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Direito Penal-Teoria do Erro

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DIREITO PENAL
Teoria do Erro
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250325234724
DOUGLAS VARGAS
Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado 
em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF 
(Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, 
BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).
 
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Teoria do Erro 
Douglas Vargas
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Teoria do Erro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Tipos de Erro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Erro de Tipo Essencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.1. Erro de Tipo Essencial Inevitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2. Erro de Tipo Essencial Evitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3. Descriminantes Putativas por Erro de Tipo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3.1. Erro Inevitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3.2. Erro Evitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3.3. Erro Provocado por Terceiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4. Erros de Tipo Acidentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4.1. Erro sobre o Objeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.2. Erro sobre a Pessoa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.3. Erro sobre o Nexo Causal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
4.4. Erro na Execução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4.5. Resultado Diverso do Pretendido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
5. Delito Putativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
6. Erro de Proibição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6.1. Erro de Proibição Inevitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
6.2. Erro de Proibição Evitável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
6.3. Erro de Proibição Crasso ou Grosseiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
6.4. Erro de Proibição Direto x Indireto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Questões Comentadas em aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
 
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Teoria do Erro 
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aPrESEnTaÇÃoaPrESEnTaÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a)!
Na aula de hoje trataremos dos mais diversos tipos de erro em matéria penal. Iremos 
estudar especificamente os assuntos a seguir:
1. Erro de tipo essencial;
2. Descriminantes putativas;
3. Erro de tipo acidental;
4. Delitos putativos;
5. Erro de proibição.
Vamos destrinchar de forma detalhada os diversos erros previstos pelo legislador, e 
como se deve proceder na apuração da infração penal quando tais elementos estiverem 
presentes.
Espero que tenham um estudo proveitoso.
Lembrando que estou sempre às ordens dos senhores no fórum de dúvidas e também 
nas redes sociais (@teoriainterativa no Instagram). Contem comigo caso precisem de 
alguma orientação.
Bons estudos!
Prof. Douglas
 
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Teoria do Erro 
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TEORIA DO ERROTEORIA DO ERRO
1 . TiPoS DE Erro1 . TiPoS DE Erro
Entender a prática de uma infração penal (seja um crime ou contravenção) dentro de 
uma execução regular é algo relativamente simples. Afinal de contas, na maioria dos casos, 
o autor quer praticar uma conduta criminosa, sabe o que está fazendo e atinge seu objetivo:
Autor decide 
praticar um 
delito 
Autor executa a 
conduta com o 
objetivo de lesar 
determinado 
bem jurídico 
Autor obtém o 
resultado que 
almejava com a 
prática da 
infração penal. 
Entretanto, em alguns casos, a infração penal pode não seguir esse fluxo linear, pois 
ocorre um erro envolvendo sua prática. Por exemplo:
O autor pode 
acreditar que a 
conduta praticada 
era lícita 
(Erro de Proibição) 
O autor pode ter 
atingido uma vítima 
diferente daquela 
que queria atingir 
(Erro de Execução) 
E como proceder para aplicar a lei penal nesses casos?
É justamente a essa pergunta que vamos responder na aula de hoje. Dessa forma, iremos 
abordar diretamente os temas expressos em seu edital (desde o erro de tipo até o erro de 
proibição, bem como as descriminantes putativas).
Além disso, falaremos brevemente sobre alguns tópicos correlatos e complementares 
que pertencem ao assunto ERRO, de modo a não correr riscos e a não deixar o estudo da 
matéria incompleto.
Erro de Tipo Descriminantes 
Putativas 
Erro Provocado 
por Terceiro 
Erro sobre a 
Pessoa 
Erro de 
Proibição 
Erro na 
Execução Delito Putativo 
Resultado 
Diverso do 
Pretendido 
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2 . Erro DE TiPo ESSEnCial2 . Erro DE TiPo ESSEnCial
Erro sobre elementos do tipo (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
CP
Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a 
punição por crime culposo, se previsto em lei.
O primeiro tópico da aula de hoje é o chamado erro de tipo essencial. Este é um erro 
que recai sobre o elemento constitutivo do tipo penal ou sobre circunstâncias que envolvem 
a prática do ilícito penal. 
Em outras palavras, é o erro no qual o agente praticaqual deve ser absolvido.
b) Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento de pena.
c) Eslow está em erro de tipo permissivo escusável, razão pela qual deve ser punido pelo 
crime culposo.
d) Eslow está em erro de proibição, que importa em crime impossível, razão pela qual deve 
ser absolvido.
038. 038. (MPE-MG/2014/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA) A queria matar B. Quando este 
passou próximo ao local em que se postara, disparou um tiro de revólver, errando o alvo e 
atingindo C, ferindo-o levemente no braço. Deverá responder por:
a) Lesões corporais culposas contra C.
b) Homicidio tentado contra C.
c) Lesões corporais leves contra C.
d) Homicídio tentado contra B.
039. 039. (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Bráulio, rapaz de 18 anos, conhece 
Paula em um show de rock, em uma casa noturna. Os dois, após conversarem um pouco, 
resolvem dirigir-se a um motel e ali, de forma consentida, o jovem mantém relações sexuais 
com Paula. Após, Bráulio descobre que a moça, na verdade, tinha apenas 13 anos e que 
somente conseguira entrar no show mediante apresentação de carteira de identidade falsa.
A partir da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável doloso.
b) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável culposo.
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c) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de tipo essencial.
d) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de proibição direto.
040. 040. (VUNESP/2014/TJ-SP/JUIZ) Para o Código Penal (art. 20, § 1º), quando a descriminante 
putativa disser respeito aos pressupostos fáticos da excludente, estamos diante de:
a) Excludente de antijuridicidade.
b) Erro de tipo.
c) Erro de proibição.
d) Excludente de culpabilidade.
041. 041. (VUNESP/2014/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) “X”, policial militar, reside com sua 
família em local extremamente violento. De madrugada, é acordado por alguém tentando 
arrombar a porta de sua casa. Assustado, pede para sua mulher, igualmente em pânico, que 
não saia do quarto, e caminha para a entrada da casa onde grita insistentemente para que 
o suposto ladrão vá embora, avisando-o de que, caso contrário, irá atirar. A advertência é 
em vão, e a porta se abre aos olhos de “X” que, após efetuar o primeiro disparo, percebe 
que acertou “Z”, seu filho, que, embriagado, arrombou a porta. Na hipótese apresentada, 
vindo “Z” a falecer em razão dos disparos, “X”.
a) será isento de pena, pois agiu em erro de tipo invencível.
b) praticou o crime de homicídio doloso consumado.
c) será isento de pena, pois agiu em erro de tipo causado por outrem.
d) praticou o crime de homicídio culposo consumado.
e) praticou o crime de homicídio culposo tentado.
042. 042. (VUNESP/2014/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) A doutrina entende por 
aberratio delicti:
a) o erro sobre a pessoa, no qual o agente, por engano de representação, atinge outra 
pessoa no lugar da vítima desejada.
b) o desvio do golpe que ocorre quando o agente por inabilidade ou acidente não acerta a 
vítima visada, mas outra pessoa.
c) o erro sobre a ilicitude do fato.
d) uma das hipóteses de resultado diverso do pretendido, no qual o agente por inabilidade 
ou acidente atinge bem jurídico diverso do pretendido.
e) o resultado que agrava especialmente a pena.
043. 043. (VUNESP/2013/TJ-SP/JUIZ) A foi processado como incurso no artigo 217A, § 1º, do 
Código Penal (estupro de vulnerável), por ter tido conjunção carnal com pessoa de 19 
anos, portadora de deficiência mental. Finda a instrução, resultou provado que o réu 
atuou em erro sobre a vulnerabilidade da ofendida, decorrente da deficiência mental, 
cuja circunstância desconhecia.
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Considerada a hipótese, o Juiz deve:
a) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da antijuridicidade.
b) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da tipicidade.
c) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da culpabilidade.
d) condenar o réu pelo crime de estupro, na forma simples.
044. 044. (VUNESP/2013/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS/SP/ADVOGADO) Assinale a 
alternativa correta no tocante às previsões relati vas aos crimes no Código Penal.
a) Para a omissão ser considerada penalmente relevan te, é suficiente que o omitente possa 
agir para evitar o resultado.
b) Diz- se o crime tentado, quando, iniciada a preparação, não se consuma por circunstâncias 
alheias à vontade do agente.
c) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui a culpabilidade e isenta 
de pena o autor do crime.
d) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-
la de um sexto a um terço.
e) Se o fato criminoso é cometido em estrita obediência à ordem manifestamente ilegal 
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
045. 045. (VUNESP/2011/TJ-RJ/JUIZ) Joaquim, pretendendo matar a própria esposa, arma-
se com um revólver e fica aguardando a saída dela da academia de ginástica. Analise as 
hipóteses a seguir.
I – Se Joaquim errar o disparo e atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele 
momento, sem atingir a esposa, responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de 
ter sido o crime cometido contra cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal).
II – Se Joaquim errar o disparo e atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele 
momento, sem atingir a esposa, responderá por homicídio doloso, mas sem a incidência 
da agravante de ter sido o crime cometido contra cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal).
III – Se Joaquim atingir e matar a esposa, mas, simultaneamente, em razão do único disparo, 
por erro, também atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele momento, 
responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de ter sido o crime cometido contra 
cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal), em concurso formal.
IV – Se Joaquim atingir e matar a esposa, mas, simultaneamente, em razão do único disparo, 
por erro, também atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele momento, 
responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de ter sido o crime cometido contra 
cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal), em concurso material.
Estão corretas apenas:
a) I e III.
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b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
046. 046. (VUNESP/2009/TJ-SP/JUIZ) Depois de haver saído do restaurante onde havia almoçado, 
Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido sua carteira e voltou 
para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter o direito de fazer justiça 
pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao dono do referido restaurante, 
supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse fato pode configurar
a) erro determinado por terceiro.
b) erro de tipo.
c) erro de permissão.
d) erro de proibição.
047. 047. (VUNESP/2008/MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a alternativa correta.
a) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, determina a redução da pena de um sexto 
a um terço.
b) O erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui o dolo.
c) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado determina que se considerem 
as condições ou qualidades da vítima da infração.
d) Nas descriminantes putativas, se o erro deriva de culpa, responde o agente por crime 
culposo, se previsto em lei.
e) Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite com consciência da ilicitude 
do fato, quando não lhe era possível, nas circunstâncias, agir de forma diversa.
048. 048. (VUNESP/2008/TJ-SP/JUIZ) Após a morte da mãe, A recebeu, durante um ano, a pensão 
previdenciária daquela, depositadamensalmente em sua conta bancária, em virtude de ser 
procuradora da primeira. Descoberto o fato, A foi denunciada por apropriação indébita. 
Se a sentença concluir que a acusada (em razão de sua incultura, pouca vivência, etc.) não 
tinha percepção da antijuricidade de sua conduta, estará reconhecendo:
a) erro sobre elemento do tipo, que exclui o dolo.
b) erro de proibição.
c) descriminante putativa.
d) ignorância da lei.
049. 049. (VUNESP/2008/ITESP/ADVOGADO) O erro de proibição é aquele que:
a) recai sobre elemento constitutivo do tipo penal.
b) incide sobre a ilicitude do fato.
c) incide sobre as elementares do tipo penal.
d) diz respeito às excludentes de ilicitude.
e) exclui a imputabilidade do agente.
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050. 050. (FUNIVERSA/2015/SECRETARIA DA CRIANÇA/DF/ESPECIALISTA SOCIOEDUCATIVO/
DIREITO E LEGISLAÇÃO) Alícia, estrangeira, grávida de três meses e proveniente de país 
que não coíbe o aborto, ingeriu substância abortiva acreditando não ser proibido fazê-lo 
no Brasil.
Nesse caso hipotético, o fato descrito poderá configurar.
a) erro de tipo.
b) erro na execução.
c) erro de proibição.
d) aberratio criminis.
e) descriminante putativa.
051. 051. (TRF/2ª REGIÃO/2014/TRF/2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL) Caio, agente da polícia, durante 
suas férias, resolve manter a forma e treinar tiros. Vai até um terreno baldio e ali alveja 
uma caçamba de lixo. O agente imaginava-se sozinho e, sem querer, acerta um mendigo 
que ali dormia, dentro da caçamba. Em tese, ocorreu:
a) Descriminante putativa.
b) Causa legal de exclusão da culpabilidade.
c) Caso fortuito, ou força maior criminógena.
d) Erro de tipo.
e) Erro na execução (aberratio ictus).
052. 052. (IBFC/2014/TJ-PR/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) Quanto 
à isenção de pena, assinale a alternativa incorreta:
a) É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.
b) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena.
c) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-
la de um a dois terços.
d) O desconhecimento da lei é inescusável.
053. 053. (Q3779810/FGV/OAB/ADVOGADO XLIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2025) João mora 
em Ipanema e, há dois anos, faz aula de futevôlei na praia do Leblon, três vezes por semana. 
João sempre realiza tal trajeto em sua bicicleta elétrica, da marca Bike legal, cor preta com 
banco de couro marrom. No mês passado, ao final do treino, João pegou uma bicicleta 
elétrica idêntica à sua e voltou para casa. Dias depois, João foi intimado a comparecer à 
Delegacia de Polícia para prestar declarações sobre um possível crime de furto, uma vez que 
o circuito de câmeras permitiu identificar que João havia levado a bicicleta de uma moça 
de nome Fernanda. No caso narrado, é correto afirmar que João agiu diante de
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a) erro de tipo essencial.
b) erro de tipo acidental.
c) estado de necessidade.
d) erro de proibição direto.
054. 054. (INSTITUTO VERBENA/TJ AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA OFICIAL DE JUSTIÇA/2024) 
Leia o caso a seguir. V. B., holandês habituado a adquirir pequenas porções de maconha no 
seu país de origem para o consumo pessoal, acredita ser possível adotar a mesma conduta 
no Brasil, desconhecendo a existência da norma penal incriminadora (art. 28 da Lei n. 
11.343/2006). Esse caso ilustra o erro de:
a) proibição direta, que isenta o agente de pena.
b) tipo essencial, que isenta o agente de pena.
c) tipo acidental, que reduz a pena do agente em até 2/3.
d) proibição indireto, que reduz a pena do agente em até 2/3.
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GABARITOGABARITO
1. E
2. C
3. C
4. E
5. E
6. a
7. E
8. E
9. E
10. E
11. E
12. C
13. E
14. E
15. C
16. E
17. a
18. d
19. e
20. c
21. a
22. a
23. b
24. b
25. a
26. e
27. b
28. a
29. d
30. a
31. e
32. d
33. d
34. c
35. c
36. b
37. b
38. d
39. c
40. b
41. a
42. d
43. b
44. d
45. a
46. d
47. d
48. b
49. b
50. c
51. d
52. c
53. a
54. a
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
008. 008. (CESPE/2018/EBSERH – ADVOGADO) Situação hipotética: Um agente, com a livre 
intenção de matar desafeto seu, disparou na direção deste, mas atingiu fatalmente pessoa 
diversa, que se encontrava próxima ao seu alvo. Assertiva: Nessa situação, configurou-se 
o erro sobre a pessoa e o agente responderá criminalmente como se tivesse atingido a 
pessoa visada.
Tenho certeza de que essa você já sabe. Na situação narrada, o agente não se confunde 
em relação à pessoa. Portanto, ao atingir outro indivíduo que se encontrava próximo a seu 
alvo, restou caracterizado o erro na execução (aberratio ictus).
Errado.
009. 009. (CESPE/2018/STM/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) O erro de proibição evitável 
exclui a culpabilidade.
O erro de proibição capaz de excluir a culpabilidade é o inevitável, escusável, invencível. 
Se inevitável, poderá diminuir a pena de um sexto a um terço nos moldes do art. 21 do CP.
Errado.
010. 010. (CESPE/2015/TJ-DFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) 
O erro de proibição pode ser direto — o autor erra sobre a existência ou os limites da 
proposição permissiva —, indireto — o erro do agente recai sobre o conteúdo proibitivo 
de uma norma penal — e mandamental — quando incide sobre o mandamento referente 
aos crimes omissivos, próprios ou impróprios.
O examinador inverteu os conceitos. O erro de proibição é direto quando incide sobre a 
ilicitude do fato. O indivíduo não sabe que a conduta é ilícita, por isso a pratica.
O erro de proibição indireto, por sua vez, incide sobre causas excludentes de ilicitude. No 
erro de proibição indireto, o indivíduo sabe que sua conduta é ilícita, mas assume estar 
amparado por uma causa de exclusão de ilicitude inexistente ou erra sobre os limites de 
amparo de tais causas.
Errado.
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011. 011. (CESPE/2013/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) O erro relativo à ilicitude 
do fato penalmente relevante, se inevitável, isentará de culpa o agente; se evitável, poderá 
diminuir a pena de um sexto até dois terços.
Esse é o tipo de questão que demanda uma atenção extrema por parte do aluno. Perceba 
que o examinador afirmou que o erro relativo à ilicitude do fato, quando inevitável, isentará 
o agente de culpa. Nada disso! Isentará o agente de pena. Além do mais, se evitável, poderá 
reduzir a pena de um sexto a um terço.
Errado.
012. 012. (CESPE/2013/STF/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considerando o disposto 
no Código Penal brasileiro, quanto à matéria do erro, é correto afirmar que, em regra, o 
erro de proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato, ao passo que o erro de tipo 
incide sobre os elementos constitutivos do tipo legal do crime.
Questão perfeita e excelente para fixarmos o conteúdo.
Certo.
013. 013. (CESPE/2013/PC-BA/DELEGADO DE POLÍCIA) Tanto a conduta do agente que age 
imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum elemento do tipo quanto 
a conduta do agente que age acreditando estar autorizado a fazê-lo ensejam como 
consequência a exclusão do dolo e, por conseguinte, a do próprio crime.
A redação da questão ficou um pouco confusa. O que o examinador quis dizer é que tanto 
o erro de tipo (por desconhecimento invencível de algum elemento do tipo) quanto o erro 
de proibição (conduta do agente que age acreditando estar autorizadoa fazê-lo) possuem 
a mesma consequência, ou seja, exclusão do dolo. Nós já sabemos que não é bem assim. 
Logo, o erro de tipo, desde que inevitável, excluirá o dolo. Enquanto que o erro de proibição 
poderá excluir a culpabilidade ou diminuir a pena conforme o caso.
Errado.
014. 014. (CESPE/2012/PC-AL/DELEGADO DE POLÍCIA) O erro de tipo, se vencível, afasta o dolo 
e a culpa, estando diretamente ligado à tipicidade da conduta do agente.
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Vamos esquematizar para que você fixe este ponto de vez:
Erro de tipo: 
Inevitável 
Escusável 
Invencível 
Exclui dolo e culpa 
Não há crime 
Erro de tipo: 
Evitável 
Inescusável 
Vencível 
Exclui apenas o dolo. 
Haverá punição por 
crime culposo, se 
previsto em lei. 
Errado.
015. 015. (CESPE/2012/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO) No quadro geral das teorias 
do delito, a consciência da ilicitude ora pertence à estrutura do dolo, ora, à estrutura 
da culpabilidade; no entanto, sua eventual ausência, desde que inevitável, conduz à 
isenção de pena
Exatamente isso. Conforme já estudamos, de acordo com a teoria limitada, a potencial 
consciência da ilicitude pertence a estrutura da culpabilidade e sua eventual ausência, 
desde que inevitável, conduz à isenção de pena.
Certo.
016. 016. (CESPE / CEBRASPE/2011/TRE-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECÍFICOS) 
Erro de pessoa é o mesmo que erro na execução ou aberratio ictus.
Nada disso. O erro sobre a pessoa ou error in personan ocorre quando o agente atinge pessoa 
diversa da almejada por confundi-la com outra semelhante a ela.
Já a aberratio ictus ou erro na execução, o agente erra o alvo no momento da execução do 
delito e acaba por atingir pessoa diversa que se encontrava próxima a vítima visada.
Errado.
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017. 017. (FCC/2017/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) Um cidadão americano residente no Estado da 
Califórnia, onde o uso medicinal de Cannabis é permitido, vem ao Brasil para um período 
de férias em Santa Catarina e traz em sua bagagem uma certa quantidade da substância, 
conforme sua receita médica. Ao ser revistado no aeroporto é preso pelo delito de tráfico 
internacional de drogas. Neste caso, considerando-se que seja possível a não imputação 
do crime, seria possível alegar erro de:
a) proibição indireto.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) tipo.
e) subsunção.
Questão excelente. Quando o erro incide sobre a ilicitude do fato, temos o chamado erro 
de proibição. Entretanto, o erro de proibição pode ser direto ou indireto. Direto, quando 
o autor não sabe que o fato por ele praticado é ilícito. Indireto quando o autor sabe que a 
conduta é ilícita, mas acredita estar amparado por uma excludente de ilicitude.
Na questão, o examinador afirmou que o uso de Cannabis na Califórnia é permitido para fins 
medicinais. Note, portanto, que no geral existe uma ilicitude relacionada à Cannabis, sendo 
que o autor acreditava estar amparado por uma excludente de ilicitude (uso medicinal) que 
só existia no ordenamento jurídico de seu país.
Analisando essas circunstâncias, fica fácil: Estamos diante de erro de proibição indireto (o 
autor acreditava estar amparado pela excludente de ilicitude de “fins medicinais” que na 
verdade não existia).
Letra a.
018. 018. (FCC/2015/TJ-SE/JUIZ SUBSTITUTO) A, cidadão americano, vem para o Brasil em férias, 
trazendo alguns cigarros de maconha. Está ciente que mesmo em seu país o consumo da 
substância não é amplamente permitido, mas, como possui câncer em fase avançada, 
possui receita médica emitida por especialista americano para utilizar substâncias que 
possuam THC. Ao passar pelo controle policial do aeroporto, é detido pelo crime de tráfico 
de drogas. Nesta situação, é possível alegar que A encontrava-se em situação de erro de:
a) tipo.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) proibição indireto.
e) tipo indireto.
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Outro concurso, outro ano, e simplesmente a mesma questão, reeditada. Por isso é tão 
importante fazer exercícios.
Novamente temos um indivíduo incorrendo em erro de proibição indireto, acreditando 
estar amparado por excludente de ilicitude inexistente. Simples assim.
Letra d.
019. 019. (FCC/2015/TRT/9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/
SEGURANÇA) Maria, a fim de cuidar do machucado de seu filho que acabou de cair da 
bicicleta, aplica sobre o ferimento da criança ácido corrosivo, pensando tratar-se de uma 
pomada cicatrizante, vindo a agravar o ferimento. A situação descrita retrata hipótese 
tratada no Código Penal como:
a) erro de proibição.
b) erro na execução.
c) estado de necessidade.
d) exercício regular de direito.
e) erro de tipo.
Maria acreditava estar praticando uma conduta lícita (medicar seu filho), e sem cons-
ciência ou vontade de fazê-lo, acabou lhe agravando o ferimento. Ela sabe que a prática 
de lesões corporais é algo ilícito, entretanto não tinha consciência de que sua conduta 
ia ter esse resultado.
Por esse motivo estamos diante de uma situação de erro de tipo.Maria ofendeu a integridade 
corporal de outrem (lesão corporal), quando na verdade queria restaurar a integridade 
corporal ou saúde de outrem. O erro de tipo incidiu sobre o elemento ofender do tipo penal 
em análise.
Letra e.
020. 020. (FCC/2015/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO) Se o agente oferece propina a um empregado 
de uma sociedade de economia mista, supondo ser funcionário de empresa privada com 
interesse exclusivamente particular, incide em:
a) erro sobre a pessoa.
b) descriminante putativa.
c) erro de tipo.
d) erro sobre a ilicitude do fato inevitável.
e) erro sobre a ilicitude do fato evitável.
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Na situação hipotética apresentada, o indivíduo teve uma falsa percepção da realidade 
sobre um dos elementos do crime. Na situação em questão, o indivíduo praticou o delito 
de corrupção ativa (oferecendo vantagem indevida a funcionário público).
Entretanto, ele acreditava estar diante de funcionário de empresa privada sem vínculos 
da administração pública, de modo que houve erro sobre a elementar funcionário público 
do art. 333 do CP. Por esse motivo, incorreu em erro de tipo.
Letra c.
021. 021. (FCC/2015/TJ-AL/JUIZ SUBSTITUTO) O erro inescusável sobre
a) a ilicitude do fato constitui causa de diminuição da pena.
b) elementos do tipo permite a punição a título de culpa, se acidental.
c) elementos do tipo isenta de pena.
d) elementos do tipo exclui o dolo e a culpa, se essencial.
e) a ilicitude do fato exclui a antijuridicidade da conduta.
O erro inescusável sobre a ilicitude do fato constitui causa de diminuição de pena, de 1/6 
a 1/3. É a literalidade do art. 21 do CP.
Letra a.
022. 022. (FCC/2015/TCE-AM/AUDITOR) O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado
a) não isenta de pena o agente.
b) exclui o dolo.
c) exclui o dolo, mas prevalece a culpa.
d) não isenta de pena o agente, porém deve sempre ser considerado na sentença.
e) é um crime impossível
O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado não tem o condão de isentar o agente 
de pena. Ele simplesmente responderá como se tivesse atingido a vítima que queria atingir.
Letra a.
023. 023. (FCC/2015/TCE-CE/PROCURADOR DE CONTAS) A diferença entre erro sobre elementos 
do tipo e erro sobre a ilicitude do fato reside na circunstância de que
a) o erro de tipo exclui a culpabilidade, o de fato a imputabilidade.
b) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a culpabilidade.
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c) o erro detipo exclui a reprovabilidade da conduta, o de fato o elemento do injusto.
d) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a invencibilidade do erro.
e) a discriminante putativa é o que distingue o erro de tipo do erro de fato.
Uma das diferenças entre o erro de tipo e o erro de proibição (erro sobre a ilicitude do 
fato) incide no fato de que o erro de tipo exclui o dolo, e o erro sobre a ilicitude do fato, a 
culpabilidade (por meio de seu elemento potencial consciência da ilicitude).
Letra b.
024. 024. (FCC/2015/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO) Em matéria de erro, correto afirmar que
a) o erro sobre a ilicitude do fato exclui a culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa
b) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui a possibilidade de punição 
por crime culposo.
c) o erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta de pena.
d) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal exclui a culpabilidade.
e) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena, considerando-
se as condições ou qualidades da vítima, e não as da pessoa contra quem o agente queria 
praticar o crime.
Algumas vezes o examinador vai abordar o assunto cobrando algo mais elaborado, com bases 
doutrinárias e jurisprudenciais. Outras vezes, como na questão acima, basta conhecer a 
letra do CPP (cuja leitura eu sempre recomendo, de forma complementar às nossas aulas).
O erro sobre o elemento constitutivo do tipo penal não exclui a possibilidade de punição 
por crime culposo. Essa é a previsão do art. 20 do CP.
Letra b.
025. 025. (FCC/2014/TRF/4ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Com uma velha 
espingarda, o exímio atirador Caio matou seu próprio e amado pai Mélvio. Confundiu-o de 
longe ao vê-lo sair sozinho da casa de seu odiado desafeto Tício, a quem Caio realmente 
queria matar. Ao morrer, Mélvio vestia o peculiar blusão escarlate que, de inopino, tomara 
emprestado de Tício, naquela tão gélida quanto límpida manhã de inverno. O instituto 
normativo mais precisamente aplicável ao caso é, doutrinariamente, conhecido como:
a) error in personan (Código Penal, art. 20, par. 3º ).
b) parricidium enquanto circunstância genérica de pena (Código Penal, art. 61, II, “e”, 1ª hipótese).
c) aberratio ictus de unidade simples (Código Penal, art. 73, 1ª parte).
d) aberratio ictus de unidade complexa (Código Penal, art. 73, 2ª parte).
e) aberratio delicti (Código Penal, art. 74).
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Não se assuste com o português rebuscado apresentado pelo examinador nessa questão: 
Ela é uma das mais tranquilas que resolvemos até agora.
Caio queria matar Tício, mas ao ser confundido pelas vestimentas, acabou acertando seu 
pai, Mélvio, que estava utilizando um blusão de Tício.
Dessa forma, ocorreu o chamado erro sobre a pessoa (error in personan), previsto no CP, 
Art. 20, parágrafo 3º.
Letra a.
026. 026. (FCC/2014/MPE-PE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) O erro inevitável sobre a ilicitude do fato 
e o erro sobre elementos do tipo excluem:
a) a punibilidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) a culpabilidade em ambos os casos.
c) a culpabilidade e o dolo e a culpa, respectivamente.
d) o dolo e a culpa em ambos os casos.
e) a culpabilidade e o dolo, respectivamente.
Cuidado com questões assim. O examinador foi esperto ao elaborar o enunciado, de modo 
que apenas o erro sobre a ilicitude do fato foi caracterizado como inevitável. A banca não 
definiu se o erro de tipo em análise é evitável ou inevitável, de modo que só podemos 
afirmar que o erro sobre a ilicitude do fato (inevitável) exclui a culpabilidade e que o erro 
de tipo apresentado exclui o dolo.
Para afirmar que o erro de tipo exclui o dolo e a culpa (assertiva C), o examinador deveria ter 
definido que tal erro é inevitável – mas não o fez – justamente para confundir o candidato.
Letra e.
027. 027. (FCC/2013/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) O 
erro inevitável faz a conduta típica ser inteiramente desculpável quando tiver por objeto a:
a) lei.
b) ilicitude do fato.
c) pessoa da vítima.
d) qualidade subjetiva ou a condição pessoal da vítima.
e) eficácia do meio empregado.
Questão que parece confusa, mas basta perceber que o examinador fez um jogo de palavras 
com o art. 21 CP:
Art. 21. O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, 
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
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Dessa forma, o erro inevitável que faz a conduta típica ser inteiramente desculpável é 
aquele que tem por objeto a ilicitude do fato. Questão estranha e confusa, mas infeliz-
mente, faz parte.
Letra b.
028. 028. (FCC/2012/DPE-SP/DEFENSOR PÚBLICO) Em Direito Penal, o erro:
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria a ação, tornando-a 
legítima, é tratado pelo Código Penal como erro de proibição, excluindo-se, pois, a tipicidade 
da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos do caput do art. 21 do 
Código Penal, “o desconhecimento da lei é inescusável”.
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da teoria finalista, 
integra o dolo e a culpa.
a) Certa. O erro de tipo invencível, inevitável ou escusável exclui o dolo e a culpa, conforme 
estudamos. O examinador tentou complicar utilizando o termo invencível, que é a opção 
“menos popular” das três nomenclaturas.
b) Errada. Trata-se do erro de tipo.
c) Errada. O erro de tipo escusável exclui o dolo e a culpa.
d) Errada. Não é irrelevante, visto que já discutimos todas as suas peculiaridades.
e) Errada. A potencial consciência da ilicitude é elemento da culpabilidade.
Letra a.
029. 029. (FCC/2012/TJ-PE/OFICIAL DE JUSTIÇA/JUDICIÁRIA E ADMINISTRATIVA) Considere a 
prática de fato criminoso por:
I – desconhecimento da lei.
II – erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
III – erro evitável sobre a ilicitude do fato.
IV – erro plenamente justificado pelas circunstâncias, que leva à suposição de situação de 
fato que, se existissem, tornaria a ação legítima.
O agente é isento de pena nas situações indicadas APENAS em
a) I, II e IV.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.
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I – Errada. O desconhecimento da lei, via de regra, não é escusa para seu descumprimento.
II – Certa. O erro inevitável sobre a ilicitude do fato realmente isenta o agente de pena.
III – Errada. O erro evitável sobre a ilicitude do fato, no entanto, apenas pode diminuir a 
pena de 1/6 a 1/3.
IV – Certa. O erro plenamente justificado pelas circunstâncias que leva à suposição de situação 
de fato que, se existissem, tornaria a ação legítima caracteriza a chamada descriminante 
putativa, que também tem o condão de isentar o agente de pena.
Por esse motivo, apenas os itens II e IV estão corretos.
Letra d.
030. 030. (FCC/2011/TRT/1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA) O erro inevitável 
sobre a ilicitude do fato
a) isenta o réu de pena.
b) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
c) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
d) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
e) exclui a ilicitude do fato.
Conforme estudamos, o erro inevitável sobre a ilicitude do fato (erro de proibição inevitável) 
isenta o réu de pena.
Letra a.
031. 031. (FCC/2010/TCE-AP/PROCURADOR) O erro em matéria penal:
a) afasta a culpabilidade, se o engano recai sobre elemento do tipo penal.
b) exclui sempre o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.
c) reflete na culpabilidade, de modo apenas a atenuá-la, se o enganoincide sobre elemento 
do tipo penal.
d) afasta a tipicidade, se o engano incide sobre a ilicitude do fato.
e) reflete na culpabilidade, podendo inclusive excluí-la, se o engano recai sobre a ilicitude 
do fato.
Questão que parece ser diferente, mas que apresenta simplesmente “mais do mesmo”. 
Se o erro recair sobre a ilicitude do fato (erro de proibição), irá refletir na culpabilidade, 
podendo realmente excluí-la, a depender do caso.
Letra e.
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032. 032. (FCC/2010/TRE-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) A dispara seu revólver 
e mata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipótese é correto afirmar 
que se trata de
a) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos do tipo.
b) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.
c) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto que inescusável.
d) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
e) erro quanto à existência de excludente de ilicitude (descriminante putativa).
Oras, A queria matar um animal, e acabou matando alguém. Seu erro incidiu sobre uma das 
elementares do art. 121 do CP (Matou alguém quando queria matar um animal). Incidiu, 
portanto, em erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
Repare que o examinador não afirmou se o erro de A foi ou não escusável. Apenas apresentou 
a possibilidade.
Letra d.
033. 033. (FCC/2009/TJ-AP/JUIZ) Quanto ao erro sobre elementos do tipo, e possível afirmar que,
a) se acidental, exclui o dolo e a culpa.
b) se evitável, exclui o dolo, mas não a culpa, ainda que o tipo não preveja a forma culposa.
c) se evitável exclui a culpa, mas não o dolo.
d) se inevitável, exclui o dolo e a culpa.
e) se acidental, exclui a culpa, mas não o dolo.
De novo o assunto do erro de tipo inevitável / evitável. A essa altura com certeza você já 
está um expert no assunto. O erro de tipo inevitável, como sabemos, exclui o dolo e a culpa.
Letra d.
034. 034. (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXII/PRIMEIRA FASE) TONY, a pedido 
de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que acredita ser de remédios, 
sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato de Cocaína em seu 
interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), 
pois acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para fins 
medicinais. Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das drogas, 
denunciados pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Considerando apenas as 
informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor dos clientes, 
respectivamente, a ocorrência de:
a) erro de tipo, nos dois casos.
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b) erro de proibição, nos dois casos.
c) erro de tipo e erro de proibição.
d) erro de proibição e erro de tipo.
No primeiro caso, Tony acredita estar transportando remédios quando na verdade está 
transportando cocaína. Por isso, incide em erro de tipo, sobre a elementar droga, do art. 
33 da Lei n. 11.343/2006.
Já o caso de José, ele sabia que estava transportando Cannabis Sativa, apenas acreditava 
que tal comportamento era lícito, incidindo assim em erro de proibição.
Letra c.
035. 035. (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XX/PRIMEIRA FASE) Wellington pretendia 
matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do time Bola Cheia, seu adversário 
no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, Wellington vê, de costas, um 
jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, efetua diversos disparos 
de arma de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 era Rodrigo, adolescente 
que substituiria Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, Rodrigo faleceu.
Considerando a situação narrada, assinale a opção que indica o crime cometido por Wellington.
a) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro 
na execução.
b) Homicídio consumado, considerando-se as características de Rodrigo.
c) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro 
sobre a pessoa.
d) Tentativa de homicídio contra Ronaldo e homicídio culposo contra Rodrigo.
Conforme estudamos, nesse caso estamos diante de uma situação de erro sobre a pessoa, a 
qual resulta na responsabilização do autor como se tivesse atingido o alvo que queria atingir.
Assim sendo, Wellington responderá como se efetivamente tivesse matado Ronaldo, como 
afirma a assertiva C.
Letra c.
036. 036. (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XX/PRIMEIRA FASE) Pedro e Paulo bebiam 
em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol. Pedro, objetivando 
atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e também terceira 
pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram, inclusive aquela 
cuja morte não era querida pelo agente.
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Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro:
a) erro sobre a pessoa.
b) aberratio ictus.
c) aberratio criminis
d) erro determinado por terceiro.
Já no caso dessa questão, o autor não confunde o alvo, mas sim acerta pessoa por erro da 
execução (há um erro de pontaria, e acaba sendo atingida uma vítima diversa da pretendida).
E conforme estudamos, o erro de execução é chamado pela doutrina de aberratio ictus, 
fazendo com que a assertiva B seja a solução de nossa questão.
Letra b.
037. 037. (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Eslow, holandês e usuário de maconha, 
que nunca antes havia feito uma viagem internacional, veio ao Brasil para a Copa do 
Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil decidiu, diante da tensão, fumar um cigarro de 
maconha nas arquibancadas do estádio. Imediatamente, os policiais militares de plantão 
o prenderam e o conduziram à Delegacia de Polícia. Diante do Delegado de Polícia, Eslow, 
completamente assustado, afirma que não sabia que no Brasil a utilização de pequena 
quantidade de maconha era proibida, pois, no seu país, é um habito assistir a jogos de 
futebol fumando maconha.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva.
a) Eslow está em erro de tipo essencial escusável, razão pela qual deve ser absolvido.
b) Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento de pena.
c) Eslow está em erro de tipo permissivo escusável, razão pela qual deve ser punido pelo 
crime culposo.
d) Eslow está em erro de proibição, que importa em crime impossível, razão pela qual deve 
ser absolvido.
Questão muito boa.
Veja que Eslow vem de um país onde é socialmente aceitável a conduta praticada. Em 
termos comportamentais (análise da esfera do profano) o comportamento de Eslow é 
compreensível, ante sua formação cultural.
Por esse motivo, estamos diante de erro de proibição inevitável (ele sabia o que estava 
fazendo, mas acreditava sinceramente que tal comportamento era lícito). Assim sendo, 
deve ser isentado de pena.
Letra b.
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038. 038. (MPE-MG/2014/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA) A queria matar B. Quando este 
passou próximo ao local em que se postara, disparou um tiro de revólver, errando o alvo e 
atingindo C, ferindo-o levemente no braço. Deverá responder por:
a) Lesões corporais culposas contra C.
b) Homicidio tentado contra C.
c) Lesões corporais leves contra C.
d) Homicídio tentado contra B.
Já sabemos que se tratando de erro na execução, o agente responde como se tivesse 
atingido a pessoa visada.
Letra b.
039. 039. (FGV/2014/OAB/EXAMEDE ORDEM UNIFICADO) Bráulio, rapaz de 18 anos, conhece 
Paula em um show de rock, em uma casa noturna. Os dois, após conversarem um pouco, 
resolvem dirigir-se a um motel e ali, de forma consentida, o jovem mantém relações sexuais 
com Paula. Após, Bráulio descobre que a moça, na verdade, tinha apenas 13 anos e que 
somente conseguira entrar no show mediante apresentação de carteira de identidade falsa.
A partir da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável doloso.
b) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável culposo.
c) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de tipo essencial.
d) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de proibição direto.
Outra questão excelente. Nesse caso, estamos diante de erro de tipo, pois Bráulio acreditava 
que estava mantendo relações sexuais com uma maior de idade, quando na verdade, estava 
mantendo relações sexuais com uma vulnerável.
O erro de tipo incide, dessa forma, sobre a expressão “com menor de 14 (catorze) anos” 
prevista no art. 217-A do Código Penal, o que faz com que sua conduta não possa ser 
considerada crime nessa situação.
Letra c.
040. 040. (VUNESP/2014/TJ-SP/JUIZ) Para o Código Penal (art. 20, § 1º), quando a descriminante 
putativa disser respeito aos pressupostos fáticos da excludente, estamos diante de:
a) Excludente de antijuridicidade.
b) Erro de tipo.
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c) Erro de proibição.
d) Excludente de culpabilidade.
Conforme estudamos, as descriminantes putativas possuem duas categorias: relacionadas 
ao erro de tipo (quando tratam dos pressupostos fáticos da excludente) ou ao erro de 
proibição (quando incidem sobre a existência ou sobre os limites de uma causa de exclusão 
de ilicitude).
Letra b.
041. 041. (VUNESP/2014/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) “X”, policial militar, reside com sua 
família em local extremamente violento. De madrugada, é acordado por alguém tentando 
arrombar a porta de sua casa. Assustado, pede para sua mulher, igualmente em pânico, que 
não saia do quarto, e caminha para a entrada da casa onde grita insistentemente para que 
o suposto ladrão vá embora, avisando-o de que, caso contrário, irá atirar. A advertência é 
em vão, e a porta se abre aos olhos de “X” que, após efetuar o primeiro disparo, percebe 
que acertou “Z”, seu filho, que, embriagado, arrombou a porta. Na hipótese apresentada, 
vindo “Z” a falecer em razão dos disparos, “X”.
a) será isento de pena, pois agiu em erro de tipo invencível.
b) praticou o crime de homicídio doloso consumado.
c) será isento de pena, pois agiu em erro de tipo causado por outrem.
d) praticou o crime de homicídio culposo consumado.
e) praticou o crime de homicídio culposo tentado.
X acreditou estar em legitima defesa (pois a situação lhe levou a crer, de forma legítima, 
que seu domicílio estava sendo invadido por agressores).
Posteriormente, é claro, descobrimos que foi seu filho que, embriagado, estava tentando 
entrar em casa, inclusive arrombando a porta para tal – sem se identificar para seu pai em 
momento algum.
Com base nesses pressupostos, é possível perceber que, embora não estivesse em legitima 
defesa real, X encontrava-se em legítima defesa putativa (pois acreditava verdadeiramente 
estar sob um contexto de injusta agressão).
Temos, portanto, uma descriminante putativa por erro de tipo, na modalidade invencível 
(pois qualquer pessoa, na posição de X, interpretaria a situação da mesma forma), que 
isentará o autor de pena.
Letra a.
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042. 042. (VUNESP/2014/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO) A doutrina entende por 
aberratio delicti:
a) o erro sobre a pessoa, no qual o agente, por engano de representação, atinge outra 
pessoa no lugar da vítima desejada.
b) o desvio do golpe que ocorre quando o agente por inabilidade ou acidente não acerta a 
vítima visada, mas outra pessoa.
c) o erro sobre a ilicitude do fato.
d) uma das hipóteses de resultado diverso do pretendido, no qual o agente por inabilidade 
ou acidente atinge bem jurídico diverso do pretendido.
e) o resultado que agrava especialmente a pena.
O aberratio delicti ou aberratio criminis nada mais é do que um resultado diverso do 
pretendido, no qual o autor atinge, acidentalmente ou por erro, bem jurídico diverso do 
que pretendia atingir. Lembre-se do exemplo de Edward, que atirou um tijolo contra a casa 
para causar dano e acabou acertando um morador (Frank), que sofreu lesões corporais.
Letra d.
043. 043. (VUNESP/2013/TJ-SP/JUIZ) A foi processado como incurso no artigo 217A, § 1º, do 
Código Penal (estupro de vulnerável), por ter tido conjunção carnal com pessoa de 19 anos, 
portadora de deficiência mental. Finda a instrução, resultou provado que o réu atuou em erro 
sobre a vulnerabilidade da ofendida, decorrente da deficiência mental, cuja circunstância 
desconhecia.
Considerada a hipótese, o Juiz deve:
a) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da antijuridicidade.
b) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da tipicidade.
c) absolver o réu, com fundamento em causa de exclusão da culpabilidade.
d) condenar o réu pelo crime de estupro, na forma simples.
Nesse caso, note que o autor incidiu em erro de tipo (sobre o elemento vulnerável do 
artigo 217-A do CP). Acreditava estar mantendo relações sexuais com uma pessoa sã, 
desconhecendo sua circunstância de vulnerável.
Como estamos diante de erro de tipo, há a exclusão do dolo e da culpa (se o erro for escusável) 
ou apenas do dolo (se o erro for inescusável). No entanto, decidir se o erro cometido por A 
é escusável ou inescusável, nessa situação específica, se torna irrelevante (visto que não 
existe a previsão do delito de estupro de vulnerável culposo.
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Uma vez que sabemos disso, basta que você se lembre que o dolo e a culpa são elementos 
do fato típico: haverá a exclusão da tipicidade, e não da culpabilidade do agente. Quem 
exclui a culpabilidade é o erro de proibição.
Letra b.
044. 044. (VUNESP/2013/CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS/SP/ADVOGADO) Assinale a 
alternativa correta no tocante às previsões relati vas aos crimes no Código Penal.
a) Para a omissão ser considerada penalmente relevan te, é suficiente que o omitente possa 
agir para evitar o resultado.
b) Diz- se o crime tentado, quando, iniciada a preparação, não se consuma por circunstâncias 
alheias à vontade do agente.
c) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui a culpabilidade e isenta 
de pena o autor do crime.
d) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-
la de um sexto a um terço.
e) Se o fato criminoso é cometido em estrita obediência à ordem manifestamente ilegal 
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
Conforme estudamos, o erro sobre a ilicitude do fato (ou erro de proibição) se inevitável, 
isentará o agente de pena. Se evitável, poderá diminuir a pena de 1/6 a 1/3.
Letra d.
045. 045. (VUNESP/2011/TJ-RJ/JUIZ) Joaquim, pretendendo matar a própria esposa, arma-
se com um revólver e fica aguardando a saída dela da academia de ginástica. Analise as 
hipóteses a seguir.
I – Se Joaquim errar o disparo e atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele 
momento, sem atingir a esposa, responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de 
ter sido o crime cometido contra cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal).
II – Se Joaquim errar o disparo e atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele 
momento, sem atingir a esposa, responderá por homicídio doloso, mas sem a incidência 
da agravante deter sido o crime cometido contra cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal).
III – Se Joaquim atingir e matar a esposa, mas, simultaneamente, em razão do único disparo, 
por erro, também atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele momento, 
responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de ter sido o crime cometido contra 
cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal), em concurso formal.
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IV – Se Joaquim atingir e matar a esposa, mas, simultaneamente, em razão do único disparo, 
por erro, também atingir e matar pessoa diversa que passava pelo local naquele momento, 
responderá por homicídio doloso, agravado pelo fato de ter sido o crime cometido contra 
cônjuge (art. 61, II, “e”, do Código Penal), em concurso material.
Estão corretas apenas:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
Questão bacana, que extrapola um pouco o contexto da aula de hoje (pois também adentra 
o tema do concurso de crimes). Entretanto, possui um conteúdo muito bom para que 
possamos praticar os tópicos dessa aula. Vejamos caso a caso:
I – Certa. Joaquim cometeu um erro na execução (acidentalmente acertou vítima diversa da 
pretendida). Deve responder como se tivesse acertado a quem queria (pelo crime praticado 
contra a vítima virtual), de modo que incidirá sim a agravante de praticar o crime contra 
sua cônjuge.
II – Errada. Pela mesma justificativa da assertiva anterior.
III – Certa. Embora não tenhamos estudado concurso de crimes nessa aula, vamos adiantar 
o seguinte: Como houve apenas um disparo (uma ação), e dois crimes (o autor acertou 
duas pessoas), temos um concurso formal entre o homicídio da esposa e do terceiro que 
foi atingido.
IV – Errada. Não há concurso material, e sim formal.
Dessa forma, estão corretas as assertivas I e III.
Letra a.
046. 046. (VUNESP/2009/TJ-SP/JUIZ) Depois de haver saído do restaurante onde havia almoçado, 
Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido sua carteira e voltou 
para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter o direito de fazer justiça 
pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao dono do referido restaurante, 
supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse fato pode configurar
a) erro determinado por terceiro.
b) erro de tipo.
c) erro de permissão.
d) erro de proibição.
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Conforme estudamos, quando o indivíduo deseja praticar a conduta, mas desconhece a 
sua ilicitude, estamos diante de erro de proibição – a depender é claro, das circunstâncias 
pessoais e sociais que levam o agente a não ser capaz de atingir a chamada potencial 
consciência da ilicitude de seus atos.
Letra d.
047. 047. (VUNESP/2008/MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a alternativa correta.
a) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, determina a redução da pena de um sexto 
a um terço.
b) O erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui o dolo.
c) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado determina que se considerem 
as condições ou qualidades da vítima da infração.
d) Nas descriminantes putativas, se o erro deriva de culpa, responde o agente por crime 
culposo, se previsto em lei.
e) Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite com consciência da ilicitude 
do fato, quando não lhe era possível, nas circunstâncias, agir de forma diversa.
Questão excelente, focada nos assuntos da aula de hoje. Merece uma análise caso a caso.
a) Errada. O erro sobre a ilicitude, se inevitável, isenta de pena.
b) Errada. O erro de tipo exclui o dolo e a culpa (se inevitável), ou apenas o dolo (se evitável).
c) Errada. Devem ser consideradas as condições ou qualidades da vítima virtual (aquela 
que o autor queria atingir).
d) Certa. É isso mesmo. (Art. 20, parágrafo 1º, parte final).
e) Errada. Neste caso o erro seria inevitável.
Letra d.
048. 048. (VUNESP/2008/TJ-SP/JUIZ) Após a morte da mãe, A recebeu, durante um ano, a pensão 
previdenciária daquela, depositada mensalmente em sua conta bancária, em virtude de ser 
procuradora da primeira. Descoberto o fato, A foi denunciada por apropriação indébita. 
Se a sentença concluir que a acusada (em razão de sua incultura, pouca vivência, etc.) não 
tinha percepção da antijuricidade de sua conduta, estará reconhecendo:
a) erro sobre elemento do tipo, que exclui o dolo.
b) erro de proibição.
c) descriminante putativa.
d) ignorância da lei.
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Veja como o examinador se preocupou com a verificação das circunstâncias pessoais 
e sociais do agente delitivo (e não apenas no conhecimento da lei seca). Nesse caso, se 
ficar comprovado que a acusada não tinha a percepção da ilicitude de seus atos, estará 
demonstrada a ocorrência de erro de proibição.
Letra b.
049. 049. (VUNESP/2008/ITESP/ADVOGADO) O erro de proibição é aquele que:
a) recai sobre elemento constitutivo do tipo penal.
b) incide sobre a ilicitude do fato.
c) incide sobre as elementares do tipo penal.
d) diz respeito às excludentes de ilicitude.
e) exclui a imputabilidade do agente.
O erro de proibição incide sobre a ilicitude do fato (o agente quer praticar a conduta, mas 
acredita que, nas circunstâncias em que agiu, tal ação era lícita).
Letra b.
050. 050. (FUNIVERSA/2015/SECRETARIA DA CRIANÇA/DF/ESPECIALISTA SOCIOEDUCATIVO/
DIREITO E LEGISLAÇÃO) Alícia, estrangeira, grávida de três meses e proveniente de país 
que não coíbe o aborto, ingeriu substância abortiva acreditando não ser proibido fazê-lo 
no Brasil.
Nesse caso hipotético, o fato descrito poderá configurar.
a) erro de tipo.
b) erro na execução.
c) erro de proibição.
d) aberratio criminis.
e) descriminante putativa.
Alícia realmente almejava o resultado aborto, porém acreditava estar praticando uma 
conduta lícita, quando na verdade, não estava. Dessa forma, incidiu em erro sobre a ilicitude 
do fato (erro de proibição).
Letra c.
051. 051. (TRF/2ª REGIÃO/2014/TRF/2ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL) Caio, agente da polícia, durante 
suas férias, resolve manter a forma e treinar tiros. Vai até um terreno baldio e ali alveja 
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uma caçamba de lixo. O agente imaginava-se sozinho e, sem querer, acerta um mendigo 
que ali dormia, dentro da caçamba. Em tese, ocorreu:
a) Descriminante putativa.
b) Causa legal de exclusão da culpabilidade.
c) Caso fortuito, ou força maior criminógena.
d) Erro de tipo.
e) Erro na execução (aberratio ictus).
Caio sabe que o homicídio é uma prática ilícita. Não era essa a conduta que queria praticar 
(queria apensar realizar disparos de arma de fogo contra uma caçamba de lixo). Dessa 
forma, incidiu em erro de tipo, praticando a conduta típica sem ter consciência ou vontade 
de praticá-la.
Letra d.
052. 052. (IBFC/2014/TJ-PR/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) Quanto 
à isenção de pena, assinale a alternativa incorreta:
a) Éisento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, seexistisse, tornaria a ação legítima.
b) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena.
c) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-
la de um a dois terços.
d) O desconhecimento da lei é inescusável.
Para encerrar, uma questão tranquila, cobrando basicamente a letra do CP. Note que o 
examinador pediu que você assinale a assertiva incorreta. Vejamos:
a) Certa. Art. 20, § 1º, CP.
b) Certa. Art. 20, § 3º, CP.
c) Errada. Se evitável, o erro de proibição pode diminuir a pena de 1/6 a 1/3.
d) Certa. Art. 21 CP.
Letra c.
053. 053. (Q3779810/FGV/OAB/ADVOGADO XLIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2025)João mora 
em Ipanema e, há dois anos, faz aula de futevôlei na praia do Leblon, três vezes por semana. 
João sempre realiza tal trajeto em sua bicicleta elétrica, da marca Bike legal, cor preta com 
banco de couro marrom. No mês passado, ao final do treino, João pegou uma bicicleta 
elétrica idêntica à sua e voltou para casa. Dias depois, João foi intimado a comparecer à 
Delegacia de Polícia para prestar declarações sobre um possível crime de furto, uma vez que 
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o circuito de câmeras permitiu identificar que João havia levado a bicicleta de uma moça 
de nome Fernanda. No caso narrado, é correto afirmar que João agiu diante de
a) erro de tipo essencial.
b) erro de tipo acidental.
c) estado de necessidade.
d) erro de proibição direto.
João claramente erra sobre a elementar alheia do tipo penal – considerando que acreditava 
que estava pegando a PRÓPRIA bicicleta. Assim sendo, erro de tipo essencial.
Letra a.
054. 054. (INSTITUTO VERBENA/TJ AC/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA OFICIAL DE JUSTIÇA/2024) 
Leia o caso a seguir. V. B., holandês habituado a adquirir pequenas porções de maconha no 
seu país de origem para o consumo pessoal, acredita ser possível adotar a mesma conduta 
no Brasil, desconhecendo a existência da norma penal incriminadora (art. 28 da Lei n. 
11.343/2006). Esse caso ilustra o erro de:
a) proibição direta, que isenta o agente de pena.
b) tipo essencial, que isenta o agente de pena.
c) tipo acidental, que reduz a pena do agente em até 2/3.
d) proibição indireto, que reduz a pena do agente em até 2/3.
Trata-se de erro de proibição haja vista que o agente sabe o que está fazendo mas acredita 
que a conduta é lícita. 
Letra a.
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Abra
caminhos
crie
futuros
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	Sumário
	Apresentação
	Teoria do Erro
	1. Tipos de Erro
	2. Erro de Tipo Essencial
	2.1. Erro de Tipo Essencial Inevitável
	2.2. Erro de Tipo Essencial Evitável
	3. Descriminantes Putativas por Erro de Tipo
	3.1. Erro Inevitável
	3.2. Erro Evitável
	3.3. Erro Provocado por Terceiro
	4. Erros de Tipo Acidentais
	4.1. Erro sobre o Objeto
	4.2. Erro sobre a Pessoa
	4.3. Erro sobre o Nexo Causal
	4.4. Erro na Execução
	4.5. Resultado Diverso do Pretendido
	5. Delito Putativo
	6. Erro de Proibição
	6.1. Erro de Proibição Inevitável
	6.2. Erro de Proibição Evitável
	6.3. Erro de Proibição Crasso ou Grosseiro
	6.4. Erro de Proibição Direto x Indireto
	Resumo
	Questões Comentadas em Aula
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoum fato típico sem ter cons-
ciência disso.
Professor, não entendi . . .Professor, não entendi . . .
Não se preocupe! Esse conceito é um pouco abstrato, mas ficará mais claro diante de 
um exemplo. Veja só:
EXEMPLO
Tyrion, ao sair da casa de um amigo, pega em cima da mesa seu celular IPHONE 7 branco.
Mais tarde, no entanto, percebe que levou por engano o celular de seu amigo Jon acreditando 
ser o seu, pois ambos os aparelhos eram muito parecidos (mesmo modelo e cor).
Na situação hipotética apresentada, perceba que Tyrion, na prática, subtraiu coisa 
alheia móvel (furto – art. 155 CP). Entretanto, ocorreu um erro de tipo, que incidiu sobre 
a elementar alheia do tipo penal.
Vamos esclarecer: No erro de tipo, o autor não tem consciência nem vontade de 
praticar o fato típico previsto na norma. Tyrion não queria subtrair coisa alheia móvel. 
Seu objetivo era levar consigo uma coisa móvel (seu telefone), mas que lhe pertencia.
Ao errar e levar consigo o aparelho telefônico de seu amigo, que era idêntico ao seu, 
Tyrion incorreu em erro (achou que estava levando uma coisa sua, quando na verdade levou 
uma coisa alheia). Em sua interpretação da situação, não estava subtraindo coisa alheia 
móvel, mas na prática, foi o que ele fez.
E nesse caso, o que fazer? Prender Tyrion, coitado, em flagrante delito de furto simples?E nesse caso, o que fazer? Prender Tyrion, coitado, em flagrante delito de furto simples?
Felizmente, é claro que não. Mas antes de entender o que vai acontecer com Tyrion, 
precisamos compreender as diversas espécies de erro de tipo. Vamos a elas.
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Teoria do Erro 
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2 .1 . Erro DE TiPo ESSEnCial inEViTÁVEl2 .1 . Erro DE TiPo ESSEnCial inEViTÁVEl
A primeira espécie do erro de tipo é chamada de inevitável, escusável ou invencível:
• É aquele que não podia ser evitado nem mesmo 
se o indivíduo fosse cuidadoso. 
 
• Exclui o dolo e a culpa. 
Erro de tipo essencial inevitável 
Assim, quando o indivíduo pratica uma infração penal em erro de tipo considerado 
inevitável (qualquer pessoa diligente teria também praticado o erro em seu lugar) não 
poderá ser apenado por seus atos, haja vista que ocorrerá a exclusão do dolo e da culpa.
2 .2 . Erro DE TiPo ESSEnCial EViTÁVEl2 .2 . Erro DE TiPo ESSEnCial EViTÁVEl
A próxima modalidade do erro de tipo é chamada de evitável, inescusável ou vencível:
• É aquele que poderia ter sido evitado se o agente 
tivesse maior diligência, maior cautela com seus atos. 
 
• Exclui apenas o dolo, mas permite sua punição na 
forma culposa, se existir previsão da modalidade 
culposa para a infração penal praticada. 
Erro de tipo essencial evitável 
Se o erro de tipo for considerado evitável (qualquer pessoa diligente teria evitado a 
prática do erro em questão) o agente só não poderá ser responsabilizado por seus atos de 
forma dolosa – subsistindo a possibilidade de punição culposa.
EXEMPLO
Ned está caçando javalis com seu amigo Robert, nas proximidades do vilarejo onde moram. 
Ao verificar que há movimento em um arbusto próximo, Ned acredita ter encontrado um 
javali, disparando sua arma imediatamente.
Entretanto, após disparar Ned verifica que na verdade atingiu e matou Joffrey, filho de Robert, 
que estava escondido no arbusto brincando com seus irmãos.
Na situação apresentada, Ned incidiu em erro de tipo (sobre a elementar ALGUÉM). Ned 
não queria matar uma pessoa (e sim um javali), de modo que não incidiria no tipo penal do 
art. 121. No entanto, atirou contra o arbusto e acabou executando a conduta ilícita sem 
ter vontade de fazê-lo.
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Teoria do Erro 
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Nesse caso, no entanto, é de se esperar que o ser humano médio seja cuidadoso ao 
disparar uma arma de fogo (evitando realizar disparos contra um arbusto sem saber 
exatamente o que vai acertar). Dessa forma, podemos dizer que o erro de Ned foi do tipo 
evitável (se ele tivesse sido cuidadoso, teria esperado para ver se realmente era um javali 
escondido no arbusto, evitando assim a morte da vítima).
Como o erro foi evitável, Ned não poderá ser punido com dolo (não responderá por 
homicídio doloso), mas poderá ser punido de forma culposa – desde que exista previsão 
legal para essa modalidade. Para o azar de Ned, este é justamente o caso do homicídio.
Basicamente temos o seguinte:
Ned dispara 
contra o arbusto 
querendo acertar 
um javali 
Por erro, acaba 
acertando 
Joffrey, que 
morre. 
Ned praticou um 
homicídio 
(Art. 121 - Matar 
Alguém). 
Como sua conduta foi praticada com erro 
de tipo inescusável (Ned deveria ter sido 
mais cuidadoso), não responderá 
dolosamente, mas culposamente. 
Ned responde 
pelo homicídio 
CULPOSO. 
Seguimos analisando uma questão:
001. 001. (CESPE/2019/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) O erro sobre elemento constitutivo 
do tipo penal exclui o dolo, se inevitável, ou diminui a pena de um sexto a um terço, se evitável.
O erro sobre elemento constitutivo do tipo penal, se inevitável, exclui o dolo e a culpa. Caso 
seja evitável, permitirá a punição por culpa (se houver previsão legal) e não uma diminuição 
de pena conforme afirma o examinador.
Errado.
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Resumindo:
Erro de Tipo 
Essencial Inevitável 
Exclui o Dolo 
Exclui a Culpa 
Essencial Evitável 
Exclui apenas o dolo 
Permite a 
responsabilização 
culposa 
(se houver previsão) 
Ótimo. Agora que você já conhece a teoria, quero que você responda à seguinte pergunta:
O que vai acontecer com Tyrion quanto à subtração do telefone de seu amigo?O que vai acontecer com Tyrion quanto à subtração do telefone de seu amigo?
Para responder a essa questão, primeiro você precisa decidir: O erro de tipo praticado 
por ele foi inescusável ou escusável? 
Na humilde opinião de seu professor, estamos diante de um erro de tipo essencial 
inescusável. Tyrion, se tivesse sido cuidadoso, teria percebido que o telefone que levou 
não era seu (poderia ter olhado a tela de bloqueio, por exemplo). Uma vez que sabemos 
disso, vamos analisar:
Tyrion subtraiu 
coisa alheia móvel. 
Entretanto, 
acreditava estar 
levando algo que 
era seu (Erro de 
Tipo). 
O erro incidiu sobre a 
elementar "alheia". 
(autor acreditava 
estar subtraindo 
coisa própria). 
Se tivesse sido mais 
cuidadoso, teria 
percebido? SIM. 
Erro de tipo evitável. 
Fica excluído o dolo 
da conduta. É 
possível a punição na 
modalidade culposa. 
Existe modalidade 
culposa do delito de 
furto? 
NÃO. 
Tyrion não 
responderá 
penalmente por sua 
conduta. 
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Dessa forma, embora o erro de tipo escusável só exclua o dolo da conduta, o delito de 
furto culposo não existe (ao contrário do que ocorre com o homicídio), de modo que Tyrion 
não poderá ser responsabilizado por sua conduta. Irá apenas devolver o celular, e pronto.
Pronto! É isso que precisamos saber sobre o erro de tipo. Vamos para o próximo tópico 
da aula de hoje: as descriminantes putativas.
3 . DESCriMinanTES PUTaTiVaS Por Erro DE TiPo3 . DESCriMinanTES PUTaTiVaS Por Erro DE TiPo
Descriminantes putativas (Incluído pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
CP
Art. 20, § 1º É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o 
erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
Em primeiro lugar, é importante observar que existem dois tipos de descriminantes 
putativas: as relacionadas com o erro de tipo, e as relacionadas com o erro de proibição.
Descriminantes 
putativas 
Erro sobre a situação 
fática de descriminante 
(Por erro de tipo) 
Erro sobre a existência ou 
limites dedescriminante 
(Por erro de proibição) 
Nesse momento, vamos falar apenas da primeira categoria (as descriminantes putativas 
por erro de tipo), deixando a segunda modalidade para o momento em que estudarmos o 
erro de proibição.
Não se assuste com o nome extenso: o conceito das descriminantes putativas por erro 
de tipo é bastante simples:
A descriminante putativa por erro de tipo nada mais é do que a ocorrência de causas de exclusão 
de ilicitude de forma presumida, IMAGINÁRIA.
Logo, o autor pratica uma infração penal acreditando estar amparado por uma causa 
excludente de ilicitude, quando na verdade, não está.
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Vamos analisar um exemplo sobre o caso. Navegando no YouTube, podemos nos deparar 
com muitos vídeos desse tipo:
Pegadinha de “falso sequestro” no YouTube
Agora imagine a seguinte situação hipotética...
EXEMPLO
Jon é escolhido pela produção de um canal do YouTube como alvo de uma “pegadinha de 
falso sequestro”.
Ao ser abordado pelos supostos “sequestradores” e sem saber o que está realmente acontecendo, 
Jon assume que está diante de uma tentativa de sequestro verdadeira, reagindo com disparos 
de arma de fogo e levando dois dos atores do programa à óbito.
Na situação hipotética apresentada, note que o autor sabe que está praticando 
uma conduta típica (homicídio), mas acredita estar amparado por uma excludente 
de ilicitude (legítima defesa). O problema é que, como sabemos, a injusta agressão não 
existia de fato (não havia um sequestro real, e sim uma simulação), de modo que Jon foi 
efetivamente induzido em erro e acabou interpretando a situação de maneira equivocada 
(embora totalmente compreensível).
Dito isso fica muito mais fácil entender o que diz o legislador:
Descriminantes putativas (Incluído pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
CP
Art. 20, § 1º É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o 
erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
Jon cometeu erro plenamente justificado pelas circunstâncias (reagiu em uma legitima 
defesa imaginária), e caso a situação de fato existisse (o sequestro) sua ação seria legítima.
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Assim como ocorre com o erro de tipo comum, a descriminante putativa também se 
divide em dois tipos:
3 .1 . Erro inEViTÁVEl3 .1 . Erro inEViTÁVEl
Também na descriminante putativa o erro pode ser considerado inevitável.
• É aquele que não podia ser evitado nem mesmo se 
o indivíduo fosse cuidadoso. 
 
• O agente fica isento de pena. 
Erro inevitável, invencível ou 
escusável. 
3 .2 . Erro EViTÁVEl3 .2 . Erro EViTÁVEl
A outra possibilidade, obviamente, é a de ocorrência de descriminante putativa por 
erro evitável.
• É aquele que poderia ter sido evitado se o agente 
tivesse maior diligência, maior cautela com seus 
atos. 
 
• Não isenta de pena quando o erro deriva de culpa 
e o fato é punível como crime culposo. 
Erro evitável, vencível ou 
inescusável. 
Nesse caso, o agente, via de regra, também ficara isento de pena. Entretanto, se o fato 
for punível como crime culposo e o erro derivar de culpa, a isenção de pena não se aplicará.
Essa espécie de erro é o que a doutrina chama de culpa imprópria, o que, segundo boa 
parte dos estudiosos, configura o chamado “dolo tratado circunstancialmente como 
culpa”. E assim sendo, admite-se a tentativa.
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Vamos esquematizar o que estudamos até agora:
 
Consequência 
 
Variação 
 
Espécie 
 
Gênero 
Erro de tipo 
Erro de tipo 
essencial 
Escusável Exclui dolo e 
culpa. 
Inescusável Exclui o dolo. 
Descriminante 
Putativa 
Escusável Isenta de pena. 
Inescusável 
Isenta de pena salvo 
quando o erro deriva de 
culpa e existe o delito 
na forma culposa. 
3 .3 . Erro ProVoCaDo Por TErCEiro3 .3 . Erro ProVoCaDo Por TErCEiro
Erro determinado por terceiro (Incluído pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)
CP-Art. 20, § 2º Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.
A próxima modalidade de erro que precisamos estudar trata do chamado erro determi-
nado por terceiro. É também uma espécie de erro de tipo, no entanto, dessa vez, o agente 
não vai errar por conta própria – será induzido em erro pela ação de um terceiro (como o 
próprio nome diz).
No erro provocado por terceiro temos o seguinte regramento:
Erro provocado 
por terceiro 
Provocador 
(Indivíduo 
responsável por 
induzir o 
terceiro em 
erro). 
Responde pelo 
crime por ter 
determinado o 
erro. 
Basta ter 
induzido o erro 
por dolo ou 
culpa.. 
Previsão legal Art. 20, §2º, CP 
Provocado 
(Indivíduo que 
foi induzido a 
praticar o erro 
de tipo) 
Se o erro for 
inevitável: 
Exclui o Dolo e a 
Culpa. 
Se o erro for 
evitável: 
Pode responder 
na forma 
culposa se 
houver previsão. 
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Vamos verificar dois exemplos de erro provocado por terceiro, para que você 
entenda melhor:
Bran, médico, quer matar Jaime, seu paciente. 
Para isso, troca o conteúdo da medicação 
deste por veneno, cuja cor e densidade são 
idênticas a do medicamento original. 
A enfermeira responsável por ministrar as 
injeções de Jaime acaba utilizando a 
medicação adulterada, e sem saber da 
conduta de Bran, leva Jaime a óbito. 
Mesma situação anterior. Entretanto, dessa 
vez o veneno utilizado por Bran possui a cor 
verde, destoando completamente do 
medicamento original. 
Mesmo percebendo que a coloração da 
substância era incompatível com a sua 
natureza, a enfermeira faz a aplicação da 
substância, levando a vítima a óbito. 
Os exemplos citados ilustram bem o erro provocado por terceiro. A enfermeira, em 
ambos os casos, não tinha consciência de que o médico planejava matar a vítima. Agiu no 
cumprimento de seu dever (ministrar a medicação ao seu paciente), de modo que incorreu 
em erro de tipo provocado por terceiro (relativo a elementar matar, afinal de contas, a 
enfermeira queria medicar, e não matar o paciente).
Entretanto, note que no primeiro caso, não havia motivo para que a enfermeira desconfiasse 
da medicação, haja vista que o veneno e o medicamento tinham a aparência idêntica. Nessa 
situação, fica excluído seu dolo e culpa. A enfermeira foi mero “instrumento” de uma autoria 
mediata por parte do médico, que por sua vez responderá por homicídio doloso.
Já no segundo caso, a substância tinha uma coloração capaz de fazer com que a 
enfermeira desconfiasse de que havia algo errado. Ela, no entanto, violou seu dever de 
cuidado e aplicou a medicação mesmo assim. Dessa forma, responderá por homicídio 
culposo, pois foi imprudente ao injetar uma substância de características estranhas sem 
antes se certificar do que estava acontecendo.
Em ambos os casos (de erro escusável ou inescusável) o terceiro que provocou o erro 
responderá por sua conduta (seja ela culposa ou dolosa).
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Caso 1 
(Erro inevitável) 
Médico responde por 
homicídio doloso 
Enfermeira tem seu dolo e 
culpa excluídos. Não será 
responsabilizada. 
Caso 2 
(Erro evitável) 
Médico também responde 
por homicídio doloso. 
Enfermeira responde por 
homicídio culposo (violou 
seu dever de cuidado). 
Caso 1 
(Erro inevitável) 
Médico responde por 
homicídio doloso 
Enfermeira tem seu dolo e 
culpa excluídos. Não será 
responsabilizada. 
Caso 2 
(Erro evitável) 
Médico também responde 
por homicídio doloso. 
Enfermeira responde por 
homicídio culposo (violou 
seu dever de cuidado). 
4 . ErroS DETiPo aCiDEnTaiS4 . ErroS DE TiPo aCiDEnTaiS
A próxima modalidade do erro de tipo trata dos chamados erros de tipo acidentais, e 
se divide em cinco tipos:
Erro sobre o 
objeto. 
Erro sobre a 
pessoa. 
Erro sobre o nexo 
causal. Erro na execução 
Resultado diverso 
do pretendido. 
As cinco categorias a seguir tem uma característica em comum muito importante, 
portanto fique atento:
Os erros de tipo acidentais não excluem nem o dolo nem a culpa.
Vamos começar com o erro sobre o objeto.
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4 .1 . Erro SoBrE o oBJETo4 .1 . Erro SoBrE o oBJETo
Ocorre quando a conduta do agente recai sobre um determinado objeto, mas o agente 
acreditava estar atuando sobre outro.
Um exemplo simples seria o seguinte:
Autor invade uma loja 
de jóias para furtar uma 
safira cujo leilão foi 
anunciado na TV. 
Autor arromba o cofre e 
subtrai o objeto. 
Posteriormente, 
percebe ter subtraído a 
pedra errada 
(acabou subtraindo uma 
pedra preciosa 
parecida). 
Na situação apresentada, ocorreu um erro sobre o objeto (error in objecto). 
Independentemente de ter subtraído um objeto diferente daquele que almejava, perceba 
que o autor ainda responderá pelo delito de furto (Art. 155 CP), haja vista que subtraiu 
coisa alheia móvel da mesma forma. Não há exclusão de dolo ou culpa.
4 .2 . Erro SoBrE a PESSoa4 .2 . Erro SoBrE a PESSoa
Erro sobre a pessoa (Incluído pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984).
CP- Art. 20, § 3º O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. 
Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra 
quem o agente queria praticar o crime.
O erro sobre a pessoa é muito parecido com o erro sobre o objeto (o indivíduo quer 
praticar a conduta delituosa contra uma vítima X e acaba atingindo, por erro, a vítima Y).
Entretanto, há uma diferença importantíssima quando estamos diante de um erro 
sobre a pessoa:
Quando o indivíduo pretende atingir uma determinada pessoa com sua a conduta, mas por 
erro atinge um terceiro, deve ser responsabilizado como se tivesse atingido a pessoa que 
queria alcançar com sua prática delitiva.
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Essa diferença é muito importante pois a qualidade da vítima muitas vezes incide como 
circunstância majorante, qualificadora, ou mesmo elementar do delito praticado. Vejamos 
a seguinte situação hipotética:
Autor: 
Mãe, sob influência 
do estado puerperal, 
logo após o parto. 
Conduta: 
Mata um recém-
nascido acreditando 
ser o seu filho. 
Qual o delito 
praticado? 
Segundo o art. 123 do Código Penal, ocorre o delito de infanticídio quando a mãe, sob 
influência do estado puerperal, mata o próprio filho, durante o parto ou logo após.
Na situação mencionada, note que a mãe se confundiu: Logo após o parto e sob a 
influência do estado puerperal, matou outro recém-nascido, quando na verdade queria 
matar seu próprio filho.
E agora? Deve a mãe responder por homicídio ou por infanticídio?E agora? Deve a mãe responder por homicídio ou por infanticídio?
Embora a vítima real não seja o filho da autora (de forma que a conduta deveria, em 
tese, caracterizar homicídio), a vítima virtual (quem a autora acreditava estar agredindo 
com sua conduta) era seu filho. Dessa forma, deverá responder como se tivesse matado 
seu próprio filho, incidindo, portanto, no delito de infanticídio.
Mãe, sob estado 
puerperal, logo após o 
parto, queria matar o 
próprio filho. 
Ocorre erro sobre a 
pessoa (a mãe se 
confunde e a conduta 
se dirige contra outro 
recém-nascido). 
A autora deverá 
responder como se 
tivesse atingido a 
vitima virtual (seu 
próprio filho). 
Responderá por 
infanticídio 
(Art. 123 CP). 
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002. 002. (FGV/2018/TJ-SC/ANALISTA JURÍDICO/ADAPTADA) Flavio, pretendendo matar seu pai 
Leonel, de 59 anos, realiza disparos de arma de fogo contra homem que estava na varanda 
da residência do genitor, causando a morte deste. Flavio, então, deixa o local satisfeito, por 
acreditar ter concluído seu intento delitivo, mas vem a descobrir que matara um amigo de 
seu pai, Vitor, de 70 anos, que, de costas, era com ele parecido.
A Flavio poderá ser imputada a prática do crime de homicídio doloso, com erro sobre a 
pessoa, considerando a agravante de crime contra ascendente, mas não a causa de aumento 
em razão da idade da vítima.
Exatamente isso. Flávio, de forma convicta, achou ter matado seu genitor, quando na 
verdade atingiu pessoa fisicamente semelhante a ele. Portanto, estamos diante do erro 
sobre a pessoa.
Certo.
4 .3 . Erro SoBrE o nEXo CaUSal4 .3 . Erro SoBrE o nEXo CaUSal
Ocorre erro sobre o nexo causal quando o agente erra sobre o meio de execução do 
crime, mas o resultado almejado é obtido da mesma forma.
O erro sobre o nexo causal (chamado de aberratio causae) é bastante simples: O agente 
delitivo possui uma intenção com seus atos, entretanto acaba obtendo o resultado almejado 
de um modo diverso do esperado.
Vejamos um exemplo:
John decide matar seu desafeto, Iosef, 
iniciando disparos de arma de fogo em 
sua direção ao avistá-lo na rua. 
Desesperado, Iosef tenta fugir mas acaba 
tropeçando, batendo a cabeça no meio-fio 
e morrendo de traumatismo craniano. 
Note que, na situação apresentada, John tinha a intenção de matar Iosef. Entretanto, 
no contexto apresentado, o resultado almejado não foi obtido através do meio de execução 
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do crime (disparos de arma de fogo), e sim de um modo diverso (traumatismo craniano 
ocorrido durante a fuga).
Como John tinha o objetivo de matar seu desafeto, o erro acerca do nexo causal se 
torna irrelevante (não importa se foram os disparos ou a queda que deram causa à morte 
do agente). John deverá responder por homicídio doloso consumado.
Antes de passarmos para o próximo tipo de erro, analisaremos uma questão:
003. 003. (NUCEPE/2018/PC-PI/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/ADAPTADA) O erro acidental não 
afasta o dolo do agente podendo ocorrer na situação de erro sobre o curso causal, quando 
o autor, ao tentar matar a vítima por afogamento e ao arremessar a vítima de uma ponte, 
esta bate na estrutura falecendo de traumatismo.
O resultado almejado não foi obtido através do meio de execução do crime e sim de um 
modo diverso (bateu a cabeça). Trata-se de aberratio causae.
Certo.
4 .4 . Erro na EXECUÇÃo4 .4 . Erro na EXECUÇÃo
Erro na execução
CP
Art. 73. Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir 
a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o 
crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código.
No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a 
regra do art. 70 deste Código.
O erro na execução, também chamado de aberratio ictus, é fácil de entender (pois 
se parece muito com o erro sobre a pessoa): Novamente, o autor do delito atinge pessoa 
diversa da que pretendia ofender.
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A diferença entre ambos os institutos é a seguinte:
Erro na execução 
Atinge pessoa diversa da 
pretendida 
Autor sabe que atingiu vítima 
diversa da que deveria atingir. 
Há erro por acidente ou no uso 
dos meios de execução. 
Exemplo: Disparo de arma de 
fogo que atinge a vítima errada 
pois o autor é ruim de pontaria. 
Erro sobre a 
pessoa 
Atinge pessoa diversa da 
pretendida 
Autor se confunde e acredita 
estar atingindo a vítima correta 
Há erro na interpretação da 
identidade da vítimaExemplo: Matar um irmão gêmeo 
idêntico. 
Uma vez que você sabe diferenciar o erro sobre a pessoa e o erro na execução, basta saber 
que se aplica o mesmo regramento do erro sobre a pessoa: O agente delitivo responderá 
como se tivesse atingido quem pretendia ofender (a vítima virtual).
E vamos fixar esse tema:
004. 004. (MPE-SP/2019/MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) José e João 
trabalhavam juntos. José, o rei da brincadeira. João, o rei da confusão. Certo dia, discutiram 
acirradamente. Diversos colegas viram a discussão e ouviram as ameaças de morte feitas 
por João a José. Ninguém soube o motivo da discussão. José não se importou com o fato 
e levou na brincadeira. Alguns dias depois, em um evento comemorativo na empresa, João 
bradou “eu te mato José” e efetuou disparo de arma de fogo contra José. Contudo o projétil 
não atingiu José e sim Juliana, matando a criança que chegara à festa naquele momento, 
correndo pelo salão.
Nesse caso, é correto afirmar que, presente a figura do erro sobre a pessoa, nos termos do 
artigo 20, § 3º, do Código Penal, João deve responder por homicídio doloso sem a agravante 
de crime cometido contra criança.
Nada de se falar em erro sobre a pessoa. João sabia exatamente quem era José naquele 
momento, mas por erro na execução, atingiu pessoa diversa (criança que chegara à festa 
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naquele momento). Nesse caso de aberratio ictus, ele responderá apenas pelo homicídio 
doloso, como se de fato tivesse atingido a vítima almejada.
Errado.
4 .5 . rESUlTaDo DiVErSo Do PrETEnDiDo4 .5 . rESUlTaDo DiVErSo Do PrETEnDiDo
Resultado diverso do pretendido
CP
Art. 74. Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução do crime, 
sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato é previsto 
como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 
deste Código.
Finalmente, temos o chamado resultado diverso do pretendido, também conhecido como 
aberratio criminis ou aberratio delicti. Nesse caso, não é a pessoa errada que é atingida 
pela conduta, e sim um resultado diverso que é obtido. Vejamos:
Edward decide causar dano na casa 
de Frank, arremessando um tijolo 
contra a janela da casa. 
O arremesso, no entanto, atinge Frank 
Underwood em sua testa, causando 
lesões corporais leves. 
Na situação apresentada, note que a conduta de Edward tinha o objetivo de causar dano 
(art. 163 CP). Entretanto, também por erro na execução, o resultado obtido foi diferente 
do pretendido (lesões corporais).
Nessa situação, segundo o que narra o art. 74 do CP, o agente delitivo deve responder 
por culpa, se o delito praticado permitir a punição na modalidade culposa.
Como existe previsão legal para lesões corporais culposas, é por este delito que Edward 
deverá ser processado.
5 . DEliTo PUTaTiVo5 . DEliTo PUTaTiVo
O delito putativo é uma modalidade de erro em que o autor quer praticar uma conduta 
típica, mas acaba praticando uma conduta atípica.
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Dessa forma, é praticamente o oposto do erro de tipo. Veja só uma comparação simples:
Delito Putativo 
O agente QUER praticar um delito. 
A despeito da vontade do agente, no 
entanto, ocorre uma conduta atípica. 
Erro de Tipo 
Agente não quer praticar um delito. 
A pratica delituosa ocorre sem a 
vontade do agente. 
O delito putativo possui três espécies:
Delito putativo causado por agente provocador 
•Ocorre quando um agente provocador prepara um flagrante 
de modo que se torna impossível que o delito se consume. 
•Também chamado de crime de ensaio. 
Delito putativo por erro de proibição 
•Ocorre quando o agente delitivo acredita estar praticando um 
crime, quando na verdade não está. 
•Também chamado de crime de alucinação. 
Delito putativo por erro de tipo 
•Ocorre quando o agente delitivo pratica uma conduta atípica 
pois faltam elementos do tipo penal. 
Exemplificando para ficar ainda mais claro:
• Exemplo: Polícia prepara uma operação de monitoramento de 
uma área, ordenando inclusive que um agente disfarçado vá até 
um traficante e faça a compra de uma porção de drogas para 
logo em seguida lhe dar voz de prisão por tráfico. 
• Na situação mencionada, o flagrante foi preparado de modo 
que não havia possibilidade de ocorrência de sua consumação. 
Segundo o STF, nesse caso não há crime (Súmula 145). 
Delito putativo por agente provocador 
• Exemplo: Casal oculta uma relação extraconjugal acreditando 
que estão cometendo um crime. No entanto, o delito de 
adultério foi revogado em 2005. 
Delito putativo por erro de proibição 
• Exemplo: Mulher com gravidez psicológica ingere pilulas 
abortivas. Mesmo com a consciência de que aborto é crime e 
querendo praticar a conduta delitiva, não haverá crime, por não 
existir gravidez real. 
Delito putativo por erro de tipo. 
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Vejamos como o examinador pode cobrar esse tema:
005. 005. (FUNDEP/2018/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) Gleicilene, 
jovem simples de 20 anos de idade, preocupada com o atraso de seu ciclo menstrual e receosa 
por um estado de gestação indesejada, passou em um laboratório clínico e submeteu-se 
a exame sanguíneo a fim de que pudesse confirmar suas suspeitas, tendo o resultado sido 
prometido para a manhã seguinte. Entretanto, impaciente e tensa que estava, Gleicilene foi 
a uma farmácia e adquiriu um kit de teste gravídico e, chegando em casa, submeteu-se à 
experiência. Desesperou-se diante da reação química que, em princípio, indicava gravidez. 
Preocupada, procurou um indivíduo de quem adquiriu medicação abortiva com o escopo de 
praticar autoaborto, tendo ingerido duas drágeas à noite. No outro dia, logo de manhã, ela 
deambulou até o laboratório e apanhou o resultado do exame de sangue que revelou que 
não havia nenhuma gravidez. Foi realizada contraprova que ratificou a ausência de gestação.
Do ponto de vista do Direito Penal, pode-se dizer que Gleicilene incorreu em delito putativo 
por erro de proibição.
Questão excelente para fixarmos o conteúdo. Na situação apresentada, fica claro que 
Gleicilene incorreu em delito putativo, mas não por erro sobre a existência ou limites de 
uma descriminante e sim por uma falsa percepção da realidade (delito putativo por erro 
de tipo).
Errado.
6 . Erro DE ProiBiÇÃo6 . Erro DE ProiBiÇÃo
Para finalizar a aula de hoje, temos o chamado erro de proibição. Primeiramente, vejamos 
sua previsão legal:
Erro sobre a ilicitude do fato
CP
Art. 21. O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, 
isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço.
Parágrafo único. Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência 
da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.
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Se revisitarmos rapidamente os elementos da culpabilidade, temos o seguinte:
Culpabilidade 
Potencial 
consciência da 
ilicitude 
Imputabilidade 
Exigibilidade de 
Conduta 
Diversa 
O erro de proibição incide na potencial consciência da ilicitude. O agente deve ter a 
possibilidade de conhecer a ilicitude do fato praticado, pois se não for o caso, vai incidir 
em erro de proibição.Dessa forma, temos a primeira diferença entre o erro de tipo e o erro 
de proibição:
Erro de Tipo 
Agente não tem consciência 
nem vontade de praticar o fato. 
No entanto, pratica o fato ilícito 
sem perceber o que fez. 
Erro de Proibição 
Agente tem consciência e 
vontade de praticar o fato. 
No entanto,não sabe que tal 
conduta é ilícita. 
Em primeiro lugar, é importante saber que o erro de proibição não trata simplesmente 
do conhecimento da letra da lei. Seria pouco proporcional ou razoável exigir que o indivíduo 
tivesse um conhecimento absoluto do ordenamento jurídico vigente.
Ao invés disso, segundo a doutrina, a análise que deve ser feita é a de possibilidade do 
conhecimento, que deve ser analisada de acordo com as circunstâncias pessoais e sociais 
do agente delitivo. É a chamada valoração paralela na esfera do profano.
Professor, esse conceito está muito abstrato, né?Professor, esse conceito está muito abstrato, né?
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Não se preocupe. Como sempre, um exemplo vai deixar as coisas muito mais claras. Dê 
só uma olhada na reportagem a seguir:
O desconhecimento da lei é inescusável, sem dúvidas. Seria absurdo, por exemplo, que 
um indivíduo pudesse praticar um homicídio e alegar que não conhecia o art. 121 do CP.
Entretanto, a reportagem apresentada demonstra de forma incisiva o motivo pelo 
qual é importante considerar as circunstâncias sociais e pessoais do agente ao verificar se 
ocorreu erro de proibição.
Josias seguia uma prática social corriqueira na região onde morava (Planaltina). É razoável 
perceber que ele não tinha conhecimento da ilicitude de raspar uma casca de árvore para 
fazer um chá. Não havia possibilidade, dentro de uma interpretação razoável, de que ele 
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soubesse que estava cometendo um crime ambiental. Desse modo, claramente incorreu 
em erro de proibição.
Então o que deveria ter acontecido com Josias?Então o que deveria ter acontecido com Josias?
Uma vez que sabemos o que é um erro de proibição, precisamos verificar a sua aplicabilidade 
e suas consequências jurídicas, assim como fizemos ao estudar o erro de tipo.
Perceba como seu examinador pode abordar esse assunto:
006. 006. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL) Antony, 
estrangeiro que reside no Brasil há dois meses, inicia em seu quintal uma plantação de 
maconha, com a intenção de utilizar aquele material para fins medicinais, já que sua doença 
respiratória melhora com o uso da droga. Ao tomar conhecimento de que seu vizinho, João, 
possui a mesma doença, decide transportar o material até a residência de João, mas vem 
a ser abordado por policiais civis. Após denúncia pela prática do crime de tráfico, durante 
seu interrogatório, Antony esclarece que tinha conhecimento de que transportar maconha 
no Brasil era crime, mas acreditava na licitude de sua conduta diante da intenção de utilizar 
o material para fins medicinais, esclarecendo, ainda, que essa conduta seria válida em seu 
país de origem.
Com base apenas nas informações expostas, Antony agiu:
a) em erro de proibição, podendo gerar reconhecimento de causa de redução de pena ou 
afastamento da culpabilidade;
b) em erro de tipo, o que gera o reconhecimento de causa de diminuição de pena;
c) com desconhecimento da lei, o que não afasta a culpabilidade;
d) em erro de proibição, afastando a tipicidade da conduta;
e) em erro de tipo, afastando a tipicidade da conduta.
A questão deixa claro que Antony tinha o conhecimento de que transportar maconha 
era crime de tráfico de drogas no Brasil. Contudo, diante de suas experiências de vida 
e circunstâncias pessoas e sociais, acreditava que por tratar-se de fins medicinais, sua 
conduta era permitida, ou seja, lícita.
Letra a.
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O erro de proibição pode ser categorizado nas seguintes formas:
Erro de 
Proibição 
Inevitável, 
Invencível ou 
Escusável 
Erro de 
Proibição 
Evitável, 
Vencível ou 
Inescusável 
Erro de 
proibição 
crasso ou 
grosseiro. 
6 .1 . Erro DE ProiBiÇÃo inEViTÁVEl6 .1 . Erro DE ProiBiÇÃo inEViTÁVEl
O erro de proibição inevitável tem o condão de isentar o agente de pena. É uma verdadeira 
causa de exclusão da culpabilidade, visto que qualquer pessoa que se encontrasse na 
mesma situação fática incidiria no erro. Mesmo com a observância do dever de cuidado.
6 .2 . Erro DE ProiBiÇÃo EViTÁVEl6 .2 . Erro DE ProiBiÇÃo EViTÁVEl
Erro sobre a ilicitude do fato
CP
Art. 21, Parágrafo único. Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência 
da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.
No caso do erro evitável, era possível, nas circunstâncias, que o agente tivesse consciência 
da ilicitude do fato.
O erro de proibição evitável não torna o agente isento de pena, mas é causa de 
diminuição de pena, de 1/6 a 1/3.
6 .3 . Erro DE ProiBiÇÃo CraSSo oU GroSSEiro6 .3 . Erro DE ProiBiÇÃo CraSSo oU GroSSEiro
Como o próprio nome diz, é um erro grosseiro, cuja ilicitude é óbvia e bem conhecida 
pela sociedade. Nesse caso, não há isenção ou diminuição de pena.
EXEMPLO
Indivíduo alega não saber que não podia matar seu desafeto por desconhecer a norma do 
delito de homicídio (Art. 121 CP).
Um erro como este é grosseiro tendo em vista o contexto em que vivemos. É senso 
comum que matar alguém é crime e resulta na prisão do autor, mesmo para o cidadão que 
nunca sequer leu o Código Penal. Nessa situação, não há que se falar em erro de proibição 
com o intuito de isentar ou reduzir a pena aplicável ao caso concreto.
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E seguimos com mais uma questão:
007. 007. (CESPE/2011/PC-ES/DELEGADO DE POLÍCIA/ESPECÍFICOS) O erro sobre a ilicitude 
do fato, se inevitável, isenta de pena; e, se evitável, poderá diminuí-la, de um sexto a um 
terço. Tal modalidade de erro, segundo a doutrina penal brasileira, pode ser classificada 
adequadamente como erro de tipo e pode, em circunstâncias excepcionais, excluir a 
culpabilidade pela prática da conduta.
Conforme estudamos, a modalidade de erro descrita pelo examinador e que possui o condão 
de excluir a culpabilidade é o chamado erro de proibição e não erro de tipo.
Errado.
6 .4 . Erro DE ProiBiÇÃo DirETo X inDirETo6 .4 . Erro DE ProiBiÇÃo DirETo X inDirETo
Para finalizar a aula de hoje, só falta classificar o erro de proibição em duas categorias 
doutrinárias: O erro de proibição direto ou indireto.
6 .4 .1 . Erro DE ProiBiÇÃo DirETo
Dizemos que o erro de proibição é direto quando incide sobre a ilicitude do fato. O 
indivíduo não sabe que a conduta é ilícita, por isso a pratica.
EXEMPLO
Ao testemunhar um grave acidente de trânsito, podendo prestar auxílio sem risco pessoal 
ou mesmo acionar as autoridades públicas, indivíduo decide nada fazer pois não considera 
ser sua obrigação legal ajudar as vítimas.
No caso apresentado, o indivíduo desconhece a norma do art. 135 CP (que versa sobre 
a omissão de socorro), e pratica um ilícito penal por desconhecer que sua omissão é ilícita 
em nosso ordenamento jurídico vigente.
6.4.2. ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO (DESCRIMINANTE PUTATIVA POR ERRO DE PROIBIÇÃO)
O erro de proibição indireto, por sua vez, incide sobre causas excludentes de ilicitude. 
No erro de proibição indireto, o indivíduo sabe que sua conduta é ilícita, mas assume estar 
amparado por uma causa de exclusão de ilicitude inexistente ou erra sobre os limites de 
amparo de tais causas.
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Lembra-se que falamos que uma das espécies de descriminantes putativas estavam 
relacionadas ao erro de proibição? Pois então: Estávamos falando justamente do erro de 
proibição indireto.
Descriminantes 
putativas 
Erro sobre a situação 
fática de 
descriminante 
(Por erro de tipo) 
Erro sobre a existência 
ou limites de 
descriminante(Por erro de proibição) 
Exemplo doutrinário clássico seria o seguinte:
EXEMPLO
Acreditando existir uma causa de exclusão de ilicitude para a eutanásia, indivíduo injeta 
enorme dose de morfina em seu bisavô, que está em estado terminal no hospital.
Como sabemos, a eutanásia não é permitida em nosso ordenamento jurídico, e não 
há causa excludente de ilicitude para o homicídio com base na justificativa de redução de 
sofrimento de um doente terminal.
Dessa forma, a situação hipotética narrada apresenta um erro de proibição indireto: 
O indivíduo sabe que o homicídio é uma conduta típica, mas pratica tal ação acreditando 
estar amparado por uma excludente de ilicitude inexistente.
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RESUMORESUMO
Erro DE TiPo ESSEnCial
• É o erro no qual o agente pratica um fato típico sem ter consciência.
• O autor não tem consciência nem vontade de praticar o fato típico previsto na norma.
Evitável 
Exclui o dolo. 
Inevitável 
Exclui o dolo e 
a culpa. 
DESCriMinanTES PUTaTiVaS
Por erro de tipo 
• Ocorrência de causas de exclusão de 
ilicitude de forma presumida, 
IMAGINÁRIA. 
• Erro inevitável: Isenta o agente de pena. 
• Erro evitável: Fato é punível como crime 
culposo, se houver previsão legal. 
Por erro de proibição 
Erro ProVoCaDo Por TErCEiro
• Terceiro induz indivíduo em erro de tipo, de forma dolosa ou culposa.
• É o provocador do erro que responde pelo resultado (autoria mediata).
Erro inescusável 
O provocado pode 
responder a título de 
culpa. 
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Erro escusável Exclui o dolo e a culpa da 
conduta do provocado. 
ErroS DE TiPo aCiDEnTaiS
Não 
excluem 
nem o 
dolo nem 
a culpa. 
Erro sobre o 
nexo causal: 
Agente atinge o 
resultado 
almejado 
através de modo 
diverso do 
esperado. 
Erro sobre a 
pessoa: Autor se 
confunde e 
pratica a conduta 
delituosa contra 
a pessoa errada. 
Resultado Diverso 
do Pretendido: 
Agente pratica a 
conduta delituosa 
e por acidente ou 
erro na execução 
atinge um 
resultado diverso 
do pretendido. 
Erro na execução: 
Agente erra na 
execução e atinge 
pessoa diversa da 
que queria atingir. 
Responde da 
mesma forma que 
no erro sobre a 
pessoa. 
Erro sobre o 
Objeto:Autor 
pratica a 
conduta 
delituosa sobre 
o objeto errado. 
• Erro sobre a pessoa: Deve responde como se tivesse atingindo a quem queria 
atingir com sua conduta.
• Resultado Diverso do Pretendido: Deve responder pelo resultado obtido na 
forma culposa.
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DEliTo PUTaTiVo
• Autor quer praticar uma conduta típica, mas pratica conduta atípica.
Por Erro de Proibição: Autor 
acredita estar praticando fato 
ilícito que na verdade é lícito. 
Por erro de tipo: Autor pratica 
conduta atípica pois faltam 
elementos do tipo penal. No 
tráfico de influência, o autor não 
possui a capacidade de influir 
em ato praticado por 
funcionário público. 
Por agente provocador: É o 
flagrante preparado, ou crime de 
ensaio (Súmula 145/STF). 
Erro DE ProiBiÇÃo
Erro de 
proibição: 
Atinge a 
potencial 
consciência da 
ilicitude. 
O 
desconhecimeno 
da lei é 
inescusável. 
Deve ser 
valorado de 
acordo com as 
circunstâncias 
pessoais e 
sociais do 
autor. 
Não era possível 
para o autor ter 
consciência da 
ilicitude dos 
atos por ele 
praticados. 
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Se o erro for 
inevitável, isenta 
o agente de 
pena. 
Se for evitável, é 
causa de 
diminuição de 
pena, de 1/6 a 
1/3. 
Se for crasso ou 
grosseiro, não 
reduz nem isenta 
de pena. 
Erro de proibição Direto: 
Incide sobre a ilicitude 
do fato. 
Erro de proibição 
indireto: Incide sobre 
excludente de ilicitude. 
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QUESTÕES COMENTADAS EM AULAQUESTÕES COMENTADAS EM AULA
001. 001. (CESPE/2019/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO/ADAPTADA) O erro sobre elemento constitutivo 
do tipo penal exclui o dolo, se inevitável, ou diminui a pena de um sexto a um terço, se evitável.
002. 002. (NUCEPE/2018/PC-PI/DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL/ADAPTADA) O erro acidental não 
afasta o dolo do agente podendo ocorrer na situação de erro sobre o curso causal, quando 
o autor, ao tentar matar a vítima por afogamento e ao arremessar a vítima de uma ponte, 
esta bate na estrutura falecendo de traumatismo.
003. 003. (MPE-SP/2019/MPE-SP/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) José e João 
trabalhavam juntos. José, o rei da brincadeira. João, o rei da confusão. Certo dia, discutiram 
acirradamente. Diversos colegas viram a discussão e ouviram as ameaças de morte feitas 
por João a José. Ninguém soube o motivo da discussão. José não se importou com o fato 
e levou na brincadeira. Alguns dias depois, em um evento comemorativo na empresa, João 
bradou “eu te mato José” e efetuou disparo de arma de fogo contra José. Contudo o projétil 
não atingiu José e sim Juliana, matando a criança que chegara à festa naquele momento, 
correndo pelo salão.
Nesse caso, é correto afirmar que, presente a figura do erro sobre a pessoa, nos termos do 
artigo 20, § 3º, do Código Penal, João deve responder por homicídio doloso sem a agravante 
de crime cometido contra criança.
004. 004. (FUNDEP- 2018/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/ADAPTADA) Gleicilene, 
jovem simples de 20 anos de idade, preocupada com o atraso de seu ciclo menstrual e receosa 
por um estado de gestação indesejada, passou em um laboratório clínico e submeteu-se 
a exame sanguíneo a fim de que pudesse confirmar suas suspeitas, tendo o resultado sido 
prometido para a manhã seguinte. Entretanto, impaciente e tensa que estava, Gleicilene foi 
a uma farmácia e adquiriu um kit de teste gravídico e, chegando em casa, submeteu-se à 
experiência. Desesperou-se diante da reação química que, em princípio, indicava gravidez. 
Preocupada, procurou um indivíduo de quem adquiriu medicação abortiva com o escopo de 
praticar auto-aborto, tendo ingerido duas drágeas à noite. No outro dia, logo de manhã, ela 
deambulou até o laboratório e apanhou o resultado do exame de sangue que revelou que 
não havia nenhuma gravidez. Foi realizada contraprova que ratificou a ausência de gestação.
Do ponto de vista do Direito Penal, pode-se dizer que Gleicilene incorreu em delito putativo 
por erro de proibição.
005. 005. (CESPE/2011/PC-ES/DELEGADO DE POLÍCIA/ESPECÍFICOS) O erro sobre a ilicitude 
do fato, se inevitável, isenta de pena; e, se evitável, poderá diminuí-la, de um sexto a um 
terço. Tal modalidade de erro, segundo a doutrina penal brasileira, pode ser classificada 
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adequadamente como erro de tipo e pode, em circunstâncias excepcionais, excluir a 
culpabilidade pela prática da conduta.
006. 006. (FGV/2018/TJ-SC/ANALISTA JURÍDICO/ADAPTADA) Flavio, pretendendo matar seu pai 
Leonel, de 59 anos, realiza disparos de arma de fogo contra homem que estava na varanda 
da residência do genitor, causando a morte deste. Flavio, então, deixa o local satisfeito, por 
acreditar ter concluído seu intento delitivo, mas vem a descobrir que matara um amigo de 
seu pai, Vitor, de 70 anos, que, de costas, era com ele parecido.
A Flavio poderá ser imputada a prática do crime de homicídio doloso, com erro sobre a 
pessoa, considerando a agravante de crime contra ascendente, mas não a causa de aumento 
em razão da idade da vítima.
007. 007. (FGV/2019/MPE-RJ/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/PROCESSUAL) Antony, 
estrangeiro que reside no Brasil há dois meses, inicia em seu quintal uma plantação de 
maconha, com a intenção deutilizar aquele material para fins medicinais, já que sua doença 
respiratória melhora com o uso da droga. Ao tomar conhecimento de que seu vizinho, João, 
possui a mesma doença, decide transportar o material até a residência de João, mas vem 
a ser abordado por policiais civis. Após denúncia pela prática do crime de tráfico, durante 
seu interrogatório, Antony esclarece que tinha conhecimento de que transportar maconha 
no Brasil era crime, mas acreditava na licitude de sua conduta diante da intenção de utilizar 
o material para fins medicinais, esclarecendo, ainda, que essa conduta seria válida em seu 
país de origem.
Com base apenas nas informações expostas, Antony agiu:
a) em erro de proibição, podendo gerar reconhecimento de causa de redução de pena ou 
afastamento da culpabilidade;
b) em erro de tipo, o que gera o reconhecimento de causa de diminuição de pena;
c) com desconhecimento da lei, o que não afasta a culpabilidade;
d) em erro de proibição, afastando a tipicidade da conduta;
e) em erro de tipo, afastando a tipicidade da conduta.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
008. 008. (CESPE/2018/EBSERH – ADVOGADO) Situação hipotética: Um agente, com a livre 
intenção de matar desafeto seu, disparou na direção deste, mas atingiu fatalmente pessoa 
diversa, que se encontrava próxima ao seu alvo. Assertiva: Nessa situação, configurou-se 
o erro sobre a pessoa e o agente responderá criminalmente como se tivesse atingido a 
pessoa visada.
009. 009. (CESPE/2018/STM/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) O erro de proibição evitável 
exclui a culpabilidade.
010. 010. (CESPE/2015/TJ-DFT/ANALISTA JUDICIÁRIO/OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDERAL) 
O erro de proibição pode ser direto — o autor erra sobre a existência ou os limites da 
proposição permissiva —, indireto — o erro do agente recai sobre o conteúdo proibitivo 
de uma norma penal — e mandamental — quando incide sobre o mandamento referente 
aos crimes omissivos, próprios ou impróprios.
011. 011. (CESPE/2013/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) O erro relativo à ilicitude 
do fato penalmente relevante, se inevitável, isentará de culpa o agente; se evitável, poderá 
diminuir a pena de um sexto até dois terços.
012. 012. (CESPE/2013/STF/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Considerando o disposto 
no Código Penal brasileiro, quanto à matéria do erro, é correto afirmar que, em regra, o 
erro de proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato, ao passo que o erro de tipo 
incide sobre os elementos constitutivos do tipo legal do crime.
013. 013. (CESPE/2013/PC-BA/DELEGADO DE POLÍCIA) Tanto a conduta do agente que age 
imprudentemente, por desconhecimento invencível de algum elemento do tipo quanto 
a conduta do agente que age acreditando estar autorizado a fazê-lo ensejam como 
consequência a exclusão do dolo e, por conseguinte, a do próprio crime.
014. 014. (CESPE/2012/PC-AL/DELEGADO DE POLÍCIA) O erro de tipo, se vencível, afasta o dolo 
e a culpa, estando diretamente ligado à tipicidade da conduta do agente.
015. 015. (CESPE/2012/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO) No quadro geral das teorias 
do delito, a consciência da ilicitude ora pertence à estrutura do dolo, ora, à estrutura 
da culpabilidade; no entanto, sua eventual ausência, desde que inevitável, conduz à 
isenção de pena
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016. 016. (CESPE / CEBRASPE/2011/TRE-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA – ESPECÍ-
FICOS) Erro de pessoa é o mesmo que erro na execução ou aberratio ictus.
017. 017. (FCC/2017/TJ-SC/JUIZ SUBSTITUTO) Um cidadão americano residente no Estado da 
Califórnia, onde o uso medicinal de Cannabis é permitido, vem ao Brasil para um período 
de férias em Santa Catarina e traz em sua bagagem uma certa quantidade da substância, 
conforme sua receita médica. Ao ser revistado no aeroporto é preso pelo delito de tráfico 
internacional de drogas. Neste caso, considerando-se que seja possível a não imputação 
do crime, seria possível alegar erro de:
a) proibição indireto.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) tipo.
e) subsunção.
018. 018. (FCC/2015/TJ-SE/JUIZ SUBSTITUTO) A, cidadão americano, vem para o Brasil em férias, 
trazendo alguns cigarros de maconha. Está ciente que mesmo em seu país o consumo da 
substância não é amplamente permitido, mas, como possui câncer em fase avançada, 
possui receita médica emitida por especialista americano para utilizar substâncias que 
possuam THC. Ao passar pelo controle policial do aeroporto, é detido pelo crime de tráfico 
de drogas. Nesta situação, é possível alegar que A encontrava-se em situação de erro de:
a) tipo.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) proibição indireto.
e) tipo indireto.
019. 019. (FCC/2015/TRT/9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/
SEGURANÇA) Maria, a fim de cuidar do machucado de seu filho que acabou de cair da 
bicicleta, aplica sobre o ferimento da criança ácido corrosivo, pensando tratar-se de uma 
pomada cicatrizante, vindo a agravar o ferimento. A situação descrita retrata hipótese 
tratada no Código Penal como:
a) erro de proibição.
b) erro na execução.
c) estado de necessidade.
d) exercício regular de direito.
e) erro de tipo.
020. 020. (FCC/2015/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO) Se o agente oferece propina a um empregado 
de uma sociedade de economia mista, supondo ser funcionário de empresa privada com 
interesse exclusivamente particular, incide em:
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a) erro sobre a pessoa.
b) descriminante putativa.
c) erro de tipo.
d) erro sobre a ilicitude do fato inevitável.
e) erro sobre a ilicitude do fato evitável.
021. 021. (FCC/2015/TJ-AL/JUIZ SUBSTITUTO) O erro inescusável sobre
a) a ilicitude do fato constitui causa de diminuição da pena.
b) elementos do tipo permite a punição a título de culpa, se acidental.
c) elementos do tipo isenta de pena.
d) elementos do tipo exclui o dolo e a culpa, se essencial.
e) a ilicitude do fato exclui a antijuridicidade da conduta.
022. 022. (FCC/2015/TCE-AM/AUDITOR) O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado
a) não isenta de pena o agente.
b) exclui o dolo.
c) exclui o dolo, mas prevalece a culpa.
d) não isenta de pena o agente, porém deve sempre ser considerado na sentença.
e) é um crime impossível
023. 023. (FCC/2015/TCE-CE/PROCURADOR DE CONTAS) A diferença entre erro sobre elementos 
do tipo e erro sobre a ilicitude do fato reside na circunstância de que
a) o erro de tipo exclui a culpabilidade, o de fato a imputabilidade.
b) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a culpabilidade.
c) o erro de tipo exclui a reprovabilidade da conduta, o de fato o elemento do injusto.
d) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a invencibilidade do erro.
e) a discriminante putativa é o que distingue o erro de tipo do erro de fato.
024. 024. (FCC/2015/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO) Em matéria de erro, correto afirmar que
a) o erro sobre a ilicitude do fato exclui a culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa
b) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui a possibilidade de punição 
por crime culposo.
c) o erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta de pena.
d) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal exclui a culpabilidade.
e) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena, considerando-
se as condições ou qualidades da vítima, e não as da pessoa contra quem o agente queria 
praticar o crime.
025. 025. (FCC/2014/TRF/4ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA) Com uma velha 
espingarda, o exímio atirador Caio matou seu próprio e amado pai Mélvio. Confundiu-o de 
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Douglas Vargaslonge ao vê-lo sair sozinho da casa de seu odiado desafeto Tício, a quem Caio realmente 
queria matar. Ao morrer, Mélvio vestia o peculiar blusão escarlate que, de inopino, tomara 
emprestado de Tício, naquela tão gélida quanto límpida manhã de inverno. O instituto 
normativo mais precisamente aplicável ao caso é, doutrinariamente, conhecido como:
a) error in personan (Código Penal, art. 20, par. 3º ).
b) parricidium enquanto circunstância genérica de pena (Código Penal, art. 61, II, “e”, 
1ª hipótese).
c) aberratio ictus de unidade simples (Código Penal, art. 73, 1ª parte).
d) aberratio ictus de unidade complexa (Código Penal, art. 73, 2ª parte).
e) aberratio delicti (Código Penal, art. 74).
026. 026. (FCC/2014/MPE-PE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) O erro inevitável sobre a ilicitude do fato 
e o erro sobre elementos do tipo excluem:
a) a punibilidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) a culpabilidade em ambos os casos.
c) a culpabilidade e o dolo e a culpa, respectivamente.
d) o dolo e a culpa em ambos os casos.
e) a culpabilidade e o dolo, respectivamente.
027. 027. (FCC/2013/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/REMOÇÃO) O 
erro inevitável faz a conduta típica ser inteiramente desculpável quando tiver por objeto a:
a) lei.
b) ilicitude do fato.
c) pessoa da vítima.
d) qualidade subjetiva ou a condição pessoal da vítima.
e) eficácia do meio empregado.
028. 028. (FCC/2012/DPE-SP/DEFENSOR PÚBLICO) Em Direito Penal, o erro:
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria a ação, tornando-a 
legítima, é tratado pelo Código Penal como erro de proibição, excluindo-se, pois, a tipicidade 
da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos do caput do art. 21 do 
Código Penal, “o desconhecimento da lei é inescusável”.
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da teoria finalista, 
integra o dolo e a culpa.
029. 029. (FCC/2012/TJ-PE/OFICIAL DE JUSTIÇA/JUDICIÁRIA E ADMINISTRATIVA) Considere a 
prática de fato criminoso por:
I – desconhecimento da lei.
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II – erro inevitável sobre a ilicitude do fato.
III – erro evitável sobre a ilicitude do fato.
IV – erro plenamente justificado pelas circunstâncias, que leva à suposição de situação de 
fato que, se existissem, tornaria a ação legítima.
O agente é isento de pena nas situações indicadas APENAS em
a) I, II e IV.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.
030. 030. (FCC/2011/TRT/1ª REGIÃO (RJ)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA) O erro inevitável 
sobre a ilicitude do fato
a) isenta o réu de pena.
b) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
c) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
d) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
e) exclui a ilicitude do fato.
031. 031. (FCC/2010/TCE-AP/PROCURADOR) O erro em matéria penal:
a) afasta a culpabilidade, se o engano recai sobre elemento do tipo penal.
b) exclui sempre o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.
c) reflete na culpabilidade, de modo apenas a atenuá-la, se o engano incide sobre elemento 
do tipo penal.
d) afasta a tipicidade, se o engano incide sobre a ilicitude do fato.
e) reflete na culpabilidade, podendo inclusive excluí-la, se o engano recai sobre a ilicitude 
do fato.
032. 032. (FCC/2010/TRE-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA) A dispara seu revólver 
e mata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipótese é correto afirmar 
que se trata de
a) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos do tipo.
b) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.
c) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto que inescusável.
d) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
e) erro quanto à existência de excludente de ilicitude (descriminante putativa).
033. 033. (FCC/2009/TJ-AP/JUIZ) Quanto ao erro sobre elementos do tipo, e possível afirmar que,
a) se acidental, exclui o dolo e a culpa.
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b) se evitável, exclui o dolo, mas não a culpa, ainda que o tipo não preveja a forma culposa.
c) se evitável exclui a culpa, mas não o dolo.
d) se inevitável, exclui o dolo e a culpa.
e) se acidental, exclui a culpa, mas não o dolo.
034. 034. (FGV/2017/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XXII/PRIMEIRA FASE) TONY, a pedido 
de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que acredita ser de remédios, 
sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato de Cocaína em seu 
interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), 
pois acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para fins 
medicinais. Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das drogas, 
denunciados pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. Considerando apenas as 
informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor dos clientes, 
respectivamente, a ocorrência de:
a) erro de tipo, nos dois casos.
b) erro de proibição, nos dois casos.
c) erro de tipo e erro de proibição.
d) erro de proibição e erro de tipo.
035. 035. (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XX/PRIMEIRA FASE) Wellington pretendia 
matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do time Bola Cheia, seu adversário 
no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, Wellington vê, de costas, um 
jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, efetua diversos disparos 
de arma de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 era Rodrigo, adolescente 
que substituiria Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, Rodrigo faleceu.
Considerando a situação narrada, assinale a opção que indica o crime cometido por Wellington.
a) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro 
na execução.
b) Homicídio consumado, considerando-se as características de Rodrigo.
c) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro 
sobre a pessoa.
d) Tentativa de homicídio contra Ronaldo e homicídio culposo contra Rodrigo.
036. 036. (FGV/2016/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO/XX/PRIMEIRA FASE) Pedro e Paulo bebiam 
em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol. Pedro, objetivando 
atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e também terceira 
pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram, inclusive aquela 
cuja morte não era querida pelo agente.
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Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro:
a) erro sobre a pessoa.
b) aberratio ictus.
c) aberratio criminis
d) erro determinado por terceiro.
037. 037. (FGV/2014/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Eslow, holandês e usuário de maconha, 
que nunca antes havia feito uma viagem internacional, veio ao Brasil para a Copa do 
Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil decidiu, diante da tensão, fumar um cigarro de 
maconha nas arquibancadas do estádio. Imediatamente, os policiais militares de plantão 
o prenderam e o conduziram à Delegacia de Polícia. Diante do Delegado de Polícia, Eslow, 
completamente assustado, afirma que não sabia que no Brasil a utilização de pequena 
quantidade de maconha era proibida, pois, no seu país, é um habito assistir a jogos de 
futebol fumando maconha.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva.
a) Eslow está em erro de tipo essencial escusável, razão pela