CRIMINOLOGIA E SISTEMAS PENAIS CONTEMPORÂNEOS
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CRIMINOLOGIA E SISTEMAS PENAIS CONTEMPORÂNEOS


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Porto Alegre, 2010 
© EDIPUCRS, 2010
 Vinícius Xavier
Rafael Saraiva
 Gabriela Viale Pereira
C929 Criminologia e sistemas jurídico-penais contemporâneos II 
 [recurso eletrônico] / Ruth Maria Chittó Gauer (Org.) ; 
 Aury Lopes Jr. ... [et al.]. \u2013 Dados eletrônicos. \u2013 Porto 
 Alegre : EDIPUCRS, 2010.
 351 p. 
 
 Publicação Eletrônica. 
 Modo de Acesso: <http://www.pucrs.br/orgaos/edipucrs/>
 ISBN: 978-85-7430- 991-0 (on-line)
 
 1. Direito Penal. 2. Direito Processual Penal. 
 3. Criminologia. 4. Controle Social. I. Gauer, Ruth Maria 
 Chittó. II. Lopes Junior, Aury Celso Lima.
 CDD 341.43
 
 
 
 
 
 
AUTORES 
Aury Lopes Jr. 
Alfredo Cataldo Neto 
Álvaro Filipe Oxley da Rocha 
Eliane Peres Degani 
Fabio Roberto D\u2019Avila 
Fabrício Dreyer de Ávila Pozzebon 
Gabriel José Chittó Gauer 
Giovani Agostini Saavedra 
Ingo Wolfgang Sarlet 
Leandra Regina Lazzaron 
Luciano Feldens 
Nereu José Giacomolli 
Pablo Rodrigo Alflen da Silva 
Paulo Vinicius Sporleder de Souza 
Ricardo Timm de Souza 
Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo 
Ruth Maria Chittó Gauer (Organizadora) 
Salo de Carvalho 
Voltaire de Lima Moraes 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 8 
 
CRIMINOLOGIA E CONTROLE SOCIAL 
 
CAPÍTULO I: Em busca da igualdade prometida: redescobrindo a 
criminalização do preconceito no Brasil.............................................................. 11 
Alfredo Cataldo Neto 
Eliane Peres Degani 
 
CAPÍTULO II: Criminologia e Teoria Social: Sistema Penal e Mídia em luta 
por poder simbólico ............................................................................................. 42 
Álvaro Filipe Oxley da Rocha 
 
CAPÍTULO III: Juventude, contemporaneidade e comportamento agressivo
 ............................................................................................................................. 61 
Gabriel José Chittó Gauer 
Alfredo Cataldo Neto 
Leandra Regina Lazzaron 
 
CAPÍTULO IV: Criminologia do Reconhecimento: linhas fundamentais de um 
novo paradigma criminológico ............................................................................ 91 
Giovani Agostini Saavedra 
 
CAPÍTULO V: O Nervo Exposto: Por uma crítica da ideia de razão desde a 
racionalidade ética ............................................................................................ 107 
Ricardo Timm de Souza 
 
CAPÍTULO VI: A Força do Direito e a Violência das Formas Jurídicas \u2013 
Contribuição à Análise Sociocriminológica do Direito .................................... 119 
Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo 
 
CAPÍTULO VII: Substitutivos penais na era do grande encarceramento ...... 146 
Salo de Carvalho 
 
SISTEMAS JURÍDICO-PENAIS CONTEMPORÂNEOS 
 
CAPÍTULO VII: Breves apontamentos in memoriam a James Goldschmidt e a 
incompreendida concepção de processo como \u201csituação jurídica\u201d .................. 173 
Aury Lopes Júnior 
Pablo Rodrigo Alflen da Silva 
 
CAPÍTULO VIII: Aproximações à Teoria da Exclusiva Proteção de Bens 
Jurídicos no Direito Penal Contemporâneo ...................................................... 198 
Fabio Roberto D\u2019Avila 
 
CAPÍTULO IX: A ampliação da visibilidade nos julgamentos criminais ...... 219 
Fabrício Dreyer de Ávila Pozzebon 
 
CAPÍTULO X: Direitos Humanos e Direitos Fundamentais: alguns 
apontamentos sobre as relações entre tratados internacionais e a constituição, 
com ênfase no direito (e garantia) ao duplo grau de jurisdição em matéria 
criminal ............................................................................................................. 236 
Ingo Wolfgang Sarlet 
 
CAPÍTULO XI: Aproximações teóricas sobre o garantismo jurídico ............ 258 
Luciano Feldens 
 
CAPÍTULO XII: Exigências e perspectivas do Processo Penal na 
contemporaneidade ........................................................................................... 273 
Nereu José Giacomolli 
 
CAPÍTULO XIII: Da configurabilidade do princípio da insignificância em face 
da continuidade delitiva .................................................................................... 295 
Ney Fayet Júnior 
 
CAPÍTULO XIV: Proteção jurídico-penal de dados genéticos para fins 
médicos............................................................................................................. 322 
Paulo Vinicius Sporleder de Souza 
 
CAPÍTULO XV: O Inquérito Civil como base para propositura da ação penal
................................................................................................................. 337 
Voltaire de Lima Moraes 
 
APRESENTAÇÃO 
Com o título CRIMINOLOGIA E SISTEMAS JURÍDICO-PENAIS 
CONTEMPORÂNEOS II foram reunidos, nesta segunda coletânea, textos de 
autores que compõem o corpo de pesquisadores do Programa de Pós Graduação 
em Ciências Criminais da Faculdade de Direito, Mestrado e Doutorado, da 
PUCRS. Os textos refletem o interesse na problemática das Ciências Criminais 
em suas diferentes manifestações e descrevem o resultado das pesquisas 
realizadas no âmbito do Programa de Pós-Graduação, em Ciências Criminais, 
durante o período de 2008/2010. As premissas que pautam as investigações, aqui 
divulgadas, estão baseadas, via de regra, na orientação de que a ciência não 
encontra um absoluto construído pelo dado imediato e por um a priori que existe 
de essencial na função científica. Por outro lado, a ênfase interdisciplinar exige 
comprometimento institucional e disponibilidade dialogal entre pesquisadores 
afinados com as especificidades de articulação entre as diferentes produções 
acadêmicas e os diferentes dados fornecidos pela complexidade social. Os 
impactos das novas tecnologias estão transformando rapidamente a sociedade, 
porém seus efeitos em certas estruturas sociopolíticas são insignificantes. 
Nenhuma criação moderna conseguiu alterar as estruturas punitivas que 
perduram por séculos; esse dado reflete que a potencialildade da técnica e da 
ciência é limitada para abrir caminhos que permitam (re) pensar os critérios 
ligados à grande tarefa de transformação dos aparelhos de punição de estado. É 
necessário construir uma nova escala de valores que atenda a outra perspectiva 
que não o velho e intratável problema do indivíduo e suas relações com o mundo 
ao seu redor. Na complexidade contemporânea, subjacente da tradição humista, 
o culto à personalidade perdeu espaço, à liberdade de ação externa ou à 
liberdade de julgamento interior, o mesmo valor transcendente do passado, não 
aspira mais viver a vida com princípios unicamente individuais. A complexa e 
altamente articulada sociedade instalada nos tempos contemporâneos colocou a 
ética individualista fora dos padrões relevantes exigidos pela solidariedade, a 
cooperação e o reconhecimento. 
Por outro lado, a perspectiva de uma civilização tecnológica e científica 
indica uma consciência social onde o indivíduo em sociedade auxiliou na 
remoção de obstáculos antes intransponíveis e ofereceu bases para uma 
civilização que sem perder suas especificidades tornou-se universal. Em que 
9 
pese inúmeras transformações os modelos não ofereceram conteúdos 
significativos para um vigoroso pensamento que esteriorize uma maior coerência 
com o presente. A resolução de alguns problemas ligados ao campo das Ciências 
Criminais depende do foco das pesquisas desenvolvidas