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Teoria da Constituição

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Teoria da Con stitu içã o
I Conc eitos Gerais
Co nstitu cio na lismo é a teor ia (ou ideo lo gia ) que er gue o pr incipio d o
go ver no limitado indispensá vel à gar antia do s dire ito s em dimensão
estru tur ante da or ganiza ção po tico -so cial de uma co munida de. É u ma técnica
esp ecifica de limitação do po de r co m fim g a ra ntistico s.
Em ter mo s r igor oso s, não u m cons titu cio nalismo, ma s vár io s
co nstituciona lismo s ( o in glê s, o amer icano , o francês ) Mo vimentos
Co nstitu cio na is , Cano tilho .
Co nstitu cio na lismo significa, em e ssência , limitação do po der e
sup remacia d a co nstitu ição . O no me suger e, de modo e xplicito , a ex istência d e
uma Con stituição , mas a as sociação nem s emp re é ne cessár ia ou ver dadeira .
O Mod elo Inglês
Mo delo Histor icista: co nstr d o a pa rtir d o culo XIII, com a Ca rta Ma gna
(1215 ), disciplino u os dir eito s estamentais, ma s q ue ser vir am de parâ me tr o par a
futur a ir ra diaçã o ao s demais ho me ns; O co nstitu cio nalismo inglê s n ão se por
uma cons titu ição ma s sim p ela j un ç ão d e vá rios d oc u men tos.
A Revo lu ção G lorio sa fez sur gir a Co nstituição Mista ou Go ver no Mis to
(Rei no par la me nto , Co muns e Lo rd es), e m qu e o pode r o es tá co ncentrado na s
mão s d e um mo na rca, ma s é pa rtilhado po r ele e por o utros ó rgão s do go verno
(re i e Par lamento). Preva lec e a soberan ia d o Pa rla men to, e o a sobera nia
d a Constitu ã o.
A co nstituição ingle sa é fr uto d e uma long a histo r ia de busca da limitação
do po der . Paulo Bo navide s diz que ela é pa rc ia lmente c ostumeira ”. Ela é
ju d ic ia lmen t e flexível e p od e se r alter ada or dinar ia men te pelo Par la mento ,
embo ra seja soc iologicamen te uma das mais rígid a s.
Costu mes + Te xtos Esc rit os e o Cod ific a dos = Con stitu ã o In glesa
OBS: A co nstituição ingle sa é ESCR I TA, ma s nã o é CODI FI CADA.

O Mod elo Fran c ês
Mo delo de Ruptura : Par adig ma de co nstituciona lismo re volucio r io , que
bu sca ro mper to talmente, difer entemente d o inglês, co m os esq uemas do s
“dir eitos do s es tamentos ”. Cano tilho .“Art. 1º. Os ho mens nasce m e sã o livr es e
ig uais e m dir eitos (...)” (D eclara ção de D ire ito s do Ho me m e do Cida o 1789)
A cons tituição fra ncesa é fr uto de uma id éia co ntr atualista que gar antir ia
dir eitos e co nformaria o po der po litico .
Apes ar de te r ader ido à s co nstituiçõ es ins critas uma
sobr eva loriza ç ã o da supremac ia da lei e do p arlament o que inviabiliza a
sup remacia d a cons titu ição e o co ntro le jurisdiciona l de cons titu cio nalidad e.
M odelo Norte America n o
A prime ir a con stituição já e ra um mo de lo escr ito e co dif icado oriu ndo da
Indepe ndência das 13 co lô nias (1776).
Segu ndo Cano tilho , e ss e mo de lo asse nta na ide ia da limitaçã o no rmativa
do do mínio politico atr avés de uma le i escr ita.
A co ns tituiçã o não é um co ntr ato entre go ver nantes e go ve rna do s mas
sim um aco rdo celebr ado p elo po vo e no seio do po vo (...)
Havia a s epar ação do s pod er es; O po der L egisla tivo e ra o pod er a ser
co ntido : ar bitr ariedade histórica do Par la me nto inglê s. Imp la ntaçã o da
demo cracia aliada ao mod elo de check and ba lance s e a o F ede ralis mo .
D ifer entemente do s mo de lo s ing lês e fr ancês, o co nceito de Lei Pr oemine nte
(con stituição ) ju stificar á a elevação d o p oder ju d ic ial a ver dade iro defensor d a
c onstitu iç ã o e gua rd o d os direitos e liberd ad es .
II- Cla ssific aç ão d as Con stit uiç ões
“As co nstituiçõe s e scrita s s ão uma cr ia ção d a espo ca moder na, No
entanto , toda s as so cied ades po liticamente o r ganiza das po ssu em cer ta s for ma s
de or den ação suscep tíveis de ser em designada s po r co ns tituição “ Ca notilho .
To do s o s pa íse s po ssue m, po ssuíram se mpr e, e m to do s os momentos da
sua h istór ia , uma co nstituição r eal e e fetiva .
-> Con ceitos da s Constitu iç ões:
1)Conc eit o Libera l d e Con stitu iç ã o
Revo lução F ran cesa

Ar tigo XV I- Qua lq uer so cie dade e m que não esteja as segur ada a gar antia dos
dir eitos , nem esta belecid a a separ ação do s po der es, o tem Co nstituição
(De clar ação do s D ir eito s do Ho me m e do Cida o -1 789)
2)Conc eit o I deal d e Con stitu ã o
Car l Schmitt
É b asea da em po stulado s liber ais , co nsider ando -s e co mo elemento s maté rias
car acte rizad or es e distintivo s:
a) Co nstituição q ue co nsagr e um sistema de gar antias da lib erdad e (dir eitos
ind ivid uais e p articip ação dos cida dãos no s ato s do le gislativo );
b) Co nte r o pr incipio da divisão d e pode re s (garantia o rgân ica co ntra o s ab uso s
do s po der es es tad uais );
c) D eve se r um do cumento escr ito;
OBS: 1 . Principio da D ivis ão de Po der es
Citação de Cano tilho (...)
D ividir o u sepa rar po de re s é uma q uestão atine nte ao e xer cio de
co mpe tên cia s dos ór gão de sob er ania e o u m pro blema de divi o d o po der
unitár io do Esta do .
2. D ivisão e os Pensa do res
Loc ke: Sep ara o po der legislativo (supr emo ) do po der de ex ecutar par a
pr oteger a pro pr ieda de.
M on tesqu ieu : Tr ipa rte o po der , mediante a vi o de que to do s que o
detêm de vem abusa r dele; só o po der pode co nter o po der .
Federa listas: Tr ip artem o pode r, mas ins tau ram uma medid a de “fre io s e
co ntra p e so s ”.
-> Sen tid os a tribuíd os a Con st itu ições
1) Soc iológic o (F erd inand L as sale) FATOR ES R EAIS
Repr ese nta nte do pens amento c onstitu c iona l realista , diz qu e a
co nstituição d e um pa is r epr esenta um refl exo da realid ade d o mesmo. Para
ele, a s c on st itu iç ões esc rita s nã o t em va lor e nem s ão dur áveis a me no s qu e
ex prima m fielme nte o s fato res do po der qu e imper am na rea lidade so cia l.
Ela é a som a dos fator es r eais de um a sociedade .