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Questão 4

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4. O que propunha a Escola de Cultura e Personalidade? Com base em Configurações de Cultura, de Ruth Benedict, discuta sua abordagem teórica e apresentação de evidências culturais.
Rutch Benedict era uma das alunas mais talentosas de Boas. E resolve levar a todo desenvolvimento a linha teórica de Boas que relaciona cultura e psicologia social, a cultura e a “personalidade coletiva” de uma sociedade.
	A ideia principal da Escola de Cultura e Personalidade era entender como funções culturais satisfaziam as necessidades psicológicas das pessoas e para entender a cultura, é preciso entender os padrões emocionais da sociedade.
	Para tanto, Benedict analisa os fatores psicológicos como, a personalidade, as emoções e o caráter de um povo em determinadas sociedades, querendo sempre mostrar o quanto os fatores emocionais influenciam nas ações culturais. 
	A autora mostrou particularidades do cotidiano de sociedades, mostrando sempre o ETHOS – o estilo emocional, o modo de ser de uma pessoa ou grupo social- como primordial para o entendimento de padrões e configurações de culturas. 
	Rutch Benedict descreve dois tipos de culturas discrepantes baseada em estudos em tribos indígenas e evidencias culturais; Os dionisíacos e os Apolíneos. 
 Os Dionisíacos; Nome dado por Nietzsche baseado em Dionísio, Filho de Zeus e de uma princesa mortal, o único Deus Olimpiano filho de uma mortal. Deus Grego dos ciclos vitais, das festas, do vinho e, sobretudo, da intoxicação. 
	Como o próprio nome e sua derivação sugere, os povos Dionisíacos, como os Kwakiutl valorizam o excesso com fuga para uma existência além da dos cinco sentidos, o que se expressa pela criação, na cultura, de experiências dolorosas, pelo cultivo de excessos emocionais e psíquicos e pela embriagues, sonhos e transe. Sem poupar exageros, com sensações extremas, com excessos emocionais, extroversão, medo e alegria irracionais. Esse povo valorizava os estados psicológicos extremos. Eram muito entusiasmados e em seus funerais, casamentos rituais eram permeados pelo valor da sensação “violenta”, da falta de moderação da entrega emocional, da indisciplina. 
	Temos como exemplo em uma cultura Dionisíaca; Quando morria uma criança, dava-se livre curso ao pesar e se uma pessoa ofendesse o progenitor durante este tempo, a morte dessa pessoa se seguiria, pois o homem que está em pesar profundo procura alguma coisa para descarregar sua vingança, indo para a guerra para matar ou ser morto. Algumas vezes um ou outro dos pais recorre ao suicídio. 
Os Apolíneos; Nietzsche baseou-se em Apolo, Filho de Zeus e Leto, era entre outras coisas, o Deus da Beleza, da perfeição, da harmonia, do equilíbrio e da razão. Como sugerido pelo nome que baseia, as culturas Apolíneas, como a dos Zuñis, era pragmática e práticas, emocionalmente reservados, valorizando a lucidez, a sobriedade, a introversão, disciplina emocional e a moderação. Tinham desconfiança quanto ao excesso e à orgia. 
	Já nesse tipo de cultura que prega a sensatez, repugna-lhe o exagero em sentimento e, mesmo a morte, que é a mais inflexivelmente inevitável das ocasiões trágicas da vida, aquilo em que eles mais se empenham é conseguir uma rotina para continuar a vida com o menor transtorno possível.