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História da psicologia

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e seduzem as pessoas pelo mistério que envolvem, mas a psicologia é ciência e não se satisfaz com explicações mágicas e ingênuas.
O que é e o que não é Psicologia
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Senso-comum X Psicologia: Muitas ciências surgem motivadas por problemas do cotidiano, mas isso não significa que a ciência psicológica seja mera conclusão organizada por um sistema de conhecimentos fundamentados no senso comum. Mesmo tendo muitos de seus conceitos utilizados no cotidiano.
O que é e o que não é Psicologia
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Clínica psicológica não é “consultório sentimental”.
Aconselhamento psicológico não é direção espiritual.
Psicologia não é parapsicologia, pois o objeto de estudo desta não é de análise ou interpretação psicológica.
A psicologia reúne e sistematiza conceitos teoricamente consistentes, relativos ao comportamento do homem.
O que é e o que não é Psicologia
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Evolução da Ciência Psicológica
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Por trás de qualquer produção existe história. Compreender algo significa recuperar sua história. O passado e o futuro sempre estão no presente, enquanto base constitutiva e enquanto projeto.
A construção da história da psicologia está ligada a necessidade do homem de compreender a si mesmo.
A Evolução da Ciência Psicológica
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O interessante é que mesmo antes de existir ciência o homem procurou explicar a si mesmo. A ciência psicológica é jovem, e vale salientar que as primeiras ciências a se desenvolverem foram as que tratam do que está mais distante do homem (ex: astronomia).
A Evolução da Ciência Psicológica
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As primeiras explicações sobre a conduta do homem são de natureza sobrenatural (mau comportamento= mau espírito habitava corpo). Depois vieram os filósofos gregos e com eles a primeira tentativas de sistematizar uma psicologia.
A Evolução da Ciência Psicológica
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Os Pré-Socráticos: definiam a relação do homem com o mundo através da percepção. Dividiam-se em: 
Idealistas: idéia forma o mundo. O mundo existe porque o homem vê.
Materialistas: matéria forma o mundo. Essa matéria é dada para a percepção. O homem vê o mundo que já existe.
A Evolução da Ciência Psicológica
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Sócrates: preocupava-se com o limite que separa o homem do animal. Esse limite seria a razão, que permite ao homem sobrepor-se a irracionalidade do animal.
Platão: procurou definir um lugar para a razão. Esse lugar seria a cabeça, onde se encontra a alma. Concebia alma e corpo separados e a medula era o elo de ligação.
Aristóteles: para ele alma e corpo não eram separados. A alma seria o princípio ativo da vida. Tudo que cresce, reproduz-se e se alimenta possui alma. 
A Evolução da Ciência Psicológica
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Para Platão, a realidade não reside nos objetos concretos de que somos conscientes através dos sentidos, mas sim nas formas abstratas que esses objetos representam;
Assim, o que nosso corpo percebe é somente a cópia imperfeita da realidade. Então, a verdade se alcança por intermédio do próprio pensamento e não pelos sentidos.
A Evolução da Ciência Psicológica
Platão e o Racionalismo
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Em grego, experiência se diz empeiria. Daí empirismo, conhecimento adquirido por meio da experiência;
Para Aristóteles a origem das idéias são adquiridas a partir da experiência. Ou seja, contrário a Platão, acreditava que a realidade situa-se no mundo concreto de objetos que o organismo percebe;
A realidade situa-se nos objetos e em nossas ações sobre eles. A estimulação que se recebe do meio determinaria os conteúdos do psiquismo.
A Evolução da Ciência Psicológica
Aristóteles e o Empirismo
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Diante disso temos, 2300 anos antes da psicologia científica, duas formulações:
Platônica: postulava a imortalidade da alma e a concebia separada do corpo; O conhecimento se alcança por intermédio do próprio pensamento e não pelos sentidos.
Aristotélica: afirmava mortalidade da alma e pertencente ao corpo; O conhecimento adquirido por meio da experiência obtida pelos sentidos;
A Evolução da Ciência Psicológica
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Época do Império Romano:
 Cristianismo: principal religião, ganha força política e econômica. Também monopoliza o saber e assim o estudo do psiquismo. Então falar de psicologia nesse período é relacioná-la ao conhecimento religioso.
Santo Agostinho (inspirado em Platão): corpo e alma são separados. A alma é imortal por ser o que liga o homem a Deus. E como a alma é a sede da razão, do pensamento, a igreja passa a se preocupar com sua compreensão.
A Evolução da Ciência Psicológica
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São Tomás de Aquino: época que aparece o protestantismo; o capitalismo. Surgem crises e é preciso rever a relação entre Deus e o homem. O homem busca a perfeição e como só Deus é perfeito, a busca da perfeição é a busca de Deus. O homem era a imagem e semelhança de Deus, seu comportamento estava sujeito a vontade de Deus, portanto ele não podia ser objeto de investigação científica. Seu corpo era santo, “Sacrário da Alma”, assim não podia ser dissecado para estudo.
A Evolução da Ciência Psicológica
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Renascimento:
René Descartes: Teoria do dualismo mente e corpo. O homem possui o corpo e a alma separados. O corpo sem alma é apenas uma máquina e, portanto, seus movimentos seriam previsíveis se houvesse um conhecimento de suas “peças”.
A partir daí se torna possível o estudo do corpo humano morto, havendo, então, avanço da anatomia e fisiologia que vão contribuir para o avanço da psicologia. Esse é o começo da Psicologia Científica.
A Evolução da Ciência Psicológica
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