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PPG Inflamação Aguda e Cronica  resumo

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Apesar de poder ser a continuação da inflamação aguda, a inflamação crônica frequentemente 
começa de maneira insidiosa como uma reação pouco intensa, geralmente assintomática. Este 
último tipo de inflamação crônica é a causa de dano tecidual mais comum e debilitante, como a 
artrite reumatóide, arteriosclerose, tuberculose e doenças pulmonares crônicas. 
 
 9.2 Função 
 Clinicamente, nas inflamações crônicas não de observam os sinais cardinais característicos 
das reações agudas. Porém, todas as alterações vasculares e exsudativas que originam esses 
sinais clínicos continuam acontecendo, culminando com o destaque da última fase inflamatória, a 
fase produtiva-reparativa. 
 Reação tecidual caracterizada pelo aumento dos graus de celularidade e de outros elementos 
teciduais mais próximos da reparação, diante da permanência do agente agressor. 
 
 
 
 
Plano de Aula Respondido – PPG - 3ª PROVA 
Alberto Galdino - Biomedicina 
9.3 Componentes: linfócitos, macrófagos e plasmócitos (morfologia, origem, função e 
comportamento da fase crônica) 
 MACRÓFAGOS 
 Morfologia: Medem entre 10 e 30 µm de diâmetro e usualmente possuem um 
núcleo oval ou em forma de rim localizado 
excentricamente. Possuem características 
morfológicas variáveis que depende de seu 
estado de atividade funcional e do tecido 
que habitam. 
 Origem: Tem como célula precursora os 
monócitos do sangue que se origina na 
medula óssea a partir dos monoblastos. 
 Função: O recrutamento de macrófagos da 
circulação, resultante da expressão de 
moléculas de adesão e fatores 
quimiotáticos permite o acúmulo de 
monucleares na inflamação crônica. A 
maioria dos macrófagos presentes em um 
foco de inflamação crônica é recrutada 
entre os monócitos circulantes. Os 
estímulos quimiotáticos para os monócitos 
incluem quimiocinas produzidas por 
macrófagos, linfócitos e outros tipos de 
células ativadas. 
 Comportamento da fase crônica: Na 
inflamação de curta duração, se o irritante é 
eliminado, os macrófagos eventualmente 
desaparecem (ou morrendo ou tomando o 
caminho dos linfáticos e linfonodos). Na 
inflamação crônica, o acúmulo de 
macrófagos persiste como resultado do recrutamento contínuo a partir da 
circulação e proliferação local até o sítio da inflamação. 
 
• LINFÓCITOS 
 Morfologia: normalmente tem entre 10-12 micrômetros de diâmetro, um núcleo 
redondo com cromatina condensada e citoplasma escasso pouco basofílico. 
 Origem: São produzidos pela medula óssea vermelha, através das células-tronco 
linfóides que se diferenciam em células pre-búrsicas e pre-timocitos. Os pre-
timocitos dão origem aos Linfócitos T que por sua vez vão amadurecer nos 
tecidos linfóides; já as células pre-búrsicas dão origem aos Linfócitos B. 
 Função: Migram precocemente nas inflamações. Um vez exsudados, os linfócitos 
T são ativados, podem proliferar no local e passam a produzir citocinas que 
influenciam o comportamento das demais células do exsudato. Linfocitos B 
também exsudam nas inflamações, proliferando-se e se diferenciando em 
plasmócitos, responsáveis pela produção local de imunoglobulinas. 
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 Comportamento na 
fase crônica: Linfócitos e macrófagos 
interagem em uma via bidirecional e 
essas reações tem um papel importante 
na inflamação crônica. Os macrófagos 
expõem as células T e produzem 
moléculas de membrana 
(coestimuladores) e citocinas (IL-12), 
que estimulam as respostas das células 
T. Os linfócitos T produzem citocinas, 
umas das quais recrutam monócitos da 
circulação, e o IFN-γ, que é um potente 
ativador dos macrófagos. 
 
 
 
 
 PLASMÓCITOS 
Os plasmócitos são células 
originadas da diferenciação dos 
linfócitos B. Naquela forma, a célula é capaz de secretar anticorpos que agem como 
opsoninas para auxiliar o reconhecimento e fagocitose do microrganismo que persiste no 
estímulo nocivo. O plasmócito representa uma das principais células da inflamação 
crônica 
 
 Generalizando: Células da Inflamação Crônica 
-Linfócitos 
-Plasmócitos 
-Macrófagos: principal célula efetora; ativados por interferon y; produção de mediadores; 
produção de proteases e reativos de oxigênio; fatores de crescimento. 
 
9.4 Classificação da Inflamação Crônica 
A inflamação crônica pode ser dividida em inflamação crônica inespecífica e em inflamação 
crônica específica (ou granulomatosa). Esta é subdividida ainda em imunitária e não-
imunitária. 
 
 INFLAMAÇÃO CRÔNICA INESPECÍFICA: É o tipo de inflamação crônica em que 
o exsudato inflamatório crônico e a proliferação de vasos se dispõem de uma 
maneira irregular, de forma que não se tem indícios do agente etiológico, não 
podendo chegar a um diagnóstico concreto. Por não formar um granuloma 
organizado, não haverá uma referencia ou um modelo de destruição tecidual. Por 
este motivo, o diagnóstico etiológico é quase que impossível. 
 INFLAMAÇÃO CRÔNICA ESPECÍFICA (GRANULOMATOSA): O exsudato 
inflamatório crônico se dispõem na forma de pequenos nódulos (nódulos 
granulomatosos). Dependendo da sua constituição, é possível evidenciar com 
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clareza o agente etiológico. Este tipo de inflamação crônica pode ser subdividida 
em imunitária e não-imunitária. 
• Imunitária (granulomas imunes): há a presença de macrófagos e linfócitos T. 
• Não-imunitária (granuloma de corpos estranhos): linfócitos T não estão presentes 
(característica de infecções por corpos estranhos). 
 
9.5 Caracteristicas da Inflamação Crônica 
 Infiltrado de células mononucleares, incluindo macrófagos, linfócitos e plasmócitos; 
 Destruição tecidual induzida pela persistência do agente nocivo ou pelas células 
inflamatórias; 
 Tentativas de cicatrização pela substituição do tecido danificado por tecido conjuntivo, 
efetuado através da proliferação de pequenos vasos sanguíneos (angiogênese) e, em 
particular, fibrose. 
 
10 Eventos proliferativos 
10.1 Tecido de granulação 
A inflamação granulomatosa é um padrão distinto de reação inflamatória crônica caracterizada 
pelo acúmulo focal de macrófagos ativados, que geralmente desenvolvem uma aparência 
epitelióide (semelhante ao epitélio). Ela ocorre em um número limitado de condições 
imunologicamente mediadas, infecciosas e algumas não-infecciosas. Sua gênese está 
intimamente relacionada com as reações imunológicas. O reconhecimento do padrão 
granulomatoso em uma biópsia é importante devido o número limitado de condições que podem 
ser a causa e pelo diagnóstico associado às lesões. Um granuloma é um foco de inflamação 
crônica consistindo de agregados microscópicos de macrófagos transformados em células 
semelhantes a células epiteliais cercadas por um colar de leucócitos mononucleares, 
especialmente linfócitos e ocasionalmente, plasmócitos. Os granulomas mais velhos desenvolvem 
uma cápsula de fibroblastos e tecido conjuntivo. Frequentemente as células epitelióides se fundem 
para formar as células gigantes na periferia ou, algumas vezes, no centro do granuloma. 
10.2 Angiogênese 
 
9.Evolução da inflamação crônica 
 
 
Avaliação: Os alunos, na data prevista em calendário da Disciplina, serão avaliados quanto ao 
conteúdo desta aula, por meio de avaliações subjetivas e/ou objetivas e discussões de casos 
clínicos levando-se em consideração um total de acertos em torno de 70% das questões 
formuladas. 
 
Referências Bibliográficas Básicas: 
 
• Brasileiro Filho G. Bogliolo. Patologia Geral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 3ed. 
2009.367p. 
• Kumar V, Abbas AK, Fausto N. Robbins e Cotran Patologia – Bases Patológicas das 
Doenças. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda. 7ed. 2009.1592p. 
• Franco M., Montenegro M R et al. Patologia Processos Gerais. São Paulo: Editora 
Ateneu. 4 ed.