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METODOLOGIA DE PESQUISA PROF GIOVANA1[1]

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OBSERVAÇÃO: LIMITAÇÕES 
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Meios utilizados: * Observação não-estruturada (assistemática) 
 * Observação estruturada (sistemática) 
•Participação do observador: * Observação não-participante 
 * Observação participante 
Número de observações: * Observação individual 
 * Observação em equipe 
•Lugar onde se realiza: * Observação efetuada na vida real (campo) 
 * Observação efetuada em laboratório 
 
 
Observação Assistemática 
 (= ocasional; simples; não estruturada) 
- -Consiste em recolher e registrar os fatos da realidade sem que o 
pesquisador utilize meios técnicos especiais ou precise fazer perguntas 
diretas. 
- O êxito da utilização dessa técnica vai depender do observador, de sua 
perspicácia, discernimento, preparo e treino. 
- Ficar atento, pois as vezes há uma única oportunidade para estudar um 
certo fenômeno; outras vezes estas oportunidades são raras. 
- 
Observação sistemática 
 (= planejada, estruturada, controlada) 
- -Realiza-se em condições controladas, para responder a propósitos 
preestabelecidos. Deve ser planejada com cuidado e sistematizada. 
- O observador sabe o que procura e o que carece de importância em 
determinada situação; deve ser objetivo, reconhecer possíveis erros e 
eliminar sua influência sobre o que vê ou recolhe. 
- Vários instrumentos podem ser utilizados: quadros, anotações, escalas, 
dispositivos mecânicos, etc. 
- Observação não-participante-O pesquisador toma contato com a realidade 
estudada, mas sem interagir-se a ela: permanece de fora. 
- Presencia o fato, mas não participa dele, não se deixa envolver pelas 
situações; faz mais o papel de espectador. Isto porém não quer dizer que a 
observação não seja consciente, dirigida, ordenada para um fim. 
- Observação participante-Consiste na participação real do pesquisador. Ele 
se incorpora ao grupo, confunde-se com ele. Fica tão próximo quanto um 
membro do grupo que está estudando e participa das atividades normais 
deste. 
- Enfrenta-se grandes dificuldades para manter a objetividade pelo fato de 
exercer influência no grupo. O objetivo inicial é ganhar confiança do grupo, 
sem ocultar sua missão, mas, em certas circunstâncias, há mais vantagem 
no anonimato. 
 
Observação individual 
- É uma técnica de observação realizada por um pesquisador. Nesse caso, a 
personalidade dele se projeta sobre o observado, fazendo algumas 
inferências ou distorções, pela limitada possibilidade de controles. 
 
Observação em equipe 
- É mais aconselhável do que a individual, pois o grupo pode observar a 
ocorrência por vários ângulos. 
- Pode-se realizar de diferentes formas: todos observam o mesmo ou cada 
um observa um aspecto; constituir uma rede de observadores, distribuídos 
por cidades, região, etc. 
- Observação na vida real-Normalmente as observações são feitas no 
ambiente real, registrando-se os dados à medida que forem ocorrendo, 
espontaneamente, sem a devida preparação. 
- A melhor ocasião para o registro é o local onde o evento ocorre. Isto reduz 
as tendências seletivas e a deturpação na reevocação. 
 
Observação em laboratório 
- -Aquela que tenta descobrir a ação e a conduta, que teve lugar em 
condições cuidadosamente dispostas e controladas. 
- É importante estabelecer condições o mais próximo do natural, que não 
sofram influências indevidas. 
- O uso de instrumentos adequados possibilita a realização de observações 
mais refinadas do que aquelas proporcionadas apenas pelos sentidos. 
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Campo de Observação 
- Serve para selecionar, limitar e identificar o que vai ser observado; 
- Só se define o campo com a definição de um problema que se pretende 
responder; 
- Deve abranger: a população, as circunstâncias, o local; 
- Deve ainda ser dividido em partes: unidades de observação. 
Unidades de Observação 
Unidade de observação é um modo de classificar conceitos, distinguindo e 
agrupando mentalmente as variáveis que existem na realidade. 
- são pessoas, grupos, objetos, atividades, instituições e acontecimentos dos 
quais a pesquisa versa , agrupadas por possuírem características em 
comum, sendo selecionados de acordo com o planejamento da observação. 
 
 Obs.: nos estudos epidemiológicos estas unidades podem ser denominadas de 
variáveis em estudos (dependentes e independentes). 
 
LEVIN, Jack “Estatísticas aplicada a ciência humanas” 20 ed., São Paulo, 
HARBRA, 1987. 
RUIZ, João Álvaro “Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos” São 
Paulo, Atlas, 1979. 
 
 
Questionário 
É uma técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado 
de questões apresentado por escrito as pessoas. 
Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por 
um portador; depois de preenchido, o pesquisado devolve-o do mesmo modo. 
 
VANTAGENS 
 
• Economiza tempo, viagens e obtém grande número de dados. 
• Atinge maior número de pessoas simultaneamente. 
• Abrange uma área geográfica mais ampla. 
• Obtém respostas mais rápidas e precisas. 
• Há maior liberdade nas respostas, em razão do anonimato. 
• Há mais segurança, pelo fato de as respostas não serem identificadas. 
•Há menos risco de distorção, pela não influencia do pesquisador. 
•Há mais tempo para responder e em hora mais favorável. 
•Há mais uniformidade na avaliação, em virtude da natureza impessoal do 
instrumento. 
 
DESVANTAGENS 
 
•Percentagem pequena dos questionários que voltam; 
•Grande número de perguntas sem respostas; 
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•Não pode ser aplicado a pessoas analfabetas; 
•Impossibilidade de ajudar o informante em questões mal compreendidas; 
•A dificuldade de compreensão, por parte dos informantes, leva a uma 
uniformidade aparente; 
•Na leitura de todas as perguntas, antes de responde-las, pode uma questão 
influenciar a outra; 
•A devolução tardia prejudica o calendário ou sua utilização; 
•O desconhecimento das circunstâncias em que foram preenchidas torna difícil o 
controle e a verificação; 
•Exige um universo mais homogêneo. 
 
Questionário PROCESSO DE ELABORAÇÃO 
•O pesquisador deve conhecer bem o assunto para poder dividi-lo, organizando 
para cada objetivo específico, as perguntas específicas. 
•O questionário deve iniciar com perguntas gerais, chegando pouco a pouco às 
específicas, e colocar no final as questões de fato, para não causar insegurança. 
•O questionário deve ser limitado em extensão e em finalidade: 
Muito longo- causa fadiga e desinteresse; 
Muito curto- corre o risco de não oferecer suficientes informações. 
Deve conter de 20 a 30 perguntas e demorar cerca de 30 minutos para ser 
respondido. É claro que este número não é fixo: varia de acordo com tipo de 
pesquisa e dos informantes. 
•Deve ser acompanhado por instruções definidas e notas explicativas, para que o 
informante tome ciência do que se deseja dele.

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