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ATPS_PSIC._DA_EDUCACAO_-_POSTAR

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rompendo uma barreira de época, onde crianças eram mini adultos, foi partindo do seu trabalho de observação cientifica rigorosa sobre principalmente o comportamento e desenvolvimento da criança que postulou seu primeiro trabalho da área chamado de epistemologia genética, onde apresentou o desenvolvimento cognitivo da criança em quatro estágios. Segundo Piaget o pensamento da criança passa por esses quatro estágios até chegar a adolescência quando atinge sua plenitude lógica, claro que não a deixa estagnada, mas leva ao ápice do conhecimento, levando a notar que esta plenitude cognitiva adquirida com os estágios anteriores será o centro de sua cognição na fase adulta o que será aprimorado com novos conhecimentos mais extensos e profundos, porém sua estrutura cognitiva não será mais modificada. Vem de Piaget a ideia de que o aprendizado é construído pelo aluno e é sua teoria que inaugura a corrente construtivista. Educar, para Piaget, é “provocar a atividade” – isto é, estimular a procura do conhecimento. “O professor não deve pensar no que a criança é, mas no que ela pode se tornar” podemos citar entre outras três contribuições de Piaget para a educação. Assimilação e Acomodação: Com as teorias de Piaget fica claro que criança não pensa como adulto e que apenas gradualmente conforme sua maturidade psicológica vai aparecendo é que ela vai se inserindo nas regras, valores e símbolos dessa maturidade, esta entrada nesse mundo de amadurecimento acontece com esses dois fatores a assimilação e acomodação, o primeiro acontece quando a criança passa pelo processo de classificar um novo dado do mundo exterior a esquemas mentais que já possui como exemplos podem citar o avestruz ao ser apresentado a uma criança ela o assimila como uma ave que voa, quando sabemos que esta correlação é um esquema que não corresponde totalmente ao conhecido, por outro lado a acomodação é uma modificação dos sistemas de assimilação por influencia do mundo externo, como quando a criança ao conhecer novos fatores do mundo externo entende que avestruz mesmo sendo uma ave ela não voa então a criança vai adaptar seu conceito geral de ave para incluir as que não voam. Outro aspecto que podemos considerar uma enorme contribuição para a educação é a epistemologia genética, o desenvolvimento cognitivo em estágios, pois favorece a atividade mental da criança, embora suas teorias não sejam voltadas para área da educação é possível afirmar que muitos educadores utilizam as teorias de Piaget para educar e ensinar as crianças, um exemplo que podemos citar é a educação infantil, ao separar classes por faixa etária, como crianças de 2 e 3 anos podemos perceber que conforme a descrição desse estágio por Piaget encontrou exatamente o que ele nos descreve em sala de aula, crianças representativas, que estão na idade mental de representar personagens de historias, do próprio ambiente em que vivem, seja na escola ou em casa, começam a brincar de ser outra pessoa. A escola pode aprimorar essa busca pelo conhecimento cognitivo da criança ampliando esse repertorio de historias e personagens, porém é importante lembrar que os modelos teóricos são parciais e que no caso especifico de Piaget não há um modelo para sala de aula. A obra de Piaget leva à conclusão de que o trabalho de educar crianças não se refere tanto à transmissão de conteúdos quanto a favorecer a atividade mental do aluno. “Nós somos dotados de razão, mas é só uma potencialidade que precisa ser desenvolvida”. Piaget nos mostra que ao observamos uma criança e seu desenvolvimento, podemos aprender tanto quanto ensinar, nos mostra que existe uma lógica no erro da criança, que ela erra para acertar, podemos afirmar que sua maior obra e por consequência sua maior contribuição foi à epistemologia genética, o desenvolvimento em estágios da criança, nos mostra o quão complexo é esse mundo das crianças e como é preciso respeitar cada estágio, cada fase, isso se torna ponto fundamental para um bom desenvolvimento, nos mostra como é possível aprender brincando, como é possível adquirir conhecimento cognitivo através de representações, de animismo, de artificialismo, de jogos, tudo isso faz parte do universo da criança em busca do conhecimento. 
Etapa 3 - Henri Wallon e sua contribuição para a educação.
O pensamento que explica que os alunos aprendem mais quando “gostam” de um professor, é uma das teorias de Henri Wallon. Sua teoria pedagógica, que diz que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro, abalou as convicções numa época em que memória e erudição eram o máximo em termos de construção do conhecimento. Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa. Militante apaixonado (tanto na política como na educação), dizia que reprovar é sinônimo de expulsar, negar, excluir. Ou seja, "a própria negação do ensino”. Wallon colocou a afetividade como um dos aspectos centrais do desenvolvimento humano. O desenvolvimento do pensamento infantil é marcado por descontinuidade, crises e conflitos. Diferente de Piaget, Wallon diz que a inteligência surge depois da afetividade, conflitando com ela, pensamento que explique talvez porque alunos aprendem mais quando “gostam” do professor. Durante todo o desenvolvimento há momentos em que predomina o afetivo, em outros, o cognitivo, ainda que de maneira integrada. 
Vamos nos aprofundar um pouco mais na cognição que para Wallon estavam alicerçadas em quatro categorias de atividades cognitivas denominadas “campos funcionais”. Estes seriam o movimento, a afetividade, a inteligência e a pessoa. O Movimento, que seria um dos primeiros campos funcionais a se desenvolver e que serviria de base para os demais. A Afetividade por sua vez seria a primeira forma de interação com o meio ambiente. Wallon mostra a afetividade expressa em três maneiras: Emoção: a primeira expressão de afetividade, ela tem uma atuação orgânica, é uma ação instintiva. A segunda o Sentimento: representação da sensação, que surge quando a pessoa já consegue falar sobre o que lhe afeta. E a terceira é a Paixão: característica de alto controle em função de um objetivo manifesta-se quando o individuo domina o medo em prol de sair de uma situação. As emoções são também a base para o desenvolvimento do terceiro campo funcional que é a inteligência.
 A inteligência tem um significado bem específico, estando diretamente relacionada com duas importantes atividades cognitivas humanas: o raciocínio simbólico e a linguagem. À medida que a criança vai aprendendo a pensar nas coisas fora de sua presença, o raciocínio simbólico e o poder de abstração vão sendo desenvolvidos. Ao mesmo tempo, e relacionada, as habilidades linguísticas vão surgindo no indivíduo, potencializando sua capacidade de abstração. Wallon dá o nome de pessoa ao campo funcional que coordena os demais. Seria este também o campo funcional responsável pelo desenvolvimento da consciência e da identidade do eu. As emoções, para Wallon, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. 
Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino. A teoria de Wallon também propõe uma série de estágios de desenvolvimento, mas diferente de Piaget, não se limita ao aspecto cognitivo. Para Wallon estes estágios sofreriam permanentes conflitos externos e internos e também que tenham retrocessos e reviravoltas. Ele afirma que os estágios se sucedem de maneira que momentos predominantes afetivos sejam sucedidos por momentos predominantes cognitivos. Estes estágios são divididos em cinco: Impulsivo-Emocional (0 a 01 ano), Sensório-motor e Projetivo (até 03 anos), Personalismo (03 a 06 anos), Categorial (07 a 12 anos) e Adolescência (a partir