06 - AGREGADOS
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06 - AGREGADOS

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28/6/2011

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AGREGADOS

 Por definição, o agregado é um material granular,
proveniente das rochas, de dimensões adequadas para o
uso em engenharia;

 Embora em várias bibliografias sobre o assunto encontre-
se a definição de agregado como “quimicamente inerte”,
este é um pensamento errôneo sobre o material;

 Inerte é um material que não é dotado de atividade ou
que não é facilmente modificado por ação química
(segundo Michaelis)

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 Alguns agregados para uso em concreto possuem atividade e
são modificados por reações químicas, dando origem a
alterações graves na durabilidade do concreto;

 A utilização dos agregados na engenharia pode ser, entre
outras :

Na confecção de argamassas e concretos;

Na base de pavimentação;

Em drenos;

Na adição para melhoramento de solos;

Em lastros de ferrovias;

Em gabiões (elementos de contenção de arrimos).

 Técnica:

Reduzem a retração;

Proporcionam maior resistência à abrasão;

Têm maior resistência mecânica que o aglomerante.

 Econômica:

Possuem custo mais baixo por volume que o
aglomerante.

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 Areia:

Material natural que passa na peneira n.º 4 (malha
quadrada 4,8 mm);

 Seixo rolado:

Material natural que é retido na peneira n.º 4 (4,8 mm);

 Pedra britada:

Material artificial de pedra britada que é retido na
peneira n.º 4 (4,8 mm);

 Pedrisco:

Material artificial (britado) que passa na peneira 3/8”
(malha quadrada 9,5 mm) e fica retido na peneira n.º 4
(4,8 mm);

 Areia artificial ou areia de pedra:

Material artificial (pedra britada) que passa na peneira
n.º 4.

 Filler:

Material que passa na peneira n.º 200 (malha quadrada
0,075 mm);

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Material Densidade Taxa de ruptura à
compressão

(MPa)

Taxa de ruptura à
flexão (MPa)

Módulo de
elasticidade

(MPa)

Granito 2,7 90 30 34000

Basalto 2,9 140 - 180 33 - 80 34 a 80000

Gnaisse 2,8 90 - 110 - 46 a 66000

Calcário 2,8 160 20 74000

Arenito 2,3 – 2,7 50 - 180 19 20000

Hematita 4,5 – 5,3 - - -

Argila
expandida

0,4 35 - -

Tabela 1 – Matérias primas para agregados.

Matérias primas para agregados artificiais

 Quanto à origem:

Naturais:

Areias;

Seixos;

Artificiais:

Brita

Pó de pedra

Argila expandida

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 Quanto à densidade:

Leves:
Possuem massa unitária (massa/volume aparente)

menor que 1 g/cm3 e são usados na confecção de
concretos e argamassas de baixo peso específico e baixa
condutibilidade térmica;

Exemplos: pedra pome; vermiculita; argila
expandida; cinzas volantes sinterizadas.

Normais:

Possuem massa unitária entre 1 e 2 g/cm3.

Exemplos: brita comum; areia; seixos.

Pesados:

Possuem massa unitária maior que 2 g/cm3. São
usados principalmente como barreira de raios X e
emissões radioativas;

Exemplos: barita; magnetita; limonita.

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 Quanto ao tamanho:

Agregado miúdo:

Material passante na peneira n.º 4 (malha quadrada
de 4,8 mm);

Agregado graúdo:

Material retido na peneira n.º 4.

 Agregados naturais:

A extração pode ser direta a céu aberto ou em minas
(subterrânea);

Na maioria dos casos, por viabilidade econômica, a não
ser para agregados especiais, a exploração das pedreiras
é feita à céu aberto;

Após a extração pode ser feita lavagem com água, com
uma posterior classificação por peneiras.

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 Agregados artificiais:

Exploração de pedreiras com o desmonte da rocha por
explosivos;

As pedras maiores são reduzidas por britadores;

Quanto menor a brita a ser obtida, maior o consumo de
energia necessário;

Em média, para a obtenção de uma brita com a metade do
diâmetro de uma outra, gasta-se o dobro de energia.

Lay-out típico de uma central de britagem:

PEDREIRA
DESMONTE DA

ROCHA POR
EXPLOSIVOS

BRITADOR
PRIMÁRIO

PULMÃO
(depósito)

BRITADOR
SECUNDÁRIO
(girosférico)

1º CONJUNTO
DE PENEIRAS

2º CONJUNTO
DE

PENEIRAS

PÓ DE
PEDRA

PEDRISCOBRITA 1

BRITA 2BRITA 3

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 De mandíbulas:

Duas superfícies planas, com ranhuras, uma móvel e
outra fixa que “mastigam” as pedras;

É o tipo quase sempre usado como “britador primário” ,
ideal para trabalhos muito duros.

Britador de mandíbulas.

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 De cones giratórios ou girosféricos:

São dois cones, um inferior fixo e outro superior invertido
que gira excentricamente, com um afastamento
controlado em relação ao primeiro, que tritura as pedras;

É o tipo de britador mais eficiente e mais usado,
geralmente como “britador terciário e quaternário”.

Britador de cones giratórios ou girosféricos.

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 De rolos:

As pedras são forçadas a passar entre dois rolos que
giram com um determinado afastamento, que quebram
fazendo a britagem;

Só é utilizado para britagem de materiais mais moles.

 De martelos:

Neste tipo de britador as pedras entram em um cilindro,
com orifícios do tamanho da graduação desejada e um
conjunto de martelos atua radialmente, do centro para
fora, partindo as rochas;

Não é muito comum encontrá-los em centrais de
britagem, embora funcione bem como “britador terciário
ou quaternário”, para rochas com planos de clivagem
significativamente frágeis.

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Britador de martelos.

 Cilíndricas ou rotativas:

Um conjunto de peneiras circulares que giram, com o
material passando primeiro nas malhas mais finas e
posteriormente nas de malhas mais grossas;

Este tipo de peneira possui dois inconvenientes: as pedras
grandes danificam rapidamente as peneiras finas e a
substituição de peneiras circulares é mais complexa.

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Peneira cilíndrica rotativa.

 Planas vibratórias:

Conjunto de peneiras planas que vibram, com o material
passando primeiro nas peneiras mais grossas;

As peneiras podem ser horizontais ou inclinadas;

É o tipo de peneira mais eficiente e de menor
manutenção.

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Peneira plana vibratória.

 Agregados miúdos são os materiais passantes na peneira
de abertura 4,8 mm (n.º 4).

 Podem ser de areia natural quartzosa ou de pedrisco.

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 É a quantidade de massa de uma amostra, dividida pelo
seu volume real;

 No volume real não se consideram os vazios permeáveis
dos grãos e os espaços entre os mesmos, o volume que
conta é o volume realmente ocupado pelo material sólido
do agregado;

 A umidade não influencia o volume real de um agregado.

 A determinação do volume real ocupado pelo agregado é
um tanto complicada, mas pode ser feita por uma série
de equipamentos, como picnômetros, balanças
hidrostáticas e frasco de Chapmann;

 O valor mais comum de massa específica para os
agregados miúdos é de aproximadamente 2,65 g/cm3;

 Quando não for possível a medição, pode-se adotar este
valor.

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 É o quociente entre a massa de uma amostra e seu
volume aparente;

 Para o volume aparente, conta-se todos os vazios e
espaços entre os grãos;