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STF   Temas Penais

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Tribunal Federal
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disciplinar os crimes continuados de forma distinta e mais severa do que o CP comum." (HC 86.854, rel. min. Ayres
Britto, julgamento em 14-3-2006, Primeira Turma, DJ de 2-3-2007.)
"Nos termos da atual jurisprudência do STF, formada após a Reforma Penal de 1984 (art. 71, parágrafo único, do CP), a
circunstância de os delitos praticados atingirem bens jurídicos personalíssimos de pessoas diversas não impede a
continuação delitiva." (HC 81.579, rel. min. Ilmar Galvão, julgamento em 19-2-2002, Primeira Turma, DJ de 5-4-
2002.)
"Direito intertemporal: ultra-atividade da lei penal quando, após o início do crime continuado, sobrevém lei mais severa.
Crime continuado (CP, art. 71, caput): delitos praticados entre março de 1991 e dezembro de 1992, de forma que estas
22 condutas devem ser consideradas, por ficção do legislador, como um único crime, iniciado, portanto, na vigência de lex
mitior (art. 2º, II, da Lei 8.137, de 27-12-1990) e findo na vigência de lex gravior (art. 95, d e § 1º, da Lei 8.212, de 24-7-
1991). Conflito de leis no tempo que se resolve mediante opção por uma de duas expectativas possíveis: retroatividade da
lex gravior ou ultra-atividade da lex mitior, vez que não se pode cogitar da aplicação de duas penas diferentes, uma para
cada período em que um mesmo e único crime foi praticado. Orientação jurisprudencial do Tribunal no sentido da
aplicação da lex gravior." (HC 76.978, rel. min. Maurício Corrêa, julgamento em 29-9-1998, Segunda Turma, DJ de
19-2-1999.)
"Crime continuado. Redução de prazo de prescrição por menoridade. Interpretação do art. 115 do CP. A expressão 'ao
tempo do crime' constante do art. 115 do CP tem de ser entendida, com relação ao crime continuado, como 'ao tempo de
cada crime' que integra essa modalidade de concurso de delitos, razão por que se afigura certo o entendimento segundo
o qual a redução do prazo de prescrição por causa da menoridade só se da quanto aos crimes praticados antes de o
agente completar vinte e um anos de idade." (HC 72.690, rel. min. Moreira Alves, julgamento em 5-9-1995, Primeira
Turma, DJ de 15-3-1996.) No mesmo sentido: HC 107.616, rel. min. Dias Toffoli, julgamento em 18-10-2011, Primeira
Turma, DJE de 8-11-2011.
"O crime de latrocínio é um delito complexo, cuja unidade não se altera em razão da diversidade de vítimas fatais; há um
único latrocínio, não obstante constatadas duas mortes; a pluralidade de vítimas não configura a continuidade delitiva, vez
que o crime-fim arquitetado foi o de roubo, e não o de duplo latrocínio. Mantida a condenação, expunge-se da pena a
majoração, porquanto não configurada a continuidade delitiva." (HC 71.267, rel. min. Maurício Corrêa, julgamento em
14-2-1995, Segunda Turma, DJ de 20-4-1995.)
"Crimes de roubo e de extorsão. Ilícitos penais que não constituem 'crimes da mesma espécie'. Consequente
impossibilidade de reconhecimento, quanto a eles, do nexo de continuidade delitiva. Legitimidade da aplicação da regra
pertinente ao concurso material ('quot crimina tot poenae')." (HC 71.174, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 11-
10-1994, Primeira Turma, DJ de 1º-12-2006.) No mesmo sentido: RHC 112.676, rel. min. Rosa Weber,
julgamento em 21-8-2012, Primeira Turma, DJE de 12-9-2012; HC 102.577, rel. min. Ayres Britto, julgamento em
31-8-2010, Segunda Turma, DJE de 8-10-2010.
"A reiteração de práticas criminosas não basta, só por si, para justificar o reconhecimento da ficção jurídica do delito
continuado, cuja caracterização não prescinde do concurso -- necessário e essencial -- de outros elementos e fatores
referidos pela lei. (...) As práticas criminosas reiteradas, especialmente quando cometidas em bases profissionais, como
tem sucedido com os delitos de roubo, não devem ensejar, em princípio, o reconhecimento da fictio juris do delito
continuado. Constituem, antes, a eloquente atestação do elevado grau de temibilidade social dos que investem, até
mesmo com perversidade, contra a vida, a integridade corporal e o patrimônio de vítimas inocentes." (HC 70.580, rel.
min. Celso de Mello, julgamento em 10-5-1994, Primeira Turma, DJE de 4-9-2009.)
"A ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela legislação penal brasileira, vislumbra, nele, uma unidade
incindível, de que deriva a impossibilidade legal de dispensar, a cada momento desse fenômeno delituoso, um tratamento
penal autônomo. Não podem ser considerados, desse modo, isoladamente, para efeitos prescricionais, os diversos delitos
parcelares que compõem a estrutura unitária do crime continuado." (HC 70.593, rel. min. Celso de Mello, julgamento
em 5-10-1993, Primeira Turma, DJ de 17-11-2006.)
 Concurso de Pessoas
"Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão
do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados." (Súmula 704.)
"Agravo regimental na extensão no habeas corpus. (...) Concessão parcial da ordem com base em decreto de prisão
preventiva distinto. Ausência de identidade de situações. Pedido de extensão manifestamente improcedente. (...) Não se
aplica ao caso a norma contida no art. 580 do CPP, pois, ao contrário do que alega o agravante, a análise feita no
julgamento da presente ação considerou título diverso, que não se estende aos corréus presos por decisão posterior,
Publicações Temáticas - Versão Integral :: STF - Supremo Tribunal Federal
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cujos fundamentos exclusivos não foram apreciados por este STF no presente habeas." (HC 87.346-extensão-AgR,
rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 7-2-2012, Primeira Turma, DJE de 24-2-2012.)
"A orientação jurisprudencial desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e aplicação
analógica à norma contida no art. 580 do CPP. (...) Isso para admitir a aplicação do efeito extensivo mesmo às hipóteses
de decisão favorável proferida em sede não recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas corpus) ou,
se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente,
ele próprio, haja recorrido." (HC 107.731-Extn, rel. min. Ayres Britto, julgamento em 13-9-2011, Segunda Turma,
DJE de 2-3-2012.)
"Reconhecida a inépcia da denúncia ofertada contra corréu em situação idêntica àquela imputada aos demais agentes em
concurso, nos termos do art. 580 do CPP, deve a decisão proferida ser estendida aos demais corréus, desde que fundada
em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal." (HC 103.627, rel. min. Dias Toffoli, julgamento em
14-6-2011, Primeira Turma, DJE de 25-8-2011.) No mesmo sentido: HC 103.171, rel. min. Marco Aurélio,
julgamento em 29-11-2011, Primeira Turma, DJE de 9-2-2012.
"(...) na fixação da pena-base, fez referência à circunstância de ter sido o crime cometido por três agentes, o que teria
reduzido a capacidade de defesa da vítima. Na terceira etapa da individualização, aplicou a causa de aumento relativa ao
concurso de agentes pelo mesmo fato, em franca violação ao postulado ne bis in idem. Constrangimento ilegal
configurado." (HC 107.556, rel. min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 31-5-2011, Primeira Turma, DJE de 1º-
7-2011.)
"A reunião de inquéritos policiais instaurados em unidades da Federação diferentes pode ser determinada, quando
presente qualquer das situações previstas no art. 76 do CPP. O CPP não condiciona o reconhecimento da conexão à
perfeita simetria entre as condutas dos corréus." (HC 104.957, rel. min. Cármen Lúcia, julgamento em 22-3-2011,
Primeira Turma, DJE de 27-5-2011.)
"Se a participação do paciente no delito não estiver explicitamente delineada na peça acusatória e na sentença de
pronúncia, a formulação de quesito genérico