 
águas, que coincide grosseiramente com o traçado da BR 343. 
 O sítio da Cidade de Parnaíba encontra-se caracterizado, do ponto de vista 
hidrológico, pela forte presença do rio Igaraçu, que praticamente organizou 
a ocupação dos trechos urbanos da cidade. 
 Duas superfícies hídricas artificiais completam o quadro e, de certa forma, 
fazem parte do subsistema Bebedouro: o curtume existente na transição do 
bairro São José para o bairro Tabuleiro criou uma lagoa artificial de 
oxigenação dos efluentes da indústria, e; uma lagoa de retenção de águas de 
chuva formou-se no limite sul do bairro Alto Santa Maria. Esta lagoa 
apresenta fortes manifestações predatórias, já que é objeto de extração 
maciça das areias que ocorrem nas suas bordas. 
 
O conjunto de dados e informações elencados para o meio fisiográfico 
oferecem possibilidades de concluir quanto à susceptibilidade com relação à erodibilidade 
e às, condições geotécnicas do solo, assim como balizar as áreas de risco e que deveriam 
ter preservação permanente. 
Do que foi colocado deduz-se que a susceptibilidade à erosão é 
relativamente grande em função de: 
 
2.2.4.1 Agentes passivos 
 
Pedologia predominante no Município: neossolos de textura arenosa ou 
quartzarênicos, constituídos por areias quartzosas. A susceptibilidade é menor nas áreas 
dos neossolos litólicos (cascalhos), gleissolos e chernossolos. 
 
2.2.4.2 Agentes ativos 
 
Chuvas / drenagem e ventos: a intensidade da chuva, a quantidade e sua 
duração relacionam-se intimamente ao fenômeno da erosão. Nesse sentido, o capítulo doclima alertou para o fato de existir uma época chuvosa, que ocorre entre dezembro e maio 
(com uma pluviometria média nos últimos 08 anos de 786,9mm). Esta época de chuvas 
 
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 72 
muda substantivamente a drenagem do sistema hídrico, aumentando o volume de água que 
corre pelas linhas de drenagem e córregos. 
Concomitantemente, agentes passivos (como a geomorfologia) amenizam 
este quadro. A susceptibilidade à erosão é relativamente pequena em função do gradiente 
de declividade predominante no Município, sempre abaixo de 10%, a não ser em alguns 
locais isolados e acidentados, no sul do Município, onde o tipo de solo não é arenoso. 
Os dados e informações coletados dão condições, concomitantemente, de 
balizar áreas que apresentam riscos para a ocupação, pelo fato de serem inundáveis, de 
serem fartamente hidromórficas, áreas de várzea, manguezais, restingas etc., e aquelas 
áreas que, em função da legislação vigente e de seu interesse ambiental, se constituem em 
zonas de preservação permanente, e cuja ocupação deve ser evitada. No Mapa 15 
encontram-se registradas áreas que, em função das particularidades do Município (níveis 
hipsométricos e drenagem dos córregos) apontadas ao longo do texto anterior, concentram-
se em seu trecho setentrional, mas ocorrem de forma pontual em toda a extensão 
municipal. 
Além de enumerar as áreas com risco para a ocupação, é importante lembrar 
que existem bairros já consolidados, conforme mencionados no Volume I – Diagnóstico 
com sérios problemas de drenagem, como os bairros do Carmo e São José, região central 
da cidade, onde o sistema de drenagem implantado não está operando a contento, e os 
bairros Frei Higino e Piauí, onde foram construídos bacias de detenção que não amortecem 
os picos de chuvas, causando inundações frequentes. 
Com base no cenário apresentado, recomenda-se a elaboração de projetos de 
drenagem urbana sustentável nos diferentes bairros de Parnaíba, que atendam as principais 
premissas básicas de concepção, listadas a seguir. 
 
2.2.4.3 Premissas Básicas 
 
As principais premissas básicas de concepção do trabalho de drenagem 
urbana sustentável nos diferentes bairros de Parnaíba são: 
 
 Compatibilização dos componentes do sistema de drenagem urbana 
existente (relevo, microrelevo, vias, sarjetas, redes, canais, ramais, etc); 
 
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 73 
 Empenho no alcance de sistema de drenagem urbana com o mínimo de 
tubulações (galerias) de águas pluviais; 
 Adoção de critérios técnicos, tecnológicos e normativos que façam com que 
as edificações com áreas impermeabilizadas - qualquer tipo de cobertura ou 
de pavimento com coeficiente de impermeabilização superior a 60% - em 
superfícies superiores a 150 m², mantenham, nos exutórios dentro dos 
limites de seus terrenos, vazões menores ou iguais as que existiam 
“naturalmente” (antes das atividades antrópicas); 
 Adoção de medidas, individuais e/ou coletivas para retenção e estocagem de 
água de chuva para reuso não potável; 
 Adoção de medidas estruturais e não estruturais para indução de 
permeabilidades, infiltrações e percolações pela detenção, redução dos 
escoamentos superficiais e aumento das recargas do subsolo; 
 Opção de características, dinâmica e percursos de escoamento que resultem 
em “tempos de concentração” de águas em valores próximos aos que 
existiam naturalmente antes da ocupação urbana; 
 Compatibilização dos sistemas de limpeza pública, coleta e destino de 
resíduos sólidos com os interesses da drenagem urbana e rural, da gestão 
dos recursos hídricos e do meio ambiente. 
 Estudar, prevenir e minimizar possíveis interferências danosas entre os 
sistemas habitacionais, viário, redes de abastecimento de água, esgotos e 
águas pluviais domiciliares, telefonia e energia elétrica com as soluções 
propostas; 
 Opção por soluções que ampliam as condições de sinergia entre o projeto de 
urbanismo, o sistema viário e o de águas pluviais e os códigos de posturas e 
de edificações existentes que valorizem e respeitem o meio ambiente e as 
dinâmicas de escoamento de água pré-existentes na área de influência dos 
bairros que compõem a área urbana de Parnaíba, ampliando as áreas 
públicas com opções de lazer e de interesse lúdico associadas às soluções de 
drenagem; 
 
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 74 
 Adoção de planos de sensibilização, educação ambiental e de proposição de 
qualidade de premiação às associações, empresas e moradores que adotem 
práticas sustentáveis associadas às águas de chuva; e, 
 Incentivo a divulgação nas escolas, associações comunitárias de planos 
metódicos voltados ao respeito, manutenção ou melhoria de “qualidade de 
vida e da estima pelos bens comunitários e públicos” a partir da importância 
atual e futura das opções e componentes do sistema de drenagem urbana 
sustentável. 
 
2.2.4.4 Proposições de Medidas para Drenagem Urbana Sustentável 
 
Dentre as medidas preconizadas para alcance de uma situação sustentável na 
relação águas pluviais – sistema urbano – ecossistemas – bacia hidrográfica, ocorrem 
diversas opções que foram adotadas em diversos países que alcançaram uma gestão eficaz 
no que concerne a drenagem urbana. Dentre elas foi possível citar: 
 
 Planos Diretores de Drenagem Urbana (a ser elaborado); 
 Ampliação dos sistemas de informação e pesquisa relacionados com o 
conhecimento da dinâmica clima - água – vegetação – solo; 
 Procura em imitar a dinâmica da natureza em cada sub-bacia componente do 
estudo, ou seja, a “voltar ao natural”; 
 Conhecimento da dinâmica das microbacias constituintes dos cursos de água 
que existiam antes da ocupação urbana e da atual condição de fluxo e das 
características físicas dos cursos d’água que recebem a drenagem urbana; 
 Respeito aos ecossistemas e áreas de risco; 
 Conhecimento de experiências e alternativas de prevenção e remediação de 
diversos países e cidades que praticam a drenagem urbana sustentável; 
 Compatibilização do sistema de drenagem com os sistemas viários e 
urbanísticos; 
 Criação de bacias artificiais de detenção e/ou infiltração; 
 Ampliação do tempo de concentração das águas; 
 Redução do escoamento superficial; 
 
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 Indução ao escoamento sub-superficial e subterrâneo; 
 Associação dos componentes do sistema de drenagem urbana sustentável 
com os de esportes e lazer; 
 Criação, e valorização, de grupos técnicos interdisciplinares de trabalho 
conjunto entre urbanistas e profissionais vinculados aos projetos de 
drenagem urbana e ambientais; 
 Entendimento, valorização e adoção de ações de sinergia com os demais 
sistemas; abastecimento de água, esgoto sanitário, de resíduos sólidos, uso e 
ocupação dos solos. 
 
A seguir sugerem-se algumas alternativas para alcance da drenagem urbana 
sustentável que tem sido praticada no Brasil e nos países que tem a questão como 
prioritária em suas agendas, apresentando 16 proposições, algumas a serem adotadas 
internamente para as propriedades individuais ou condomínios, e outras coletivas, próprias 
das áreas de uso comum dos diversos bairros de Parnaíba. 
 
2.2.4.4.1 Alternativa 1 – Sinergia entre diversos componentes para ampliação do 
armazenamento de água no solo. 
 
A indução a redução do escoamento superficial é alcançada com a 
manutenção das condições de detenção e acolhimento, características da existência de 
vegetação e da rugosidade do relevo. 
A possibilidade de infiltração, permeabilidade, percolação e a 
potencialização da alimentação do subsolo com a construção de estruturas de retenção e de 
criação de caminhos preferenciais para a água alcançar as camadas subsuperficiaise as 
subterrâneas, ocorre com estacionamentos e pavimentos permeáveis; trincheiras de 
infiltração; caixas de percolação e poços de infiltração, que tanto possibilitam o aumento 
do tempo de percurso (tempo de concentração), a maior infiltração das águas pluviais de 
percolação (transmissividade dos solos) e a elevação do escoamento de interfluxo das 
águas nas microbacias em que se situam as áreas objeto da urbanização. 
 
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 76 
Este tipo de solução é indicada para os lotes de dimensões maiores e 
destinada, principalmente, a escolas, hospitais, serviços de utilidade pública, 
supermercados e áreas com estacionamentos de maior porte. 
 
2.2.4.4.2 Alternativa 2 – Trincheira de infiltração. 
 
Consiste numa técnica de drenagem urbana sequencial do tipo “controle na 
fonte” e tem como princípio básico o armazenamento temporário da água e infiltração no 
solo, podendo ser adotado individualmente ou de uso comum. 
São valas escavadas no solo com enchimento de material granular (brita ou 
cascalho) e revestimento de geotêxtil, com a finalidade de impedir a entrada de finos na 
estrutura e assim reduzir o risco de colmatação do filtro. O uso de trincheiras de infiltração 
leva à diminuição ou até mesmo a eliminação da rede local de microdrenagem. 
A utilização deste tipo de tecnologia apresenta algumas restrições 
relacionadas ao local e ao tipo de solo existente na região (Schueler, 1987). Citando-se 
que: 
 
 a profundidade mínima sazonal do lençol freático e da camada impermeável 
esteja a pelo menos 1,2 metros do fundo da trincheira; 
 a taxa de infiltração mínima do solo seja superior a 7mm/h; 
 os terrenos apresentem declividades inferiores a 5%; 
 de preferência, as áreas de drenagem de contribuição a cada trincheira 
sejam inferiores a 4 hectares. 
 
As principais vantagens da trincheira de infiltração: 
 atenuação da vazão de pico de cheia; 
 recarga das águas subterrâneas e das camadas superiores do solo; 
 remoção dos poluentes da água superficial, uma vez que a infiltração no 
solo consiste em prática natural de despoluição; e, 
 auxílio no controle da erosão e de melhoria da qualidade das águas a 
jusante. 
 
 
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 77 
Esta solução é adequada para áreas mais densamente ocupadas, como opção 
de substituição parcial ou total da rede de microdrenagem. 
 
2.2.4.4.3 Alternativa 3 – Caixas de permeabilidade. 
 
São caixas de recepção de águas pluviais provenientes das coberturas de 
edificações (telhados ou lajes) residenciais ou comerciais, deve ser aplicada no âmbito 
interno aos lotes individuais ou coletivos. 
Há necessidade de colocação de filtros e telas nas canaletas de captação 
situadas na cobertura para deter folhas e outros detritos. Os materiais retidos devem ser 
removidos com certa frequência, pela instância responsável pela limpeza pública. 
A tubulação de drenagem de cobertura é direcionada a uma caixa 
subterrânea de percolação, afastada das fundações das edificações de no mínimo 3 metros, 
motivo que requer conhecimentos dos solos para evitar problema de segurança estrutural. 
Sua utilização deve ser incentivada e generalizada entre as soluções individuais. 
 
2.2.4.4.4 Alternativa 4 – Tecnologias comerciais para captação, filtração e 
armazenamento em nível de propriedade. 
 
No Brasil já existem tecnologias disponibilizadas e experimentadas em 
outros países que passam a ser propostas com as facilidades comerciais. 
A figura apresentada é de um catálogo de distribuidor brasileiro, de um 
sistema de captação, filtração e armazenamento de água para fins não potáveis, podendo 
incluir reuso em descarga de banheiros e gramados. 
Uma vantagem é de que nos dias de chuva intensa o sistema pode funcionar 
como espaço de contenção, diminuindo e até evitando alagamento e sobrecarga da rede 
pluvial, além de aumentar o tempo de concentração. 
 
2.2.4.4.5 Alternativa 5 – Estruturas de controle e detenção em lotes urbanos 
 
 
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 78 
Os reservatórios foram idealizados e implantados com base nas 
possibilidades de materiais, espaço mínimo de ocupação, características peculiares da 
drenagem brasileira e consideram estudos anteriores que os autores desenvolveram. 
São reservatórios dotados de: descarregadores de fundo, constituídos por 
tubos em PVC de diâmetros comerciais; e vertedores com comprimento constante, de 1 
metro (com exceção do reservatório 4, que não apresenta vertedor). 
As estruturas simuladas mostraram-se eficientes no abatimento da vazão de 
pico, com seus volumes de detenção variando entre 1 e 2,5 m
3
. A taxa de ocupação em 
planta no interior dos lotes individuais ficou sempre abaixo de 1% da área total. 
Os tempos de detenção mostraram grande variabilidade mesmo quando 
considerada cada estrutura individualmente, variando em geral de 15 a 45 minutos. 
Nas situações de ocupação dos lotes que apresentaram 50% de taxas 
impermeáveis, os tempos de detenção foram inferiores à 30 minutos, o que pode ser 
considerado bom para a situação de eventos consecutivos e funcionamento hidráulico das 
estruturas. 
Os volumes infiltrados nas estruturas dotadas de áreas permeáveis 
(reservatórios 4, 5 e 6) foram muito baixos. 
Alguns pontos importantes em relação aos dispositivos simulados: 
 
 Os reservatórios 1 e 5 apresentaram as menores taxas de ocupação em 
planta nos lotes, por suas maiores profundidades. No entanto, a utilização 
destes dispositivos fica restrita à profundidade do ponto de coleta da rede 
pluvial municipal e aos lotes com situação de declive e cota que favoreçam 
suas interligações; 
 Os reservatórios 2, 3, 4 e 6 apresentaram 2m
3
 como volume máximo 
possível; e, 
 O reservatório 3 (cilíndrico) apresentou os menores tempos de detenção 
dentre todos os simulados. 
 
A avaliação econômica efetuada sobre as seis opções demonstrou que: 
 
 
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 79 
 A estrutura aberta gramada (reservatório 4) tem custo de implantação da 
ordem de 3 a 4 vezes inferior ao das estruturas subterrâneas para o mesmo 
volume. Mas a sua manutenção periódica, devido a problemas de saúde 
pública, pode levá-lo a atingir o custo das demais em um período de 4 ou 5 
anos; 
 O dispositivo cilíndrico (reservatório 3) tem custo equivalente aos demais 
subterrâneos até volumes da ordem de 2m
3
, acima deste o seu valor de 
implantação é mais elevado; 
 As estruturas 1, 2, 5 e 6 têm curvas de custos com comportamentos 
semelhantes, com superioridade para os dispositivos 2 e 6 por apresentarem 
maiores áreas em plantas o que implica maiores volumes de concreto 
armado, devido às lajes. 
 
2.2.4.4.6 Alternativa 6 – Poços de infiltração ou injeção de águas no subsolo 
 
A construção de poços de infiltração é opção classicamente adotada na 
recarga artificial de aqüíferos, na drenagem agrícola e na solução de questões vinculadas a 
drenagem urbana, constituindo-se em prática tanto para acrescentar a quantidade de água 
necessária à alimentação do aqüífero como dar destino final a águas servidas. 
Um aspecto fundamental é que estes poços fazem parte de um conjunto de 
opções de recarga artificial que inclui bacias ou faixas de recarga irrigação por aspersão, e 
tubos ou poços de recarga e que para serem efetivos devem ocorrer em solos cujo perfil 
apresente uma boa capacidade de infiltração e em especial nos aquíferos não confinados 
que estejam com o nível de água abaixo de 2 a 3 metros. Motivo que requer testes prévios. 
Os poços de recarga são mais frequentemente empregados nos aquíferos 
confinados e profundos, ou quando não há suficiente área para uso de bacias de infiltração 
(ou detenção/infiltração). Quando o fluxo131 
4.2.12 Projeto dos bairros ........................................................................................ 131 
5 BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................... 145 
 
 
 
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 5 
ÍNDICE DE FIGURAS 
Figura 1: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 14 
Figura 2: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 15 
Figura 3: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 15 
Figura 4: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 16 
Figura 5: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba.................................... 16 
Figura 6: esquema ................................................................................................................ 99 
Figura 7: esquema .............................................................................................................. 101 
Figura 8: esquema .............................................................................................................. 103 
Figura 9: esquema .............................................................................................................. 105 
Figura 10: esquema ............................................................................................................ 108 
Figura 11: esquema ............................................................................................................ 110 
Figura 12: esquema ............................................................................................................ 112 
 
 
ÍNDICE DE TABELAS 
Tabela 1 - Evolução da população residente no município. ................................................ 53 
Tabela 2 - Indicadores demográficos................................................................................... 53 
Tabela 3: Estudo de projeção população para o município de Parnaíba. ............................ 54 
Tabela 4: Hierarquia do Sistema Viário – Via Arterial Regional........................................ 56 
Tabela 5: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Atividade. .............................. 58 
Tabela 6: Hierarquia do Sistema Viário – Via Principal de Ligação / Circulação. ............. 59 
Tabela 7: Hierarquia do Sistema Viário – Via Secundária. ................................................. 60 
Tabela 8: Hierarquia do Sistema Viário – Via Local. ......................................................... 61 
Tabela 9: Área e custo para a implantação do sistema de tratamento do município de 
Parnaíba. .............................................................................................................................. 68 
Tabela 10: Previsão da geração de lixo e área para tratamento. .......................................... 92 
 
 
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 6 
1 INTRODUÇÃO 
 
A Prefeitura de Parnaíba ao revisar o Plano Diretor de Parnaíba realizou 
audiências públicas para ouvir a população. Esta nova proposta tem com base o Plano 
Diretor 2007/2017 e considera também as mudanças ocorridas nessa temporalidade. O 
esquema abaixo evidencia o processo decorrido para revisão. Inicialmente considera-se o 
Plano Diretor 2007/2017, através do Diagnóstico/Prognóstico, atualizam-se as bases do 
Plano Diretor revisando-o, e através destas atualizações se delineia a proposta para o 
cenário futuro que servirá de referencia para as estratégias e diretrizes de desenvolvimento 
do Município, após aprovação, implementação da Lei do Plano Diretor e posterior 
execução através de sua regulamentação. Em esquema: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A revisão do Plano Diretor continuará seguindo as diretrizes estabelecidas 
pelo Estatuto das Cidades agindo em 03 (três) níveis, a saber: 
 
 Nível Urbanístico (refere-se ao direito social de estabelecer as formas de 
uso e ocupação do solo mais adequada aos interesses coletivos), 
 Nível jurídico / Fundiário (refere-se ao direito individual da propriedade), 
e; 
 Nível Social (refere-se às formas de organização da comunidade para 
garantir a harmonia entre os direitos mencionados). 
 
1.1 Nível Urbanístico 
 
 
Revisão 
 
Plano Diretor 
 
2007 - 2017 
 
Diagnóstico/ 
Prognóstico 
 
Cenário atual 
 
Cenário futuro 
de referencia 
 
Plano Diretor 
2017 - 2027 
Aprovação 
 
Implementação 
 
Execução 
 
Monitoramento 
 
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 7 
O Nível Urbanístico pressupõe dizer em que áreas do território e quais 
instrumentos do Estatuto das Cidades serão aplicados visando promover a correta 
utilização da regra de uso e ocupação do solo. Os instrumentos disponíveis são: 
 
 Instrumentos tributários: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), 
com as suas possíveis complementações em termos de parcelamento, 
edificação e/ou utilização compulsórios, IPTU progressivo no tempo e 
desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública (art. 182 da 
Constituição Federal); Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI); 
Contribuição de Melhorias; Incentivos e Benefícios Fiscais; Taxas; Preços 
Públicos e Tarifas. 
 Instrumentos Urbanísticos: Instrumentos do Plano de Uso e Ocupação do 
Solo; Outorga Onerosa do Direito de Construir e a correspondente 
Transferência do Potencial Construtivo; Outorga Onerosa de Alteração / 
Mudança de Uso; Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário; 
Direito de Preempção; Instrumentos complementares (Fundos de 
Desenvolvimento, Conselhos de Planejamento, etc.). 
 
1.2 Nível Jurídico / Fundiário 
 
O Nível Jurídico / Fundiário pressupõe definir áreas do território para que se 
aplique certos instrumentos do Estatuto da Cidade visando promover a regularização 
fundiária, de modo a acompanhar a regularização técnica com a legalização da área, a 
titularidade dos lotes, das casas e das atividades, objetivando inclusão territorial das áreas 
periferizadas socialmente. 
Os instrumentos disponíveis são: Estatuto da Cidade: Zonas Especiais de 
Interesse Social; Usucapião Especial de Imóvel Urbano; e Direito de Superfície. 
 
 Contidos na Lei Federal nº 9.636/98, com alteração dada pela Lei nº 
11.481/2007: 
o Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia; 
o Autorização de Uso 
 
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 8 
 Contidos em outros diplomas legais 
o Concessão de Direito Real de Uso – Decreto-Lei nº 271/1967; 
o Adjudicação compulsória; 
o Usucapião – Código Civil; 
o Imissão do Poder Público na posse de imóveis desapropriados – 
Constituição Federal. 
 
1.3 Nível Social 
 
O Nível Social pressupõe garantir que, através da organização social e da 
participação da comunidade no processo, o nível urbanístico e o nível jurídico / fundiário 
realmente ocorram assim como planejados coletivamente. A Revisão do Plano Diretor de 
Parnaíba, em pauta, manteve sua transparência ao ouvir a população respeitando a 
legislação vigente. 
O Capítulo 2 formatará a proposta propriamente dita, subdividida em: 
 
 Estrutura Urbana 
o Descrição Geral da Proposta 
o Parâmetros Urbanísticos 
o Índices de Restrição e Coeficientes de Aproveitamento 
o Outorga Onerosa do Direito de Construir 
o Outorga Onerosa da Mudança de Uso 
o Operação Urbana Consorciada / Consórcio Imobiliário 
o Direito de Preempção 
o Zonas Especiais de Interesse Social / ZEIS 
 Infraestrutura Urbana 
 
Como procedimento metodológico a revisão do Plano Diretor, manteve e 
procurou respeitar princípios de intervenção que evitassem, ao máximo, conflitos 
decorrentesde água é intergranular os poços têm entre 500 e 
900 mm de diâmetro e penetram bastante abaixo do nível da água subterrânea com uma 
seção com filtro. 
Antes de optar por poços de recarga devem-se efetuar testes e ter 
conhecimento apropriado do aquífero e da sua dinâmica, pois deve existir um adequado 
potencial de armazenamento. O método oferece significantes vantagens quando as 
 
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 80 
condições são favoráveis, mas exige poços piloto de observação por um período 
representativo das estações do ano. 
 
2.2.4.4.7 Alternativa 7 - “Estacionamentos Verdes” 
 
Os tipos de estacionamentos atualmente utilizados têm ocupados grandes 
áreas e, embora apresentem um desempenho satisfatório nos propósitos de atendimento aos 
usuários de veículos, apresentam a desvantagem de criação de grandes áreas de cobertura 
impermeável, não só desnecessárias, como inadequadas do ponto de vista ambiental. 
A nova abordagem que leva a rever os conceitos dos estacionamentos tanto 
das áreas comerciais, como residenciais possibilita aumentar consideravelmente as áreas 
permeáveis dos pavimentos, mantendo o conforto e conveniente acesso dos usuários. 
A estratégia adotada pelos países que praticam a drenagem urbana 
sustentável com êxito é o aumento da permeabilidade dos pavimentos dos estacionamentos 
pelo padrão denominado de “green parking”. Esse modelo rever as dimensões, formatos e 
concepções das vagas de veículos, e direcionam as vazões para as “áreas mortas”, 
posições onde há possibilidade de localizar caixas, valas, trincheiras de infiltração e ainda 
a utilização de componentes porosos. 
 
2.2.4.4.8 Alternativa 8 – Bacias de infiltração 
 
Geralmente utilizadas para solos de alta permeabilidade. As bacias de 
infiltração são eficientes na remoção tanto de poluentes finos quanto solúveis, originários 
de escoamentos superficiais urbanos. Diferente de outros sistemas de infiltração, as bacias 
podem ser facilmente adaptadas para prover controle total de vazões de pico, provenientes 
de tormentas. Também podem ser projetadas para grandes áreas de drenagem. Precisam de 
inspeção regular quando ocorre a situação de água parada (estagnada). 
É usual encontrar (Hamil e Bell, 1986), uma série de bacias de infiltração 
interconectadas próximas aos corpos hídricos recebendo águas para propósito de recarga. 
Os índices de recarga observados em bacias individuais são da ordem de 0,3 a 0,5 
metros/dia com lâminas de água de 1 a 2 metros. Porém a adoção de bacias exige uma 
 
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 81 
elevada superfície (aproximadamente 1km
2
 para 100.000 m
3
/dia). Dentre as vantagens das 
bacias de infiltração, pode-se citar: 
 
 preservação do equilíbrio da água no solo; 
 poder servir de bacia de sedimentação durante sua fase de construção; e 
 ter custo relativamente baixo, comparado a outras medidas de controle de 
enchentes urbanas. 
 
Dentre as desvantagens apontadas ocorrem: 
 
 Significativo índice de falha devido a características de solos inapropriados; 
 Necessidade de manutenção periódica; e 
 Possibilidade de efeitos incômodos, como pragas, odores e solo encharcado. 
 
2.2.4.4.9 Alternativa 9 – Lagoas de Detenção 
 
Estas alternativas podem ser efetivas e de baixo custo tanto na remoção de 
poluentes, como no controle do pico de cheias. Reduzem a frequência de ocorrência de 
cheias com potencial erosivo à jusante. 
A altura de lâmina de água no segundo trecho da bacia é controlada por uma 
captação em torre. O orifício para captação e escoamento das chuvas com recorrência de 2 
anos está situado a certa altura do fundo da bacia gerando um volume morto (zona de 
armazenamento). 
A precipitação direcionada e acumulada nesta zona de armazenamento tende 
a percolar vagarosamente. Se existir um afluxo de vazão elevado (de 10 anos de 
recorrência,) passará pelo descarregador, em cota mais elevada, reduzindo os riscos de 
danificar a estrutura. Dentre as vantagens de uma lagoa de detenção citam-se: 
 
 Criação de uma área alagada local e um habitat para a vida selvagem; 
 A atividade de lazer da área que não se encontra frequentemente inundada. 
 
Dentre as desvantagens ocorrem: 
 
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 82 
 
 Ocasionais incômodos e problemas estéticos na área inundada da lagoa, 
como a presença de odores, resíduos e vegetação indesejada. 
 Necessidade de manutenção periódica e eventual custo para remoção de 
sedimentos. 
 
2.2.4.4.10 Alternativa 10 – Bacias de Detenção e Infiltração 
 
A tecnologia mais comum atualmente adotada em drenagem sustentável a 
de projetos de bacia de infiltração e detenção. Nestas bacias as vazões do escoamento 
superficial são, inicialmente, lançadas na parte superior da lagoa onde existe uma 
microbacia composta de pedras (riprap), ou um filtro graúdo. 
Os sólidos mais pesados (grosseiros), ou seja, o caudal sólido fica retido e a 
vazão líquida escoa para as partes inferiores da bacia artificial. A altura de lâmina de água 
no segundo trecho da bacia é controlada por uma captação em torre. O orifício para 
captação e escoamento das chuvas com recorrência de 2 anos está situado a certa altura do 
fundo da bacia gerando um volume morto (zona de armazenamento). A precipitação 
direcionada e acumulada nesta zona de armazenamento infiltrará vagarosamente. 
Se existir um afluxo de vazão elevado (de 10 anos de recorrência,) passará 
pelo descarregador, em cota mais elevada, reduzindo os riscos de danificar a estrutura de 
barramento. 
 
2.2.4.4.11 Alternativa 11 - BACIAS DE INFILTRAÇÃO “OFF-LINE” 
 
São bacias (pequenos lagos), adotadas para derivar a água do fluxo principal 
canais ou galerias, armazenando e filtrando as vazões iniciais de escoamento superficial de 
uma rede de galerias ou um canal de drenagem. São úteis no desenvolvimento de situações 
intermediárias onde a infiltração não seria possível nos trechos finais (jusante), devido a 
problemas de limitações dos solos ou de posse de terrenos. 
A estrutura sugerida na figura utiliza a combinação de uma bacia (off-line) 
de infiltração com areia e cascalho no trecho inicial de montante, e uma segunda câmara 
que funciona como uma bacia de infiltração. 
 
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 83 
Uma estrutura de derivação é localizada transversalmente no canal artificial 
ou natural de drenagem para direcionar o escoamento da água para a primeira câmara com 
o filtro de areia e cascalho. Após a percolação pelo filtro o escoamento é coletado por 
drenos enterrados que conduzem a água para a bacia de infiltração que é vegetada e 
propicia a percolação. 
 
2.2.4.4.12 Alternativa 12 - BACIAS DE RETENÇÃO EM ÁREAS ESPORTIVAS OU DE 
LAZER 
 
Esta alternativa foi apresentada em novembro de 2003, na França, no evento 
“Apprisioner l’eau pluviale: Une démarche de projet urban; pour une ville durable”, pela 
Direção de Água e Saneamento de Seine-Sain-Denis, André Baraglioli. 
A opção adotada é de alcance coletivo e constitui-se componente de Planos 
Diretores de Drenagem Urbana, tanto associados com a fase inicial de concepção 
urbanística como de remediação. Devem existir orientativos, normas de ocupação, códigos 
de postura e especificações que levem a que os serviços públicos, áreas administrativas, 
escolas, institutos, parques, etc, disciplinem e delimitem áreas que são sujeitas à inundação 
ou que terão a finalidade de permitir a recepção de vazão das áreas circunvizinhas nos 
momentos de tormenta (maior intensidade de precipitação), amortecendo os picos de 
cheias, retendo a água por períodos específicos de maneira, tanto a liberar vazões após o 
momento crítico de chuvas, como permitir a infiltração. Os casos usuais são de camposgramados (futebol), como de quadras não pavimentadas de areia e pistas ciclismo, 
motociclismo etc. 
Esta solução é mais apropriada para atender a situações críticas em centros 
urbanos existentes e que sofrem inundações constantes, como é o caso em algumas quadras 
de alguns bairros da cidade de Parnaíba. 
 
2.2.4.4.13 Alternativa 13 - “BIORRETENÇÃO” NO TRATAMENTO DE POLUENTES 
 
Esta tecnologia incorpora muitos mecanismos de remoção de poluentes 
presentes num ecossistema florestal. Entre os elementos que cooperam no tratamento da 
água estão: 
 
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 84 
 
 filtro de grama; 
 camada de areia; 
 solo argiloso; 
 cobertura vegetal (mulch); 
 lagos rasos para amortecimento de enchentes; e 
 plantas nativas como árvores e arbustos. 
 
Entre as vantagens apontadas para este sistema estão: 
 
 Baixa demanda de área (entre 5 e 10% do estacionamento); 
 A vegetação presente na “biorretenção” tem alto índice de sobrevivência e 
desenvolvimento. 
 
A “biorrentenção” ainda é uma tecnologia nova, necessitando o 
aprofundamento de questões referentes à: 
 
 remoção de poluentes 
 manutenção do sistema; e 
 limpeza de sedimentos. 
 
2.2.4.4.14 Alternativa 14 - FILTROS DE AREIA DE PERÍMETRO 
 
Esta alternativa, inicialmente adotada em 1991 (Delaware, EUA), permite a 
captação da água de drenagem em uma câmara de sedimentação para retirar os sólidos de 
médias e grandes dimensões. O escoamento passa a uma segunda câmara com camada 
filtrante em areia (altura da ordem de 45 a 50 cm), que possibilita a retenção dos poluentes. 
A água que percola pelo filtro é captada por um tubo poroso ou perfurado, que possibilita o 
retorno da vazão à drenagem natural ou artificial. 
Esta alternativa tecnológica apresenta quatro possibilidades: 
 
 
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 85 
 Filtros de areia de perímetro; 
 Filtros de areia de superfície; 
 Filtros de areia subterrâneos; e 
 Filtros orgânicos. 
 
A localização dos componentes ocorre no limite de cota inferior dos 
estacionamentos e requerem a periódica retirada das primeiras camadas de areia para 
prevenir contra as colmatações. Apresenta vantagens pelo fato de não requererem, ou 
pouco utilizarem, áreas adicionais; capacidade de remoção de poluentes de moderada à 
alta; e facilidades de acesso. 
 
2.2.4.4.15 Alternativa 15 - DEFINIÇÃO DE BACIAS DE INUNDAÇÃO TEMPORÁRIA 
 
Esta alternativa foi apresentada em novembro/2003, na França, no evento 
“Apprisioner l’eau pluviale: Une démarche de projet urban; pour une ville durable”, pela 
paisagista Marie Pire, estando relacionada ao parque Jean Mermoz de Villemomble. 
A solução de remediação encontrada constitui-se de terraços inundáveis, 
com bacias sucessivas, que são preenchidas pela água à medida que a cheia seja anual, ou 
alcance a recorrência decenal. 
As bacias de armazenamento apresentam um formato e interligação entre si 
que se assemelha a ondulações (vagas de um oceano) de forma que ela tanto permite evitar 
o transbordamento como propicia condições e extravasamento quando o nível se eleva, 
sem danificar. Esta proposta é apropriada para lotes de dimensões superiores, como 
escolas, hospitais, prédios administrativos e etc. 
 
2.2.4.4.16 Alternativa 16 - FAIXAS FILTRANTES 
 
Este sistema de destinação final de tratamento das águas pluviais com 
vegetação envolve o escoamento direto do estacionamento para um sistema com camada 
filtrante composto de uma trincheira com pedras, ou seixos que tendem a direcionar o 
escoamento para o subsolo; uma faixa de superfície permeável com declividade menor ou 
 
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 86 
igual a 2% gramada; e uma faixa com vegetação arbustiva e/ou árvores, situada ao final da 
área. 
Esta opção atende a estacionamentos residenciais ou de comércios locais, de 
tamanhos pequenos e médios, com extensões de contribuição da ordem de 25 e 30m. 
Pode representar a solução nas áreas comerciais próximas às vias de acesso 
com fluxo de veículos mediano. 
 
2.2.4.4.17 Justificativas 
 
Os diferentes loteamentos / bairros da cidade de Parnaíba ocuparam áreas de 
contribuição de diversas sub-bacias hidrográficas, que são influenciadas diretamente pelo 
sistema viário e pela impermeabilização, tendo sido alteradas as contribuições em 
oportunidade e porte de vazões para os diversos trechos tributários dos cursos d’águas 
principais. 
Considerando-se o sistema de drenagem urbana como parte da gestão 
integrada das respectivas bacias dos cursos de água citados, deve-se procurar alcançar o 
propósito da sustentável convivência com a vegetação, solos e recursos hídricos, que 
respeitem os vínculos com a ocupação urbana, a sociedade, a economia e o meio ambiente. 
Observa-se que forma de ocupação do solo de grande parte da cidade de Parnaíba não teve 
os cuidados preventivos, neste aspecto. 
Malsimovic e Todorovick (1998) comentam que “as qualidades 
fundamentais da gestão integrada das águas são a sua natureza holística que reconhece a 
complexidade do sistema e a inter-conectividade de seus elementos, demonstrados pela 
troca de informações, energia e matéria, e pelo estilo das ações planejadas”. 
Desta forma percebe-se claramente que para reverter este quadro de 
degradação há de conceber um sistema de drenagem para os diferentes bairros da cidade de 
Parnaíba que procurem resgatar as características dos fluxos naturais superficiais, 
subterrâneos e interfluxos para as diversas sub-bacias hidrográficas e domínios 
hidrogeológicos. Esses que foram afetados pela ocupação urbana e são sensíveis a uma 
drenagem de águas pluviais do tipo puramente tradicional, devem-se adotar uma 
abordagem sistêmica, usualmente denominada de abordagem de ecossistema ou holística. 
 
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 87 
Tal estratégia envolve, a complementaridade entre a drenagem clássica e a 
drenagem sustentável, iniciando pela sensibilização do setor público central, estendendo-se 
igualmente ao interesse da comunidade e as regiões rurais limítrofes, envolvendo 
engenheiros, cientistas da área natural, ambientalistas e tomadores de decisão. Os 
profissionais dos diversos setores e disciplinas devem dialogar a procura de uma solução 
comum. 
A gestão da água nas áreas dos diferentes bairros da cidade de Parnaíba 
devem resgatar as expectativas de crescimento com o desenvolvimento sustentável do 
meio urbano, no contexto de utilização eficiente, eficaz e efetiva dos recursos hídricos, 
progressivamente melhorando as condições de vida, valorizando o meio ambiente e a 
sociedade dos efeitos danosos do trato inadequado das águas, que é atualmente observado 
em diversos bairros. 
Nos levantamentos realizados ficou patente que não se tirou partido das 
alternativas para uma drenagem urbana sustentável, que deveriam ser incorporadas na fase 
de planejamento urbano e antes da ocupação, e tenderiam a prevenir os impactos 
potenciais, decorrentes da urbanização. 
Nesta oportunidade há a necessidade de sensibilizar a população de que a 
trajetória que está sendo seguida, de valorizar apenas o artificial e o controle final da linha 
não permite um futuro sustentável. 
Orientando-se para adoção de projetos ou planejamentos urbanísticos e de 
drenagem urbana com certas “medidas de controle” relacionados com águas de chuva, 
meio dos quais se pode obter uma série de vantagens econômicas e ambientais. 
No meio técnico envolvido com opções de drenagem urbana sustentável é 
comum serem adotadas medidas estruturais, semi-estruturais ou não-estruturais. As mais 
comuns são: 
 
 controle na fonte; 
 medidas à nível de propriedade em reservatório e no solo; 
 estocagem/filtração em lajes planas ou inclinadas das edificaçõescom 
material granular; 
 filtros vegetais e/ou; 
 estruturas para induzir a infiltração; 
 
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 88 
 pavimentos porosos; 
 caixas de sedimentação e filtração; 
 filtros; 
 bacias de sedimentação, de infiltração e mistas; 
 poços de infiltração natural ou induzida; 
 substituição de galerias por valetas de infiltração, com associação de 
estruturas de detenção e infiltração. 
 
As soluções podem ser mistas, tanto estruturais, semi-estruturais como não-
estruturais, valorizando as características locais, da natureza, com o propósito de que a 
ocupação urbana desejada reserve espaços que permitam o amortecimento e a infiltração 
das águas, adotando componentes de sinergia entre projeto urbano, de sistema de drenagem 
e do ecossistema. 
Assim, de acordo com a sensibilidade que os diferentes bairros da cidade de 
Parnaíba apresentam, há que respeitar a dinâmica de fluxo moldada na série histórica de 
precipitações, detenção, escoamento (interfluxo, superficial e subterrâneo) e valorizar a 
união dos conhecimentos, atuando não só pluridisciplinarmente, mas também 
intersetorialmente. 
Uma linha de trabalho predominante nos países que avançaram no campo da 
drenagem urbana sustentável leva a reduzir a zero à utilização de tubulações (galerias de 
águas pluviais), outras cidades consideram a possibilidade de soluções no âmbito de cada 
grupo de pequenos quarteirões (uma ou duas quadras) ou lotes de maior porte que passam 
a apresentar sua solução completa, de coleta e destino, lançamento das águas que 
precipitam, captando e conduzindo pelas próprias sarjetas, ou tubulações singelas 
(microdrenagem), até pontos, ou áreas de depressão, do conjunto de quarteirões ou quadras 
que caracterizam um “conjunto de vizinhança”. Desta maneira alcançam pela sua 
magnitude a recomposição do comportamento que a natureza apresentava antes da 
interferência antrópica. 
Dentre as opções que podem ser adotadas ocorre a de utilização de espaços 
poucos utilizados (canteiros de estacionamentos e praças) que apresentam pequeno ou 
nenhum valor funcional, mas que são úteis para localizar valas ou trincheiras de 
permeabilidade e poços de infiltração de água. 
 
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 89 
Pode-se criar, também, nas áreas verdes de espaços entre as vias e os lotes 
particulares tanto as trincheiras de infiltração como as caixas com câmaras de detenção e 
de permeabilidade além de lagoas de detenção/infiltração, que funcionem também como 
filtros. 
Tais soluções possibilitam reduzir o escoamento superficial e os fatores que 
levam à degradação dos solos e de qualidade das águas, provendo a alimentação hídrica do 
solo que proporciona o exercício de suas funções proverem com nutrientes à vegetação, 
aos ecossistemas, de reserva e de transmissividade regularizada de vazões que permitem o 
fluxo de água pluvial com melhoria de qualidade por um tempo de maior alcance. 
No projeto clássico de drenagem urbana adotados observa-se que os estilos 
tradicionais de suas concepções são baseados em medidas exclusivamente estruturais, 
dotando-se as diversas vias e estacionamentos com coletores circulares (galerias de águas 
pluviais), captando-se com bocas-de-lobo que vão coletando as águas de cada uma das 
pequenas bacias de contribuição ao longo da cidade, reduzindo a recarga do subsolo e 
apresentando um somatório das vazões que alcançam os corpos de água em poucos 
minutos com elevadas vazões. 
As vazões que são acumuladas em tubulações condutoras resultam na 
elevação do diâmetro e/ou velocidade à medida que aumenta o seu caminhamento e 
crescimento do número de trechos e coletores, levando a concentrar em sítios de 
lançamento final, em geral escolhidos dentre a drenagem natural existente, pontos que 
passam a ser susceptíveis de alta degradação, pela alta concentração de vazão e de 
resíduos. As vazões são de tal magnitude, que causa o que denominou de “obesidade do 
corpo hídrico”. (Christofidis, 2005). 
 
2.2.5 Energia elétrica 
 
Conforme apresentado no Volume I – Diagnóstico, o sistema elétrico de 
distribuição atual não atende, por inteiro, ao crescimento da demanda, havendo quedas 
constantes de tensão causando prejuízos à população com queima de equipamentos 
eletrônicos e utensílios domésticos. 
 
 
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 90 
Essa limitação no fornecimento de energia elétrica limita a capacidade 
investimento no município, principalmente, na área de aquicultura, com destaque para a 
carcinicultura que é uma das grandes demandantes de energia elétrica. Outros 
investimentos de grande podem vir a surgir e, num futuro próximo, serão grandes 
consumidores de energia elétrica como os empreendimentos que estão sendo formados na 
ZPE. 
O cenário atual mostra que devem ser direcionados esforços dos órgãos 
competentes e de lideranças políticas da região, para a elaboração de um planejamento do 
sistema elétrico do município de Parnaíba, contemplando a expansão do sistema e 
incentivando novas tecnologias de produção de energia, como as usinas eólicas no litoral 
do Município, com a finalidade de complementar o abastecimento de energia elétrica da 
microrregião. 
 
2.2.6 Resíduos Sólidos 
 
Os resíduos sólidos constituem hoje uma das grandes preocupações 
ambientais do mundo moderno. O consumismo avança de forma a esgotar os recursos 
naturais e os bens gerados, a cada dia com vida útil mais limitada, transformando-se 
rapidamente em lixo, cuja disposição não vem sendo feita de forma adequada, em face do 
aumento constante das quantidades e pela falta de uma política séria de reciclagem. 
Dos pontos de vista sanitário e ambiental, a adoção de soluções inadequadas 
para o lixo agrava: os riscos de contaminação do solo, do ar e da água, a proliferação de 
vetores e de doenças. Com a maior concentração de pessoas nas cidades e o aumento da 
produção individual de lixo, os locais de tratamento e destinação final devem inspirar 
maiores cuidados, de modo a não tornar irreversíveis os danos ambientais daí decorrentes. 
 
Os serviços de limpeza pública são compostos das seguintes atividades: 
 Limpeza de logradouro (varrição, capinação e serviços diversos); 
 Acondicionamento do lixo; 
 Coleta do lixo; 
 Tratamento e disposição final do lixo (aterro sanitário, compostagem, 
incineração, etc.); 
 
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 91 
 Reciclagem dos materiais do lixo; 
 Disposição de entulho. 
 
2.2.6.1 Limpeza dos logradouros 
 
As atividades de limpeza dos logradouros são: a varrição, a capina, lavagem 
de vias e de locais de feiras, desobstrução de bocas-de-lobo, coleta de entulho, etc.. Da 
mesma forma que as atividades de coleta, transporte, tratamento e disposição do lixo, a 
limpeza dos logradouros deve fazer parte integrante do planejamento geral dos serviços 
públicos, sendo igualmente importantes para manutenção de boa aparência e de condições 
de salubridade dos cidadãos, bem como minimizar as cargas poluentes difusas direcionadas 
para os cursos d’água, carreadas pelas águas de chuva. 
 
2.2.6.2 Acondicionamento do lixo 
 
Os limites máximos aceitáveis de peso e de volume do lixo a ser coletado 
regularmente são estabelecidos por normas municipais que devem refletir as peculiaridades 
locais, orientando e educando a população, cuja colaboração é fundamental para a boa 
execução das atividades. 
O correto uso de quaisquer que sejam as formas e tipos de recipientes é 
estabelecido por normas específicas da Prefeitura. Deve ser fiscalizado o cumprimento 
destas normas quanto ao acondicionamento, aos horários de colocação do lixo para coleta, 
punindo-se eventuais transgressões. 
Ao órgão de limpeza pública cabe colocar, emlocais estratégicos das vias e 
logradouros, cestos públicos em número suficiente. As pessoas que desenvolvem suas 
atividades nos locais públicos (comércio, camelôs, bares, etc.) são responsáveis pelo 
recolhimento de seus resíduos, devendo, portanto, prever a colocação de lixeiras junto a 
seus locais de trabalho. 
 
2.2.6.3 Coleta de lixo 
 
 
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 92 
A coleta de lixo deve ser feita em todo o município, de acordo com as 
características de cada região. Com relação à frequência de coleta é comum adotar-se: 
 
 Coleta diária: em áreas centrais ou comerciais, onde a produção de lixo é 
grande (geralmente noturna); 
 Coleta em dias alternados: em áreas residenciais, menos adensadas; 
 Coleta especial: em áreas de difícil acesso e na zona rural. 
 
O órgão de limpeza urbana deve orientar quanto ao local e ao horário da 
colocação do lixo, segundo as normas municipais. 
 
2.2.6.4 Tratamento e disposição final do lixo 
 
Para o município de Parnaíba, as alternativas de disposição final dos 
resíduos sólidos, que no momento são viáveis economicamente e tecnicamente são: aterro 
sanitário, incineração e compostagem. Sendo que foi firmado consórcio entre 11 
municípios e com o Estado, com a finalidade de administrar os resíduos destes municípios, 
Consórcio Regional de Desenvolvimento da Planície Litorânea Piauiense – COREDEPI. 
Considerando uma média diária per capita de geração de lixo igual a 0,4 
kg/hab./dia e peso específico de 185kg/m
3
, tem-se a previsão de geração de lixo para a 
cidade de Parnaíba, bem como a área necessária para seu tratamento, conforme 
apresentado na Tabela abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 10: Previsão da geração de lixo e área para tratamento. 
 
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 93 
Ano Pop. Total 
Geração de lixo 
(kg/dia) 
Volume diário 
(m
3
/dia) 
Estimativa de 
Área (ha) 
Planejamento para 
cada 5 anos (ha) 
2016 150.201 60.525 322 1.67 
2017 151.087 60.435 327 1,70 existente 
2018 153.354 61.342 332 1,73 
2019 155.654 62.262 337 1,75 8,52 
2020 157.989 63.196 342 1,78 
2021 160.359 64.143 347 1,81 
2022 162.764 65.106 352 1,84 
2023 165.206 66.082 357 1,86 
2024 167.684 67.073 363 1,89 9,18 
2025 170.199 68.080 368 1,92 
2026 172.752 69.101 374 1,95 
2027 175.343 70.137 379 1,98 
2028 177.973 71.189 385 2,01 
2029 180.643 72.257 391 2,04 9,89 
2030 183.353 73.341 396 2,07 
2031 186.103 74.441 402 2,10 
2032 188.894 75.558 408 2,13 
2033 191.728 76.691 415 2,16 
2034 194.604 77.841 421 2,19 10,65 
2035 197.523 78.991 427 2.22 
 Fonte: Plano diretor municipal de 2007/2017. 
 
O aterro sanitário exige cuidados e técnicas específicas, que visam inclusive ao uso futuro 
da área, e que incluem a seleção e o preparo da área, sua operação e monitoramento. A 
NBR 8419 fixa todos os procedimentos necessários a uma correta elaboração do projeto. 
Um aterro sanitário deverá conter necessariamente: Instalações de apoio; Sistema de 
drenagem de águas pluviais; Sistema de coleta e tratamento da decomposição da matéria 
orgânica e de drenagem de gases; Impermeabilização lateral e inferior, de modo a evitar a 
contaminação do solo e do lençol freático. Atualmente, a cidade de Parnaíba possui aterro 
sanitário controlado na BR-402. 
 
No âmbito do presente Plano Diretor identifica-se a necessidade de efetivação 
do Consórcio Público Intermunicipal de gestão de resíduos sólidos– COREDEPI com a 
finalidade de otimização e economia no gerenciamento dos resíduos sólidos das 11 (onze) 
cidades da faixa litorânea participantes do Consórcio: Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Luiz 
Correia, Parnaíba, Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Caraúbas do Piauí, Caxingó, 
Cocal, Cocal do Alves e Murici dos Portelas. 
 
 
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 94 
Verifica-se, ainda, necessidade de Parnaíba concretizar seu plano municipal de 
resíduos sólidos, observando o conteúdo mínimo disposto na Lei Federal nº 12.305/2010. 
 
2.3 Sistema Normativo 
2.3.1 Da taxa de permeabilidade do solo 
 
A taxa de permeabilidade do solo é o percentual mínimo da área do lote 
onde é proibida a sua impermeabilização por edificação ou pavimentação. 
Por tratar-se de uma área delicada do ponto de vista ambiental, onde é muito 
importante garantir a recarga dos aqüíferos subterrâneos, as taxas de permeabilidade para 
os diferentes lotes serão mais alta que a média existente em assentamentos tradicionais, a 
saber: 
 
 para os lotes com área de até 150 (cento e cinquenta) m
2
, não é exigida a 
taxa de permeabilidade do solo; 
 para os lotes com área superior a 150 (cento e cinquenta) m
2
 e até 400 
(quatrocentos) m
2
, a taxa de permeabilidade do solo será correspondente a 
15% (quinze por cento) da área do lote; 
 para os lotes com área superior a 400 (quatrocentos) m
2
 e até 2.000 (dois) 
mil m
2
, a taxa de permeabilidade do solo será correspondente a 30% (trinta 
por cento) da área do lote; 
 para os lotes com área superior a 2.000 (dois mil) m
2
, a taxa de 
permeabilidade do solo será o correspondente a 45% (quarenta e cinco) por 
cento da área do lote. 
 
Com estes valores pretende-se liberar solo para infiltração e verticalizar as 
construções. 
Concomitantemente, imagina-se que nas áreas de expansão urbana, ainda 
não parceladas nem ocupadas, possam ser implementadas políticas públicas de retenção 
das águas pluviais, seja a partir de incentivos na cobrança de IPTU, seja pelo fornecimento 
de “kits” de recolhimento e armazenamento das águas pluviais, em unidades premoldadas 
 
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 95 
(a imagem e semelhança do que ocorre com o fornecimento de unidades sanitárias em todo 
o território nacional). 
As diretrizes gerais com relação à taxa de permeabilidade do solo foram 
registradas para cada zona, na descrição setorial da estrutura da cidade. 
 
2.3.2 Dos afastamentos obrigatórios 
 
Os afastamentos obrigatórios representam as distâncias mínimas que devem 
ser observadas entre as fachadas das edificações e as divisas do lote. 
Em termos gerais, o afastamento mínimo das fachadas voltadas para 
logradouro público será exigido conforme legislação específica. Em casos de interesse 
geral, e visando a constituição dos espaços/logradouros públicos (praças, largos, etc.) e 
vias principais será exigida a construção na testada do lote, sem afastamentos laterais nessa 
testada, de modo a configurar uma frente contínua de entradas comerciais ou vitrines. No 
caso de expectativa e/ou necessidade em se prever o aumento da largura das vias (vias 
principais, por exemplo, que hoje em dia não cumprem com as exigências de caixa de via 
estabelecidas no capítulo correspondente / vide item 2.2.1 Sistema Viário), o afastamento 
será àquele necessário ao aumento em pauta. Um caso muito especial é constituído pela 
Rua José Bonifácio. Caso ela venha assumir o padrão de via principal central, tal como 
previsto na proposta, com suas funções de centralidade, um projeto executivo desta 
proposta fixará os valores do afastamento frontal que viabilize a transformação proposta (a 
argumentação também é válida caso seja escolhido o binário Rua Armando Burlamarque / 
Rua Tabajara). 
O afastamento mínimo nos trechos das fachadas, com abertura de vãos de 
iluminação e aeração voltados para lotes vizinhos, obedecerá às disposições do Código de 
Edificações vigente ou a ser elaborado e atualizado. 
As diretrizes gerais com relação aos afastamentos obrigatórios foram 
registradas para cada zona, na descrição setorial da estrutura da cidade (vide item 2.1.2 
Descrição Setorial da Proposta). 
 
2.3.3 Da quantidade mínima de vagas para estacionamento de veículos 
 
 
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 96 
Será exigida uma quantidade mínima de vagas de estacionamento de 
veículos no interior do lote (em subsolo, em superfície ou em pavimentos superiores), em 
função da atividade a ser desenvolvida e seu respectivo porte, segundo os critérios 
estabelecidos em legislação específica. 
 
2.3.4 Da quantidade mínima de domicílios por lote 
 
Em princípio, é permitida somente 01(um) domicílio por lote. 
Serão permitidos 02 (dois) domicílios por lote, superpostos, um em cada 
pavimento, no caso de lotes existentes ou provenientes de remembramento com áreas 
iguais ou superiores a 250 (duzentos e cinquenta) m
2
. 
 
2.3.5 Do acesso e demais parâmetros de ocupação do solo 
 
O acesso de veículos ao lote se dará: 
 
 em caso de uso residencial, por via de hierarquia inferior, se possível, local; 
 em caso de uso não residencial, por via secundária, quando houver divisa 
voltada para esta categoria de via, ou via local, quando não houver divisa 
voltada para via secundária. Só em casos excepcionais o acesso se dará pela 
via principal. 
 o acesso a postos de abastecimento de combustíveis terá um conjunto de 
exigências específicas, que farão parte dos Parâmetros Urbanísticos (PUR). 
 
Para atividades consideradas polos geradores de tráfego deverão ser 
apresentados projetos de acesso de veículos para análise e anuência do órgão gestor. 
 
As questões relativas a: 
 construção de marquises; 
 ocupação de área pública em subsolo, térreo ou espaço aéreo; 
 edificação de torres e castelos d’água; 
 
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 97 
 serão tratadas quando da elaboração do Projeto Executivo e respectiva PUR, 
ou dos Códigos de Edificações, etc.. 
 
2.4 Princípios de endereçamento 
 
Existem várias possibilidades teóricas de se fazer o endereçamento de uma 
área. Dentre os comumente utilizados, podem ser citados o chamado “sistema de avenidas 
e ruas”, o de “quadrantes” e o de “coordenadas”, lembrando ainda, como um sistema 
informal, a chamada forma “aleatória”, onde as vias são designadas sem maior ou mesmo 
nenhum critério. O mais comum, entretanto, é utilizar-se um endereçamento que combine 
dois ou mais sistemas ou princípios, adequando as teses teóricas às particularidades da 
situação. 
No caso da Revisão Plano Diretor da Cidade de Parnaíba, será apresentado 
como anexo um projeto de lei de atualização e criação de novos bairros, levando em 
consideração as comunidades e assentamentos existentes. Assim, quase todos os bairros 
existentes estarão organizados, do ponto de vista de seu endereçamento, a partir do sistema 
de avenidas e ruas, e numeração por lotes. 
De qualquer forma, existem nos diversos bairros um endereçamento já mais 
ou menos consolidado, e que serviu como base do endereçamento proposto, quando da 
elaboração do correspondente Projeto Executivo. 
 
3 RESUMO DAS DIRETRIZES EXPLICATIVAS E 
JUSTIFICATIVAS DA PROPOSTA. 
 
As diretrizes descritas a seguir representam a síntese de todas as 
argumentações colhidas ao longo do processo de elaboração do diagnóstico e do 
prognóstico, tanto nas suas versões técnicas quanto comunitárias (oficinas com as 
populações). Elas podem ser registradas nos termos que se seguem: 
 
3.1 Com relação ao sítio 
 
 
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 98 
 Os solos em quase todo o Município são solos do tipo arenoso, 
característicos do litoral norte brasileiro. 
o Nos trechos mais centrais, que correspondem, não por acaso, aos 
pediplanos litorâneos, estes solos arenosos misturam-se com argilas 
criando solos emparentados com os cambissolos e latossolos 
amarelos, passíveis de serem cultivados. 
o À oeste, junto ao rio Parnaíba, ocorrem gleissolos nas áreas de várzea, 
periodicamente saturados com águas de enchentes e de chuvas. 
o Ao sul, solos litólicos sobre rochas caracterizando geomorfologias 
mais acidentadas. 
 
 
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 99 
Figura 6: esquema 
 
 
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 100 
 
 A partir da litologia / pedologia caracterizam-se 02 (duas) grandes unidades 
geomorfológicas, a saber: 
 O litoral, extremamente plano, com cotas variando entre 0 e 5/8 metros, sem 
reentrâncias, solos arenosos e dunas móveis, semi-móveis, semi-fixas e 
fixas; e 
 A planície parnaibana, subdividida em: 
o planícies fluviais (faixas de acumulação aluvial do rio Parnaíba e 
afluentes imediatos); e 
o tabuleiros (chegando a cotas de até 60 metros no seu extremo sul) (a 
cidade de Parnaíba faz parte desta unidade geomorfológica, ocupando 
um sítio cujas cotas variam entre 5 e 25 metros). 
 
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 101 
Figura 7: esquema 
 
 
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 102 
 
 O formato dessa mesma geomorfologia é que explica a forma como bacias e 
microbacias hidrográficas se organizam no Município: 
 todo o sistema de recursos hídricos superficiais faz parte da grande 
macrobacia do rio Parnaíba 
 não obstante isso, é interessante registrar um divisor de águas (que coincide 
aproximadamente com o traçado da BR 343) que subdivide a macrobacia 
em 02 (duas) bacias, a saber: 
o a do próprio rio Parnaíba (que constitui trecho substantivo do limite 
ocidental do Município), associada a uma série de eventos hídricos 
(lagoa do Prado, lagoas do Curralinho, Redonda, da Lama e do 
Anininga, lagoa da Prata, etc.) 
o a do rio Portinho, com a respectiva lagoa, que deságua no rio Igaraçu / 
barra do rio Parnaíba. 
 o divisor de águas citado chega ao sítio da cidade de Parnaíba pelo sudeste, 
atravessando o mesmo no sentido sudeste / noroeste, criando, a nível local, 
02/duas microbacias, a saber: 
o a microbacia do Bebedouro e antigo leito do rio Igaraçu (referência ao 
Canal de São José), e 
o a microbacia da linha de drenagem / córrego do aeroporto (referência 
ao ponto de quase contato destas 02 (duas) microbacias) 
 
 
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 103 
Figura 8: esquema 
 
 
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 104 
 O tipo de vegetação como resultado das características pedológicas e 
hidrológicas do sítio. 
 
Em termos gerais, formas de savana entendidas como formas do cerrado 
degradadas e transformadas. 
 
 Junto ao litoral, vegetação de restinga / mangue com ocorrências de 
carnaubais e cajuzeirais. 
 Florestas ombrôfilas ao sul (partes altas) 
 Florestas estacionais ao leste (caracterizáveis como sendo de transição para 
a caatinga) 
 Áreas antropizadas nos tabuleiros (exploração rural) 
 
 
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 105 
Figura 9: esquema 
 
 
 
 
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 106 
3.2 Com relação à cidade 
 
 Parnaíba caracterizada como centro sub-regional, em função de 
o ser o principal pólo de atividades econômicas, sociais e de serviços 
(entreposto comercial) da região (uma região com abrangência de 100 
km, 17 municípios e 320.000 pessoas). 
o possuir uma infraestrutura razoável, apesar de eivada de uma série de 
problemas bastante graves: 
 aeroporto (em boas condições, bem localizado e com infraestrutura 
eficiente); 
 porto fluvial (sem infraestrutura de marina) e um novo porto em construção, 
parado, e com incertezas com relação à finalização das obras, e o papel do 
mesmo uma vez finalizado, e as implicações de sua finalização com relação 
à moldura geral de circulação e transportes. 
 esquema de rodovias federais e estaduais,que pressupostamente ligam a 
cidade de Parnaíba ao resto no sentido sul/norte e no sentido leste/oeste. 
 
No esquema sul/norte a BR 343 “morre na praia”, metaforicamente falando, 
porque literalmente falando ela não chega à praia. 
O esquema leste/oeste carece de clareza e eficiência. O braço oeste liga ao 
delta do Parnaíba, aos lençóis maranheses e ao Maranhão de forma muito mediatizada. 
Este braço não sai da cidade de Parnaíba, mas da BR 343, ao sul, quase que no limite do 
Município, a 20 (vinte) km do centro da cidade. 
O braço leste encontra-se representado pela BR 343 que, depois de penetrar 
na cidade vira 90º para leste, para o litoral, para as praias, num joelho de difícil leitura e 
pior orientabilidade. 
 
 Os problemas acima citados tem origem, parcialmente, na existência de 
áreas ambientalmente delicadas, a saber: 
 
o Uma primeira área ambientalmente delicada ocorre entre a cidade e o 
litoral do próprio Município. Formalmente, essa área faz parte do 
 
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 107 
Delta do rio Parnaíba (já que o rio Igaraçú é considerada a barra mais 
oriental do delta). Institucionalmente, é área de APA / Área de 
Proteção Ambiental. Em função do colocado, existe um conflito 
potencial entre atitudes de preservação e atitudes de integração deste 
litoral aos circuitos turísticos; 
o Uma segunda área ambientalmente delicada ocorre na faixa de várzea, 
de lagoas e inundações na época da chuva, ao longo do rio Parnaíba. 
Para o caso, interessa a área que se encontra à direita do rio, dentro do 
Município de Parnaíba. 
 
 
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 108 
Figura 10: esquema 
 
 
 
 
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 109 
 Trata-se de uma cidade com uma área central bem antiga, oriunda do século 
XVIII, e substância de interesse histórico-cultural: o Porto das Barcas, a 
Casa Grande, o velho Sobrado de Azulejo, o sobrado Dona Preta, a igreja de 
Nossa Senhora da Divina Graça, a Praça da Graça, a igreja do Rosário, a 
igreja de São Sebastião, a Praça Santo Antônio etc. Trata-se de uma área 
com esse papel tradicional (o papel central), mas que não deveria investir no 
desenvolvimento dessa centralidade, visando preservar suas características 
originais. 
 
 
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 110 
Figura 11: esquema 
 
 
 
 
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 111 
 Indefinição com relação a um Novo Centro, que pudesse assumir a dinâmica 
necessária com relação aos novos usos centrais e formas de ocupação Esta 
indefinição vincula-se a 02/duas apreciações complementares: 
o existem uma série de eixos e áreas que poderiam assumir este papel:, a 
Avenida Deputado Pinheiro Machado (BR 343), a Avenida Caramuru 
/ Avenida João Silva Filho e o início da BR 402. As áreas subcentrais 
estão se insinuando nos cruzamentos destes eixos que, por sua vez, 
aglutinam as correspondentes atividades comerciais; 
o este Novo Centro, desde que passe a existir, deverá ter um diálogo 
dialético com o centro antigo: deverá ocorrer, por um lado, 
suficientemente perto do mesmo como para se complementar e 
alimentar mutuamente suas atividades, equipamentos e funções, mas, 
por outro, suficientemente longe como para não interferir e concorrer 
com suas respectivas morfologias. 
 Com relação às atividades econômicas do Município e da Cidade de 
Parnaíba: 
o agricultura (referência ao potencial com relação aos agronegócios e às 
agroindústrias); 
o pecuária; 
o fruticultura (referência ao DITALPI / Distrito de Irrigação dos 
Tabuleiros Litorâneos do Piauí); 
o extrativismo de recursos naturais ( referência à carnaúba, menos para 
a produção de cera e mais para a produção de cosméticos, ao caju, e à 
captura de peixes e crustáceos); 
o piscicultura, carcinicultura e maricultura; 
o indústria incipiente; 
o comércio razoável (entreposto comercial); 
o turismo com potencialidade (vide diretriz seguinte); 
 
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 112 
Figura 12: esquema 
 
 
 No turismo, a situação da cidade de Parnaíba é também dicotômica: 
 
 
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 113 
o Por um lado, a cidade em si oferece poucos atrativos turísticos 
explícitos: centro antigo, Lagoa do Portinho, Pedra do Sal (menos pela 
praia e mais pela situação paisagística). 
o Por outro lado, a cidade se apresenta com um papel importante de 
apoio a circuitos turísticos microrregionais (referência ao Plano 
Integrado de Turismo do Litoral, referência à cidade como portal de 
entrada ao Delta do rio Parnaíba, Capital do Delta), mas sem a 
correspondente infraestrutura hoteleira, de mão de obra especializada, 
de tradições significativas na arte e no folclore, na culinária, etc. O 
tipo de turismo a ser oferecido é o ecológico (não sazonal) e o sazonal 
de praia, sendo que no litoral piauiense o sazonal é menos dramático 
que nos restantes litorais. 
 Do ponto de vista social, a cidade de Parnaíba exerce um atrativo grande 
com relação ao entorno (referência ao fato de ser centro sub-regional) tanto 
dos municípios menores quanto do meio rural. Esse atrativo é representado 
por uma pressuposta oferta de emprego, e por uma oferta de equipamentos, 
dentre os quais destacam-se saúde e sobretudo educação, particularmente no 
nível do ensino superior. Funciona como imã de fluxos migratórios e 
apresenta taxas de crescimento populacional acima da média. 
 Pelo processo de urbanização acelerado, devemos preparar a cidade para 
este crescimento, quantitativa e qualitativamente, diversificando a oferta de 
áreas residenciais. 
 A oferta não diversificada e diferenciada existe. A cidade de Parnaíba se 
apresenta, na sua periferia atual, como colcha de retalhos de uma série de 
parcelamentos só parcialmente ocupados e organizados de forma disjunta. 
Pela forma de ocupação, representam muitas vezes um perigo e ameaça para 
áreas ambientalmente delicadas. Representam locais de residência de 
populações pauperizadas. Geralmente as infraestruturas, sobre tudo as 
sanitárias, não conseguem acompanhar a velocidade de ocupação. 
Existe a necessidade premente de introduzir neles uma estrutura de usos, de 
formas de ocupação e a correspondente hierarquização do sistema viário. 
 
 
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 114 
 Na Dimensão funcional 
o Usos atuais no Município / Tendências - Os usos do solo municipal 
são decorrência das características fisiográficas e bióticas do mesmo. 
No trecho litorâneo ocorrem atividades extrativistas e usos vinculados 
ao turismo e lazer. No trecho das planícies fluviais ocorrem atividades 
extrativistas + cultivo do arroz nas áreas de várzea. Nos tabuleiros 
ocorrem atividades rurais diversas. As ocupações urbanas concentram-
se na cidade de Parnaíba. A cidade de Parnaíba apresenta uma 
tendência a constituir uma unidade funcional e espacial com a cidade 
de Luiz Correia, em função da proximidade e da complementaridade 
de serviços e equipamentos. Enquanto a cidade de Parnaíba funciona 
como centro aglutinador e distribuidor de serviços de saúde e 
educação, Luiz Correia oferece um litoral de praias que Parnaíba não 
tem. A Lagoa do Portinho funciona como nó, atraindo tanto 
infraestrutura viária de Parnaíba quanto de Luiz Correia, após ser 
revitalizada. 
o Usos atuais na Cidade / Tendências - Os usos do solo urbano se 
estruturam basicamente em torno de atividades residenciais e 
atividades comerciais. Em certos trechos (ao longo das principais 
avenidas e nos cruzamentos das mesmas) o uso comercial predomina. 
Em outros predominao comercial. Nos bairros mais periféricos o uso 
residencial é quase exclusivo. Existem usos industriais incrustados na 
trama urbana, sobretudo na área junto ao rio Igaraçú, em função da 
oferta de glebas residuais maiores (bairro Mendonça Clark). 
 
Eixos e sub-centros comerciais de peso despontam junto da Avenida 
Armando Cajubá/bairro São Francisco da Guarita e junto da Avenida São Sebastião / 
bairro Campos. Apesar de serem bairros vizinhos e com potencial de assumir uma 
centralidade mais invasiva, não existe uma relação direta nem alimentação mútua de suas 
atividades complementares: têm que se “dar a volta”. 
 
o Formas de ocupação 
 
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 115 
Expansão horizontal 
Expansão vertical 
Oferta diversificada de tipologias residenciais 
o Infraestruturas 
Abastecimento de água 
Captação direta + flutuante no rio Parnaíba 
Reservatórios principais apoiados no chão, no bairro Boa Esperança, 
com distribuição para reservatórios elevados. 
o Esgotamento sanitário 
Parcialmente atingido o município de Parnaíba. 
o Drenagem pluvial 
Existem áreas alagáveis na cidade, sem a correspondente drenagem 
pluvial. Existem 04/quatro piscinões que não resolvem as situações 
emergenciais, nestes locais, na época das chuvas. Sendo desenvolvido 
o Plano de Drenagem do município. 
o As restantes infraestruturas não são “estruturantes” da cidade 
Energia elétrica 
Coleta e disponibilização de resíduos sólidos (referência ao fato do 
aterro sanitário atual encontrar-se localizado nas imediações da 
cidade) 
 
 Na Dimensão bioclimática 
 
Bom desempenho higrotérmico das malhas orientadas no sentido nordeste / 
sudoeste. Vias pouco largas oferecem sombreamento. Praças, largos e outras áreas abertas 
geram boa porosidade. O sítio plano do entorno não oferece impedimentos à chegada dos 
ventos. A homogeneidade da tipologia construtiva gera pouca rugosidade. A vegetação 
oferece sombreamento e gera rugosidade. Situada em área de alta luminosidade, a cidade 
de Parnaíba apresenta características favoráveis a transformar a mesma em difusa: espaços 
sombreados e arborizados. Boa ventilação garante boa qualidade do ar. 
 
 
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 116 
 
 
 Na Dimensão expressivo/simbólica 
 
Quantidade expressiva de evocações 
 
 Evocações do meio natural: orla do rio Igaraçú, horizonte da Ilha Grande de 
Santa Izabel, lagoa do Bebedouro e várzea do antigo leito do rio Igaraçú, 
várzea do Cantagalo, lagoa do Portinho. 
 Evocações do meio antrópico 
o Evocações histórico/culturais (Porto das Barcas, praça da Graça com 
as igrejas da Graça e do Rosário, Casa Grande, casarões da Avenida 
Presidente Vargas e praça Santo Antônio, etc.) 
o A Estrada de Ferro Central do Piauí que, apesar de desativada, 
permanece legível na cidade inteira (estações de Floriópolis, do 
Centro e Guarita) 
o Clareiras na trama compacta da cidade (praças da Graça, Santo 
Antônio, dos Poetas, da Rodoviária, da Estação, largos, recintos 
abertos, cemitérios, etc.) 
 
 
 
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 117 
 
 
 Na Dimensão topoceptiva 
 
Desempenho bom naqueles trechos onde a dimensão expressivo-simbôlica 
também apresenta bom desempenho (equilíbrio harmônico entre unidade das tipologias de 
edificação e ocupação do lote e diversidade estilística). Desempenho ruim na grande área 
residencial mais periférica, onde uma quantidade de mais de 30/trinta tipos de malhas e 
macroparcelas gera um excesso de diversidade informativa. Difícil de se identificar e de se 
orientar com tanta informação. O fato de estas ocupações ocorrerem com grande 
predomínio de espaços fechados com considerável quantidade de superfícies verticais gera, 
compensatoriamente, boas possibilidades de apreensão de noções topológicas e 
perspectivas (definição clara das cenas contidas nos campos visuais). 
 
 Na Dimensão copresencial 
 
O tecido urbanizado de Parnaíba não possui barreiras naturais senão em suas 
bordas, fato positivo à encontrabilidade (a única exceção seria a lagoa do Bebedouro). 
Barreiras espaciais são constituídas pelas grandes avenidas, pela sua largura e 
configuração. De certa forma, o aeroporto constitui-se numa barreira. Equipamentos de 
 
 
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 118 
grande porte, murados, constituem verdadeiras “ilhas” dentro da trama urbana, dificultando 
a integração das partes. O grande buraco do bairro São Vicente de Paula também funciona 
como grande barreira. Em termos gerais, predominam os espaços fechados (quarteirões) 
sobre os abertos (ruas, avenidas, largos, praças, etc.). Existem grandes espaços abertos. 
Localizados na borda da cidade, com acesso visual e sem acesso funcional. Os espaços 
abertos na antiga área central encontram-se bem constituídos, quer dizer, a relação entre 
espaço público e espaço privado é imediata (as casas são construídas nas testadas dos 
lotes). Os espaços abertos nos loteamentos mais novos encontram-se mal constituídos (as 
casas são construídas no meio do lote, e a relação entre espaço público e privado é 
mediatizada). 
Com relação à axialidade, integração entre os bairros, apesar dos diversos 
loteamentos mais recentes terem sido implementados como “colcha de retalhos”, grandes 
avenidas são responsáveis por um mínimo de integração. Essa integração se dá muito mais 
no sentido oeste/leste que no sentido norte/sul. O eixo com maior potencial de integração, 
surpreendentemente, é a rua Caramuru com a Avenida Dr. João Silva Filho. 
Toda esta argumentação destila um problema de maior envergadura, qual 
seja: esta integração no sentido leste/oeste que, vinda ou pela Avenida Padre Vieira ou pela 
continuação da BR 343 ou pela Avenida São Sebastião ou pela Rua Caramuru ou pela 
Avenida 03 de Maio / Princesa Isabel afunila de forma dramática e deságua de forma 
pouco clara na Avenida Pres. Getúlio Vargas e ponte Parnaíba / Ilha Grande, que se 
constitui em única opção para acessar o litoral do Município, colocando um tráfego 
substantivo de mera passagem numa área patrimonialmente muito delicada. 
 
 Na Dimensão econômico/financeira 
 
Altos custos de implantação de infraestruturas em função da forma como a 
cidade se espalha, particularmente a partir de loteamentos para populações de baixa renda, 
só muito parcialmente ocupados. Nesse sentido recomenda-se verticalizar a cidade em 
certos trechos, aproveitando seu potencial de centralidade, e qualificar de forma 
diferenciada a ocupação das áreas mais periféricas, incentivando a localização de 
condomínios fechados para populações de maior poder aquisitivo. 
 
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 119 
Nos quarteirões recomendam-se lotes estreitos e profundos, e, 
decorrentemente, quarteirões mais profundos. 
 
4 PRINCIPAIS PROGRAMAS, PROJETOS E OPERAÇÕES QUE 
VIABILIZAM AS PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO NO PLANO 
DIRETOR EM PAUTA. 
 
A revisão do Plano Diretor mantém os programas e projetos que não foram 
executados de inclui novas propostas, com todas as condições de ser implementado e de 
fornecer todos os insumos necessários aos Planos Plurianuais e leis orçamentárias. Não 
obstante isso, ele fica mais eficiente a partir da implementação de uma série de programas 
e projetos, tanto relativos à gestão urbana, quanto à gestão ambiental da área, no intuito de 
assegurar todo o esforço até agora empreendido visando à sustentabilidade dos 
assentamentos humanos. 
Vale ressaltar que esses programas e projetos estão condicionados ao 
exercício de uma política pública explícita (regulada por legislação ou definidas em um 
plano de governo). Assim, por exemplo, na política de recuperação ambiental, a 
responsabilidade dadefinição dos instrumentos aplicáveis à implantação de novas 
atividades (empreendimentos) ou da regularização dos usos e atividades existentes estão 
condicionadas aos procedimentos a serem estabelecidos pelo órgão ambiental durante o 
processo de licenciamento – sendo que muitos procedimentos estão regulados por 
legislação específica, e outros ficam à critério da política de licenciamento que se está 
exercendo no momento. 
A título de convergência, vale a pena mencionar que esses programas e 
projetos vão ao encontro das quatro grandes estratégias que a Agenda 21 Brasileira aponta 
para a sustentabilidade das cidades. São elas: 
 
 Aperfeiçoar a regulação do uso e da ocupação do solo urbano, e promover o 
ordenamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de 
vida da população, considerando a promoção da equidade, eficiência e 
qualidade ambiental. 
 
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 120 
 Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade 
de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo 
a dimensão ambiental e assegurando a efetiva participação da sociedade. 
 Promover mudanças nos padrões de produção e consumo da cidade, 
reduzindo custos e desperdícios e fomentando o desenvolvimento de 
tecnologias urbanas sustentáveis. 
 Desenvolver e estimular a aplicação de instrumentos econômicos no 
gerenciamento dos recursos naturais visando à sustentabilidade urbana. 
 
Aplicáveis à área de estudo essas estratégias demandarão da estrutura de 
governo, empenhada na regularização das áreas ocupadas e no desenvolvimento regional, o 
esforço institucional de aprimorar o processo de planejamento urbano. Como se pode 
constatar, para se assegurar a sustentabilidade almejada da urbanização, a efetiva 
implantação do Plano Diretor em pauta demanda a implantação de um conjunto de 
programas e projetos específicos possíveis, a saber: 
 
4.1 Programas 
4.1.1 Programa de enquadramento legislativo. 
 
Objetiva estabelecer a revisão de trechos de leis municipais, no intuito de 
compatibilizar as ações normativas sobre o tema, promover a regularização fundiária e 
assegurar o amparo jurídico compatível ao processo de desenvolvimento urbano. De modo 
específico, também deverá ser empreendido um esforço legislativo no intuito de 
regulamentar a aplicação dos instrumentos de gestão urbana, previstos no Estatuto da 
Cidade, que deverão ser implementados na área. 
De igual modo, recomenda-se, à luz do decreto que criou a APA do Delta 
do Parnaíba, que se proceda a uma regulação especial para o licenciamento ambiental dos 
empreendimentos e atividades a serem instaladas no local, considerando, para a maioria 
dos casos, não ter mais sentido prático elaborar um estudo prévio de atividades que já estão 
instaladas – e em processo de regularização. Maior ganho ambiental se obteria com a 
elaboração de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e um Projeto de 
Compensação para o passivo ambiental promovido pela ocupação desordenada e pelo uso 
 
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 121 
indiscriminado dos recursos naturais (depredação das matas ciliares, ocupação de áreas de 
preservação permanente etc). 
 
4.1.2 Programa de arranjo institucional. 
 
O processo de implantação desse Programa demanda um esquema de 
organização institucional nunca antes experimentado. Em primeiro lugar, exige que os 
órgãos, instituições e empresas públicas passem a considerar oficialmente a existência de 
áreas da Cidade de Parnaíba como prioritárias ao desenvolvimento urbano. Em segundo, a 
complexidade de ações de regularização fundiária, dotação de infraestrutura de circulação, 
saneamento, energia e transportes, demanda uma “força-tarefa” onde os diversos braços 
operacionais do governo (de fiscalização, de monitoramento e de planejamento) interajam 
e atuem de modo uníssono – integrado. 
 
4.1.3 Programa de participação comunitária. 
 
Assegurada na legislação local e federal vigente, a participação da 
comunidade é fundamental na efetivação dos projetos urbanísticos. A população local, 
muito mais que os dirigentes de plantão, é que garantirá a efetiva aplicação das regras 
pactuadas e fiscalizará o cumprimento das normas estabelecidas. Princípio básico de 
legitimação de um processo de planejamento, a participação da sociedade, não acontecerá 
apenas durante as audiências públicas. Para a implementação do Plano torna-se necessário 
a criação de comitês ou fóruns locais de acompanhamento e negociação de implantação 
das infraestruturas e das ações de proteção e recuperação ambiental. 
Obviamente que um processo participativo se organiza a partir de uma 
adesão voluntária dos atores sociais. Contudo, a iniciativa governamental é um 
condicionante fundamental desse processo. Sugere-se, portanto, que essa participação seja 
estimulada após a contratação dos projetos executivos específicos, e que a população, 
organizada por bairros, seja representada, no mínimo, pelas associações ou organizações 
civis já existentes no local. 
 
 
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 122 
4.1.4 Programa de educação sanitária e ambiental. 
 
Mais importante que o aspecto corretivo, com a aplicação de instrumentos 
administrativos punitivos e coercitivos, é estabelecer um processo de conscientização 
coletivo sobre a necessidade de melhoria da qualidade ambiental do habitat. Esse programa 
objetiva demonstrar a sensibilidade dos recursos naturais locais e como o intenso processo 
de degradação ocorrido tende a criar obstáculos à melhoria da qualidade de vida local. 
Enquanto instituição condominial, mais na sua filosofia que no arranjo 
espacial, cercado e segregado, vista de forma isolada, o arranjo urbanístico hoje existente, 
pode ser considerado a forma de assentamento mais adequada para as classes de renda 
baixa e média morar. Porém, analisado de forma abrangente, onde se agregam centenas de 
pequenos “condomínios” isolados, a organização e o funcionamento da estrutura urbana 
tende a entrar em colapso – tanto no que se refere aos aspectos sanitários e ambientais, 
quanto aos aspectos de segurança e manutenção da urbanização implantada. Isso porque 
essa forma de morar não é comprometida com os espaços públicos (áreas verdes, praças, 
parques, bosques, passeios públicos etc.). 
Torna-se imperioso demonstrar aos líderes comunitários, em particular, e à 
população residente, em geral, que a melhoria da qualidade ambiental futura dos novos 
bairros depende de uma mudança de postura em como tratar o espaço público – de uso 
comum. 
 
4.1.5 Programa de recuperação ambiental. 
 
Diversos diagnósticos, além do realizado para o presente trabalho, vêm 
demonstrando que, ao longo das duas últimas décadas, a área vem sofrendo uma 
generalizada degradação ambiental dos seus atributos físicos (pelos processos erosivos do 
solo, pelo assoreamento dos córregos e soterramento das nascentes); dos cenários 
paisagísticos (pela degradação dos inúmeros mirantes e sítios de beleza cênica); e da 
biodiversidade (do desmatamento generalizado e perda dos habitats específicos). Resgatar 
esse passivo ambiental é importante não só para melhoria da qualidade local, como de toda 
a bacia hidrográfica onde a área está inserida. 
 
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 123 
Nesse sentido, a recuperação das matas ciliares, a diminuição da área 
impermeabilizada (com o estímulo de habitação coletiva em detrimento da individual, 
desde que mantidas as densidades), a implantação de sistema de drenagem que proteja os 
canais hídricos deve integrar o custo ambiental da urbanização da área. 
 
4.1.6 Programa de recuperação, restauração e preservação do Patrimônio Histórico, 
Artístico eCultural. 
 
O programa poderá se utilizar de uma série de insumos destacados a seguir: 
 
 Poderá / deverá ser definida uma poligonal da área de Interesse na 
Recuperação, Restauro e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e 
Cultural de Parnaíba, parcialmente em curso. Esta definição poderá levar em 
consideração os trabalhos já efetuados pelo IPHAN e nível estadual, assim 
como todos os insumos descritos ao longo desta Memória Técnica. 
 Poderá ser criado um Grupo de Trabalho - GT para proceder a avaliação das 
intervenções na área de Interesse na Recuperação, Restauração e 
Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba, 
orientando as mesmas e emitindo parecer sobre os tipos possíveis de 
intervenção. A constituição / composição deste GT, assim como sua 
dinâmica de trabalho (periodicidade das reuniões, etc.) será definido pelo 
próprio GT, uma vez constituído. As consultas a este GT deverão ocorrer 
obrigatoriamente antes do início dos processos normais de aprovação dos 
projetos. 
 Poderá ser aumentado o Bônus de Concessão de Uso - BCU, como 
instrumento de estímulo à conservação dos imóveis situados na área de 
Interesse na Recuperação, Restauração e Preservação do Patrimônio 
Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba. Fariam jus ao BCU os 
proprietários de lotes situados na área de interesse, que conservarem seus 
imóveis de acordo com as diretrizes expedidas pelo órgão responsável pela 
preservação da área, neste caso, em princípio, o PHAN a nível estadual. 
 
ESTADO DO PIAUÍ 
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 124 
 Poderá / deverá ser aproveitado o instrumento jurídico da Transferência do 
Direito de Construir para fins de preservação do patrimônio histórico e da 
memória da cidade de Parnaíba. O proprietário do imóvel, situado dentro da 
poligonal da área de Interesse na Recuperação, Restauração e Preservação 
do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba, poderá transferir 
o equivalente ao direito de construir pleno para outra área, ressalvadas as 
condições locais, desde que seja doada à Prefeitura Municipal, mediante 
escritura pública, o imóvel cujo direito de construir queira ser plenamente 
transferido. 
 Poderá ser criada uma Linha de Crédito – LC para reconstrução e 
restauração do imóvel para fins residenciais, inserido na poligonal da área 
de Interesse na Recuperação, Restauro e Preservação do Patrimônio 
Histórico, Artístico e Cultural de Parnaíba. Poderão se utilizar desta LC todo 
(processo em curso) s os proprietários cadastrados como de interesse 
histórico e cultural pelo órgão competente (no caso, em princípio, o IPHAN 
a nível estadual), e que tenham interesse em manter o imóvel para uso 
residencial. O órgão gestor e os limites de financiamento serão definidos em 
regulamentação específica para este fim. Também poderão ser propostos 
incentivos como a diminuição da carga tributária, para os imóveis que se 
disponham a ser restaurados e/ou estimulados à manutenção da preservação. 
 Poderá ser criada uma Linha de Benefícios – LB para adequação e 
utilização do imóvel para usos não residenciais (propostas de infraestrutura 
para o turismo, ao lazer e ao desenvolvimento cultural). 
 
4.1.7 Programa de desenvolvimento do turismo 
 
O Programa de desenvolvimento do turismo de Parnaíba deverá estar 
inserido nas propostas do Governo do Estado para o Turismo do Litoral. Deverá ser 
elaborado com participação de técnicos de todas as secretarias envolvidas (Turismo, 
Cultura, etc.), assim como membros das instituições ambientais (IBAMA, etc.), com 
representantes das comunidades envolvidas. 
 
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 125 
Deverá levar em consideração todas as modalidades possíveis de turismo, 
dentre as quais merecem particular destaque: a modalidade do turismo cívico/cultural 
(aproveitando a existência do patrimônio histórico e cultural), do turismo rural, do 
ecoturismo (aproveitando a existência das áreas de interesse ambiental, assim como a APA 
do Delta do Parnaíba e outras) e o turismo de recreação e lazer (aproveitando as ofertas 
paisagísticas e do litoral, com suas praias). Estes pontos de destaque (alinhavados entre os 
parêntesis) poderão funcionar como âncoras das respectivas modalidades, facilitando a 
definição das áreas para o desenvolvimento das atividades de apoio ao turista, tais como 
restaurantes, lanchonetes, sanitários públicos, quiosques variados e de atendimento ao 
turista, etc. 
Este programa também parte do pressuposto da existência de programas de 
sinalização e programação visual, a partir da qual, por exemplo, edificações tombadas 
possam receber placas identificativas e explicativas, as pavimentações nos trajetos possam 
receber um tratamento particular, etc. 
 
4.1.8 Programa pedestre / ciclista 24 horas 
 
É o programa que parte do pressuposto que exista um interesse em 
implantar e ampliar ciclovias nas principais vias da área urbana de Parnaíba. Seriam 
criados calçadões e ciclovias ligando todos os setores residenciais / bairros ao centro da 
cidade, pela sua menor distância. 
Estes calçadões e ciclovias deverão ter suas ramificações e extensões dentro 
dos correspondentes parques urbanos. Os calçadões e ciclovias deverão ser dotados de 
iluminação pública e sinalizações vertical e horizontal, implantando os correspondentes 
projetos de desenho urbano e paisagístico / mobiliário urbano de forma a criar espaços com 
remansos, pontos sombreados, etc. para repouso dos ciclistas e pedestres. 
 
4.2 Projetos 
 
4.2.1 Projeto de Preservação do Porto das Barcas 
 
 
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 126 
Projeto inserido no Programa de recuperação, restauração e preservação do 
Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, acima citado e descrito, tem como objetivo o 
resgate cultural da cidade de Parnaíba, assim como o incentivo à modalidade do turismo 
histórico e cultural. As principais diretrizes são: 
 
 restaurar as edificações importantes para a história do Porto da Barcas; 
 manter a configuração urbana existente; 
 criar normas de gabarito que fortaleçam as características das edificações; 
 manter as diretrizes especificadas na Zona 01 / Porto das Barcas 
 
4.2.2 Projeto de Preservação da antiga Área Central 
 
Projeto inserido no Programa de recuperação, restauração e preservação do 
Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, visa o resgate cultural da cidade de Parnaíba, 
assim como o incentivo à modalidade do turismo histórico e cultural (projeto em curso). 
No centro antigo da cidade de Parnaíba, e como primeira área de expansão do Porto das 
Barcas existe ainda uma série substantiva de edificações que são testemunhos da história 
da região, com isso devem ser preservados. Existem, concomitantemente, traçados e 
ambiências urbanas típicos das cidades coloniais, que também devem ser conservados, 
como largos, praças e ruas estreitas. As principais diretrizes para esse projeto são: 
 
 restaurar as edificações importantes para a história de Parnaíba; 
 manter a configuração urbana existente; 
 criar normas de gabarito que fortaleçam as características das edificações; 
 manter as diretrizes especificadas na Zona 02 / Centro Antigo 
 
4.2.3 Projeto do novo Centro 
 
Projeto que visa criar condições de despressurização com relação ao centro 
antigo da cidade. Esta despressurrização representa uma válvula de escape com relação a 
uma série de atividades (supermercados, hotéis, clubes, cinemas, etc.) que não encontram 
espaço nas tipologias existentes no centro antigo, e estão criando este espaço na base da 
 
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 127 
derrubada de substância de interesse histórico e cultural, mudando inclusive a escala das 
edificações,“afogando” prédios que exigem um entorno mais sossegado, como é o caso 
das Igrejas de Nossa Senhora das Graças e do Rosário e outros. 
A oferta e o incentivo à localização destas atividades num local de extrema 
fácil acessibilidade, numa espécie de novo centro, “pressurizado” para ocorrer num prazo 
de 15 (quinze) anos a partir de operações urbanas consorciadas e de parcerias público-
privadas, gerará uma situação de duplo benefício: por um lado dará condições de manter as 
características do centro antigo e por outro funcionará como oferta e incentivo, tal como 
colocado de início, ao desenvolvimento econômico, basicamente comercial, da cidade de 
Parnaíba e ao seu crescimento. 
Suas principais diretrizes são: 
 
 criar recuos frontais visando aumentar as caixas de rua, de modo a viabilizar 
a circulação e estacionamento de veículos; 
 incentivar a verticalização das ocupações oferecendo CABs e CAMs 
atraentes, dinamizadores da mudança das formas de ocupação e 
correspondentes gabaritos; 
 incentivar a vinda de grandes empreendimentos comerciais, culturais e de 
serviços para a área, a partir dos correspondentes incentivos; 
 aproveitar as mudanças na forma de ocupação, dos gabaritos e 
correspondentes verticalização para liberar espaços públicos para praças, 
largos e lugares de encontro. 
 
4.2.4 Projeto do Centro de Convenções / Museus / Aquário 
 
O projeto do Centro de Convenções, museus, aquário e edificações / 
atividades outras, complementares, visa ir ao encontro de diretrizes formatadas integradas 
a propostas do Governo do Estado e do Governo Federal. No mesmo, tinha-se colocado 
como necessidade / aspiração da comunidade e de interesse para uma política de incentivo 
ao turismo a construção de parques temáticos com estas características. A localização 
proposta não era essa, mas estudos de oferta/demanda vinculados ao processo de 
elaboração do Plano Diretor do Município/Cidade de Parnaíba afunilaram uma localização 
 
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 128 
perto do aeroporto, num trecho acessado pela BR 343, no interregno entre a cidade de 
Parnaíba e a cidade de Luiz Correia, de forma a constituir-se numa ligação funcional 
importante entre as cidades, assim como de continuidade das respectivas tramas urbanas. 
Além de prestigiar o turismo, Parnaíba terá um local para realização de eventos, feiras e 
incentivos aos negócios, principalmente na área de turismo e de agricultura. As diretrizes 
são: 
 
 promover o turismo cultural e político; 
 incentivar o turismo no eixo Maranhão / Piauí e Ceará; 
 ocupar uma área de elo urbanístico com atividades de interesse de toda uma 
microrregião; 
 ocupar essa área com prédios arquitetonicamente expressivos, dentro de 
parques e áreas verdes. 
 
4.2.5 Projeto de Área para Atividades geradoras de poluição sonora (Autódromo, grandes 
eventos, etc.) 
 
Complementarmente ao projeto anterior, dando de certa forma continuidade 
ao mesmo, e com espírito semelhante, é proposta numa outra área também com fácil 
acessibilidade, um “complexo” das atividades geradoras de poluição sonora, indo ao 
encontro de uma série de aspirações expressas pela população da cidade de Parnaíba, como 
também de diretrizes menos explícitas do Governo do Estado. 
As aspirações referem-se à retirada da trama urbana residencial de uma série 
de atividades perturbadoras da tranqüilidade, sossego e silêncio das populações envolvidas. 
As diretrizes menos explícitas do Plano citado referem-se a um conjunto de atividades de 
abrangência regional, a serem criadas com objetivos turísticos, e referentes a corridas de 
carros, competições de motocross, bicicross, crosscountry e tantas outras modalidades, 
para as quais existem demandas e público suficiente como para viabilizar a sua equação 
econômico-financeira. As suas instalações, montadas para tais eventos, registrariam 
ocupações quase que permanentes se complementadas com eventos musicais (festivais 
musicais, bandas de rock, cantores e cantoras de renome nacional e internacional, etc.) dos 
mais variados tipos. Sem dúvida que o público interessado viria do âmbito microrregional, 
 
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 129 
funcionando claramente como mais um evento consolidador de políticas vinculadas ao 
turismo, neste caso, de recreação e lazer. 
As diretrizes são: 
 
 instalações multifuncionais para os mais diferentes eventos 
 inserção num esquema semelhante ao projeto anterior, dentro de parques e 
áreas verdes (dando, até, continuidade aos mesmos); 
 inserção, na área, de espelho de água (extraído do lençol freático com ajuda 
das energias eólicas). Ele funcionaria como espelho para o lazer e recreação, 
e como reservatório de água para a irrigação das chácaras à jussante; 
 reserva de grandes lotes para futuros hipermercados e outras instalações de 
grande porte 
 
4.2.6 Projeto do Parque Urbano do Cantagalo 
 
O Parque Urbano do Cantagalo ocupará uma área delimitada 
referencialmente pela Avenida Padre José Raimundo Vieira ao sul, o rio Igaraçu ao norte, e 
as duas prolongações da rua José Bonifácio e BR 343, à oeste e leste, respectivamente. As 
partes mais altas seriam ocupadas com equipamentos para os esportes, recreação e lazer. 
Nas partes mais baixas, aproveitando o seu hidromorfismo, seriam configuradas superfícies 
aquíferas com as mais variadas destinações. A prolongação da Rua José Bonifácio 
acessaria equipamentos culturais, fazendo uma transição com a área central antiga. A 
prolongação da BR 343 acessaria a marina. Ao leste do parque urbano, no trecho entre o 
mesmo e os limites do aeroporto, encontra-se prevista a localização do viveiro municipal, 
aproveitando as características do solo e a existência de água abundante, nas proximidades. 
 
4.2.7 Projeto do Parque Urbano do Bebedouro 
 
A Revitalização do Parque Urbano do Bebedouro ocupará uma área 
delimitada referencialmente pela Lagoa do Bebedouro e estrada para Rosápolis a sudeste, o 
limite das ocupações dos bairros Bebedouro e Nova Parnaíba a nordeste, e as rodovias 
Transtabuleiro I e II a oeste e sudoeste. Equipamentos de recreação e lazer encontram-se 
 
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 130 
propostos no entorno imediato da Lagoa do bebedouro. Equipamentos esportivos (ginásios, 
piscinas, etc. encontram-se localizados nas partes mais altas, com acesso imediato 
garantido pela estrada para Rosápolis e, nas partes mais baixas, e aproveitando a existência 
do velho leito do rio Igaraçu, são configurados espelhos de água com as mais diversas 
finalidades. 
 
4.2.8 Projeto da área da lagoa do Portinho 
 
A área do Portinho, um dos cartões postais da cidade / município de 
Parnaíba, deverá ser revitalizada, em toda sua extensão, para a partir dessa revitalização, 
ser organizada com equipamentos de recreação e lazer, com bares e restaurantes de apoio, 
clubes, pousadas, etc. Imagina-se que, caso a viabilidade técnica e financeira de um 
sistema de transporte coletivo sobre trilhos possa ser confirmada, um ramal deste esquema 
acesse estes equipamentos, colocando-os à disposição quase que imediata das populações 
da cidade e dos turistas que nela estejam se albergando. 
 
4.2.9 Projeto da área da lagoa da Prata 
 
A área da lagoa da Prata, menos conhecida, apresenta um potencial 
semelhante a área do Portinho, que poderá ser consolidada a partir da organização de 
equipamentos de recreação e lazer, com bares e restaurantes de apoio, clubes pousadas, etc. 
Neste caso, em função das particularidades da localização, centros de treinamento 
institucional e administrativo possam reforçar mais ainda a situação privilegiada desta área. 
A imagem e semelhança do caso anterior, imagina-se que, caso a viabilidade técnica e 
financeira de um sistema de transporte coletivode desconstituição de parcelamentos, mas que assegurasse a integridade da 
estrutura urbana, proporcionando qualidade ambiental e respeitando os diplomas legais 
urbanísticos e ambientais em vigor. 
 
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 9 
Sua concepção objetiva é mais do que um processo de regularização 
fundiária; trata-se de melhoria da qualidade ambiental do espaço constituído, permitindo a 
dotação de infraestrutura de saneamento, transporte, circulação, energia e comunicações a 
todos os usuários e moradores da área. 
É, portanto, um plano de possibilidades, posto que seu alcance depende de 
estrita participação e colaboração da comunidade interessada visando assegurar condições 
ambientais e sanitárias do assentamento urbano em formação. 
O Capítulo 3 apresentará critérios para as etapas de consolidação e 
implantação do Plano e as modificações sugeridas no processo de revisão e, ainda, os 
principais programas, projetos prioritários e operações que deverão ser adotados. 
O princípio básico que norteou toda a especulação do Nível Urbanístico é o 
da Função Social da propriedade, insculpido no artigo 182 da Constituição Federal, 
regulamentado pelo Estatuto da Cidade, onde se formaliza a separação entre o direito de 
propriedade e o direito de usar, ocupar e construir. 
 
2 DA PROPOSTA 
 
Colocou-se, no item anterior, que a revisão do Plano Diretor ao ser 
elaborado foi resultado de 02 (dois) insumos: por um lado, do confronto entre 
condicionantes e restrições com as correspondentes oportunidades e intenções (todas 
expostas ao longo do Diagnóstico / Prognóstico) e, por outro, como resultado da aplicação 
de uma série de instrumentos oferecidos pelo Estatuto da Cidade, constituintes de um 
sistema normativo, a saber: 
No viés urbanístico: Instrumentos do próprio Plano Diretor, particularmente 
de sua Estrutura para o Município e Estrutura Urbana para a Cidade; Outorga Onerosa do 
Direito de Construir; Outorga Onerosa de Alteração de Uso; Operação Urbana 
Consorciada / Consórcio Imobiliário; Direito de Preempção. 
No viés da regularização fundiária: Zonas Especiais de Interesse Social; 
Usucapião Especial de Imóvel Urbano; Direito de Superfície. 
A seguir, descreve-se a Proposta do PD revisada, a partir da apresentação de 
cada um dos itens acima elencados. Fará parte da proposta a descrição dos correspondentes 
 
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 10 
esquemas de infraestrutura, pelo menos naqueles níveis considerados estruturantes para a 
mesma. Nesse sentido, os itens que se seguem a seguir tratarão de: 
 
 Proposta da Estrutura do Município e da Estrutura Urbana da Cidade 
 Instrumentos e parâmetros da Proposta 
 Proposta de medidas estruturantes 
 
2.1 Proposta da Estrutura do Município e Estrutura Urbana da Cidade 
 
A Proposta de Estrutura trabalha com uma clara caracterização para o Município, a saber: 
 uma área urbana da cidade de Parnaíba, delimitada pelo correspondente 
perímetro urbano; 
o uma área de interesse ambiental, que corresponde à faixa das áreas 
inundáveis junto à margem direita do rio Parnaíba e rio Igaraçu; 
o uma área de interesse ambiental que delimita as margens da lagoa do 
Portinho, lagoa do Bebedouro e lagoa da Prata; e 
 uma área rural. 
o uma área de interesse ambiental, que corresponde à faixa litorânea 
particularmente junto às praias; 
 
A área urbana, parte central do município, delimitada pelo correspondente 
perímetro urbano, além da ocupação para usos residenciais, comerciais e industriais, será 
desdobrada e detalhada no item a seguir; 
Uma área de interesse ambiental, junto à faixa inundável na margem direita 
do rio Parnaíba, terá seus parâmetros de uso e ocupação no correspondente Código 
Ambiental, a ser produzido. Enquanto diretrizes, ela terá tipo de uso e ocupação 
compatível com a delicadeza ambiental desse trecho. Portanto, recomenda-se ocupação 
pouco urbana, a partir de vilas e aldeias para pescadores e agricultores. Neste ponto, junto 
à lagoa da Prata, seriam autorizados, excepcionalmente, equipamentos de turismo e lazer, 
assim como centros de treinamento de instituições de porte, etc. 
 
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 11 
Uma área de interesse ambiental formada pela lagoa do bebedouro e lagoa 
do portinho e que terá seus parâmetros de uso e ocupação no correspondente Código 
Ambiental. 
Uma parte da área Rural em torno da cidade de Parnaíba, delimitada pelo 
correspondente perímetro urbano, será desdobrada e detalhada no item a seguir. 
 
 Uma área de interesse ambiental, junto à faixa litorânea, terá seus 
parâmetros de uso detalhados no correspondente Código Ambiental. Nesta 
área encontra-se instaladas torres de uma usina eólica, dispostas no 
alinhamento da praia, onde foi construída uma via particular que dá acesso a 
toda esta faixa litorânea. Nesta ponta, com praias de areias finas e limpas, 
poderá ser autorizada a instalação de empreendimentos de interesse 
turísticos, desde que cumpridos certos requisitos de sustentabilidade 
ambiental (edificações com características sustentáveis em seu processo 
construtivo e em sua arquitetura). 
 
Enquanto diretrizes, ela terá certo tipo de uso e ocupação junto às praias, 
acessada por uma avenida litorânea, configurada como estrada parque, e ligada às áreas 
urbanas a partir de 04 (quatro) pontos, a saber: 
 
o um ponto junto à desembocadura do rio Igaraçú no Oceano Atlântico, 
ligação esta que dar-se-á por sistema de balsa. Esta fornecerá 
continuidade funcional com a avenida costeira que acessa os diversos 
balneários de Luiz Correia (praia Atalaia, do Coqueiro, Cajueiro, etc.), 
além de se constituir em atrativo turístico e de pedestres com relação à 
ponta em frente aos molhes. 
o outros 02 (dois) pontos e acesso em trechos intermediários entre a 
Pedra do Sal (um acesso existente) e um acesso mais direto à cidade 
de Parnaíba que, saindo por trás do aeroporto, chegará ao litoral de 
forma imediata. Entre a Pedra do Sal e esse ponto de acesso ao 
aeroporto se instalarão uma série de quiosques e equipamentos leves 
de apoio como forma de intensificar o uso para lazer e turismo. 
 
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 12 
o Um quarto ponto de acesso ocorre fora do Município de Parnaíba, no 
Município de Ilha Grande, no extremo norte do mesmo, e junto à 
desembocadura do rio Parnaíba / barra das Canárias no Oceano 
Atlântico. Neste extremo deverá ser incentivada a instalação de 
empreendimentos turísticos, que garantam baixo impacto ambiental, 
aproveitando a beleza ímpar do sítio. 
 
Apesar dos loteamentos existentes neste trecho, só poderá ser autorizado 
novos loteamentos que apresentem sustentabilidade em suas características de ocupação e 
uso do solo, além de apresentar projetos viáveis em relação ao sistema viário, ao 
abastecimento de água e, principalmente, nas soluções para drenagem e esgotamento. Estes 
projetos deverão ser analisados e aprovados pelos órgãos ambientais competentes, como 
elemento obrigatório para expedição dos alvarás. 
O restante do território deveria ser preservado de outros usos e ocupações, 
com exceção da utilização para construção de usinas de produção de energia limpa, como 
eólicas e solar, cuja viabilidade e configuração devem ser estudadas. Recomenda-se 
proibir, coibir, e fiscalizar a atividade de pastoreio nessa região. 
 
 outras Áreas rurais representam porção relativamente maior que a urbana. 
Estrutura-se, basicamente em torno dos perímetros do Distrito de Irrigação 
dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí, que deverão ser consolidados, 
expandidos e integrados a empreendimentos semelhantes nos estados 
vizinhos, principalmente o do Maranhão. Na interface entre área rural e a 
área urbana da cidadesobre trilhos possa ser confirmada, um 
ramal deste esquema acesse estes equipamentos, colocando-os à disposição quase que 
imediata das populações da cidade e dos turistas que nela estejam se albergando. 
 
4.2.10 Projeto da área do litoral / praias 
 
O litoral mais imediato à cidade de Parnaíba precisa ser duplicado em seu 
acesso, obviamente levando em consideração a situação ambientalmente delicada deste 
 
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 131 
trecho do território. Quando da descrição geral da proposta, a nível municipal, este trecho 
do território foi devidamente apreciado e especulado do ponto de vista de seu potencial de 
uso e ocupação. 
 
4.2.11 Projeto da área das vilas cooperadas 
 
Refere-se ao trecho de solos hidromórficos à margem direita do rio 
Parnaíba. Trata-se de uma área ambientalmente delicada, cuja ocupação deve ocorrer de 
forma muito bem pensada e particularmente adequada às restrições. Imagina-se que não 
devam ser incentivadas ocupações mais densas nem urbanizadas, e que o formato ideal 
seria o de vilas, com ocupações esparsas e espaciadas, com amplo predomínio dos vazios 
em relação aos cheios, unidades habitacionais unifamiliares e reduzidas volumetricamente, 
com áreas reduzidas e de 01 (um) pavimento. Uma tipologia utilizando menos a tecnologia 
construtiva em cerâmica (alvenaria e telhados) e mais tecnologias com recursos em 
madeira e materiais mais leves deveria ser desenvolvida e coletivamente assumida. 
Imagina-se, concomitantemente, que os moradores destas vilas estejam morando nelas 
porque o seu sustento esteja garantido pelo hinterland do entorno imediato, e que a 
exploração / cultivo/criação neste entorno imediato possa ocorrer a partir dos princípios do 
associativismo, na forma de cooperativas. Desta forma ficaria garantido o manejo coletivo 
destas áreas, aumentando a garantia de uma visão ambientalmente embasada. 
Um pequeno trecho existente entre os manguezais à nordeste da cidade e a 
BR 343 / Anel Viário 2 (ai incluindo a Vila do Portinho) também faria parte deste projeto, 
por apresentar características de ocupação e de relação com o entorno semelhantes às 
anteriores. 
Estes projetos, quando ocorrerem dentro do perímetro urbano, em áreas 
portanto urbanas, serão desenvolvidos levando em consideração que foram declaradas, tal 
como acima colocado, como ZEIS / Zonas Especiais de Interesse Social. 
 
4.2.12 Projeto dos bairros 
 
Esse projeto propõe a composição dos bairros já estabelecidos, com pequenas 
alterações, e a criação de novos bairros no município de Parnaíba, aumentando o perímetro 
 
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 132 
urbano da cidade, qualificando-os como bairros, demarcando de forma clara os limites dos 
mesmos, com as respectivas coordenadas, justificado pela reivindicação de moradores e o 
crescimento da cidade, como se segue: 
 
 I – Centro 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Presidente Getúlio 
Vargas no Rio Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 
Avenida Governador Chagas Rodrigues, Avenida Capitão Claro, 
Avenida Álvaro Mendes, Rua Coronel Pacífico, Rua Conde D’Eu, 
Rua do Rosário e Rio Igaraçu. 
 II – Bairro Nossa Senhora do Carmo 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Governador Chagas 
Rodrigues no Rio Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Governador Chagas 
Rodrigues, Avenida Presidente Getúlio Vargas e Rio Igaraçu. 
 III – Bairro Mendonça Clark 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua do Rosário no Rio 
Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua do Rosário, Rua Conde D’Eu, 
Rua Coronel Pacífico e Rio Igaraçu. 
 IV – Bairro São José 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Coronel Pacífico no Rio 
Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Coronel Pacífico, Avenida 
Álvaro Mendes, Av. Coronel Lucas, Rua Sete de Setembro, Rio 
Igaraçu, Seguindo pelo Rio até o ponto Inicial. 
 V – Bairro Nova Parnaíba 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Álvaro Mendes na 
Avenida Capitão Claro. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Capitão Claro, Avenida 
Governador Chagas Rodrigues, Avenida Princesa Isabel, Rua 
 
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REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 133 
Valença, Avenida Coronel Lucas Correia, Avenida das Normalistas, 
Rua João do Cícero, Rua Josias de Moraes Correio, Rio Igaraçu, Rua 
Sete de Setembro, Av. Coronel Lucas Correia e Avenida Álvaro 
Mendes. 
 VI – Bairro São Francisco 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Princesa Isabel com 
a Rua Valença. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Princesa Isabel, Rua 
Guaporé, Rua Tabajara, Rua Guaporé, Rua Benedito dos Santos Lima, 
Rua Ceará, Rua Caramuru, Rua José Bonifácio, Avenida Armando 
Cajubá de Brito, Rua Delbão Rodrigues, Avenida Prefeito João 
Batista Silva, Rua Paraná, Rua São Pedro, Rua Jaicós e Rua Valença. 
 VII – Bairro Bebedouro 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Coronel Lucas 
Correia com a Avenida das Normalistas. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Coronel Lucas Correia, Rua 
Valença, Rua Jaicós, Rua São Pedro, Rua Paraná, Avenida Prefeito 
João Batista Silva, Rio Igaraçu, Rua Josias de Moraes Correia, Rua 
João do Cícero e Avenida das Normalistas. 
 VIII – Bairro Campos 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida São Sebastião com a 
Avenida Governador Chagas Rodrigues. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Rua 
Benedito dos Santos Lima, Rua Guaporé, Rua Tabajara, Rua Guaporé, 
Avenida Princesa Isabel e Avenida Governador Chagas Rodrigues. 
 IX – Bairro Nossa Senhora de Fátima 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 1º de Maio com a 
Avenida Governador Chagas Rodrigues. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 1º de Maio, Avenida Padre 
Raimundo José Vieira, Rua Benedito dos Santos Lima, Avenida São 
Sebastião e Avenida Governador Chagas Rodrigues. 
 X – Bairro São Benedito 
 
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 134 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Padre Raimundo 
José Vieira com a Rua Benedito dos Santos Lima. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Padre Raimundo José 
Vieira, Rua Agrimessor Alprim Silva Arri, Avenida Leonardo de 
Carvalho Castelo Branco, Avenida Pinheiro Machado, Avenida São 
Sebastião e Rua Benedito dos Santos Lima. 
 XI – Bairro Cantagalo 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Governador Chagas 
Rodrigues com o Rio Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rio Igaraçu, seguindo pelo rio até às 
coordenadas UTM 24M 194964.00mE 9680628.50mS(Estrada de 
Chão que liga o Bairro Chafariz), em linha reta até a Avenida Padre 
Raimundo José Vieira (coordenadas UTM 24M 195222.00mE 
9679291.50), Avenida Padre Raimundo José Vieira, Avenida 1º de 
Maio e Avenida Governador Chagas Rodrigues. 
 XII – Bairro São Judas Tadeu 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Agrimessor Alprim Silva 
Arri com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Agrimessor Alprim Silva Arri, 
Avenida Padre Raimundo José Vieira, seguindo até as coordenadas 
UTM 24M 195222.00mE 9679291.50mS, Estrada de Chão que liga o 
proposto bairro Chafariz até as coordenadas UTM 24M 195126.80mE 
9679823.79mS, virando à direita até a Rua Nelson Pires Alves 
(coordenadas UTM: 24M 198466.64mE 9680827.32nS), Seguindo até 
a coordenada UTM: 24M 198599.72mE 9680125.94mS, Estação 
Floriópolis, Avenida Padre Raimundo José Vieira, Avenida Francisco 
Borges dos Santos, Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. 
 XIII – Bairro Chafariz 
o Ponto Inicial e Final: Estrada de chão que liga o bairro Chafariz 
(coordenadas UTM: 24M 195126.80mE 9679823.79mS).o Descrição dos limites do Bairro: Rio Igaraçu (coordenadas UTM 24M 
194964.00mE 9680628.50mS) seguindo pelo rio até às coordenadas: 
 
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 135 
24M 198281.00m E 9681466.95mS, linha reta à Rua Nelson Pires 
Alves até às coordenadas UTM: 24M 198466.64mE 9680827.32nS, 
seguindo em linha reta e coincidente à cerca do fundo do aeroporto até 
o ponto inicial. 
 XIV – Bairro Reis Velloso 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro 
Machado com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho 
Castelo Branco, Avenida Francisco Borges dos Santos, Avenida São 
Sebastião e Avenida Deputado Pinheiro Machado. 
 XV – Bairro Frei Higino 
o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Avenida Deputado Pinheiro 
Machado com a Avenida São Sebastião. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Avenida 19 
de outubro, Rua Itaúna e Avenida Deputado Pinheiro Machado. 
 XVI – Bairro João XXIII 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Francisco Borges dos 
Santos com a Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho 
Castelo Branco, seguimento de reta pelas coordenadas UTM: 24M 
197078.03mE 9679137.18mS; 24M 197159.91mE 9678740.21mS; 
24M 197594.04mE 9678807.27mS; 24M 197617.37mE 
9678714.05mS; 24M 197747.89mE 1678748.64mS; 24M 
197721.70mE 9678924.90mS; 24M 198132.27mE 9678786.92mS; 
24M 198240.90mE 9678341.99mS; 24M 200800.88mE 
9678227.32mS; 24M 201912.39mE 9677961.98mS, Avenida Gastão 
Neves Rodrigues, Avenida São Sebastião e Avenida Francisco Borges 
dos Santos. 
 XVII – Bairro Floriópolis 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Leonardo de 
Carvalho Castelo Branco e Avenida Francisco Borges dos Santos. 
 
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REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 136 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho 
Castelo Branco, seguimentos de retas pelas coordenadas UTM: 24M 
197078.03mE 9679137.18mS; 24M 197159.91mE 9678740.21mS; 
24M 197594.04mE 9678807.27mS; 24M 197617.37mE 
9678714.05mS; 24M 197747.89mE 1678748.64mS; 24M 
197721.70mE 9678924.90mS; 24M 198132.27mE 9678786.92mS; 
24M 198240.90mE 9678341.99mS; 24M 198820.06mE 
9678321.56mS; Avenida Leonardo de Carvalho de Castelo 
Branco(coordenadas 24M 198655.79 9679377,21), Rua Nelson Pires 
Alves até a coordenada UTM: 24M 198599.72mE 9680125.94mS, 
Estação Floriópolis e Avenida Francisco Borges dos Santos. 
 XVIII – Bairro Vicente Correia 
o Ponto Inicial e Final: coordenadas UTM 24M 198820.06mE 
9678321.56mS. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho de 
Castelo Branco(coordenadas 24M 198655.79 9679377,21), Rua 
Nelson Pires Alves até Rio Igaraçu (Coordenadas UTM: 24M 
198281.00m E 9681466.95mS, seguindo pelo rio até o ponto: 24M 
203005.27mE 9681651.82mS, limite urbano, Avenida Leonardo de 
Carvalho Castelo Branco, Avenida Gastão Neves Rodrigues até as 
Coordenadas UTM: 24M 201912.39mE 9677961.98mS; 24M 
200800.88mE 9678227.32mS; 24M 198820.06mE 9678321.56mS. 
 XIX – Bairro Portinho 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Leonardo de 
Carvalho Castelo Branco com a Avenida Gastão Neves Rodrigues. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Leonardo de Carvalho 
Castelo Branco, Rio Portinho, limite urbano, Lagoa do Portinho, 
Coordenadas UTM: 24M 200745.55mE 9672848.63mS, 24M 
200253.33mE 9673974.49, Avenida Gastão Neves Rodrigues. 
 XX – Bairro Pindorama 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Benedito dos Santos 
Lima com a Avenida São Sebastião. 
 
ESTADO DO PIAUÍ 
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REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 137 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida São Sebastião, Avenida 
Deputado Pinheiro Machado, Rua Guaporé e Rua Benedito dos Santos 
Lima. 
 XXI – Bairro Boa Esperança 
o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Rua Guaporé com a Rua 
Benedito dos Santos Lima. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Guaporé, Avenida Deputado 
Pinheiro Machado, Rua Osvaldo Cruz e Rua Benedito dos Santos 
Lima. 
 XXII – Bairro Cristo Rei 
o Ponto Inicial e Final: cruzamento da Rua Osvaldo Cruz com a Rua 
Benedito dos Santos Lima. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Osvaldo Cruz, Avenida 
Deputado Pinheiro Machado, Rua Ceará, Rua Benedito dos Santos 
Lima. 
 XXIII – Bairro Ceará 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Caramuru com a Rua 
José Bonifácio. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Ceará, Avenida Pinheiro 
Machado, Avenida Armando Cajubá de Brito e Rua José Bonifácio. 
 XXIV – Bairro Piauí 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro 
Machado com a Rua Itaúna. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Itaúna, Avenida 19 de Outubro, 
Rua Santana e Avenida Deputado Pinheiro Machado. 
 XXV – Bairro Rodoviária 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Santana com a Avenida 
Pinheiro Machado. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Santana, Rua Rodrigues 
Coimbra, Avenida Monsenhor Antônio Sampaio, Rua São Tomé e 
Avenida Pinheiro Machado. 
 XXVI – Bairro Dirceu Arcoverde 
 
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REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 138 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Santana com a Rua 
Rodrigues Coimbra. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Santana, Avenida 19 de 
Outubro, Avenida Monsenhor Antônio Sampaio e Rua Rodrigues 
Coimbra. 
 XXVII – Bairro Nossa Senhora do Montserrat 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a 
Avenida São Sebastião. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 19 de outubro, Avenida Dr. 
João Silva Filho, Rua Domingos Dias da Silva, Avenida São 
Sebastião. 
 XXVIII – Bairro Raul Bacellar 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho 
com a Rua Domingos Dias da Silva. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Domingos Dias da Silva, 
Avenida São Sebastião, Avenida Gastão Neves Rodrigues e Avenida 
Dr. João Silva Filho. 
 XXIX – Bairro Alberto Silva 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho 
com a Avenida 19 de Outubro. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Dr. João Silva Filho, 
Coordenadas UTM: 24M 199402.27mE 9676695.35mS; seguimento 
de retas pelas coordenadas: 24M 199100.77mE 9676392.85mS; 24M 
199049.33mE 9676435.74mS; 24M 198686.38mE 9676084.46mS; 
24M 198809.14mE 9675971.97mS; 24M 198282.96mE 
9675227.22mS; 24M 197974.83mE 9675140.64mS; 24M 
197974.83mE 9675140.64mS; 24M 196485.98mE 9675116.35mS, 
Avenida 19 de outubro. 
 XXX – Bairro Simplício Dias 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Dr. João Silva Filho 
com a Avenida Gastão Neves Rodrigues. 
 
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 139 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Dr. João Silva Filho, 
coordenadas: 24M 199402.27mE 9676695.35mS; seguimento de retas 
pelas coordenadas 24M 199100.77mE 9676392.85mS; 24M 
199049.33mE 9676435.74mS; 24M 198686.38mE 9676084.46mS; 
24M 198809.14mE 9675971.97mS; 24M 198372.74mE 
9675354.25mS; 24M 198967.81mE 9674948.64mS; 24M 
199879.45mE 9673654.66mS; 24M 200881.87mE 9674556.40mS, 
Avenida Gastão Neves Rodrigues. 
 XXXI – Bairro São João 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a 
Avenida Monsenhor Antonio Sampaio. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antonio 
Sampaio, coordenada: 24M 196906.25mE 9673289.40, seguimentos 
de retas pelas coordenadas: 198568.25mE 9674248.60mS; 24M 
198890.56mE 9674187.00mS; 24M 199494.52mE 9674366.59mS; 
24M 199879.45mE 9673654.66mS; Avenida Gastão Neves 
Rodrigues, coordenadas: 24M 200881.87mE 9674556.40mS; 24M 
199379.65mE 9675257.74mS; 24M 198967.81mE 9674948.64mS; 
24M 198372.74mE 9675354.25mS24M 198282.96mE 
9675227.22mS; 24M 197974.83mE 9675140.64mS; 24M 
197940.24mE 9675207.19mS; 24M 196485.98mE 9675116.35mS, 
Avenida 19 de outubro. 
 XXXII – Bairro Carpina 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida 19 de Outubro com a 
Avenida Monsenhor Antonio Sampaio. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antonio 
Sampaio, coordenada: 24M 196906.25mE 9673289.40, seguimentos 
de retas pelas coordenadas: 198568.25mE 9674248.60mS; 24M 
198890.56mE 9674187.00mS; 24M 199494.52mE 9674366.59mS; 
24M 199879.45mE 9673654.66mS; Avenida Gastão Neves 
Rodrigues, coordenadas: 24M 200253.33mE 9673974.49; Rio 
 
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 140 
Portinho, coordenadas: 24M 198193.80mE 9671522.42mS, 24M 
196162.61mE 9673274.64mS, Avenida 19 de outubro. 
 XXXIII – Bairro Santa Maria 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Monsenhor Antônio 
Sampaio com a Rua São Tomé. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Monsenhor Antônio 
Sampaio, Avenida 19 de Outubro, Linha de ferro, Avenida Deputado 
Pinheiro Machado e Rua São Tomé. 
 XXXIV – Bairro Sabiazal 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Deputado Pinheiro 
Machado com a linha de ferro. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Pinheiro Machado, Linha de 
Ferro, Avenida 19 de Outubro, Avenida Evandro de Lins e Silva e 
Avenida Deputado Pinheiro Machado. 
 XXXV – Bairro São Pedro 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Evandro Lins e Silva 
com a Avenida 19 de outubro. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida 19 de outubro, coordenadas 
UTM: 24M 196162.61mE 9673274.64mS, Rio Portinho, coordenadas: 
24M 198193.80mE 9671522.42mS, Linha reta às coordenadas UTM: 
24M 192946.31mE 9670418.19mS (estrada da Rancharia), Avenida 
Evandro de Lins e Silva. 
 XXXVI – Bairro Almira Silva 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Evandro Lins e Silva 
com a Avenida 19 de Outubro. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Evandro Lins e Silva, 
Estrada da Rancharia (coordenada UTM: 192946.31mE 
9670418.19mS), seguindo até as coordenadas 24M 190277.06mE 
9669645.00mS, contorno do terreno de fundo da ZPE, Rua D. Pedro I 
(coordenadas UTM: 24M 192421.94mE 9673211.78mS), Avenida 19 
de outubro. 
 XXXVII – Bairro Primavera 
 
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 141 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua D. Pedro I com as 
coordenadas UTM: 24M 192851.40mE 9674612.03mS (muro da 
DELTA). 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua D. Pedro I, Avenida 19 de 
outubro, Avenida Evandro Lins e Silva (coordenadas UTM: 24M 
193641.80 9674578.04 - muro da Delta) e Rua D. Pedro I. 
 XXXVIII – Bairro Santa Luzia 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva 
e a Avenida José de Moraes Correia. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida José de Moraes Correia, 
Rua Delbão Rodrigues, Avenida Antônio Cajubá de Brito, Avenida 
Deputado Pinheiro Machado, Avenida Evandro Lins e Silva, 
(coordenadas UTM: 24M 193641.80 9674578.04 - muro da Delta), 
Rua D. Pedro I (coordenadas: 24M 192851.40mE 9674612.03mS - 
muro da DELTA), Lagoa do Bebedouro, Avenida Prefeito Batista 
Silva e Avenida José de Moraes Correia. 
 XXXIX – Bairro Santa Teresinha 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Lagoa do Bebedouro com a 
Avenida Prefeito Batista Silva. 
o Descrição dos limites do Bairro: Lagoa do Bebedouro, Rio Igaraçu até 
as coordenadas: 24M 191611.34mE 9675965.78mS, Linha reta e 
coincidente à Rua Mira Rio, Rua Santo Afonso, Rua José Mendes 
Mourão, Avenida Gerardo Pontes Cavalcante, Rua D. Pedro I e Lagoa 
do Bebedouro. 
 XL – Bairro São Vicente de Paulo 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua Mira Rio com a Avenida 
Prefeito Batista Silva. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Mira Rio, Linha reta ao Rio 
Igaraçu coordenada UTM: 24M 191611.34mE 9675965.78mS, Rio 
Igaraçu, Avenida Comerciante Renato de Castro Santos, Avenida 
Prefeito Batista Silva, Rua Antônio Neris dos Santos, Avenida 
Gerardo Pontes Cavalcante – coordenadas UTM: 24M 191699.21mE 
 
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 142 
9674122.00mS, Rua José Mendes Mourão, Rua Santo Afonso e Rua 
Mira Rio. 
 XLI – Bairro Joaz Souza 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento Prefeito Batista Silva com a Rua 
Antônio Neris dos Santos. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Prefeito Batista Silva, 
Avenida Comerciante Renato de Castro Santos, Rio Igaraçu até as 
coordenadas UTM: 24M 189809.44mE 9674329.65mS, Avenida 
Gerardo Pontes Cavalcante (coordenada UTM: 24M 190411.37mE 
9673803.02mS, seguindo até as coordenadas UTM: 24M 
191699.21mE 9674122.00mS, Rua Antônio Neris dos Santos e 
Avenida Prefeito Batista Silva. 
 XLII – Bairro Dom Rufino 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Rua D. Pedro I com a 
Avenida Gerardo Pontes Cavalcante. 
o Descrição dos limites do Bairro: Avenida Gerardo Pontes Cavalcante 
seguindo até as coordenadas UTM: 24M 190411.37mE 
9673803.02mS, Rua Claro José da Silva, até as coordenadas UTM; 
24M 190574.85mE 9673068.52 da Rua D. Paulo Hipólito de Sousa 
Libório, Muro da ZPE e rua D. Pedro I (coordenadas UTM: 24M 
192421.94mE 9673211.78mS. 
 XLIII – Bairro Lagoa da Prata 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva 
com a Rua Pilocarpina. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Pilocarpina, Travessa Vila Nova, 
Rua D. Paulo Hipólito de Sousa Libório, terreno da ZPE, Estrada que 
Liga povoado Rancharia (coordenada UTM: 24M 190277.06mE 
9669645.00mS), estrada rancharia, Coordenadas UTM 189685.25mE 
9669675.24mS, Lagoa da Prata, Rio Parnaíba, Rio Igaraçu até as 
coordenadas UTM 24M 189392.11mE 9673035.60mS e Rua 
pilocarpina. 
 XLIV – Bairro Igaraçu 
 
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 143 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento da Avenida Prefeito Batista Silva 
com a Rua Pilocarpina. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rua Pilocarpina, Travessa Vila Nova, 
Rua D. Paulo Hipólito de Sousa Libório até as coordenadas UTM: 
24M 190411.37mE 9673803.02mS, seguindo em linha reta até as 
coordenadas UTM: 24M 190411.37mE 9673803.02mS da Avenida 
Gerardo Pontes Cavalcante, coordenadas UTM: 24M 189809.44mE 
9674329.65mS do Rio Igaraçu, seguindo até a coordenadas UTM: 
24M 189392.11mE 9673035.60mS e Rua pilocarpina. 
 XLV – Bairro Tabuleiro 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento do Rio Parnaíba com o Rio 
Igaraçu. 
o Descrição dos limites do Bairro: Rio Parnaíba, Canal de São José, Rio 
Igaraçu, Rio Parnaíba. 
 XLVI – Bairro Santa Isabel 
o Ponto Inicial e Final: entroncamento do Rio Igaraçu com Igarapé 
Vazantinha. 
o Descrição dos limites do Bairro: Igarapé da Vazantinha, Rio Santa 
Isabel seguindo até as coordenadas UTM: 24M 189319.35mE 
9680205.20mS, em linha reta até a coordenadas UTM: 24M 
188825.46mE 9679450.31mS do igarapé do Alto do Batista, Rio 
Igaraçu. 
 
Para divisão da zona urbana da cidade em quadrantes Norte, Sul, Leste e 
Oeste ficará estabelecido o cruzamento da Avenida Pinheiro Machado com a Rua 
Caramuru e Avenida Dr. João Silva Filho o Ponto de Referência que orientará as Zonas 
Norte, Sul, Leste e Oeste do Município. 
 
 A Zona Norte será constituída pelos bairros: Canta Galo, Chafariz, São 
Judas Tadeu, São Benedito, Pindorama e Reis Veloso; 
 
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 144 
 A Zona Sul será constituída pelos bairros: Cristo Rei, Rodoviária, Santa 
Maria, Sabiazal, São Pedro, Primavera, Almira Silva, Dom Rufino, Lagoa 
da Prata, Ceará, Santa Teresinha e Santa Luzia; 
 A Zona Leste será constituída pelos bairros: Piauí, Frei Higino, Dirceu 
Arcoverde, Floriópolis, Vicente Correia, João XXIII, Nossa Senhora do 
Montserrat, Raul Bacellar,Portinho, Alberto Silva, Simplício Dias, São 
João e Carpina; 
 A Zona Oeste será constituída dos seguintes bairros: Boa Esperança, São 
Francisco, Bebedouro, Nova Parnaíba, Centro, São José, Mendonça Clark, 
Santa Isabel, Nossa Senhora do Carmo, Tabuleiro, Nossa Senhora de 
Fátima, Campos, São Vicente de Paulo, Joaz Souza e Igaraçu. 
 
 
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 145 
5 BIBLIOGRAFIA 
CARVALHO, J. A. M. – Demografia Econômica. Fortaleza. Ceará, 1980; 
 
FURTADO, Celso - Formação Econômica do Brasil. Companhia Editora Nacional. São 
Paulo. 1999; 
 
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____. Contagem Populacional de 1996. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; 
 
____. Cidades, o Brasil Município por Município. Rio de Janeiro: IBGE. 1996; 
 
____. Censo Demográfico de 2000. Rio de Janeiro: IBGE. 2000; 
 
INCRA, Novo Retrato da Agricultura Familiar – O Brasil Redescoberto. 1995/1996; 
 
FURTADO, Milton Braga. Síntese da Economia Brasileira. 5ª edição. Livros Técnicos e 
Científicos. Rio de Janeiro. 1988; 
 
SIAFI – Secretaria de Administração Financeira do Governo Federal, Brasília, Brasil; 
 
ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL. IBGE/Perfil dos 
Municípios; 
 
 
ESTADO DO PIAUÍ 
PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAIBA 
REVISÃO DO PLANO DIRETOR 
 
 
 146 
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INEP – www.inep.gov.br ; 
 
Prefeitura Municipal de Parnaíba: Lei Orgânica do Município de Parnaíba e Regimento 
Interno da Câmara Municipal, mimeo, Parnaíba, junho de 1992; 
 
Código de Postura, mimeo, Parnaíba, dezembro de 1997; 
 
Código de Obras e Edificações, mimeo, Parnaíba, dezembro de 1997; 
 
Código Municipal de Meio Ambiente, mimeo, Parnaíba, 2004; 
 
Lei n
o
 1.650, que delimita o perímetro dos bairros da Cidade de Parnaíba, mimeo, 
Parnaíba, novembro de 1998; 
 
Código Tributário, mimeo, Parnaíba, s/d; 
 
Ministério do Meio Ambiente / Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável 
/ Consórcio ZEE Brasil: Zoneamento Ecológico-Econômico do Baixo Rio Parnaíba / 
Relatório Preliminar / Fase do Diagnóstico, mimeo, Brasília, 2001; 
 
Estado do Piauí / Prefeitura Municipal de Parnaíba / Secretaria de Administração e 
Planejamento: Diagnóstico Sócio-Econômico do Município de Parnaíba, mimeo, Parnaíba, 
s/d; 
 
UFPI / Instituto Euvaldo Lodi / FIEP: Anuário Parnaibano, mimeo, Parnaíba, 1995; 
 
Prefeitura Municipal de Parnaíba / SEMPLAN: Estudo Geral do Município de Parnaíba, 
mimeo, Parnaíba, 1996; 
 
http://www.inep.gov.br/
 
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 147 
Governo do Estado do Piauí / CEPRO / SEPLAN: Piauí / Informações Municipais, mimeo, 
Teresina, 2000; 
 
Hamam de Figueiredo, A.: Dimensão Urbano-Regional, mimeo, Parnaíba, s/d; 
 
FISHTEC Consultores Associados: Estudo para o Diagnóstico do Potencial Piauiense para 
a Implantação de Empreendimentos Integrados de Aqüicultura, mimeo, Brasília, s/d; 
 
GOMES, F.L. & NASCIMENTO, U.G.: Diagnóstico sobre os Resíduos Sólidos gerados 
nos Municípios da APA do Delta do Parnaíba, mimeo, Parnaíba, s/d; 
 
WWF: Manual de Ecoturismo de Base Comunitária, Editora WWF, Brasília, novembro de 
2003; 
 
Ministério do Meio Ambiente: Plano de Marketing, mimeo, Brasília, 2002; 
 
GOMES, F.L.: Uma Proposta de Educação Ambiental para a APA do Delta do Parnaíba, 
Ed. IBAMA / Estado do Piauí, Teresina, 2001; 
 
IBAMA / Estado do Piauí: Proposta para Elaboração de Diagnóstico sobre os Resíduos 
Sólidos gerados nos Municípios da APA do Delta do Parnaíba, mimeo, Teresina, 2002; 
 
MOURA NETO, D. & ARRIBAMAR de CARVALHO, J.: Gestão Participativa de 
Conservação dos Recursos Naturais do Delta do Parnaíba / Manguezal, mimeo, Ed. 
IBAMA / Estado do Piauí, Teresina, s/d; 
 
Ministério do Meio Ambiente / IBAMA / Estado do Piauí: Gestão Racional e Uso 
Sustentável do rio Parnaíba / Igaraçú, mimeo, Parnaíba, 2004; 
Ministério do Meio Ambiente: Programa Zoneamento Ecológico-Econômico / Diretrizes 
Metodológicas para o Zoneamento Ecológico – Econômico do Brasil, Editora MMA, 
Brasília, 2001; 
 
 
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Ministério do Meio Ambiente: Projeto de Gestão Bioregional / Lençóis Maranheses / Delta 
do Parnaíba, mimeo, Brasília, 2001; 
 
PAULA BRITO CAVALCANTI, A.: Delta do Parnaíba / Uma Caracterização 
Geoambiental, mimeo, Teresina, 2000; 
 
FURPA & Ministério do Meio Ambiente: Diagnóstico Geoambiental do Litoral Piauiense, 
mimeo, GERCO-PI, 1997. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 149de Parnaíba, existem áreas de chácaras, sítios, roçados 
e pequenas propriedades para criação de animais, entre outras de 
características rurais, que fazem a transição entre aquelas. 
 
2.1.1 Descrição Geral da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) 
 
A Estrutura Urbana da Cidade de Parnaíba estabelece bipolaridade de áreas 
centrais, que se complementam, áreas residenciais clássicas de habitação unifamiliar em 
lotes e uma série de áreas verdes, equipamentos de grande porte e áreas indústrias em 
 
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zonas mais periféricas que, fazem a transição com a área rural. A bipolaridade das áreas 
centrais é conseguida a partir de uma política de preservação e recuperação do centro 
antigo da cidade e sua utilização para usos comerciais de pequeno porte e atividades 
culturais compatíveis com a substância histórica. 
Dois grandes parques com uma série de equipamentos de lazer e turismo 
emolduram estas 02 (duas) áreas centrais, a primeira vinculada ao Parque Urbano do 
Cantagalo, e a segunda ao Parque Urbano do Bebedouro. Todo o trecho urbano entre eles, 
ocupado basicamente por usos residenciais um pouco mais densos, deve ser fortemente 
arborizado e com áreas de substantivos quintais, de modo a garantir a permeabilidade 
necessária à recarga dos aquíferos subterrâneos. Uma grade de vias principais organiza os 
diferentes loteamentos que se foram configurando ao longo do tempo, muitas vezes de 
maneira pouco integrada. Essa grade é constituída por: 
 
 Rua José Bonifácio (com uma outra opção, a ser detalhada quando dos 
estudos de viabilidade técnica e financeira, constituída a partir de um 
binário estruturado a partir das ruas Armando Burlamarque e Tabajara, com 
caixas de rua já hoje maiores); 
 Avenida Pinheiro Machado. 
 Rua Felicidade Veras Neves / Benedito Jonas Correia 
 Avenida Francisco Borges dos Santos / Avenida 19 de outubro. 
 Avenida Nossa Senhora de Fátima / BR 343; 
 Avenida São Sebastião; 
 Rua Caramuru / Avenida Dr. João Silva Filho; e 
 Binário Avenida Armando Cajubá / Avenida Princesa Isabel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 1: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. 
 
 
 
 
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Figura 2: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. 
 
 
Figura 3: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. 
 
 
 
 
 
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Figura 4: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. 
 
 
Figura 5: Vista da maquete da Área Urbana da cidade de Parnaíba. 
 
 
 
 
 
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Essas vias já haviam sido anteriormente descritas, e suas possibilidades e 
limitações apreciadas. Cabe destacar aqui, complementarmente, o papel estruturante que a 
Rua José Bonifácio (ou a sua opção, constituída a partir de um binário estruturado a partir 
das ruas Armando Burlarmarque e Tabajara) assumiria nesta proposta, no sentido de 
garantir uma transversalidade no sentido norte / sul ligando o Parque Urbano do Cantagalo 
à lagoa da Prata. A partir de sua existência, é possível suavizar o impacto causado pelo 
trecho oeste do binário Avenida Armando Cajubá / Avenida Princesa Isabel, o trecho oeste 
da Avenida São Sebastião e a chegada da continuação da BR 343 nos centro antigo da 
cidade. Esses trechos, descaracterizadas as suas funções de vias principais acessando de 
forma muito sofrida o centro antigo, poderiam e deveriam ser reconfigurados de modo a 
oferecer, por exemplo, estacionamentos necessários aos veículos públicos e privados 
minimizar o acesso destes à antiga área central. 
Outra via que merece ter transversalidade norte / sul garantida é a Avenida 
Pinheiro Machado que, sem demérito de sua qualidade de BR 343, deveria chegar até o 
Parque Urbano do Cantagalo e até a beira do rio Igaraçú, se for possível até um 
equipamento microrregional de porte, como por exemplo uma marina. Dessa forma e com 
tratamento adequado no entroncamento da BR com a Avenida Nossa Senhora de Fátima 
que muda abruptamente de sentido (>90º), essa via poderia melhor ajudar o 
equacionamento à costura das diversas partes da cidade. 
Um primeiro anel, já concebido na constituição do Plano Diretor, é 
confirmado a partir da Avenida Francisco Borges dos Santos / Avenida 19 de outubro e 
acesso ao aeroporto, bordeando as expansões dos bairros João XXlll, Montserrat, Alberto 
Silva, Dirceu Arcoverde, Alto Santa Maria, Sabiazal e Primavera. Este primeiro anel 
(Avenida 19 de Outubro) passa a ter sentido funcionalmente mais consistente com a 
implantação da Zona de Processamento de Exportação - ZPE, garantindo acessibilidade e 
escoamento da produção às mesmas. 
Este primeiro anel ou Avenida 19 de Outubro é sutilmente complementado, 
por um binário parcial constituído por uma Avenida que, representando um dos acessos 
mais imediatos da cidade ao litoral (e que pressupõe a construção de uma ponte por trás do 
aeroporto), fornece a oportunidade de constituir centro cultural de convenções em seu 
entroncamento com a BR 343, consolidando a unidade funcional entre as cidades de 
Parnaíba e Luiz Correia; além disso, permite acessar, no quadrante sudeste da cidade, uma 
 
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série de equipamentos vinculados a corridas de automóveis (autódromo), fórmula truck, 
mountain-bike e eventos variados de entretenimentos, retirando da trama urbana 
residencial uma série de atividades consideradas hoje com forte e nocivo impacto sonoro. 
O segundo anel deve-se localizar junto ao perímetro urbano da Cidade de 
Parnaíba, vinculado a BR 343 na sua ligação entre a referida cidade e Luiz Correia à lagoa 
do Portinho e lagoa da Prata. 
Esses 02 (dois) anéis, além de receberem as vias principais organizadas no 
sentido norte / sul e oeste / leste, oferecem opções aos visitantes e turistas que tenham 
como objetivo chegar ao litoral sem atravessar os trechos urbanos e rurais mais delicados 
do ponto de vista patrimonial e ambiental. Com isto, visa-se deixar a ponte junto ao Porto 
das Barcas para o tráfego meramente local. 
Propõe-se consolidar a unificação urbana das cidades de Parnaíba e Luiz 
Correia, em pleno processo de concretização, a partir da oferta de áreas para loteamentos 
com características apropriadas, com condomínios fechados ou não, e os equipamentos 
urbanos de grande porte já citados. 
 
2.1.2 Descrição Setorial da Proposta (Estrutura Urbana da Cidade) 
 
A descrição setorial da proposta tem por objetivo estabelecer e mapear 
diretrizes de uso e ocupação do solo em diferentes zonas da Cidade de Parnaíba. Tais 
diretrizes decorrem dos diversos papéis que as referidas zonas assumem na estrutura geral 
acima descrita, e visam concretizar recomendações dimensionais vinculadas ao 
bioclimatismo, expressão e simbolismo, topocepção, copresença, etc. 
Equipamentos urbanos e correlatos, assim como áreas hoje ocupadas com 
vocação para tal, devem ser incorporados a cada uma das zonas conforme as 
correspondentes diretrizes. Assim, por exemplo, equipamentos educacionais ou de saúde já 
existentes devem adaptar-se aos usos e ocupações estabelecidos para as zonas em que se 
situam questões facilmente resolúvel devido à flexibilidade das referidas recomendações, 
como veremos a seguir. 
Particularmente, a descrição setorial a seguir aproveitará para introduzir 02 
(dois) parâmetros que fazem parte do instrumental oferecido pelo Estatuto da Cidade, a 
saber: 
 
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 Índicesde Restrição, e; 
 Coeficientes de Aproveitamento. 
 
Os Índices de Restrição e Coeficientes de Aproveitamento são considerados 
instrumentos próprios do Plano de Uso e Ocupação do Solo e representam ferramentas: 
 
 Com relação às formas de Uso (Índices de Restrição) 
 Com relação às formas de Ocupação (Coeficientes de Aproveitamento) 
 
2.1.2.1 Com relação às formas de Uso 
 
O Uso do Solo para efeitos deste Plano Diretor divide-se em 
 
 Uso residencial 
o unifamiliar 
o multifamiliar 
 Uso não residencial 
o comercial 
o coletivo 
o industrial 
 
Para descrição mais desdobrada das atividades em pauta, categorias 
complementares podem e devem ser utilizadas, tais como usos mistos, usos institucionais, 
administrativos, etc. 
As atividades de uso não residencial são permitidas nos diferentes setores da 
cidade, dependendo de seu porte, sua natureza e intensidade do incômodo gerado por essas 
atividades com relação àquelas de sua vizinhança imediata, verificado em todos os casos o 
grau de restrição de atividades. 
 
2.1.2.1.1 Com relação às formas de Uso, ficam estabelecidas complementarmente 02 
(duas) formas de uso, a saber: 
 
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 Uso Básico 
 Uso Adicional 
 
2.1.2.1.2 Com relação ao Uso Adicional definem-se 04 (quatro) categorias de lote por 
uso, segundo o grau de restrição de atividades ocorrentes nos mesmos: 
 
 Lotes de maior restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R1 
(basicamente lotes destinados à habitação unifamiliar); 
 Lotes de média restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R2; 
 Lotes de baixa restrição ao uso comercial, industrial e coletivo – R3; e 
 Lotes com restrição à residência (basicamente lotes institucionais e 
industriais de atividades incompatíveis com habitação) – R4. 
 
A localização na malha urbana das categorias de lote por uso e das 
atividades incômodas é determinada, em princípio, em função das características das áreas 
nas quais se inserem e da hierarquia das vias que as acessam. 
Assim, os lotes para habitação unifamiliar são acessados, em princípio, por 
vias locais e se inserem em áreas residenciais com essas características. Lotes onde existe 
interesse em se ter comércio local no térreo e habitação num primeiro pavimento são 
acessados por vias secundárias e/ou principais, dependendo dos correspondentes 
coeficientes de aproveitamento (vide item subsequente). Junto a espaços públicos 
agregadores (largos, praças, etc.) é interessante que o grau de restrição seja do tipo R3, 
incentivando o comércio de porte não local. Lotes para atividades potencialmente 
poluentes terão seus acessos e projetos desenvolvidos caso a caso, apesar de haver 
tecnologia acessível, porém muito cara, para viabilizar localização dessas atividades em 
qualquer local. 
 
2.1.2.2 Com relação às formas de Ocupação 
 
As formas de ocupação são determinadas basicamente a partir da fixação do 
coeficiente de aproveitamento e dos afastamentos e outros parâmetros. 
 
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Chama-se coeficiente de aproveitamento o índice que, multiplicado pela 
área do lote resulta na área máxima de construção permitida no lote. Deve-se utilizar 02 
(dois) tipos de coeficiente: 
 
Coeficiente de Aproveitamento Básico - CAB, que representa o potencial 
construtivo definido para o lote (se for possível considerando a média dos potenciais 
construtivos da área existentes). Este coeficiente é outorgado gratuitamente. 
 
Coeficiente de Aproveitamento Máximo - CAM, que representa o potencial 
construtivo máximo definido para o lote. 
 
A diferença entre o CAB e o CAM é outorgada onerosamente, no momento 
de seu usufruto. 
 
Os coeficientes de aproveitamento, os afastamentos e outros parâmetros 
propostos, resultam de uma apreciação crítica da situação atualmente existente e do 
potencial de crescimento e dinamização pretendido. 
 
O Mapa 44 no Volume III/III registra as diferentes zonas descritas a seguir 
e, com elas, as áreas onde os diferentes Índices de Restrição e Coeficientes de 
Aproveitamento (CAB e CAM) são aplicáveis. 
 
2.1.2.2.1.1 Zona 01 / Porto das Barcas 
 
Situa-se em território relativamente bem delimitado. Corresponde à porção 
mais antiga de Parnaíba e ainda integra em sua estrutura espacial, embora apresente 
problemas de manutenção da mesma e abandono de utilização, ambos devido a 
deslocamentos de centralidade para outras áreas da cidade. Por outro lado, essa área sofre o 
impacto da ligação da ponte com a Ilha Grande de Santa Isabel, tanto pelo conflito entre o 
tamanho e configuração daquela e a delicadeza do antigo tecido do Porto das Barcas – 
 
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quanto pela geração de forte e pesado fluxo de circulação que atravessa essa zona. As 
propostas acima apresentadas visam minimizar tais impactos negativos. 
Esta é a zona com principal papel simbólico no que se refere à história e 
tradição cultural parnaibana, fato que encaminha para preservação rigorosa das 
características de estruturação de seu conjunto espacial e resgate de fragilidades da mesma. 
Por outro lado, este papel sugere revitalização da utilização cotidiana e esporádica da zona 
em questão, tanto por parte dos habitantes da cidade, quanto daqueles que a visitam, mas 
impede usos do solo por práticas e atividades que impliquem prejuízos da configuração do 
conjunto ou contribuam para seu abandono. 
Finalmente, essa zona deve ter monitoramento contínuo dos órgãos oficiais 
responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro 
(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). Sendo que isso deverá 
ocorrer em conjunto com a gestão de todas as secretarias municipais e a integração das 
associações de moradores e de outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba. É 
fundamental que esse consórcio de atores sociais discuta, exercite e implemente políticas 
públicas setoriais (especialmente de educação em diversos níveis, saúde e saneamento 
básicos, comunicação de massas e turismo) que garantam a consecução das diretrizes que 
se seguem, quanto a: 
 
 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R2 
o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços 
compatíveis com as características de configuração do espaço do 
conjunto da Zona 01, descritas nos próximos itens de normas deste 
Plano Diretor. Recomenda-se implantação de mercado popular em 
um dos prédios do Porto das Barcas, para abrigar vendedores 
ambulantes atuando no momento nas vias públicas da Zona 02; 
o usos do solo, complementares aos prioritários ou básicos, para 
atividades habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem perda 
das características de configuração do espaço do conjunto da Zona 01, 
descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor; 
 
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o proibidos usos do solo para atividades comerciais de grande porte 
(shoppings, supermercados etc.), atacadista e voltada à construção, 
indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para atividades de serviços de grande porte, 
demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de grande fluxo 
veicular (tais como hospitais gerais, presídios, edifícios para ensino 
regulamentar e certos órgãos da administração pública); 
o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, 
reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de 
grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); 
o proibidos usos do solo para atividades artesanais demandantes de 
grandes áreas, geradoras de forte fluxo veicular ou que apresentem 
potencialpericulosidade à integridade física do conjunto da Zona 01; 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; 
o permitida circulação de pedestres, ciclistas e veículos automotores 
leves (motocicletas, automóveis, vans, furgões e caminhonetes); 
o permitido uso para estacionamento veicular em áreas públicas apenas 
ao longo das vias principais e paralelamente ao meio-fio; 
o proibidos circulação e estacionamento de veículos pesados e de 
grande porte (tais como ônibus e caminhões) em todo o território da 
Zona 01; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 01 devem atender a estas e às normas subsequentes deste 
Plano Diretor; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 01 devem ser autorizados pelos órgãos oficiais responsáveis 
pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro 
(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 
 
 2. Malha viária: preservação rigorosa do traçado nessa área; não se 
admitem supressão, abertura, alargamento ou estreitamento de vias, nem 
 
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 24 
inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, 
pontes etc.). 
 3. Parcelamento: preservação rigorosa do parcelamento nessa área; não se 
admitem desmembramentos ou remembramentos de lotes. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: preservação rigorosa das taxas de 
ocupação dos lotes nessa área; não se admitem reduções ou aumentos das 
mesmas. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: preservação rigorosa dos 
coeficientes de aproveitamento nessa área; não se admitem reduções ou 
aumentos dos mesmos. 
 6. Afastamentos: preservação rigorosa dos afastamentos dos lotes frontais, 
laterais e posteriores nessa área; não se admitem quaisquer alterações nos 
mesmos. 
 7. Taxa de impermeabilização área livre privatizada: preservação 
rigorosa das taxas de impermeabilização das áreas livres privatizadas nos 
lotes, conforme nessa área existentes; não se admitem quaisquer alterações 
nas mesmas. 
 8. Cotas de cumeeira: preservação rigorosa das cotas de cumeeira dos 
edifícios nessa área existentes; não se admitem reduções ou aumentos nas 
mesmas. 
 9. Volumetria edilícia: preservação rigorosa da forma volumétrica dos 
edifícios nessa área, inclusive de suas coberturas (telhados); não se admitem 
quaisquer alterações nas dimensões e proporções da volumetria edilícia 
(tanto do corpo das edificações quanto de suas coberturas / telhados). Em 
eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se 
utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos, 
desde que não desfigurem a composição volumétrica preservada por esta 
norma. 
 10. Fachadas: preservação rigorosa da composição de fachadas voltadas 
para as áreas livres públicas dos edifícios nessa área, em termos de: 
o proporções entre área total das superfícies de vedação e das aberturas; 
o tamanho das aberturas; 
 
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 25 
o tipo de esquadrias; 
o incidência de beirais ou frontões; 
o incidência de elementos decorativos originais. 
 
Não se admitem quaisquer alterações nos referidos elementos, inclusive 
supressões ou inclusões tais como elementos decorativos e luminárias; intervenções 
datadas dos últimos vinte anos devem ser analisadas pelos órgãos oficiais responsáveis 
pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN) em relação a sua eventual ação 
descaracterizadora nos tipos originais das fachadas. 
Elementos apostos às fachadas, em termos de toldos e veículos de 
propaganda, devem ter projeto e execução rigorosamente acompanhados pelos órgãos 
oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural 
brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN), para que não 
incorram em desfiguração dos tipos originais das fachadas onde se inserem. 
Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se 
utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos nas fachadas 
voltadas às áreas livres públicas, desde que não desfigurem a composição das referidas 
fachadas preservadas por esta norma. 
 
 11. Organização interna dos edifícios: preservar preferentemente a 
organização interna de todos os edifícios desta zona 01, mas, caso 
necessário, alterações na composição de seus interiores não devem 
desfigurar suas características fundamentais. Neste sentido, não podem 
implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas 
neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: 
 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
 
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 26 
o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do 
patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 
 12. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semi-públicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto do espaço urbano desta zona 01. Neste 
sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas 
anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do 
patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 
 13. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem: 
o seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse 
Plano Diretor; 
o ter aprovação dos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do 
patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); 
o ser justificadas por manutenção do tecido existente ou reparos devidos 
a eventualidades tais como sinistros, enchentes, desabamentos ou 
similares. 
 
2.1.2.2.1.2 Zona 02 / Centro antigo 
 
Corresponde à primeira área de expansão do Porto das Barcas e contém 
sinais dessa época principalmente em seu traçado urbano (malha viária, parcelamento 
fundiário e presença de pequenos quintais arborizados), pois a grande maioria das 
edificações originais já foi substituída ou bastante modificada, embora com pontuais 
rupturas na homogeneidade de suas pequenas alturas. Entretanto, existem alguns 
 
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 27 
exemplares com características edilícias íntegras e significativas, embora ameaçados por 
carência de manutenção ou descaracterização de reformas; são antigas igrejas e prédios que 
testemunham o ecletismo e, mais raramente, o art déco. Destacam-se ainda como marcante 
característica desse tecido algumas praças, que se apresentam como expressivas clareiras 
no espesso tecido que caracteriza o centro antigo de Parnaíba. 
Por outro lado, trata-se de uma zona com intensa vitalidade, abrigando 
práticas e atividades que a qualificam como o verdadeiro centro urbano dessa cidade: 
comércio e serviços muito diversificados e com diversos portes e abrangências, 
estabelecimentos de administração pública e uso habitacional unifamiliarem toda a sua 
extensão, este frequentemente associado (no mesmo prédio ou lote) às demais atividades 
citadas. Essas características positivas à vida urbana de Parnaíba vêm acompanhadas de 
sérios problemas de circulação viária e de pedestres em todo seu contexto, provenientes em 
grande parte do impacto do porte das citadas atividades centrais em um tecido delicado, 
com malha viária reticulada e irregular, ruas e calçadas estreitas e lotes pequenos. 
Aos papéis de testemunho histórico e centro urbano, deve-se somar à ZONA 
02 aquele de amortecimento temático em relação à ZONA 01 (Porto das Barcas): embora 
com preservação das características de sua paisagem urbana, a ZONA 02 não solicita 
proteção rigorosa de todos os seus edifícios, mas apenas de alguns com valor testemunhal, 
a serem futuramente listados. A manutenção paisagística ocorrerá por meio da 
permanência dos atributos configurativos da malha viária, do sistema de parcelamento e do 
direito de construção nos lotes; incentivam-se nela atividades de caráter central, mas estas 
devem ser monitoradas quanto a geração de excessivo fluxo circulatório de veículos 
pesados. 
Estes últimos devem ter acesso esporádico à área, em períodos fora dos 
horários comerciais, salvo emergências (bombeiros, ambulâncias e polícia). Não se 
incentiva acessibilidade de veículos motorizados a essa zona (e, por seu intermédio, 
também à ZONA 01), medida que se justifica também pelas pequenas distâncias a serem 
percorridas a pé (maior distância é de 950m, da Esplanada à margem do rio Igaraçu); por 
isso, os estacionamentos públicos são escassos, organizados paralelamente ao meio-fio das 
calçadas; não há vias arteriais, mas a circulação, reduzida, flui pelas inúmeras ruas da 
malha reticulada que irriga plenamente toda a ZONA 02. 
 
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 28 
Assim como a anterior, essa zona deve ter monitoramento contínuo dos 
órgãos oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural 
brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). Isto deve 
realizar-se em conjunto com todas as secretarias municipais e associações de moradores e 
de outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, em consórcio que discuta, 
exercite e implemente políticas públicas em diversos setores, mas principalmente educação 
em vários níveis, saúde e saneamento básicos, comunicação de massas e turismo, tais que 
garantam a consecução das diretrizes que se seguem, quanto a: 
 
 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R2 
o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços 
compatíveis com as características de configuração do espaço do 
conjunto da Zona 02, descritas nos próximos itens de normas deste 
documento; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades 
habitacionais unifamiliares ou multifamiliares sem prejuízo das 
características de configuração do espaço do conjunto da Zona 02, 
descritas nos próximos itens de normas deste documento; 
o proibidos usos do solo para atividades comerciais varejistas de grande 
porte (shoppings, mercados, supermercados etc.), atacadista e lojas 
voltada à construção, indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para atividades de serviços de grande porte, 
demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de forte fluxo veicular 
(tais como hospitais gerais, presídios, edifícios para ensino 
regulamentar e certos órgãos da administração pública); 
o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, 
reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de 
intenso fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); 
o proibidos usos do solo para atividades artesanais demandantes de 
grandes áreas, geradoras de forte fluxo veicular ou que apresentem 
potencial periculosidade à integridade física do conjunto da Zona 02; 
 
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 29 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; 
o permitida circulação de pedestres, ciclistas e veículos automotores 
leves (motocicletas, automóveis, vans, furgões e caminhonetes); 
o permitido uso para estacionamento veicular em áreas públicas apenas 
ao longo das vias principais e paralelamente ao meio-fio; 
o proibidos circulação e estacionamento de veículos pesados e de 
grande porte (tais como ônibus e caminhões) em todo o território da 
Zona 02; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 02 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste 
Plano Diretor ; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 02 devem ser autorizados pelos órgãos oficiais responsáveis 
pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro 
(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. 
 2. Malha Viária: preservação rigorosa do traçado nessa área; não se 
admitem supressão, abertura, alargamento ou estreitamento de vias nem 
inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, viadutos, 
pontes etc.). 
 3. Parcelamento: preservação rigorosa do parcelamento nessa área; não se 
admitem desmembramentos ou remembramentos de lotes. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: preservação rigorosa das taxas de 
ocupação dos lotes nessa área existentes; não se admitem reduções ou 
aumentos das mesmas. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: preservação rigorosa dos 
coeficientes de aproveitamento nessa área; não se admitem reduções ou 
aumentos dos mesmos. 
 6. Afastamentos: preservação rigorosa dos afastamentos dos lotes frontais, 
laterais e posteriores nessa área existentes; não se admitem quaisquer 
alterações nos mesmos. 
 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: preservação 
rigorosa das taxas de impermeabilização das áreas livres privatizadas nos 
 
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 30 
lotes, conforme nessa área existentes; não se admitem quaisquer alterações 
nas mesmas. 
 8. Cotas de Cumeeira: preservação rigorosa das cotas de cumeeira dos 
edifícios nessa área existentes; não se admitem reduções ou aumentos nas 
mesmas. 
 9. Volumetria edilícia: preservação rigorosa da forma volumétrica dos 
edifícios nessa área existentes, inclusive de suas coberturas (telhados); não 
se admitem quaisquer alterações nas dimensões e proporções da volumetria 
edilícia (tanto do corpo das edificações quanto de suas coberturas / 
telhados). Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, 
podem-se utilizar sistemas construtivos e materiais de construção 
contemporâneos, desde que não desfigurem a composição volumétrica 
preservada por esta norma. 
o preservação da forma volumétrica de todos os edifícios dessa área, 
assim como de regra para novas construções nela no que se refere às 
diretrizes expostas nos itens 4, 5, 6, 7 e 8 para esta Zona. 
o preservação rigorosa da forma volumétrica dos edifícios desta zona 02 
a serem futuramente listados tal como existentes, inclusive de suas 
coberturas (telhados); não se admitem quaisquer alterações nas 
dimensões e proporções de sua volumetria edilícia (tanto do corpo das 
edificações quanto de suas coberturas / telhados). Em eventuais 
reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se utilizar 
sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos, 
desde que não desfigurem a composição volumétrica preservada por 
esta norma. 
 10. Fachadas: preservação da composição de fachadas voltadas para as 
áreas livres públicas dos edifícios desta zona 02, tal como, em termos de: 
o proporções entre área total das superfícies de vedação e das aberturas; 
o tamanho das aberturas; 
o tipo de esquadrias; 
o incidênciade beirais ou frontões; 
o incidência de elementos decorativos originais. 
 
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 31 
 
Não se admitem quaisquer alterações nos referidos elementos, inclusive 
supressões ou inclusões tais como elementos decorativos e luminárias; intervenções 
datadas dos últimos vinte anos devem ser analisadas pelos órgãos oficiais responsáveis 
pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN) em relação a sua eventual ação 
descaracterizadora nos tipos originais das fachadas. 
Elementos apostos às fachadas, em termos de toldos e veículos de 
propaganda, devem ter projeto e execução rigorosamente acompanhados pelos órgãos 
oficiais responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural 
brasileiro (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN), para que não 
incorram em desfiguração dos tipos originais das fachadas onde se inserem. 
Em eventuais reformas ou substituições de edifícios danificados, podem-se 
utilizar sistemas construtivos e materiais de construção contemporâneos nas fachadas 
voltadas às áreas livres públicas, desde que atendam ao item desta zona. 
 
 11. Organização interna dos edifícios: preservar preferentemente a 
organização interna dos edifícios desta zona 02 listados como significativos. 
Caso necessário, alterações na composição dos interiores desses edifícios 
não devem desfigurar suas características fundamentais, não podendo 
implicar contrariedades a nenhuma das normas anteriormente expressas 
neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 01 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do 
patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); 
o organização interna de novos edifícios nessa Zona 02 não devem 
alterar as características para os mesmos expostas nos itens 3 a 10 
referentes àquelas. 
 
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 12. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semi públicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto do espaço urbano desta zona 02, expostas nos 
itens 1, 2, 3, 5 e 6 para referida Zona. Devem apenas ocorrer se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 02 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
o aprovadas pelos órgãos oficiais responsáveis pela preservação do 
patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro (Instituto do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN). 
 13. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem: 
o seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse 
Plano Diretor; 
o em caso de lotes correspondentes edifícios considerados bens 
culturais, ter aprovação dos órgãos oficiais responsáveis pela 
preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro 
(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN); 
o ser justificadas por manutenção do tecido existente, reparos devidos a 
eventualidades tais como sinistros, enchentes, desabamentos ou 
similares ou necessidades de adequação do tecido urbano a diretrizes 
desse Plano Diretor. 
 
2.1.2.2.1.3 Zona 03 / Zona Especial de Interesse Ambiental. 
 
Trata-se zona situada em território bem demarcado, que deve comportar-se 
como zona de tamponamento entre áreas habitacionais gerais e áreas ambientalmente 
vulneráveis, tal como proposto. Sua particularidade reside no fato de, em se constituindo 
como zona de tamponamento, deve realizar essa função entre áreas urbanas centrais e 
periféricas, e entre áreas urbanas e corpos d’água, parques urbanos e áreas ambientalmente 
sensíveis. Corresponde a um anel, integrando o perímetro urbano da cidade, com presença 
constante de agua e áreas verdes. 
 
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 33 
O caráter mais bucólico destas áreas deve ser preservado e incentivado, de 
modo a garantir uma acessibilidade a pontos de mirante e a vias perimetrais ligando os 
mesmos. As atividades comerciais que por ventura forem adotadas levarão em 
consideração estas particularidades. As áreas próximas aos elementos com maior 
expressividade ambiental, como as margens das lagos, rios, mangues e dunas, devem ser 
analisadas à luz da legislação ambiental vigente. A preservação destas áreas deve ser ação 
prioritária por parte do Município e os projetos turísticos para a valorização destas regiões 
devem ser incentivados. 
Essa característica, assim como as demais enunciadas a seguir, deve ser 
objeto de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações 
de moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir 
sua consecução em relação a: 
 
 1. Uso do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R2 
o uso prioritário do solo para atividades habitacionais unifamiliares ou 
multifamiliares sem descaracterização dos atributos de configuração 
do espaço do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de 
normas deste Plano Diretor; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades de 
comércio e serviços compatíveis com as características de 
configuração do espaço do conjunto da Zona 03, descritas nos 
próximos itens de normas deste Plano Diretor; 
o proibidos usos do solo para atividades comerciais varejistas de grande 
porte (shoppings, mercados, supermercados etc.), atacadista e voltada 
à construção, indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para atividades de armazenamento, estocagem, 
reparos e similares demandantes de grandes áreas e / ou geradoras de 
grande fluxo veicular (tais como armazéns e oficinas); 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; 
 
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o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 03 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste 
Plano Diretor. 
 2. Malha viária: preservação rigorosa do traçado nessa área existente. 
Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de vias, 
assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, rotatórias, 
viadutos, pontes etc.) não devem alterar características de configuração do 
conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas para a mesma. 
 3. Parcelamento: preservação do parcelamento nessa área existente. 
Eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes só deverão ser 
admitidos se necessários as adequações do tecido urbanizado desta zona 03 
para usos constantes do item 1) a ela referido neste Plano Diretor. Em tais 
casos, alterações de parcelamento da terra não devem descaracterizar a 
fisionomia do conjunto da Zona 03, descritas nos próximos itens de normas 
deste Plano Diretor. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 60% (sessenta 
por cento) da área de solo de cada lote. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: deve atingir no máximo, 1,0 
(uma vez) o valor da área de solo de cada lote. 
o CAB: 1,0 
o CAM: 1,0 
 6. Afastamentos: 
o frontais: podem ser nulos ou, no máximo, até 03 m em toda a Zona 
03; 
o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das 
taxasde ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 
03; 
o laterais: devem existir nos dois lados do lote ou em apenas um deles, 
com valores definidos a partir das taxas de ocupação e coeficientes de 
aproveitamento dos lotes na Zona 03, porém sempre de modo a 
possibilitar ventilação, insolação e iluminação dos espaços internos 
das edificações. 
 
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 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres 
privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes 
permitidos para esta Zona 03, não devem ser impermeabilizadas, mas 
ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas 
da região de Parnaíba. 
 8. Cotas de cumeeira: as cotas de cumeeira máximas admitidas em toda a 
Zona 03 não devem ultrapassar 10m (dez metros), contados a partir da 
soleira no nível médio do terreno. 
 9. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto do espaço urbano desta zona 03. Neste 
sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas 
anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 03 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
 10. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa área devem seguir 
rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano Diretor. 
Todas as autorizações em relação ao uso e ocupação do solo nesta zona só 
poderão ser expedidas após a expedição da licença ambiental. 
 
2.1.2.2.1.4 Zona 04 / Margens de vias principais 
 
Trata-se de caracterizar as formas de uso e formas de ocupação das áreas 
lindeiras às vias arteriais principais que, em função da acessibilidade oferecida pelas 
mesmas, assumem de certa forma o papel de complementar as atividades mais centrais 
descritas para a ZONA 02, levando uma série de comércios e equipamentos de certo porte 
para os bairros periféricos. 
A ideia básica é que estas áreas lindeiras às vias arteriais principais sejam 
ocupadas com usos comerciais e de serviços no térreo, e habitação nos pavimentos 
superiores, de modo a constituir os correspondentes espaços públicos das vias com 
 
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atividades alimentadoras dos mesmos, sem deixar de incentivar a ocupação com 
residência, na forma de habitação coletiva / apartamentos, para não esvaziar estas áreas no 
período noturno e de fim de semana. 
As áreas lindeiras às vias arteriais principais são tratadas como uma zona 
única, apesar de diferenciáveis, porque a filosofia é a mesma e as diferenças, quando 
existirem, referem-se à parâmetros quantitativos discriminados nos momentos oportunos. 
Por esta razão, a mancha que define sua área de abrangência não é figurada no Mapa 44 do 
Volume III/III, por ser considerada toda a extensão do lote com testada para as vias 
principais que estão definidas no mapeamento deste documento. 
Assim como nos casos anteriores, esta caracterização básica deve ser objeto 
de permanente discussão e ações integrando as secretarias municipais, associações de 
moradores e outras entidades comunitárias existentes em Parnaíba, de modo a garantir sua 
consecução em relação a: 
 
 1. Usos do solo: as atividades ocorrentes nessa zona devem atender a: 
o Índice de Restrição: R3 
o uso prioritário do solo para atividades de comércio e serviços 
compatíveis com as características de configuração do espaço do 
conjunto da Zona 04, descritas nos próximos itens de normas deste 
Plano Diretor; 
o usos do solo, complementares aos prioritários, para atividades 
habitacionais multifamiliares sem descaracterização dos atributos de 
configuração do espaço do conjunto da Zona 04, descritas nos 
próximos itens de normas deste Plano Diretor; 
o proibidos usos do solo para atividades comerciais de tipo atacadista e 
voltada a construção, indústria e agropecuarismo; 
o proibidos usos do solo para quaisquer atividades industriais; 
o todos os alvarás para habite-se e funcionamento de estabelecimentos 
na Zona 04 devem atender a estas e às normas subseqüentes deste 
Plano Diretor. 
 2. Malha Viária: preservação das características de continuidade do traçado 
viário dessas Zonas em relação às Zonas Habitacionais adjacentes às 
 
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mesmas. Eventuais supressões, aberturas, alargamentos ou estreitamentos de 
vias, assim como inclusão de novos elementos viários (como canteiros, 
rotatórias, viadutos, pontes etc.) não devem implicar barreiras ou 
descontinuidades entre a malha dessas Zonas e daquelas a elas adjacentes, 
nem alterar atributos de configuração do conjunto da Zona 04, descritas nos 
próximos itens de normas para a mesma. 
 3. Parcelamento: adequação do parcelamento existente nessas áreas, com 
eventuais desmembramentos e remembramentos de lotes se necessários a 
adequações do tecido urbanizado desta zona 04 para usos constantes do item 
1) a ela referido neste Plano Diretor. Em tais casos, alterações de 
parcelamento da terra não devem descaracterizar a fisionomia do conjunto 
dessa Zona, descritas nos próximos itens de normas deste Plano Diretor. 
 4. Taxas de ocupação dos lotes: devem atingir máximo de 80% (oitenta 
por cento) da área de solo de cada lote. 
 5. Coeficientes de aproveitamento dos lotes: podem atingir, no máximo, 4 
(quatro) vezes da área de solo de cada lote. 
o CAB: 1,0 
o CAM: 4,0 para as vias principais centrais 
 6. Afastamentos: 
o frontais: devem ser nulos em toda a Zona 04; 
o posteriores: devem corresponder aos valores definidos a partir das 
taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento dos lotes na Zona 
04; 
o laterais: devem ser nulos no nível térreo em todos os lotes da Zona 
04. Nos demais pavimentos, afastamentos laterais podem ser 
variáveis, de modo a possibilitar ventilação, insolação e iluminação 
dos espaços internos das edificações, atendendo aos limites 
estabelecidos pelas taxas de ocupação e índices de aproveitamento dos 
lotes, anteriormente descritos para esta Zona. 
 7. Taxa de impermeabilização da área livre privatizada: as áreas livres 
privatizadas, remanescentes de construções conforme taxas e coeficientes 
permitidos para esta Zona 04, não devem ser impermeabilizadas, mas 
 
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ocupadas por vegetação arbórea de grande porte, preferencialmente nativas 
da região de Parnaíba. 
 8. Áreas especiais: áreas livres públicas ou semipúblicas além daquelas 
destinadas a vias de circulação devem ser organizadas de modo a preservar 
as características de conjunto do espaço urbano desta Zona 04. Neste 
sentido, não podem implicar contrariedades a nenhuma das normas 
anteriormente expressas neste Plano Diretor e apenas ocorrerem se: 
o solicitadas para melhor desenvolvimento de usos e atividades 
adequadas para a Zona 04 e prescritas em normas deste Plano Diretor; 
o justificadas por reparos devidos a eventualidades tais como sinistros, 
enchentes desabamentos ou similares; 
 9. Recomendações gerais: todas as intervenções nessa Zona 04 devem 
seguir rigorosamente as normas expostas nos itens anteriores desse Plano 
Diretor. 
 
2.1.2.2.1.5 Zona 05 / Zonas habitacionais gerais 
 
Trata-se das áreas para atividades habitacionais uni e multifamiliares, 
constituintes dos bairros classicamente residenciais, e onde o comércio se restringe ao 
apoio cotidiano e os equipamentos são de porte fundamentalmente local. 
A configuração

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