Resumo Prof Cassimiro   NP1+Questôes Respondidas UNIP ENFERMAGEM NOTURNO 3 semestre
35 pág.

Resumo Prof Cassimiro NP1+Questôes Respondidas UNIP ENFERMAGEM NOTURNO 3 semestre


DisciplinaInfectologia1.239 materiais6.919 seguidores
Pré-visualização9 páginas
Enfermagem Noturna 
UNIP SWIFT \u2013 Prof.Cassemiro Jr. 
 
1. Aula 1 \u2013 Conceitos Microbiológicos 
A microbiologia é o estudo dos seres microscópicos, seu nome tem origem 
em três palavras (Mikros=pequenos, Bios= vida, Logos= ciência), A 
Microbiologia é classicamente definida como a área da ciência que dedica-se 
ao estudo de organismos que somente podem ser visualizados ao 
microscópio. Com base neste conceito, a microbiologia aborda um vasto e 
diverso grupo de organismos unicelulares de dimensões reduzidas, que 
podem ser encontrados como células isoladas ou agrupados em diferentes 
arranjos. Assim, a microbiologia envolve o estudo de organismos 
procarióticos (bactérias, archaeas), eucarióticos (algas, protozoários, 
fungos) e também seres acelulares (vírus). 
 
Modos de transmissão 
 
\uf0b7 Direta: transmissão por contato direto do organismo doente com o 
organismo sadio. Com contato físico (IMEDIATA), sem contato físico; 
\uf0b7 Indireta: através de veículos animados ou inanimados (copos, 
talheres, agulhas, vetores, etc.). 
 
Vias de transmissão 
 
\uf0b7 Pele: através de ferimentos, arranhões, picadas de insetos e 
mordeduras de animais; 
\uf0b7 Ar: durante aglomeração de pessoas em ambientes com deficiência 
de circulação de ar; 
\uf0b7 Alimentos: pela ingestão de alimentos mal lavados, estragados ou 
mal cozidos; 
\uf0b7 Objeto: através de objetos inanimados, tais como peças de 
vestuário, calçados, toalhas, utensílios etc. 
\uf0b7 Relação Sexual: em consequência da higiene inadequada dos 
órgãos genitais ou através do ato sexual; 
\uf0b7 Vetores: o vetor pode ser apenas um simples veiculador de agentes 
patogênicos, conduzindo-os do portador para o receptor sem que, 
necessariamente, haja propagação da doenças; 
\uf0b7 Sangue: através de transfusões de sangue e seus derivados; 
 
 
Alguns conceitos importantíssimos 
 
 
CONTAMINAÇÃO: Presença transitória de microrganismos em superfície 
sem invasão tecidual ou relação de parasitismo. Pode ocorrer em objetos 
inanimados ou em hospedeiros. 
Ex: Flora transitória das mãos. 
 
COLONIZAÇÃO: Crescimento e multiplicação de um microrganismo em 
superfícies epiteliais do hospedeiro, sem expressão clínica ou imunológica. 
Ex: Microbiota humana normal 
 
AGENTE ETIOLÓGICO: causador ou responsável pela origem da doença. 
 
INFECCIOSIDADE(INFECTIVIDADE): capacidade do agente etiológico de 
penetrar, se instalar e multiplicar-se no hospedeiro. É fundamental na 
previsão da propagação da doença. Está relacionada com a velocidade 
de transmissão da doença. 
 
PATOGENICIDADE: capacidade do agente etiológico de produzir lesões 
específicas no hospedeiro. 
 
VIRULÊNCIA: capacidade em produzir uma doença mais grave ou menos 
grave, com alta ou baixa letalidade. 
 
INFECÇÃO: Danos decorrentes da invasão, multiplicação e ação de 
produtos tóxicos de agentes infecciosos no hospedeiro, ocorrendo interação 
imunológica. 
 
INTOXICAÇÃO: Danos decorrentes da ação de produtos tóxicos que 
também podem ser de origem microbiana. 
Ex:Toxinfecção alimentar. 
 
PORTADOR Indivíduo que alberga um microrganismo específico, sem 
apresentar quadro clínico atribuído ao agente e que serve como fonte 
 potencial de infecção. 
 
DISSEMINADOR É o indivíduo que elimina o microrganismo para o meio 
ambiente. Pode se tornar um disseminador perigoso quando passa a ser 
fonte de surtos de infecção. Sendo um profissional de saúde, deve ser 
afastado das atividades de risco até que se reverta a eliminação do agente. 
 
INFECÇÃO PREVENÍVEL É aquela em que a alteração de algum evento 
relacionado pode implicar na prevenção da infecção. 
Ex: Infecção cruzada. 
 
INFECÇÃO NÃO PREVENÍVEL É aquela que acontece a despeito de todas 
as precauções tomadas. 
 
INFECÇÃO ENDÓGENA É a infecção causada pela microbiota do paciente. 
 
INFECÇÃO EXÓGENA É a infecção que resulta da transmissão a partir de 
fontes externas ao paciente. 
 
SUPER INFECÇÃO Quando há troca do agente etiológico na mesma 
topografia. Não deve ser confundida a colonização que ocorre em pacientes 
graves hospitalizados com super-infecção. 
 
INFECÇÃO METASTÁTICA É a expansão do agente etiológico para novos 
sítios de infecção. 
 
 
IRAS (Infecções Relacionadas à Assistência de Saúde) 
 
A importância da Microbiologia no controle de IRAS 
 
\uf0b7 Identificação de Agentes Etiológicos (detecção imediata e 
notificação epidemiológica de importantes organismos); 
\uf0b7 Padrões de resistência antimicrobiana emergentes Medidas de 
Controle (avaliação da eficácia das precauções recomendadas para 
limitar a transmissão durante os surtos); 
\uf0b7 Tratamento de Doenças (auxiliar no tratamento das doenças 
através da identificação de microorganismos); 
\uf0b7 Antimicrobianos (colaborar na restrição do uso de 
antimicrobianos); 
 
 
 
2. Aula 2 \u2013 Conceitos de IRAS 
 
Conceito Vigente de Infecção Hospitalar segundo Portaria da ANVISA 
2.616/98. \u201dQualquer infecção adquirida após a internação manifeste 
durante a internação ou mesmo após a alta,relacionada com a internação 
ou procedimentos hospitalares.\u201d\u201d 
 
 
Conceitos de Infecção Comunitária x Infecção Hospitalar 
 
A Portaria 2.616/98 traz diretrizes e normas para o controle das infecções 
hospitalares. Em seu anexo II, aborda conceitos e critérios para o 
diagnóstico das infecções, classificando-as em comunitárias ou hospitalares. 
 
Infecção comunitária 
\u201cÉ a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, 
desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital\u201d. 
São também comunitárias: 
1. As infecções associadas a complicações ou extensão da infecção já 
presente na admissão, a menos que haja troca de microrganismos ou 
sinais/ sintomas fortemente sugestivos da aquisição de nova 
infecção. 
2. Infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via placentária é 
conhecida ou foi comprovada e que se tornou evidente logo após o 
Nascimento (ex: Herpes simples, toxoplasmose, rubéola, 
citomegalovirose, sífilis e AIDS). 
Adicionalmente, são também consideradas comunitárias todas as infecções 
de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas. 
 
 
Infecção Hospitalar 
\u201cÉ qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se 
manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser 
relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares\u201d. Usa-se como 
critérios gerais: 
1. Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção 
comunitária for isolado um germe diferente, seguido do agravamento 
das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser considerado 
como hospitalar. 
2. Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e 
não houver evidência clínica e/ou dado laboratorial de infecção no 
momento da admissão, considera-se infecção hospitalar toda 
manifestação clínica de infecção que se apresentar 72 horas após a 
admissão. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções 
manifestadas antes de se completar 72 horas da internação, quando 
associadas à procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos, 
realizados previamente. 
3. As infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das 
transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas à bolsa 
rota superior a 24 horas. 
Tempo ou período de incubação de uma doença infeciosa é o intervalo 
de tempo que transcorre entre a exposição a um agente infecioso e a 
aparição do primeiro sinal ou sintoma da doença de que se trata. 
Desta forma, quando se conhece o tempo de incubação de uma infecção 
específica, deve-se considerar como infecção hospitalar todos os casos de 
pacientes internados que manifestaram a referida infecção num intervalo de 
tempo, contado desde a admissão do paciente até
Dayane
Dayane fez um comentário
muito bom.
0 aprovações
Karinna
Karinna fez um comentário
parabéns, ótimo ????
0 aprovações
Carregar mais